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genética

Ensino

Pesquisa sobre genética indígena publicada na Nature tem participação gaúcha

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo internacional sobre a história evolutiva e a diversidade genética dos povos indígenas da América, publicado na capa da revista científica Nature em abril, apresentou novos dados sobre a origem e a evolução dessas populações. A pesquisa contou com a participação de pesquisadores vinculados e egressos do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e analisou 128 genomas completos de alta cobertura, o maior conjunto já estudado desse tipo entre populações indígenas americanas. O trabalho identificou mais de 1,4 milhão de variantes genéticas inéditas e aponta uma complexidade maior na formação dos povos originários do continente.

O estudo, intitulado “The evolutionary history and unique genetic diversity of Indigenous Americans”, investiga processos de migração, adaptação biológica e ancestralidade genética das populações indígenas americanas. Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam que a ocupação da América ocorreu há pelo menos 15 mil anos, a partir de populações que começaram a se diferenciar geneticamente há cerca de 25 mil anos na região da Beríngia, território que conectava Ásia e América durante a última era glacial.

Diversidade genética

De acordo com a pesquisa, os povos indígenas da América apresentam uma diversidade genética superior à anteriormente conhecida. Os dados também indicam múltiplas migrações para a América do Sul e adaptações biológicas a ambientes extremos ao longo do tempo.

Os pesquisadores identificaram marcas genéticas relacionadas à imunidade, metabolismo e reprodução, indicando a ação da seleção natural sobre essas populações. O estudo também encontrou sinais de ancestralidade arcaica, como neandertais e denisovanos, preservados ao longo das gerações e possivelmente associados a adaptações biológicas importantes.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a identificação e ampliação da compreensão do componente ancestral Ypikuéra, termo de origem Tupi. Segundo os autores, esse sinal genético permanece presente há mais de 10 mil anos em populações indígenas americanas e pode refletir processos ligados à seleção natural.

Os resultados também indicam conexões genéticas entre esse componente ancestral e populações da Australásia, sugerindo uma história compartilhada mais profunda do que a anteriormente conhecida pela ciência.

Impactos para a medicina de precisão

Os pesquisadores afirmam que o estudo tem implicações para a medicina de precisão e para políticas públicas voltadas à saúde. Isso porque as populações indígenas americanas carregam variantes genéticas pouco representadas em pesquisas baseadas predominantemente em populações europeias.

Segundo o estudo, essas variantes podem influenciar tanto fatores de risco quanto mecanismos de proteção relacionados a doenças comuns. A incorporação dessa diversidade genética em pesquisas médicas pode contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos e tratamentos mais específicos.

Participação da UFRGS

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS, Maria Cátira Bortolini, que também é uma das autoras do estudo, destacou o alcance científico da publicação. “A publicação na Nature representa um avanço científico extraordinário. Resultado de um trabalho construído com rigor, colaboração e respeito às populações indígenas”, afirma Maria Cátira.

Segundo a pesquisadora, a expectativa é que os resultados contribuam para ampliar a valorização da diversidade genética humana e dos povos originários da América. “Espera-se que esse estudo estimule a valorização da diversidade genética humana e da nossa história evolutiva, valorizando os povos originários da América, e contribua para descentralizar visões historicamente eurocêntricas na ciência”, conclui Maria Cátira.

Foto: Evidência Press/Comunicação/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 159 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de genética avícola somam 2.139 toneladas em janeiro

Por Jonathan da Silva 14/02/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de genética avícola, que incluem ovos férteis e pintos de um dia, totalizaram 2.139 toneladas em janeiro de 2025, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa uma queda de 13,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 2.470 toneladas.

A receita com os embarques no mês somou US$ 19,233 milhões, apresentando uma redução de 0,8% na comparação com janeiro de 2024, quando o setor faturou US$ 19,391 milhões.

Principais destinos das exportações

O México foi o principal comprador da genética avícola brasileira em janeiro, com 898 toneladas importadas, um aumento de 13% em relação ao mesmo mês de 2024. Em seguida, os principais destinos foram Senegal, com 455 toneladas, queda de 3%; Paraguai, com 338 toneladas, alta de 97%; Venezuela, com 186 toneladas, crescimento de 289%; e Colômbia, com 73 toneladas, aumento de 181%

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou a continuidade da demanda internacional, apesar da retração do volume total exportado no mês. “Apesar da retração pontual no mês, vemos forte demanda de países que são tradicionais importadores da genética brasileira, como México, Paraguai e Venezuela. É esperado que o fluxo siga demandante por país nos próximos meses”, afirmou Santin.

Foto: Bearfotos/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/02/2025 0 Comentários 464 Visualizações
Saúde

Número de médicos geneticistas no Brasil praticamente dobrou na última década

Por Marina Klein Telles 26/05/2023
Por Marina Klein Telles

A última década mostrou uma importante evolução do número de especialistas em Genética Médica. Os dados são do estudo Demografia Médica no Brasil (DMB), a primeira produzida em parceria entre a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Entre os dois momentos analisados (2012 e 2022), a Genética Médica praticamente dobrou o número de especialistas. Eram 200 e hoje são 407 registros de especialistas em Genética Médica no Brasil, o que representa 0,1% do total de médicos registrados. Estes 407 registros representam 342 indivíduos, devido a registro em mais de um estado.

A especialidade aparece entre as que tiveram maior crescimento ao lado de: Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Medicina Legal e Perícia Médica, Cirurgia de Mão, Medicina de Tráfego, Angiologia, Geriatria, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Neurologia, Radioterapia e Mastologia.

“Um dos fatores mais importantes é a própria evolução da medicina. O conhecimento em genética médica tem aumentado com possibilidades de novas tecnologias que auxiliam no diagnóstico e perspectivas terapêuticas”, afirmou a presidente da Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM), Têmis Maria Félix.

As dez especialidades menos frequentes somam apenas 2,3% do total de especialistas (10.984 médicos). São, nesta ordem, aquelas com menor registro de médicos: Genética Médica, Medicina de Emergência, Radioterapia, Medicina Física e Reabilitação, Medicina Nuclear, Cirurgia de Mão, Cirurgia Torácica, Medicina Esportiva, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Patologia Clínica/ Medicina Laboratorial. No total de 495.716 registros de médicos com títulos de especialistas, estão incluídos 57.477 profissionais (11,6%) registrados em mais de um CRM, autorizados a exercer a profissão em mais de uma unidade da Federação.

Dados Gerais

O número de registros de especialistas no país passou de 268.218 em 2012 para 495.716 em 2022, um aumento de 84,8%. O acréscimo tem relação com a maior titulação e expansão da Residência Médica, mas também com a melhoria dos registros e dados acessados pelo estudo, principalmente adequações promovidas nas bases da CNRM e AMB.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2023 0 Comentários 1,K Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

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