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feminicídios

Cidades

Banco Vermelho é instalado em Gramado como símbolo de combate ao feminicídio

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

Com o objetivo de promover a conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio, além de incentivar denúncias e reforçar a atuação da rede de proteção no município, um banco vermelho foi instalado nesta quinta-feira (21) pelo Gabinete da Primeira-Dama na Rua São Pedro, em frente à sede do órgão. O monumento é inspirado no Instituto Banco Vermelho (IBV), referência no enfrentamento à violência doméstica. O ato reuniu autoridades civis, militares e representantes do poder público com o foco em ampliar a mobilização da comunidade em torno do tema.

Durante a cerimônia, a primeira-dama Jandira Tissot afirmou que o espaço funcionará como um lembrete permanente sobre a necessidade de combate à violência contra as mulheres. “Esse trabalho de conscientização precisa ser permanente. A violência é um ato cruel e, na gestão Nestor e Luia, estamos estruturados em uma rede de apoio para auxiliar as mulheres e as famílias gramadenses”, expressou Jandira.

Integração entre órgãos

A delegada Fernanda Aranha destacou a importância da integração entre forças de segurança e administração pública para ampliar a efetividade das ações de proteção às vítimas. “É mais uma ferramenta no combate contra a violência doméstica. Esse trabalho é muito mais efetivo quando atuamos de forma integrada”, pontuou a delegada.

O evento contou ainda com a presença da diretora do Gabinete da Primeira-Dama, Suzana Strassburger, da major Francieli Ronsoni e da soldado Mariceles Stocco, representantes da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar. Também acompanharam a inauguração os secretários municipais de Obras, William Camilo, e da Saúde, Jeferson Moschen, além de servidores municipais.

Símbolo de conscientização

O Banco Vermelho é um símbolo internacional utilizado em espaços públicos para chamar atenção à violência de gênero e estimular a denúncia de casos de agressão e feminicídio. A proposta da iniciativa é ampliar a conscientização da população e fortalecer o debate sobre prevenção e acolhimento às vítimas.

Violência contra a mulher é crime. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 161 Visualizações
Variedades

Seminário em Porto Alegre discute feminicídios, subnotificação e atuação do judiciário

Por Jonathan da Silva 17/03/2026
Por Jonathan da Silva

Com o objetivo qualificar a atuação no reconhecimento, investigação e julgamento de casos de feminicídio, além de enfrentar a subnotificação desses crimes, o seminário “Ampliando o Olhar do Sistema de Justiça – Feminicídio, Subnotificação e Respostas Institucionais” será realizado nos dias 26 e 27 de março, no Auditório Mondercil Paulo de Moraes, na sede do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), em Porto Alegre. O evento, que está com inscrições abertas, é promovido pelo MPRS, com participação de instituições do sistema de Justiça e da segurança pública.

A iniciativa é do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (CAOEVCM), do Centro de Apoio Operacional Criminal e de Acolhimento às Vítimas (CAOCRIM) e do Centro de Apoio Operacional do Júri (CAOJÚRI), em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, a Polícia Civil do Estado e o programa RS Seguro.

O seminário busca ampliar a compreensão sobre a violência de gênero e fortalecer as respostas institucionais, com foco na redução da subnotificação e no aprimoramento das estratégias de prevenção e responsabilização.

Abertura com palestra magna

A programação inicia na noite do dia 26 de março com a palestra magna “Órfã do Feminicídio: Transformando a dor em força”, ministrada pela palestrante e ativista Lili de Grammond. Na sequência, será apresentada a síntese do Projeto Pedros e Marias, voltado ao acolhimento de vítimas indiretas de feminicídio, com facilitação da subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Alessandra Moura Bastian da Cunha.

Painéis temáticos

No dia 27, a programação inclui painéis sobre violência de gênero, reconhecimento jurídico do feminicídio, subnotificação, investigação com perspectiva de gênero e estratégias institucionais de prevenção e gestão de risco. Entre os participantes estão a doutora em Direito Penal Alice Bianchini, a delegada de Polícia e secretária-adjunta da Segurança Pública do RS Adriana Regina da Costa, a psicóloga Thaís Pereira Siqueira e o juiz de Direito Rafael Pagnon.

Programação

Quarta-feira, 26 de março
  • 17h às 17h30min – Credenciamento
  • 17h30min às 18h – Abertura oficial com autoridades
  • 18h às 19h30min – Palestra magna “Órfã do Feminicídio: Transformando a dor em força”, com a palestrante Lili de Grammond
  • 19h30min às 20h – Apresentação dos resultados do Projeto Pedros e Marias, com a subprocuradora-geral de Justiça Alessandra Moura Bastian da Cunha
  • 20h – Encerramento
Quinta-feira, 27 de março
  • 8h30min às 9h – Credenciamento e boas-vindas
  • 9h às 10h20min – Painel 1 – Violência de gênero e feminicídio: por que ainda não reconhecemos?
  • 10h20min às 11h20min – Painel 2 – Reconhecer o feminicídio: diretrizes, subnotificação e desafios institucionais
  • 11h20min às 12h – Palestra “Feminicídio: nunca é sobre amor”
  • 12h às 14h – Intervalo para almoço
  • 14h às 15h20min – Painel 3 – Investigar com perspectiva de gênero: da cena do crime à resposta penal
  • 15h20min às 15h40min – Intervalo
  • 15h40min às 17h – Painel 4 – Respostas institucionais e prevenção: monitoramento do agressor e avaliação de risco
  • 17h – Encerramento

Inscrições

Integrantes do MPRS devem se inscrever pela página do CEAF na intranet, enquanto o público externo pode realizar a inscrição pelo site do MPRS, na seção do CEAF.

Serviço

  • O quê: Seminário “Ampliando o Olhar do Sistema de Justiça – Feminicídio, Subnotificação e Respostas Institucionais”
  • Quando: 26 e 27 de março
  • Onde: Auditório Mondercil Paulo de Moraes, sede do MPRS, em Porto Alegre
  • Quanto: gratuito
Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/03/2026 0 Comentários 185 Visualizações
Cultura

Intervenção transforma escadaria da Praça da Matriz em memorial a vítimas de feminicídio

Por Jonathan da Silva 11/03/2026
Por Jonathan da Silva

Uma intervenção artística promovida pelo Museu de História Julio de Castilhos está sendo realizada nesta quarta-feira (11), das 10h às 17h, na escadaria do Monumento a Julio de Castilhos, na Praça da Matriz, no Centro Histórico de Porto Alegre. Intitulada “História que Sangra – Do documento à presença/ausência”, a ação transforma o espaço em um memorial temporário dedicado a mulheres vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul e integra a programação do Mês da Mulher.

A iniciativa é organizada pelo museu, instituição vinculada à Secretaria da Cultura do estado, e busca chamar atenção para o crescimento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, além de promover reflexão sobre memória e violência contra mulheres.

Memorial temporário

No centro da escadaria serão instaladas 80 mãos em gesso, representando as 80 mulheres vítimas de feminicídio registradas no estado em 2025. Ao lado delas, mãos pretas simbolizarão as mulheres assassinadas em 2026 até a data da montagem da intervenção.

A instalação foi concebida por servidoras e estagiárias do Museu de História Julio de Castilhos e utiliza moldes de luvas cirúrgicas. O material remete tanto ao cuidado quanto à investigação, em referência à preservação da memória e à dimensão de violência presente nos casos.

Segundo a museóloga e coordenadora da ação, Doris Couto, a proposta busca relacionar memória histórica e acontecimentos contemporâneos. “O museu preserva memórias. Quando mulheres são assassinadas, o que se perde não é apenas uma vida – é uma história que deixa de existir. Diante disso, silenciar também seria uma forma de apagamento”, afirma Doris.

Fitas com desejos de futuro

A intervenção também apresentará fitas com desejos de futuro escritos por mulheres que visitaram o museu entre 2022 e 2023 durante atividades culturais da instituição. Entre as palavras registradas estão “respeito”, “igualdade” e “liberdade”.

Segundo os organizadores, a presença desses registros busca estabelecer um contraponto entre histórias interrompidas pela violência e expectativas de futuro manifestadas pelas visitantes.

Contexto de políticas públicas

A ação ocorre em um momento de discussão sobre políticas públicas relacionadas à proteção das mulheres no Estado. Na terça-feira (10), no Palácio Piratini, o governador Eduardo Leite (PSD) lançou o Programa Estadual de Proteção e Promoção dos Direitos das Mulheres.

O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da rede de proteção, prevenção da violência e promoção da autonomia feminina no Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê investimento de R$ 71 milhões em medidas organizadas em quatro eixos: governança, acolhimento, capacitação e desenvolvimento, e enfrentamento à violência.

A intervenção ocupará o espaço da escadaria apenas durante o período da atividade. De acordo com os organizadores, todos os elementos utilizados são removíveis e serão instalados sem perfurações ou fixações na estrutura do patrimônio histórico.

Mesmo com o museu temporariamente fechado para restauro, a instituição afirma que ações externas buscam manter a participação do Museu de História Julio de Castilhos em debates públicos relacionados à memória, história e questões sociais contemporâneas.

Serviço

  • O quê: intervenção artística “História que Sangra – Do documento à presença/ausência”, do Museu de História Julio de Castilhos
  • Quando: quarta-feira, 11 de março, das 10h às 17h
  • Onde: escadaria do Monumento a Julio de Castilhos, Praça da Matriz, Centro Histórico de Porto Alegre
Foto: Ana Lagazzio/MHJC/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/03/2026 0 Comentários 318 Visualizações
Variedades

Estância Velha realiza 2º Seminário Mulheres Protegidas no dia 9 de março

Por Jonathan da Silva 24/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha realiza o 2º Seminário Mulheres Protegidas no próximo dia 9 de março, a partir das 13h, no auditório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Estância Velha (CDL). O evento é organizado pelas Secretarias de Segurança, Esporte e Bem-Estar (Sesebe), de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest) e pelo Grupamento de Proteção à Mulher (GPM) da Guarda Municipal, com o objetivo de ampliar o debate sobre o feminicídio e informar a comunidade sobre as diferentes formas de violência contra a mulher.

De acordo com a administração municipal, o encontro abordará causas, origens e motivações do feminicídio, tema que tem ganhado destaque nas manchetes policiais em todo o país neste início de ano. Também serão discutidos os tipos de violência contra a mulher — física, psicológica, sexual, moral e patrimonial — além de estratégias para incentivar a denúncia e reforçar a responsabilidade coletiva na proteção das mulheres.

O trabalho da Guarda Municipal no atendimento de casos de violência doméstica também integra a programação.

Dia da Mulher

A escolha da data ocorre em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março e oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, como marco das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres e de mobilização contra a desigualdade de gênero e a violência.

O seminário terá entrada gratuita e participação aberta ao público, mediante inscrição prévia por formulário online. Ao final, serão entregues certificados aos participantes.

Programa Mulheres Protegidas

Lançado em março de 2021, o Programa Mulheres Protegidas é uma iniciativa do município voltada à segurança e ao suporte emocional de vítimas de violência doméstica. O acompanhamento é realizado de forma periódica às mulheres que possuem medidas protetivas, com o auxílio de aplicativo de monitoramento e rondas diárias feitas por viatura exclusiva em residências, locais de trabalho e instituições de ensino.

O trabalho ocorre em parceria com o Fórum e com o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), com atuação integrada à rede de proteção local.

Além do monitoramento, o programa oferece atendimento psicossocial e mantém convênio com o Instituto Avon e com a Accor para acolhimento emergencial de mulheres em risco iminente, com medidas protetivas expedidas pelo Judiciário no mesmo dia.

Segundo dados divulgados pela Prefeitura, desde a criação do programa houve redução de 87% nos crimes e conflitos e queda de 91% nas ocorrências de violência doméstica entre as mulheres atendidas. Atualmente, 167 mulheres são monitoradas diariamente pela iniciativa.

Programação

  • 13h – Recepção
  • 13h30min – Abertura oficial
  • 14h – A etiologia do crime de feminicídio – Carol Vanzin Coordenadora Técnica do Programa Mulheres Protegidas
  • 15h15min – Debates e contribuições
  • 15h30min – Intervalo
  • 15h45min – Manejo e a conduta da Guarda Municipal em casos de violência doméstica – Comandante Eder Castro e equipa do Programa Mulheres Protegidas
  • 16h20min – Programa Mulheres Protegidas – atualização de dados e avanço de estratégias
  • 17h – Encerramento

Serviço

  • O quê: 2º Seminário Mulheres Protegidas
  • Quando: 9 de março, das 13h às 17h
  • Onde: CDL de Estância Velha (Rua Leopoldo Ritter, 440 – Centro)
  • Quanto: Inscrições gratuitas em bit.ly/2SMP
Foto: Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2026 0 Comentários 256 Visualizações
Cidades

GGIM de São Leopoldo se reúne para debater combate à violência contra a mulher

Por Jonathan da Silva 06/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) de São Leopoldo se reuniu na tarde desta quinta-feira (5) em resposta aos recentes casos de feminicídio na cidade. A ação foi organizada pela Prefeitura do município, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Comunitária (Semusp) e da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (Sepom), para reafirmar o compromisso em combater a violência de gênero e propor novos projetos para proteger as mulheres da cidade.

Desde março de 2024, foram registrados três feminicídios em São Leopoldo, todos já investigados e com os responsáveis detidos. De acordo com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), os três acusados estão presos e apenas um dos casos envolveu um irmão, enquanto os outros dois foram consumados por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

No período até agosto de 2024, a Deam registrou um total de 1.785 ocorrências relacionadas à violência contra a mulher. Dentre essas, 649 medidas protetivas foram solicitadas e 857 procedimentos foram instaurados. Em 2024, as autoridades realizaram 105 prisões e cumpriram 25 mandados de busca. Além disso, 84 prisões em flagrante foram efetuadas e 101 verificações de denúncias foram realizadas.

A Ronda Lilás da Guarda Civil Municipal (GCM) tem trabalhado na proteção das mulheres. Desde o início de suas atividades em abril de 2024 até agosto do mesmo ano, a Ronda Lilás realizou um total de 111 medidas protetivas de urgência. Até o final de agosto, a ronda já efetuou 617 visitas de acompanhamento. No total, 73 medidas protetivas permanecem ativas, após a exclusão das que foram revogadas ou expiradas.

O atendimento emergencial às vítimas continua sendo um essencial na luta contra a violência de gênero. Até agosto de 2024, a Lei Maria da Penha através da Brigada Militar proporcionou assistência a 244 vítimas ativas e 724 atendimentos foram recebidos por meio do número de emergência 190.

A Prefeitura de São Leopoldo, junto com a Semusp e a Sepom, e todas as forças de segurança afirma que continuará a trabalhar incansavelmente para reduzir os índices de violência contra as mulheres e garantir que todas tenham acesso aos recursos e proteções necessárias.

Onde buscar ajuda em São Leopoldo

  • Central de Atendimento à Mulher – Disque 180
  • – Delegacia da Mulher (DEAM) – Rua São Paulo, 970 – Centro – Telefones: (51) 3579-0447 | (51) 3597-0448 (51) 3597-0449 (51) 98112-3203 | (51) 98681-9992
  • DPPA (Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento 24h) – Avenida João Alberto, 96 – Fião – Telefones: (51) 3592-1013 ou (51) 98681-8988
  • Brigada Militar, Patrulha Maria da Penha – WhatsApp: (51) 98515-4820
  • Disque 153 – Guarda Civil Municipal (GCM)
  • Centro Jacobina – Rua Lindolfo Collor, 918 – Centro – Telefones: (51) 2200-0446 | (51) 22000-0447 – WhatsApp: (51) 99788-3212
  • Ministério Público – Avenida Unisinos, 89 – Cristo Rei – Telefone: (51) 3591-0251
  • Juizado da Violência Doméstica – Avenida Unisinos, 99 – Cristo Rei – Telefones: (51) 3598-5794 ou (51) 99954-6625
  • Defensoria Pública – Avenida Unisinos, 99 – Cristo Rei – Telefones: (51) 3568-6127 (51) 3590-1299

O Centro Jacobina atua no acolhimento, atendimento, acompanhamento e apoio às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero. O atendimento é gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Os telefones são 2200-0446 ou 2200-0447. Presencialmente, na Rua Lindolfo Collor, 918 – Centro. Através de vídeo chamada e mensagens via WhatsApp, o número é (51) 99788-3212.

Foto: Bianca Amábile/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/09/2024 0 Comentários 523 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

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