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feminicídio

Projetos especiais

Grupo Hospitalar Conceição formaliza adesão ao Pacto Nacional contra o Feminicídio

Por Jonathan da Silva 27/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) formalizou sua adesão ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio nesta quinta-feira (26), durante ato realizado no Teatro da Unisinos, em Porto Alegre. A iniciativa reuniu representantes do governo federal, empresas estatais, universidades, movimentos de direitos humanos e de mulheres, parlamentares e integrantes da sociedade civil, com o objetivo de fortalecer ações articuladas de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Durante o evento, o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, destacou a necessidade de atuação conjunta entre poder público e sociedade. “Sem políticas de Estado e sem a articulação com a sociedade civil, não vamos enfrentar a violência contra as mulheres. É um problema estrutural”, afirmou Barichello.

A adesão ao pacto estabelece compromissos institucionais voltados à proteção das mulheres e à promoção de ações coordenadas entre diferentes setores, envolvendo poder público, instituições e sociedade civil.

Parcerias firmadas

Na ocasião, também foram firmadas parcerias com o Observatório da Violência de Gênero da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com foco na produção de conhecimento e no apoio a políticas públicas voltadas à equidade de gênero. A iniciativa integra um conjunto de diretrizes que incluem a promoção de ambientes de trabalho seguros, o desenvolvimento de programas de formação e o fortalecimento de redes de apoio às mulheres.

Debate com especialistas

O encontro foi encerrado com um painel de especialistas, com participação de Denise Dora, Carmen Hein de Campos e Lígia Mori Madeira, que abordaram aspectos históricos da violência de gênero e destacaram a necessidade de estratégias integradas de prevenção e enfrentamento.

Foto: Chico Lisboa/GHC InPacto/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2026 0 Comentários 203 Visualizações
Política

Pensão é garantida a órfãos de feminicídio no Brasil

Por Jonathan da Silva 26/03/2026
Por Jonathan da Silva

Filhos de mulheres vítimas de feminicídio têm direito a receber pensão especial do governo federal desde 2023, conforme estabelece a Lei 14.717. O benefício é destinado a dependentes menores de 18 anos de famílias de baixa renda em todo o país. A medida atende crianças que perderam as mães em decorrência do crime e não possuem amparo previdenciário, sendo concedida mediante critérios de renda e análise das condições familiares.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que mais de 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025 no Brasil. Embora não haja levantamento oficial sobre quantas eram mães, a entidade estima que cerca de 2 mil crianças se tornam órfãs todos os anos em decorrência desses casos.

Quem pode receber o auxílio

A lei, de iniciativa da deputada federal Maria do Rosário (PT), determina que o benefício será pago aos órfãos cuja renda familiar mensal per capita seja de até 25% do salário mínimo. O valor corresponde a um salário mínimo, dividido entre os filhos biológicos, adotivos ou dependentes da vítima.

Como funciona

O advogado previdenciarista Jefferson Maleski explica que a medida atende casos em que não há cobertura da Previdência Social. “Ela auxilia crianças que não são assistidas pela Previdência Social. São famílias onde a mãe não era assegurada, pois nesse caso poderia pedir a pensão por morte, e o pai também não era, pois nesse caso poderia solicitar o auxílio reclusão”, afirma Maleski.

Segundo o especialista, o objetivo é alcançar situações de maior vulnerabilidade. “Abarca crianças totalmente desassistidas, pois perdem a mãe e o pai e acabam sendo criadas por parentes. Se essa família for carente, não tiver condições de criar a criança, ela receberá essa pensão especial paga pelo governo”, destaca o advogado, que ressalta ainda que outros benefícios não podem ser acumulados, com exceção do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

De acordo com Jefferson Maleski, a legislação também contempla casos anteriores à sua criação. “O dependente não recebe retroativamente, mas vale para crimes que aconteceram antes da aprovação da lei, em 2023. E não é preciso ter o processo já transitado em julgado, pode ser um processo apenas com indícios de feminicídio. Se no final ficar provado que não houve um feminicídio, cessa o pagamento e a criança não precisa devolver o valor”, salienta.

O advogado aponta, no entanto, que ainda há aspectos a serem regulamentados. “Ainda faltam serem definidos alguns procedimentos técnicos para regulamentar, como por exemplo, em qual órgão o benefício será solicitado e quais os documentos que deverão ser apresentados. Outra questão que precisa ser regulamentada é quem seria considerado ‘dependente’ da vítima e que poderia solicitar a pensão além dos filhos: o dependente previdenciário? o dependente financeiro? ou o dependente que aparece na declaração de imposto de renda?”, ressalta Maleski.

Foto: Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/03/2026 0 Comentários 219 Visualizações
Variedades

Cavalgada Para Elas mobiliza Novo Hamburgo contra o feminicídio

Por Jonathan da Silva 16/03/2026
Por Jonathan da Silva

A 1ª Cavalgada Para Elas reuniu homens e mulheres neste domingo (15), em Novo Hamburgo, em um ato público contra o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. A atividade ocorreu por meio de uma cavalgada que percorreu a cidade com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o tema, mobilizando participantes e apoiadores da causa em uma manifestação coletiva de conscientização.

Segundo os organizadores, a iniciativa buscou promover reflexão sobre a violência contra mulheres e reforçar a necessidade de mobilização social diante desses casos. Durante a cavalgada, os participantes destacaram que a ação representa um posicionamento público de homens e mulheres que decidiram se unir para tratar do tema e ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência. A proposta foi reunir a comunidade para demonstrar apoio às mulheres e reforçar a mensagem de que a violência não deve ser ignorada. A mobilização também teve como objetivo estimular ações coletivas de proteção, acolhimento e fortalecimento das mulheres.

Participação da comunidade

A cavalgada contou com a presença de participantes que se reuniram para percorrer o trajeto a cavalo, levando mensagens relacionadas ao combate à violência contra a mulher. A organização afirmou que o evento buscou incentivar a união entre diferentes setores da sociedade em torno do tema.

Apoio de entidades

A realização da 1ª Cavalgada Para Elas contou com o apoio de entidades e parceiros, entre eles o Sindilojas Vale Germânico, o Consepro Novo Hamburgo, a psicóloga Aline De Negri, a Casa Íris, a Green Head Beers e a Casa Ciclista NH.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/03/2026 0 Comentários 401 Visualizações
Projetos especiais

Seminário em Estância Velha debate prevenção à violência contra mulheres

Por Jonathan da Silva 10/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha realizou o 2º Seminário Mulheres Protegidas na sede da CDL Estância Velha e Ivoti, no Centro da cidade, reunindo mais de 150 participantes para discutir a prevenção da violência contra mulheres e apresentar resultados do programa municipal Mulheres Protegidas. A iniciativa foi promovida pelas Secretarias de Segurança, Esporte e Bem-Estar (Sesebe) e de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest), em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM).

Entre os temas abordados durante o seminário esteve o painel “O que está acontecendo afinal? A etiologia do crime de feminicídio”, conduzido pela coordenadora do programa Mulheres Protegidas, Carol Vanzin.

Resultados do programa

Durante a abertura do evento, o prefeito Diego Francisco (PSD) destacou os resultados do programa desde a sua criação. “Criamos o programa em 2021, e, desde então, Estância Velha nunca mais registrou um feminicídio”, informou o chefe do executivo estanciense.

A cerimônia também contou com a presença do vice-prefeito Airton Haag, do titular da Sesebe, Oséias Vieira, da titular da Sedes, Beti Griebeler, e da deputada estadual Eliana Bayer (Republicanos).

De acordo com a coordenadora do programa Mulheres Protegidas, Carol Vanzin, o trabalho envolve diferentes áreas da administração municipal e atua por meio de uma rede de atendimento às mulheres em situação de violência. “É um trabalho de rede, com muitos integrantes e muitas especificidades, pois, para atender casos de violência, precisamos estar inseridos e acompanhando passo a passo cada uma das envolvidas”, destacou Carol.

Segundo dados apresentados durante o seminário, o programa atualmente atende mais de 400 mulheres e, desde a criação, já beneficiou 2.115 pessoas. Ainda de acordo com a coordenação, o município registrou redução de 89% nos casos de violência doméstica e de 87% em conflitos gerais.

Homenagem durante o evento

A programação do seminário também incluiu uma homenagem ao ex-secretário de Segurança e atual vereador José Dresch (PSD). Ele foi responsável por propor a criação do programa em 2021, após procurar a assistente social Carol Vanzin para discutir a implantação da iniciativa. “Foi um momento muito importante e inovador, pois não existia nada parecido para que pudessemos nos amparar”, comentou Dresch.

Trabalho integrado

O comandante da Guarda Municipal, Éder Castro, destacou que a atuação conjunta entre diferentes órgãos contribui para os resultados apresentados pelo município. Segundo ele, dois guardas municipais atuam diretamente nos atendimentos relacionados ao programa, realizando visitas, monitoramentos e outras ações junto às mulheres cadastradas. Além disso, equipes das secretarias municipais participam de atividades de capacitação contínua voltadas à manutenção das estratégias de atendimento e acompanhamento dos casos.

Foto: Robson Nunes/Decom/PMEV/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2026 0 Comentários 235 Visualizações
Cidades

Banco vermelho contra feminicídio é instalado na Estação São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 26/03/2025
Por Jonathan da Silva

A Trensurb inaugurou, na manhã desta terça-feira (25), um banco vermelho na Estação São Leopoldo como parte da campanha “Trensurb nos trilhos pelo feminicídio zero”. O projeto busca conscientizar a população sobre a violência contra a mulher e fornecer informações sobre serviços de apoio. A cerimônia contou com a presença do prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco (PL), da vice-prefeita, Regina Caetano, e do diretor-presidente da Trensurb, Nazur Garcia.

O prefeito Heliomar Franco, destacou a relevância da iniciativa para a segurança das mulheres em situação de violência. “Por aqui passam milhares de pessoas por estas portas e entram nestas catracas e são estas pessoas que compõem a sociedade, que muitas vezes estão assombradas, estão com medo, intimidadas por alguma atitude de alguém que as está perseguindo, as está ameaçando, e às vezes elas não sabem onde buscar o amparo, onde buscar o apoio, a segurança. Então a iniciativa de colocar as informações neste lugar de grande trânsito de pessoas é importantíssima para até mesmo para a sobrevivência de algumas mulheres que por aqui passam completamente atordoadas pelo meio em que vivem”, afirmou o chefe do executivo leopoldense.

O gestor também ressaltou que a Prefeitura atua em parceria na prevenção, com ações de combate à violência e na busca pela punição dos responsáveis, reforçando a atuação do estado no enfrentamento ao feminicídio.

Expansão do projeto

A Trensurb prevê a instalação de bancos vermelhos em outras estações, pelo menos uma em cada município atendido. O projeto tem o apoio do Instituto Banco Vermelho, da Univale, da Secretaria de Políticas para Mulheres (Sepom) e do Centro Jacobina.

A campanha segue a proposta nacional do Instituto Banco Vermelho, que busca estimular a reflexão e ação contra a violência de gênero. O banco vermelho traz informações sobre índices de violência e canais de atendimento para mulheres em situação de risco. Entre os contatos disponibilizados estão o telefone da Ronda Lilás de São Leopoldo (153), o WhatsApp do Centro Jacobina ((51) 99788-3212), o Disque 180 para denúncias, o telefone 190 para emergências e o WhatsApp da Polícia Civil do Rio Grande do Sul ((51) 98444-0606).

Dados sobre violência contra a mulher

O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial de países com maior índice de feminicídios. A cada seis horas, uma mulher é assassinada no país. A cada seis minutos, uma mulher ou menina é vítima de estupro. Em 90% dos casos, os agressores são homens.

Presenças na cerimônia

O evento também contou com a participação do diretor de Administração e Finanças da Trensurb, Ronald Kruger Sarubbi, da ouvidora da empresa, Márcia Alexandra Zorn, e da chefe do Setor de Responsabilidade Social da Trensurb, Aline Homem Nunes, além de representantes da rede de enfrentamento à violência contra a mulher em São Leopoldo.

Foto: Pedro H. Tesch/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/03/2025 0 Comentários 554 Visualizações

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