A 41ª Feira do Livro de Novo Hamburgo terá como patrona uma pesquisadora que dedica sua trajetória à preservação e à valorização da memória. A historiadora Magna Lima Magalhães foi escolhida para ocupar o posto de patrona da edição de 2026 do evento, que ocorre de 8 a 13 de setembro, na Praça da Bandeira.
Promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Novo Hamburgo e instituições apoiadoras, neste ano, a feira celebra os 80 anos da Biblioteca Pública Municipal Machado de Assis. A programação completa, com os autores convidados e atrações, será divulgada em breve.
A patrona
Doutora em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Magna Lima Magalhães construiu sua trajetória acadêmica e profissional voltada à pesquisa, ao ensino e à preservação da memória. Atualmente, é professora da Universidade Feevale, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Processos e Manifestações Culturais e no curso de História.
Sua trajetória acadêmica e profissional está diretamente relacionada à pesquisa e à preservação da memória. Magna é líder do grupo de pesquisa Cultura e Memória da Comunidade e coordenadora do Centro de Documentação e Memória da Feevale. Ao longo de sua atuação, desenvolveu estudos principalmente nas áreas de memória, história, identidade e associativismo negro.
O convite
O convite foi recebido com surpresa e gratidão pela pesquisadora, que vê a homenagem para além de sua trajetória individual. “Ser convidada a ser patrona da Feira do Livro de Novo Hamburgo é uma alegria imensa e uma surpresa profunda que enche meu coração de gratidão”, afirma Magna.
Para a historiadora, o reconhecimento também representa o trabalho desenvolvido coletivamente nas áreas da educação e da ciência. Ela destaca, nesse contexto, a atuação do Grupo de Pesquisa Cultura e Memória da Comunidade, do qual é líder.
“O posto de patrona não pertence a mim de forma isolada. Ele honra o trabalho sério da ciência e da educação construído a muitas mãos. Sinto orgulho de representar nossos pesquisadores e o esforço coletivo para debater a complexidade do Vale dos Sinos, já que a cidade e a região são plurais e repletas de histórias que se cruzam”, destaca.
Produções
Entre suas produções está o livro Associativismo Negro no Rio Grande do Sul, publicado em 2017, obra que contribui para o registro e a compreensão da trajetória de organizações e comunidades negras no Estado. A produção dialoga com uma perspectiva de valorização das experiências coletivas e da memória como elemento fundamental para compreender a sociedade e suas transformações.
Foto: Andrieli Siqueira/Divulgação | Fonte: Assessoria

