Uma comitiva da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) esteve em Brasília nesta quarta-feira, 02 de setembro, para alertar parlamentares sobre os impactos que o fim da “taxa das blusinhas” e da escala de trabalho 6×1 promovem na economia. A comissão mista para análise da Medida Provisória 1357/26, que permite zerar o imposto de importação para compras de até US$ 50, aprovou nesta quarta o parecer para acabar com o imposto. A entidade é contrária a essa medida.
Na capital federal, o diretor da Fiergs e coordenador do Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec) da entidade, Rafael Sacchi, e o diretor do Ciergs e coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), Guilherme Scozziero, se encontraram com os senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos).
Segundo Sacchi, a indústria brasileira exige apenas justiça tributária, e o imposto zerado gera uma diferença gigantesca entre produtos importados e nacionais. “Vai tirar toda a competitividade da nossa indústria, tirar empregos de nossos trabalhadores, e não adianta ter produto barato vindo de fora se não tiver renda para comprar esses produtos. Empregos que estão sendo gerados aqui perderão sua função porque as indústrias fecharão as portas”, afirma.
Sacchi destaca que a aprovação na comissão mista deixou a situação da indústria nacional ainda pior, pois reduziu de 60% para 30% a taxação de compras entre US$ 50 e US$ 3 mil. De acordo com o coordenador do Contec, a abolição do imposto de importação só deve ocorrer se houver compensação aos demais setores. “Tirem o imposto da indústria e do comércio brasileiro para que a gente possa vender em condições iguais”, sugere, lembrando que a indústria brasileira produz com uma série de certificações ambientais, trabalhistas, e de regulação de qualidade, enquanto muito produto importado entra no Brasil sem qualquer tipo de escala de produção.
Para Guilherme Scozziero, debates como o fim da escala 6×1 não devem ser realizados às vésperas da eleição. “Estamos fazendo um esforço muito forte junto aos parlamentares para que esta votação seja deixada para depois das eleições, tendo em vista ser uma pauta totalmente eleitoreira discutida em um momento inoportuno para o Brasil. A maneira como está sendo tratada essa redução da jornada é extremamente prejudicial ao emprego, à indústria e ao crescimento do país”, diz.
Os executivos do Sistema Fiergs Fabio Muller e Renan Gonçalves acompanharam os diretores do Sistema Fiergs a Brasília.
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