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exportações

Business

Acordo com a União Europeia deve elevar exportação de carne do Brasil

Por Jonathan da Silva 06/12/2024
Por Jonathan da Silva

A assinatura do acordo entre os países do Mercosul e da União Europeia, anunciada nesta sexta-feira (6) durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, inclui novas cotas para a exportação de carne de frango e suína aos países europeus. O documento, celebrado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), estabelece condições consideradas favoráveis para os exportadores brasileiros.

Entre os principais pontos do acordo, está a criação de uma cota de 180 mil toneladas de carne de frango equivalente-carcaça, com tarifa zero para exportação à União Europeia. A cota será gradativamente implementada ao longo de seis anos, começando com 30 mil toneladas no primeiro ano e chegando ao total no sexto ano. Após esse período, a cota será anual.

Para a carne suína, a cota definida é de 25 mil toneladas, seguindo a mesma progressão de implementação e com uma tarifa fixa de 83 euros por tonelada.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que o acordo trará condições mais favoráveis para os embarques brasileiros. “A consolidação do acordo abre novas oportunidades de embarques para o mercado europeu, em condições mais vantajosas do que as cotas atualmente existentes para produtos brasileiros à União Europeia. As cotas atuais serão mantidas, e as novas estabelecidas pelo acordo deverão ser ocupadas, em especial, pelas exportações de produtos brasileiros”, afirmou Santin.

Impacto econômico

Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou 205 mil toneladas de carne de frango para a União Europeia, gerando US$ 749,2 milhões em receita. Com as novas cotas e a isenção tarifária para parte da produção, espera-se um aumento na competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu.

O acordo, que ainda passará por etapas de implementação e regulamentação, é visto pela ABPA como um marco para o fortalecimento da relação comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Foto: Kamran Aydinov/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/12/2024 0 Comentários 502 Visualizações
Business

Bom Princípio Alimentos é reconhecida em Brasília por atuação no mercado internacional

Por Jonathan da Silva 05/12/2024
Por Jonathan da Silva

A Bom Princípio Alimentos, indústria gaúcha especializada em produtos como cremes de avelã, recheios de chocolate, doces de leite, geleias e conservas, recebeu o reconhecimento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) pelo trabalho de internacionalização. A homenagem aconteceu no final de novembro, em Brasília, durante uma cerimônia com a presença do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin.

A empresa, sediada em Tupandi, participa do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), iniciativa da ApexBrasil criada em 2008 para estimular a internacionalização de negócios brasileiros. Atualmente, a Bom Princípio Alimentos exporta seus produtos para países como Paraguai, Uruguai, Chile, Angola, Guiana, República Dominicana e Estados Unidos. Recentemente, expandiu sua atuação para o Panamá e a Guatemala, fortalecendo sua presença em mercados internacionais, especialmente nas Américas.

O coordenador de exportação da empresa, Vinícius Paiva Corrêa, destacou a importância do reconhecimento. “Estamos muito felizes, pois este reconhecimento consolida nosso trabalho e reflete o compromisso com a estratégia de internacionalização da companhia”, afirmou Corrêa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/12/2024 0 Comentários 605 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de calçados até outubro caem 17,8%

Por Jonathan da Silva 18/11/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de calçados registraram uma queda de 17,8% em receita e 20,7% em volume nos primeiros dez meses de 2024, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Entre janeiro e outubro, foram exportados 81,2 milhões de pares, gerando US$ 827,73 milhões. No mês de outubro, os embarques somaram 9,56 milhões de pares, com receita de US$ 91,43 milhões, quedas de 19% em volume e 8,6% em receita em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, atribui o desempenho negativo às dificuldades nos mercados dos Estados Unidos e Argentina, principais destinos dos calçados brasileiros. “Devemos encerrar o ano com queda entre 15% e 20% nas exportações em volume. Para 2025, estimamos um crescimento modesto de até 0,5% ou queda de até 2%, diante de uma base de comparação já fraca”, afirmou Ferreira.

Destinos das exportações

Os Estados Unidos permanecem como principal mercado para os calçados brasileiros, com 8,32 milhões de pares exportados entre janeiro e outubro, gerando US$ 179,9 milhões. Esses números representam quedas de 3,5% em volume e 5,9% em receita em comparação ao mesmo período de 2023.

A Argentina aparece como segundo maior destino, com 10,74 milhões de pares e US$ 177,5 milhões em receita, quedas de 16,7% e 12,5%, respectivamente. No entanto, em outubro, houve aumento de 57% no volume e 32,3% na receita. “Apesar da leve melhora na economia interna, o mercado argentino segue instável, com avanço do calçado asiático”, avaliou Ferreira.

O Paraguai ocupa a terceira posição, com 6,9 milhões de pares e receita de US$ 36,8 milhões entre janeiro e outubro, quedas de 21,6% em volume e 12,7% em receita.

Origens das exportações

O Rio Grande do Sul lidera as exportações de calçados, com 27 milhões de pares enviados entre janeiro e outubro, gerando US$ 410 milhões. O estado registrou quedas de 11,2% em volume e 12,2% em receita. Ceará e São Paulo aparecem na sequência, com 25 milhões e 4,94 milhões de pares exportados, respectivamente, ambos também registrando quedas significativas.

Importações em alta

Contrariando o movimento das exportações, as importações de calçados cresceram 21% em volume e 3,7% em receita entre janeiro e outubro, totalizando 29,8 milhões de pares e US$ 391,74 milhões. Os principais fornecedores continuam sendo Vietnã, China e Indonésia.

As importações de produtos vietnamitas somaram 9,98 milhões de pares e US$ 185,33 milhões, alta de 21,2% em volume e 0,4% em receita. Da Indonésia, vieram 5,44 milhões de pares, gerando US$ 87,94 milhões, incrementos de 53,5% e 23,6%, respectivamente.

Em partes de calçados, como solados e palmilhas, as importações cresceram 27,5%, atingindo US$ 30,28 milhões no acumulado do ano. As principais origens desses itens foram China, Paraguai e Colômbia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2024 0 Comentários 351 Visualizações
Business

Exportações da indústria de transformação do RS crescem 5% em outubro

Por Jonathan da Silva 18/11/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul registraram um aumento de 5% em outubro de 2024, totalizando US$ 1,5 bilhão de receita. O crescimento, equivalente a US$ 71,7 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionado pelo aumento de 9,8% nos preços médios de venda, apesar da queda de 4,4% na quantidade embarcada.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, destacou a importância desse resultado para a recuperação econômica do estado após as dificuldades enfrentadas devido a uma catástrofe climática no primeiro semestre. “Precisamos estar atentos, pois a recuperação depende de um bom e contínuo desempenho nas vendas da indústria”, afirmou Bier.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, dos 23 segmentos exportadores da indústria de transformação, 12 apresentaram crescimento em outubro.

Segmento de alimentos registra queda de 14,9%

O setor de alimentos teve um faturamento de US$ 426,8 milhões, uma redução de US$ 74,9 milhões (-14,9%) em comparação com outubro de 2023. A queda foi atribuída a uma redução de 23,4% nas quantidades exportadas, embora os preços médios tenham aumentado 11,1%. Dentro desse segmento, o ramo de óleos vegetais em bruto, que exportou principalmente para o Irã, faturou US$ 148,2 milhões, uma queda de US$ 49,8 milhões. O setor de abate de aves, com foco em exportações para os Países Baixos, registrou receita de US$ 107,7 milhões, uma diminuição de US$ 5,2 milhões.

Exportações de máquinas e equipamentos aumentam 174,9%

O segmento de máquinas e equipamentos foi destaque nas exportações, com um faturamento de US$ 276,9 milhões, um crescimento significativo de 174,9% (US$ 176,2 milhões) em relação a outubro do ano anterior. O aumento foi atribuído a uma demanda internacional elevada, com uma expansão de 64,4% nos preços médios e de 67,2% nas quantidades embarcadas. As exportações foram impulsionadas por vendas atípicas, como os US$ 141,4 milhões em máquinas para saneamento básico e os US$ 47,7 milhões em fornos industriais e equipamentos para instalações térmicas, ambos destinados à Coreia do Sul.

Tabaco tem queda de 18,2% nas exportações

O setor de tabaco registrou exportações de US$ 176,6 milhões, uma redução de 18,2% (US$ 39,3 milhões) em comparação com outubro de 2023. Apesar de um aumento de 31,4% nos preços médios, a quantidade exportada caiu 37,8%, impactando a receita do setor. O principal ramo, Processamento industrial do tabaco, obteve US$ 164,3 milhões em exportações, com os principais destinos sendo Bélgica, Vietnã e Hong Kong.

Importações caem 15,4%

Em outubro, o Rio Grande do Sul importou US$ 1,2 bilhão em mercadorias, uma redução de 15,4% (US$ 215,2 milhões) em relação ao mesmo período do ano anterior. O segmento de químicos representou 26,9% das importações totais, com US$ 317,9 milhões em compras, uma queda de 31,6%. Entre os produtos químicos importados, destacaram-se intermediários para fertilizantes (US$ 110,2 milhões) da Arábia Saudita e adubos e fertilizantes (US$ 84,3 milhões) da China.

Mais detalhes sobre os resultados do comércio exterior da indústria de transformação gaúcha estão disponíveis no Observatório da Indústria RS, em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-areas/comercio-exterior.

Foto: Jcomp/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/11/2024 0 Comentários 522 Visualizações
Variedades

Filipinas passam a liderar importações de carne suína do Brasil e setor registra recorde

Por Jonathan da Silva 11/11/2024
Por Jonathan da Silva

Com as Filipinas pela primeira vez na liderança dos principais destinos, as exportações brasileiras de carne suína atingiram 130,9 mil toneladas em outubro de 2024, o que representa um crescimento de 40,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, o setor alcançou um recorde histórico, totalizando US$ 313,3 milhões, o que significa um aumento de 56,4% na comparação anual.

Entre janeiro e outubro deste ano, o volume total exportado foi de 1,121 milhão de toneladas, registrando alta de 10,7% em relação ao mesmo período de 2023, quando o país exportou 1,013 milhão de toneladas. A receita acumulada das exportações em 2024 subiu 5,2%, totalizando US$ 2,482 bilhões, contra US$ 2,361 bilhões no ano anterior.

No acumulado do ano, as Filipinas assumiram pela primeira vez o posto de maior destino das exportações de carne suína do Brasil, com 206 mil toneladas, um aumento de 103,3% em comparação com o mesmo período de 2023. Na sequência, vêm China, com 199,9 mil toneladas (-40,6%), Chile, com 92,5 mil toneladas (+33,9%), Hong Kong, com 89,4 mil toneladas (-11,8%) e Japão, com 75,8 mil toneladas (+137,2%).

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, comentou o novo cenário de exportação para o setor. “Após anos como principal destino das exportações de carne suína do Brasil, a China cedeu lugar para as Filipinas, em um momento em que vemos o setor ampliar significativamente a capilaridade de suas exportações. No mês de outubro, dos 10 primeiros importadores, apenas dois não registraram crescimentos expressivos, o que coloca a suinocultura exportadora do Brasil em um novo quadro, com maior sustentabilidade comercial”, afirmou Santin.

Santa Catarina continua como o principal estado exportador de carne suína, com 68,6 mil toneladas embarcadas em outubro, 45,7% a mais que no ano passado. O Rio Grande do Sul exportou 27,6 mil toneladas (+25,6%), Paraná, 20,6 mil toneladas (+44,5%), Mato Grosso, 3 mil toneladas (-19,2%), e Mato Grosso do Sul, 2,9 mil toneladas (+54,6%).

Foto: DC Studio/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/11/2024 0 Comentários 532 Visualizações
Business

Exportações de carne de frango crescem em volume e receita em outubro

Por Marina Klein Telles 08/11/2024
Por Marina Klein Telles

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram alta de 15,4% em outubro. Ao todo, foram embarcadas 463,5 mil toneladas no décimo mês deste ano, contra 401,7 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

A alta em receita foi ainda mais expressiva, chegando a 25%, com US$ 904,4 milhões registrados em outubro deste ano, contra US$ 723,5 milhões no mesmo mês de 2023.

No ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango acumulam alta de 2%, com 4,38 milhões de toneladas em 2024, contra 4,29 milhões de toneladas em 2023. A receita acumulada no período chegou a US$ 8,177 bilhões, saldo 1,5% menor em relação ao ano anterior, com US$ 8,301 bilhões.

Na análise por destinos, a China (principal importador) registrou elevação de 30,4% em outubro, com 53,5 mil toneladas neste ano. Em seguida estão Japão, com 39,9 mil toneladas (+19,2%), México, com 35 mil toneladas (+21,6%), Emirados Árabes Unidos, com 31 mil toneladas (-11,7%) e Filipinas, com 24,6 mil toneladas (73,9%).

“Houve notável crescimento em diversos mercados estratégicos, que são destinos de produtos com alto valor agregado. É o caso da China, do Japão e da União Europeia, com crescimento acima de dois dígitos no mês. Parte do expressivo crescimento da receita em outubro se deve a esse movimento de comércio. O mercado global também segue pressionado por questões relacionadas à Influenza Aviária. Como a produção industrial do Brasil é livre da enfermidade, os exportadores avícolas seguem com elevada demanda”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O Paraná é principal exportador de carne de frango do Brasil, com 190 mil toneladas exportadas em outubro (+14,3% em relação ao ano anterior), seguido por Santa Catarina, com 105,5 mil toneladas (+27,1%), Rio Grande do Sul, com 56 mil toneladas (-2,8%), São Paulo, com 28,7% (+13%) e Goiás, com 18,9 mil toneladas (+6%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/11/2024 0 Comentários 372 Visualizações
Business

Exportações de tabaco podem chegar a US$ 3 bilhões em 2024

Por Jonathan da Silva 30/10/2024
Por Jonathan da Silva

O setor de tabaco planeja o resultado de até US$ 3 bilhões com as exportações do produto neste ano. Durante a 74ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, realizada em formato híbrido nesta quarta-feira (30), representantes do setor debateram temas de interesse da cadeia produtiva e compartilharam projeções otimistas para o fechamento das exportações de tabaco em 2024. O encontro foi promovido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e contou com a presença de líderes de entidades do setor.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, que assumirá oficialmente a nova diretoria em 8 de novembro, em Santa Cruz do Sul, apresentou dados sobre as exportações e destacou a estimativa de crescimento no valor exportado. “Devemos ter uma exportação acima da média dos últimos anos em dólares e, se a tendência se confirmar, podemos superar a marca dos US$ 3 bilhões. É uma demonstração de que nosso sistema integrado está plenamente ativo, gerando renda, empregos, divisas”, afirmou Thesing, referindo-se à análise da Deloitte, que aponta uma queda no volume exportado entre -15% e -10,1% e um aumento no valor das vendas entre 20,1% e 25%.

Segundo o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), de janeiro a setembro deste ano, foram exportadas 316 mil toneladas de tabaco, o que representa uma queda de -14% em relação ao mesmo período de 2023. No entanto, o valor exportado foi de US$ 2,03 bilhões, uma variação positiva de 3,44% em comparação ao ano anterior. Bélgica, China, Estados Unidos, Indonésia e Egito figuram entre os maiores compradores até o momento. Em 2023, o Brasil exportou 512 mil toneladas e US$ 2,729 bilhões para 107 países, com destaque para a União Europeia, que respondeu por 42% das compras.

Produção e remuneração incentivam ampliação da área plantada

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, apresentou dados da safra 2023/24 e perspectivas para a safra 2024/25. Segundo Drescher, o cultivo de tabaco na última safra envolveu 133 mil famílias na Região Sul, com um aumento de 6,62% em relação à safra anterior. A área plantada foi de 284.184 hectares, um crescimento de 8,57%. “Nas últimas safras tivemos uma remuneração média mais satisfatória para os produtores, o que acaba estimulando o aumento de área e de produtores que aderem ao cultivo”, explicou Drescher.

A produção total da safra 2023/24 foi de 508.041 toneladas, uma redução de -16,12% em relação à safra anterior, devido ao excesso de chuvas. Essa diminuição de volume resultou em um aumento de 28% no preço médio do tabaco. Drescher também comentou que 8,5% do tabaco da próxima safra já foi colhido e que, em novembro, haverá novas projeções sobre a área plantada e o número de famílias envolvidas.

Próximas reuniões

A Câmara Setorial definiu as datas para os encontros de 2025: 10 de abril, em Cachoeira-BA; 16 de julho e 29 de outubro, ambas em formato híbrido.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/10/2024 0 Comentários 538 Visualizações
Business

Indústria calçadista brasileira busca estreitar relações com mercado angolano

Por Jonathan da Silva 30/10/2024
Por Jonathan da Silva

A indústria calçadista brasileira está fortalecendo relações comerciais com Angola, que se consolidou como um destacado destino de exportação para o setor. Entre janeiro e setembro, as fábricas brasileiras exportaram para o país africano o equivalente a US$ 11 milhões, representando um aumento de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Em um encontro realizado durante o Fórum Brasil de Investimentos, em São Paulo, o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, e a gerente de Relacionamento e Negócios da entidade, Letícia Sperb Masselli, reuniram-se com representantes da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (Aipex). Ferreira destacou que o objetivo da reunião foi fortalecer o relacionamento com o mercado angolano, que apresenta um potencial de crescimento para os produtos brasileiros. “Angola é um mercado em crescimento para a indústria brasileira de calçados”, afirmou o dirigente.

Durante o encontro, representantes da Aipex ressaltaram a receptividade do calçado brasileiro em Angola, impulsionada por similaridades culturais, incluindo a língua, que facilitam a integração comercial. Angola, com uma população de mais de 34 milhões de pessoas, depende fortemente da importação de calçados e tem o Brasil como seu segundo maior fornecedor, atrás apenas da China.

Representando a Aipex, participaram do encontro o administrador-executivo Jerônimo Pongolola e o técnico Valter Almeida.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/10/2024 0 Comentários 545 Visualizações
Business

Exportações da indústria de transformação gaúcha crescem 23,2%

Por Jonathan da Silva 23/10/2024
Por Jonathan da Silva

As exportações da Indústria de Transformação do Rio Grande do Sul registraram crescimento de 23,2% em setembro de 2024, em comparação ao mesmo mês do ano anterior. O aumento foi impulsionado pelos setores de alimentos, tabaco e máquinas e equipamentos, que apresentaram altas de 13,8%, 50,2% e 61,2%, respectivamente. Esse foi o primeiro crescimento interanual desde abril de 2024 e o mais significativo do ano, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Claudio Bier, destacou a relevância desse resultado após uma redução nas exportações em agosto. “É uma boa notícia, ainda mais considerando que, em agosto, a redução de nossas exportações havia superado os 14%. A principal razão para este aumento foi a expansão da demanda internacional por produtos da nossa indústria”, afirmou Bier.

O segmento de alimentos faturou US$ 432,3 milhões em exportações, com um aumento de US$ 52,6 milhões em relação a setembro de 2023, impulsionado pelo aumento dos preços médios em 14%, enquanto as quantidades exportadas se mantiveram estáveis. O principal destaque foi o abate de aves, que exportou US$ 125,2 milhões, com destino principal para os Emirados Árabes Unidos.

O setor de tabaco alcançou uma receita de US$ 274,6 milhões, um crescimento de US$ 91,8 milhões, impulsionado por aumentos tanto nos preços (31%) quanto nas quantidades exportadas (14,7%). As principais destinações foram Bélgica, Estados Unidos e Egito.

Máquinas e equipamentos foi outro segmento de destaque, com US$ 255,2 milhões em exportações, um aumento de US$ 96,9 milhões em relação a setembro de 2023. O crescimento foi impulsionado pelo aumento dos preços médios (9,9%) e das quantidades embarcadas (46,7%). O setor de máquinas e equipamentos de uso industrial específico, com destaque para exportações à Coreia do Sul, contribuiu significativamente para o resultado.

As importações também apresentaram crescimento expressivo em setembro, com alta de 26,6% em comparação ao mesmo período de 2023, totalizando US$ 1,3 bilhão. O setor de químicos foi responsável por 33,3% das importações, com destaque para os produtos dos ramos de intermediários para fertilizantes e adubos e fertilizantes.

Foto: ChandlerVid85/Freepik/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/10/2024 0 Comentários 426 Visualizações
Business

Pacto Calçadista debate reposicionamento do calçado do RS nos EUA

Por Jonathan da Silva 15/10/2024
Por Jonathan da Silva

O reposicionamento do calçado do Rio Grande do Sul no mercado dos Estados Unidos, que importa cerca de 2 bilhões de pares por ano, foi o tema central de um evento promovido pelo Comitê de Internacionalização e o Pacto Calçadista, nesta quinta-feira (10), no auditório da ACI, em Novo Hamburgo. Especialistas destacaram a necessidade de união de todo o setor para aumentar as vendas no mercado norte-americano, que é amplamente dominado por produtos da Ásia.

O integrante do Conselho Estratégico do Pacto Calçadista, Marlos Schmidt, ressaltou que já foram realizados avanços significativos, como a associação à Associação dos Distribuidores e Varejistas de Calçados (FDRA), e anunciou que uma missão da entidade visitará o Rio Grande do Sul em 2025. Schmidt enfatizou a importância do apoio de empresas e entidades empresariais e incentivou a participação de mais integrantes do setor.

Durante o segundo painel, a empresária e professora universitária Ana Cristina Klein abordou a relevância da integração entre cultura exportadora e capacidade de internacionalização para o sucesso em mercados globais. Segundo Ana, “a cultura exportadora cria a mentalidade certa, enquanto a capacidade de internacionalização oferece as ferramentas e estruturas necessárias.” Ela também destacou a qualidade do produto e certificações internacionais como estratégias para exportação ao mercado americano.

A especialista apresentou ainda os dez mandamentos da exportação de calçados para os Estados Unidos:

  1. Não reclamarás de ter que produzir meio número.
  2. Não tentarás convencer o cliente a aceitar número cheio.
  3. Não farás ‘enjambrações’ e terás equipe técnica com capacidade para desenvolver e produzir meio número.
  4. Responderás e-mails e solicitações de preços e entregas em 24 horas, como fazem os chineses.
  5. Farás amostras e produção 100% de acordo com a ficha técnica detalhada pelo cliente, e sugerirás alterações em tempo hábil, não no último momento.
  6. Respeitarás datas de entrega de amostras e produção, e quando possível, informarás mudanças em tempo hábil.
  7. Terás claro a diferença entre uma desculpa e uma explicação.
  8. Calcularás o preço de forma precisa e não voltarás atrás nas condições de negociação.
  9. Entenderás que, sem compliance, não há negócios com empresas americanas.
  10. Entenderás que precisas entregar produto e serviço excelentes!

No terceiro painel, a gerente comercial do IBTeC, Karin Becker afirmou que a conformidade com normas internacionais é essencial para realizar negócios com grandes marcas internacionais. “Sem isso, não há negócios”, destacou Karin, que também mencionou que o mercado americano é o segundo mais regulamentado do mundo e que a sustentabilidade será um fator indispensável no futuro.

O coordenador do Eixo Pessoas, Processos e Produtos do Pacto Calçadista, Oscar Bortolussi, ressaltou a importância da capacitação de profissionais e da preparação das empresas para garantir o sucesso organizacional, afirmando que “tudo começa e termina nas pessoas”.

Christian Thomas, também do Conselho Estratégico do Pacto Calçadista, defendeu que o calçado brasileiro deve buscar um reposicionamento no mercado norte-americano, focando em um nicho de preço superior ao ocupado por produtos asiáticos. Ele ressaltou que o Brasil pode competir em faixas de preço mais altas, entre US$ 200 e US$ 300, aproveitando diferenciais como lead-time reduzido, transit time eficiente e a participação em feiras internacionais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/10/2024 0 Comentários 382 Visualizações
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