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exportações

Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 2% em julho

Por Jonathan da Silva 21/08/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, e alcançaram US$ 1,5 bilhão, segundo levantamento divulgado pelo Sistema Fiergs na terça-feira (18). O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de alimentos, cujas vendas externas aumentaram 33,4%, chegando a US$ 545 milhões. O levantamento também aponta recuos em setores como tabaco e máquinas e materiais elétricos, além de queda nas vendas para os Estados Unidos no período de 12 meses desde a imposição de tarifas.

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os dados de julho mostram a reação da indústria gaúcha e os efeitos das barreiras comerciais sobre as exportações. “O resultado mostra a força e a competitividade da indústria gaúcha, mas também evidencia os impactos que as barreiras comerciais podem causar sobre as nossas exportações. No caso dos Estados Unidos, a queda nas vendas é expressiva e reforça a necessidade de reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Precisamos trabalhar para restabelecer condições mais favoráveis de acesso ao mercado norte-americano. A indústria precisa de previsibilidade e de condições de competitividade para ampliar sua inserção internacional”, avalia o dirigente.

Entre os segmentos que registraram queda, as exportações de tabaco somaram US$ 212 milhões em julho, redução de US$ 115 milhões, ou 35,2%, em relação ao mesmo mês de 2025. As vendas externas de máquinas e materiais elétricos totalizaram US$ 24,5 milhões, recuo de US$ 25,6 milhões, equivalente a 51%.

Principais mercados

A Argentina aumentou as compras de produtos industriais gaúchos em julho. As exportações para o país chegaram a US$ 130 milhões, alta de US$ 8,3 milhões, ou 6,8%, na comparação anual.

Na China, as vendas externas da indústria gaúcha somaram US$ 60,2 milhões, queda de US$ 20,9 milhões, ou 25,8%, em relação a julho de 2025.

Para a União Europeia, as exportações industriais do Estado alcançaram US$ 323 milhões no mês, crescimento de 3,3% sobre julho do ano anterior. Na comparação com a média registrada para julho entre 2021 e 2025, o aumento foi de US$ 63,4 milhões, ou 24,4%.

Considerando os três últimos meses, as exportações de produtos industriais gaúchos para a União Europeia totalizaram US$ 815 milhões. O montante foi 3,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ficou US$ 96,4 milhões, ou 13,4%, acima da média.

O resultado trimestral foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e miudezas de aves, que chegaram a US$ 57,4 milhões, aumento de US$ 45,3 milhões, e de farelos de soja, que somaram US$ 132,7 milhões, crescimento de US$ 28,4 milhões.

Exportações para os EUA

As exportações da indústria de transformação gaúcha para os Estados Unidos totalizaram US$ 129,4 milhões em julho, queda de 33,4% na comparação com julho de 2025.

No período de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a julho de 2026, correspondente aos 12 meses desde a imposição das tarifas norte-americanas, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,4 bilhão para os Estados Unidos. O valor representa uma redução de aproximadamente US$ 561,4 milhões em relação aos 12 meses anteriores à adoção das tarifas, queda de 29,1%.

Importações

As importações do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 1,3 bilhão em julho de 2026. O valor representa crescimento de US$ 105 milhões, ou 8,8%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Foto: JComp/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
21/08/2026 0 Comentários 58 Visualizações
Business

Missão aponta oportunidades para calçado brasileiro no mercado canadense

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Canadá pode ampliar sua participação como destino para o calçado brasileiro, especialmente diante da diversificação de mercados buscada pelo setor após o anúncio de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, prevista para entrar em vigor em 22 de julho. As oportunidades identificadas foram apresentadas nesta quarta-feira (15), na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI), durante a devolutiva da Missão Canadá, promovida pelo movimento The South Base em junho.

Os conselheiros do The South Base, Armando Farina e Eduardo von Reisswitz, relataram os resultados da missão, que teve como objetivo conhecer o mercado canadense, abrir canais de relacionamento e posicionar o Brasil como fornecedor de calçados, e não realizar vendas imediatas.

Durante dez dias de imersão, a comitiva visitou cinco distribuidores e importadores, mais de 20 redes de lojas nas cidades de Toronto, Montreal e Vancouver, além de empresas, centros comerciais e mais de dez shopping centers. Também foram analisadas 12 marcas e estabelecidos mais de 15 novos contatos qualificados.

Segundo Armando Farina, a missão identificou possibilidades de negócios para empresas brasileiras. “Conseguimos abrir diversas oportunidades para negociações e parcerias futuras”, enfatizou  o conselheiro.

De acordo com Farina, o mercado canadense apresenta características distintas do norte-americano. “O mercado canadense não é igual ao americano: é mais aberto, receptivo e organizado, além de possuir forte presença de private label e busca por conforto e diferenciação”, afirmou o conselheiro.

Perfil do consumidor

A missão identificou que produtos voltados ao conforto têm maior aceitação entre os consumidores canadenses. Os participantes observaram que o modelo mocassim mantém forte presença nas lojas, enquanto o mule registra crescimento nas vendas.

Também foram apontados fatores considerados relevantes para o mercado local, como a importância do preço competitivo, a valorização do couro e a existência de espaço para marcas brasileiras. Conforme os integrantes da missão, os compradores canadenses priorizam relações comerciais de longo prazo com fornecedores.

Inteligência de mercado

Entre as conclusões da missão, os representantes destacaram a forte presença de fornecedores europeus, o domínio da marca alemã Birkenstock nas ruas canadenses e a participação ainda reduzida dos calçados brasileiros no país, cenário que, segundo eles, abre possibilidades de expansão.

Para o conselheiro do The South Base, Eduardo von Reisswitz, o principal resultado da iniciativa foi o conhecimento obtido sobre o mercado. “Mais do visitas e contatos, voltamos com inteligência de mercado, isto é, sabendo exatamente onde estão as oportunidades no Canadá”, destacou von Reisswitz.

Segundo o movimento, as informações coletadas servirão de base para orientar empresas brasileiras na aproximação com clientes, no desenvolvimento de produtos e no planejamento de novas ações, incluindo a participação em eventos estratégicos e a organização de uma nova missão comercial ao Canadá.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 118 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 142 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína fecham semestre com maior volume da história

Por Jonathan da Silva 06/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume já registrado para o período, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 794,2 mil toneladas de carne suína, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A receita das exportações também cresceu, alcançando US$ 1,859 bilhão, avanço de 7,9%. Apesar da retração registrada em junho, o desempenho acumulado reforça a expectativa do setor de alcançar um novo recorde anual.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 132,4 mil toneladas. O volume representa uma queda de 3,5% em comparação com as 137,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A receita obtida no mês foi de US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% inferior aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano passado.

Mercados compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com 23,5 mil toneladas embarcadas, apesar da redução de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e crescimento de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas (+3,1%); China, com 11,4 mil toneladas (-26,5%); Hong Kong, com 8 mil toneladas (+1,4%); México, com 6,9 mil toneladas (-4,8%); Singapura, com 5,9 mil toneladas (-35,4%); Argentina, com 5,9 mil toneladas (+46,5%); Vietnã, com 5,8 mil toneladas (+1,5%); e Uruguai, com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

Estados exportadores

Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas, Paraná, com 20,7 mil toneladas, Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, com 4 mil toneladas.

Enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram recuo de 6,9% e 4,7%, respectivamente, Paraná apresentou crescimento de 3,2%, Minas Gerais de 26,3% e Mato Grosso de 23,3%.

Perspectiva para o ano

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o resultado acumulado do semestre demonstra a continuidade da expansão do setor no mercado internacional. “Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destacou Santin.

Foto: Samuel Wölfl/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
06/07/2026 0 Comentários 169 Visualizações
Projetos especiais

Programa Exporta-RS promove encontro com empresários em Canela nesta quinta

Por Jonathan da Silva 23/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Programa Exporta-RS realizará seu primeiro encontro em Canela nesta quinta-feira, dia 25, com o objetivo de aproximar empresas locais do mercado internacional. A atividade ocorrerá a partir das 13h30min, na arena do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela (Cidica), no bairro Boeira, e é promovida pelo Governo do Estado com apoio da Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria da Fazenda e Desenvolvimento Econômico. A iniciativa busca apresentar oportunidades de inserção no comércio exterior, fornecer orientações estratégicas aos empreendedores e ampliar o acesso das empresas gaúchas a mercados internacionais.

Durante o encontro, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado irão apresentar informações relacionadas ao comércio exterior e estudos de mercado voltados à identificação de países e regiões com potencial de compra para produtos e serviços ofertados pelas empresas participantes.

Orientações para exportação

A programação contará com a apresentação de ferramentas e estratégias voltadas à internacionalização de negócios. Entre os temas abordados estarão a prospecção de oportunidades comerciais no exterior, a identificação de potenciais clientes internacionais e o uso de recursos de inteligência artificial para tornar esse processo mais ágil e eficiente.

A proposta do programa é fornecer informações que auxiliem os empreendedores na ampliação de mercados e no planejamento de ações voltadas à exportação.

O que mais será abordado

Além das orientações sobre oportunidades de negócios internacionais, o encontro também tratará de iniciativas de capacitação na área de comércio exterior e de visitas técnicas aos portos do Rio Grande do Sul.

A programação inclui ainda a divulgação de informações consideradas estratégicas para empresas interessadas em ingressar ou ampliar sua atuação no mercado externo, abordando aspectos relacionados à logística, comercialização e identificação de oportunidades de exportação.

Expansão para outros municípios

De acordo com a organização, Canela recebe a primeira edição local do Programa Exporta-RS, que também deverá ser levado a outros municípios gaúchos. A iniciativa integra as ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da competitividade empresarial e à ampliação da participação de empresas do Rio Grande do Sul no comércio internacional.

As inscrições para participação no encontro podem ser realizadas por meio de formulário disponibilizado online pela organização.

Serviço

  • O quê: Encontro do Programa Exporta-RS
  • Quando: Quinta-feira, 25 de junho, às 13h30min
  • Onde: Arena do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela – Cidica (Rua São Francisco, 199, bairro Boeira, Canela)
  • Quanto: Participação gratuita mediante inscrição prévia
Foto: Júlio Dias/Prefeitura de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/06/2026 0 Comentários 153 Visualizações
Cidades

Guaíba lidera exportações gaúchas em 12 segmentos

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

Guaíba movimentou R$ 353,3 milhões em exportações entre janeiro e abril de 2026 e liderou o Rio Grande do Sul em 12 categorias de produtos, conforme levantamento baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo os dados compilados pela Prefeitura de Guaíba, o principal produto exportado pelo município é a pasta química de madeira, conhecida como celulose, que somou R$ 301,58 milhões no período analisado. O produto representa cerca de 85% da receita total de exportações da cidade e tem sua operação vinculada à atuação da empresa CMPC, por meio da extração de fibras de celulose a partir da madeira de eucalipto.

Destaque nacional

No ranking nacional da categoria de pastas químicas de madeira, Guaíba ocupa a quarta posição entre os municípios brasileiros exportadores. A cidade fica atrás apenas de Três Lagoas-MS, Ribas do Rio Pardo-MS e Lençóis Paulista-SP.

Além da celulose, o município lidera o ranking gaúcho em outros segmentos exportadores. Entre eles estão partes e acessórios de veículos automotores, papel destinado à fabricação de papel higiênico, papel e cartão utilizados para escrita, além de poliacetais, poliéteres e resinas epóxidas.

Desempenho em diferentes categorias

A melhor colocação nacional de Guaíba foi registrada na categoria de tintas e vernizes à base de polímeros sintéticos ou naturais modificados, dispersos ou dissolvidos em meio não aquoso. Nesse segmento, o município aparece na terceira posição nacional, atrás apenas de São Bernardo do Campo-SP e Sumaré-SP.

As exportações dessa categoria movimentaram R$ 5,4 milhões nos primeiros quatro meses de 2026. Além desse resultado, Guaíba figura entre os 20 maiores exportadores do país em outras 19 categorias de produtos.

Foto: Arquivo/PMG/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 219 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 8,3% em abril

Por Jonathan da Silva 11/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8,3% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na semana passada. Ao todo, foram embarcadas 140 mil toneladas de produtos in natura e processados no quarto mês do ano, frente às 129,2 mil toneladas registradas em abril de 2025. De acordo com a entidade, o aumento foi impulsionado principalmente pela ampliação da demanda em mercados asiáticos, com destaque para Filipinas e Japão.

A receita obtida com as exportações também apresentou crescimento. Em abril deste ano, o setor arrecadou US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Resultado do quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando foram exportadas 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado foi de 14,1%. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses deste ano, contra US$ 1,090 bilhão obtidos no mesmo período do ano anterior.

Ásia concentra principais mercados

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 20,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas exportadas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas e retração de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, resultado 34,3% inferior ao registrado no ano anterior.

Também figuram entre os principais compradores o Vietnã, com 5,5 mil toneladas e crescimento de 44,6%; Argentina, com 5,3 mil toneladas e queda de 8,7%; Singapura, com 5,1 mil toneladas e retração de 24,3%; Uruguai, com 4,6 mil toneladas e aumento de 12,7%; e México, com 4,4 mil toneladas, queda de 40,3%.

Perspectiva para 2026

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho do setor segue positivo neste ano, especialmente em mercados asiáticos. “O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avaliou Santin.

Foto: Thorl5/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2026 0 Comentários 182 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de frango crescem 2,2% em abril

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 486,5 mil toneladas em abril, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume, que conta produtos in natura e processados, representa um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 475,9 mil toneladas. O resultado é o maior já registrado para o quarto mês do ano.

A receita obtida com os embarques também apresentou alta no período. Conforme a ABPA, o saldo chegou a US$ 940,5 milhões em abril deste ano, valor 3,8% superior aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango, crescimento de 4,3% em comparação às 1,863 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e abril do ano passado. Em receita, o aumento acumulado foi de 6,1%, passando de US$ 3,492 bilhões em 2025 para US$ 3,704 bilhões neste ano.

Principais destinos

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas e crescimento de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas e alta de 5,2%; União Europeia, com 33 mil toneladas e avanço de 23,1%; e México, com 27,1 mil toneladas, registrando aumento de 50,2%.

Também figuram entre os principais compradores a África do Sul, com 26,3 mil toneladas e retração de 0,8%; Filipinas, com 24 mil toneladas e queda de 10,7%; Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas e redução de 52,7%; Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas e baixa de 10,2%; e Singapura, com 12,6 mil toneladas, alta de 3,7%.

Cenário internacional

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirmou que o cenário internacional segue em transformação para o setor de proteína animal brasileiro. “Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avaliou Santin.

Segundo o dirigente, o desempenho acumulado no quadrimestre demonstra a competitividade da avicultura brasileira no mercado internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destacou Santin.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 210 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem em fevereiro

Por Jonathan da Silva 09/03/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026, um volume 6,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento foi impulsionado principalmente pela demanda de mercados asiáticos, com destaque para as Filipinas, que ampliaram as importações do produto brasileiro no mês.

De acordo com a ABPA, em fevereiro de 2025 haviam sido embarcadas 114,4 mil toneladas de carne suína. Já neste ano, o volume chegou a 122,1 mil toneladas.

Crescimento também financeiro

Em receita, as vendas internacionais do setor somaram US$ 284,1 milhões no mês, valor 4,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando as exportações alcançaram US$ 272,9 milhões.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de 220,5 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações também apresentou aumento no período. Nos dois primeiros meses de 2026, o setor somou US$ 554,4 milhões, frente aos US$ 510,9 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior, o que representa crescimento de 8,5%.

Principais destinos

Entre os mercados importadores, as Filipinas ampliaram a liderança como principal destino da carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, volume 77,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas, aumento de 34,8%, e China, com 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Também figuram entre os principais destinos Chile, com 8,8 mil toneladas, alta de 6%, e Hong Kong, com 8 mil toneladas, retração de 40%.

Outros mercados relevantes foram Singapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%) e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Exportações por estado

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança em fevereiro, com 57 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, representa queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas exportadas e crescimento de 24,1%, o Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%) e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou que a expansão em diferentes mercados tem contribuído para o desempenho das exportações. “O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Neste cenário, fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro deixam de ser apenas condicionantes e passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, comentou Santin.

Foto: Bearfotos/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 276 Visualizações
Variedades

Fórum do CICB debate uso de Inteligência Artificial para ampliar exportações de couros

Por Jonathan da Silva 27/02/2026
Por Jonathan da Silva

O 13º Fórum de Sustentabilidade do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) será realizado na próxima quarta-feira, dia 4 de março, no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo, durante a Fimec, com foco no uso da Inteligência Artificial (IA) para impulsionar as exportações do setor de couros. O evento, com inscrições gratuitas e limitadas, reunirá representantes da indústria para discutir como a tecnologia pode qualificar processos produtivos e ampliar a presença brasileira no mercado internacional.

De acordo com dados do setor, a indústria de couros exportou no ano passado o equivalente a mais de US$ 1,1 bilhão, resultado 8% inferior ao registrado em 2024. As exportações representam 75% do total produzido, que soma cerca de 40 milhões de peles bovinas por ano, o que confere ao comércio exterior papel central na atividade.

Ampliação de embarques

O gestor de Inteligência Comercial do CICB, Rogério Cunha, afirma que a adoção de ferramentas de IA pode contribuir para ampliar os embarques. “A utilização de ferramentas de IA pode, e irá, impulsionar os embarques do setor, especialmente porque existe uma carência muito grande de profissionais que não permite que avancemos ainda mais no mercado internacional”, explica o executivo, ressaltando que a tecnologia auxilia na automação de processos produtivos.

Segundo Cunha, o avanço da IA nas empresas é um movimento inevitável. “O CICB, enquanto entidade representante do setor, tem a missão de auxiliar os curtumes nessa jornada. Por isso, a realização desta edição do Fórum terá a IA como tema central”, explica o executivo, que acrescenta que o uso atual da ferramenta está concentrado na melhora da qualidade, na redução de desperdícios e na otimização do uso de recursos naturais.

Programação

A programação terá início às 13h15min, com check-in dos participantes. Às 13h50min, o gestor de Sustentabilidade do CICB, Ricardo Andrade, abordará o tema “Desenvolvimento e evolução da sustentabilidade na cadeia do couro no Brasil”.

Na sequência, às 14h, Rafael Martins, da Share, apresentará a palestra “Inteligência Artificial engolindo o mundo”. Às 14h40min, Jo Gilet, da Hidexe, falará sobre “Soluções digitais baseadas em Inteligência Artificial para a indústria do couro”.

Às 15h, Ivens Domingos, da Durlicouros, tratará do “Impacto do uso de tecnologia nos avanços ESG da Durlicouros”. Às 15h20min, Cesare Dal Monte, da GER, apresentará o tema “Automação e eficiência na operação do curtume”.

O evento será encerrado com painel final sobre “O futuro do setor e a Inteligência Artificial”, com a participação dos palestrantes e convidados especiais.

Organização

As inscrições para o 13º Fórum CICB de Sustentabilidade são gratuitas e limitadas, e podem ser realizadas por meio do link forum2026.cicb.org.br. O evento contará com tradução simultânea em inglês e português.

A realização é do projeto Brazilian Leather, parceria entre o CICB e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Os patrocinadores Gold são Minerva Leather, Abrameq (com Bremm Peck, NBN, Michelon e BKS), Hidexe com Bauce, GER, Stahl e Muno. Os patrocinadores Silver são Viposa com Vancouros, Sincurt e Tecnpiel.

Serviço

  • O quê: 13º Fórum CICB de Sustentabilidade
  • Quando: 4 de março (quarta-feira)
  • Onde: Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo, durante a Fimec
  • Quanto: Inscrições gratuitas e limitadas, pelo link forum2026.cicb.org.br
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/02/2026 0 Comentários 270 Visualizações
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