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Cidades

Guaíba lidera exportações gaúchas em 12 segmentos

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

Guaíba movimentou R$ 353,3 milhões em exportações entre janeiro e abril de 2026 e liderou o Rio Grande do Sul em 12 categorias de produtos, conforme levantamento baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo os dados compilados pela Prefeitura de Guaíba, o principal produto exportado pelo município é a pasta química de madeira, conhecida como celulose, que somou R$ 301,58 milhões no período analisado. O produto representa cerca de 85% da receita total de exportações da cidade e tem sua operação vinculada à atuação da empresa CMPC, por meio da extração de fibras de celulose a partir da madeira de eucalipto.

Destaque nacional

No ranking nacional da categoria de pastas químicas de madeira, Guaíba ocupa a quarta posição entre os municípios brasileiros exportadores. A cidade fica atrás apenas de Três Lagoas-MS, Ribas do Rio Pardo-MS e Lençóis Paulista-SP.

Além da celulose, o município lidera o ranking gaúcho em outros segmentos exportadores. Entre eles estão partes e acessórios de veículos automotores, papel destinado à fabricação de papel higiênico, papel e cartão utilizados para escrita, além de poliacetais, poliéteres e resinas epóxidas.

Desempenho em diferentes categorias

A melhor colocação nacional de Guaíba foi registrada na categoria de tintas e vernizes à base de polímeros sintéticos ou naturais modificados, dispersos ou dissolvidos em meio não aquoso. Nesse segmento, o município aparece na terceira posição nacional, atrás apenas de São Bernardo do Campo-SP e Sumaré-SP.

As exportações dessa categoria movimentaram R$ 5,4 milhões nos primeiros quatro meses de 2026. Além desse resultado, Guaíba figura entre os 20 maiores exportadores do país em outras 19 categorias de produtos.

Foto: Arquivo/PMG/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 8,3% em abril

Por Jonathan da Silva 11/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8,3% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na semana passada. Ao todo, foram embarcadas 140 mil toneladas de produtos in natura e processados no quarto mês do ano, frente às 129,2 mil toneladas registradas em abril de 2025. De acordo com a entidade, o aumento foi impulsionado principalmente pela ampliação da demanda em mercados asiáticos, com destaque para Filipinas e Japão.

A receita obtida com as exportações também apresentou crescimento. Em abril deste ano, o setor arrecadou US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Resultado do quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando foram exportadas 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado foi de 14,1%. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses deste ano, contra US$ 1,090 bilhão obtidos no mesmo período do ano anterior.

Ásia concentra principais mercados

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 20,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas exportadas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas e retração de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, resultado 34,3% inferior ao registrado no ano anterior.

Também figuram entre os principais compradores o Vietnã, com 5,5 mil toneladas e crescimento de 44,6%; Argentina, com 5,3 mil toneladas e queda de 8,7%; Singapura, com 5,1 mil toneladas e retração de 24,3%; Uruguai, com 4,6 mil toneladas e aumento de 12,7%; e México, com 4,4 mil toneladas, queda de 40,3%.

Perspectiva para 2026

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho do setor segue positivo neste ano, especialmente em mercados asiáticos. “O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avaliou Santin.

Foto: Thorl5/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de frango crescem 2,2% em abril

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 486,5 mil toneladas em abril, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume, que conta produtos in natura e processados, representa um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 475,9 mil toneladas. O resultado é o maior já registrado para o quarto mês do ano.

A receita obtida com os embarques também apresentou alta no período. Conforme a ABPA, o saldo chegou a US$ 940,5 milhões em abril deste ano, valor 3,8% superior aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango, crescimento de 4,3% em comparação às 1,863 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e abril do ano passado. Em receita, o aumento acumulado foi de 6,1%, passando de US$ 3,492 bilhões em 2025 para US$ 3,704 bilhões neste ano.

Principais destinos

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas e crescimento de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas e alta de 5,2%; União Europeia, com 33 mil toneladas e avanço de 23,1%; e México, com 27,1 mil toneladas, registrando aumento de 50,2%.

Também figuram entre os principais compradores a África do Sul, com 26,3 mil toneladas e retração de 0,8%; Filipinas, com 24 mil toneladas e queda de 10,7%; Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas e redução de 52,7%; Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas e baixa de 10,2%; e Singapura, com 12,6 mil toneladas, alta de 3,7%.

Cenário internacional

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirmou que o cenário internacional segue em transformação para o setor de proteína animal brasileiro. “Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avaliou Santin.

Segundo o dirigente, o desempenho acumulado no quadrimestre demonstra a competitividade da avicultura brasileira no mercado internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destacou Santin.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 97 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem em fevereiro

Por Jonathan da Silva 09/03/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026, um volume 6,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento foi impulsionado principalmente pela demanda de mercados asiáticos, com destaque para as Filipinas, que ampliaram as importações do produto brasileiro no mês.

De acordo com a ABPA, em fevereiro de 2025 haviam sido embarcadas 114,4 mil toneladas de carne suína. Já neste ano, o volume chegou a 122,1 mil toneladas.

Crescimento também financeiro

Em receita, as vendas internacionais do setor somaram US$ 284,1 milhões no mês, valor 4,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando as exportações alcançaram US$ 272,9 milhões.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de 220,5 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações também apresentou aumento no período. Nos dois primeiros meses de 2026, o setor somou US$ 554,4 milhões, frente aos US$ 510,9 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior, o que representa crescimento de 8,5%.

Principais destinos

Entre os mercados importadores, as Filipinas ampliaram a liderança como principal destino da carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, volume 77,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas, aumento de 34,8%, e China, com 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Também figuram entre os principais destinos Chile, com 8,8 mil toneladas, alta de 6%, e Hong Kong, com 8 mil toneladas, retração de 40%.

Outros mercados relevantes foram Singapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%) e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Exportações por estado

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança em fevereiro, com 57 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, representa queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas exportadas e crescimento de 24,1%, o Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%) e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou que a expansão em diferentes mercados tem contribuído para o desempenho das exportações. “O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Neste cenário, fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro deixam de ser apenas condicionantes e passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, comentou Santin.

Foto: Bearfotos/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 190 Visualizações
Variedades

Fórum do CICB debate uso de Inteligência Artificial para ampliar exportações de couros

Por Jonathan da Silva 27/02/2026
Por Jonathan da Silva

O 13º Fórum de Sustentabilidade do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) será realizado na próxima quarta-feira, dia 4 de março, no Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo, durante a Fimec, com foco no uso da Inteligência Artificial (IA) para impulsionar as exportações do setor de couros. O evento, com inscrições gratuitas e limitadas, reunirá representantes da indústria para discutir como a tecnologia pode qualificar processos produtivos e ampliar a presença brasileira no mercado internacional.

De acordo com dados do setor, a indústria de couros exportou no ano passado o equivalente a mais de US$ 1,1 bilhão, resultado 8% inferior ao registrado em 2024. As exportações representam 75% do total produzido, que soma cerca de 40 milhões de peles bovinas por ano, o que confere ao comércio exterior papel central na atividade.

Ampliação de embarques

O gestor de Inteligência Comercial do CICB, Rogério Cunha, afirma que a adoção de ferramentas de IA pode contribuir para ampliar os embarques. “A utilização de ferramentas de IA pode, e irá, impulsionar os embarques do setor, especialmente porque existe uma carência muito grande de profissionais que não permite que avancemos ainda mais no mercado internacional”, explica o executivo, ressaltando que a tecnologia auxilia na automação de processos produtivos.

Segundo Cunha, o avanço da IA nas empresas é um movimento inevitável. “O CICB, enquanto entidade representante do setor, tem a missão de auxiliar os curtumes nessa jornada. Por isso, a realização desta edição do Fórum terá a IA como tema central”, explica o executivo, que acrescenta que o uso atual da ferramenta está concentrado na melhora da qualidade, na redução de desperdícios e na otimização do uso de recursos naturais.

Programação

A programação terá início às 13h15min, com check-in dos participantes. Às 13h50min, o gestor de Sustentabilidade do CICB, Ricardo Andrade, abordará o tema “Desenvolvimento e evolução da sustentabilidade na cadeia do couro no Brasil”.

Na sequência, às 14h, Rafael Martins, da Share, apresentará a palestra “Inteligência Artificial engolindo o mundo”. Às 14h40min, Jo Gilet, da Hidexe, falará sobre “Soluções digitais baseadas em Inteligência Artificial para a indústria do couro”.

Às 15h, Ivens Domingos, da Durlicouros, tratará do “Impacto do uso de tecnologia nos avanços ESG da Durlicouros”. Às 15h20min, Cesare Dal Monte, da GER, apresentará o tema “Automação e eficiência na operação do curtume”.

O evento será encerrado com painel final sobre “O futuro do setor e a Inteligência Artificial”, com a participação dos palestrantes e convidados especiais.

Organização

As inscrições para o 13º Fórum CICB de Sustentabilidade são gratuitas e limitadas, e podem ser realizadas por meio do link forum2026.cicb.org.br. O evento contará com tradução simultânea em inglês e português.

A realização é do projeto Brazilian Leather, parceria entre o CICB e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Os patrocinadores Gold são Minerva Leather, Abrameq (com Bremm Peck, NBN, Michelon e BKS), Hidexe com Bauce, GER, Stahl e Muno. Os patrocinadores Silver são Viposa com Vancouros, Sincurt e Tecnpiel.

Serviço

  • O quê: 13º Fórum CICB de Sustentabilidade
  • Quando: 4 de março (quarta-feira)
  • Onde: Centro de Eventos da Fenac, em Novo Hamburgo, durante a Fimec
  • Quanto: Inscrições gratuitas e limitadas, pelo link forum2026.cicb.org.br
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/02/2026 0 Comentários 200 Visualizações
Business

Exportações industriais do RS para os EUA caem 39% em quatro meses

Por Jonathan da Silva 16/12/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos recuaram 39% nos últimos quatro meses, de agosto a novembro de 2025, período em que estão em vigor novas tarifas norte-americanas. De acordo com um estudo especial do Sistema Fiergs divulgado nesta terça-feira (16), 88% dos produtos industriais gaúchos continuam fora das listas de isenção tarifária, tornando o RS o estado mais afetado entre os cinco maiores exportadores para o mercado americano.

As vendas externas da indústria gaúcha para os Estados Unidos somaram US$ 393,8 milhões no período de agosto a novembro, uma queda de US$ 252,1 milhões em comparação com os mesmos quatro meses de 2024. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, manifestou preocupação com a situação. “A permanência das taxações em segmentos da indústria que impactam diretamente a produção gaúcha nos preocupa e gera insegurança, comprometendo investimentos, faturamento e geração de empregos nas empresas, especialmente em um cenário de incertezas na economia doméstica”, afirmou Bier.

Estratégia de compensação em outros mercados

Enquanto as vendas aos EUA caíram drasticamente, os embarques para os demais mercados apresentaram um crescimento de 2,5% em receita no mesmo período de quatro meses. Esse avanço foi sustentado por um aumento de 318,5% nas quantidades exportadas, acompanhado por uma queda de 75,8% nos preços médios. Segundo a pesquisa, esse movimento indica uma estratégia das empresas para reduzir perdas no curto prazo, aumentando o volume de vendas a preços menores para outros países.

Influência no resultado geral de novembro

O fraco desempenho no mercado norte-americano impactou diretamente o resultado geral das exportações industriais do estado em novembro, contribuindo com um efeito negativo de 4,2 pontos percentuais. No mês passado, as exportações totais da indústria de transformação gaúcha recuaram 11,9% na comparação com novembro de 2024, somando US$ 1,4 bilhão. Apenas sete dos 23 segmentos industriais pesquisados registraram crescimento no mês, com destaque negativo para Alimentos (-20%), Tabaco (-20,5%) e Produtos de metal (-45,5%). O setor de Máquinas e equipamentos teve o principal resultado positivo, com alta de 39,6%.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações da indústria gaúcha totalizaram US$ 15,1 bilhões, mantendo uma trajetória de crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, o estudo aponta sinais de desaceleração ao longo do segundo semestre. O desempenho mais robusto foi observado no primeiro trimestre, com crescimento de 5,8%. O período de agosto a novembro de 2025 registrou queda de 1,9% nas vendas externas totais do estado, sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por -4,2 pontos percentuais desse resultado negativo.

O tarifaço

As tarifas americanas que impactam as exportações brasileiras consistem em uma sobretaxa de 40% somada a uma alíquota já existente de 10%, totalizando 50% para a maioria dos produtos. O estudo do Observatório da Indústria aponta que, em 2024, apenas 12% do valor total exportado pelo Rio Grande do Sul para os Estados Unidos estava coberto por algum tipo de isenção tarifária. Essa é a menor taxa de cobertura entre os cinco estados brasileiros que mais exportam para os EUA, deixando 88% das exportações industriais gaúchas expostas às tarifas totais.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/12/2025 0 Comentários 315 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 2,8% em agosto

Por Jonathan da Silva 09/09/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína, somando produtos in natura e processados, alcançaram 121,4 mil toneladas em agosto, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 118,1 mil toneladas. A receita também cresceu, chegando a US$ 294,9 milhões, alta de 6,7% sobre os US$ 276,3 milhões registrados no ano passado.

No compilado do ano, também houve crescimento: entre janeiro e agosto de 2025, os embarques de carne suína somaram 970,3 mil toneladas, um aumento de 11,5% frente às 870,2 mil toneladas exportadas em 2024. Em receita, a elevação foi de 23,8%, passando de US$ 1,885 bilhão no ano passado para US$ 2,334 bilhões neste ano.

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que a diversificação de mercados tem garantido maior estabilidade às exportações. “As exportações de carne suína do Brasil ampliaram a diversificação entre os destinos dos embarques, com novos mercados entre os maiores importadores. A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas do setor para este ano”, afirmou Santin.

Principais destinos

As Filipinas lideraram as compras em agosto, com 33,4 mil toneladas, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Chile aparece em seguida, com 13,3 mil toneladas (+8,3%), e a China, que já foi a principal compradora, registrou queda de 36,3%, importando 10,3 mil toneladas. Também figuram entre os maiores importadores o Japão (8,5 mil toneladas, +5,4%), México (7,4 mil toneladas, +30,7%), Hong Kong (6 mil toneladas, -36,6%), Vietnã (5,9 mil toneladas, +42,7%), Singapura (5,2 mil toneladas, -33,1%), Uruguai (3,7 mil toneladas, +2,4%) e Costa do Marfim (3,4 mil toneladas, +164,3%).

Exportações por estado

Santa Catarina segue como o maior exportador de carne suína do país, com 56,9 mil toneladas embarcadas em agosto, queda de 9% em relação a 2024. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 31,4 mil toneladas (+20,5%), seguido por Paraná, com 18,3 mil toneladas (+9,4%), Mato Grosso, com 3,1 mil toneladas (-3,6%), e Minas Gerais, com 2,5 mil toneladas (+1,5%).

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/09/2025 0 Comentários 304 Visualizações
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Exportações brasileiras de frango crescem 9,3% em agosto

Por Jonathan da Silva 05/09/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 394,6 mil toneladas em agosto, o que representa um crescimento de 9,3% em relação ao mesmo mês de 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). No entanto, apesar do aumento no volume exportado, a receita do setor caiu 11,9% em agosto, com US$ 699,4 milhões frente aos US$ 793,6 milhões registrados no mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações somaram 3,394 milhões de toneladas, queda de 1,1% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A receita nos oito primeiros meses de 2025 foi de US$ 6,308 bilhões, praticamente estável em comparação ao ano anterior, quando alcançou US$ 6,319 bilhões.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que os embarques seguem em ritmo estável desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária pelo Brasil. “O desempenho do mês de agosto manteve a estabilidade de embarques notada desde a reconquista do status de Livre de Influenza Aviária, pelo Brasil, o que deve se alterar positivamente com as recentes retomadas das importações pelo Chile e a oficialização da reabertura da União Europeia”, afirmou o dirigente.

Principais destinos

O México assumiu a liderança entre os principais destinos, com 37,5 mil toneladas embarcadas, volume 873,3% maior do que no ano passado. Os Emirados Árabes Unidos importaram 32,5 mil toneladas (-16,9%), seguidos por Japão, com 30,3 mil toneladas (-22,2%), Arábia Saudita, com 27 mil toneladas (+0,6%), e África do Sul, com 25,7 mil toneladas (-8,4%). Também aparecem na lista Filipinas (19,7 mil toneladas, +27,2%), Coreia do Sul (15,3 mil toneladas, +65,7%), Iraque (12,7 mil toneladas, +15,0%), Reino Unido (11,3 mil toneladas, +130,2%) e Singapura (10,9 mil toneladas, +14%).

Estados exportadores

Entre os estados, o Paraná liderou as exportações em agosto com 158,7 mil toneladas, queda de 1,6% em relação ao ano anterior. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 89,7 mil toneladas (+6,5%), seguido por Rio Grande do Sul, com 44,1 mil toneladas (+16,6%), São Paulo, com 24,5 mil toneladas (+3%) e Goiás, com 21,5 mil toneladas (+20,8%).

Foto: Chandlervid85/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
05/09/2025 0 Comentários 310 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne de frango crescem 16,4% em julho em relação a junho

Por Jonathan da Silva 08/08/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 399,7 mil toneladas em julho de 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), divulgados nesta quinta-feira (7). O número representa uma alta de 16,4% em relação ao volume embarcado em junho (343,4 mil toneladas), embora ainda seja 13,8% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando o país exportou 463,7 mil toneladas.

A receita com as exportações de julho alcançou US$ 737,8 milhões, valor 15,8% superior ao de junho (US$ 637 milhões), mas 17% menor que o obtido em julho do ano passado (US$ 889,2 milhões).

Avaliação do setor

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado reflete a retomada gradual de mercados que haviam suspendido as importações após um caso isolado de Influenza Aviária. “Houve um notável restabelecimento do comércio com grande parte das nações que haviam suspendido as importações diante da ocorrência isolada e já superada de Influenza Aviária em uma granja comercial. Comparativamente, são mais de 50 mil toneladas adicionadas ao nosso fluxo, número que deverá se expandir nos próximos meses com a consolidação das tratativas e a reabertura de todos os mercados”, afirmou Santin.

Acumulado do ano

Entre janeiro e julho de 2025, o Brasil exportou 3 milhões de toneladas de carne de frango, volume 1,7% inferior ao do mesmo período de 2024 (3,052 milhões de toneladas). A receita no acumulado, no entanto, apresentou alta de 1,5%, chegando a US$ 5,609 bilhões ante US$ 5,525 bilhões no ano anterior.

Principais mercados

Os Emirados Árabes Unidos lideraram as compras em julho, com 51,7 mil toneladas, aumento de 33,6% em comparação ao mesmo mês de 2024. Em seguida aparecem Japão (42,9 mil toneladas, -9,3%), México (36,4 mil toneladas, +45,6%), Arábia Saudita (31,4 mil toneladas, +19,7%), Angola (16,1 mil toneladas, +68,7%), Singapura (13,6 mil toneladas, +8,8%), Reino Unido (12,7 mil toneladas, +84,3%), Kwait (11,6 mil toneladas, +13,3%), Gana (10,9 mil toneladas, +131,1%) e Hong Kong (10,2 mil toneladas, +72,5%).

Estados exportadores

O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 152,1 mil toneladas embarcadas em julho, apesar da queda de 19,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na sequência aparecem Santa Catarina (95,3 mil toneladas, -7,6%), Rio Grande do Sul (46,2 mil toneladas, -22,5%), São Paulo (26,8 mil toneladas, +3,8%) e Goiás (22,8 mil toneladas, +4,2%).

Foto: Jcomp/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/08/2025 0 Comentários 337 Visualizações
Política

Tarifaço dos EUA ameaça milhares de empregos na indústria calçadista brasileira

Por Jonathan da Silva 07/08/2025
Por Jonathan da Silva

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve afetar diretamente quase 80% das empresas exportadoras de calçados do Brasil conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O setor, que tem nos EUA seu principal mercado externo, estima perder cerca de 20 mil postos de trabalho indiretos e 8 mil diretos nos próximos meses, caso a medida não seja revertida.

De acordo com o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a tarifa extra já provoca efeitos imediatos no setor. “Entre os impactos já relatados há atrasos ou paralisação em negociações, queda do faturamento em decorrência da medida e cancelamento de pedidos, parte, inclusive, já produzidos ou em produção”, afirma Ferreira.

Segundo o dirigente, o impacto direto nas exportações torna urgente a adoção de medidas emergenciais para preservar empregos e empresas da cadeia calçadista nacional.

Perdas acumuladas

A estimativa da Abicalçados aponta para uma queda de 9% nas exportações nos próximos 12 meses, como resultado direto da sobretaxa nos embarques com destino aos Estados Unidos. O país é historicamente o principal comprador do calçado brasileiro e responde por mais de 20% do valor total exportado pelo setor.

Interrupção na recuperação

Apesar do cenário atual, o setor vinha mostrando sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2025, foram exportados 5,8 milhões de pares de calçados aos Estados Unidos, um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Abicalçados, a imposição da tarifa compromete esse ciclo e deverá gerar efeitos econômicos e sociais significativos para o Brasil.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2025 0 Comentários 431 Visualizações
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