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exportação

Business

Média mensal de exportações de carne suína superam 100 mil toneladas

Por Marina Klein Telles 12/09/2023
Por Marina Klein Telles

Pela primeira vez na história, a média mensal das exportações de carne suína superaram o patamar de 100 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). De acordo com a entidade, os embarques do produto em agosto alcançaram 112,8 mil toneladas (considerando todos os produtos, entre in natura e processados). Com este número, a média acumulada neste ano chega a 100,9 mil toneladas mensais, superando o índice registrado no mesmo período comparativo (janeiro a agosto) de 2022, com 93,3 mil toneladas.

No comparativo com o mês de agosto de 2022, houve uma retração de 3,1%, considerando o total exportado no período do ano passado em 116,3 mil toneladas. A receita das exportações do mês de agosto alcançou US$ 253,1 milhões, número 5,9% menor que o total registrado no oitavo mês de 2022, com US$ 269 milhões. No ano (janeiro a agosto), as vendas internacionais de carne suína chegam a 807 mil toneladas, número 11,8% superior às exportações acumuladas no mesmo período de 2022, com 722,8 mil toneladas. Em receita, a alta acumulada é de 19,2%, com US$ 1,916 bilhão em 2023, contra US$ 1,607 bilhão no ano anterior.

Entre os principais destinos das exportações em 2023, a China segue na liderança, com 282,9 mil toneladas, volume 4,5% superior ao registrado em 2022. Em seguida estão Filipinas e Hong Kong, ambos com 78 mil toneladas (+26,4% no caso de Filipinas e +17,7% para Hong Kong), e o Chile, com 56,6 mil toneladas (+73,7%). “Melhor resultado da série mensal de 2023, o mês de agosto estabelece um novo patamar nas exportações de carne suína, pela primeira vez acima das 100 mil toneladas. Outro ponto marcante do mês foi o desempenho registrado pelo México, mercado recentemente aberto e que já figura entre os 10 principais destinos das exportações do setor”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

No ranking dos maiores estados exportadores, Santa Catarina segue na liderança, com 62,7 mil toneladas exportadas em agosto (+1%), seguida pelo Rio Grande do Sul, com 22,9 mil toneladas (-19,8%) e Paraná, com 15,5 mil toneladas (+0,5%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2023 0 Comentários 676 Visualizações
Business

Avicultura e Suinocultura devem registrar altas de produção e de exportações

Por Marina Klein Telles 17/08/2023
Por Marina Klein Telles

O ano de 2023 deve ser marcado por novos aumentos na produção e na presença internacional da avicultura e da suinocultura do Brasil. Estas são as projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), apresentadas ontem (16), em coletiva de imprensa realizada na sede da associação em São Paulo.

Carne de frango

Conforme a ABPA, a produção de carne de frango deverá alcançar até 14,95 milhões de toneladas produzidas ao longo dos 12 meses de 2023, número 3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 14,52 milhões de toneladas. A disponibilidade de produtos no mercado interno deverá alcançar 9,85 milhões de toneladas, volume 1,5% superior às 9,70 milhões de toneladas registradas em 2022. Com isto, o consumo per capita de carne de frango deverá ficar em 46 quilos neste ano, dado 1,5% maior que os 45,2 quilos per capita registrados em 2022.

Pela primeira vez na história, o setor deverá superar a barreira de 5 milhões de toneladas exportadas, se confirmadas as projeções da ABPA. Neste ano, a expectativa da entidade é de embarques totais de 5,20 milhões de toneladas, volume até 8% superior aos embarques registrados em 2022, com 4,82 milhões de toneladas. “O Brasil deverá seguir ganhando espaço no mercado internacional. Isto, em parte, graças à ampliação dos negócios com os principais parceiros comerciais e à redução dos embarques dos principais concorrentes dos exportadores brasileiros. Ao mesmo tempo, já se nota um melhor equilíbrio entre a oferta e a demanda neste segundo semestre, com custos de produção mais razoáveis após três anos de altas históricas no preço dos principais insumos”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Carne suína

No caso da carne suína, as projeções da ABPA também apontam para a superação do total de 5 milhões de toneladas — neste caso, para a produção. Ao todo, o país deverá produzir 5,05 milhões de toneladas de carne suína neste ano, número até 1,5% maior que as 4,983 milhões de toneladas produzidas em 2022. A disponibilidade de produtos para o mercado interno deverá se manter estável em relação a 2022, com total de 3,85 milhões de toneladas. O mesmo deverá ocorrer, também, com o consumo per capita, repetindo o índice de 18 quilos registrado em 2022.

Já a projeção para as exportações é de 1,25 milhões de toneladas, 12% maior do que a produção de 1,12 milhões no ano passado. “A abertura e ampliação de diversos mercados relevantes no tabuleiro internacional do comércio de carne suína, aliado à sustentação da demanda dos principais compradores do Brasil reforçam a perspectiva de crescimento dos embarques. Neste sentido, frente à manutenção da demanda interna, a produção deverá se consolidar em torno de cinco milhões de toneladas”, avalia o diretor de mercados, Luís Rua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/08/2023 0 Comentários 583 Visualizações
Business

Japão retira suspensão de exportação de carne de frango do Espírito Santo

Por Marcel Vogt 11/08/2023
Por Marcel Vogt

O Japão retirou nesta quinta-feira (10) a suspensão imposta temporariamente para as compras de carne de aves, ovos e derivados da carne de aves, produzidas no Espírito Santo. A decisão tinha sido tomada pelos japoneses após o estado detectar o primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) do país em uma ave de subsistência, no município de Serra.

Apesar da restrição temporária, o Japão não importava carne de frango capixaba antes do caso, mas ainda assim é um dos países que mais compra carne de aves produzidas no Brasil, com 11% do total vendido em 2022, segundo o portal de estatísticas de comércio exterior brasileiro (Comex Stat).

Em recente missão ao Japão, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro se reuniu com os ministros da Agricultura, Florestas e Pesca, Tetsuro Nomura, e da Saúde, Trabalho e Bem Estar, Katsunobu Katō, para tratar especialmente sobre o protocolo de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) para as exportações de produto para o país.

Em um novo acordo ficou ajustado que as restrições de exportação dos produtos cárneos de frango e ovos ficam limitadas apenas aos municípios onde houver detecção de focos da gripe aviária e não mais o estado todo.

De acordo com o protocolo japonês, é necessário aguardar um prazo de 28 dias para enviar o relatório para a análise da autoridade sanitária japonesa a fim de que se possa retomar a exportação. Desta forma, o estado de Santa Catarina ainda segue com a suspensão temporária até o cumprimento do protocolo sanitário para que o mercado seja reaberto.

O Brasil segue sendo um dos únicos do mundo a manter o status de livre da IAAP em granjas comerciais, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Além disso, é importante lembrar que a doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2023 0 Comentários 534 Visualizações
Business

ABPA comemora abertura do mercado da República Dominicana para carne suína

Por Marina Klein Telles 10/08/2023
Por Marina Klein Telles

 A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a abertura do mercado da República Dominicana para a carne suína produzida no Brasil, conforme anunciado ontem (9) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o Ministério da Agricultura, três plantas brasileiras dos Estados do Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram habilitadas imediatamente a embarcar produtos para o mercado dominicano. Espera-se que novos estabelecimentos gaúchos, catarinenses e também do Paraná sejam habilitados após a conclusão de trâmites pendentes. “É o quinto mercado aberto ou ampliado apenas este ano para a proteína suína, o que reforça cada vez mais a posição de destaque do Brasil no suprimento de carne suína em nível global, com o Brasil já sendo aproximadamente 12% de toda carne suína comercializada internacionalmente no mundo”, destaca o diretor de mercados da entidade, Luís Rua.

A República Dominicana é um dos mais relevantes mercados importadores de carne suína das Américas. Anualmente, o país produz 45 mil toneladas de carne suína, mas consome 165 mil toneladas, conforme dados de 2022 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “A República Dominicana é um mercado com elevada demanda, que tem enfrentado desafios severos com registro de Peste Suína Africana em seu território, o que tem reduzido nos últimos anos a produção local. Neste sentido, graças ao trabalho realizado pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, posicionamos o Brasil como parceiro pela segurança alimentar da população dominicana”, avalia o presidente da ABPA,  Ricardo Santin.

Em 2022, a República Dominicana importou 120 mil toneladas do produto, e a projeção para 2023 aponta para compras internacionais de até 130 mil toneladas, conforme projeções do USDA. Cerca de 85% deste volume é proveniente dos Estados Unidos, sendo completado pelo Reino Unido e Canadá.  “O país caribenho é um importante hub turístico na região em que se localiza e o Brasil já exporta frango há muitos anos para a República Dominicana, o que pode facilitar a rápida concretização de negócios” afirma Rua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/08/2023 0 Comentários 550 Visualizações
Business

Exportações de carne suína crescem 9,3% em julho

Por Marina Klein Telles 08/08/2023
Por Marina Klein Telles

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 105,3 mil toneladas em julho, superando em 9,3% o total exportado no mesmo período de 2022, com 96,3 mil toneladas. A receita gerada com os embarques do mês de julho totalizaram US$ 249,9 milhões, saldo 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2022, com US$ 222,4 milhões.

No acumulado de 2023 (janeiro a julho), as vendas internacionais de carne suína mantêm alta de 14,6%, com 695,1 mil toneladas exportadas, contra 606,5 mil toneladas em 2022. No mesmo período, a receita gerada pelas vendas chegou a US$ 1,663 bilhão, saldo 24,3% maior que o total registrado no ano passado, com US$ 1,337 bilhão. “Pelo quinto mês seguido as exportações de carne suína superam o volume total de 100 mil toneladas. Há boas expectativas quanto ao desempenho dos embarques do setor para o ano, com indicativos de potencial recorde”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A China segue como maior importadora da carne suína do Brasil, com 38,3 mil toneladas importadas apenas no mês de julho, mantendo praticamente estabilidade (-0,1%) em relação ao mesmo mês de 2022. Também foram destaques as vendas para Filipinas, com 11,4 mil toneladas (+38%), Hong Kong, com 7,8 mil toneladas (+8%) e Chile, com 6,9 mil toneladas (+107%). “As projeções positivas para o ano se respaldam, especialmente pela influência das vendas para destinos recentemente abertos, como Canadá, México, Peru, além de outros como a recente ampliação de autorizações, como é o caso de Singapura, com produtos processados de carne suína”, avalia o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Maior exportador de carne suína do País, Santa Catarina embarcou 54,3 mil toneladas em julho, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em segundo, Rio Grande do Sul exportou 28,7 mil toneladas (+34,1%). No terceiro posto, Paraná exportou 13 mil toneladas (-3,1%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/08/2023 0 Comentários 523 Visualizações
Business

Embarques de carne de frango crescem 6,6% em julho

Por Marina Klein Telles 07/08/2023
Por Marina Klein Telles

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 432,1 mil toneladas em julho. O número supera em 6,6% o volume embarcado no sétimo mês de 2022, com 405,3 mil toneladas.

A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 858,7 milhões, número 3,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 892 milhões. No acumulado do ano (janeiro a julho), as exportações de carne de frango totalizaram 3,061 milhões de toneladas, volume 8,2% maior que o saldo registrado em 2022, com 2,828 milhões de toneladas.

Em receita, as vendas do setor nos sete primeiros meses do ano chegam a US$ 6,027 bilhões, desempenho 7,2% maior que o total registrado em 2022, com US$ 5,620 bilhões. Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil – A China importou 50,8 mil toneladas no mês de julho, número 35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida vieram os Emirados Árabes Unidos importaram 46,4 mil toneladas (+23%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+7%).  Também foram destaque no mês as vendas para a África do Sul, com total de 25,7 mil toneladas (+73%).

“O fluxo para os principais mercados da carne de frango do Brasil segue em ritmo positivo e com perspectiva de saldos históricos. Temos registrado embarques mensais médios acima de 435 mil toneladas e receita mensal acima de US$ 860 milhões. São números que confirmam as expectativas da ABPA para o ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Maior exportador do Brasil, o Paraná embarcou 179,3 mil toneladas em julho, número 14,6% maior em relação ao mesmo período de 2022. Em segundo lugar, Santa Catarina exportou 90,3 mil toneladas (+3,4%). Em seguida, vieram Rio Grande do Sul, com 63,8 mil toneladas (+3,5%), São Paulo, com 23 mil toneladas (-3,1%), Goiás, com 18,9 mil toneladas (+12,9%) e Mato Grosso do Sul, com 13,5 mil toneladas (-1,7%).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2023 0 Comentários 526 Visualizações
Business

Singapura libera embarques de carne suína processada do Brasil

Por Marina Klein Telles 07/08/2023
Por Marina Klein Telles

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) aplaudiu o anúncio feito hoje (4) pelo Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, sobre a abertura do mercado de Singapura para a carne suína processada do Brasil.

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a oportunidade gerada a partir das tratativas concluídas pelo Governo Brasileiro deverá proporcionar significativo incremento nas exportações de carne suína do Brasil. “Singapura é um país com elevados níveis de consumo per capita de carne suína. Há uma notável demanda por produtos de maior valor agregado, o que deverá gerar resultados diretos na receita das exportações para o destino”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Singapura, uma cidade-estado localizada na ponta-sul da Península Malaia, possui uma população total de 5,6 milhões de habitantes e uma das mais elevadas rendas per capita anuais do planeta, com US$ 82,8 mil, conforme dados do Banco Mundial.

Atualmente, Singapura já importa carne suína in natura do Brasil e tem incrementado a demanda pelo produto brasileiro. É o quinto principal destino das exportações, com 34,7 mil toneladas importadas no primeiro semestre deste ano, número 9,2% superior aos embarques registrados em 2022. Os embarques para o país asiático geraram US$ 91,7 milhões no período.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2023 0 Comentários 619 Visualizações
Business

Produção de grãos brasileira deverá chegar a 390 milhões de toneladas nos próximos dez anos

Por Marcel Vogt 21/07/2023
Por Marcel Vogt

A produção de grãos no Brasil deverá aumentar 24,1% nos próximos dez anos, chegando perto de 390 milhões de toneladas na safra 2032/2033, com acréscimo de 75,5 milhões de toneladas. Esse acréscimo corresponde a uma taxa de crescimento de 2,4% ao ano.  devem continuar alavancando o crescimento da produção de grãos.

A área de grãos deve expandir-se dos atuais 77,5 milhões de hectares (Conab – maio/2023) para 92,3 milhões de hectares em 2032/33. Os números são do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2022/23 a 2032/33, feito pela Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

As projeções do Agronegócio mostram um enorme potencial de crescimento do setor, que deverá ocorrer, principalmente, com base na produtividade, entretanto, de acordo com a pesquisa, será necessário ampliar os investimentos em pesquisa. A expansão de área deverá ocorrer devido ao padrão de crescimento da agricultura brasileira. De acordo com o estudo, a produtividade e as tecnologias operam juntas no sentido de crescimento sustentável.

A adição dos 14,7 milhões de hectares à área plantada de grãos poderá vir da conversão de áreas atualmente degradadas, particularmente, oriundas de pastagens extensivas, entre outras possibilidades, que evitem afetar a cobertura vegetal do país. De acordo com a análise da pesquisa, 78% da expansão da área plantada deverá ocorrer com o cultivo da soja.

A produção de soja em 2032/33 está projetada para 186,7 milhões de toneladas, acréscimo de 20,6% em relação à produção de 2022/23. A projeção de exportação de soja em grão está em 121,4 milhões de toneladas, com participação prevista de 60,6% nos embarques mundiais.

A área de milho segunda safra deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto. Milho e soja deverão sofrer pressão devido ao uso crescente como culturas relevantes para produção de biocombustíveis, biodiesel e etanol de milho.

A produção total de milho está projetada para 160 milhões de toneladas para 2032/33, alta de 27% em relação à produção de 2022/23. As exportações e a demanda de milho para a produção de etanol serão duas importantes forças a estimular o cultivo. O milho adquire importância crescente como matéria prima e como alimento.

Brasil e Estados Unidos deverão liderar juntos as exportações mundiais de milho, estimadas em 69 milhões de toneladas por país. Corresponde a uma participação nas exportações de 30% para cada um dos países.

As projeções do algodão em pluma indicam produção de 3,6 milhões de toneladas em dez anos, expansão de 26,8%, dominado principalmente pela produtividade. Mato Grosso e Bahia respondem atualmente por 90% da produção nacional. Espera-se que o aumento da produtividade seja impulsionado por melhoramento genético, melhores práticas agronômicas, novas tecnologias e agricultura de precisão.

O Brasil deverá responder por 12,5% da produção mundial de algodão em 2030. Estados Unidos, Brasil e Índia deverão ser os principais exportadores ao final destas projeções. O consumo de algodão no Brasil deve apresentar estabilidade nos próximos anos, situando-se em 732 mil toneladas anuais.

Dados da OCDE/FAO mostram que, a partir dos anos 1990, o consumo per capita de fibra de algodão foi ultrapassado pelas fibras sintéticas, devido aos preços mais acessíveis.

Carnes

A produção de carnes (bovina, suína e frango deverá ter alta de 6,6 milhões de toneladas entre 2022/23 e 2032/33, representando 22,4% de aumento. Saindo dos atuais 29,6 milhões de toneladas para 36,2 milhões de toneladas de carnes.

As carnes de frango e suínas são as que devem apresentar maiores índices de crescimento nos próximos anos: frango, 28,1% e suína, 23,2%. A produção de carne bovina deve crescer 12,4%, embora o Brasil continue liderando o mercado internacional do produto, suprindo 28,5% do consumo mundial.

De acordo com o documento, deverá haver um esforço de crescimento em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento para o setor, haja vista a procura por proteína animal

Segundo o estudo, o mercado interno, as exportações e os ganhos de produtividade deverão ser os principais fatores de crescimento na próxima década. Em 2032/33, perto de 33% da produção de soja deve ser destinada ao mercado doméstico, o milho, 65%, e o café quase 43% da produção deve ser consumida internamente.

Como uma das conclusões do documento, o aumento da produção nacional deverá ser pressionada com o crescimento do mercado interno e das exportações brasileiras.

Cerca de 35,5% da produção de carne de frango será destinada ao mercado interno. A participação da carne suína será de 14,8% no mercado interno. Embora o Brasil seja um grande exportador para diversos produtos, o consumo interno será relevante.

O trabalho das Projeções tem por objetivo indicar direções do crescimento da agropecuária e fornecer informações aos formuladores de políticas públicas quanto às tendências de produtos do agronegócio.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2023 0 Comentários 557 Visualizações
Business

Reino Unido estabelece modelo para aprovação de exportação avícola no Brasil

Por Marina Klein Telles 18/07/2023
Por Marina Klein Telles

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a informação divulgada hoje (17) pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária e o das Relações Exteriores sobre o restabelecimento, pelas autoridades sanitárias do Reino Unido, do sistema de habilitação de plantas pelo modelo de “pré-listing” para exportações de carne de frango ao país.

Pelo sistema, todas as empresas que desejarem embarcar carne de frango para o mercado do Reino Unido deverão ser aprovadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro (Mapa), e não mais por missões de habilitação individual de estabelecimentos realizadas pelas autoridades do país europeu. As missões britânicas, a partir de agora, se concentrarão em revalidar o sistema brasileiro de inspeção.

“Além de desburocratizar a autorização das exportações brasileiras para este destino de alto valor agregado para a avicultura brasileira, o sistema de pré-listing é uma demonstração de elevada confiança das autoridades do Reino Unido no sistema de inspeção brasileiro. Vale destacar o trabalho conjunto realizado pelos Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, Embaixada em Londres, Adidância Agrícola e o setor privado para este importante reconhecimento”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Entre embarques intras e extra-cotas (com tarifas mais elevadas), o Brasil exportou para o Reino Unido cerca de 53,3 mil toneladas de carne de frango entre janeiro e junho deste ano, gerando receita de US$ US$ 166,3 milhões. Atualmente, o país europeu é um dos quinze maiores importadores do produto avícola brasileiro. “Do ponto de vista mercadológico, o retorno ao sistema de pré-listing permitirá potencialmente que mais empresas brasileiras acessem este que é um dos maiores mercados consumidores do mundo, garantindo maior acesso e mais opções de comercialização aos exportadores brasileiros” pontua o diretor de mercados da ABPA, Luis Rua.

As relações comerciais entre os exportadores de carne de frango do Brasil e o Reino Unido têm conquistado novos capítulos em 2023. No mês de abril, o país europeu atualizou o sistema de cotas de importação do produto brasileiro, outro fruto das tratativas realizadas pelos MAPA e MRE junto aos mercados estratégicos para o Brasil. As novas cotas foram expandidas para 96,5 mil toneladas anuais (acrescendo em 16,6 mil toneladas anuais), gerando um incremento potencial de cerca de US$ 60 milhões nas exportações.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2023 0 Comentários 641 Visualizações
Business

Conselho do Prêmio Exportação RS promove Arena e Almoço da Exportação Connects na próxima terça-feira

Por Marcel Vogt 16/06/2023
Por Marcel Vogt

O Conselho do Prêmio Exportação RS, baseado em relacionamento, inspiração e compartilhamento, pilares do mérito, promoverá o Prêmio Exportação RS Connects, uma edição especial que une dois importantes eventos que integram a programação da premiação: a Arena da Exportação e o Almoço da Exportação. O evento será realizado na próxima terça-feira, dia 20, a partir das 8h, na Fecomércio (Rua Fecomércio, 101). O evento irá abordar temas como inteligência artificial e utilização do digital no mercado da exportação, bem como um case de sucesso no comércio exterior e demais pontos relevantes ao setor. O evento, que contará com transmissão ao vivo e gratuita pelo canal do Youtube da ADVB/RS, será para convidados, mas o público que tiver interesse em participar poderá adquirir ingressos no site bit.ly/premioexportacaorsconnects.

A programação contará com a realização de uma edição especial da Arena da Exportação pela manhã, que trará palestras com especialistas do mercado, como o vice-presidente de Comércio Internacional da ADVB/RS e CEO do Prêmio Exportação RS, Edmilson Milan; a Analista Sênior da Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Marina Finestrali; o coordenador de Iniciativas Digitais do Sebrae Nacional, Ivan Tonet; e o economista do HUB Transforma RS, Igor Morais.

“Debater a transformação digital e como podemos utilizá-la a favor do desenvolvimento do negócio e das atividades exportadoras é fundamental para que seja possível compreender as possibilidades e alternativas estratégicas para manter a produtividade em um mercado globalizado e competitivo”, afirma o presidente do Conselho do Prêmio Exportação RS, Fabrício Forest.

Já o Almoço da Exportação, que será realizado a partir do meio-dia, contará com a palestra de Angela Hirata, que apresentará o case da Havaianas. Formada em administração de empresas, especializada em comércio exterior, Angela possui vasta experiência em negócios internacionais, como líder de projetos, agente de vendas, formadora de estratégias e desenvolvimento de mercado. Foi Diretora de Comércio Exterior da Alpargatas S.A e era responsável por novos mercados, além de promover a expansão internacional da marca Havaianas. Em três anos, Angela levou a empresa a exportar para cinco continentes em mais de 80 países, buscando espaço nas vitrines internacionais de luxo. Hoje, a marca está em mais de 100 países, com o mesmo conceito e status. Hirata ainda conta com atuação como presidente da JAPAN HOUSE São Paulo e também é fundadora da Suriana Trading, empresa de consultoria de mercado internacional e nacional.

O evento integra as ações da 51ª edição do Prêmio Exportação RS, que realizará a cerimônia de entrega do mérito no dia 17 de agosto, na Casa NTX, em Porto Alegre. A distinção reconhece anualmente o desempenho das empresas gaúchas no cenário exportador, levando em consideração dados de exportação de órgãos governamentais e a expertise das entidades representadas no Conselho do Prêmio, que são: ADVB/RS, ApexBrasil, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, FARSUL, Federasul, Fecomércio-RS, FIERGS, Transforma RS, Lide-RS, Portos RS, Sebrae RS, Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e UFRGS.

Sobre o Prêmio Exportação

O Prêmio Exportação RS distingue empresas que obtiveram os melhores resultados mercadológicos e desenvolveram estratégias inovadoras para expor e comercializar seus produtos no mercado internacional. Em 2022, foram reconhecidas 68 empresas com sede no RS, que se destacaram por seus resultados de exportações em diferentes segmentos de mercado. O Conselho do Prêmio Exportação RS é formado por lideranças de instituições que possuem relação de suporte ou apoio ao cenário exportador gaúcho. São elas: ADVB/RS, ApexBrasil, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, FARSUL,

16/06/2023 0 Comentários 722 Visualizações
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