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estudo

Business

Pesquisa da CDL Santa Cruz mostra como o comércio sente o impacto da pandemia

Por Gabrielle Pacheco 06/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Seis meses de muitas dificuldades. É o que mostram os números da pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes e Lojistas de Santa Cruz do Sul (CDL Santa Cruz) acerca do impacto da pandemia do coronavírus nas vendas no comércio da cidade. Um total de 212 lojistas responderam ao levantamento realizado pela entidade.

O presidente da CDL Santa Cruz, Marcio Farias Martins, destaca que os números demonstram o que já se via na prática entre os lojistas. “A principal data, que foi a Páscoa, foi seriamente atingida com o fechamento do comércio em geral no período que antecedeu. Assim, os demais meses que se sucederam, houve uma retração significativa que vai levar um grande tempo para que se possa recuperar”, observou.

Martins destaca que com os dados é possível fomentar campanhas para o segundo semestre e buscar alternativas entre os lojistas e o Poder Público para que o comércio volte a funcionar e obtenha uma recuperação.

“Os lojistas seguem muito preocupados com a pandemia, a forma como isso vem atingindo o nosso mercado, e em especial, com a saúde financeira das nossas empresas. Entendemos que é necessário que os comerciantes precisam criar alternativas junto com o Poder Público para conseguirmos alavancar as vendas e voltar a estimular a economia e o consumo”, citou.

Setores

Entre os setores que sentiram pouca retração neste primeiro semestre está o dos supermercados, em que 50% dos estabelecimentos teve um crescimento entre 30 e 40%, enquanto que 25% teve um crescimento entre 30 e 40% e 25% cresceu entre 10 e 20%. O setor também é um dos que aumentou seu lucro em até 50% em relação ao mesmo período do ano passado. O reflexo disso também se deu no quadro de funcionários, pois metade dos que responderam ao questionário mantiveram seu número e outra metade aumentou seu contingente.

Já no setor das Agropecuárias, onde 42,9% não teve crescimento ou retração este ano; 28,6% teve retração entre até 10% e 14,3% retração entre 10 e 20% e 14,3%, retração entre 40 e 50%. Outro é o de brinquedos que fechou o primeiro semestre sem crescimento ou retração de até 10% (66,6%), sendo que 16,7% teve retração de mais de 50% e 16,7% teve crescimento de até 10%.

Já os setores de vestuário e calçados foram mais afetados neste primeiro semestre. No Vestuário, a retração no primeiro semestre foi muito grande: 49,9% entre 40 e 30%; 31,8%, mais de 50% de retração; 9,1%, retração entre 20 e 30%; 4,5%, retração entre 10 e 20%; e 13,5% registraram crescimento entre 10 e 40%.

Nas lojas de calçados, 100% dos empresários responderam que tiveram retração entre zero e mais de 50% neste primeiro semestre. Mesmo assim, para 55,6% não houve alteração no quadro de funcionários, enquanto que 33,3% realizou demissões e 11,1% fez admissões no seu quadro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/07/2020 0 Comentários 519 Visualizações
Cidades

Estudo da Amlinorte revela que Litoral Norte tem uma população superior a 700 mil pessoas

Por Gabrielle Pacheco 06/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Amlinorte encaminhou ao Governador do Estado um relatório com 600 páginas, demonstrando o aumento populacional que o Litoral Norte vem apresentando nos últimos meses. Os dados foram obtidos levando em consideração o aumento no consumo de energia elétrica na região, além do aumento na produção do lixo e também na cobertura da vacina da gripe da população idosa, que superou a casa dos 100%.

De acordo com o presidente da Amlinorte, prefeito Pierre Emerim da Rosa, de Imbé, somente no levantamento feito junto a CEEE, houve um aumento no consumo de energia elétrica na região na ordem de 25% nos últimos três meses, comparado com o mesmo período do ano passado. Além disso, o volume de resíduos sólidos coletados nos últimos seis meses também demonstra um acréscimo substancial, permitindo calcular, com base nos índices preconizados pelo Ministério do Meio Ambiente, que a população do litoral Norte já está em 716 mil pessoas e não 397 mil como previstos no IBGE 2019.

Os dados foram apresentados ao governador do Estado, através de uma videoconferência, que solicitou o encaminhamento dos estudos feitos pela Associação de Municípios, material compilado pelo escritório Sielichow Advocacia, pelos advogados Cristiano Sielichow e Rui Lang, que auxiliaram na elaboração do pedido administrativo junto ao Governo do Estado. A expectativa agora é de que o governo possa ajustar os cálculos e medidas adotadas para o Litoral Norte, tanto no combate ao coronavírus, quanto a liberação de leitos, imposição de bandeiras e até mesmo nos repasses de programas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/07/2020 0 Comentários 571 Visualizações
Saúde

Clínica gaúcha apresentará trabalhos científicos em congresso europeu de reprodução humana

Por Gabrielle Pacheco 03/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um dos mais importantes eventos de reprodução humana do mundo, o Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) será realizado este ano de forma virtual, em virtude da pandemia do coronavírus. E o Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva, de Porto Alegre, será a única instituição do Sul do Brasil a fazer a apresentação oral de um trabalho científico no encontro.

Na próxima quarta-feira (8), a clínica apresenta a pesquisa “Fatores de risco para gravidez ectópica após tratamento de fertilização in vitro: um estudo caso-controle”. O trabalho mais de 20 anos de registros de pacientes que apresentaram gestação ectópica — ou seja, fora do útero. “Fizemos uma avaliação sobre possíveis eventos associados a esse quadro, como histórico de aborto e o momento de transferência dos embriões. É um levantamento importante para entender como esses fatores e poder minorá-los”, afirma a ginecologista Vanessa Trindade, do Fertilitat.

O centro também exibirá um estudo em formato de pôster virtual, que buscou avaliar se o uso de emulsão lipídica intravenosa está relacionado a maiores taxas de gravidez e de nascidos vivos em pacientes submetidas à fertilização in vitro. “Os dados indicaram que, nas pacientes avaliadas, a utilização de mais de uma dose dessa terapia teve um melhor resultado em desfechos de reprodução”, diz a ginecologista Marta Hentschke. A emulsão é usada no processo de implantação, suprimindo células que poderiam gerar uma rejeição do embrião e, consequentemente, aborto espontâneo.

A diretora do Fertilitat, Mariangela Badalotti, celebra que o evento manteve sua edição em 2020, em formato virtual. “É um encontro muito rico para troca de experiências e conhecimentos científicos, permitindo que estejamos em linha com o que há de mais atualizado e moderno na reprodução humana”, destaca a ginecologista. A clínica acompanha todos os anos o Congresso, que chega em 2020 à sua 36ª edição. As atividades acontecerão entre os dias 5 e 8 de julho. Mais informações podem ser obtidas no site.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2020 0 Comentários 666 Visualizações
Movimento
Business

Setor calçadista trabalha com 30,9% da capacidade instalada, aponta Abicalçados

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou nesta quarta-feira, 1°, que o setor calçadista nacional está trabalhando com 30,9% da sua capacidade instalada. O número está em pesquisa realizada pela entidade junto às empresas fabricantes de calçados.

O levantamento aponta, ainda, que 63% das empresas do setor estão ativas, embora com produção reduzida; 26% das empresas estão paralisadas (sendo que 20% não tem previsão de retorno); e 14% das empresas estão operando apenas para finalização de pedidos e uso de material em estoques, o que pode fornecer indícios de uma nova paralisação no curto prazo.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o quadro vem culminando na perda de postos de trabalho do setor, que chegou a 37,4 mil postos entre janeiro e maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Ferreira, apenas no período mais agudo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e maio, o setor perdeu mais de 52 mil postos de trabalho. Em dezembro de 2019, as indústrias calçadistas empregavam 269 mil pessoas, número que caiu para 232 mil. “O impacto se dá, sobretudo, pelo fechamento do comércio, que responde por mais de 85% das vendas totais da Indústria”, afirma o executivo, acrescentando que 90% das empresas consultadas pela pesquisa apontaram este como o principal impacto na produção.

MP 936

A pesquisa da Abicalçados revela que 76% das empresas utilizaram o mecanismo de redução da jornada de trabalho, previsto na MP 936. “As empresas buscam segurar os postos. O problema é que, com a demora na retomada dos pedidos, as empresas acabam tendo que recorrer às demissões”, conta Ferreira.

Produção

Com queda nos pedidos, a produção de calçados caiu 70,5% em abril na relação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados mais recentes divulgados pelo IBGE. A projeção da Abicalçados é de que a produção caia, em média, 61% em junho, sempre no comparativo com os meses correspondentes do ano passado. “Existe um arrefecimento da queda na produção, que vem se dando paulatinamente e concomitantemente à abertura do comércio em alguns grandes centros comerciais”, avalia Ferreira, ressaltando que a entidade espera uma melhora gradativa até o final do ano, em especial no último trimestre.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 478 Visualizações
Variedades

Estudo aponta a influência dos sentimentos no comportamento alimentar durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma pesquisa realizada por três estudantes do curso de Nutrição da Universidade Feevale aponta que as pessoas alteraram o seu comportamento alimentar durante a pandemia de Covid-19, dando preferência a alimentos hiperpalatáveis, que são ricos em sal, açúcar e gorduras. Essa alimentação inadequada, com grande consumo de doces, fast-foods e bebidas alcoólicas pode tornar-se um hábito alimentar, favorecendo, em longo prazo, o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

O estudo “A influência dos sentimentos no comportamento alimentar de adultos durante o período de distanciamento social da Covid-19” foi feito pelos estudantes Bianca de Athayde, Eduardo Grudka Pereira e Luana Santana Fröhlich na disciplina de Metodologia Científica, ministrada pela professora Ana Carolina Kayser, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. O objetivo foi identificar a associação dos efeitos psicológicos do isolamento social com as mudanças comportamentais na alimentação e na qualidade alimentar.

A amostra contou com a participação de 426 pessoas, predominantemente do sexo feminino, solteiras, com idades entre 18 e 24 anos e com ensino superior em andamento. A maioria – 91,3% – reside na Região Metropolitana de Porto Alegre e 3,3% em outros Estados. A renda familiar média ficou acima de cinco salários mínimos, apontando um público com um bom poder aquisitivo. Das pessoas que participaram, 71,6% estão empregadas, com 69,5% trabalhando de forma presencial, e 51,9% não estão estudando no momento. Existe ainda uma pequena parcela – 28,6% – que trabalha e estuda.

A professora Ana Carolina Kayser diz que a pesquisa resultou em um artigo científico de ótima qualidade, que será submetido ao Inovamundi, programa de difusão do conhecimento científico e extensionista da Universidade Feevale, que ocorrerá de 17 a 24 de outubro. Organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex), o Inovamundi busca estimular a produção, a divulgação e a discussão de conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais desenvolvidos no contexto universitário e na Educação Básica.

Resultados

A partir da análise dos dados, os estudantes constataram que, referente aos alimentos consumidos em maior quantidade e/ou que passaram a ser consumidos durante o período de distanciamento social, 55,2% representam o grupo de doces e 34% de fast foods. Também houve um aumento no consumo de alimentos em geral, onde 60,3% consideram ter consumido mais alimentos que o habitual.

Quando há sentimentos positivos, os alimentos com alto valor nutritivo, como frutas e verduras, alimentos integrais e comida caseira, entre outros, refletem 39,9% das escolhas alimentares, enquanto os alimentos hiperpalatáveis, como doces, fast foods, frituras e refrigerantes, por exemplo, apresentam 28,9%. Já quando há sentimentos negativos, os alimentos hiperpalatáveis representam 57,8% e os alimentos com alto valor nutritivo 9,9%. “Percebemos, com a pesquisa, que as emoções têm influência direta no comportamento alimentar e contribuem para uma alimentação emocional, em que o desejo de comer é maior do que a necessidade fisiológica do organismo”, afirmam os estudantes, acrescentando que o comportamento alimentar engloba determinantes internos, como aspectos psicológicos, emoções e sentimentos, e externos, como aspectos econômicos, culturais, sociais e a influência de mídias.

Os alunos lembram que fatores psicológicos são gatilhos para que hábitos alimentares menos saudáveis sejam desencadeados, podendo gerar transtornos alimentares e/ou doenças crônicas. “Os maus hábitos alimentares repercutem na saúde como um todo, interferindo na qualidade de vida da pessoa, além de trazerem problemas socioeconômicos para a saúde pública do país, acarretando custos com atendimentos, tratamentos e acompanhamentos do paciente”, ressaltam.

Na pesquisa, 54% consideram sentir-se mais mal-humorados durante a pandemia. Ao serem questionados sobre os sentimentos com os quais mais se identificam durante o período de distanciamento social, predominam os sentimentos negativos, como preocupação (66,2%), ansiedade (64,3%) e incerteza (60,6%). Sobre os sentimentos positivos, foram mais indicados a esperança (26,8%), a gratidão (22,5%) e a tranquilidade (12,4%).  Seguem outros resultados:

Ao experimentar sentimentos positivos (alegria, tranquilidade, bem-estar, motivação etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos com alto valor nutritivo: 39,9%
  • Alimentos hiperpalatáveis: 28,9%
  • Bebidas alcoólicas: 12,5%
  • Bebidas não-alcoólicas: 8,3%
  • Nenhum alimento específico: 9,4%
  • Inapetência: 1%

Ao experimentar sentimentos negativos (estresse, raiva, ansiedade, incerteza etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos hiperpalatáveis: 57,8%
  • Alimentos com alto valor nutritivo: 9,9%
  • Bebidas alcoólicas: 11%
  • Bebidas não-alcoólicas: 6,5%
  • Nenhum alimento específico: 6%
  • Inapetência: 8,8%

Compra de alimentos no distanciamento social:

  • Compra mais alimentos do que o habitual: 41,3%
  • Compra menos alimentos do que o habitual: 16,1%
  • Não houve diferença: 46,9%

Reconhecimento da diferença entre a fome física e fome emocional:

  • Sabe diferenciar: 78,4%
  • Não sabe diferenciar: 14,3%
  • Não vê diferença: 7,3%
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 826 Visualizações
Variedades

Consumidores do Sul são os mais pontuais no cartão de crédito, revela estudo inédito da Serasa Experian

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um estudo inédito da Serasa Experian feito com base nas informações do Cadastro Positivo revela que os consumidores da região Sul do Brasil são os que mais pagam suas faturas de cartão de crédito em dia. De acordo com o levantamento, os Estados de Santa Catarina (88,8%), Rio Grande do Sul (88,6%) e Paraná (88,3%) são os mais bem colocados no ranking de pagamento da fatura até a data de vencimento.

De modo geral, 86,7% dos brasileiros que estão inscritos no Cadastro Positivo e que pagaram sua última fatura (seja o valor total ou ao menos parte), o fizeram até a data de vencimento, enquanto 13,3% realizaram o pagamento com atrasos. A pesquisa revela que 3,6% das pessoas pagaram apenas o valor mínimo, sobretudo consumidores com renda de até R$ 1 mil (6,4%), moradores da região Norte (6,6%) e acima dos 60 anos (11,3%).

“Para ter uma vida financeira saudável e organizada, é importante que o consumidor tenha consciência sobre a pontualidade de seus pagamentos, pois isso influencia a sua pontuação de crédito, conhecido como score e, consequentemente, as suas chances de obter crédito, como financiamentos e empréstimos, por exemplo”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Rabi ainda esclarece que um bom histórico de pagamento tende a facilitar negociações com credores em momentos de dificuldade. “Consumidores que possuem um bom histórico de pontualidade em seus pagamentos podem encontrar mais facilidades para renegociar dívidas ou mesmo buscar crédito em momentos instáveis como o atual. Quem não conseguir manter todas as contas em dia pode procurar o credor para explicar a situação e tentar uma renegociação justa para ambos os lados”, orienta Rabi.

O estudo também revela que metade (50,0%) dos brasileiros lida apenas com um cartão de crédito na hora de fazer compras. Além disso, o brasileiro gasta, em média R$ 1.125 no cartão de crédito, o que compromete 29,2% da sua renda.

Curso on-line e gratuito para apoiar a saúde financeira dos brasileiros

A Serasa Experian disponibiliza um curso on-line e gratuito para contribuir com a saúde financeira e empoderar economicamente a população brasileira. O conteúdo apresenta fundamentos básicos de educação financeira, essenciais para ajudar aqueles que precisam organizar as finanças.

Para participar, basta acessar o link e procurar pelo tema: Curso Básico de Orientação Financeira. Ainda nesta página, é possível encontrar informações sobre as demais iniciativas da Serasa Experian para ajudar consumidores e empresas durante este momento desafiador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/06/2020 0 Comentários 706 Visualizações
Business

Pesquisa do Sebrae aponta que desde o início da crise, apenas 16% das pequenas empresas que procuraram crédito conseguiram

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Quatro meses depois da confirmação do primeiro paciente no país, a pandemia de Covid-19 continua provocando danos também na economia brasileira. Levantamento feito pelo Sebrae mostra que entre a primeira semana de abril e o início de junho, período em que as pesquisas foram concluídas, a proporção de pequenos negócios que buscou crédito variou 9 pontos percentuais (de 30% para 39%). Isso significa que desde o início da crise, cerca de 6,7 milhões de Pequenos Negócios buscaram empréstimos em bancos. Por outro lado, a mesma pesquisa também aponta que continua elevado o número de empresários que tiveram o crédito negado ou ainda aguardam resposta das instituições financeiras. Dos 6,7 milhões de empreendedores de pequeno porte que tentaram, apenas 1 milhão efetivamente conseguiu obter crédito desde o início das medidas de isolamento social,

“Nos países desenvolvidos, existem políticas de crédito a juros zero porque os pequenos negócios são essenciais para o funcionamento do sistema econômico. No Brasil, o crédito continua caro e burocrático. Em cada sete pequenos negócios que buscam empréstimo em banco só um consegue. Elas são 99% das empresas e respondem por a maior parte dos empregos. Em tempos de pandemia, a prioridade deveria ser manter as empresas vivas. Se não socorrermos as empresas que precisam de crédito, não vai haver empresa para voltar a produzir e não sairemos dessa crise tão cedo”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Segundo os entrevistados, o CPF com restrições foi a principal razão (19%) apontada pelos bancos para a negativa do crédito. A negativação no CADIN/Serasa também foi citada por 11% dos entrevistados para a negação dos empréstimos, este foi o quarto item mais citado. Outros 11% dos empresários ouvidos afirmaram que a falta de garantias ou avalistas teria sido o principal obstáculo.

O mais recente levantamento feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (quarta edição da série de pesquisas iniciada em março), ouviu 7.703 donos de pequenos negócios de todos os 26 Estados e do Distrito Federal. Além de confirmar a dificuldade no acesso a linhas de crédito, a pesquisa mostrou também um crescimento do número de empresas com dívidas/empréstimos em atraso (a variação foi de 33% para 41%) entre a primeira semana de maio (dia 5) e o início de junho (dia 2).

Mudança de comportamento

A pesquisa do Sebrae e FGV revela outros aspectos da realidade enfrentada pelos microempreendedores individuais e donos de micro e pequenas empresas e identifica um movimento de retomada da atividade econômica que já começa a acontecer na maior parte do país.

Entre as mudanças apontadas pelo levantamento, está uma elevação significativa do número de empresas que conseguiram se adaptar à conjuntura de isolamento social e passaram a usar as redes sociais, aplicativos ou internet para realizar vendas. Antes da crise essas empresas representavam 47% dos pequenos negócios. No último levantamento do Sebrae, esse percentual subiu para 59% dos empreendedores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/06/2020 0 Comentários 540 Visualizações
Variedades

Pesquisadores fazem estudos na área da saúde do trabalhador

Por Gabrielle Pacheco 22/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisadores da área da saúde do trabalhador estão realizando uma pesquisa-intervenção que tem como objetivo dar visibilidade às vivências e sentimentos relacionados ao trabalho no contexto da pandemia do novo coronavírus. Estão à frente do projeto os professores Carmem Regina Giongo (Universidade Feevale), Karine Vanessa Perez (Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc) e Bruno Chapadeiro (Universidade Federal de São Paulo – Unifesp).

A pesquisa é voltada às pessoas maiores de 18 anos que estejam desempregadas ou trabalhando durante a pandemia, seja em trabalhos presenciais ou remotos. O grupo está aceitando a participação das pessoas que queiram contribuir com os estudos. Para isso, os voluntários devem responder a um questionário no link.

As pessoas ainda podem relatar suas vivências e sentimentos durante a pandemia do coronavírus. Os áudios, textos ou fotografias podem ser enviados aos pesquisadores pelo e-mail projethoscovid@gmail.com ou WhatsApp (51) 98138-1752. O encaminhamento dessas informações está condicionado, no entanto, ao preenchimento do formulário, que também está disponível no perfil da pesquisa no Instagram: @projethoscovid19. A identidade dos participantes não será revelada e os resultados da pesquisa poderão ser publicados em livros, mídias sociais, revistas científicas e congressos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2020 0 Comentários 550 Visualizações
Saúde

Estudo Inédito mostra que pico de contaminação da Covid-19 no Rio Grande do Sul será no dia 30 de julho

Por Gabrielle Pacheco 19/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

ia 30 de julho será o pico de contaminação pela Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul. É o que revela um estudo inédito desenvolvido por cientistas de dados e atuários da Funcional Health Tech – maior plataforma independente de dados do setor de saúde no país. O resultado dessa análise apresenta um cenário mais alarmante do que o previsto até agora por outras projeções, mas chegou-se a ele a partir de uma modelagem matemática utilizada com êxito nas principais epidemias vividas no mundo nos últimos 100 anos.

De acordo com a projeção, o estado chegará a 114,341 mil de contaminados ativos, excluindo casos de pessoas recuperadas ou que foram a óbito. Ou seja, esse dado corresponde ao número de pessoas que estarão contaminadas naquela data específica e não o total acumulado de infectados durante todo o período de pandemia.

“Nosso objetivo com essa pesquisa é mostrar para os gestores de saúde de cada município que é possível fazer análises regionais com o suporte da ciência de dados para apoiá-los na definição de protocolos mais assertivos de acordo com o cenário local. Por isso, disponibilizamos no final de março uma plataforma gratuita, no modelo open source (código aberto), para que qualquer profissional no Brasil tenha acesso aos nossos algoritmos e possa gerar suas próprias análises. Foi a forma que encontramos para apoiar o país nesse momento tão crítico”, explica Raquel Marimon, Diretora Executiva da Funcional .

No Brasil, o levantamento revela ainda que o pico de contaminação será em 6 de julho com 1,780 milhões de contaminados, 0,85% da população brasileira .

Para a executiva, os números acumulados no Rio Grande do Sul preocupam. “O número acumulado de pessoas infectadas é 3 milhões, porém acreditamos que somente uma parte será diagnosticada com o vírus, o qual estimamos em cerca de 428,5 mil”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2020 0 Comentários 517 Visualizações
Business

Sebrae e Anprotec lançam estudo analítico sobre ecossistemas de inovação no país

Por Gabrielle Pacheco 10/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Sebrae e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) realizaram na tarde desta terça-feira, 9, o lançamento do estudo “Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores”. A pesquisa é uma análise da capacidade de empreendedorismo em cidades consideradas ecossistemas de alto impacto no Brasil e no exterior. O gerente nacional de inovação do Sebrae, Paulo Renato, apresentou a webinar e iniciou explicando o principal objetivo do estudo.

“É uma honra estar reunido com os colegas de diversas instituições que apoiam os processos inovativos. O estudo feito pela Anprotec, em parceria com o Sebrae, se aprofunda nos ecossistemas de três cidades brasileiras bem distintas, em números de habitantes e demais características. Essa diferenciação geográfica possibilita traçar diversos aspectos que explicam o funcionamento da dinâmica da inovação no Brasil”, afirmou o gerente.

O estudo analisou ecossistemas de inovação nas cidades de Campina Grande (PB), Porto Alegre (RS) e Santa Rita do Sapucaí (MG). Berlim, Manchester, Toronto e Haifa também integraram a pesquisa que usou a abordagem do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Os especialistas apontaram, dentro de cada caso, características como impacto, vantagem comparativa, capacidade de empreendedorismo e capacidade de inovação. Através disso, foi possível construir uma espécie de raio-x da inovação em cada município, apresentando quem são os principais atores que incentivam o empreendedorismo no local, quem impulsiona os sistemas inovativos, quais são os principais polos e ambientes de inovação de cada cidade.

Daniel Pimentel, um dos apresentadores que participou do estudo, chama atenção para algumas características de alguns ecossistemas de inovação brasileiros. “Santa Rita do Sapucaí é um exemplo de case que estudamos e se destaca pelo tratamento especial dado ao ecossistema de inovação. A cidade tem polos de ensino técnicos mantidos com a união da sociedade civil e governo. São gerados por ano 14.700 mil empregos, isso é fantástico. Campina Grande é outro polo brasileiro de inovação, com 407 mil habitantes possui 50 mil alunos em escolas de graduação, pós-graduação e escolas técnicas. A cidade se destaca na geração de capital humano, possui diversos centros de inovação. Os ambientes são favoráveis para desenvolvimento”, observa.

Após a apresentação da análise, o chefe de divisão de inovação e criatividade do BID, Juliano Seabra comentou sobre a importância de estudos que incentivem o empreendedorismo no país. Seabra afirmou que através do estudo é possível confirmar alguns desafios que o Brasil enfrenta quando se trata de inovação. “A gente fala muito sobre o ecossistema, sobre o que temos que ter, sobre o que temos que fazer. Mas também temos que falar sobre os meios para isso. Temos que avançar em aspectos como manutenção das instituições que alicerçam os empreendedores, sejam elas públicas ou privadas. Temos muita vontade de empreender, mas falta essa base, seja com crédito, com isenção de impostos, etc. Outro desafio é a assimetria de informações. Muitos querem fazer e não sabem como, não sabem por onde começar”, analisa. O estudo completo está disponível aqui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2020 0 Comentários 537 Visualizações
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