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estudo

Saúde

Clínica gaúcha apresentará trabalhos científicos em congresso europeu de reprodução humana

Por Gabrielle Pacheco 03/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um dos mais importantes eventos de reprodução humana do mundo, o Congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE) será realizado este ano de forma virtual, em virtude da pandemia do coronavírus. E o Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva, de Porto Alegre, será a única instituição do Sul do Brasil a fazer a apresentação oral de um trabalho científico no encontro.

Na próxima quarta-feira (8), a clínica apresenta a pesquisa “Fatores de risco para gravidez ectópica após tratamento de fertilização in vitro: um estudo caso-controle”. O trabalho mais de 20 anos de registros de pacientes que apresentaram gestação ectópica — ou seja, fora do útero. “Fizemos uma avaliação sobre possíveis eventos associados a esse quadro, como histórico de aborto e o momento de transferência dos embriões. É um levantamento importante para entender como esses fatores e poder minorá-los”, afirma a ginecologista Vanessa Trindade, do Fertilitat.

O centro também exibirá um estudo em formato de pôster virtual, que buscou avaliar se o uso de emulsão lipídica intravenosa está relacionado a maiores taxas de gravidez e de nascidos vivos em pacientes submetidas à fertilização in vitro. “Os dados indicaram que, nas pacientes avaliadas, a utilização de mais de uma dose dessa terapia teve um melhor resultado em desfechos de reprodução”, diz a ginecologista Marta Hentschke. A emulsão é usada no processo de implantação, suprimindo células que poderiam gerar uma rejeição do embrião e, consequentemente, aborto espontâneo.

A diretora do Fertilitat, Mariangela Badalotti, celebra que o evento manteve sua edição em 2020, em formato virtual. “É um encontro muito rico para troca de experiências e conhecimentos científicos, permitindo que estejamos em linha com o que há de mais atualizado e moderno na reprodução humana”, destaca a ginecologista. A clínica acompanha todos os anos o Congresso, que chega em 2020 à sua 36ª edição. As atividades acontecerão entre os dias 5 e 8 de julho. Mais informações podem ser obtidas no site.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2020 0 Comentários 630 Visualizações
Movimento
Business

Setor calçadista trabalha com 30,9% da capacidade instalada, aponta Abicalçados

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) divulgou nesta quarta-feira, 1°, que o setor calçadista nacional está trabalhando com 30,9% da sua capacidade instalada. O número está em pesquisa realizada pela entidade junto às empresas fabricantes de calçados.

O levantamento aponta, ainda, que 63% das empresas do setor estão ativas, embora com produção reduzida; 26% das empresas estão paralisadas (sendo que 20% não tem previsão de retorno); e 14% das empresas estão operando apenas para finalização de pedidos e uso de material em estoques, o que pode fornecer indícios de uma nova paralisação no curto prazo.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que o quadro vem culminando na perda de postos de trabalho do setor, que chegou a 37,4 mil postos entre janeiro e maio, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo Ferreira, apenas no período mais agudo da pandemia do novo coronavírus, entre os meses de março e maio, o setor perdeu mais de 52 mil postos de trabalho. Em dezembro de 2019, as indústrias calçadistas empregavam 269 mil pessoas, número que caiu para 232 mil. “O impacto se dá, sobretudo, pelo fechamento do comércio, que responde por mais de 85% das vendas totais da Indústria”, afirma o executivo, acrescentando que 90% das empresas consultadas pela pesquisa apontaram este como o principal impacto na produção.

MP 936

A pesquisa da Abicalçados revela que 76% das empresas utilizaram o mecanismo de redução da jornada de trabalho, previsto na MP 936. “As empresas buscam segurar os postos. O problema é que, com a demora na retomada dos pedidos, as empresas acabam tendo que recorrer às demissões”, conta Ferreira.

Produção

Com queda nos pedidos, a produção de calçados caiu 70,5% em abril na relação com o mesmo mês do ano passado, conforme dados mais recentes divulgados pelo IBGE. A projeção da Abicalçados é de que a produção caia, em média, 61% em junho, sempre no comparativo com os meses correspondentes do ano passado. “Existe um arrefecimento da queda na produção, que vem se dando paulatinamente e concomitantemente à abertura do comércio em alguns grandes centros comerciais”, avalia Ferreira, ressaltando que a entidade espera uma melhora gradativa até o final do ano, em especial no último trimestre.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 449 Visualizações
Variedades

Estudo aponta a influência dos sentimentos no comportamento alimentar durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 01/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma pesquisa realizada por três estudantes do curso de Nutrição da Universidade Feevale aponta que as pessoas alteraram o seu comportamento alimentar durante a pandemia de Covid-19, dando preferência a alimentos hiperpalatáveis, que são ricos em sal, açúcar e gorduras. Essa alimentação inadequada, com grande consumo de doces, fast-foods e bebidas alcoólicas pode tornar-se um hábito alimentar, favorecendo, em longo prazo, o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis.

O estudo “A influência dos sentimentos no comportamento alimentar de adultos durante o período de distanciamento social da Covid-19” foi feito pelos estudantes Bianca de Athayde, Eduardo Grudka Pereira e Luana Santana Fröhlich na disciplina de Metodologia Científica, ministrada pela professora Ana Carolina Kayser, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Cultural e Inclusão Social. O objetivo foi identificar a associação dos efeitos psicológicos do isolamento social com as mudanças comportamentais na alimentação e na qualidade alimentar.

A amostra contou com a participação de 426 pessoas, predominantemente do sexo feminino, solteiras, com idades entre 18 e 24 anos e com ensino superior em andamento. A maioria – 91,3% – reside na Região Metropolitana de Porto Alegre e 3,3% em outros Estados. A renda familiar média ficou acima de cinco salários mínimos, apontando um público com um bom poder aquisitivo. Das pessoas que participaram, 71,6% estão empregadas, com 69,5% trabalhando de forma presencial, e 51,9% não estão estudando no momento. Existe ainda uma pequena parcela – 28,6% – que trabalha e estuda.

A professora Ana Carolina Kayser diz que a pesquisa resultou em um artigo científico de ótima qualidade, que será submetido ao Inovamundi, programa de difusão do conhecimento científico e extensionista da Universidade Feevale, que ocorrerá de 17 a 24 de outubro. Organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão (Proppex), o Inovamundi busca estimular a produção, a divulgação e a discussão de conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais desenvolvidos no contexto universitário e na Educação Básica.

Resultados

A partir da análise dos dados, os estudantes constataram que, referente aos alimentos consumidos em maior quantidade e/ou que passaram a ser consumidos durante o período de distanciamento social, 55,2% representam o grupo de doces e 34% de fast foods. Também houve um aumento no consumo de alimentos em geral, onde 60,3% consideram ter consumido mais alimentos que o habitual.

Quando há sentimentos positivos, os alimentos com alto valor nutritivo, como frutas e verduras, alimentos integrais e comida caseira, entre outros, refletem 39,9% das escolhas alimentares, enquanto os alimentos hiperpalatáveis, como doces, fast foods, frituras e refrigerantes, por exemplo, apresentam 28,9%. Já quando há sentimentos negativos, os alimentos hiperpalatáveis representam 57,8% e os alimentos com alto valor nutritivo 9,9%. “Percebemos, com a pesquisa, que as emoções têm influência direta no comportamento alimentar e contribuem para uma alimentação emocional, em que o desejo de comer é maior do que a necessidade fisiológica do organismo”, afirmam os estudantes, acrescentando que o comportamento alimentar engloba determinantes internos, como aspectos psicológicos, emoções e sentimentos, e externos, como aspectos econômicos, culturais, sociais e a influência de mídias.

Os alunos lembram que fatores psicológicos são gatilhos para que hábitos alimentares menos saudáveis sejam desencadeados, podendo gerar transtornos alimentares e/ou doenças crônicas. “Os maus hábitos alimentares repercutem na saúde como um todo, interferindo na qualidade de vida da pessoa, além de trazerem problemas socioeconômicos para a saúde pública do país, acarretando custos com atendimentos, tratamentos e acompanhamentos do paciente”, ressaltam.

Na pesquisa, 54% consideram sentir-se mais mal-humorados durante a pandemia. Ao serem questionados sobre os sentimentos com os quais mais se identificam durante o período de distanciamento social, predominam os sentimentos negativos, como preocupação (66,2%), ansiedade (64,3%) e incerteza (60,6%). Sobre os sentimentos positivos, foram mais indicados a esperança (26,8%), a gratidão (22,5%) e a tranquilidade (12,4%).  Seguem outros resultados:

Ao experimentar sentimentos positivos (alegria, tranquilidade, bem-estar, motivação etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos com alto valor nutritivo: 39,9%
  • Alimentos hiperpalatáveis: 28,9%
  • Bebidas alcoólicas: 12,5%
  • Bebidas não-alcoólicas: 8,3%
  • Nenhum alimento específico: 9,4%
  • Inapetência: 1%

Ao experimentar sentimentos negativos (estresse, raiva, ansiedade, incerteza etc.) o que prefere comer e/ou beber:

  • Alimentos hiperpalatáveis: 57,8%
  • Alimentos com alto valor nutritivo: 9,9%
  • Bebidas alcoólicas: 11%
  • Bebidas não-alcoólicas: 6,5%
  • Nenhum alimento específico: 6%
  • Inapetência: 8,8%

Compra de alimentos no distanciamento social:

  • Compra mais alimentos do que o habitual: 41,3%
  • Compra menos alimentos do que o habitual: 16,1%
  • Não houve diferença: 46,9%

Reconhecimento da diferença entre a fome física e fome emocional:

  • Sabe diferenciar: 78,4%
  • Não sabe diferenciar: 14,3%
  • Não vê diferença: 7,3%
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/07/2020 0 Comentários 791 Visualizações
Variedades

Consumidores do Sul são os mais pontuais no cartão de crédito, revela estudo inédito da Serasa Experian

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um estudo inédito da Serasa Experian feito com base nas informações do Cadastro Positivo revela que os consumidores da região Sul do Brasil são os que mais pagam suas faturas de cartão de crédito em dia. De acordo com o levantamento, os Estados de Santa Catarina (88,8%), Rio Grande do Sul (88,6%) e Paraná (88,3%) são os mais bem colocados no ranking de pagamento da fatura até a data de vencimento.

De modo geral, 86,7% dos brasileiros que estão inscritos no Cadastro Positivo e que pagaram sua última fatura (seja o valor total ou ao menos parte), o fizeram até a data de vencimento, enquanto 13,3% realizaram o pagamento com atrasos. A pesquisa revela que 3,6% das pessoas pagaram apenas o valor mínimo, sobretudo consumidores com renda de até R$ 1 mil (6,4%), moradores da região Norte (6,6%) e acima dos 60 anos (11,3%).

“Para ter uma vida financeira saudável e organizada, é importante que o consumidor tenha consciência sobre a pontualidade de seus pagamentos, pois isso influencia a sua pontuação de crédito, conhecido como score e, consequentemente, as suas chances de obter crédito, como financiamentos e empréstimos, por exemplo”, analisa o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi.

Rabi ainda esclarece que um bom histórico de pagamento tende a facilitar negociações com credores em momentos de dificuldade. “Consumidores que possuem um bom histórico de pontualidade em seus pagamentos podem encontrar mais facilidades para renegociar dívidas ou mesmo buscar crédito em momentos instáveis como o atual. Quem não conseguir manter todas as contas em dia pode procurar o credor para explicar a situação e tentar uma renegociação justa para ambos os lados”, orienta Rabi.

O estudo também revela que metade (50,0%) dos brasileiros lida apenas com um cartão de crédito na hora de fazer compras. Além disso, o brasileiro gasta, em média R$ 1.125 no cartão de crédito, o que compromete 29,2% da sua renda.

Curso on-line e gratuito para apoiar a saúde financeira dos brasileiros

A Serasa Experian disponibiliza um curso on-line e gratuito para contribuir com a saúde financeira e empoderar economicamente a população brasileira. O conteúdo apresenta fundamentos básicos de educação financeira, essenciais para ajudar aqueles que precisam organizar as finanças.

Para participar, basta acessar o link e procurar pelo tema: Curso Básico de Orientação Financeira. Ainda nesta página, é possível encontrar informações sobre as demais iniciativas da Serasa Experian para ajudar consumidores e empresas durante este momento desafiador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/06/2020 0 Comentários 667 Visualizações
Business

Pesquisa do Sebrae aponta que desde o início da crise, apenas 16% das pequenas empresas que procuraram crédito conseguiram

Por Gabrielle Pacheco 29/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Quatro meses depois da confirmação do primeiro paciente no país, a pandemia de Covid-19 continua provocando danos também na economia brasileira. Levantamento feito pelo Sebrae mostra que entre a primeira semana de abril e o início de junho, período em que as pesquisas foram concluídas, a proporção de pequenos negócios que buscou crédito variou 9 pontos percentuais (de 30% para 39%). Isso significa que desde o início da crise, cerca de 6,7 milhões de Pequenos Negócios buscaram empréstimos em bancos. Por outro lado, a mesma pesquisa também aponta que continua elevado o número de empresários que tiveram o crédito negado ou ainda aguardam resposta das instituições financeiras. Dos 6,7 milhões de empreendedores de pequeno porte que tentaram, apenas 1 milhão efetivamente conseguiu obter crédito desde o início das medidas de isolamento social,

“Nos países desenvolvidos, existem políticas de crédito a juros zero porque os pequenos negócios são essenciais para o funcionamento do sistema econômico. No Brasil, o crédito continua caro e burocrático. Em cada sete pequenos negócios que buscam empréstimo em banco só um consegue. Elas são 99% das empresas e respondem por a maior parte dos empregos. Em tempos de pandemia, a prioridade deveria ser manter as empresas vivas. Se não socorrermos as empresas que precisam de crédito, não vai haver empresa para voltar a produzir e não sairemos dessa crise tão cedo”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Segundo os entrevistados, o CPF com restrições foi a principal razão (19%) apontada pelos bancos para a negativa do crédito. A negativação no CADIN/Serasa também foi citada por 11% dos entrevistados para a negação dos empréstimos, este foi o quarto item mais citado. Outros 11% dos empresários ouvidos afirmaram que a falta de garantias ou avalistas teria sido o principal obstáculo.

O mais recente levantamento feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (quarta edição da série de pesquisas iniciada em março), ouviu 7.703 donos de pequenos negócios de todos os 26 Estados e do Distrito Federal. Além de confirmar a dificuldade no acesso a linhas de crédito, a pesquisa mostrou também um crescimento do número de empresas com dívidas/empréstimos em atraso (a variação foi de 33% para 41%) entre a primeira semana de maio (dia 5) e o início de junho (dia 2).

Mudança de comportamento

A pesquisa do Sebrae e FGV revela outros aspectos da realidade enfrentada pelos microempreendedores individuais e donos de micro e pequenas empresas e identifica um movimento de retomada da atividade econômica que já começa a acontecer na maior parte do país.

Entre as mudanças apontadas pelo levantamento, está uma elevação significativa do número de empresas que conseguiram se adaptar à conjuntura de isolamento social e passaram a usar as redes sociais, aplicativos ou internet para realizar vendas. Antes da crise essas empresas representavam 47% dos pequenos negócios. No último levantamento do Sebrae, esse percentual subiu para 59% dos empreendedores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/06/2020 0 Comentários 510 Visualizações
Variedades

Pesquisadores fazem estudos na área da saúde do trabalhador

Por Gabrielle Pacheco 22/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Pesquisadores da área da saúde do trabalhador estão realizando uma pesquisa-intervenção que tem como objetivo dar visibilidade às vivências e sentimentos relacionados ao trabalho no contexto da pandemia do novo coronavírus. Estão à frente do projeto os professores Carmem Regina Giongo (Universidade Feevale), Karine Vanessa Perez (Universidade de Santa Cruz do Sul – Unisc) e Bruno Chapadeiro (Universidade Federal de São Paulo – Unifesp).

A pesquisa é voltada às pessoas maiores de 18 anos que estejam desempregadas ou trabalhando durante a pandemia, seja em trabalhos presenciais ou remotos. O grupo está aceitando a participação das pessoas que queiram contribuir com os estudos. Para isso, os voluntários devem responder a um questionário no link.

As pessoas ainda podem relatar suas vivências e sentimentos durante a pandemia do coronavírus. Os áudios, textos ou fotografias podem ser enviados aos pesquisadores pelo e-mail projethoscovid@gmail.com ou WhatsApp (51) 98138-1752. O encaminhamento dessas informações está condicionado, no entanto, ao preenchimento do formulário, que também está disponível no perfil da pesquisa no Instagram: @projethoscovid19. A identidade dos participantes não será revelada e os resultados da pesquisa poderão ser publicados em livros, mídias sociais, revistas científicas e congressos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/06/2020 0 Comentários 522 Visualizações
Saúde

Estudo Inédito mostra que pico de contaminação da Covid-19 no Rio Grande do Sul será no dia 30 de julho

Por Gabrielle Pacheco 19/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

ia 30 de julho será o pico de contaminação pela Covid-19 no estado do Rio Grande do Sul. É o que revela um estudo inédito desenvolvido por cientistas de dados e atuários da Funcional Health Tech – maior plataforma independente de dados do setor de saúde no país. O resultado dessa análise apresenta um cenário mais alarmante do que o previsto até agora por outras projeções, mas chegou-se a ele a partir de uma modelagem matemática utilizada com êxito nas principais epidemias vividas no mundo nos últimos 100 anos.

De acordo com a projeção, o estado chegará a 114,341 mil de contaminados ativos, excluindo casos de pessoas recuperadas ou que foram a óbito. Ou seja, esse dado corresponde ao número de pessoas que estarão contaminadas naquela data específica e não o total acumulado de infectados durante todo o período de pandemia.

“Nosso objetivo com essa pesquisa é mostrar para os gestores de saúde de cada município que é possível fazer análises regionais com o suporte da ciência de dados para apoiá-los na definição de protocolos mais assertivos de acordo com o cenário local. Por isso, disponibilizamos no final de março uma plataforma gratuita, no modelo open source (código aberto), para que qualquer profissional no Brasil tenha acesso aos nossos algoritmos e possa gerar suas próprias análises. Foi a forma que encontramos para apoiar o país nesse momento tão crítico”, explica Raquel Marimon, Diretora Executiva da Funcional .

No Brasil, o levantamento revela ainda que o pico de contaminação será em 6 de julho com 1,780 milhões de contaminados, 0,85% da população brasileira .

Para a executiva, os números acumulados no Rio Grande do Sul preocupam. “O número acumulado de pessoas infectadas é 3 milhões, porém acreditamos que somente uma parte será diagnosticada com o vírus, o qual estimamos em cerca de 428,5 mil”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2020 0 Comentários 492 Visualizações
Business

Sebrae e Anprotec lançam estudo analítico sobre ecossistemas de inovação no país

Por Gabrielle Pacheco 10/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Sebrae e a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) realizaram na tarde desta terça-feira, 9, o lançamento do estudo “Ecossistemas de Empreendedorismo Inovadores e Inspiradores”. A pesquisa é uma análise da capacidade de empreendedorismo em cidades consideradas ecossistemas de alto impacto no Brasil e no exterior. O gerente nacional de inovação do Sebrae, Paulo Renato, apresentou a webinar e iniciou explicando o principal objetivo do estudo.

“É uma honra estar reunido com os colegas de diversas instituições que apoiam os processos inovativos. O estudo feito pela Anprotec, em parceria com o Sebrae, se aprofunda nos ecossistemas de três cidades brasileiras bem distintas, em números de habitantes e demais características. Essa diferenciação geográfica possibilita traçar diversos aspectos que explicam o funcionamento da dinâmica da inovação no Brasil”, afirmou o gerente.

O estudo analisou ecossistemas de inovação nas cidades de Campina Grande (PB), Porto Alegre (RS) e Santa Rita do Sapucaí (MG). Berlim, Manchester, Toronto e Haifa também integraram a pesquisa que usou a abordagem do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Os especialistas apontaram, dentro de cada caso, características como impacto, vantagem comparativa, capacidade de empreendedorismo e capacidade de inovação. Através disso, foi possível construir uma espécie de raio-x da inovação em cada município, apresentando quem são os principais atores que incentivam o empreendedorismo no local, quem impulsiona os sistemas inovativos, quais são os principais polos e ambientes de inovação de cada cidade.

Daniel Pimentel, um dos apresentadores que participou do estudo, chama atenção para algumas características de alguns ecossistemas de inovação brasileiros. “Santa Rita do Sapucaí é um exemplo de case que estudamos e se destaca pelo tratamento especial dado ao ecossistema de inovação. A cidade tem polos de ensino técnicos mantidos com a união da sociedade civil e governo. São gerados por ano 14.700 mil empregos, isso é fantástico. Campina Grande é outro polo brasileiro de inovação, com 407 mil habitantes possui 50 mil alunos em escolas de graduação, pós-graduação e escolas técnicas. A cidade se destaca na geração de capital humano, possui diversos centros de inovação. Os ambientes são favoráveis para desenvolvimento”, observa.

Após a apresentação da análise, o chefe de divisão de inovação e criatividade do BID, Juliano Seabra comentou sobre a importância de estudos que incentivem o empreendedorismo no país. Seabra afirmou que através do estudo é possível confirmar alguns desafios que o Brasil enfrenta quando se trata de inovação. “A gente fala muito sobre o ecossistema, sobre o que temos que ter, sobre o que temos que fazer. Mas também temos que falar sobre os meios para isso. Temos que avançar em aspectos como manutenção das instituições que alicerçam os empreendedores, sejam elas públicas ou privadas. Temos muita vontade de empreender, mas falta essa base, seja com crédito, com isenção de impostos, etc. Outro desafio é a assimetria de informações. Muitos querem fazer e não sabem como, não sabem por onde começar”, analisa. O estudo completo está disponível aqui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2020 0 Comentários 502 Visualizações
Saúde

Pesquisa aponta prevalência de lesões de boca em jovens que tiveram dois ou mais parceiros ou não usam preservativo

Por Gabrielle Pacheco 29/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Para marcar o Dia Mundial de Combate ao Câncer Bucal, no domingo (31), pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento fazem um alerta. Em pesquisa inédita, eles descobriram que a prevalência de lesões orais persistentes é 76% superior entre jovens e adolescentes que tiveram dois ou mais parceiros sexuais no passado. Aqueles que relataram não usar preservativo em relações sexuais tem 68% mais chance de ter essas feridas que não cicatrizam após 15 dias e que podem ser sintoma de câncer de boca. Os números foram colhidos em estudo que entrevistou mais de sete mil pessoas de todas as capitais brasileiras.

O levantamento – que investigou se essas lesões estão associadas a comportamentos sexuais e à presença de doenças sexualmente transmissíveis – utilizou os dados do projeto POP-Brasil, desenvolvido pelo Moinhos de Vento, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). As análises também concluíram que pessoas com HIV, sífilis, papilomavírus humano (HPV) ou alguma infecção sexualmente transmissível autorreferida apresentaram prevalência 140% maior em feridas orais persistentes.

Pesquisadora da instituição e coordenadora do estudo, Eliana Wendland explica que não é possível conectar diretamente as lesões bucais ao HPV, pois não passaram por biópsia. “O estudo mostrou a relação entre padrões de comportamentos sexual e as lesões de boca. Quem já se relacionou com duas ou mais pessoas ou não usa preservativo tem maiores chances de ter as feridas persistentes, evidenciando a importância da camisinha como estratégia de prevenção primária desses agravos”, esclarece a médica epidemiologista.

Eliana acrescenta que, apesar de o estudo ter abordado uma população bem jovem usuária do SUS, 3% apresentaram lesões orais, 12% já tiveram alguma infecção sexualmente transmissível e metade está infectada com HPV genital.

POP-Brasil

O estudo foi desenvolvido entre 2015 e 2017, englobando todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, com coleta de dados realizada em 119 Unidades Básicas de Saúde. Os participantes da pesquisa têm entre 16 e 25 anos e não foram vacinados contra o HPV. Entre os dados analisados estão a idade da primeira relação sexual, o número de parceiros, a prática de sexo oral, uso de preservativos, além de relatos de IST, HPV e testes para HIV e sífilis.

Câncer de boca

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 15 mil novos casos de câncer bucal em 2020, sendo cerca de 11 mil em homens e quatro mil em mulheres. Cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Moinhos de Vento, Daniel Sperb afirma que o número de mortes pela doença no período pode chegar a cinco mil. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são importantes. “Os principais fatores de risco são o uso do cigarro e a ingestão de álcool em excesso, além da má higiene bucal”, pontua o médico.

Sperb ressalta que, a partir da década de 80, houve um aumento significativo de pacientes com HPV que desenvolveram câncer de boca e orofaringe, pois o vírus também pode causar lesões bucais. Qualquer ferida na boca, mancha vermelha ou branca que não cicatrize em até 15 dias deve ser investigada por um médico, independentemente de ser indolor.  “Nódulos no pescoço que também não desapareçam em duas semanas devem ser revisados por um especialista”, completa o cirurgião.

A notícia positiva é que, com alguns cuidados, é possível prevenir o aparecimento das lesões e tumores. Daniel Sperb lista os principais: boa higiene bucal, não fumar, não consumir bebida alcoólica em excesso, utilizar protetor solar labial durante a exposição ao sol e uso de preservativo.

O tratamento para este tipo de câncer deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, composta por cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista clínico, patologista, radioterapeuta, dentista, enfermeiro especializado, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/05/2020 0 Comentários 531 Visualizações
mapa preliminar
Saúde

Estudo que vai estimar dimensão da Covid-19 no Brasil está em curso em mais de 130 cidades

Por Gabrielle Pacheco 15/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma pesquisa que vai estimar a dimensão real da Covid-19 no Brasil inteiro começou na quinta feira, 14, em todos os estados do país.

Já foram feitos mais de 5.300 testes rápidos para o coronavírus apenas no primeiro dia da coleta de dados. Até sábado, devem ser testadas 33.250 pessoas em 133 cidades, gratuitamente. Com essa amostra, será possível definir qual é a proporção de brasileiros infectada.

As equipes que coletam os exames e os dados têm enfrentado algumas dificuldades, no entanto. Embora o Ministério da Saúde tenha enviado ofício para as Secretárias de Saúde, em alguns casos aparentes esses ofícios não chegaram ao conhecimento das autoridades locais. O reitor da Universidade de Pelotas, Pedro Hallal, diz que a coordenação do estudo está “trabalhando em força-tarefa para dialogar com as prefeituras e evitar prejuízos para o trabalho”.

Com esse estudo, haverá dados para planejar o combate à doença, informações que servirão a estudos científicos e poderão auxiliar autoridades a tomar decisões fundamentais no enfrentamento da epidemia.

Nas residências, as equipes da pesquisa têm sido muito bem-recebidas, o que mostra que a população está muito interessada em ter a chance de realizar o teste para o coronavírus e contribuir para a pesquisa.

O estudo, aprovado pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), vai estimar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 e a velocidade de expansão da pandemia no Brasil.

As pessoas serão entrevistadas e testadas em casa por meio de um sorteio aleatório. Os agentes da pesquisa coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante, que será analisada pelo aparelho de teste em aproximadamente 15 minutos. A participação na pesquisa é voluntária e o teste é realizado de forma gratuita.

É uma pesquisa coordenada pela Universidade Federal de Pelotas, financiada pelo Ministério da Saúde, e realizada pelo Ibope Inteligência.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2020 0 Comentários 600 Visualizações
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