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Política

Setor do tabaco repercute impactos do tarifaço dos EUA ao Brasil

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

O setor do tabaco manifestou preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aplicar, a partir de 6 de agosto, uma tarifa de 50% sobre as importações do produto brasileiro. O país é atualmente o terceiro maior comprador de tabaco do Brasil, respondendo por cerca de 9% das exportações do setor, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat).

Entre janeiro e junho de 2025, foram enviadas 19 mil toneladas de tabaco aos Estados Unidos, gerando US$ 129 milhões em receita. Em 2024, as vendas externas somaram 39,8 mil toneladas e US$ 255 milhões. A medida, considerada inesperada pelo setor, pode comprometer a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.

Situação do mercado

De acordo com o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, havia expectativa de negociação ou prorrogação da medida, o que não ocorreu. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirmou Thesing.

Mesmo diante da medida, o dirigente garantiu que não há previsão de demissões no setor e que a compra do tabaco contratado junto aos produtores está assegurada pelo Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT). “Como as empresas associadas ao SindiTabaco trabalham com o Sistema Integrado, oferecemos essa garantia e segurança para o produtor quanto à aquisição do volume já contratado”, destacou Thesing.

Redirecionamento de produção

Para a safra 2025/2026, cerca de 40 mil toneladas do tabaco já contratado tinham como destino os Estados Unidos. Segundo Thesing, o volume pode permanecer estocado caso não haja realocação imediata. “No entanto, temos a expectativa de, nos próximos meses, redirecionar o montante que seria exportado aos Estados Unidos para outros destinos, pois exportamos para mais de 100 países”, concluiu o presidente do SindiTabaco.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 374 Visualizações
Política

Fiergs alerta para impacto bilionário de tarifa dos EUA sobre exportações gaúchas

Por Jonathan da Silva 31/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs manifestou preocupação com a confirmação da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos, medida anunciada pelo governo estadunidense em 9 de julho e assinada nesta semana pelo presidente Donald Trump. Segundo a entidade, presidida por Claudio Bier, a nova taxação pode causar perdas de até R$ 1,9 bilhão no PIB do Rio Grande do Sul e atingir diretamente 1.100 indústrias gaúchas, que empregam mais de 145 mil trabalhadores.

Desde o anúncio da medida, a Fiergs realizou reuniões com autoridades estaduais e federais em Porto Alegre e Brasília, apresentando estudos e documentos para expressar a apreensão do setor industrial com os impactos da decisão. Em comunicado, a entidade afirmou que “todas as frentes possíveis de diálogo foram abertas”, mas não foi possível reverter a aplicação da tarifa.

Medidas mitigatórias e reivindicações

Com o cenário confirmado, a Fiergs passou a priorizar ações para reduzir os impactos sobre as empresas afetadas. Uma das medidas já asseguradas é a liberação de uma linha de crédito de R$ 100 milhões pelo BRDE, iniciativa do governo estadual. A entidade, no entanto, considera o valor insuficiente e reivindica a liberação de créditos de ICMS Exportação, além de outras medidas tributárias, trabalhistas e de crédito por parte do governo federal.

Preocupação com impactos econômicos

A Fiergs também defende a manutenção da serenidade nas relações entre os governos brasileiro e estadunidense para evitar agravamento da situação. De acordo com a entidade, a tarifa já resulta em cancelamento de encomendas, suspensão de embarques, negócios desfeitos, desaceleração da produção e concessão de férias emergenciais em empresas do estado.

O Sistema Fiergs informou que seguirá buscando alternativas e negociações em defesa da indústria gaúcha e das cadeias produtivas afetadas pela nova tarifa.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
31/07/2025 0 Comentários 298 Visualizações
Business

The South Base fará evento online sobre participação em cúpula nos EUA

Por Jonathan da Silva 25/07/2025
Por Jonathan da Silva

O movimento The South Base realizará no dia 30 de julho, às 10h30min, um evento online gratuito para apresentar os resultados da participação do grupo no FDRA Shoe Sourcing Executive Summit 2025, realizado no dia 16 em Nova Iorque. A iniciativa faz parte das ações do grupo para ampliar a presença dos calçados gaúchos no mercado norte-americano. O encontro virtual será conduzido por Christian Thomas e Karin Becker, que representaram o The South Base como palestrantes no evento da FDRA (Footwear Distributors and Retailers of America).

Durante a transmissão, Thomas e Karn irão relatar a experiência vivida em Nova Iorque, as percepções obtidas junto aos principais compradores e distribuidores de calçados dos Estados Unidos, e apresentarão o planejamento das próximas ações do movimento. O evento será aberto ao público e as inscrições podem ser feitas pelo WhatsApp.

Foco no mercado norte-americano

O The South Base surgiu em dezembro de 2023 como desdobramento do Programa Líder do Sebrae RS. É formado por fabricantes, fornecedores e prestadores de serviços do setor calçadista do Rio Grande do Sul que atuam voluntariamente em prol do aumento da competitividade das empresas locais. O grupo atua em quatro eixos: governança; pessoas, processos e produtos; comunicação interna do cluster; e marketing e internacionalização. Atualmente, o presidente do movimento é o empresário Marlos Schmidt.

Entre as estratégias definidas no planejamento do grupo está a intensificação das exportações para os Estados Unidos, considerado o principal mercado-alvo. Como parte desse esforço, o The South Base tornou-se associado à FDRA e vem promovendo capacitações e articulações com empresas do setor.

Serviço

  • O quê: Evento online de devolutiva da participação no FDRA Shoe Sourcing Executive Summit 2025
  • Quando: Quarta-feira, 30 de julho de 2025, às 10h30min
  • Onde: Transmissão online
  • Quanto: Gratuito, com inscrições pelo WhatsApp (51) 96656-746
Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
25/07/2025 0 Comentários 263 Visualizações
Variedades

Professor dos EUA debate democracia e Judiciário em evento do IBEF-RS

Por Jonathan da Silva 18/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio Grande do Sul (IBEF-RS) promoverá, no dia 21 de julho, uma edição especial da sua confraria mensal com a participação do professor norte-americano David Driesen. Especialista em Direito Constitucional e autor do livro “The Specter of Dictatorship”, Driesen ministrará uma palestra sobre o papel do Judiciário na preservação da democracia. O evento será realizado no Instituto Ling, em Porto Alegre, a partir das 19h, em parceria com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

Durante a palestra, o professor Driesen discutirá os principais argumentos de sua obra, na qual alerta para os riscos que a concentração de poder presidencial representa à democracia americana. Utilizando comparações com retrocessos institucionais observados em países como Hungria, Polônia e Turquia, o autor analisa como a Suprema Corte dos Estados Unidos tem legitimado o chamado “presidencialismo unitário”, que amplia a autoridade do executivo.

Driesen defende uma mudança de jurisprudência que reforce a proteção às instituições democráticas. “Retornar ao Brasil neste momento é particularmente significativo para mim, para além da minha ligação pessoal com o país devido ao período em que estudei a transição brasileira de volta à democracia”, afirmou o professor. “É essencial discutir como decisões judiciais e o fortalecimento excessivo do poder presidencial podem ameaçar a democracia. Ao mesmo tempo, precisamos refletir sobre como as instituições podem responder aos desafios climáticos, que exigem uma governança forte e comprometida com o bem comum”, complementou Driesen.

Mediação e formato do evento

A palestra será mediada pelo ex-vice-prefeito de Porto Alegre, Ricardo Gomes, e será seguida de jantar. O evento é aberto a associados e não sócios do IBEF-RS mediante inscrição prévia. O investimento para associados é de R$ 90 e, para não sócios, de R$ 181.

Segundo o presidente do IBEF-RS, Eduardo Estima, o objetivo da entidade é consolidar as confrarias mensais como espaços de aprendizado e debate. “Trazer um pensador como David Driesen faz parte do compromisso do IBEF-RS, sendo o maior ecossistema de finanças do estado, em promover discussões de alto nível sobre temas que vão além do universo corporativo”, afirmou Estima.

O que é o IBEF-RS

Criado em 1988, o IBEF-RS é a seção regional do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, fundado em 1971. A entidade é voltada à troca de informações sobre mercado, carreira, tendências, tecnologias e perspectivas, por meio de fóruns, eventos e premiações. O instituto também atua com comitês temáticos e grupos como o IBEF-RS Mulher, promovendo atividades como confrarias e visitas técnicas a empresas.

Foto: Syracuse University/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2025 0 Comentários 297 Visualizações
Variedades

Gaúcho recebe prêmio global por trabalho voluntário

Por Jonathan da Silva 18/07/2025
Por Jonathan da Silva

O gaúcho Samir Sabino de Carvalho, colaborador da unidade da Eaton em Caxias do Sul, foi reconhecido com o prêmio global James Stover, concedido anualmente pela empresa a funcionários que se destacam em ações voluntárias nos mais de 170 países onde a Eaton atua. Como parte da premiação, Carvalho indicou o Centro Assistencial e de Promoção Social Joana d’Arc e o Instituto Patinhas, entidades com as quais colabora, para receberem uma doação de 5 mil dólares cada da companhia.

Com mais de 1,3 mil horas dedicadas ao trabalho voluntário, Carvalho organizou trilhas e eventos off-road para arrecadação de fundos, além de atividades de rapel com foco em doações para instituições locais. O gaúcho também mobilizou redes de contato para ampliar o alcance das campanhas, atuando especialmente no auxílio a pessoas e animais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.

As ações beneficiaram diretamente o Instituto Patinhas, o Centro de Assistência Social Joana d’Arc e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), todos localizados em Caxias do Sul. As doações resultantes das iniciativas contribuíram para o atendimento de famílias e animais e fortaleceram redes locais de solidariedade.

Reconhecimento internacional

Em função da premiação, o gaúcho viajará para Cleveland, em Ohio, nos Estados Unidos, onde receberá a premiação das mãos do presidente global da Eaton, Paulo Ruiz. “Acredito que o voluntariado pode ser uma extensão natural de quem somos, e foi dessa forma genuína que comecei a transformar meu hobby em ação social. Acredito que, ao conectar pessoas e causas, criamos um ciclo virtuoso de transformação, dentro e fora do ambiente de trabalho. Espero que minha história inspire outros colegas a também encontrarem maneiras autênticas de contribuir para a comunidade, pois todos nós podemos fazer parte dessa jornada”, afirmou Samir Carvalho.

Empresa incentiva ações sociais

O gerente de EHS da Eaton em Caxias do Sul, Ronaldo Rodrigues, destacou que o voluntariado é incentivado entre os colaboradores. “O voluntariado é uma ação incentivada pela Eaton junto aos seus funcionários para que possamos ter uma contribuição ainda mais direta e positiva junto à sociedade e àqueles que mais precisam do nosso apoio. Dessa forma, unimos forças para promover a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida das pessoas e animais. Todos nós ganhamos com o trabalho voluntário e temos certeza que esse reconhecimento ao Samir vai incentivar ainda mais gente a praticar essas ações e promover um impacto positivo e duradouro na comunidade”, destacou Rodrigues.

O que é a Eaton

A Eaton é uma empresa global de gerenciamento inteligente de energia com atuação nos setores de data centers, serviços públicos, indústria, construção civil, mobilidade, entre outros. Fundada em 1911, opera atualmente em mais de 160 países, com receitas de quase 25 bilhões de dólares em 2024. A companhia afirma que seu compromisso é operar de forma sustentável, ajudar os clientes a gerenciar energia de maneira eficiente e contribuir para uma sociedade mais sustentável.

Foto: Eaton/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/07/2025 0 Comentários 410 Visualizações
Política

Deputado Issur Koch articula sobre o impacto de tarifas dos EUA no RS

Por Jonathan da Silva 17/07/2025
Por Jonathan da Silva

O deputado estadual Issur Koch (PP) intensificou nesta quinta-feira (17) articulações junto ao governo do Rio Grande do Sul para mitigar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações do setor coureiro-calçadista brasileiro. Em reunião com o secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Ernani Polo, o parlamentar foi informado de que a pasta já realizou três agendas estratégicas com o governador Eduardo Leite (PSD), a InvestRS e a Fiergs sobre o tema. Segundo Polo, o governador também tratou do assunto diretamente com o cônsul dos EUA na manhã de quarta-feira (16).

Durante a semana, o deputado do PP também participou de encontro com representantes do Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo, da Associação Brasileira de Máquinas (Abrameq) e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI). As entidades pediram apoio na busca por recursos emergenciais para os exportadores, durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-calçadista.

Crédito emergencial no BRDE

Issur Koch solicitou ainda uma agenda com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para discutir a possibilidade de criação de linhas de crédito específicas para empresas do segmento afetadas pelas medidas norte-americanas. O objetivo é oferecer suporte financeiro que permita a manutenção de empregos e investimentos em um dos principais setores industriais do estado. “Se não houver acordo e as tarifas se confirmarem, o RS é o que mais sofre, pois 50% da exportação para os EUA saem do estado. Esse quadro se agrava na medida que temos empresas que têm 100% de sua produção voltada para o mercado norte-americano”, afirmou o deputado gaúcho.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2025 0 Comentários 271 Visualizações
Política

ACI solicita audiência com cônsul dos EUA para tratar de entraves comerciais

Por Jonathan da Silva 17/07/2025
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI) enviou nesta terça-feira (15) uma carta ao encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, solicitando a abertura de um canal diplomático direto entre o governo norte-americano e as entidades de classe e federações representativas do setor produtivo brasileiro.

A solicitação, assinada pelo presidente da ACI, Robinson Klein, e pelo diretor Fauston Saraiva, foi feita em nome dos associados da entidade e em solidariedade às empresas brasileiras afetadas por entraves comerciais. “Tal iniciativa permitiria a construção de uma agenda transparente, técnica e pragmática, voltada à resolução de entraves comerciais e à preservação das históricas relações de parceria econômica entre os dois países”, afirmou Klein.

Pedido de audiência e revisão de taxação

A ACI também manifestou interesse em agendar uma audiência com o cônsul dos Estados Unidos no Brasil para apresentar os pleitos do setor empresarial e propor alternativas para a retomada do equilíbrio comercial entre os países. Como alternativa, a entidade solicita a revisão da decisão que impõe taxação de 50% sobre produtos brasileiros, argumentando que a medida compromete cadeias produtivas e prejudica empresas. A associação afirma que defende o livre comércio, a segurança jurídica e o fortalecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2025 0 Comentários 272 Visualizações
Variedades

Setor do tabaco projeta COP 11 e impacto do tarifaço dos EUA

Por Jonathan da Silva 17/07/2025
Por Jonathan da Silva

Representantes da cadeia produtiva do tabaco se reuniram nesta quarta-feira (16) para a 76ª sessão da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, em formato híbrido, com foco na preparação para a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que será realizada entre 17 e 22 de novembro, em Genebra, na Suíça. O encontro também avaliou o cenário atual das exportações brasileiras, especialmente após o novo pacote tarifário anunciado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

O setor busca entender qual será a posição que o Brasil levará à COP 11, considerando que o país é o segundo maior produtor e o maior exportador mundial de tabaco. A agenda provisória do evento inclui temas como medidas futuras de controle do tabaco (Art. 2.1), responsabilização jurídica da indústria (Art. 19), impactos ambientais e de saúde (Art. 18), regulamentação de conteúdo e divulgação de produtos (Art. 9 e 10), além da proteção das políticas públicas contra interesses da indústria (Art. 5.2 e 5.3).

A Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq), responsável por formular a posição oficial do Brasil, ainda não se manifestou. Representantes do setor demonstraram preocupação com a possibilidade de exclusão dos debates, como avaliam que aconteceu em conferências anteriores, quando membros da cadeia produtiva e a imprensa regional não puderam acompanhar as discussões.

O presidente da Câmara Setorial, Romeu Schneider, destacou a posição do embaixador Tovar Nunes durante recente visita de representantes do setor à Genebra. Segundo Schneider, Nunes se comprometeu a manter o diálogo e a realizar reuniões diárias de briefing para atualizar o setor sobre os temas discutidos.

As consequências do “tarifaço”

Também no encontro, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou os números das exportações brasileiras de tabaco no primeiro semestre de 2025. Dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o país exportou 206,5 mil toneladas e US$ 1,36 bilhão entre janeiro e junho — crescimento de 5,77% em volume e 9,5% em valor, em relação ao mesmo período de 2024. Os principais destinos foram China, Bélgica, Indonésia, Estados Unidos, Turquia e Emirados Árabes Unidos.

Thesing também comentou o impacto da tarifa de 50% recentemente anunciada pelos Estados Unidos para as exportações brasileiras. “No último ano embarcamos US$ 255 milhões e quase 40 mil toneladas aos Estados Unidos. Anualmente, o mercado americano representa, em média, 9% de todos os embarques, o que é significativo. Tendo em vista a demanda de tabaco ao redor do mundo, acreditamos que é possível realocar o produto para outros destinos, mas claro que este não é o cenário ideal, considerando a ruptura logística que teremos. Há de se considerar que o tabaco está neste momento comercializado e dentro das empresas sendo processado. Ou seja, uma parte significativa ainda não foi embarcada”, pontuou o dirigente.

Apesar das restrições, Thesing demonstrou expectativa por uma resolução diplomática. “Ambas as nações saem perdendo. Estamos confiantes de que teremos uma negociação em torno do tema”, expressou o presidente da entidade. Somente no primeiro semestre, o Brasil embarcou 19 mil toneladas de tabaco para os Estados Unidos, com retorno de US$ 129 milhões.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2025 0 Comentários 339 Visualizações
Projetos especiais

Fiergs lança plataforma com dados do comércio Brasil-EUA

Por Jonathan da Silva 16/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs lançou nesta quarta-feira (16) uma plataforma digital que reúne dados detalhados sobre o comércio exterior entre o Brasil, o Rio Grande do Sul e os Estados Unidos. O objetivo, segundo a entidade, é facilitar o acesso de empresas e setores produtivos a informações sobre exportações e importações em um momento de incerteza comercial, marcado pelo anúncio do governo norte-americano de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

A página de business intelligence (BI) foi desenvolvida pela Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Gerex) e pode ser acessada gratuitamente em bit.ly/BIFIERGS.

Análise por segmento e período

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, a nova funcionalidade oferece recursos que contribuem para o planejamento empresarial. “É uma ferramenta que auxilia na tomada de decisões neste momento de tanta incerteza comercial entre os dois países”, afirma o dirigente.

A plataforma permite filtrar dados por período, estado, segmento produtivo e produto, além de selecionar o ano de análise a partir de 2017. Os usuários podem consultar volumes e valores de exportações e importações, assim como identificar o grau de exposição econômica ao mercado norte-americano.

Estados Unidos como parceiro estratégico

Os Estados Unidos foram, em 2024, o segundo principal destino das exportações do Rio Grande do Sul, que somaram mais de US$ 1,8 bilhão. Entre os principais produtos enviados ao mercado norte-americano estão tabaco, pasta de madeira, armas e munições e calçados.

Além da página exclusiva sobre a relação comercial com os EUA, a plataforma disponibiliza dados do comércio exterior com outros países, permitindo comparações e análises ampliadas para o setor produtivo.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 370 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta setores da indústria gaúcha mais afetados pelo tarifaço dos EUA

Por Jonathan da Silva 14/07/2025
Por Jonathan da Silva

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (REP), de impor tarifas de importação de 50% a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto deve impactar diretamente a indústria de transformação do Rio Grande do Sul segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Unidade de Estudos Econômicos e pela Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs. A pesquisa aponta que, em 2024, os EUA receberam 11,2% das exportações totais do setor industrial gaúcho, com destaque para produtos de metal, que tiveram 46% de seus embarques destinados ao mercado norte-americano.

Entre os setores mais sensíveis às novas tarifas estão minerais não metálicos, com 44,4% das vendas externas direcionadas aos EUA; máquinas e materiais elétricos, com 42,5%; e madeira, com 30,1%. O estudo detalha que, especificamente em produtos de metal, armas e munições concentram 85,9% da produção exportada para o território norte-americano. Já no segmento de máquinas e materiais elétricos, transformadores e indutores têm 79,3% da produção voltada aos EUA.

Empregos e receita

Em 2024, as atividades industriais gaúchas mais dependentes do mercado norte-americano geraram receita de US$ 1,2 bilhão e sustentaram 145,4 mil postos de trabalho, correspondendo a 21,2% dos empregos do setor de transformação no estado. Outros segmentos com participação relevante nas vendas aos EUA são couro e calçados, móveis e veículos automotores. Por outro lado, a indústria de alimentos – que lidera as exportações do Rio Grande do Sul – apresenta menor dependência em relação ao destino norte-americano.

Posicionamento da entidade

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, defendeu o diálogo como caminho para reduzir os impactos da medida. “A solução para esse impasse deve passar por negociação e mediação, evitando prejuízos maiores para as economias envolvidas”, afirmou o dirigente.

Mais detalhes da pesquisa podem ser conferidos no site oficial do Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul, em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/importancia-dos-estados-unidos-para-a-economia-gaucha.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/07/2025 0 Comentários 518 Visualizações
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