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enchentes

Saúde

Feevale oferece atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito a afetados pelas enchentes

Por Jonathan da Silva 28/05/2024
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale está ofertando atendimentos psicológicos e psiquiátricos gratuitos para pessoas que tenham desenvolvido algum transtorno em função das inundações que atingiram o Rio Grande do Sul no mês de maio. Os cursos de psicologia e medicina da instituição criaram o Centro de Atendimento à Resposta Emocional ao Trauma, que tem como objetivo tratar casos de transtorno de estresse agudo (TEA), transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), depressão e transtorno de ansiedade em consultas presenciais com equipes especializadas. Os atendimentos iniciam na próxima segunda-feira, 3 de junho.

O coordenador do curso de medicina da Feevale, Pedro Lombardi Beria, explica que desastres climáticos tendem a aumentar a prevalência de condições traumáticas. “Através de intervenções precoces, com aplicação de técnicas específicas para essas condições, auxiliamos os pacientes a desenvolverem respostas adaptativas, com aumento de resiliência emocional e diminuição dos sintomas”, aponta Beria.

A coordenadora do curso de psicologia, Claudia Maria Teixeira Goulart, avalia que essas respostas emocionais podem necessitar de um acompanhamento multiprofissional. “O trabalho de uma equipe que envolva psicólogos e psiquiatras permite um olhar mais amplo e integral para esses pacientes”, afirma Claudia Maria.

Os atendimento serão realizados por acadêmicos, supervisionados por professores,  e ocorrerão no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (Cies), localizado na Rua Rubem Berta, 200, em Novo Hamburgo. A primeira consulta será, obrigatoriamente, psiquiátrica, para triagem e diagnóstico do paciente.

O serviço estará disponível para pessoas a partir dos 18 anos de idade e, inclusive, para moradores de outras cidades que não Novo Hamburgo. Agendamentos de consultas devem ser realizados pelo WhatsApp (51) 3586-9234 ou pelo telefone (51) 3586-8813.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2024 0 Comentários 733 Visualizações
Ensino

Novo termo de cooperação com o Sesi promove ações em escolas atingidas pelas enchentes

Por Marina Klein Telles 27/05/2024
Por Marina Klein Telles

Na manhã desta segunda-feira (27), o governo do Estado, representado pela Secretaria da Educação (Seduc) e pela Secretaria da Saúde (SES), firmou um termo de cooperação com o Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Sul (Sesi-RS) para implementar um conjunto de ações nas regiões afetadas pelas enchentes. O acordo garante a realização de iniciativas nas áreas de educação e saúde, com objetivo de ajudar na retomada dos municípios atingidos.

Denominado “Sesi ao Seu Lado”, o programa estabelece e detalha um cronograma de atividades, que envolvem ajuda humanitária, ações de acolhimento, assistência médica emergencial e suporte educacional. Os trabalhos previstos contarão com profissionais especializados e disponibilizarão equipamentos e materiais para a realização das medidas. O Estado proporcionará as condições para o Sesi agir, garantindo o acesso a locais apropriados e apoiando institucionalmente as ações desenvolvidas.

Na área da educação, o programa contempla a retomada de até 200 escolas, incluindo apoio psicopedagógico e psicossocial para equipes e estudantes, cursos de formação, cedência de materiais didáticos, esportivos, livros, kits de robótica e instrumentos musicais, além de materiais de higiene e de limpeza. Também serão implementadas ações afirmativas para auxiliar na continuidade e conclusão da escolaridade dos alunos.

A secretária da Educação, Raquel Teixeira, destacou a importância de parcerias estratégicas para enfrentar os impactos das inundações. “É algo absolutamente essencial em um momento em que todos se unem pela reconstrução, ressignificação, reinvenção de um Estado que precisa e vai voltar a ser próspero, exuberante e feliz. A gente está vivendo um contexto difícil, mas são ações como essas que nos ajudam a superar”, ressaltou.

O superintendente regional do Sesi, Juliano Colombo, explicou que a entidade atuou durante as enchentes de 2023 no Vale do Taquari, tendo experiência na prestação de serviços em situações de crise climática. “É um projeto de R$ 65 milhões, entre investimentos na saúde e na educação do Estado. Vamos entrar com recursos próprios, atuando com as estruturas do Sesi, com materiais e mobiliários, para ajudarmos como pudermos nessa reconstrução do aprendizado”, afirmou.

Na assinatura, além da secretária da Educação e do superintendente regional do Sesi, esteve presente a gerente de Educação do Sesi, Sonia Bier. O termo de cooperação terá vigência até 31 de dezembro de 2024, prevendo cláusulas com pontos sobre responsabilidades mútuas, confidencialidade e tratamento de dados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2024 0 Comentários 479 Visualizações
Projetos especiais

Alunos da Feevale criam campanha de confecção e doação de móveis

Por Jonathan da Silva 27/05/2024
Por Jonathan da Silva

Estudantes de arquitetura e urbanismo da Universidade Feevale criaram uma campanha de confecção e doação de móveis para ajudar pessoas atingidas pelas inundações no Rio Grande do Sul. Através do projeto ‘MobiLar’ e em parceria com alunos de design de interiores, empresas e voluntários da comunidade, os estudantes fabricam bancadas de pia de cozinha, camas e roupeiros a partir da reutilização de materiais. De início, os móveis serão doados às comunidades mais atingidas de Novo Hamburgo mediante cadastro das famílias afetadas.

O objetivo do MobiLar é expandir o alcance das doações para outras localidades a partir de outros grupos de trabalho. Para isso, serão disponibilizados projetos para mobiliários completos e manuais de execução, além do processo de produção. O projeto busca voluntários para a produção dos itens e o auxílio de empresas parceiras para transporte de insumos e móveis. Interessados podem entrar em contato por meio do perfil @projeto_mobilar no Instagram.

Mais informações sobre o cadastramento para receber os móveis serão divulgadas em breve pela Universidade Feevale.

Os integrantes do projeto solicitam a doação de qualquer valor através do Pix [email protected] e de materiais necessários para a confecção dos mobiliários.

Materiais que podem ser doados

  • Guias de pinus e/ou de eucaliptos (7 ou 10 cm x 1′)
  • Parafusos de rosca rápida (30 x 4)
  • Lixa Ferro (60 e/ou 80)
  • Verniz marítimo
  • Solvente aguarrás
  • Pincel/rolo/bandeja
  • Panos para limpeza
  • Máscaras descartáveis
Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2024 0 Comentários 617 Visualizações
Saúde

Feevale estende período de testes gratuitos para diagnóstico de viroses

Por Jonathan da Silva 24/05/2024
Por Jonathan da Silva

Foi estendido o período de testes gratuitos para diagnóstico de distintas viroses disponibilizado pelo Laboratório de Microbiologia Molecular (LMM) da Universidade Feevale para as prefeituras de cidades atingidas pelas enchentes. O período foi estendido até 14 de junho em função da pressão continuada sobre o sistema de saúde e das solicitações de apoio.

Os testes disponíveis são para Sars-CoV2, Influenza A, Influenza B, Vírus Sincicial Respiratório, Dengue, Chikungunya e vírus entéricos, como Norovírus e vírus da Hepatite A. O material deve ser encaminhado ao Laboratório pelas prefeituras. Mais informações podem ser obtidas pelo endereço de email [email protected].

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/05/2024 0 Comentários 516 Visualizações
Variedades

Estação emergencial de monitoramento é referência para o Guaíba

Por Marina Klein Telles 24/05/2024
Por Marina Klein Telles

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), com auxílio do Serviço Geológico Brasileiro (SGB), instalou, no início de maio, uma estação emergencial de monitoramento do nível do Lago Guaíba junto à Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. A medida emergencial buscou garantir dados de referência sobre o comportamento do curso hídrico, diante da inoperância da histórica estação oficial localizada no Cais Mauá, nas proximidades da estação rodoviária.

Em 3 de maio, uma régua própria para esse tipo de medição foi posicionada onde o acesso era possível em meio à cheia, por profissionais do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS) do Estado e por técnicos do SGB.

O DRHS explica que a utilização de réguas manuais está prevista em casos emergenciais ou em pontos onde não há telemetria. Entretanto, o departamento alerta que o uso de recursos caseiros (trena, fita métrica etc.) para medir níveis de rios, sem um estudo técnico ou sem a atuação de um profissional capacitado, não é uma prática aceita como parâmetro para qualquer tipo de aferição.

Para fins de transparência, a metodologia adotada pelo corpo técnico está descrita e apresentada juntamente com os dados disponibilizados. O monitoramento emergencial tem sido acompanhado por profissionais da Sala de Situação do Estado e por pesquisadores do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que emitem previsões a partir de modelos matemáticos.

Na quinta-feira (23/5), pesquisadores da universidade emitiram uma nota afirmando que uma possível diferença na referência de níveis não afeta o resultado das previsões emitidas pelo IPH/UFRGS e acrescentaram que, a cada rodada do modelo de previsão, é adotada a referência oficial atual da Sema, do SGB e da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Segundo os pesquisadores, todas as variações relativas de subida e descida do Guaíba foram bem representadas.

Ainda que haja necessidade de ajustes futuros, o que é comum em hidrologia, inclusive com respaldo da literatura da área, as medições emergenciais na Usina do Gasômetro não impediram a adequada atuação das estruturas de resposta e disparo de alertas à sociedade, uma vez que a cota de inundação, fixada em 3 metros na estação histórica do Cais Mauá, já havia sido superada antes mesmo da instalação do ponto emergencial de monitoramento.

Para fins de registro histórico, a cota máxima do nível do Guaíba deverá ser avaliada detalhadamente quando houver condições técnicas para isso.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/05/2024 0 Comentários 460 Visualizações
Cidades

Representantes de diversas áreas debatem ações realizadas em Picada Café pós-enchente

Por Jonathan da Silva 23/05/2024
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Picada Café promoveu uma reunião nesta quarta-feira (22) com representantes de vários segmentos que estão à frente das ações ligadas aos danos causados pelas enchentes. O encontro refletiu as medidas tomadas até o momento e abordou o planejamento para novas ações em busca da reconstrução da cidade após a catástrofe climática.

O prefeito Luciano Klein (UNIÃO) abriu a reunião agradecendo a todos que colaboraram para amenizar os problemas no município. “Com muito trabalho a gente conseguiu em curto espaço de tempo recuperar a maior parte dos danos e seguimos trabalhando para restabelecer o que falta”, enfatizou o chefe do executivo municipal.

Klein destacou ainda que a preservação das vidas sempre foi o principal desafio e que a situação segue preocupando. “Algumas pessoas são imediatistas e não percebem que tivemos poucos problemas em relação à maioria dos municípios gaúchos”, ponderou o prefeito.

O coordenador da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Picada Café, Vilson Koch, avaliou que no contexto geral o trabalho foi bem realizado. “As pessoas pensam que o seu problema é único, mas tivemos muitos problemas que a comunidade nem sabe que ocorreram”, afirmou Koch.

Coordenador da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Picada Café, Vilson Koch

O comandante avalia que todos trabalharam juntos, um ajudando o outro. “O prefeito Luciano esteve muito empenhado desde o início”, opinou Koch.

Também participaram da reunião os secretários Claus Altevogt (Administração e Fazenda), Cristiane Backes Welter (Educação e Cultura), Daniel Rosa (Planejamento), Ivete Galhardo (Turismo, Indústria e Comércio), Neco Linck (Agricultura e Meio Ambiente), Rubia Leindecker (Saúde e Assistência Social) e Vinícius Klauck (Obras e Serviços Públicos), os vereadores Neudir Camara Hubler (presidente do Legislativo), Eloir Bauer e Karin Spier, o comandante da Brigada Militar de Picada Café, 2° sargento Hansen, a assistente social Cathia Noller (CRAS), Ari Boelter e Josiane Staudt (Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Nova Petrópolis e Picada Café), a extensionista rural social Elisete Beatriz Benke (Emater), a contadora Kathiuscia Folle e a engenheira Pâmela Perfeito.

Fotos: Prefeitura de Picada Café/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 526 Visualizações
Projetos especiais

Estação Campos de Canella foi palco para a ação social Tatoo Flash Beneficente

Por Jonathan da Silva 23/05/2024
Por Jonathan da Silva

A Estação Campos de Canella, mais conhecida como a “Rua Coberta de Canela”, recebeu no último sábado (19) a ação social “Tatoo Flash Beneficente”. Liderada por Deivid Portela, a iniciativa solidária reuniu dez tatuadores de Gramado e Canela que realizaram tatuagens rápidas e de arte simples por R$ 100 para quem doasse alimentos não-perecíveis, roupas, calçados, brinquedos e produtos de limpeza que serão destinados a atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

A ação teve a participação de mais de 100 pessoas. A “Tatoo Flash Beneficente” arrecadou, aproximadamente, R$ 11,4 mil, que serão 100% revertidos para instituições da região que estejam auxiliando gramadense e canelenses afetados pelas chuvas e as enchentes. Os itens recebidos já foram distribuídos para moradores em situação semelhante.  “Foi uma forma de usarmos a nossa arte para ajudar a comunidade em um momento tão delicado, em que toda ajuda é muito bem-vinda”, destaca o tatuador Deivid Portela.

A Rua Coberta de Canela fica no Largo Benito Urbani nº 77, bairro Centro.

Foto: Kell Dias Retratoterapia/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 490 Visualizações
Projetos especiais

Em apoio ao recomeço pós-enchente, Fort Atacadista disponibiliza 50 vagas de emprego em Canoas

Por Jonathan da Silva 23/05/2024
Por Jonathan da Silva

O Fort Atacadista realizará nesta sexta-feira, 24 de maio, um Feirão de Empregos com 50 vagas disponíveis para a unidade de Canoas, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes. Os interessados devem comparecer com currículo na loja localizada na Av. Farroupilha, 4.803, no Bairro Marechal Rondon, em Canoas. As vagas também estão disponíveis para pessoas com mais de 50 anos e PCDs. O feirão continuará na próxima semana, de quarta a sexta, nos dias 29, 30 e 31 de maio, das 14h às 16h.

Todos passamos por essa tragédia e ainda estamos passando. Para quem precisa recomeçar, o Fort Atacadista está promovendo esse Feirão de Emprego em vários dias com empregos para todas as áreas na unidade de Canoas”, comenta a colaboradora do apoio regional da área de Gente & Gestão do Fort Atacadista no Rio Grande do Sul, Elisângela dos Santos Feliciano.

Vagas disponíveis em Canoas

  • Padaria
  • Açougue
  • Congelados/Laticínios
  • Frente de Caixa
  • Depósito
  • FLV (Hortifuti)
  • Restaurante
  • Perfumaria
  • Limpeza
  • Líquida (Bebidas)
  • Mercearia
  • Prevenção
  • Televendas
  • SAC

Benefícios

  • Café da manhã, almoço e/ou jantar;
  • Transporte;
  • Assistência odontológica;
  • Vale-transporte;
  • Premiações por produtividade;
  • Kit maternidade/paternidade;
  • Seguro de vida;
  • Descontos de 7% nas compras no Fort (Cartão Vuon Card);
  • Suporte social (com atendimento por telefone 0800 para assistência financeira, jurídica, social, psicológica e previdenciária) aos funcionários e familiares, além de outras facilidades.
Foto: Tatiana Casser Csordas/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 658 Visualizações
Cidades

Mais de 2,4 milhões em perdas na produção agropecuária de Canela

Por Marina Klein Telles 23/05/2024
Por Marina Klein Telles

As chuvas intensas entre 26 de abril e 3 de maio de 2024 causaram grandes prejuízos à produção agropecuária de Canela. Durante esse período, a região enfrentou precipitações extremas de 503,4 mm, mais que o triplo do volume normal para a época. Depois, uma pequena trégua e as chuvas voltaram, com mais 326,6 mm, perfazendo 830 mm no período de 26 de abril a 16 de maio. Este cenário resultou em deslizamentos de terra, isolamento de comunidades e danos severos à infraestrutura e às atividades econômicas locais.

O Escritório Municipal da EMATER/RS conduziu uma análise detalhada dos impactos utilizando dados obtidos em inúmeras visitas a propriedades rurais e outros fornecidos pela Secretaria Municipal de Obras, Serviços Urbanos e Agricultura, pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, dentre outros. As informações foram complementadas por dados do IBGE e INMET, além de medições empíricas realizadas por comunidades locais.

Principais Perdas na Agropecuária

1. Produção de Grãos e Hortaliças:
– Milho: Em 195 hectares plantados, grãos maduros apodreceram devido ao excesso de umidade, lavouras foram arrastadas e também houve acamamento de lavouras, inviabilizando a colheita mecanizada e favorecendo o apodrecimento. Destes 195, 60 hectares sofreram impacto direto, pois uma parte já havia sido colhida antes do evento.
– Na olericultura, houve perdas de lavouras inteiras por conta da intensidade das chuvas. Hortaliças hidropônicas também sucumbiram pela falta de luz e necessidade de partilhar geradores de energia em atividades de maior necessidade. Estufas com morango tiveram produção reduzida por conta da excessiva umidade e falta de luminosidade.
– Feijão, Aipim, Frutas Cítricas e Maçã: Áreas também foram severamente afetadas, comprometendo a colheita atual e futuras safras.

2. Silvicultura:
– Eucalipto e Pinus eliottis : Cerca de 500 hectares de eucalipto e 4500 hectares de Pinus eliottis sofreram impactos, juntamente com 800 hectares de acácia-negra. Aqui, é muito difícil mensurar as perdas, pois há inúmeros deslizamentos em muitos cultivos, comprometendo a colheita e a qualidade da madeira ou da lenha a obter.

3. Pecuária:
– Bovinos de Corte: Animais perderam peso devido à dificuldade de acesso a áreas de alimentação.
– Aves: Houve retardo na reentrada de 52.500 frangos em um aviário por falta de acesso. Também considera-se perda de peso em outros 50.000 frangos por conta de inanição, motivada pela falta de acesso dos caminhões com ração às unidades produtoras.

Danos à Infraestrutura e Comunidades

1. Energia Elétrica e Comunicações:
– Cerca de 700 famílias ficaram sem energia elétrica, afetando a conservação de alimentos e o funcionamento de equipamentos médicos essenciais.
– A falta de energia elétrica e comunicações também causou prejuízos, principalmente a algumas agroindústrias que dependem da conservação de matéria-prima ou produto pronto em suas instalações, além de impedir o processamento e o escoamento dos produtos.

2. Deslizamentos de Terra:
– Deslizamentos severos afetaram estradas que ligam várias comunidades, incluindo São João, Morro Calçado, Bugres e na Linha Rancho Grande, onde um casal perdeu a vida e sua residência foi destruída. Praticamente todas as comunidades tiveram deslizamentos de diversos tamanhos. Rachaduras em terrenos são constatadas em diversas localidades.
– Instalações de pelo menos duas agroindústrias foram danificadas e uma, destruída completamente.

3. Abastecimento de Água:
– Interrupções no fornecimento de água potável nas comunidades de Bugres, Rancho Grande, Morro Calçado e São João.

O estudo da EMATER aponta que as perdas na agropecuária local somam aproximadamente 2,4 milhões de reais. “Os prejuízos ainda estão sendo contabilizados, uma vez que os efeitos das chuvas intensas persistem. Dada a magnitude do evento, algumas perdas ainda poderão evoluir, principalmente por causa da instabilidade do terreno em algumas áreas”, afirmou Meneguzzo. “A dificuldade de acesso e as restrições de circulação também dificultaram muito a obtenção dos dados, mas já temos uma ideia do que tivemos quanto à produção agropecuária”, finaliza.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 432 Visualizações
Projetos especiais

Fetag-RS lança aplicativo para mapear perdas de agricultores nas enchentes

Por Jonathan da Silva 23/05/2024
Por Jonathan da Silva

Um aplicativo para auxiliar no levantamento de dados sobre as perdas dos agricultores atingidos pelas enchentes foi lançado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) nesta quinta-feira (23). A iniciativa, que busca agilizar e otimizar o processo de coleta de informações, será inicialmente aplicada pelos Sindicatos filiados em cidades que decretaram situação de calamidade pública por causa das inundações. O aplicativo permitirá o mapeamento de informações sobre áreas plantadas, culturas afetadas, perdas na produção e danos à infraestrutura.

Segundo o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, o objetivo principal do aplicativo é mapear com precisão as perdas dos agricultores e garantir que os recursos arrecadados com a iniciativa privada sejam destinados de forma eficiente e justa aos mais necessitados. “Com essa ferramenta, teremos um diagnóstico mais preciso da situação dos agricultores atingidos pelas enchentes, o que nos permitirá direcionar os recursos de forma mais eficaz e garantir que o auxílio chegue a quem realmente precisa”, pontua Carlos.

A iniciativa da Fetag-RS conta com o apoio de empresas privadas. A expectativa da federação é de que o aplicativo contribua para minimizar os impactos das enchentes na vida dos agricultores e suas famílias.

Foto: Giuseppe Russo/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/05/2024 0 Comentários 564 Visualizações
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