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Embrapa

Variedades

Tecnologia pode gerar R$ 11 bilhões ao PIB agro

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a ampliação do uso da agricultura de precisão e de tecnologias digitais poderá acrescentar mais de R$ 11 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro e gerar mais de 400 mil empregos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), durante a palestra de encerramento do 11º Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP) e da 17ª International Conference on Precision Agriculture (ICPA), realizados no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. Os eventos reuniram pesquisadores, estudantes e profissionais do setor para discutir o uso de inteligência artificial, conectividade e dados na agricultura.

O ConBAP e a ICPA encerraram a programação com 845 participantes inscritos, entre eles cerca de 200 estrangeiros, além de 14 palestrantes. Ao longo dos encontros foram apresentadas 512 pesquisas, entre comunicações orais e pôsteres, por pesquisadores do Brasil e do exterior.

Durante a cerimônia de encerramento, a International Society of Precision Agriculture (ISPA) anunciou Davide Cammarano como presidente da entidade para o biênio 2026/2028. Em seguida, ocorreu a transição da diretoria da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), que passa a ser presidida por Christian Bredemeier no mesmo período. O então presidente da entidade, Márcio Albuquerque, agradeceu à ISPA pela realização da conferência no Brasil e destacou os dez anos de atuação da associação.

Inteligência artificial na agricultura

Na palestra de encerramento, Silvia Massruhá abordou o tema “Inteligência Artificial na Agricultura de Precisão e Digital”. A presidente da Embrapa afirmou que a combinação entre inteligência artificial, conectividade e uso estratégico de dados será determinante para tornar a agricultura brasileira mais preditiva, sustentável e inclusiva.

Pesquisadora da Embrapa há 36 anos, Silvia relembrou que, no início de sua trajetória, a aplicação das ciências exatas na agropecuária era questionada. Segundo a especialista, o avanço tecnológico consolidou as ferramentas digitais como um terceiro pilar do desenvolvimento agropecuário, ao lado da teoria e da experimentação.

Ao tratar da evolução do setor, a dirigente afirmou que os desafios atuais vão além da segurança alimentar. “Se, há cinco décadas, o principal desafio era garantir a segurança alimentar, hoje o foco está na construção de uma agricultura capaz de antecipar cenários, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas”, destacou Silvia.

Inclusão digital

Silvia Massruhá também ressaltou a importância da inclusão digital no meio rural. Segundo dados do projeto Semear Digital, desenvolvido pela Embrapa, 84% da população rural brasileira ainda não tem acesso às tecnologias digitais e, entre os produtores conectados, a maior parte utiliza a internet apenas para comunicação.

Para a presidente da Embrapa, superar esse cenário exige ampliar o conceito de conectividade. “Superar essa realidade exige o conceito de ‘conectividade significativa’, que vai além da infraestrutura de internet e inclui capacitação, gestão de dados e desenvolvimento de habilidades digitais”, destacou Silvia.

Impacto econômico

Durante a apresentação, Silvia afirmou que estudos indicam que a expansão da agricultura de precisão poderá acrescentar mais de R$ 11 bilhões ao PIB agro e criar mais de 400 mil postos de trabalho. A especialista observou que o Brasil possui cerca de cinco milhões de produtores rurais, dos quais 77% são pequenos e médios, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso às tecnologias digitais.

A dirigente também apresentou indicadores sobre a atuação da Embrapa. Segundo a líder, a instituição mantém aproximadamente 4,3 mil projetos de pesquisa em andamento e, em 2025, cada real investido gerou retorno de R$ 27 para a sociedade. O chamado lucro social alcançou R$ 124 bilhões, equivalente a cerca de 20% do PIB agrícola brasileiro.

Silvia explicou ainda que a inteligência artificial já vem sendo aplicada em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo previsão de produtividade, monitoramento de pragas e doenças, pecuária de precisão e sistemas de apoio à decisão. As iniciativas integram o programa “IA no Campo, para o Campo e pelo Campo”, desenvolvido pela Embrapa para ampliar o uso da inteligência artificial em uma agricultura sustentável, regenerativa, de baixo carbono e baseada em modelos preditivos.

Premiação

A programação de encerramento também contou com a entrega do Prêmio da ISPA: O futuro da Agricultura de Precisão e Digital para uma agricultura mais sustentável e rentável ao pesquisador Erik Lund, da Veris Technologies Inc. Após receber a honraria, o pesquisador apresentou seu trabalho aos participantes do congresso.

Foto: Retratte Fotografia/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 129 Visualizações
Projetos especiais

Setor do tabaco lança ação para conservação do solo no sul

Por Jonathan da Silva 14/04/2025
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) lançou, em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Projeto Solo Protegido, com o objetivo de ampliar as ações de conservação do solo nas propriedades produtoras de tabaco da região sul do Brasil. A iniciativa é anunciada às vésperas data em que se celebra o Dia Nacional da Conservação do Solo, em 15 de abril.

O projeto prevê a seleção e diagnóstico de propriedades representativas do setor para a elaboração de planos de intervenção baseados em Boas Práticas Agrícolas (BPAs). Também será realizado o monitoramento de indicadores-chave relacionados à proteção, conservação e recuperação do solo. A proposta é incluir medidas como a avaliação de carbono e o uso de mix de cobertura vegetal nas lavouras participantes.

Segundo a engenheira agrônoma e assessora técnica do SindiTabaco, Fernanda Viana Bender, “o bom uso do solo significa melhor aproveitamento dos nutrientes. Quanto mais conservado e protegido estiver o solo, maior a chance de a cultura alcançar o seu potencial produtivo e, consequentemente, gerar bons resultados financeiros. Por isso, proteger e conservar o solo deve ser visto como investimento pelo produtor”.

Adoção crescente de práticas conservacionistas

De acordo com levantamento realizado pelo SindiTabaco entre empresas associadas, 74% dos produtores de tabaco já utilizam práticas conservacionistas. Entre as técnicas aplicadas estão a correção do pH do solo com calcário, a descompactação do solo quando necessária e o preparo dos camalhões sobre a palhada de plantas de cobertura, como aveia e centeio. Essa cobertura protege contra a erosão hídrica, evitando a perda da camada superficial do solo.

Portfólio ambiental do setor

O Projeto Solo Protegido passa a integrar o portfólio de ações ambientais do setor, que já conta com mais de 60 iniciativas conduzidas pelas empresas associadas ao SindiTabaco. Essas ações têm como foco a preservação ambiental e a sustentabilidade da produção nas propriedades rurais integradas ao cultivo de tabaco.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/04/2025 0 Comentários 459 Visualizações
Projetos especiais

SindiTabaco e Embrapa lançam Projeto Solo Protegido na Expoagro Afubra

Por Jonathan da Silva 24/03/2025
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Embrapa Clima Temperado lançam nesta terça-feira, 25 de março, durante a Expoagro Afubra, o Projeto Solo Protegido. A iniciativa, que terá duração de 60 meses, tem entre seus objetivos a avaliação dos estoques de carbono em unidades produtoras de tabaco no sul do Brasil. A assinatura do termo de cooperação ocorrerá no auditório 2, às 13h30min, com a presença de autoridades e representantes do setor.

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, destacou que o projeto permitirá um diagnóstico das propriedades e a promoção da qualidade do solo. “Os produtores de tabaco, em sua grande maioria, já adotam práticas conservacionistas. Mas teremos pela frente cinco anos de aprendizados conjuntos e que certamente trarão bons resultados no futuro”, afirmou Thesing.

Especialistas da Embrapa realizarão coletas de amostras para avaliar a qualidade física, química e biológica do solo em 33 propriedades de 11 microrregiões produtoras de tabaco. A iniciativa será desenvolvida em quatro etapas: diagnóstico da qualidade do solo, recomendação dos planos de intervenção, intervenção e monitoramento.

Capacitação e banco de dados

O coordenador do projeto, Adilson Bamberg, ressaltou a importância da iniciativa para o setor. “Nada na área de solo se constrói de um dia para o outro. É um imenso desafio, mas encaramos com bons olhos. Trata-se de um setor que já vem atuando no sentido de melhorar e que merece a atenção da Embrapa”, salientou Bamberg.

O projeto prevê capacitações para produtores e orientadores, com demonstrações em propriedades de referência durante dias de campo. Também será criado um banco de dados sobre atributos químicos, físicos e biológicos do solo, a partir das informações coletadas pelas empresas associadas, para auxiliar na tomada de decisões sobre correções do solo.

Foto: Inor Assmann/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/03/2025 0 Comentários 521 Visualizações

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