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Eduardo Leite

Variedades

Governo entra com ação contra a União no STF para impedir cobrança em duplicidade pela Receita Federal

Por Gabrielle Pacheco 03/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O governo do Estado ingressou com uma ação com pedido de liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir cobrança em duplicidade para Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Para reforçar a urgência do pedido, o governador Eduardo Leite, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, se reuniram, por videoconferência, nesta terça-feira, 2, com o ministro Gilmar Mendes.

A Ação Cível Originária (ACO) nº 3404 foi protocolada pela PGE na noite da segunda-feira, 1º, e distribuída por sorteio a Mendes nesta terça.

“Além da cobrança indevida e que acarretaria prejuízos financeiros ao Estado, tememos uma série de consequências que a União pode nos impor, incluindo o corte de repasses. Isso seria extremamente prejudicial ao Estado especialmente agora, em meio ao combate ao coronavírus, e da grave crise fiscal que foi agravada pela pandemia”, destacou Leite na reunião com o ministro.

De acordo com o entendimento do governo, o Estado já repassa o valor destinado ao pagamento dos benefícios previdenciários dos servidores (cobertura de insuficiências financeiras e cota patronal das contribuições previdenciárias) pelo Instituto de Previdência do Estado (IPERGS). Portanto, a cobrança também via administração direta do Tesouro Estadual seria indevida, porque seria uma cobrança em duplicidade, já que o IPE é uma autarquia do Executivo.

A tributação exigida do Estado pela Receita Federal envolve R$ 820 milhões de pagamento do Pasep dos últimos cinco anos, mais 75% de multa sobre esse valor – o que somaria em torno de R$ 1,4 bilhão.

Além de ter de quitar esses valores, caso seja efetivada a determinação da Receita Federal, o Rio Grande do Sul teria de passar a pagar essa contribuição previdenciária de forma duplicada (via IPE e Tesouro) e perderia os parcelamentos em vigor, de R$ 350 milhões, e as chamadas transferências voluntárias da União, que são os recursos financeiros repassados pela União aos Estados e municípios em decorrência da celebração de convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos.

“Nós consideramos que temos elementos sólidos para anular a conclusão da Receita Federal, mas pedimos que, enquanto houver esse debate jurídico, que a liminar seja deferida para que não tenhamos de pagar os valores agora e evitemos as sanções, que são muito graves”, reforçou Costa ao ministro.

Gilmar Mendes afirmou que o processo chegou nesta terça-feira, 2, ao seu gabinete e que “passará a examiná-lo” imediatamente.

“Agradeço que prontamente tenha atendido à nossa demanda nessa audiência virtualmente para que pudéssemos externar a nossa preocupação, nossa angústia”, concluiu o governador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/06/2020 0 Comentários 696 Visualizações
Variedades

Cartilha esclarece efeitos do Benefício Especial e da reestruturação de fundos civis

Por Gabrielle Pacheco 03/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Para auxiliar no entendimento de todos os pontos previstos no projeto que o governo está apresentando – sobre a opção de migração do Regime Próprio para o de Previdência Complementar (RPC) com o Benefício Especial – estão sendo desenvolvidas ferramentas que devem apresentar com mais transparência o tema.

Ao apresentar as linhas gerais do projeto na segunda-feira, 1°, a deputados, representantes de servidores e chefes de Poderes, o governador Eduardo Leite destacou o diálogo e a transparência do processo antes do envio do Projeto de Lei Complementar à Assembleia Legislativa, que deve ocorrer nos próximos dias.

“O objetivo da medida é incentivar a migração dos servidores civis, que assim o desejarem, para o Regime de Previdência Complementar (RPC). Com isso, realizando mudanças profundas envolvendo todos os Poderes, buscamos o equilíbrio da gestão financeira do Estado”, disse Leite durante apresentação à imprensa, também na segunda-feira.

Para auxiliar os cerca de 21 mil servidores públicos que cumprem os requisitos para optar pela Previdência Complementar com Benefício Especial, foi elaborada uma cartilha com as premissas, prazos e etapas em análise para essa nova fase da Reforma RS.

Benefício Especial e Reestruturação de Fundos Civis

O Benefício Especial é voltado a civis de todos os Poderes, entrantes no serviço público antes de agosto de 2016, que recebam remuneração acima de R$ 6.101,06 e que estejam na ativa.

Para esse grupo de servidores a migração é uma alternativa para que possam decidir qual regime previdenciário é mais vantajoso, conforme sua remuneração, tempo de contribuição e perfil de planejamento financeiro, pois a Previdência Complementar conta com aportes do servidor e patronais, gerando uma reserva individual e capitalizada no nome do servidor.

Caso o servidor opte pela adesão, há redução imediata do desconto da sua contribuição previdenciária, sua aposentadoria estará limitada ao teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e terá a compensação de descontos feitos a maior no passado sob a forma de Benefício Especial.

Para financiar essa migração, o PLC também prevê a reestruturação fundos de previdência civis, tendo em vista que a migração reduz a arrecadação da contribuição previdenciária atual. Para mitigar o alto custo financeiro de transição, está sendo proposta a reestruturação dos fundos de previdência, com transferência de cerca de 17 mil servidores civis com data de ingresso entre 18/7/2011 e 18/8/2016 do Fundoprev/Civil para o Fundo Financeiro, com correspondente transferência proporcional do Patrimônio Líquido.

Essa transferência não terá qualquer alteração na forma de cálculo de benefícios, aposentadorias ou pensões, nem nas contribuições previdenciárias desses servidores, inexistindo qualquer impacto nos rendimentos brutos e líquidos, seja enquanto ativos ou após sua aposentadoria.

O projeto do governo atende a um compromisso das mesas de diálogo com servidores de 2019, quando foi aprovada a primeira etapa da Reforma da Previdência, e tem o objetivo de incentivar a migração dos servidores com o Benefício Especial, uma possibilidade semelhante à que já existe na União desde 2013.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/06/2020 0 Comentários 506 Visualizações
Variedades

Leite apresenta estratégias de combate à Covid-19 em webinar internacional

Por Gabrielle Pacheco 02/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em iniciativa pioneira da Associação Médica Brasileira (AMB), o 1° Webinar Internacional Sobre a Covid-19, com foco na experiência de Brasil e Uruguai, contou com a participação de lideranças dos dois países, entre eles, o governador Eduardo Leite.

Em sua participação, Leite abordou a experiência e as estratégias de combate à doença no Rio Grande do Sul, que tem mais de mil quilômetros de fronteira com o país vizinho.

“Felizmente, temos uma experiência mais confortável em relação a outros Estados, com uma das menores taxas de casos e óbitos proporcionalmente à população. Desenvolvemos aqui um modelo chamado de Distanciamento Controlado, uma estratégia mista, que busca equilibrar a prioridade à vida com a retomada econômica. É um modelo que nos ajuda a tomar decisões a partir de números e agirmos na proporção, no local e no momento necessário”, apresentou o governador.

Leite aproveitou a participação de representantes de entidades médicas no seminário para agradecer pelo conhecimento e colaboração disponibilizados para a construção do Distanciamento Controlado e o enfrentamento ao coronavírus no Estado.

O governador também falou sobre a cooperação, entre as equipes de saúde gaúchas e uruguaias, na elaboração conjunta de protocolos a serem adotados nos municípios da fronteira: Santana do Livramento e Rivera; Chuí e Chuy; Aceguá e Aceguá; Quaraí e Artigas; Barra do Quaraí e Bella Unión; e Jaguarão e Rio Branco.

“Temos uma relação próxima e antiga com os vizinhos uruguaios e este trabalho de cooperação é muito importante para contermos o vírus e somarmos as forças para combatê-lo”, ressaltou Leite.

Como representante do governo do Uruguai no webinar, o ministro da Saúde, Daniel Salinas, parabenizou o governo pelo trabalho realizado no RS e falou sobre como seu país vem atuando.

O Uruguai se destaca pelo sucesso no combate ao coronavírus. Foi apontado como um dos 49 países que estão vencendo a pandemia, segundo ranking disponível no site EndCoronavirus.org, elaborado e mantido pelo New England Complex Systems Institute e seus colaboradores.

“Não é porque parece tudo bem que podemos relaxar. Precisamos persistir nas ações e considerar as cidades binacionais como uma unidade sanitária é muito importante. Toda a cooperação deve estar a serviço das nossas populações que, afinal, são uma só, os humanos, os hermanos”, afirmou Salinas.

Em seguida, Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde brasileiro, falou sobre as estratégias adotadas no país para conter a pandemia. Por fim, os participantes responderam a questões de profissionais da saúde inscritos no evento e discutiram questões envolve as ações binacionais.

O webinar “Covid-19: Lições Aprendidas” é uma parceria da AMB com a Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e o Ministério da Saúde Pública do Uruguai.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2020 0 Comentários 665 Visualizações
Variedades

Leite empossa novos secretários

Por Gabrielle Pacheco 02/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Anunciada na sexta-feira, 29, a primeira reforma administrativa no secretariado foi efetivada nesta segunda-feira, 1°, com a posse de dois novos secretários: Rodrigo Lorenzoni (Desenvolvimento Econômico e Turismo) e Mauro Luciano Hauschild (Justiça, Cidadania e Direitos Humanos).

A terceira mudança envolve a integração da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE), que ficará a cargo do já titular da SGGE, Claudio Gastal. O ato simbólico de posse foi conduzido pelo governador Eduardo Leite no gabinete das duas pastas, que ficam no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), na capital.

“Fiz questão de vir pessoalmente, no gabinete que cada um de vocês vai assumir, para marcar o início de trabalho e dar as boas-vindas”, afirmou Leite.

Procurador federal e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild assumiu oficialmente a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) no lugar de Catarina Paladini, que estava em agenda externa e não pode estar presente.

“É uma secretaria muito importante e, infelizmente, se tornará ainda mais relevante por conta da crise agravada pela pandemia de coronavírus. Com certeza, teu conhecimento e tua experiência serão fundamentais”, disse o governador.

Leite também ressaltou a contribuição dada por Paladini na condução da pasta nos primeiros 17 meses de gestão, à frente das fundações de Proteção Especial (FPE), Acessibilidade e Inclusão (Faders) e de Atendimento Sócio Educativo (Fase), além do trabalho com públicos vulneráveis. O ex-secretário deixou o cargo para se dedicar às eleições de 2020.

“Sei que os desafios são imensos, mas nosso esforço também será, principalmente o voltado às políticas públicas aos mais vulneráveis. Mesmo com poucos recursos, vamos buscar otimizá-los para entregar bons resultados para a população”, afirmou Hauschild.

Na sequência, o governador foi até a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), que será exercida por Rodrigo Lorenzoni, no lugar de Rubens Bender, que a ocupava interinamente. O novo secretário assume com o compromisso de intensificar o planejamento das estratégias de promoção de desenvolvimento no Estado e também terá a tarefa de preparar a separação das áreas de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Depois da separação, cuja data de finalização não está definida, Lorenzoni – que já foi secretário de Articulação e Apoio aos Municípios no início da atual gestão e, como deputado, colaborou na aprovação da Reforma RS na Assembleia Legislativa – comandará a pasta do Turismo.

“Costumo dizer que nunca deixei o governo, apenas troquei de sala, porque sempre trabalhei em prol dos projetos do governo. Assumo, agora, com esse desafio inicial de desmembramento, ao lado do secretário Bender, para em seguida focarmos nas medidas de desenvolvimento econômico e turismo do nosso RS”, ressaltou Lorenzoni.

O governador agradeceu pelo trabalho desenvolvido por Bender e disse que a divisão das pastas é justamente para que as ações possam ser mais direcionadas e efetivas, já que o setor será fundamental no período da retomada econômica pós-pandemia.

Rodrigo Lorenzoni

É médico-veterinário e concorreu ao cargo de deputado estadual pelo Democratas na eleição de 2018, ficando como primeiro suplente da coligação DEM-PSL. É pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com extensão na School of Business Administration da Universidade de Miami (EUA). Foi diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da Metroplan e presidiu o Conselho Regional de Medicina Veterinária. Foi secretário de Articulação e Apoio aos Municípios do governo do Estado entre janeiro e março de 2019 e exerceu o mandato de deputado estadual até fevereiro de 2020.

Mauro Luciano Hauschild

Formado em Direito e Matemática, é mestre em Gestão de Sistemas de Seguridade Social (2014). É procurador federal licenciado (Advocacia-Geral da União). Foi ministro interino da Previdência Social (2012) e presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre 2011 e 2012. Tem experiência na administração pública federal, tendo atuado como advogado-geral adjunto da União (2009) e chefe de gabinete de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2009 e 2011.

Mais mudanças

No comando da SGGE, Claudio Gastal está acumulando, desde esta segunda-feira, 1°, também a Seplag. Leany Lemos deixou o comando da pasta para ocupar uma das diretorias do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Como o Rio Grande do Sul será o próximo Estado a exercer a presidência rotativa da instituição, Leany será presidente e irá se tornar a primeira mulher à frente do banco.

Gastal já vinha liderando ações de gestão para o enfrentamento da pandemia, além de coordenar o processo de Monitoramento Estratégico, o movimento de governo digital do Executivo, e o Descomplica RS, projeto de desburocratização e estímulo ao empreendedorismo no Estado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2020 0 Comentários 491 Visualizações
Variedades

Cerca de 21 mil servidores civis poderão migrar para a Previdência Complementar com Benefício Especial

Por Gabrielle Pacheco 02/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Para consolidar a implementação de todas as etapas da reforma da Previdência no Rio Grande do Sul e atender a um compromisso das mesas de diálogo com servidores, o governo do Estado está construindo um projeto de lei complementar instituindo um Benefício Especial.

Discutida com deputados estaduais, representantes da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública e chefes de Poderes durante esta segunda-feira, 1°, a proposta assegura ao servidor que optar por migrar do Regime Próprio para o Regime de Previdência Complementar o ressarcimento da contribuição previdenciária feita acima do teto do INSS.

“A implantação do Benefício Especial é uma continuidade da Reforma RS, a maior reforma estrutural feita no Brasil, e atende a um compromisso que firmamos com os servidores. O objetivo da medida é incentivar a migração dos servidores civis, que assim o desejarem, para o Regime de Previdência Complementar (RPC). Com isso, realizando mudanças profundas envolvendo todos os Poderes, buscamos o equilíbrio da gestão financeira do Estado”, disse o governador Eduardo Leite durante apresentação à imprensa, também nesta segunda-feira (1°/6).

A modalidade oferecida não engloba militares (ativos ou inativos) por não existir regime de previdência complementar aplicável a tais servidores. Quanto aos civis, não altera nada para os servidores já inativos, para aqueles que entraram no serviço público a partir de agosto de 2016 (pois já estão sujeitos ao teto do Regime Geral de Previdência Social – RGPS), nem para os servidores com remuneração atual abaixo do teto do RGPS.

Dessa forma, o Benefício Especial é voltado aos civis de todos os Poderes, entrantes antes de agosto de 2016, que recebam remuneração acima de R$ 6.101,06 e que estejam na ativa. Projeções da Secretaria da Fazenda indicam um público-alvo de cerca de 21 mil servidores.

A migração para o novo regime reduz os valores a serem futuramente pagos em aposentadorias e pensões pelos fundos previdenciários (Financeiro e de Capitalização), e é benéfica para o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema em longo prazo.

Porém, no curto prazo, esse efeito positivo não é observado, já que, em relação ao grupo de servidores que migrarem, há redução imediata de arrecadação da contribuição previdenciária, bem como da respectiva cota patronal, que passam a incidir somente sobre o teto do RGPS. Para mitigar esse impacto imediato, o Executivo também está propondo a reestruturação dos fundos de previdência dos servidores civis.

“A reestruturação permite que se evite esse impacto financeiro alto em curto prazo, sendo especialmente relevante neste momento em que estamos sendo impactados pelos efeitos da pandemia de coronavírus”, afirmou o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso.

Leite ressaltou que a proposta apresentada ainda é preliminar e que o governo está aberto a receber sugestões de parlamentares, de representante de entidades e demais Poderes.

“Queremos construir juntos a melhor solução, pensando sempre em promover mudanças para o futuro. Esse é nosso compromisso. Queremos deixar um legado”, afirmou o governador.

Lei Complementar aprovada em dezembro prevê Benefício Especial

Em dezembro de 2019, com a aprovação de Lei Complementar da Reforma da Previdência Civil no Rio Grande do Sul, ficou prevista a apresentação, pelo Executivo, de projeto de lei dispondo sobre a instituição de Benefício Especial para incentivar a migração ao Regime de Previdência Complementar, criado em lei estadual em 2015.

A inclusão desse item na lei foi um compromisso do governo com entidades representativas de servidores, agregando à reforma do Estado uma possibilidade que já existe na União, cujo regime de Previdência Complementar é de 2013 e conta com Benefício Especial para os que desejam migrar.

Para esse grupo de servidores que ganham acima de R$ 6.101,06, a migração é uma alternativa para que possam decidir qual regime previdenciário é mais vantajoso, conforme sua remuneração, tempo de contribuição e perfil de planejamento financeiro, tendo em vista que a Previdência Complementar conta com aportes do servidor e aportes patronais, gerando uma reserva individual e capitalizada no nome do servidor, aumentando, ainda, o conjunto de servidores que poderá valer-se do Plano gerido pela RS-Prev para complementar a aposentadoria.

Para os servidores vinculados ao Regime de Previdência Complementar, as novas alíquotas progressivas do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) incidirão sobre cada faixa de remuneração até o valor do teto do RGPS (hoje de R$ 6.101,06), sendo que a alíquota máxima que incide até esse valor é de 14% (alíquota máxima efetiva de 11,69%). Esse mesmo teto se aplica aos benefícios futuros de aposentadoria e pensão, que continuarão sendo pagos pelo fundo de previdência ao qual o servidor esteja vinculado (Fundo Financeiro ou Fundoprev/Civil).

No RPPS vigente, para quem não está vinculado ao Regime de Previdência Complementar, as alíquotas de contribuição ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) vão até 22% sobre o total do salário de contribuição (alíquota máxima efetiva de 16,78%). O servidor se aposenta com integralidade ou média dos salários de contribuição, dependendo da data que ingressou no serviço público (data de corte em dezembro de 2003).

Assim, quem está no regime de integralidade ou de média e optar pela Previdência Complementar passará a receber, quando de sua aposentadoria, o teto do INSS e, por meio do Benefício Especial, terá a garantia de uma compensação, no futuro, por suas contribuições no regime anterior.

Ou seja, no modelo proposto no RS, todas as contribuições feitas a mais até a data da migração, que excedem o teto do RGPS, serão corrigidas e revertidas em favor do servidor, quando da aposentadoria.

Quanto ao cômputo do Benefício Especial, o grupo de trabalho constituído especificamente para esse tema, com técnicos da Secretaria da Fazenda, Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e IPE Prev, propôs que o Benefício Especial a que o servidor terá direito é correspondente ao somatório de todos os excessos de contribuição previdenciária ocorridos desde março/2006 ou da data do seu ingresso no serviço público estadual, se posterior àquela, até a data da migração para o RPC/RS pelo servidor, corrigidos pelo IPCA. A partir daí, esse montante apurado (Benefício Especial) será reajustado pelo índice adotado para os benefícios do RGPS e assim, sucessivamente, ano a ano até a cessação do pagamento.

Em síntese, caso o servidor opte pela adesão ao RPC, há três efeitos

O primeiro é a redução imediata do desconto da contribuição previdenciária, que resultará em aumento de sua renda líquida mensal em seus contracheques. O segundo é o recebimento de compensação sob a forma de Benefício Especial a partir da aposentadoria. Por fim, há a alteração do pagamento previsto de sua aposentadoria passando a estar limitado ao teto do RGPS.

O servidor optante passa a ter também a possibilidade de complementar sua aposentadoria contribuindo à parte para a RS-Prev (na qual tem a vantagem de ter também a contribuição do Estado, limitada a 7,5%) ou qualquer plano privado, sob sua escolha (neste caso, sem a contrapartida do Estado).

A possibilidade de adesão ao Regime de Previdência Complementar, que está válida até 19 de agosto de 2020, será estendida por mais três anos a partir da lei que instituir o pagamento do Benefício Especial.

Reestruturação de fundos de previdência civis ajuda a viabilizar Benefício Especial

Em cenários estimados pelo grupo de trabalho técnico, que combinam diferentes níveis de migração variando de 10% a 100% dos servidores do público-alvo, o aumento dos gastos líquidos poderia ir de R$ 205 milhões a R$ 728 milhões a valor presente, no acumulado dos seis primeiros anos, valores extremamente elevados dada a situação fiscal, especialmente com a pandemia.

Adicionalmente, como a criação da Previdência Complementar (2016) foi posterior à criação do fundo de capitalização Fundoprev/Civil (2011), este fundo tem um grupo de servidores com regimes de benefícios heterogêneos, por incluir tanto aqueles cuja aposentadoria se dá pela média de salários de contribuição, sem vinculação com o teto do RGPS (entrantes entre 2011 e 2016), como outro grupo cuja aposentadoria já está limitada ao teto do RGPS (entrantes após agosto de 2016).

Dessa forma, tanto para mitigar o alto custo financeiro de transição com a oferta incentivada de migração com a previsão do Benefício Especial ao longo dos próximos anos, como para alinhar a data de corte do Fundoprev Civil com a data da opção obrigatória pela previdência complementar (agosto de 2016), está sendo proposta a reestruturação dos fundos de previdência dos servidores civis. Pela proposta, haverá transferência dos servidores civis com data de ingresso entre 18/7/2011 e 18/8/2016 do Fundoprev/Civil para o Fundo Financeiro, com correspondente transferência proporcional do Patrimônio Líquido.

As novas contribuições previdenciárias desses servidores (estimadas em R$ 134 milhões anuais), bem como as patronais, incluindo as acumuladas desde 2011 (estimadas em cerca de R$ 1,8 bilhão no fechamento de dezembro de 2019), passariam a compor ativos do Fundo Financeiro para pagamento das despesas previdenciárias de sua massa geral de servidores, devendo-se ressaltar que não irão para o Tesouro e nem serão depositadas no caixa único do Estado. Esses recursos permanecem vinculados ao pagamento de aposentadorias e pensões.

Com a mudança, ficam mantidos o regime e os fundos de capitalização tanto para os militares que ingressaram a partir de 18/7/2011 (vinculados ao Fundoprev/Militar) como para os civis que ingressaram após 18/8/2016 (Fundoprev/Civil). Importante destacar que as mudanças não afetam nenhuma regra do Plano RS Futuro, plano de benefícios da RS-Prev, fundação privada com a finalidade de administrar e executar planos de benefícios de caráter previdenciário complementar.

Pela proposta, serão realocados do Fundoprev/Civil para o Fundo Financeiro 17 mil vínculos, sendo 14 mil do Poder Executivo e cerca de 3 mil de outros Poderes e órgãos autônomos. Essa transferência do Fundoprev/Civil para o Fundo Financeiro não causará qualquer alteração na forma de cálculo de seus benefícios, aposentadorias ou pensões, nem nas suas contribuições previdenciárias presentes ou futuras, inexistindo qualquer impacto nos rendimentos brutos e líquidos desses servidores, seja enquanto ativos ou após sua aposentadoria.

Efeito combinado da proposta dependerá da migração

A proposta combinada da oferta de migração para o Regime de Previdência Complementar com o Benefício Especial e uma reestruturação dos fundos de previdência civil resultará em um maior equilíbrio financeiro e atuarial, em diferentes cenários de adesão, com impactos positivos a valor presente ao longo de 60 anos estimados entre R$ 16 bilhões e R$ 38 bilhões.

É mantido como está o fundo de capitalização tanto para civis entrantes após agosto de 2016 (mesma data de corte da previdência complementar obrigatória) como para militares (entrantes após 2011).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2020 0 Comentários 458 Visualizações
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Governador discute com União Gaúcha proposta de migração para Previdência Complementar com Benefício Especial

Por Gabrielle Pacheco 01/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Depois de se reunir com deputados estaduais da base aliada, o governador Eduardo Leite discutiu, com representantes da União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública, a proposta de incentivo à migração para a Previdência Complementar com um Benefício Especial e a reestruturação de fundos civis. A conversa ocorreu via videoconferência na manhã desta segunda-feira, 1º.

Antes de detalhar a proposta do Executivo, que busca incentivar servidores civis que estão em outro regime previdenciário a migrarem para o Regime de Previdência Complementar (RPC), o governador e o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, apresentaram um panorama das finanças gaúchas. Foram mencionadas ações feitas desde o início de 2019 na busca pelo reequilíbrio fiscal do Estado, cuja situação vinha melhorando e foi impactada pela crise provocada pela pandemia de coronavírus.

“Quando tivemos reuniões e conversamos sobre a reforma da Previdência, no ano passado, estabelecemos o compromisso de encaminhar a proposta em até 180 dias. É uma continuidade da reforma, um atendimento ao compromisso e uma evolução da reforma complementar de 2015”, explicou o governador.

De acordo com a Lei 15.429, de 2019 (reforma da Previdência), o prazo de 180 dias para que o Executivo apresente um projeto de lei complementar sobre a criação de um Benefício Especial se encerra neste mês de junho.

A proposta apresentada pelo governo é voltada aos servidores civis ativos de todos os Poderes, que ingressaram antes de agosto de 2016 e que recebem remuneração acima do teto do INSS, atualmente de R$ 6.101,06. Quem optar pela Previdência Complementar passará a receber, quando da aposentadoria, o teto do INSS e, por meio do Benefício Especial, terá a garantia de uma compensação, no futuro, por suas contribuições no regime anterior.

Como a migração para o novo regime reduz os valores a serem futuramente pagos em aposentadorias e pensões pelos fundos previdenciários (Financeiro e de Capitalização), é benéfica para o equilíbrio financeiro e atuarial do sistema em longo prazo. Porém, no curto prazo, esse efeito positivo não é observado, já que, em relação ao grupo de servidores que migrarem, há redução imediata de arrecadação da contribuição previdenciária, bem como da respectiva cota patronal, que passam a incidir somente sobre o teto do RGPS.

Para mitigar esse impacto imediato, o Executivo também está propondo a reestruturação dos fundos de previdência dos servidores civis. “O Benefício Especial é uma continuidade da reforma e é vantajoso a longo prazo, mas traz gastos fiscais nos primeiros anos, motivo pelo qual apresentarmos a reestruturação dos fundos”, detalhou Leite. Em 21 de março, a proposta de Benefício Especial também foi apresentada ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

A União Gaúcha em Defesa da Previdência Social e Pública representa mais de 25 entidades. Por parte da União Gaúcha, participaram o presidente, desembargador Cláudio Martinewsk, e o secretário-geral Filipe Leiria, além do presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), Orlando Faccini Neto.

Por parte do Executivo, também participaram o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, os secretários da Casa Civil, Otomar Vivian, e de Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e o presidente do IPE Prev, José Guilherme Kliemann.

Mais detalhes

Às 16h desta segunda-feira, 1°, o governador vai conversar com a imprensa, por videoconferência, para detalhar a proposta.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2020 0 Comentários 517 Visualizações
Variedades

Governo do Estado anuncia mudanças no secretariado

Por Gabrielle Pacheco 01/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Governo do Estado anunciou na última sexta-feira, 29, a primeira reforma administrativa no secretariado desde o início da gestão de Eduardo Leite. A mudança envolve três secretarias.

A secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, Leany Lemos, deixa o comando da pasta e será indicada para ocupar uma das diretorias do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Como o Rio Grande do Sul será o próximo Estado a exercer a presidência rotativa da instituição, Leany será presidente e irá se tornar a primeira mulher à frente do banco.

Uma das idealizadoras do modelo de Distanciamento Controlado adotado pelo Rio Grande Sul para enfrentar a pandemia da Covid-19, Leany seguirá na coordenação do Comitê de Dados e participando do Gabinete de Crise que gerencia as ações contra a doença, ocupando um cargo de assessoria do Gabinete do Governador até a aprovação do seu nome para a diretoria do banco.

O governador Eduardo Leite salientou a importância estratégica que o BRDE terá nas políticas de reestruturação econômica pós-Covid e lembrou o papel fundamental desempenhado por Leany na condução da reforma administrativa e previdenciária do Estado e nas ações de enfrentamento da pandemia até aqui.

A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) e a Secretaria de Governança e Gestão Estratégica (SGGE) serão integradas. A nova pasta terá a condução de Claudio Gastal, atual secretário da SGGE. No comando da SGGE, Gastal já vinha liderando ações de gestão para o enfrentamento da pandemia, além de coordenar o processo de Monitoramento Estratégico, o movimento de governo digital do Executivo e o Descomplica RS, projeto de desburocratização e estímulo ao empreendedorismo no Estado.

A segunda mudança ocorre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, que será exercida por Rodrigo Lorenzoni, no lugar de Rubens Bender, que a ocupava interinamente. O novo secretário assume com o compromisso de intensificar o planejamento das estratégias de promoção de desenvolvimento no Estado e também terá a tarefa de preparar a separação das áreas de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Depois da separação, cuja data de finalização não está definida, Lorenzoni – que já foi secretário de Articulação e Apoio aos Municípios no início da atual gestão e, como deputado, colaborou na aprovação da Reforma RS na Assembleia Legislativa – comandará a pasta do Turismo.

Conforme o governador Eduardo Leite, o setor também será fundamental no período da retomada econômica, e o novo secretário terá a missão de apoiar a valorização do Rio Grande do Sul como um destino turístico seguro.

A terceira mudança envolve a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Catarina Paladini deixa o cargo a seu pedido. Ele vai se dedicar às eleições de 2020. Quem assume a pasta é Mauro Luciano Hauschild, procurador federal e ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O governador ressaltou a contribuição dada por Paladini na condução da pasta nos primeiros 17 meses de gestão. “Agradeço o olhar sensível e o empenho no desenvolvimento de todas as políticas da pasta”, disse Leite, ao se referir a Paladini.

Rodrigo Lorenzoni (Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo)

É médico-veterinário e concorreu ao cargo de deputado estadual pelo Democratas na eleição de 2018, ficando como primeiro suplente da coligação DEM-PSL. É pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com extensão na School of Business Administration da Universidade de Miami (EUA). Foi diretor de Incentivo ao Desenvolvimento da Metroplan e presidiu o Conselho Regional de Medicina Veterinária. Foi secretário de Articulação e Apoio aos Municípios do Governo do Estado entre janeiro e março de 2019 e exerceu o mandato de deputado estadual até fevereiro de 2020.

Mauro Luciano Hauschild (Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos)

Formado em Direito e Matemática, é mestre em Gestão de Sistemas de Seguridade Social (2014). É procurador federal licenciado (Advocacia-Geral da União). Foi ministro interino da Previdência Social (2012) e presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre 2011 e 2012. Tem experiência na administração pública federal, tendo atuado como advogado-geral adjunto da União (2009) e chefe de gabinete de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2009 e 2011.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2020 0 Comentários 495 Visualizações
Variedades

RS aguarda liberação de auxílio financeiro federal

Por Gabrielle Pacheco 29/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

O Rio Grande do Sul aguarda para os próximos dez dias a liberação da primeira de quatro parcelas, no valor de R$ 487 milhões cada, do auxílio emergencial para compensar as perdas de arrecadação devido à Covid-19, anunciou o governador Eduardo Leite durante a transmissão pelas redes sociais desta quinta-feira, 28.

Depois de passar duas vezes pela Câmara e outras duas pelo Senado, o projeto que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (Lei Complementar 173/2020) foi sancionado na noite de quarta-feira, 27, pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Essa demora no repasse gera um desencaixe ainda maior no nosso fluxo de caixa. Quando recebermos a primeira parcela, de quase R$ 500 milhões desta ajuda, já teremos perdido mais de R$ 1,2 bilhão do que ficaria no caixa do Estado”, avaliou Leite.

Esse “desencaixe de fluxo” compromete o pagamento de compromissos do governo, entre eles a folha do funcionalismo público. A opção do Estado tem sido priorizar os compromissos na área da saúde, especialmente devido à pandemia, mas sem deixar os demais de lado.

Nesse sentido, durante a transmissão ao vivo, o governador anunciou que, devido a uma revisão no fluxo de caixa do Tesouro, será possível quitar mais uma parcela dos salários dos servidores na sexta-feira, 29.

“O auxílio federal não é suficiente diante das perdas que já tivemos e das que teremos, mas não deixaremos de fazer todo o esforço pra atender aos compromissos do Estado”, frisou Leite.

O secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, ressaltou que, além das perdas brutas de R$ 689 milhões em abril e de encerrar maio com queda na arrecadação de R$ 880 milhões, incluindo as parcelas pertencentes aos municípios, a projeção é de que em junho haja mais retração, estimada entre R$ 700 milhões e R$ 750 milhões.

“As perdas de arrecadação são muito expressivas e não afetam só a nós, o Estado, mas a todas as prefeituras, o que prejudica a gestão em todos os níveis. Por isso, quanto mais rápido o recurso chegar, melhor será para todos nós”, reforçou Cardoso.

Recursos

O governo estadual receberá R$ 1,95 bilhão divididos em quatro parcelas mensais de recursos livres e outros R$ 260 milhões, também em quatro parcelas, para uso específico em saúde e assistência social. Tais montantes serão exclusivos para o Tesouro Estadual, uma vez que as prefeituras também receberão diretamente auxílio federal, repartidos conforme a população.

Além do auxílio financeiro, o projeto suspende o pagamento da dívida com a União até dezembro deste ano, medida que não beneficia o Rio Grande do Sul, que em 2017 obteve uma decisão judicial para interromper o desembolso de recursos para esse fim. O Estado também poderá buscar renegociação de dívidas com o sistema financeiro, suspendendo o pagamento das prestações em 2020. Dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal representam cerca de R$ 14 milhões por mês.

O projeto estabelece, ainda, alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em situações de calamidade pública e restrições para aumentos nas despesas de pessoal até o fim de 2021.

O presidente sancionou o projeto com quatro vetos: exceções que tinham sido inseridas pelo Congresso para aumentos salariais do funcionalismo até o fim de 2021, possibilidade de suspensão unilateral do pagamento de dívidas com bancos e organismos internacionais garantidas pela União, extensão de prazos de validade de concursos públicos e prazos de refinanciamento de contribuições previdenciárias de municípios.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/05/2020 0 Comentários 515 Visualizações
Variedades

Tesouro paga amanhã mais R$ 1.800 de abril e aguarda recursos federais para definir datas de maio

Por Gabrielle Pacheco 28/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Secretaria da Fazenda confirmou, nesta quinta-feira, 28, o pagamento de nova parcela no valor de R$ 1.800 referente ao salário de abril do Poder Executivo. O depósito estará disponível nas contas nesta sexta-feira, 29, para os servidores que recebem acima de R$ 2,2 mil líquidos. Dessa forma, o Tesouro do Estado quita a folha de abril para quem recebe líquido até R$ 4 mil, o que representa 73,4% dos vínculos.

O pagamento foi possível devido à revisão no fluxo de caixa, que é feita diariamente, bem como a uma menor queda da arrecadação dos tributos próprios na segunda quinzena em relação à primeira, estimando-se, assim, fechar o mês com queda de 27%, um pouco abaixo da previsão inicial de 30%.

A quitação total da folha de abril segue prevista para o dia 12 de junho, mas será antecipada caso a primeira parcela de R$ 486,3 milhões do auxílio financeiro (Lei Complementar 173/2020) seja depositada pela União antes disso, pois o repasse garantiria recursos suficientes para quitar o restante ainda em aberto.

Folha de maio

Apesar de a LC 173 ter sido sancionada na quarta-feira, 27, permanecem incertas as datas de repasse das quatro parcelas, que deverão ser distribuídas entre os meses de junho e setembro, tendo sido deslocadas em um mês em relação ao previsto (maio a agosto), devido à demora na sanção federal, o que prejudicou ainda mais o fluxo de caixa estadual.

Dessa forma, a divulgação de um calendário de pagamento de maio mais preciso fica condicionada à informação de datas dos dois primeiros repasses do governo federal. “Sempre buscamos dar a maior previsibilidade possível aos servidores, mas estamos passando por um momento de grande incerteza nas finanças do Estado”, disse Marco Aurelio Cardoso, secretário da Fazenda.

Marco Aurelio destacou que o Estado acumulou perdas tributárias de R$ 689 milhões em abril e fechará maio com outros R$ 880 milhões de redução mensal, incluindo parcelas dos municípios. “Devemos perder cerca de R$ 1,2 bilhão líquido em arrecadação nos dois meses até agora, além de ter sido reduzida também a participação municipal. Essa perda não sofreu nenhuma reposição federal até agora. Por isso, continuamos reafirmando a urgência de aporte de recursos que beneficiará toda a sociedade gaúcha, seja na manutenção dos serviços públicos ou no pagamento de despesas essenciais como a folha dos servidores”, afirmou o secretário.

Para junho, as perdas brutas atualmente previstas são de R$ 750 milhões, que representariam queda de cerca de 25% no ICMS, menos aguda que maio (próxima a 30%), mas ainda superior a abril (18%). As estatísticas de emissão de notas fiscais têm indicado quedas menores nas últimas semanas, mas ainda longe do cenário econômico que existia até meados de março.

Nesse contexto, o pagamento da folha de maio será iniciado em junho, com o depósito de R$ 1.500 a todos os vínculos estaduais, em regime misto de grupos e parcelas, garantindo a quitação de 23,3% dos vínculos ainda em junho e o recebimento desse mesmo valor por todos os demais servidores, em data após o fim da folha de abril e conforme venha o repasse da primeira parcela federal.

O restante da folha de maio será quitado em julho, provavelmente até o fim da primeira quinzena, caso cheguem até essa data os recursos da segunda parcela prevista na LC 173 e a queda de arrecadação não seja ainda maior que a previsão acima.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2020 0 Comentários 468 Visualizações
Variedades

Entenda o plano de retomada gradual do ensino no Estado

Por Gabrielle Pacheco 28/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A elaboração de um plano de retomada das aulas no Rio Grande do Sul passa por um processo complexo, na medida em que resultaria na movimentação de mais de 20% da população gaúcha, entre estudantes das redes pública e privada de diversos níveis de ensino e profissionais ligados à educação e a serviços correlacionados.

Devido a essa complexidade, o Executivo anunciou, nesta quarta-feira, 27, que dividiu em cinco etapas o retorno gradual das atividades de ensino. A capacidade de adaptação ao distanciamento controlado e suas bandeiras por parte das atividades econômicas é distinta do sistema escolar. Por isso, o governo do Estado realizará o retorno gradual das aulas presenciais, na medida em que observar se há condições de saúde favoráveis, priorizando a proteção da vida dos estudantes, dos professores e dos funcionários.

Etapas

A primeira etapa está prevista para começar em 1º de junho e envolve apenas o ensino remoto, tanto na rede pública como na rede privada. O ensino remoto será na modalidade híbrida, com uso de tecnologia e com a disponibilização de materiais aos pais e responsáveis com dificuldade de acesso via internet. As aulas remotas são prioridade do plano de retomada e alicerce fundamental do modelo híbrido que será implementado.

Na rede pública, as aulas serão oferecidas com o apoio da plataforma Classroom, do Google for Education, e envolve o espelhamento de mais de 37 mil turmas, ou seja, criar no ambiente virtual espaços correspondentes para todas as turmas. Além disso, serão criados mais de 300 mil ambientes virtuais/componentes/disciplinas, ofertadas mais de mil turmas preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e organizados 2,5 mil pátios para recreio virtual (espaço de integração entre os alunos para que possam conversar e trocar experiências). Também estão previstos criação de salas de professores, serviços de orientação educacional e de coordenação pedagógica virtual.

Para a segunda etapa, cujo início será em 15 de junho, estão previstas atividades de Ensino Superior, Pós-Graduação e Ensino Técnico Subsequente. A retomada será restrita ao estágio curricular obrigatório e às atividades práticas de ensino essenciais à conclusão de cursos, de pesquisa e em laboratórios. A estimativa é de que 41 mil alunos retornem às aulas nesta etapa.

Protocolos

Ensino Superior, pós-graduações e Ensino Técnico

Bandeira amarela e laranja

• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento), restrito a atividades práticas de ensino essenciais à conclusão do curso, à pesquisa e a estágio curricular obrigatório. Atividades em laboratórios e plantão individualizado sob agendamento.

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta

• Teto de operação: 25% do alunado, restrito a atividades de laboratório essenciais à manutenção de seres vivos, sob agendamento.

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Cursos livres

Bandeira amarela e laranja

• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento)

• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta

• Fechado

Observação: as etapas 3, 4 e 5 ainda serão definidas pelo governo do Estado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2020 0 Comentários 542 Visualizações
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