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Política

Sistema Fiergs apresenta 118 propostas para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 08/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs lançou, nesta terça-feira (7), em Porto Alegre, o documento Propostas Indústria do RS, que reúne 118 proposições voltadas às esferas estadual e federal para fortalecer a competitividade da indústria e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Elaborado pelos conselhos temáticos, comitês, sindicatos industriais e áreas técnicas da federação, o material será entregue aos pré-candidatos ao Governo do Estado com o objetivo de contribuir para a formulação de políticas públicas e para o ambiente de negócios.

Segundo a entidade, as propostas abrangem temas como infraestrutura, inovação, sustentabilidade, segurança jurídica, relações do trabalho, atração de investimentos e desenvolvimento industrial. O documento também apresenta uma pauta considerada prioritária para os governos estadual e federal.

Objetivo é contribuir com a próxima gestão estadual

De acordo com o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o documento foi elaborado com foco no desenvolvimento de longo prazo do estado. “Não é um conjunto de reivindicações, é um conjunto de propostas. É uma parceria que a indústria oferece ao futuro governador para construirmos, juntos, um estado mais competitivo, mais desenvolvido e com mais oportunidades para os gaúchos. A indústria acredita que este é o momento de discutir o futuro do Rio Grande do Sul e queremos contribuir para este debate de forma técnica, responsável e propositiva”, afirmou Bier.

O presidente da entidade acrescenta que as propostas buscam melhorar o ambiente de negócios, estimular investimentos e ampliar a geração de empregos.

Entre os temas destacados por Bier está a criação de fundos constitucionais para as regiões sul e sudeste. De acordo com o dirigente, atualmente, de cada R$ 100 arrecadados pela União no Rio Grande do Sul, cerca de R$ 26 retornam ao estado na forma de investimentos e transferências federais. “Esse desequilíbrio histórico precisa ser enfrentado. O que esperamos do futuro governador é que assuma a liderança política dessa agenda, defenda sua implantação e mobilize a bancada federal, os demais estados da região Sul e toda a sociedade em favor dessa proposta”, expressou Bier.

Estrutura do documento

Das 118 propostas, 72 estão organizadas em oito eixos temáticos: relações do trabalho e desenvolvimento do capital humano; segurança jurídica; ambiente de negócios, desburocratização e redução do Custo Brasil; promoção de negócios, atração de investimentos e internacionalização; inovação e inteligência estratégica; infraestrutura e logística multimodal; sustentabilidade e transição energética; e representatividade, articulação institucional e parcerias estratégicas.

O documento também reúne 27 conjuntos de demandas específicas para diferentes setores industriais e outras 19 propostas relacionadas às áreas de educação, tecnologia, saúde e cultura.

Além de apresentar um diagnóstico do ambiente de negócios, o material defende políticas públicas e reformas voltadas ao equilíbrio fiscal, à modernização do estado, à segurança jurídica, à redução do chamado Custo Brasil, ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento sustentável.

Pautas prioritárias

Na esfera estadual, a Fiergs aponta como prioridades a instituição do Fundo Constitucional das regiões sul e sudeste; a criação do Conselho de Competitividade do Rio Grande do Sul; o investimento anual de R$ 1,5 bilhão para recuperação e ampliação das rodovias estaduais; a criação de um Plano Estadual de Irrigação; a reestruturação do piso regional; a manutenção dos incentivos fiscais e medidas para reduzir os impactos da reforma tributária do consumo; a criação de um Plano Estadual de Mineração; a implementação de um Plano de Adaptação Climática; a ampliação da capacidade de investimento do Estado por meio de privatizações, responsabilidade fiscal e da prorrogação da suspensão do pagamento da dívida com a União; e o fortalecimento de cadeias produtivas consolidadas e de novos setores industriais estratégicos.

Entre as prioridades apresentadas para a esfera federal estão a criação do Fundo Constitucional das regiões Sul e Sudeste; a promoção do equilíbrio fiscal por meio da reforma administrativa e do aperfeiçoamento das regras fiscais; a manutenção da jornada de trabalho de 44 horas semanais e da escala 6×1; a modernização da legislação da aprendizagem industrial; medidas para garantir segurança jurídica na transição da tributação de lucros e dividendos; a ampliação dos investimentos em infraestrutura com recursos da Cide-Combustíveis; a revogação do piso mínimo do frete; a criação de um programa especial de parcelamento de débitos fiscais; a implantação de um Plano Nacional de Crédito Industrial; e a formulação de uma política industrial, tecnológica e de comércio exterior.

Importância da indústria

Segundo a Fiergs, a indústria representa 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, responde por 55% da arrecadação do ICMS e emprega cerca de 900 mil pessoas diretamente. O estado reúne mais de 52 mil indústrias e ocupa a quarta posição entre os estados mais industrializados do país.

O documento destaca, porém, que a participação do Rio Grande do Sul na indústria nacional caiu de 8,4%, no período entre 1992 e 2001, para 6,5% entre 2014 e 2023, cenário que, segundo a entidade, reforça a necessidade de medidas voltadas à recuperação da competitividade e da capacidade de crescimento do setor.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Política

ACI e SinmaqSinos lançam manifesto com críticas a políticas econômicas do governo federal

Por Jonathan da Silva 05/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV) e o Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SinmaqSinos) lançaram, nesta terça-feira (5), um manifesto conjunto em que cobram mudanças de postura do governo federal em relação à condução da economia. O documento divulgado pelas entidades da região do Vale do Sinos apresenta críticas a medidas como oferta de crédito, políticas de juros e propostas de redução de jornada de trabalho, apontando impactos na competitividade e no endividamento.

Intitulado “Menos promessas, mais responsabilidade”, o manifesto afirma que o país precisa adotar decisões econômicas com maior responsabilidade e transparência. Segundo o texto, a ampliação do crédito é apresentada como solução imediata, mas pode resultar em aumento do endividamento das famílias e comprometimento da renda futura.

Críticas a políticas econômicas

As entidades também apontam que a redução de jornada ou carga de trabalho tem sido apresentada como avanço social sem a devida análise dos impactos sobre produtividade e custos. De acordo com o manifesto, esses efeitos podem refletir no aumento de preços, perda de competitividade da indústria nacional e maior presença de produtos importados no mercado interno.

O documento questiona ainda quem é beneficiado pelas medidas adotadas. “No fim, quem paga é a sociedade, ou seja, todos nós. Ou paga mais caro pelos produtos ou perde espaço no mercado de trabalho ou ainda vê sua renda real encolher. E aí surge a pergunta inevitável: este é um governo para os trabalhadores? Para quais trabalhadores? Os brasileiros que produzem aqui ou os trabalhadores de países que passam a exportar mais para o Brasil quando nossa indústria perde competitividade?”, diz o texto.

O manifesto também aborda o crescimento do sistema financeiro em cenários de aumento do endividamento. “E mais: quem realmente se beneficia desse modelo? São as famílias ou o sistema financeiro, que cresce justamente quando o endividamento aumenta?”, relata.

Posicionamento das entidades

No documento, as entidades defendem a adoção de medidas econômicas com foco em resultados de longo prazo. “O país precisa sair da lógica das soluções fáceis e dos anúncios de curto prazo. Medidas econômicas sérias exigem responsabilidade, transparência e compromisso com os efeitos reais, não com o ganho político imediato. Prometer é fácil. Sustentar crescimento, renda e emprego é o que realmente importa”, conclui o manifesto, assinado pelos presidentes da ACI, Robinson Klein, e do SinmaqSinos, Marlos Schmidt.

Foto: João Pavese/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
05/05/2026 0 Comentários 156 Visualizações
Variedades

Documento que protege produtores de tabaco do Brasil completa 20 anos

Por Jonathan da Silva 23/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Declaração Interpretativa da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, firmada em 2005 por seis ministros de Estado para garantir a proteção aos produtores de tabaco no Brasil, completa 20 anos neste mês de outubro. O documento foi decisivo para a ratificação da Convenção da Organização Mundial da Saúde (OMS) e assegura que o país permaneça comprometido com o livre comércio e com o respaldo institucional à produção do tabaco, especialmente nas regiões sul e nordeste. A comemoração coincide com o Dia do Produtor de Tabaco, celebrado em 28 de outubro.

A Declaração de 2005 foi assinada pelos então ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Celso Amorim (Relações Exteriores), José Agenor Alvares da Silva (Saúde), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário), Roberto Rodrigues (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Antônio Palocci (Fazenda). O texto enfatiza que o Brasil não deve restringir políticas nacionais de apoio à produção do tabaco e defende que a Convenção-Quadro sirva como instrumento de mobilização de recursos para o desenvolvimento de alternativas econômicas sustentáveis, sem práticas discriminatórias ao livre comércio.

Debate internacional sobre o controle do tabaco

Desde sua criação, a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) promove as Conferências das Partes (COPs) a cada dois anos, reunindo países signatários para discutir políticas relacionadas ao tabagismo. O Brasil, embora seja líder mundial na exportação de tabaco há mais de 30 anos, também participa ativamente dessas conferências, que têm debatido medidas com impacto direto sobre os produtores.

Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, o foco das COPs mudou ao longo do tempo. “As primeiras COPs trataram exclusivamente de temas voltados ao controle do tabagismo, mas a partir da quarta edição percebemos uma mudança de direção. Os temas discutidos passaram a afetar também a produção de tabaco, como restrições ao crédito”, afirmou Thesing.

O dirigente lembrou que uma dessas medidas foi adotada no Brasil, trazendo prejuízos aos produtores. “Queremos enaltecer nossos produtores de tabaco e aproveitamos esse momento para lembrar a importância de estarmos atentos e mobilizados, no sentido de fazer valer o compromisso firmado pelo governo brasileiro, para que não tenhamos outras medidas restritivas implementadas durante a COP 11”, ponderou Thesing. A 11ª edição do encontro ocorrerá entre 17 e 22 de novembro, em Genebra, na Suíça.

Importância econômica e social

A cadeia produtiva do tabaco tem papel estratégico na economia nacional, especialmente nas regiões sul e nordeste, onde se concentra a maior parte da produção. De acordo com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a safra 2024/25 registrou aumento de 3,57% no número de famílias produtoras na região sul, totalizando 138.020. O Paraná apresentou o maior crescimento, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Foram colhidas 719.891 toneladas de tabaco em 525 municípios, um avanço de 41,7% em relação à safra anterior, com receita estimada em R$ 14,58 bilhões. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat), entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil exportou 376.907 toneladas do produto, 19,23% a mais do que no mesmo período de 2024. A receita das exportações chegou a US$ 2,35 bilhões, aumento de 16,22%.

O setor também é responsável por mais de 44 mil empregos diretos no país, entre efetivos, safristas, terceirizados e transportadores — a maioria concentrada no Vale do Rio Pardo (RS).

Homenagem aos produtores

Em homenagem ao Dia do Produtor de Tabaco, Valmor Thesing destacou o papel dos agricultores na manutenção da cadeia produtiva. “Em nome das nossas empresas associadas, rendo homenagem aos valorosos produtores de tabaco, que com dedicação e responsabilidade sustentam uma das cadeias produtivas mais importantes do nosso país. Vocês são o elo fundamental de um sistema integrado que é referência mundial em qualidade, sustentabilidade e eficiência”, afirmou o presidente da entidade.

Thesing acrescentou que o setor se mantém forte “graças ao compromisso de cada família no campo, ao cuidado em cada detalhe da produção e à confiança mútua que sustenta essa parceria e se renova a cada safra”.

Compromisso firmado há duas décadas

O documento interministerial de 2005 segue como base da posição brasileira nas discussões sobre o tabaco, reforçando a autonomia nacional na formulação de políticas agrícolas e comerciais. O texto declara, entre outros pontos, que “não há proibição à produção do tabaco ou restrição a políticas nacionais de apoio aos agricultores que atualmente se dedicam a essa atividade”.

A Declaração Interpretativa também reconhece a necessidade de apoio técnico e financeiro internacional para que países em desenvolvimento possam adotar alternativas econômicas sustentáveis, sem comprometer os meios de subsistência das famílias envolvidas na produção.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/10/2025 0 Comentários 348 Visualizações
Projetos especiais

Cartilha do governo estadual busca garantir ambientes seguros para crianças em abrigos

Por Jonathan da Silva 24/06/2024
Por Jonathan da Silva

A cartilha orientativa “Promoção do Desenvolvimento Integral na Primeira Infância – Organização de Espaços Seguros no Contexto de Desastres Climáticos”, foi disponibilizada nesta segunda-feira (24) pelo Comitê Intersetorial da Primeira Infância (Ceipi) do governo estadual, coordenado pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB). O documento tem como objetivo guiar gestores, profissionais e voluntários na criação de espaços seguros que promovam o desenvolvimento integral das crianças na primeira infância, especialmente em alojamentos provisórios e centros humanitários que acolhem famílias desalojadas pelas enchentes.

O vice-governador ressalta a importância da implementação das diretrizes da cartilha a fim de criar ambientes mais acolhedores, saudáveis e seguros. “Nosso compromisso é com o futuro das crianças. Garantir que elas tenham um desenvolvimento integral, mesmo diante de desastres climáticos, em espaços projetados para assegurar sua dignidade, é uma prioridade para todos nós. A colaboração entre governo, Unicef e a Rede Estadual pela Primeira Infância (Repi) é essencial para alcançarmos esse objetivo”, destaca Souza.

A nota técnica está organizada em seções que detalham como estruturar e gerir espaços seguros para as crianças. O documento aborda a organização dos espaços, materiais e brinquedos, bem como as rotinas de brincadeiras, a segurança e a proteção das crianças e de seus cuidadores. A cartilha fornece também orientações sobre o contato inicial com abrigos e centros de acolhimento, oportunidades de aprendizagem e de promoção da saúde e informações sobre alimentação e nutrição infantil.

O cuidado com as crianças e suas famílias, independentemente do espaço onde elas se encontram, deve ser sempre uma prioridade. No contexto de emergência, amplia-se a responsabilidade de se adotar medidas que garantam, a partir de um esforço coletivo, o direito de toda a criança a uma infância protegida e segura”, afirma a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

O secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, acrescenta que o documento representa um esforço colaborativo e intersetorial para garantir que os direitos e necessidades da primeira infância sejam atendidos em emergências. “Cuidar das crianças em alojamentos temporários é de extrema importância, pois elas estão em um momento vulnerável e precisam de todo o suporte e amor possível. É essencial garantir que tenham acesso à educação, saúde e bem-estar emocional, além de proporcionar um ambiente seguro e acolhedor”, pontua Fantinel.

A cartilha

A elaboração da nota técnica foi realizada a partir de uma parceria da Repi com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com a colaboração da Sedes, da SES e da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). O documento tem sua fundamentação na legislação de proteção à criança, em experiências e normas nacionais e internacionais adotadas em contextos semelhantes, além da escuta a trabalhadores e voluntários atuantes em alojamentos temporários. A cartilha será distribuída para prefeituras, gestores de abrigos e integrantes da Repi.

Foto: Rodrigo Ziebell/Ascom GVG/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2024 0 Comentários 465 Visualizações

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