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denúncia

Política

Marcel van Hattem protocola notícia-crime contra Mauro Vieira na PGR

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) protocolará nesta quarta-feira (15) uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por suposto crime de responsabilidade relacionado ao não comparecimento do chanceler à convocação da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados. O documento também conta com assinaturas de integrantes da comissão e solicita a abertura de procedimento investigatório para apurar os fatos e eventual oferecimento de denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o deputado Marcel van Hattem, a CREDN aprovou, durante o primeiro semestre de 2026, seis requerimentos de convocação para que o ministro Mauro Vieira prestasse esclarecimentos sobre temas relacionados à atuação do Ministério das Relações Exteriores, incluindo a política externa brasileira, a relação com os Estados Unidos e a classificação de organizações criminosas como terroristas.

A convocação estava prevista para ocorrer no dia 15 de julho. De acordo com a representação apresentada à PGR, o Ministério das Relações Exteriores respondeu ao ofício da comissão afirmando que a participação do ministro seria “mais adequada” entre os dias 11 e 14 de agosto, em razão da variedade dos temas a serem discutidos, sem indicar impedimento para o comparecimento na data definida pela CREDN.

Assinaturas e pedido à PGR

Além de Marcel van Hattem, assinam inicialmente a notícia-crime os deputados federais Evair de Melo (Republicanos/ES), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL/SP), Sargento Fahur (PL/RR), Daniela Reinehr (PL/SC) e General Girão (PL/RS). Outros parlamentares da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional ainda podem assinar o documento.

No pedido, os parlamentares requerem o recebimento da representação, a instauração de procedimento investigatório para apurar os fatos e o encaminhamento de denúncia ao STF pela suposta prática de crime de responsabilidade.

Argumentos apresentados

Na representação, os deputados afirmam que a justificativa apresentada pelo Ministério das Relações Exteriores não atende ao requisito constitucional de “justificação adequada” previsto no artigo 50 da Constituição Federal, que estabelece como crime de responsabilidade a ausência de ministro de Estado convocado pelo Congresso Nacional ou por suas comissões sem motivo devidamente justificado.

Os parlamentares também argumentam que os temas da convocação já eram conhecidos pelo Itamaraty e que Mauro Vieira já havia comparecido anteriormente à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para responder a questionamentos sobre diferentes assuntos.

Não podemos normalizar o desrespeito do governo Lula ao Parlamento. Quando um ministro simplesmente deixa de cumprir uma convocação da Câmara sem apresentar justificativa adequada, não está afrontando um deputado ou uma Comissão, mas a própria Constituição. O respeito aos instrumentos de fiscalização do Poder Legislativo é essencial para o equilíbrio entre os Poderes e para a preservação da democracia”, afirma o deputado federal Marcel van Hattem.

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Política

Bancada do PT aciona MP e aponta irregularidades em concessão de pedágios no RS

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

Deputados da bancada do PT na Assembleia Legislativa (ALRS) protocolaram uma representação no Ministério Público do Rio Grande do Sul e no Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (9), solicitando investigação sobre possíveis irregularidades no contrato de concessão do Bloco 3 (Serra e Vale do Caí), operado pelo consórcio Caminhos da Serra Gaúcha. O documento é assinado pelos deputados Miguel Rossetto, Sofia Cavedon, Halley Lino, Pepe Vargas, Adão Pretto Filho e Laura Sito, integrantes da CPI dos Pedágios.

Na representação, os parlamentares pedem a apuração de possíveis atos de improbidade administrativa, violações contratuais e danos ao erário, além da adoção de medidas de proteção aos usuários, como eventual ressarcimento.

O que está por trás da ação

Segundo o relator da CPI, Miguel Rossetto, há questionamentos sobre pedido de reequilíbrio econômico-financeiro superior a R$ 760 milhões por parte da concessionária, além de dúvidas quanto à fiscalização e ao uso de recursos públicos. “Há repasses sem transparência, atrasos nas obras e reajustes anuais de tarifas”, afirmou o deputado.

De acordo com a CPI, desde o início da concessão, em 2023, as tarifas de pedágio acumulam aumento de 35,3%, sem a realização de obras de duplicação previstas. Também são apontados atrasos em intervenções, além de questionamentos sobre o uso de recursos do Funrigs e pagamentos cautelares superiores a R$ 100 milhões após as enchentes de 2024.

O documento ainda levanta dúvidas sobre a implantação do sistema de pedágio eletrônico free flow, o reajuste tarifário no primeiro ano de contrato, a demora na criação do Conselho de Usuários e a atuação da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados. Entre os pontos citados está a possível existência de conflito de interesses envolvendo o presidente da agência, Marcelo Spilki.

Diante dessa confusão de responsabilidades e do volume de recursos envolvidos, estamos acionando o Ministério Público e os órgãos de controle para garantir rigor na fiscalização e o correto uso do dinheiro público”, enfatizou Miguel Rossetto.

Foto: Charles Scholl/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 182 Visualizações
Cidades

Canela orienta comunidade a denunciar maus-tratos a animais comunitários

Por Jonathan da Silva 03/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Canela publicou o Decreto Municipal nº 11.048 e passou a orientar a população a denunciar ao Centro de Proteção Animal (Cempra) casos de maus-tratos contra animais comunitários no município. A medida foi formalizada na semana passada com a assinatura do prefeito Gilberto Cezar (PSD) e do vice-prefeito, agora prefeito em exercício, Gilberto Tegner, com o objetivo de ampliar a proteção a cães, gatos, cavalos e outras espécies.

O decreto institui diretrizes para a proteção, o reconhecimento e o cuidado de animais comunitários. Entre as orientações está o encaminhamento ao Cempra de informações sobre agressões, violências, negligências e outros tipos de maus-tratos. As denúncias devem ser feitas por meio da Ouvidoria do Município, pelo telefone (54) 3282-5100 ou pelo e-mail [email protected].

Esse é um passo muito importante em direção ao cuidado e à proteção, pois essa nova legislação estabelece esse caminho de comunicação entre a comunidade e o Cempra, que faz um trabalho tão necessário”, ressaltou o prefeito Gilberto Cezar.

Novos lares

Segundo a Prefeitura, no ano passado o Cempra recolheu 215 animais das ruas e viabilizou um novo lar para 201 deles. O órgão também realizou 26 eventos de adoção no período.

Coleiras reflexivas

O Cempra também passou a distribuir coleiras reflexivas para identificar animais comunitários. De acordo com a coordenadora do Cempra, Ione Couto, a medida busca indicar quando o animal encontrado na rua é cuidado por moradores ou por trabalhadores de estabelecimentos comerciais. Inicialmente, foram confeccionadas 100 coleiras para cães e dez para gatos. “Temos muitos animais semi-domiciliados em Canela, e para eles criamos as coleiras, assim fica explícito que não estão abandonados, além de facilitar a identificação e prevenir atropelamentos”, destacou Ione.

As coleiras foram produzidas por meio de parceria com as empresas Phyna Joaquina, responsável pela mão de obra, e Imperium Tecidos, que doou os aviamentos para confecção. O Cempra informa que busca novos estabelecimentos parceiros para ampliar as ações de cuidado e proteção aos animais.

Banco de dados

O órgão também está desenvolvendo um banco de dados com informações sobre animais comunitários e solicita que pessoas que cuidam desses animais entrem em contato pelo número (54) 99903-3293. A iniciativa prevê acompanhamento, vacinação, atendimento clínico, além de acesso à castração e à microchipagem de identificação.

Foto: Arquivo/Prefeitura de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/02/2026 0 Comentários 200 Visualizações
Política

Vereadora propõe programa para incentivar denúncias ambientais em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 12/01/2026
Por Jonathan da Silva

A vereadora Iara Cardoso (PDT) protocolou um projeto de lei que cria o Programa Municipal de Incentivo à Denúncia de Infrações Ambientais Urbanas em São Leopoldo no início da semana passada, na Câmara Municipal. De acordo com a parlamentar, o objetivo é ampliar a participação da população na fiscalização do meio ambiente por meio do repasse de até 20% do valor de multas aplicadas a cidadãos que identificarem e denunciarem irregularidades como descarte ilegal de resíduos.

Como funciona o programa

De acordo com o texto do projeto, poderão ser incentivadas denúncias de infrações como descarte de lixo em vias públicas, depósito de entulho da construção civil em locais inadequados e despejo de resíduos em áreas verdes, praças, arroios ou bueiros. O cidadão que colaborar voluntariamente com a identificação dessas práticas poderá receber até 20% do valor da multa que for efetivamente arrecadada pelo município. O pagamento do incentivo só ocorrerá após o recolhimento da multa aos cofres públicos e dependerá de regulamentação do poder executivo.

Justificativa da proposta

De acordo com a vereadora Iara Cardoso, a iniciativa responde a um problema recorrente no município. “O descarte irregular de lixo, entulho e resíduos em áreas públicas e ambientais é uma realidade que todos nós vemos no dia a dia. Isso gera prejuízos ambientais, compromete a saúde pública, a mobilidade urbana e onera os cofres do Município”, afirma a parlamentar.

A vereadora também destacou o caráter educativo da proposta. “A proposta parte do princípio de que o cuidado com a cidade é uma responsabilidade compartilhada. Ao incentivar a denúncia responsável, fortalecemos a fiscalização e, ao mesmo tempo, promovemos uma cultura de corresponsabilidade e respeito ao espaço público”, ressalta Iara.

Procedimentos e garantias

As denúncias deverão ser feitas por meio dos canais oficiais da Prefeitura de São Leopoldo e precisam estar acompanhadas de elementos mínimos de prova, como fotos, vídeos, identificação de veículos, além da indicação do local e do horário da infração. O projeto assegura o sigilo da identidade do denunciante, em conformidade com a legislação vigente e com a Lei Geral de Proteção de Dados.

Prevenção de abusos

O texto prevê mecanismos de controle para evitar uso indevido do programa. Denúncias comprovadamente feitas de má-fé poderão resultar na exclusão do participante, perda do direito ao incentivo e aplicação de sanções administrativas, civis e criminais. Segundo a vereadora Iara Cardoso, “não se trata de estimular perseguições ou denúncias infundadas. Pelo contrário: o projeto exige denúncia fundamentada, garante o devido processo legal e protege tanto quem denuncia de boa-fé quanto o direito de defesa de quem é denunciado”.

Impacto nos gastos públicos

A vereadora também afirmou que a proposta pode contribuir para a redução de despesas do município. “Quando evitamos o descarte irregular, diminuímos os custos com limpeza urbana, desobstrução de bueiros, recuperação de áreas degradadas e até com ações emergenciais em períodos de chuva. É uma política que beneficia toda a cidade”, conclui Iara.

Foto: Guilbert Trendt/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/01/2026 0 Comentários 381 Visualizações
Variedades

Evento em Novo Hamburgo debate importância de denunciar golpes e extorsões

Por Jonathan da Silva 21/07/2025
Por Jonathan da Silva

As estratégias utilizadas por organizações criminosas para aplicar extorsões e golpes e a importância da denúncia serão discutidas em um evento promovido pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI) e pelo Conselho de Pró-segurança Comunitária de Novo Hamburgo (Consepro NH) na próxima quarta-feira, 23 de julho. A atividade será realizada na sede da ACI, em Novo Hamburgo, das 8h às 11h30min.

Entre os palestrantes confirmados estão o especialista em segurança, tecnologia e investigação de crimes de alta complexidade Paulo Rogério Lino; a diretora de tecnologia da DGT Tecnologia, Rita de Cássia dos Santos; o delegado da Polícia Civil do RS (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado – Draco), Ayrton Figueiredo Martins Júnior; e o delegado da Polícia Federal – Classe Especial e chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada, Marcelo Simões Pires Picarelli. A mediação será feita pelo vice-presidente do Consepro, Adriano Fleck.

O evento é patrocinado pela DGT Tecnologia em Segurança.

Serviço

  • O quê: Evento “Extorsões e golpes: como agem as organizações criminosas e por que denunciar é essencial”
  • Quando: Quarta-feira, 23 de julho, das 8h às 11h30min
  • Onde: Sede da ACI-NH/CB/EV/DI (Rua Joaquim Pedro Soares, 540 – Centro, Novo Hamburgo)
  • Quanto: 1kg de alimento não perecível
  • Inscrições: acinh.com.br/evento/extorsoes-e-golpes-como-agem-as-organizacoes-criminosas-e-por-que-denunciar-e-essencial
  • Mais detalhes : [email protected] | (51) 2108-2108

Fotos: Freepik/Reprodução e ACI/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2025 0 Comentários 555 Visualizações
Política

Câmara de Santa Cruz do Sul recebe denúncia sobre irregularidades em concurso público

Por Jonathan da Silva 08/04/2025
Por Jonathan da Silva

A presidente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul, Nicole Weber (Podemos), recebeu um documento de um grupo de participantes do Concurso Público da Prefeitura, realizado em 2024, denunciando possíveis irregularidades na etapa de avaliação psicológica. Os denunciantes solicitam que a Câmara investigue os problemas relatados e cobre esclarecimentos da Prefeitura e da banca organizadora do certame.

O documento é assinado por Boáz da Silva Lopes, Gislaine Gomes de Azevedo, Joyce Cristine Pacheco, Camilly Vitória Bittencourt Amaral, Claudete Maria Assmann, Juliana Bachmann Vieira, Maria Clara Machado, Bruna Alves dos Santos, Julie Gabrieli da Fontoura, Luzia Fandinho Zinn e Francine Fagundes Oldenburg.

O que diz a denúncia

Os signatários apontam problemas na fase psicológica do concurso, considerada essencial para a seleção de servidores em diversos cargos. Entre as irregularidades citadas estão o alto índice de inaptidão sem justificativa adequada, o descumprimento do direito à entrevista devolutiva, a restrição de acesso a documentos, falhas na aplicação da prova psicológica, descumprimento de prazos e problemas na publicação de editais.

O que pede o grupo

O grupo solicita que a Câmara cobre da Prefeitura e da banca organizadora esclarecimentos sobre as irregularidades, bem como acesso aos documentos e relatórios utilizados na avaliação psicológica. Os candidatos também pedem a realização de uma audiência pública com a presença de representantes da banca, da Prefeitura, do Conselho Regional de Psicologia e dos candidatos, além de garantir que os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência sejam respeitados no andamento do concurso.

O tema já havia sido abordado na sessão anterior pelo vereador e líder do governo na Câmara, Edson Azeredo (PL).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/04/2025 0 Comentários 546 Visualizações
Business

Federação denuncia a invisibilidade do trabalhador da indústria do tabaco

Por Jonathan da Silva 08/02/2024
Por Jonathan da Silva

A Federação Nacional dos Trabalhadores das Indústrias do Fumo e Afins (Fentifumo) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Novo Stifa) apresentaram no encontro promovido pelo embaixador do Brasil no Panamá, Carlos Henrique Moojen de Abreu e Silva, a realidade do trabalhador que atua na indústria do tabaco. A apresentação foi realizada pelo presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior.

Na busca por respostas sobre o posicionamento do Brasil diante da 10ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-10), a representação dos trabalhadores compartilhou a angústia de quem acompanha, de longe, as discussões que têm impacto no cotidiano da atividade. O presidente da Fentifumo e Novo Stifa, Gualter Baptista Júnior, que acompanha o evento mesmo sem ter acesso à plenária e às discussões, usou a palavra para exibir a invisibilidade do trabalhador na conferência. “Hoje aqui eu represento mais de 40 mil trabalhadores, que na maioria das vezes, sequer são citados nestas discussões. Estou falando de 40 mil rostos, 40 mil vidas e 40 mil sonhos, pois nenhum deles prefere receber ajuda do governo do que trabalhar. São pessoas que estão, assim como nós, apreensivas diante do que pode ocorrer nesta conferência”, alerta.

Baptista Júnior criticou também a falta de acesso ao posicionamento do Brasil. Como signatário da COP, o país precisa formalizar uma posição ao evento, que só avança no que se refere a medidas de controle do plantio e consumo do tabaco com o consenso dos 183 países participantes. “Estamos aqui em busca de respostas, para que quando retornarmos ao Brasil possamos olhar na cara dos nossos representados para dizer a verdade”, pontua.

Batista ressaltou ainda o respeito que se dá, por parte da indústria aos trabalhadores, tanto na cidade quanto no meio rural. “Estamos falando de uma cadeia produtiva que não coleciona maus exemplos como trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão. Isso não ocorre no tabaco porque há seriedade e tradição nesta atividade secular”, defende.

Sem a devida resposta por parte da representação brasileira na COP-10, Baptista Júnior confirmou que irá continuar até o fim da conferência, no próximo sábado (10), acompanhando mesmo que de maneira remota os desdobramentos do evento. “É por todos estes trabalhadores, que não querem perder seus empregos e ir para as filas do auxílio que estamos aqui. E para eles temos a obrigação de dar respostas precisas acerca de tudo que pode, de certa forma, interferir em seus empregos”, complementa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2024 0 Comentários 784 Visualizações
Cidades

Secretário de Segurança de Novo Hamburgo fala sobre porte irregular de armas para guardas municipais

Por Amanda Krohn 19/07/2022
Por Amanda Krohn

O secretário de Segurança Pública de Novo Hamburgo, Roberto Jungthon, ocupou a tribuna durante a sessão ordinária desta segunda-feira (18), para responder aos parlamentares sobre as denúncias de irregularidades na Guarda Municipal para a obtenção de portes de arma. Um agente da Guarda Municipal de Novo Hamburgo denunciou suposta fraude na certificação de cursos de reciclagem de membros da corporação e levou o assunto ao conhecimento do Ministério Público Estadual por e-mail no dia 2 de março de 2020. O colegiado é formado por Gustavo Finck (PP), presidente; Inspetor Luz (MDB), relator; e Felipe Kuhn Braun , secretário.

O secretário da Segurança, Roberto Jungthon, garante que os cursos são regulares e que “o estágio anual de qualificação profissional representa o número de horas que todos os integrantes da Guarda Municipal devem se submeter”. Ele explica que o estágio anual é elaborado pela própria Guarda Municipal e pode ter a participação de convidados ministrando aulas ou palestras, como delegados de polícia, militares, médicos e enfermeiros. Ele explicou que não são cursos individuais e só têm validade esta reciclagem quando oferecidos pela própria corporação ou pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. E que toda a comprovação da realização destes cursos já foi apresentada.

“Eu assumo que o requerimento vem na esteira de notícias veiculadas na mídia sobre denúncia de agente da guarda que não teria realizado tiro ou participado de aulas teóricas de armamento e tiro durante o estágio de qualificação profissional. Que bom que o Ministério Público vai investigar essa questão”, comenta.  O secretário explica que o estágio de qualificação profissional foi criado em 2004, pelo Decreto 5.123, e que o decreto já foi revogado e substituído por outros. Segundo ele, o estágio tem 80 horas/ano, sendo 52 horas presenciais e 28 horas à distância.

“Eu assumo que o requerimento vem na esteira de notícias veiculadas na mídia sobre denúncia de agente da guarda que não teria realizado tiro ou participado de aulas teóricas de armamento e tiro durante o estágio de qualificação profissional. Que bom que o Ministério Público vai investigar essa questão” – Secretário de Segurança Pública Roberto Jungthon

“Esses quesitos não mudaram desde 2004. O que acontece em relação à matéria armamento, munição e tiro é que três configurações nortearam ao longo do tempo como ela deveria ser ministrada no âmbito do estágio de qualificação profissional”, acrescenta  Jungthon. Hoje, a configuração é oito horas práticas, duas horas teóricas, 50 tiros por agente. “As outras 70 horas estão a critério da instituição colocar onde se tem maior interesse.  Tem sido constante colocar horas de atendimento hospitalar. Capacitar os agentes para também realizar esse tipo de atendimento, por exemplo”, informa Jungthon. A configuração atual entrou em vigor em 14 de abril de 2022, Portaria 9 da Polícia Federal.

Roberto Jungthon ainda reflete a respeito da legislação vigente na época em que a ilegalidade teria ocorrido. “Qual era o desenho anterior da matéria armamento, munição e tiro, no âmbito do estágio de qualificação profissional? Portaria 3 da Polícia Federal, de 3 de dezembro de 2020. Dizia 10 horas de armamento, munição e tiro, sendo oito práticas e duas teóricas”, diz. “O que mudou? A realização de 100 tiros a cada dois anos, o que dá a mesma coisa (podendo ser 50 tiros por ano), só que não é a mesma norma, e as outras 70 horas não são de armamento e tiro”, continua. Ele afirma que a Polícia Federal não determinou na legislação carga horária, execução de tiros e aulas teóricas. “É por isso que eu disse que é bom que a PF e o MP foram acionados para esclarecer essa situação, que, ao meu sentido, diz respeito à interpretação. Não era obrigatória a realização de tiros antes destas datas as quais me referi. Se a denúncia foi realizada após 2020, devia ter realizado, sim. Se não realizou, precisamos ver qual a programação prevista à época”, argumenta.

A irregularidade

Gustavo Finck (PP), presidente da Coseg fez uma série de questionamentos. Em um deles, e diz que chamou a Guarda só fez o curso de qualificação em 2017, e não o realizou nos anos seguintes. “Se não foi realizado, como temos a Ata 01/2020, com o nome de vários guardas, como se fosse concluído esse curso, e os profissionais aptos a comprar armas de fogo? Gostaria de saber se esse documento é verdadeiro e se há uma lista de presença deste curso?”, indagou o parlamentar.

Jungthon alega que o vereador colocou na pauta um conceito diferente do estágio de qualificação profissional. “O senhor falou em obtenção de capacidade técnica, e isso é realizado durante o curso de formação. São conceitos diferentes e carga horária diferente”, rebate. Roberto Jungthon ressaltou que a PF vai descobrir se o guarda burlou as regras para comprar armas de fogo. “Nós seguimos as orientações da Polícia Federal”, garantiu.

Gustavo Finck indagou sobre o que os 46 guardas fizeram.  “Podem ter realizado várias disciplinas. Dependendo do ano, é obrigatório ministrar a disciplina armamento, munição e tiro. Em outros, não”, respondeu o secretário. “A Ata finaliza um processo de 80 horas, que talvez neste ano não foi em sete dias consecutivos. Em função das atividades da guarda. Todos fizeram minicursos, cumpriram o requisito de curso de qualificação profissional, de acordo com o planejamento de serviço”, disse. Além disso, explicou que enviará para a Coseg o plano de estágio com as informações do que foi realizado durante o curso de qualificação profissional. E lembrou que os guardas têm porte de arma abrasonada da instituição. “Para uso pessoal, seria diferente, deve comprovar a capacidade técnica”, explicou.

Finck convidou o secretário para participar, na quarta-feira, 20, da reunião da Coseg. Jungthon garantiu a participação e disse que trará todo o material solicitado pelos parlamentares.  “Peço que todos tenham serenidade neste momento. Não há nenhum registro em 30 anos de história da Guarda Municipal de tiroteio, agentes vindo a falecer, imperícia em trato com armamento. Alguém, durante todo este tempo, fez alguma coisa para ter algo reto. Vamos ver a documentação reiterar todo esse zelo com a instituição”, finalizou.

Foto: Moris Mozart Musskopf/CMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/07/2022 0 Comentários 724 Visualizações

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