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Variedades

Consumidores dos três Estados do Sul perdem poder de compra durante a pandemia

Por Gabrielle Pacheco 13/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Consumidores das regiões Nordeste e Norte foram os que menos perderam poder de compra desde o começo da pandemia de Covid-19. A constatação é de um estudo produzido pelo pag! (http://www.meupag.com.br/), fintech que está entre os maiores bancos digitais do Brasil, já teve mais de 8 milhões de pedidos pelo seu produto e possui 700 mil clientes ativos. O levantamento foi realizado entre os dias 20 de março e 20 de julho deste ano.

De acordo com o levantamento, o Pará foi o lugar onde esse índice mais avançou, superando a casa de 9 p.p. (pontos percentuais) no período. Houve crescimento também em outros Estados do Norte e na região Nordeste, com variações positivas de 1,7 a 6,94 p.p.

Em contrapartida, os gastos diários dos moradores de São Paulo e Rio Grande do Sul diminuíram 8,25 e 5,64 pontos percentuais, respectivamente. Também houve queda no Rio de Janeiro (-3,94 p.p) e no DF (-1,92 p.p) também houve queda.

Segundo o Felipe Felix, CEO do pag!, uma das razões para essa diminuição pode ser explicada pelos diferentes comportamentos de consumo nessas regiões. “No Norte e no Nordeste, os impactos foram menores porque os gastos das famílias são mais focados em produtos de primeira necessidade como alimentação e moradia, por exemplo. Já os consumidores de São Paulo e do Rio Grande do Sul costumam reservar mais espaço no orçamento para itens tidos como não essenciais”, explica.

Outro dado trazido pelo estudo do pag! foi o de gasto médio por ramo de atividade básica (MCC, na sigla em inglês), que indicou redução de 50% nos desembolsos destinados para a Educação. “É um indicador preocupante e com impactos de longo prazo, caso essa diminuição ocorra por um período muito extenso”, alerta Felix.

Além disso, o levantamento mostrou que os gastos com peças de vestuário (-25%), combustíveis (-30%) e, naturalmente, viagens (-60%) foram os mais impactados no período. Por outro lado, os desembolsos com moradia e eletrônicos aumentaram 30%, enquanto os valores destinados a cuidados com os pets e compras de supermercado cresceram cerca de 20%.

Um alento no horizonte

A análise mostrou que até o final de março era possível identificar queda de até 40% no gasto médio das famílias brasileiras, tendência que começou a ser revertida já em abril e se manteve crescente nos meses de maio, junho e julho. “O maior uso do cartão de crédito e meios digitais de pagamento, o auxílio emergencial liberado pela Caixa, o rápido avanço do e-commerce e a reabertura gradual dos diversos setores tiveram influência positiva nos dados”, detalha o CEO do pag! .

As ‘compras de mês’ estão de volta

Com o avanço da pandemia, o hábito de ir ao supermercado várias vezes durante a semana foi substituído pelas grandes compras de mês – uma rotina bem conhecida de quem viveu nos anos 80. “Com isso, o tíquete-médio por compra acabou aumentando a partir de março, passando de R$ 80 para a casa de R$ 90 nos meses de maio, junho e julho.”

Sobre o levantamento

O estudo foi realizado a partir de uma consulta ao banco de dados da empresa e leva em conta os gastos no cartão de crédito de cerca de 700 mil clientes do pag!. A análise não traz quaisquer dados confidenciais que permitam a identificação dos consumidores.

Na comparação entre Estados do Sul, Santa Catarina foi o que teve a menor queda nos gastos diários (-1,2). No Paraná a redução foi de 2.14 p.p. Em todos os Estados do Nordeste os gastos diários dos habitantes da região subiram durante o período analisado: Piauí (+5.74 p.p), Alagoas (+ 5.62 p.p), Maranhão (+5.43 p.p), Ceará (+ 4.89 p.p), Paraíba (+ 3.63 p.p), Rio Grande do Norte (+ 3,42 p.p), Bahia (+ 3.27 p.p), Sergipe (+ 3.21 p.p) e Pernambuco (+ 1.75 p.p).

Os gastos dos habitantes de Minas Gerais (+2,63) e Espírito Santo (+0,75) cresceram no período, movimento contrário ao verificado no Rio de Janeiro e em São Paulo. No Norte, os destaques além do Pará foram os Estados do Acre (+ 6.8 p.p), Amapá (+ 6.63 p.p) e Amazonas (+ 3.56 p.p). Roraima (-0.71 p.p) foi o único Estado que registrou queda no índice. Em Mato Grosso, os gastos diários aumentaram 1.47 p.p. No vizinho Mato Grosso do Sul, a queda foi de 1.47 p.p.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

13/08/2020 0 Comentários 605 Visualizações
Business

CDL Novo Hamburgo incentiva consumo do comércio local

Por Gabrielle Pacheco 02/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo lançou uma campanha em parceria com o Sicredi, com objetivo de apoiar os negócios locais, salvar empregos e auxiliar a cidade na recuperação da crise provocada pela pandemia. Com o título “Você é Responsável, Compre em Novo Hamburgo”, a ideia é que os consumidores priorizem adquirir bens e serviços no comércio hamburguense. “Comprando aqui, as empresas permanecem ativas, os empregos são mantidos e a nossa economia gira”, destaca a diretora de marketing da CDL NH, Eunice Kasper. O presidente da entidade, Jorge Stoffel, reforça que é fundamental valorizar o comércio local para retomada da economia. “Os pequenos negócios são responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país e promover esse tipo de consumo gera ganhos para toda região”, enfatiza.

Para o diretor-executivo do Sicredi Pioneira RS, Solon Stapassola Sthal, o consumo local faz o dinheiro voltar a circular na sua localidade. “A cooperativa de crédito é uma entidade ligada a comunidade, por isso é natural essa preocupação com os impactos que a crise está tendo na economia local”, comenta.

A entidade, que representa os lojistas hamburguenses, está envolvida em uma série de ações que beneficiem seus associados. Outro exemplo, é a campanha do Procon “No acordo sairemos mais fortes”, que incentiva a conciliação entre consumidores e fornecedores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2020 0 Comentários 606 Visualizações
feevale
Variedades

Feevale Live desta semana debate assuntos como ecopedagogia e consumo

Por Gabrielle Pacheco 11/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A fim de oferecer entretenimento e conhecimento a alunos e pessoas da comunidade, que estão em isolamento domiciliar, por decorrência da pandemia da Covid-19, a Universidade Feevale criou o Feevale Live. O projeto, que transmite aulas on-line em formato de live (vídeo ao vivo), debate diferentes assuntos como saúde mental, economia e lazer, entre outros.

O Feevale Live é apresentado por professores da Instituição e convidados. A programação acontece de segunda a sexta-feira, no canal do YouTube da Feevale, sempre às 17h,  com duração máxima de 1 hora. Interessados em acompanhar devem acessar o site.

Agenda da semana

– 11/05 | Ecopedagogia: a criança é natureza, com a professora Suelen Bomfim, do curso de Pedagogia

– 12/05 | Doenças crônicas: a importância do controle e uso das medicações, com a professora do curso de Enfermagem, Tatiana Cavalcanti Matos

– 13/05 | Gestão em empresas ligadas à educação física, com Marcelo Curth, docente do curso de Educação Física

– 14/05 | Consumo e seus desdobramentos, com Simone Carvalho da Rosa, professora do curso de Publicidade e Propaganda

– 15/05 | Novos comportamentos em tempos de pandemia, uma conversa com a equipe de pesquisa do Centro de Design, com a docente de Moda, Renata Fratton Noronha.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/05/2020 0 Comentários 537 Visualizações
Variedades

Etanol registra recorde histórico de consumo no Brasil

Por Gabrielle Pacheco 05/02/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) indicam um recorde histórico de consumo de etanol no Brasil em 2019 da ordem de 32,8 bilhões de litros, registrando 10,5% de crescimento em relação a 2018 – alta de 3,1 bilhões de litros no período. Desse total, o consumo de etanol hidratado respondeu por 22,5 bilhões de litros, aumento de 16,3% e os outros 10,3 bilhões de litros correspondem ao etanol anidro, o aditivo à gasolina.

Esses números colocam o Brasil na dianteira da sustentabilidade, uma vez que o etanol de cana emite 90% menos gases causadores de efeito estufa (GEE) em comparação a gasolina, sendo um dos maiores mercados consumidores de combustíveis renováveis do mundo. A manutenção de um contexto externo favorável a ampliação das vendas de biocombustível possibilitou ao Brasil consumir 2,74 bilhões de litros de etanol a cada 30 dias durante o último ano – a maior média de vendas mensais já registrada em toda série histórica.

Por consequência, a participação do etanol (hidratado e anidro) na matriz de combustíveis utilizados pela frota de veículos de passeio e de carga leve (Ciclo Otto – em gasolina equivalente) atingiu 48,3%, a maior desde 2009 no Brasil. Em pelo menos cinco federações o etanol foi responsável por abastecer mais da metade da matriz de transportes leves. Isso significa que nestes estados (Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Goiás e São Paulo) foram consumidos, em média, 2,1 litros de etanol a cada litro de gasolina pura vendida.

“Acompanhamos no mundo todo um esforço para aumentar a participação dos renováveis na matriz de transportes, enquanto no Brasil substituímos em quase metade os fósseis no ciclo Otto, com reflexos positivos no meio ambiente e na saúde pública. Estamos registrando uma mudança de preferência do consumidor, mas precisamos ampliar a consciência sobre as vantagens do etanol, que além de ter um preço vantajoso em muitos estados, traz sustentabilidade socioeconômica e ambiental para o país”, avalia Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da Unica.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
05/02/2020 0 Comentários 814 Visualizações
Business

Energia elétrica impacta orçamento dos brasileiros

Por Gabrielle Pacheco 16/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o brasileiro chega a gastar mais de 20% do salário mínimo para pagar a conta de luz.  E esses valores podem ser ainda maiores no verão, quando há uma tendência de aumento de equipamentos como ar-condicionado. A Companhia Energética de Brasília (CEB), por exemplo, registrou alta de 7% no consumo de energia elétrica no Distrito Federal no mês de novembro de 2019.

Para os brasileiros, esses números são muito altos. De acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) em parceria com o Ibope em agosto de 2019, 87% dos consumidores consideram sua conta de energia cara. E, pelo menos, 64% dos entrevistados afirma fazer esforço para economizar energia para não atrapalhar o orçamento familiar.

“Grande parte da conta de luz do brasileiro é imposto. O consumidor paga pela compra de energia, os serviços de transmissão, a distribuição e por último os encargos setoriais. Para o ano de 2020, por exemplo, podemos ter um aumento de médio de 2,42%. Isso porque existe uma consulta pública aberta em outubro feita pela Aneel, sobre o orçamento para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é um dos subsídios pagos pelos consumidores de energia”, explica Alcione Belache, CEO da Renovigi, empresa fabricante de sistemas fotovoltaicos.

Estratégias para redução de gastos

No final do ano, o governo anunciou a tarifa branca, que passou a vigorar no último 1º de janeiro como estratégia de redução de custos. A tarifa está disponível para residências e pequenos comércios, e prevê descontos para o consumidor que reduzir o consumo nos horários de maior utilização. Especialistas, porém, chamam atenção para adoção de estratégias sustentáveis e de longo prazo para redução tanto do uso de energia elétrica quanto do custo. O uso da energia renovável é uma tendência mundial.

De acordo a ONU (Organização das Nações Unidas), a energia solar vem se destacando perante as demais fontes de energia elétrica no mundo, e hoje é considerada a principal responsável pelo desenvolvimento sustentável. Além disso, um sistema solar pode contribuir para uma economia considerável na fatura.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
16/01/2020 0 Comentários 589 Visualizações
Variedades

Pesquisa revela que brasileiros estão mais sustentáveis

Por Gabrielle Pacheco 18/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

Muito se fala em Indústria 4.0 e como ela está transformando a forma com que encaramos o mundo, consumimos bens e informações e nos relacionamos, tanto com outras pessoas quanto com as marcas e os prestadores de serviços.

Face a esse novo paradigma, a Nielsen foi a campo para compreender mais profundamente como essa nova realidade está afetando o consumidor e acaba de lançar o estudo “Estilos de Vida 2019” para revelar as preferências dos brasileiros. O resultado revela que não só estamos em transformação, como estamos também cada vez mais complexos e não cabemos mais nos perfis de estilo de vida e hábitos de consumo de antigamente.

Estamos mais sustentáveis. O estudo da Nielsen mostra que 42,4% dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente, e que 30% dos entrevistados estão atentos aos ingredientes que compõem os produtos.

Mais conscientes também, 58% não compra produtos de empresas que realizam testes em animais e 65% não compra de empresas associadas ao trabalho escravo.

Estamos mais saudáveis. A população brasileira está reduzindo gordura (57%), sal (56%), açúcar (54%), alimentos industrializados (38%), cafeína (34%), lactose (27%) e glúten (27%).

No supermercado, buscam mais por produtos com adição de fibras, vitaminas e minerais (45%) e alimentos orgânicos (35%), além de fazer exercícios regularmente (33%). 74,3% dos entrevistados listam “ter saúde” como um dos objetivos de vida.

Estamos mais negociadores. Do total de entrevistados, 64% escolhe suas marcas de acordo com as ofertas de baixo preço, 73% busca primeiro pelas promoções quando entram nas lojas, 57% sempre muda de loja por conta das promoções oferecidas e 48% pesquisam promoções antes de ir às compras.

Estamos mais práticos. A pesquisa aponta que 55% dos entrevistados vai direto no local da loja para efetuar a compra, 48% leva listas com todos os itens que irão comprar e 45% procura comprar sempre os mesmos produtos.

A praticidade também permeia a escolha da loja (21% prefere ir em lojas próximas de casa ou do trabalho, e 12% citam a rapidez na compra, a organização da loja e o tamanho da fila como fatores predominantes) e a escolha das marcas (30% opta pelas já conhecidas, 18% pela disponibilidade e 12% pela variedade de tamanho e versões de embalagens).

Estamos mais conectados. O estudo da Nielsen mostra que 64% da população tem um smartphone, 48% utiliza o celular para interações em redes sociais, 39% utiliza o celular para entretenimento, 51% acha que as propagandas online chamam atenção (contra 42% na TV), 18% assiste conteúdos online em seu tempo livre e 41% já fez compras na internet.

O número de pedidos realizados no e-commerce em 2018 foi de 123 milhões, um aumento de 11% em relação ao ano anterior.

A Nielsen ouviu mais de 21 mil pessoas em 8.240 lares pesquisados. O questionário contou com 100 questões, divididas em módulos de entendimento: tempo livre e hobbies; atitude, valores e metas; meios de comunicação; hábitos de compras (antes, durante e após), e preocupações com saudabilidade.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
18/06/2019 0 Comentários 571 Visualizações
Business

Policiais federais recebem informações sobre cadeia produtiva do tabaco

Por Gabrielle Pacheco 06/06/2019
Por Gabrielle Pacheco

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, apresentou nesta quinta-feira (6) informações sobre produção e consumo de tabaco para 120 policiais federais que estão participando da reunião regional promovida pela Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio Grande do Sul.

O encontro reuniu policiais federais das 13 delegacias do Estado e da Superintendência, com sede em Porto Alegre, e foi realizado no Anfiteatro da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc).

Além da relevância econômica da produção e exportação de tabaco para centenas de municípios e milhares de brasileiros, as ações sustentáveis da cadeia produtiva nas áreas sociais e ambientais também foram temas abordados por Schünke, além dos desafios enfrentados pelo setor, em especial o impacto que o contrabando traz ao mercado legal.

“Enquanto houver demanda, teremos produção. Defendemos a preservação da produção aqui no País, a renda e os empregos gerados por esse setor. O país tem adotado muitas medidas restritivas e temos observado nos últimos anos uma inversão no consumo: os brasileiros passaram a consumir mais o produto contrabandeando, em detrimento do produto que é controlado e fiscalizado, mas mais que isso, que gera receita, impostos e empregos”, falou Schünke, citando os dados que no Brasil o contrabando supera os 50% enquanto no mundo ele representa, em média, 11%.

José Antônio Dornelles de Oliveira, da Direção Executiva da PF, agradeceu as informações repassadas e chamou atenção para os impostos pagos pelo setor.

“Indústria forte é importante para o nosso país e faz toda a diferença para o bom andamento do nosso trabalho”, ressaltou.

Gustavo Schneider, chefe da Delegacia da Polícia Federal de Santa Cruz do Sul, agradeceu o envolvimento da entidade nas questões de segurança pública do município e reforçou o agradecimento.

“Jamais teríamos o sucesso que a gente almeja ter e que acredito termos alcançado no combate de comércio de tabaco ilícitos e derivados se não fosse essa integração com a indústria. A gente precisa entender essa temática e tenho certeza que ela foi muito interessante para muitos que não tinham contato com essa realidade”, disse Schneider.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/06/2019 0 Comentários 499 Visualizações
Variedades

Estudo do Sindilojas Porto Alegre aponta tendências de consumo e dicas de sustentabilidade para o varejo

Por Gabrielle Pacheco 05/02/2019
Por Gabrielle Pacheco

Ciente da mudança na forma de consumir das pessoas e com o intuito de preparar o varejo para esses novos hábitos de consumo, o Sindilojas Porto Alegre, por meio do Núcleo de Pesquisa, desenvolveu um material recheado de dicas e conteúdos sobre sustentabilidade: o e-book EcoDesign. O termo “ecodesing” diz respeito a uma forma alternativa de pensar a produção e o consumo, que tem como base questões econômicas, sociais e ambientais.

No estudo, feito a partir de entrevistas com 400 consumidores da Capital, foi identificado que 74% estão preocupados com a quantidade de lixo que produzem. Reforçando esse alerta, um dado divulgado pela Organização Mundial da Saúde diz que o índice de produção de lixo será 70% maior no mundo até 2030.

Segundo a pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, entre os hábitos já adotados pelos entrevistados para diminuir o impacto do seu consumo no meio ambiente estão: economizar água (85%), economizar luz (84%), separar o lixo em orgânico e reciclável (77%), utilizar garrafas, copos e canecas reutilizáveis no trabalho (52%), utilizar transporte público para se deslocar (48%,) entre outras ações realizadas pela minoria das pessoas.

Reduzir o consumo de materiais descartáveis aparece entre as mudanças já adotadas por 47% dos entrevistados, ainda que 94% deles tenham manifestado que gostariam de consumir itens com menos embalagem plástica. Já entre as ações identificadas como as que adotariam estão: trocar a escova de dentes de plástico por uma de material biodegradável, como o bambu (83,8%), carregar embalagem retornável para fazer compras (82,6%) e substituir o absorvente íntimo por calcinhas absorventes laváveis (46,1% das entrevistadas mulheres até os 39 anos).

A pesquisa apontou também que 49,4% das pessoas não sabem indicar uma marca que admirem por ser sustentável, deixando clara a necessidade de as empresas investirem mais em sustentabilidade e tornarem suas ações conhecidas. Dos que souberam apontar (50,6%), as marcas indicadas foram Zaffari/Bourbon (9,3%), Natura (7,8%), O Boticário (3%), Renner (3%) e Ypê (1,3%). Entretanto, foi verificado que somente 6,1% dos entrevistados acreditam que as empresas estão realmente comprometidas em oferecer alternativas sustentáveis para os clientes.

Considerando que apenas 36% das pessoas relataram acreditar que seus hábitos são sustentáveis, a insatisfação de grande parte delas (89%) com a maneira que a sociedade se comporta em relação ao meio ambiente demonstra que há espaço e aceitação para se trabalhar o tema no varejo. Ainda de acordo com a pesquisa, 74% dos consumidores pagariam um pouco mais por produtos feitos de forma mais sustentável.

No e-book, o Sindilojas Porto Alegre cita alternativas para que as marcas comecem a utilizar materiais menos impactantes ao meio ambiente em seu dia a dia: papel kraft, papel reciclado, papel de certificação FSC (proveniente de reflorestamento), algodão orgânico, palha, garrafa PET reciclada, retalhos reaproveitados e tecido TNT são exemplos de matérias-primas que podem ser utilizadas em embalagens, sacolas e até em produtos comercializados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2019 0 Comentários 689 Visualizações
Variedades

Confiança do Consumidor avança 12% em 2018, apontam CNDL/SPC Brasil

Por Gabrielle Pacheco 17/01/2019
Por Gabrielle Pacheco

Com a definição do novo governo, os consumidores estão mais confiantes. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, no último mês de dezembro, o Indicador de Confiança do Consumidor alcançou 45,8 pontos, frente a 40,9 observados no mesmo período de 2017. O avanço foi de 12% na comparação anual. Apesar do crescimento expressivo, o índice mostra que a maioria ainda está pessimista. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que resultados acima de 50 pontos, mostram uma percepção mais otimista do consumidor.

Na avaliação do atual cenário econômico e da própria vida financeira, a percepção dos entrevistados permanece ruim. Em cada dez brasileiros, sete (72%) enxergam o momento da economia de forma negativa — apesar de elevado, esse é o menor percentual desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. As principais razões apontadas são desemprego elevado (63%), aumento dos preços (59%), alta na taxa de juros (38%), desvalorização do real frente ao dólar (25%) e menor poder de compra do consumidor (22%). Para 25%, o quadro econômico é regular e apenas 2% consideram bom.

Quanto à vida financeira, 40% dos brasileiros avaliam sua situação como negativa, enquanto 47% classificam como regular e somente 12% como boa. Para quem compartilha da visão negativa, o alto custo de vida é a razão mais citada, por mais da metade (55%) desses entrevistados. O desemprego aparece segundo lugar (40%), ao passo que 24% culpam a queda da renda familiar.

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, aspectos como o achatamento da renda e o alto índice de desemprego continuam impactando o bolso do consumidor, fazendo com que a avaliação do momento atual seja negativa. “Mesmo diante de uma situação em que a maior parte dos consumidores avalia como ruim, as boas expectativas se mantêm para o futuro. Mas, para que a retomada da confiança se consolide, será preciso que o consumidor sinta alguma melhora no momento atual, com o aumento da oferta de vagas de emprego e o avanço da sua renda”, analisa.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
17/01/2019 0 Comentários 596 Visualizações
Variedades

Classes mais baixas puxam retomada do consumo de itens básicos, aponta pesquisa

Por Gabrielle Pacheco 09/01/2019
Por Gabrielle Pacheco

Após a retração do consumo que impactou os seis primeiros meses do ano passado, um leve impacto positivo foi detectado pelo Consumer Insights, estudo da Kantar Worldpanel que analisa o terceiro trimestre de 2018. A retomada ocorre por meio do volume médio por visita na cesta de FMCG (Fast Moving Consuming Goods), os bens de Rápido Consumo ou itens básicos. E os responsáveis pelo impacto positivo foram as classes C e DE. As regiões Leste + Interior do Rio de Janeiro e Nordeste foram as que mais contribuíram.

A análise aponta também que o atacarejo segue como o queridinho dos consumidores, sendo o principal canal para a compra dos FMCG. No entanto, varejo tradicional e porta a porta continuam perdendo espaço. Em relação às cestas, perecíveis – notadamente leite fermentado – e mercearia doce se destacam.

Ainda segundo a Kantar Worldpanel, em alimentos categorias mais sofisticadas crescem, trazendo praticidade, valor agregado e também uma alimentação mais prazerosa. A questão tem desempenhado papel importante na hora de decisão de compra – 27% de importância das ocasiões de consumo são por prazer. Além do leite fermentado, leite em pó, batata congelada, pão industrializado, massa fresca e azeite estão entre os itens que seguem na lista do supermercado pelo prazer que trazem para a alimentação do lar. Enquanto isso, fora de casa, os indivíduos buscam principalmente por sabor (50% das ocasiões de consumo fora do lar são por sabor).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
09/01/2019 0 Comentários 572 Visualizações
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