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Business

Começa amanhã a 25ª edição do Liquida Porto Alegre

Por Ester Ellwanger 17/02/2022
Por Ester Ellwanger

O Liquida Porto Alegre 2022 inicia-se nesta sexta-feira, 18 de fevereiro, em meio a um dos momentos mais significativos da retomada econômica da Capital, quando lojistas e consumidores mais precisam de estímulos para movimentar o ecossistema dos negócios.

Neste ano, mais de 4,6 mil estabelecimentos aderiram à promoção que estará espalhada por 85 bairros, com maior incidência no Centro Histórico (702 lojas), Passo D’Areia (302 lojas) e Floresta (244 lojas). Dentre as inscritas, 71% são lojas de rua, 19% localizam-se em shoppings e 10% estão em camelódromos. Ainda, mais de 70 estabelecimentos são totalmente digitais e quase 700 são novatos na liquidação, que ocorrerá até o dia 26.

Os segmentos são os mais variados, desde vestuário (740 lojas) a farmácias (470 lojas), passando por móveis e colchões (300 lojas), alimentação (285 lojas) e beleza (280 lojas), chegando até os nichos religiosos, a área de moradias compartilhadas — os colivings — e à venda de espaços físicos de armazenamento – os self storages.

 

Liquida POA

Nesta edição do Liquida Porto Alegre, a CDL POA empenhou-se, de maneira ainda mais significativa, em instruir os lojistas a focar em ofertas que façam a diferença para o consumidor, aponta o presidente da Entidade, Irio Piva. “Iniciamos o Liquida Porto Alegre com o ambiente ideal: consumidores com expectativa para fazer suas compras e lojistas sabendo a importância de oferecer boas ofertas para gerar negócios. Nosso papel é criar esse ambiente e levar o consumidor até as lojas, impulsionando a economia local”, detalha o dirigente.

Piva explica que o maior poder do Liquida está no consumidor, que decidirá quais são os estabelecimentos que melhor irão atender as suas necessidades: “As boas ofertas devem ser oportunidades únicas”.

 

Economia

O propósito do Liquida Porto Alegre 2022 está em constituir um marco para a retomada da economia do município. Segundo o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, alguns dados oficiais mostram o quão necessário é o processo de recuperação da geração de emprego e de renda. “O mercado de trabalho formal encolheu 1,2% entre março de 2020 e dezembro de 2021, o que significa 6.528 vagas a menos no período, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Por sua vez, a quantidade de Notas Fiscais Eletrônicas emitidas na Capital hoje é praticamente a mesma de três anos atrás, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Portanto, cremos que o evento deve colaborar para a ativação das vendas em um mês que é tradicionalmente caracterizado por ser o de pior movimento ao longo do ano para o varejo”, analisa o economista.

Conforme levantamento de dados do especialista, o cálculo da sazonalidade aponta que fevereiro é o mês de menor faturamento no setor, cuja queda em relação à média dos demais meses é de 16%.

 

O mercado de trabalho formal encolheu 1,2% entre março de 2020 e dezembro de 2021, o que significa 6.528 vagas a menos no período, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  Portanto, cremos que o evento deve colaborar para a ativação das vendas em um mês que é tradicionalmente caracterizado por ser o de pior movimento ao longo do ano para o varejo”.

 

Campanha

Neste ano, o Liquida vem com uma nova marca, uma entrega massiva de material promocional para os lojistas e uma forte campanha de mídia, com participação em rádios, TVs, jornais impressos e digitais, além de mídia Out Of Home, e contando também com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre. Tudo concebido a fim de que o consumidor possa aproveitar ao máximo o ambiente de promoções.

A partir da diversidade de estabelecimentos cadastrados, imagino o consumidor aproveitando o Liquida Porto Alegre durante todo o seu dia a dia, como almoçar, ir a uma estética, comprar um presente, atualizar o guarda-roupas, e no lazer do fim do dia”.

O coordenador da Campanha e vice-presidente da CDL POA, Carlos Frederico Schmaedecke, aposta em um Liquida para todas as classes sociais, que englobe amplas atividades. “A partir da diversidade de estabelecimentos cadastrados, imagino o consumidor aproveitando o Liquida Porto Alegre durante todo o seu dia a dia, como almoçar, ir a uma estética, comprar um presente, atualizar o guarda-roupas, e no lazer do fim do dia”, idealiza Schmaedecke. O dirigente reforça ser fundamental manter a qualidade no atendimento, na comunicação individualizada com o cliente e nas ofertas efetivas a serem oferecidas. “Esse é o fator de sucesso de uma liquidação”, enfatiza o vice-presidente.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/02/2022 0 Comentários 867 Visualizações
Business

Menos feriados em dias úteis, melhor desempenho do comércio

Por Stephany Foscarini 17/02/2022
Por Stephany Foscarini

Após um 2021 com quase uma dezena de feriados acontecendo em dias úteis, o que interferiu bastante no desempenho do comércio no Brasil e no Rio Grande do Sul, no ano de 2022 esse fator deve ter menor impacto na atividade comercial.

Neste ano, são sete os feriados que transcorrem em dias úteis, o que ajuda a reduzir as perdas do comércio por não abrir as portas. O custo econômico dos feriados para a economia do país não é desprezível. Pelo contrário, é grande e prejudica bastante a competitividade brasileira no contexto internacional.

“Um calendário recheado de períodos de interrupção da produção e restrição à atividade comercial causa prejuízos para a indústria e para o comércio. No varejo gaúcho, por exemplo, cada dia parado representa perda de quase R$180 milhões. Então, apenas com os 10 feriados em dias úteis do ano passado, o prejuízo foi de aproximadamente R$1,8 bilhão. Em nível nacional as perdas ultrapassaram a casa dos R$22 bilhões no varejo”, alerta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

O dirigente lembra que a Federação defende a alteração da disposição dos feriados nacionais, colocando-os apenas nas segundas-feiras, com exceção do Natal e Ano Novo. O presidente da FCDL-RS ressalta que esta ideia já foi colocada em prática na década de 80 do século passado e obteve bons resultados.

Feriados na terça, quarta, quinta-feira, nós entendemos que são prejudiciais tanto para o comércio quanto para a indústria. Acabam tendo um efeito desmobilizante ao setor produtivo por materializar os “feriadões”. E o faturamento perdido não se recupera no outro dia”.

“Feriados na terça, quarta, quinta-feira, nós entendemos que são prejudiciais tanto para o comércio quanto para a indústria. Acabam tendo um efeito desmobilizante ao setor produtivo por materializar os ‘feriadões’. E o faturamento perdido não se recupera no outro dia. Além disso, embora uma grande quantidade de feriados em dias úteis pareça atraente para os trabalhadores, vale lembrar que as perdas financeiras das empresas prejudicam a sustentabilidade delas e podem acabar prejudicando os indicadores de empregabilidade”, avalia Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS diz, ainda, que a recuperação econômica e a melhoria da competitividade do país passa pela mobilização de todos os setores da sociedade. A diminuição do Custo Brasil, por exemplo, é uma condição fundamental para o Brasil ter melhores condições de competir com outros países que batalham, diariamente, por parcelas do comércio mundial. Racionalizar a ocorrência dos feriados pode ser uma maneira de aumentar o ganho de produtividade da nação e ajudar o país a galgar posições no ranking mundial de produtividade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/02/2022 0 Comentários 643 Visualizações
Business

Casal de gaúchos cria marca de bem-estar e abre loja na Praia do Rosa

Por Ester Ellwanger 12/02/2022
Por Ester Ellwanger

Praticantes de um estilo de vida consciente e, com o desejo de facilitá-lo para outras pessoas, o casal de gaúchos, Jana e Leo Costanzo, lança a marca Agora Lifestyle e inaugura um espaço físico focado no bem viver, localizado na Praia do Rosa, em Imbituba (SC) – um dos destinos mais paradisíacos do Brasil. Segundo a dupla, a Agora vai oferecer ferramentas para um dia a dia mais alto astral e em harmonia com o meio ambiente.

Além de experiências para estimular o desenvolvimento pessoal e autoconhecimento como a prática de yoga e meditação, a novidade terá itens que se encaixam em diferentes momentos das rotinas de autocuidado e da nutrição, e também elementos para decoração e lifestyle. Tanto na loja física como no e-commerce – com entrega em todo o Brasil -, é possível encontrar uma variedade de produtos de higiene, cosméticos (veganos e naturais), óleos essenciais, suplementos alimentares, snacks, chás, bebidas (alcoólicas e não-alcoólicas), livros, cristais, velas aromáticas, incensos, acessórios e roupas de yoga e arte.

“Queremos compartilhar tudo que faz parte do nosso dia a dia. Buscamos fazer uma curadoria de marcas que estejam alinhadas com a preocupação do bem-estar do planeta. Vivemos e utilizamos tudo que terá disponível na loja”, explica o casal.

A história da Agora começa em 2020, quando o casal e sua filha foram morar na Praia do Rosa (SC), onde construíram uma casa em busca de um estilo de vida mais consciente, consolidando seus hábitos e rotinas de autocuidado. Com a vontade de tornar esse lifestyle mais acessível, tiveram a ideia de abrir a loja e oferecer um ambiente com produtos de qualidade e informação para quem deseja começar uma vida mais prazerosa e de escolhas mais conscientes.

Agora Lifestyle

Endereço: Estrada Geral Ibiraquera, esquina Estrada Geral do Luz – Centro Comercial Ibiraquera – Sala 07, Praia do Rosa/Ibiraquera – Imbituba (SC)
Horário de atendimento: Terça-feira a domingo, das 13h30 às 19h30

Foto: Henry-Saltz/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/02/2022 0 Comentários 1,2K Visualizações
Business

Pagamento do PIS/Pasep é mais um fator que pode incrementar vendas do comércio

Por Ester Ellwanger 09/02/2022
Por Ester Ellwanger

Cerca de 22 milhões de trabalhadores em todo o Brasil ganham recurso adicional para seus orçamentos a partir desta terça-feira, 08 de fevereiro, com o início do pagamento do abono salarial PIS/Pasep. De acordo com estimativa do governo federal o benefício deve injetar R$ 20 bilhões na economia do país.

“É mais dinheiro adicional que entra no mercado e ajuda a aquecer o consumo, ainda que não provoque uma explosão de vendas. No atual estágio da nossa economia, são recursos que ajudam a incrementar o orçamento das famílias e, também, fomentar o comércio”, avalia o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

O dirigente acredita que boa parte dos recursos que serão injetados na economia brasileira serão direcionados ao consumo, mesmo que não contemple produtos de maior valor. A maior probabilidade é que o dinheiro seja investido na compra de alimentos, remédios e algo de vestuário e calçados, desde que estejam com preços atraentes.

Isso se deve ao fato do PIS/Pasep contemplar valores que oscilam na casa dos R$ 101,00 a R$ 1.212,00. Tem direito ao benefício os trabalhadores inscritos no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que trabalharam formalmente por pelo menos 30 dias em 2020 e que recebem até dois salários mínimos (R$ 2.424).

Trabalhadores do setor privado, inscritos no PIS, receberão o abono salarial deste ano no período de 8 de fevereiro a 31 de março, pela Caixa. Para servidores públicos, militares e empregados de estatais, inscritos no Pasep, o pagamento vai de 15 de fevereiro a 24 de março, pelo Banco do Brasil.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/02/2022 0 Comentários 596 Visualizações
Business

Lojistas vivem cenário de incerteza para o período do Carnaval

Por Ester Ellwanger 08/02/2022
Por Ester Ellwanger

Pelo segundo ano consecutivo uma das principais celebrações dos brasileiros sofre restrições em virtude da pandemia. O cancelamento do Carnaval de Rua em praticamente todo o país gera um cenário de incerteza para o comércio, que sempre teve na data um momento de resultados positivos em suas vendas.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, ressalta que neste período as lojas especializadas em artigos de decoração e fantasias apresentavam um crescimento exponencial de suas vendas e isso ajudava o comércio em geral. Além disso, os setores de hospedagem e alimentação também lucravam muito durante os quatro dias de realização da folia.

“Até 2020, as lojas especializadas em artigos típicos dos festejos carnavalescos chegavam a dobrar suas vendas na comparação com outros períodos do ano. Hotéis, pousadas, agências de viagens e restaurantes também tinham seu faturamento ampliado durante o carnaval, especialmente nas cidades litorâneas do Rio Grande do Sul. Hoje, repetindo o que aconteceu em 2021, vivemos um momento em que a população está procurando cuidar da sua saúde e das suas finanças e isso, deve se refletir, sim, em vendas menores no período”, avalia Vitor Augusto Koch.

O dirigente comenta que não apenas as lojas especializadas em artigos de carnaval deixam de ter maior incremento de vendas com o cancelamento da festividade. Segmentos como restaurantes, bares, supermercados, lojas de vestuário, de calçados e de bijuterias também devem ser afetados por este momento de incerteza.

Apreensão para os resultados do primeiro trimestre

Não é apenas o resultado das vendas no Carnaval que traz apreensão para os lojistas. Fatores como o aumento da taxa básica de juros do país, a inflação ainda se mantendo em um patamar elevado, a redução do poder de compra do consumidor e o recrudescimento da pandemia da Covid-19 podem fazer com que o varejo não tenha o desempenho esperado no primeiro trimestre de 2022.

“Precisamos de medidas efetivas para reverter o quadro atual, especialmente no que diz respeito ao crescimento das taxas de juros do país. A alta da Selic para 10,75% é preocupante, pois pode prejudicar a tão necessária recuperação econômica que o Brasil precisa ter. Como os índices de consumo e de emprego ainda estão abaixo dos níveis anteriores à pandemia da Covid-19 o momento não é o ideal para a adoção de medidas que comprometam ainda mais o orçamento das famílias e das empresas”, destaca Koch.

lojistas

O presidente da FCDL-RS pondera que o comércio é um dos setores mais afetados pelas altas taxas de juros. Ele lembra que o aumento da Selic deixa mais cara a gestão do fluxo de caixa e o crédito para financiar um empreendimento. Além disso, há uma dificuldade de repassar o aumento no custo para o preço dos produtos, já que o consumidor também tem o poder de compra reduzido.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/02/2022 0 Comentários 552 Visualizações
Business

Merkator divulga datas de suas duas feiras calçadistas em Gramado

Por Ester Ellwanger 31/01/2022
Por Ester Ellwanger

A Merkator Feiras e Eventos entra no segundo mês de 2022 com calendário completo de seus eventos para os próximos três anos. A promotora foi a única no setor calçadista brasileiro que conseguiu realizar no período duro da pandemia do Coronavírus duas feiras presenciais e uma digital, sentindo as dores do mercado, mostrando empatia para com a indústria e com o varejo. Assim, anuncia as datas das suas próximas feiras em Gramado, de 2022 até 2025.

“Foi muito difícil, tivemos que cortar na própria carne, mas conseguimos identificar as necessidades e oferecer o nosso melhor com muito trabalho e muita dedicação”, diz Frederico Pletsch, diretor da promotora.

Depois da realização da última edição da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios, no mês de novembro do ano passado, iniciou o planejamento das próximas feiras tentando se ajustar aos anseios dos fabricantes e dos lojistas. “Depois destes dois anos complicados, quando vimos a habilidade de muitos em resistir aos problemas e superar as adversidades, acreditamos que um calendário coerente de feiras setoriais para os próximos anos pode representar a continuidade da possibilidade de negócios importantes e de reuniões profissionais. É fundamental reunir o setor, promover encontros em um único ambiente onde todos possam assistir e discutir os avanços da moda e da tecnologia com informações relevantes para que cada um tenha condições de definir seus novos passos”, diz ele.

“Todas as datas escolhidas seguem os períodos acordados com os nossos sindicatos parceiros que sempre opinaram na melhor época para as realizações das feiras de acordo com os ciclos da produção e da comercialização”, finaliza Pletsch.

Feiras

O Salão Internacional do Couro e do Calçado – SICC:

  • 23 a 25 de maio em 2022;
  • 23 a 24 de maio em 2023;
  • 20 a 22 de maio em 2024;
  • 19 a 21 de maio em 2025.

Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios:

  • 21 a 23 de novembro de 2022;
  • 20 a 22 de novembro de 2023;
  • 18 a 20 de novembro de 2024;
  • 17 a 19 de novembro de 2025.
Foto: Dinarci Borges /Divulgação | Fonte: Assessoria
31/01/2022 0 Comentários 934 Visualizações
Business

Fecomércio-RS fala da urgência do projeto que reajusta os limites do Simples Nacional

Por Ester Ellwanger 19/01/2022
Por Ester Ellwanger

A Fecomércio-RS está empenhada em sensibilizar os deputados federais quanto à importância do Projeto de Lei Complementar nº 319/2016, que prevê um reajuste anual dos limites de receita bruta para adesão ao Simples Nacional. O projeto teve parecer favorável aprovado na Comissão de Finanças e Tributação, em novembro de 2021, e aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A Federação tem abordado os parlamentares para expor a necessidade de acelerar a aprovação e conta com o engajamento dos empresários para fortalecer esta mobilização.

O PLP 319/2016 propõe novos ajustes na Lei Complementar nº 123/2006, que já sofreu mudanças com a reforma do Simples Nacional, concretizada pela Lei Complementar nº 155/2016. Conforme essa alteração, o limite para enquadramento no Simples foi ampliado de R$ 3,6 milhões para até R$ 4,8 milhões e a carga tributária de uma empresa passou a aumentar de forma gradual conforme o crescimento da receita bruta. No entanto, os valores estabelecidos pela lei não levam em conta a inflação, o que tornou estes limites defasados.

A falta de atualização dos valores de receita bruta para enquadramento no Simples Nacional constitui, de fato, um aumento da carga tributária e um encolhimento forçado do Regime Simplificado, reduzindo o número de empresas aptas a utilizarem o mesmo. Isso porque, com o aumento dos preços, a receita das empresas cresce nominalmente, sem que haja um crescimento real. Afinal, o aumento da receita é acompanhado por um aumento das despesas, na medida em que os insumos, aluguéis e demais custos também sofrem o impacto da inflação.

O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, reitera que o ajuste no texto da norma para incluir a realidade da inflação constitui uma medida urgente e necessária para que as empresas que precisam acessar o Simples Nacional possam continuar a se enquadrar neste regime: “A Fecomércio-RS entende que esse problema poderia ser resolvido de modo fácil, com o reajuste automático dos limites estabelecidos nas tabelas de tributação do Simples Nacional, de modo que os mesmos se mantivessem sempre compatíveis com o nível de preços da economia brasileira”.

O projeto aguarda designação de relator e análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara de Deputados antes de ir à votação em plenário. Se aprovado na Câmara, o PLP 319/2016 ainda precisará passar pelo Senado antes de ser submetido à sanção presidencial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/01/2022 0 Comentários 516 Visualizações
Business

ACI de Santa Cruz completa 104 anos de representação empresarial

Por Ester Ellwanger 10/01/2022
Por Ester Ellwanger

A Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul, uma das mais representativas entidades empresariais da região, comemorou em 2 de janeiro, 104 anos de atuação. A data coincide com o final da gestão do 2020-2021, que esteve sob o comando do presidente Gabriel Haas de Borba.

O processo sucessório, concluído em novembro passado, elegeu como novo presidente da ACI para próximo biênio, Cesar Antonio Cechinato, e vice, Paulo Roberto de Sousa Bigolin, confirmando a tradição da entidade de eleger o vice-presidente da gestão anterior.

Anos desafiadores marcaram a gestão de Borba. As restrições impostas pela pandemia do Coronavírus e seus impactos econômico e social também afetaram o planejamento entidade, que teve que se readaptar à nova realidade, investindo em ações inovadoras. Os tradicionais eventos como o Tá na Hora, Café Empresarial e os encontros da Comissão de RH, marcados pela grande presença de público, passaram a acontecer em formato on-line e, mais recentemente, híbrido, para atender às regras de distanciamento social e os protocolos sanitários. Também o Prêmio Líderes e Vencedores de Santa Cruz, realizado de forma exclusiva pela ACI no interior do Estado, teve uma edição virtual. O compromisso de atender os associados e representar as bandeiras dos setores empresariais, contudo, permaneceram inalterados e ainda mais fortalecidos.

Ações de representatividade para amenizar os danos à economia gerados pela pandemia e apoiar os empreendedores locais foram implementadas pela entidade. Manifestações pela prorrogação do prazo de pagamento de impostos municipais, como IPTU e ISS, e por mais facilidades de acesso a linhas de crédito, estiveram nas pautas defendidas pela ACI, assim como a defesa do projeto de lei da desoneração da folha doe pagamento.

Posicionamento presente também na última eleição municipal. A ACI entregou a cada candidato à prefeitura de Santa Cruz uma carta-compromisso com demandas para o desenvolvimento do município. Grande parte das propostas pediam medidas de desburocratização da gestão pública e o uso da tecnologia para agilizar os procedimentos nas diferentes áreas, facilitando o acesso on-line, principalmente no campo do empreendedorismo. Propunha ainda uma maior interação da gestão pública com as entidades e a comunidade, além do incremento das parcerias público-privadas.

Duplica 287

A mobilização histórica que reuniu diversas entidades e organizações da região em favor da duplicação da RSC 287, teve a ACI como uma das protagonistas.

A entidade defendeu essa demanda de forma intensa, conseguindo finalmente concretizá-la com o êxito do leilão na Bolsa de Valores, em São Paulo, que concedeu a concessão à empresa Sacyr. O ato contou com a presença de uma comitiva da entidade que entregou um portfólio do município aos executivos da empresa vencedora, junto com o convite para que instalasse sua sede administrativa na cidade. A ação foi decisiva para que a Sacyr confirmasse o empreendimento em Santa Cruz, gerando 200 novos empregos.

Novos serviços

Em parceria inédita no Estado, ACI trouxe para a região o serviço de análise positiva de crédito, através da QUOD – uma fintech que pertence aos cinco maiores bancos que atuam no país. Recentemente, firmou também parceria com os Cartórios de Protestos do RS para facilitar o método de cobrança de seus associados e oferecer outras vantagens para recuperação de crédito.

Deixo a ACI com o sentimento do dever cumprido e com a certeza de que o trabalho realizado até aqui será mantido e aperfeiçoado pela próxima gestão”.

Em outra ação de protagonismo, criou a Câmara de Arbitragem – CAACI – a primeira do interior do Estado. Em 2021, a Câmara realizou sua primeira arbitragem no município e vem fortalecendo sua atuação na região. Recentemente, a CAACI conclui um curso para formação de novos árbitros, já preparando a expansão da arbitragem como forma moderna, ágil e eficaz de solução de conflitos, sem a participação do Poder Judiciário.

Ao deixar o cargo, Borba fez um balanço positivo de sua gestão e agradeceu o apoio da diretoria e dos colaboradores da entidade. “Deixo a ACI com o sentimento do dever cumprido e com a certeza de que o trabalho realizado até aqui será mantido e aperfeiçoado pela próxima gestão”.

Nova gestão

Dar continuidade aos projetos e ações em andamento e fortalecer ainda mais o papel representativo da entidade na região são pautas da nova gestão. Temas como inovação, reformas tributária e administrativa para a redução do custo Brasil e o estímulo ao empreendedorismo, que historicamente têm orientado a atuação da ACI, devem ser priorizados, destaca o presidente eleito, Cesar Cenchinato. “Trabalhar para o desenvolvimento de Santa Cruz e da região, criando caminhos para fortalecer o ecossistema empreendedor, é a vocação e a principal finalidade da ACI como entidade de classe”.

Cechinato cita as mobilizações para a duplicação da RSC 287 – que permanece ativa – e instalação da sede da concessionária responsável pela obra no município, além de ações em defesa da prorrogação da desoneração da folha de pagamento, como exemplos do poder da união de forças na defesa do desenvolvimento regional e da preservação do emprego e renda.

Destaca que é meta da nova gestão fortalecer essas parcerias, estimulando a integração com outras entidades e organizações para potencializar resultados. Parcerias que serão estendidas também aos serviços e produtos oferecidos pela entidade, como já é feito atualmente, com o objetivo de tornar ainda mais evidente a atuação da ACI como centro gerador de negócios.

Memória

Primeira entidade empresarial do município, fundada em 2 de janeiro de 1918, a Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz do Sul atua para o desenvolvimento da região e o fortalecimento da atividade empresarial. Uma trajetória construída com o apoio dos segmentos que representa – comércio, indústria, serviços, agronegócio e profissionais liberais. Com forte presença nos assuntos de interesse regional, é reconhecida por sua grande representatividade (é a maior da região em número de associados), por sua atuação voluntária e por ser um centro gerador de negócios.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

10/01/2022 0 Comentários 833 Visualizações
Business

Liquidações no início do ano movimentam o comércio

Por Ester Ellwanger 10/01/2022
Por Ester Ellwanger

Os primeiros dias de janeiro marcam, na maior parte do Brasil, o início do período de liquidações do comércio varejista. Esta estratégia permite ao comércio liquidar os estoques remanescentes do final do ano e, também, pode gerar vendas mais consistentes em um período que se caracteriza por menor consumo, especialmente nas cidades onde as férias acabam reduzindo o número de clientes nas lojas.

“Os dois primeiros meses do ano, geralmente, apresentam números mais tímidos de vendas, pois grande parte da renda familiar disponível é direcionada a outros compromissos financeiros típicos do período, como IPTU, IPVA, despesas escolares, entre outros. Desta forma, os preços atrativos são uma forma dos lojistas animarem os consumidores a comprar”, ressalta o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul, FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
O dirigente lembra, ainda, que as ações promocionais ajudam o comerciante a girar seu estoque, ajustando os níveis de produtos à disposição, além de reforçar o caixa do estabelecimento.


“Um detalhe importante para os lojistas ficarem atentos é que os consumidores que tem a intenção de realizar compras estão naturalmente mais criteriosos na escolha dos produtos. Assim, o comerciante que ofertar descontos percebíveis e personalizar o atendimento, promovendo uma experiência de compra positiva aos seus clientes terá maiores possibilidades de realizar vendas consistentes”, destaca Vitor Augusto Koch.

A prática de liquidações nos primeiros meses tem proporcionado um incremento da participação de janeiro e fevereiro, tradicionalmente os meses de menor movimento nas lojas, nas vendas totais do ano. Até 2013, os dois meses representavam cerca de 14% do volume comercializado pelo varejo no Rio Grande do Sul. Em 2021, o índice subiu para quase 18%.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/01/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
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