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comércio exterior

Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 169 Visualizações
Variedades

Marcos Boschetti será homenageado no Prêmio Exportação RS

Por Jonathan da Silva 08/07/2026
Por Jonathan da Silva

O CEO e cofundador da Nelogica, Marcos Rafael Boschetti, será homenageado com o mérito Personalidade Competitividade Internacional 2026 durante a 54ª edição do Prêmio Exportação RS. A cerimônia será realizada no dia 6 de agosto, na Casa NTX, em Porto Alegre. A distinção reconhece anualmente uma liderança empresarial que tenha contribuído para a promoção de produtos e soluções brasileiras no mercado global e para o fortalecimento das exportações nacionais.

A escolha de Boschetti reconhece sua atuação à frente da estratégia de expansão internacional da Nelogica, empresa fundada em Porto Alegre em 2003 e que atualmente atende milhões de usuários em mais de 150 países com soluções voltadas ao mercado de investimentos.

Quem é Marcos Boschetti

Graduado e mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com MBA pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Boschetti participou da criação da Nelogica, que se tornou a maior provedora de tecnologia para investimentos da América Latina e alcançou o status de unicórnio.

Nos últimos anos, o executivo passou a liderar diretamente a expansão internacional da companhia, que estruturou operações nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina. As soluções desenvolvidas pela empresa são utilizadas por investidores, corretoras e bancos conectados aos principais mercados financeiros do mundo.

Além da atuação empresarial, Boschetti é Empreendedor Endeavor, mentor de startups e a Nelogica é cofundadora do Instituto Caldeira, voltado ao fortalecimento do ecossistema de inovação brasileiro.

Primeiro reconhecimento ao setor da tecnologia

O presidente do Conselho do Prêmio Exportação RS, Rafael Biedermann Mariante, destacou que esta será a primeira vez que a distinção será concedida a uma liderança do setor de tecnologia. “Pela primeira vez em nossa trajetória, estamos concedendo esta distinção a uma liderança do setor de tecnologia. A escolha do Marcos reflete a evolução da nossa matriz exportadora e mostra que o Rio Grande do Sul não exporta apenas excelentes commodities e produtos manufaturados, mas também inteligência, inovação e tecnologias de padrão global”, expressou Mariante.

Premiação

Os vencedores das demais categorias da 54ª edição do Prêmio Exportação RS foram anunciados em junho pelo Conselho da premiação. Ao todo, 64 organizações serão reconhecidas por sua atuação no mercado, visão estratégica e contribuição para o fortalecimento da economia do Rio Grande do Sul. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá no dia 6 de agosto, em Porto Alegre.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2026 0 Comentários 147 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína fecham semestre com maior volume da história

Por Jonathan da Silva 06/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume já registrado para o período, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 794,2 mil toneladas de carne suína, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025. A receita das exportações também cresceu, alcançando US$ 1,859 bilhão, avanço de 7,9%. Apesar da retração registrada em junho, o desempenho acumulado reforça a expectativa do setor de alcançar um novo recorde anual.

Em junho, as exportações brasileiras de carne suína, considerando produtos in natura e processados, totalizaram 132,4 mil toneladas. O volume representa uma queda de 3,5% em comparação com as 137,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

A receita obtida no mês foi de US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% inferior aos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano passado.

Mercados compradores

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em junho, com 23,5 mil toneladas embarcadas, apesar da redução de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e crescimento de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas (+3,1%); China, com 11,4 mil toneladas (-26,5%); Hong Kong, com 8 mil toneladas (+1,4%); México, com 6,9 mil toneladas (-4,8%); Singapura, com 5,9 mil toneladas (-35,4%); Argentina, com 5,9 mil toneladas (+46,5%); Vietnã, com 5,8 mil toneladas (+1,5%); e Uruguai, com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

Estados exportadores

Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas, Paraná, com 20,7 mil toneladas, Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas, e Mato Grosso, com 4 mil toneladas.

Enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram recuo de 6,9% e 4,7%, respectivamente, Paraná apresentou crescimento de 3,2%, Minas Gerais de 26,3% e Mato Grosso de 23,3%.

Perspectiva para o ano

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que o resultado acumulado do semestre demonstra a continuidade da expansão do setor no mercado internacional. “Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destacou Santin.

Foto: Samuel Wölfl/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
06/07/2026 0 Comentários 202 Visualizações
Projetos especiais

Programa Exporta-RS promove encontro com empresários em Canela nesta quinta

Por Jonathan da Silva 23/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Programa Exporta-RS realizará seu primeiro encontro em Canela nesta quinta-feira, dia 25, com o objetivo de aproximar empresas locais do mercado internacional. A atividade ocorrerá a partir das 13h30min, na arena do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela (Cidica), no bairro Boeira, e é promovida pelo Governo do Estado com apoio da Prefeitura de Canela, por meio da Secretaria da Fazenda e Desenvolvimento Econômico. A iniciativa busca apresentar oportunidades de inserção no comércio exterior, fornecer orientações estratégicas aos empreendedores e ampliar o acesso das empresas gaúchas a mercados internacionais.

Durante o encontro, representantes da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do estado irão apresentar informações relacionadas ao comércio exterior e estudos de mercado voltados à identificação de países e regiões com potencial de compra para produtos e serviços ofertados pelas empresas participantes.

Orientações para exportação

A programação contará com a apresentação de ferramentas e estratégias voltadas à internacionalização de negócios. Entre os temas abordados estarão a prospecção de oportunidades comerciais no exterior, a identificação de potenciais clientes internacionais e o uso de recursos de inteligência artificial para tornar esse processo mais ágil e eficiente.

A proposta do programa é fornecer informações que auxiliem os empreendedores na ampliação de mercados e no planejamento de ações voltadas à exportação.

O que mais será abordado

Além das orientações sobre oportunidades de negócios internacionais, o encontro também tratará de iniciativas de capacitação na área de comércio exterior e de visitas técnicas aos portos do Rio Grande do Sul.

A programação inclui ainda a divulgação de informações consideradas estratégicas para empresas interessadas em ingressar ou ampliar sua atuação no mercado externo, abordando aspectos relacionados à logística, comercialização e identificação de oportunidades de exportação.

Expansão para outros municípios

De acordo com a organização, Canela recebe a primeira edição local do Programa Exporta-RS, que também deverá ser levado a outros municípios gaúchos. A iniciativa integra as ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da competitividade empresarial e à ampliação da participação de empresas do Rio Grande do Sul no comércio internacional.

As inscrições para participação no encontro podem ser realizadas por meio de formulário disponibilizado online pela organização.

Serviço

  • O quê: Encontro do Programa Exporta-RS
  • Quando: Quinta-feira, 25 de junho, às 13h30min
  • Onde: Arena do Centro Integrado de Desenvolvimento e Inovação de Canela – Cidica (Rua São Francisco, 199, bairro Boeira, Canela)
  • Quanto: Participação gratuita mediante inscrição prévia
Foto: Júlio Dias/Prefeitura de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/06/2026 0 Comentários 171 Visualizações
Cidades

Guaíba lidera exportações gaúchas em 12 segmentos

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

Guaíba movimentou R$ 353,3 milhões em exportações entre janeiro e abril de 2026 e liderou o Rio Grande do Sul em 12 categorias de produtos, conforme levantamento baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo os dados compilados pela Prefeitura de Guaíba, o principal produto exportado pelo município é a pasta química de madeira, conhecida como celulose, que somou R$ 301,58 milhões no período analisado. O produto representa cerca de 85% da receita total de exportações da cidade e tem sua operação vinculada à atuação da empresa CMPC, por meio da extração de fibras de celulose a partir da madeira de eucalipto.

Destaque nacional

No ranking nacional da categoria de pastas químicas de madeira, Guaíba ocupa a quarta posição entre os municípios brasileiros exportadores. A cidade fica atrás apenas de Três Lagoas-MS, Ribas do Rio Pardo-MS e Lençóis Paulista-SP.

Além da celulose, o município lidera o ranking gaúcho em outros segmentos exportadores. Entre eles estão partes e acessórios de veículos automotores, papel destinado à fabricação de papel higiênico, papel e cartão utilizados para escrita, além de poliacetais, poliéteres e resinas epóxidas.

Desempenho em diferentes categorias

A melhor colocação nacional de Guaíba foi registrada na categoria de tintas e vernizes à base de polímeros sintéticos ou naturais modificados, dispersos ou dissolvidos em meio não aquoso. Nesse segmento, o município aparece na terceira posição nacional, atrás apenas de São Bernardo do Campo-SP e Sumaré-SP.

As exportações dessa categoria movimentaram R$ 5,4 milhões nos primeiros quatro meses de 2026. Além desse resultado, Guaíba figura entre os 20 maiores exportadores do país em outras 19 categorias de produtos.

Foto: Arquivo/PMG/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 241 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 8,3% em abril

Por Jonathan da Silva 11/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8,3% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na semana passada. Ao todo, foram embarcadas 140 mil toneladas de produtos in natura e processados no quarto mês do ano, frente às 129,2 mil toneladas registradas em abril de 2025. De acordo com a entidade, o aumento foi impulsionado principalmente pela ampliação da demanda em mercados asiáticos, com destaque para Filipinas e Japão.

A receita obtida com as exportações também apresentou crescimento. Em abril deste ano, o setor arrecadou US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Resultado do quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando foram exportadas 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado foi de 14,1%. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses deste ano, contra US$ 1,090 bilhão obtidos no mesmo período do ano anterior.

Ásia concentra principais mercados

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 20,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas exportadas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas e retração de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, resultado 34,3% inferior ao registrado no ano anterior.

Também figuram entre os principais compradores o Vietnã, com 5,5 mil toneladas e crescimento de 44,6%; Argentina, com 5,3 mil toneladas e queda de 8,7%; Singapura, com 5,1 mil toneladas e retração de 24,3%; Uruguai, com 4,6 mil toneladas e aumento de 12,7%; e México, com 4,4 mil toneladas, queda de 40,3%.

Perspectiva para 2026

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho do setor segue positivo neste ano, especialmente em mercados asiáticos. “O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avaliou Santin.

Foto: Thorl5/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2026 0 Comentários 202 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de frango crescem 2,2% em abril

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 486,5 mil toneladas em abril, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume, que conta produtos in natura e processados, representa um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 475,9 mil toneladas. O resultado é o maior já registrado para o quarto mês do ano.

A receita obtida com os embarques também apresentou alta no período. Conforme a ABPA, o saldo chegou a US$ 940,5 milhões em abril deste ano, valor 3,8% superior aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango, crescimento de 4,3% em comparação às 1,863 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e abril do ano passado. Em receita, o aumento acumulado foi de 6,1%, passando de US$ 3,492 bilhões em 2025 para US$ 3,704 bilhões neste ano.

Principais destinos

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas e crescimento de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas e alta de 5,2%; União Europeia, com 33 mil toneladas e avanço de 23,1%; e México, com 27,1 mil toneladas, registrando aumento de 50,2%.

Também figuram entre os principais compradores a África do Sul, com 26,3 mil toneladas e retração de 0,8%; Filipinas, com 24 mil toneladas e queda de 10,7%; Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas e redução de 52,7%; Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas e baixa de 10,2%; e Singapura, com 12,6 mil toneladas, alta de 3,7%.

Cenário internacional

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirmou que o cenário internacional segue em transformação para o setor de proteína animal brasileiro. “Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avaliou Santin.

Segundo o dirigente, o desempenho acumulado no quadrimestre demonstra a competitividade da avicultura brasileira no mercado internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destacou Santin.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 223 Visualizações
Projetos especiais

Estudantes da Feevale apresentam tecnologia para surdocegos no Gramado Summit

Por Jonathan da Silva 05/05/2026
Por Jonathan da Silva

Dois estudantes da Universidade Feevale irão expor um dispositivo de comunicação para pessoas surdocegas no Gramado Summit 2026, que ocorre de 6 a 8 de maio, em Gramado. Arthur Land Möller, do curso de Comércio Exterior, e Josué Henrique Becker Schwartzhaupt, do curso de Ciência da Computação, participarão do evento como expositores após terem sido premiados na edição de 2025. Os jovens apresentarão o Speechlink, tecnologia assistiva desenvolvida para possibilitar a comunicação em tempo real entre surdocegos e pessoas sem conhecimento em língua de sinais táteis.

Os estudantes ganharam destaque no ano passado ao participarem do programa Startando, da Sicredi, durante o Gramado Summit 2025. O projeto também foi reconhecido com o Prêmio Talentos Inovadores Feevale, concedido durante a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), promovida pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha.

Como funciona a tecnologia

O Speechlink é um dispositivo eletrônico que utiliza inteligência artificial para traduzir a fala em comunicação tátil, permitindo a interação bidirecional em tempo real. A proposta é facilitar o contato entre pessoas surdocegas e interlocutores que não dominam a língua de sinais táteis.

A surdocegueira é uma condição que envolve a perda parcial ou total da visão e da audição, o que pode gerar dependência de familiares ou profissionais especializados para a comunicação. Com o desenvolvimento da tecnologia, os estudantes buscam reduzir essa dependência e ampliar a autonomia dos usuários.

Primeira vez como expositores

Na edição de 2026 da Gramado Summit, Arthur e Josué participam pela primeira vez como expositores, apresentando o dispositivo ao público do evento. A iniciativa integra a programação voltada à inovação e tecnologia, reunindo projetos e soluções desenvolvidas em diferentes áreas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/05/2026 0 Comentários 170 Visualizações
Business

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para parte das exportações do RS

Por Jonathan da Silva 04/05/2026
Por Jonathan da Silva

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor na sexta-feira (1º), após duas décadas de negociações, com impacto imediato nas exportações do Rio Grande do Sul. A medida, que os envolve governos dos países integrantes dos blocos e o setor industrial, passou a vigorar com a redução de tarifas sobre produtos comercializados. A implementação ocorre por etapas e busca ampliar o comércio exterior, aumentar a competitividade e estimular geração de empregos.

Na fase inicial, cerca de 43% das exportações gaúchas para a União Europeia passaram a ter tarifa zero, o equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão de um total de US$ 2,8 bilhões vendidos ao bloco. Ao todo, 500 itens foram incluídos de imediato, somando-se a outros 400 que já eram comercializados sem imposto.

Desgravação tarifária

O cronograma do acordo prevê que, em quatro anos, 93% das exportações do Rio Grande do Sul para a União Europeia estarão isentas de tarifas, alcançando cerca de US$ 2,5 bilhões. A retirada completa de impostos para os cerca de 1,5 mil produtos exportados será feita de forma gradual ao longo de 15 anos.

Entre os principais itens beneficiados na fase inicial estão partes de calçados, componentes para motores, derivados de petróleo, couros e peles, peças automotivas e pneus.

Impactos para a indústria

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirmou que o início do tratado exige preparação do setor produtivo. “É fundamental saber aproveitar este momento. É um acordo celebrado, muito bem construído, que cria oportunidades importantes, mas que também exige a construção de um ecossistema de competitividade para a indústria, com avanços em produtividade, inovação e redução do custo Brasil”, ressaltou o dirigente.

Bier também destacou efeitos além do comércio exterior. “Não se trata apenas de ampliar exportações. O acordo também facilita o acesso a tecnologias, processos e insumos mais avançados, o que pode contribuir para elevar a eficiência e a competitividade da indústria brasileira”, afirmou o presidente da entidade.

A Fiergs aponta que o acordo inclui mecanismos de proteção para setores considerados mais sensíveis, com prazos graduais para adaptação e dispositivos de salvaguarda.

Projeções econômicas

Estimativas indicam que, ao longo de 15 anos, o acordo pode gerar crescimento de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões. As exportações industriais do Rio Grande do Sul para o bloco europeu podem aumentar em aproximadamente US$ 801,3 milhões no período.

Entre os setores com potencial de maior impacto estão tabaco, químicos, couro e calçados, alimentos, celulose e papel. O avanço das exportações também pode refletir no mercado de trabalho, com projeção de criação de 31 mil empregos formais na indústria de transformação.

Comércio com a União Europeia

Em 2025, a União Europeia foi o segundo principal destino das exportações gaúchas entre blocos econômicos, com US$ 2,8 bilhões, o que representou 13% do total exportado pelo estado. O bloco também foi a quarta principal origem das importações, com US$ 1,4 bilhão, equivalente a 11,1% do total.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul ocupou a sexta posição entre os estados que mais exportaram para a União Europeia e a oitava entre os que mais importaram.

Foto: Mrsiraphol/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2026 0 Comentários 200 Visualizações
Business

Cooperativas gaúchas participam da Anuga Brazil com foco no mercado internacional

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

O cooperativismo do Rio Grande do Sul participou da Anuga Brazil, realizada até a quinta-feira (9), em São Paulo, com foco na ampliação de mercados e na geração de oportunidades comerciais. Pela primeira vez, o Sistema Ocergs esteve presente no evento com estratégia voltada à comercialização.

Durante a feira, produtos como vinhos, sucos e espumantes produzidos no estado chamaram a atenção de compradores internacionais. As cooperativas Vinícola Aurora e Nova Aliança Vinícola participaram de rodadas de negócios com importadores de países como Argentina, Chile e Uruguai, além de empresas brasileiras, com apoio do Sistema OCB. “Esta é uma feira técnica com público qualificado. O comprador de fora do país não busca volume, está à procura de produtos com história, propósito e certificações. E o cooperativismo entrega esse valor, comunicado por meio do carimbo SomosCoop. Foi um evento com forte presença de entidades representativas”, comentou a gerente de Marketing e Negócios do Sistema Ocergs, Simone Zanatta.

Além do evento

Os negócios iniciados durante o evento devem avançar nos próximos meses, com reuniões já agendadas com redes supermercadistas da capital paulista. A participação integra uma estratégia mais ampla da entidade, que busca fortalecer a presença das cooperativas em feiras nacionais e internacionais. “A presença na Anuga Brazil faz parte de uma estratégia ampla e estruturada do Sistema Ocergs para fomentar negócios para as cooperativas. Nosso objetivo é atuar como um facilitador de parcerias, promovendo conexões e gerando um ambiente favorável para a inovação e a competitividade”, acrescentou Simone.

14% do PIB gaúcho

Segundo dados do setor, o cooperativismo gaúcho reúne cerca de 4,2 milhões de associados e movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano, representando aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A meta é alcançar R$ 150 bilhões até 2030.

Foto: Sistema Ocergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 238 Visualizações
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Edição 309 | Agosto 2026

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