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comércio exterior

Cidades

Guaíba lidera exportações gaúchas em 12 segmentos

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

Guaíba movimentou R$ 353,3 milhões em exportações entre janeiro e abril de 2026 e liderou o Rio Grande do Sul em 12 categorias de produtos, conforme levantamento baseado em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Segundo os dados compilados pela Prefeitura de Guaíba, o principal produto exportado pelo município é a pasta química de madeira, conhecida como celulose, que somou R$ 301,58 milhões no período analisado. O produto representa cerca de 85% da receita total de exportações da cidade e tem sua operação vinculada à atuação da empresa CMPC, por meio da extração de fibras de celulose a partir da madeira de eucalipto.

Destaque nacional

No ranking nacional da categoria de pastas químicas de madeira, Guaíba ocupa a quarta posição entre os municípios brasileiros exportadores. A cidade fica atrás apenas de Três Lagoas-MS, Ribas do Rio Pardo-MS e Lençóis Paulista-SP.

Além da celulose, o município lidera o ranking gaúcho em outros segmentos exportadores. Entre eles estão partes e acessórios de veículos automotores, papel destinado à fabricação de papel higiênico, papel e cartão utilizados para escrita, além de poliacetais, poliéteres e resinas epóxidas.

Desempenho em diferentes categorias

A melhor colocação nacional de Guaíba foi registrada na categoria de tintas e vernizes à base de polímeros sintéticos ou naturais modificados, dispersos ou dissolvidos em meio não aquoso. Nesse segmento, o município aparece na terceira posição nacional, atrás apenas de São Bernardo do Campo-SP e Sumaré-SP.

As exportações dessa categoria movimentaram R$ 5,4 milhões nos primeiros quatro meses de 2026. Além desse resultado, Guaíba figura entre os 20 maiores exportadores do país em outras 19 categorias de produtos.

Foto: Arquivo/PMG/Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 8,3% em abril

Por Jonathan da Silva 11/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína cresceram 8,3% em abril de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na semana passada. Ao todo, foram embarcadas 140 mil toneladas de produtos in natura e processados no quarto mês do ano, frente às 129,2 mil toneladas registradas em abril de 2025. De acordo com a entidade, o aumento foi impulsionado principalmente pela ampliação da demanda em mercados asiáticos, com destaque para Filipinas e Japão.

A receita obtida com as exportações também apresentou crescimento. Em abril deste ano, o setor arrecadou US$ 328,2 milhões, resultado 8,8% superior aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Resultado do quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no primeiro quadrimestre de 2025, quando foram exportadas 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado foi de 14,1%. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses deste ano, contra US$ 1,090 bilhão obtidos no mesmo período do ano anterior.

Ásia concentra principais mercados

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína brasileira em abril, com 35,9 mil toneladas embarcadas, aumento de 20,6% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas exportadas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas e retração de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas e aumento de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, resultado 34,3% inferior ao registrado no ano anterior.

Também figuram entre os principais compradores o Vietnã, com 5,5 mil toneladas e crescimento de 44,6%; Argentina, com 5,3 mil toneladas e queda de 8,7%; Singapura, com 5,1 mil toneladas e retração de 24,3%; Uruguai, com 4,6 mil toneladas e aumento de 12,7%; e México, com 4,4 mil toneladas, queda de 40,3%.

Perspectiva para 2026

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que o desempenho do setor segue positivo neste ano, especialmente em mercados asiáticos. “O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avaliou Santin.

Foto: Thorl5/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/05/2026 0 Comentários 110 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de frango crescem 2,2% em abril

Por Jonathan da Silva 08/05/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 486,5 mil toneladas em abril, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume, que conta produtos in natura e processados, representa um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 475,9 mil toneladas. O resultado é o maior já registrado para o quarto mês do ano.

A receita obtida com os embarques também apresentou alta no período. Conforme a ABPA, o saldo chegou a US$ 940,5 milhões em abril deste ano, valor 3,8% superior aos US$ 906,1 milhões registrados no mesmo mês de 2025.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o Brasil exportou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango, crescimento de 4,3% em comparação às 1,863 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e abril do ano passado. Em receita, o aumento acumulado foi de 6,1%, passando de US$ 3,492 bilhões em 2025 para US$ 3,704 bilhões neste ano.

Principais destinos

A China permaneceu como principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas e crescimento de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas e alta de 5,2%; União Europeia, com 33 mil toneladas e avanço de 23,1%; e México, com 27,1 mil toneladas, registrando aumento de 50,2%.

Também figuram entre os principais compradores a África do Sul, com 26,3 mil toneladas e retração de 0,8%; Filipinas, com 24 mil toneladas e queda de 10,7%; Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas e redução de 52,7%; Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas e baixa de 10,2%; e Singapura, com 12,6 mil toneladas, alta de 3,7%.

Cenário internacional

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, afirmou que o cenário internacional segue em transformação para o setor de proteína animal brasileiro. “Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avaliou Santin.

Segundo o dirigente, o desempenho acumulado no quadrimestre demonstra a competitividade da avicultura brasileira no mercado internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destacou Santin.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
08/05/2026 0 Comentários 104 Visualizações
Projetos especiais

Estudantes da Feevale apresentam tecnologia para surdocegos no Gramado Summit

Por Jonathan da Silva 05/05/2026
Por Jonathan da Silva

Dois estudantes da Universidade Feevale irão expor um dispositivo de comunicação para pessoas surdocegas no Gramado Summit 2026, que ocorre de 6 a 8 de maio, em Gramado. Arthur Land Möller, do curso de Comércio Exterior, e Josué Henrique Becker Schwartzhaupt, do curso de Ciência da Computação, participarão do evento como expositores após terem sido premiados na edição de 2025. Os jovens apresentarão o Speechlink, tecnologia assistiva desenvolvida para possibilitar a comunicação em tempo real entre surdocegos e pessoas sem conhecimento em língua de sinais táteis.

Os estudantes ganharam destaque no ano passado ao participarem do programa Startando, da Sicredi, durante o Gramado Summit 2025. O projeto também foi reconhecido com o Prêmio Talentos Inovadores Feevale, concedido durante a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), promovida pela Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha.

Como funciona a tecnologia

O Speechlink é um dispositivo eletrônico que utiliza inteligência artificial para traduzir a fala em comunicação tátil, permitindo a interação bidirecional em tempo real. A proposta é facilitar o contato entre pessoas surdocegas e interlocutores que não dominam a língua de sinais táteis.

A surdocegueira é uma condição que envolve a perda parcial ou total da visão e da audição, o que pode gerar dependência de familiares ou profissionais especializados para a comunicação. Com o desenvolvimento da tecnologia, os estudantes buscam reduzir essa dependência e ampliar a autonomia dos usuários.

Primeira vez como expositores

Na edição de 2026 da Gramado Summit, Arthur e Josué participam pela primeira vez como expositores, apresentando o dispositivo ao público do evento. A iniciativa integra a programação voltada à inovação e tecnologia, reunindo projetos e soluções desenvolvidas em diferentes áreas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/05/2026 0 Comentários 86 Visualizações
Business

Acordo Mercosul-UE zera tarifas para parte das exportações do RS

Por Jonathan da Silva 04/05/2026
Por Jonathan da Silva

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor na sexta-feira (1º), após duas décadas de negociações, com impacto imediato nas exportações do Rio Grande do Sul. A medida, que os envolve governos dos países integrantes dos blocos e o setor industrial, passou a vigorar com a redução de tarifas sobre produtos comercializados. A implementação ocorre por etapas e busca ampliar o comércio exterior, aumentar a competitividade e estimular geração de empregos.

Na fase inicial, cerca de 43% das exportações gaúchas para a União Europeia passaram a ter tarifa zero, o equivalente a aproximadamente US$ 1,2 bilhão de um total de US$ 2,8 bilhões vendidos ao bloco. Ao todo, 500 itens foram incluídos de imediato, somando-se a outros 400 que já eram comercializados sem imposto.

Desgravação tarifária

O cronograma do acordo prevê que, em quatro anos, 93% das exportações do Rio Grande do Sul para a União Europeia estarão isentas de tarifas, alcançando cerca de US$ 2,5 bilhões. A retirada completa de impostos para os cerca de 1,5 mil produtos exportados será feita de forma gradual ao longo de 15 anos.

Entre os principais itens beneficiados na fase inicial estão partes de calçados, componentes para motores, derivados de petróleo, couros e peles, peças automotivas e pneus.

Impactos para a indústria

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirmou que o início do tratado exige preparação do setor produtivo. “É fundamental saber aproveitar este momento. É um acordo celebrado, muito bem construído, que cria oportunidades importantes, mas que também exige a construção de um ecossistema de competitividade para a indústria, com avanços em produtividade, inovação e redução do custo Brasil”, ressaltou o dirigente.

Bier também destacou efeitos além do comércio exterior. “Não se trata apenas de ampliar exportações. O acordo também facilita o acesso a tecnologias, processos e insumos mais avançados, o que pode contribuir para elevar a eficiência e a competitividade da indústria brasileira”, afirmou o presidente da entidade.

A Fiergs aponta que o acordo inclui mecanismos de proteção para setores considerados mais sensíveis, com prazos graduais para adaptação e dispositivos de salvaguarda.

Projeções econômicas

Estimativas indicam que, ao longo de 15 anos, o acordo pode gerar crescimento de 4,6% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 31 bilhões. As exportações industriais do Rio Grande do Sul para o bloco europeu podem aumentar em aproximadamente US$ 801,3 milhões no período.

Entre os setores com potencial de maior impacto estão tabaco, químicos, couro e calçados, alimentos, celulose e papel. O avanço das exportações também pode refletir no mercado de trabalho, com projeção de criação de 31 mil empregos formais na indústria de transformação.

Comércio com a União Europeia

Em 2025, a União Europeia foi o segundo principal destino das exportações gaúchas entre blocos econômicos, com US$ 2,8 bilhões, o que representou 13% do total exportado pelo estado. O bloco também foi a quarta principal origem das importações, com US$ 1,4 bilhão, equivalente a 11,1% do total.

No cenário nacional, o Rio Grande do Sul ocupou a sexta posição entre os estados que mais exportaram para a União Europeia e a oitava entre os que mais importaram.

Foto: Mrsiraphol/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/05/2026 0 Comentários 103 Visualizações
Business

Cooperativas gaúchas participam da Anuga Brazil com foco no mercado internacional

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

O cooperativismo do Rio Grande do Sul participou da Anuga Brazil, realizada até a quinta-feira (9), em São Paulo, com foco na ampliação de mercados e na geração de oportunidades comerciais. Pela primeira vez, o Sistema Ocergs esteve presente no evento com estratégia voltada à comercialização.

Durante a feira, produtos como vinhos, sucos e espumantes produzidos no estado chamaram a atenção de compradores internacionais. As cooperativas Vinícola Aurora e Nova Aliança Vinícola participaram de rodadas de negócios com importadores de países como Argentina, Chile e Uruguai, além de empresas brasileiras, com apoio do Sistema OCB. “Esta é uma feira técnica com público qualificado. O comprador de fora do país não busca volume, está à procura de produtos com história, propósito e certificações. E o cooperativismo entrega esse valor, comunicado por meio do carimbo SomosCoop. Foi um evento com forte presença de entidades representativas”, comentou a gerente de Marketing e Negócios do Sistema Ocergs, Simone Zanatta.

Além do evento

Os negócios iniciados durante o evento devem avançar nos próximos meses, com reuniões já agendadas com redes supermercadistas da capital paulista. A participação integra uma estratégia mais ampla da entidade, que busca fortalecer a presença das cooperativas em feiras nacionais e internacionais. “A presença na Anuga Brazil faz parte de uma estratégia ampla e estruturada do Sistema Ocergs para fomentar negócios para as cooperativas. Nosso objetivo é atuar como um facilitador de parcerias, promovendo conexões e gerando um ambiente favorável para a inovação e a competitividade”, acrescentou Simone.

14% do PIB gaúcho

Segundo dados do setor, o cooperativismo gaúcho reúne cerca de 4,2 milhões de associados e movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano, representando aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A meta é alcançar R$ 150 bilhões até 2030.

Foto: Sistema Ocergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 137 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem em fevereiro

Por Jonathan da Silva 09/03/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 122,1 mil toneladas em fevereiro de 2026, um volume 6,7% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na sexta-feira (6) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O crescimento foi impulsionado principalmente pela demanda de mercados asiáticos, com destaque para as Filipinas, que ampliaram as importações do produto brasileiro no mês.

De acordo com a ABPA, em fevereiro de 2025 haviam sido embarcadas 114,4 mil toneladas de carne suína. Já neste ano, o volume chegou a 122,1 mil toneladas.

Crescimento também financeiro

Em receita, as vendas internacionais do setor somaram US$ 284,1 milhões no mês, valor 4,1% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, quando as exportações alcançaram US$ 272,9 milhões.

No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume foi de 220,5 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações também apresentou aumento no período. Nos dois primeiros meses de 2026, o setor somou US$ 554,4 milhões, frente aos US$ 510,9 milhões registrados no primeiro bimestre do ano anterior, o que representa crescimento de 8,5%.

Principais destinos

Entre os mercados importadores, as Filipinas ampliaram a liderança como principal destino da carne suína brasileira. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, volume 77,4% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 12,1 mil toneladas, aumento de 34,8%, e China, com 11,1 mil toneladas, queda de 43%. Também figuram entre os principais destinos Chile, com 8,8 mil toneladas, alta de 6%, e Hong Kong, com 8 mil toneladas, retração de 40%.

Outros mercados relevantes foram Singapura, com 5,4 mil toneladas (-16,6%), Argentina, com 4,3 mil toneladas (-10,5%), Uruguai, com 4 mil toneladas (+8,7%), México, com 3,2 mil toneladas (+8%) e Geórgia, com 3,1 mil toneladas (+122%).

Exportações por estado

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança em fevereiro, com 57 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, representa queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas exportadas e crescimento de 24,1%, o Paraná, com 20,6 mil toneladas (+15,3%), Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas (+39,2%) e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas (+34,3%).

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avaliou que a expansão em diferentes mercados tem contribuído para o desempenho das exportações. “O avanço expressivo em mercados como Filipinas e Japão demonstra a confiança dos importadores no status sanitário, na regularidade de fornecimento e na competitividade da proteína produzida no Brasil. Ao mesmo tempo, a diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais. Neste cenário, fatores como a credibilidade sanitária, a capacidade produtiva e a eficiência logística do setor brasileiro deixam de ser apenas condicionantes e passam a se consolidar como diferenciais estratégicos para sustentar o crescimento das exportações ao longo do ano”, comentou Santin.

Foto: Bearfotos/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 198 Visualizações
Business

Exportações industriais do RS para os EUA caem 39% em quatro meses

Por Jonathan da Silva 16/12/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul para os Estados Unidos recuaram 39% nos últimos quatro meses, de agosto a novembro de 2025, período em que estão em vigor novas tarifas norte-americanas. De acordo com um estudo especial do Sistema Fiergs divulgado nesta terça-feira (16), 88% dos produtos industriais gaúchos continuam fora das listas de isenção tarifária, tornando o RS o estado mais afetado entre os cinco maiores exportadores para o mercado americano.

As vendas externas da indústria gaúcha para os Estados Unidos somaram US$ 393,8 milhões no período de agosto a novembro, uma queda de US$ 252,1 milhões em comparação com os mesmos quatro meses de 2024. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, manifestou preocupação com a situação. “A permanência das taxações em segmentos da indústria que impactam diretamente a produção gaúcha nos preocupa e gera insegurança, comprometendo investimentos, faturamento e geração de empregos nas empresas, especialmente em um cenário de incertezas na economia doméstica”, afirmou Bier.

Estratégia de compensação em outros mercados

Enquanto as vendas aos EUA caíram drasticamente, os embarques para os demais mercados apresentaram um crescimento de 2,5% em receita no mesmo período de quatro meses. Esse avanço foi sustentado por um aumento de 318,5% nas quantidades exportadas, acompanhado por uma queda de 75,8% nos preços médios. Segundo a pesquisa, esse movimento indica uma estratégia das empresas para reduzir perdas no curto prazo, aumentando o volume de vendas a preços menores para outros países.

Influência no resultado geral de novembro

O fraco desempenho no mercado norte-americano impactou diretamente o resultado geral das exportações industriais do estado em novembro, contribuindo com um efeito negativo de 4,2 pontos percentuais. No mês passado, as exportações totais da indústria de transformação gaúcha recuaram 11,9% na comparação com novembro de 2024, somando US$ 1,4 bilhão. Apenas sete dos 23 segmentos industriais pesquisados registraram crescimento no mês, com destaque negativo para Alimentos (-20%), Tabaco (-20,5%) e Produtos de metal (-45,5%). O setor de Máquinas e equipamentos teve o principal resultado positivo, com alta de 39,6%.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações da indústria gaúcha totalizaram US$ 15,1 bilhões, mantendo uma trajetória de crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2024. No entanto, o estudo aponta sinais de desaceleração ao longo do segundo semestre. O desempenho mais robusto foi observado no primeiro trimestre, com crescimento de 5,8%. O período de agosto a novembro de 2025 registrou queda de 1,9% nas vendas externas totais do estado, sendo que os Estados Unidos foram responsáveis por -4,2 pontos percentuais desse resultado negativo.

O tarifaço

As tarifas americanas que impactam as exportações brasileiras consistem em uma sobretaxa de 40% somada a uma alíquota já existente de 10%, totalizando 50% para a maioria dos produtos. O estudo do Observatório da Indústria aponta que, em 2024, apenas 12% do valor total exportado pelo Rio Grande do Sul para os Estados Unidos estava coberto por algum tipo de isenção tarifária. Essa é a menor taxa de cobertura entre os cinco estados brasileiros que mais exportam para os EUA, deixando 88% das exportações industriais gaúchas expostas às tarifas totais.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
16/12/2025 0 Comentários 326 Visualizações
Ensino

Feevale promove viagem de estudos à Argentina

Por Jonathan da Silva 09/09/2025
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale realiza, entre os dias 13 e 17 de setembro, uma viagem de estudos imersiva a Buenos Aires, na Argentina, reunindo 12 estudantes dos cursos de ciências contábeis, ciências econômicas, administração e comércio exterior. A atividade é organizada pela Diretoria de Relações Internacionais e Institucionais (DRII) e pelo Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), com o objetivo de integrar teoria e prática no contexto latino-americano de negócios, inovação e relações internacionais.

Os estudantes estarão acompanhados pelo professor Marcelo Paveck Ayub e participarão de visitas a universidades parceiras, encontros com profissionais do setor, além de atividades culturais e uma visita à Embaixada do Brasil em Buenos Aires.

Programação em solo argentino

Na segunda-feira, dia 15, o grupo estará na Universidad Abierta Interamericana (UAI) para discutir inovação e startups na Argentina. No mesmo dia, à tarde, a Universidad Kennedy receberá os participantes para tratar do impacto da inteligência artificial nos negócios.

Na terça-feira,  dia 16, está programada a visita à Universidad Argentina de la Empresa (Uade), onde os estudantes participarão de atividades sobre perspectivas econômicas. A programação busca oferecer uma visão ampla das dinâmicas de negócios e inovação no país vizinho, conectando os conteúdos acadêmicos à prática profissional.

Foto: Jonathan da Silva/Expansão | Fonte: Assessoria
09/09/2025 0 Comentários 352 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 2,8% em agosto

Por Jonathan da Silva 09/09/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína, somando produtos in natura e processados, alcançaram 121,4 mil toneladas em agosto, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 118,1 mil toneladas. A receita também cresceu, chegando a US$ 294,9 milhões, alta de 6,7% sobre os US$ 276,3 milhões registrados no ano passado.

No compilado do ano, também houve crescimento: entre janeiro e agosto de 2025, os embarques de carne suína somaram 970,3 mil toneladas, um aumento de 11,5% frente às 870,2 mil toneladas exportadas em 2024. Em receita, a elevação foi de 23,8%, passando de US$ 1,885 bilhão no ano passado para US$ 2,334 bilhões neste ano.

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que a diversificação de mercados tem garantido maior estabilidade às exportações. “As exportações de carne suína do Brasil ampliaram a diversificação entre os destinos dos embarques, com novos mercados entre os maiores importadores. A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas do setor para este ano”, afirmou Santin.

Principais destinos

As Filipinas lideraram as compras em agosto, com 33,4 mil toneladas, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Chile aparece em seguida, com 13,3 mil toneladas (+8,3%), e a China, que já foi a principal compradora, registrou queda de 36,3%, importando 10,3 mil toneladas. Também figuram entre os maiores importadores o Japão (8,5 mil toneladas, +5,4%), México (7,4 mil toneladas, +30,7%), Hong Kong (6 mil toneladas, -36,6%), Vietnã (5,9 mil toneladas, +42,7%), Singapura (5,2 mil toneladas, -33,1%), Uruguai (3,7 mil toneladas, +2,4%) e Costa do Marfim (3,4 mil toneladas, +164,3%).

Exportações por estado

Santa Catarina segue como o maior exportador de carne suína do país, com 56,9 mil toneladas embarcadas em agosto, queda de 9% em relação a 2024. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 31,4 mil toneladas (+20,5%), seguido por Paraná, com 18,3 mil toneladas (+9,4%), Mato Grosso, com 3,1 mil toneladas (-3,6%), e Minas Gerais, com 2,5 mil toneladas (+1,5%).

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/09/2025 0 Comentários 306 Visualizações
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