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comércio exterior

Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 19% em agosto

Por Jonathan da Silva 17/09/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,5 bilhão em agosto, alta de 19% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados divulgados pelo Sistema Fiergs nesta terça-feira (15). De acordo com a entidade, o resultado foi influenciado pelo aumento de 9% no volume médio embarcado e pela alta de 5,2% nos preços de exportação. O crescimento ocorreu em 16 dos 23 segmentos industriais analisados.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, avaliou o resultado e chamou atenção para o comportamento das vendas destinadas aos principais mercados internacionais. Segundo o dirigente, as exportações para o Oriente Médio e a União Europeia cresceram, enquanto houve retração nas vendas para Estados Unidos e China. “As vendas para o Oriente Médio e para a União Europeia cresceram, mas para os Estados Unidos e China caíram. Para que haja um incremento consistente das exportações, é necessária a reversão completa das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições mais favoráveis ao investimento, com redução dos juros, por exemplo”, comentou Bier.

Alimentos lideram crescimento

Entre os setores industriais, o de alimentos apresentou o maior impacto positivo sobre o resultado. As exportações do segmento alcançaram US$ 542 milhões, crescimento de 31,7% e acréscimo de US$ 130 milhões em relação a agosto de 2025. A atividade contribuiu com 10,2 pontos percentuais para o resultado geral. Na sequência, o segmento do tabaco registrou US$ 244 milhões em exportações, aumento de 35,3% e acréscimo de US$ 63,5 milhões, contribuindo com 5 pontos percentuais. O de veículos automotores somou US$ 97,1 milhões, alta de 15,1%, com aumento de US$ 12,8 milhões e contribuição de 1 ponto percentual.

No segmento de alimentos, o volume médio embarcado cresceu 11,5% e os preços de exportação aumentaram 7,4%. O principal produto foi o de carnes e miudezas de aves congeladas, com US$ 127 milhões em vendas. A Arábia Saudita foi o principal mercado comprador, com US$ 18,2 milhões. Em tabaco, as quantidades embarcadas cresceram 30,7% e os preços subiram 3,5%. As folhas de tabaco destaladas responderam por US$ 218 milhões, com aumento de US$ 52,6 milhões. A Bélgica foi o principal mercado comprador, com US$ 72,8 milhões. Já em veículos automotores, o volume exportado aumentou 7,2% e os preços tiveram alta de 3,4%. Os automóveis de até 1.000 cm³ somaram US$ 36,3 milhões, com crescimento de US$ 14,6 milhões. A Argentina foi o principal mercado comprador, com US$ 21,4 milhões.

Mercados internacionais

As exportações para os Estados Unidos totalizaram US$ 126 milhões em agosto, queda de 1,9% na comparação anual. O país respondeu por 8,3% das vendas industriais gaúchas e retirou 0,2 ponto percentual do resultado agregado. O segmento de tabaco teve o maior impacto negativo nesse mercado, com vendas de US$ 6,3 milhões, retração de 56,8%. As exportações de folhas de tabaco destaladas caíram US$ 8,3 milhões, para US$ 5,4 milhões.

Para a Argentina, as vendas chegaram a US$ 127 milhões, redução de 2,1%, representando 8,4% das exportações industriais do estado. Máquinas e equipamentos foi o segmento que mais contribuiu para a retração, com US$ 29 milhões em vendas, queda de 32,2%. As peças e acessórios para tratores agrícolas somaram US$ 11 milhões, redução de US$ 4,3 milhões.

Na China, as exportações industriais do Rio Grande do Sul recuaram 34,2%, para US$ 55 milhões. O mercado representou 3,6% das vendas e retirou 2,3 pontos percentuais do resultado agregado. Alimentos apresentou o maior impacto negativo, com queda de 60%, para US$ 17,2 milhões. As vendas de carnes de bovinos congeladas, que haviam somado US$ 22,7 milhões em agosto de 2025, não registraram embarques em agosto deste ano.

Na União Europeia, as exportações chegaram a US$ 295 milhões, crescimento de 136,2% sobre agosto de 2025. O bloco respondeu por 19,5% das vendas industriais gaúchas e acrescentou 13,4 pontos percentuais ao resultado.

O segmento de Tabaco foi o principal destaque, com US$ 138 milhões em exportações, alta de 187,2%. As folhas de tabaco destaladas representaram US$ 130 milhões desse total, aumento de US$ 84,1 milhões.

No Oriente Médio, as exportações alcançaram US$ 110 milhões, alta de 56,2% na comparação com agosto de 2025. O mercado representou 7,3% das exportações industriais gaúchas e acrescentou 3,1 pontos percentuais ao resultado. Alimentos teve o maior impacto, com US$ 90,3 milhões em vendas, crescimento de 114%.

Importações recuam

As importações gaúchas somaram US$ 1,1 bilhão em agosto, redução de US$ 247 milhões, equivalente a 18%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Entre as grandes categorias econômicas, combustíveis e lubrificantes registrou US$ 72,6 milhões em importações, queda de 71,3%. Bens intermediários somou US$ 713 milhões, recuo de 5%, enquanto Bens de consumo alcançou US$ 126 milhões, redução de 16,4%.

Em meio ao contexto

Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o desempenho das exportações também está relacionado às condições de investimento e ao cenário econômico. “As vendas para o Oriente Médio e para a União Europeia cresceram, mas para os Estados Unidos e China caíram. Para que haja um incremento consistente das exportações, é necessária a reversão completa das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e condições mais favoráveis ao investimento, com redução dos juros, por exemplo”, expressou o dirigente.

Foto: Tawatchai07/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/09/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Business

Sistema Fiergs debate comércio entre RS e Bélgica

Por Jonathan da Silva 15/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs recebeu o embaixador do Reino da Bélgica no Brasil, Chris Hoornaert, nesta segunda-feira (14), para discutir oportunidades comerciais entre o Rio Grande do Sul e o país europeu. O encontro ocorreu em Porto Alegre e abordou as perspectivas para a indústria gaúcha diante do acordo entre Mercosul e União Europeia, em vigor desde maio deste ano. O diplomata foi recebido pelo diretor do Sistema Fiergs, Diogo Paz Bier, que tratou de possíveis parcerias em áreas como educação, logística, energia limpa e infraestrutura.

Bier destacou que empresas gaúchas de menor porte podem ampliar a atuação internacional a partir de parcerias e acesso a conhecimento estratégico. “Entendemos que essas parcerias podem acontecer. Temos indústrias pequenas com muita capacidade, mas que ainda precisam de know-how estratégico”, afirmou o dirigente.

Relações comerciais

O embaixador Chris Hoornaert também abordou as possibilidades de cooperação entre empresas belgas e brasileiras. Segundo o belga, além da produtividade das companhias da Bélgica, há espaço para construção conjunta de conhecimento e desenvolvimento de novos mercados. “É uma oportunidade de abrir as portas, porque as empresas, aqui e lá, necessitam de ajuda, às vezes não financeira, mas sim para descobrir um novo mercado e entender as regras do jogo. É um desafio que podemos enfrentar juntos”, ponderou Hoornaert.

Com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 776,7 bilhões e população de 11,8 milhões de habitantes, a Bélgica é o quarto destino das exportações do Rio Grande do Sul. Entre os principais produtos gaúchos vendidos ao país estão tabaco, plástico e sementes.

Nas importações do estado provenientes da Bélgica, aparecem entre os principais produtos fertilizantes, produtos químicos e reatores nucleares. O país também atua como um hub logístico e é a principal porta de entrada de embarques gaúchos na Europa.

Participantes

Acompanharam o embaixador durante o encontro a cônsul-geral da Bélgica, Valentine Mangez, e a cônsul honorária da Bélgica em Porto Alegre, Kátia Alcalde Vieira Pinheiro. Também participaram o gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiergs, Luciano D’Andrea, e a especialista Thaísa Lunelli.

Durante a passagem por Porto Alegre, o embaixador participa ainda do 3º Wind of Change, realizado pela Wiex e pelo Sindienergia, no Hotel Hilton, em Porto Alegre.

Foto: Lucas Machado/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/09/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Business

Exportações do RS aos EUA caem 21,3% até agosto

Por Jonathan da Silva 11/09/2026
Por Jonathan da Silva

O Rio Grande do Sul exportou US$ 1 bilhão aos Estados Unidos entre janeiro e agosto de 2026, o que representa uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período de 2025. O recuo gaúcho foi mais que o dobro da média brasileira, de 9,7%, e deixou o estado com a segunda maior retração entre os cinco principais exportadores brasileiros para o mercado norte-americano. Os dados fazem parte do Monitor do Comércio BR-EUA de agosto, divulgado pela Amcham Brasil nesta terça-feira (8), com base em números do Comexstat.

Mesmo com a redução, o Rio Grande do Sul permanece como o quinto maior exportador brasileiro aos Estados Unidos e responde por 4,2% das vendas nacionais ao país. Máquinas de energia elétrica, tabaco e celulose são os principais produtos da pauta exportadora gaúcha.

Resultado nacional

No conjunto do Brasil, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 24,1 bilhões nos oito primeiros meses do ano. O valor representa o menor resultado para o período desde 2023 e uma perda de US$ 2,6 bilhões na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrasta com o resultado das exportações brasileiras para os demais mercados, que cresceram 10,3% no mesmo período.

Produtos com maiores alíquotas

Os produtos brasileiros sujeitos às alíquotas mais altas, entre 25% e 37,5%, registraram queda de 29,1% no acumulado do ano. Segundo o levantamento, essa foi a maior retração entre todas as faixas de alíquotas.

Entre os produtos incluídos nessa categoria está o fumo não manufaturado, cuja produção se concentra no Vale do Rio Pardo. As vendas brasileiras do produto aos Estados Unidos recuaram 39,9%.

Outros produtos presentes na indústria gaúcha também tiveram redução nas vendas ao mercado norte-americano. As exportações de madeira de coníferas caíram 55,3%, enquanto as de couros e peles de bovinos recuaram 16,2%.

Agosto registra alta em valor

Em agosto, as exportações brasileiras aos Estados Unidos cresceram 12,1% em valor. Foi o primeiro resultado positivo relevante desde a entrada em vigor das sobretaxas de 40% e 50%, em agosto de 2025.

Apesar do aumento em valor, o volume de produtos embarcados caiu 17,3% e atingiu o menor patamar para o mês desde 2021. A alta registrada no valor das exportações foi acompanhada por um aumento de 35,7% no preço médio dos produtos, e não por um crescimento na quantidade de mercadorias enviadas aos Estados Unidos.

Indústria de transformação

O levantamento também aponta que as vendas da indústria de transformação brasileira aos Estados Unidos registraram a primeira queda desde 2020. O recuo foi de 4,9% no período analisado.

Mesmo com a retração, os Estados Unidos continuam como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, à frente da União Europeia, China e Mercosul.

O Monitor do Comércio BR-EUA é publicado mensalmente pela Amcham Brasil e utiliza dados do Comexstat.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
11/09/2026 0 Comentários 95 Visualizações
Business

Importação de componentes para calçados cresce 84,4% no Brasil

Por Jonathan da Silva 10/09/2026
Por Jonathan da Silva

As importações brasileiras de componentes para calçados acumularam uma alta de 84,4% nos últimos quatro anos e ultrapassaram US$ 44 milhões em 2025, segundo dados elaborados pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), com base em registros da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O crescimento também avançou em 2026: entre janeiro e julho, as importações aumentaram 14% em relação ao mesmo período do ano anterior. No recorte dos cabedais, parte superior dos calçados, a alta acumulada chegou a 92% entre 2021 e 2025.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, pondera ainda que o crescimento médio das importações de componentes foi de 16,5% nos últimos quatro anos. “A tendência é de incremento, já que, em 2026, de janeiro a julho, as importações avançaram mais 14% em relação ao mesmo período do ano passado”, projeta Silvana.

Entre os componentes, os cabedais registraram o maior crescimento no período analisado, com aumento de 92% nas importações.

Participação da China

A participação de produtos chineses na pauta de importações de componentes também aumentou nos últimos quatro anos. Segundo a Assintecal, a presença da China passou de 40% para 83% do total importado no período. No caso específico dos cabedais, a participação chinesa chegou a 86%. “As importações de componentes do país asiático aumentaram 280% nos últimos quatro anos, muito acima do crescimento geral”, afirma Silvana Dilly.

Reflexos na cadeia produtiva

A entidade relaciona o aumento das importações ao cenário enfrentado pelos fabricantes brasileiros nos mercados doméstico e internacional. No primeiro semestre de 2026, a produção brasileira de calçados caiu 5,6% em comparação com o mesmo período de 2025.

As exportações do setor também registraram queda. Entre janeiro e julho de 2026, houve redução de 18% em valores na comparação com os mesmos meses do ano anterior.

Existe menos espaço para o calçado brasileiro aqui e no exterior, o que diminui a demanda por materiais nas fábricas. É uma pressão que afeta toda a cadeia produtiva, de forma direta ou indireta”, destaca a superintendente da Assintecal, Silvana Dilly.

Segundo a executiva, o cenário exige uma articulação entre os diferentes segmentos da cadeia para reduzir os efeitos da concorrência das importações, especialmente aquelas provenientes da Ásia. “Precisamos pensar formas de enfrentar, de forma articulada com todos os elos da cadeia, o problema representado pela agressividade crescente das importações sobre o mercado brasileiro”, conclui Silvana.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/09/2026 0 Comentários 134 Visualizações
Variedades

Feevale debate impactos das barreiras comerciais dos EUA

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Universidade Feevale realizou o painel “Protecionismo Comercial dos EUA: consequências e estratégias para o Brasil” na noite desta quarta-feira (2), no Câmpus II, em Novo Hamburgo. Organizado pelo curso de Comércio Exterior, o encontro reuniu estudantes, profissionais e demais interessados para discutir os efeitos das novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos sobre as relações internacionais, a economia e os negócios brasileiros. O debate contou com especialistas das áreas de política, Direito, Ciências Econômicas, Administração e logística, que apresentaram diferentes perspectivas sobre o cenário internacional e as estratégias para o Brasil diante das mudanças na política comercial norte-americana.

O painel reuniu cinco professores da Universidade Feevale. O cientista político e professor da Feevale, Everton Rodrigo Santos, abordou as novas configurações no modelo de relações políticas internacionais dos Estados Unidos.

O professor da Feevale e do curso de Direito, Daniel Sica, tratou das mudanças nas regras de comércio. A professora do curso de Ciências Econômicas, Lisiane Fonseca da Silva, discutiu a conjuntura econômica e os impactos da política comercial protecionista na economia dos Estados Unidos.

Também participaram o professor do curso de Ciências Econômicas, José António Moura, que analisou as barreiras comerciais e seus efeitos sobre a economia brasileira e do Rio Grande do Sul, e o professor do curso de Administração, Fausto Kiewel, que tratou dos impactos da política protecionista dos EUA no volume e nos modelos de negócios para o Brasil.

Diálogo diante das mudanças

Durante a abertura, o reitor da Universidade Feevale, José Paulo da Rosa, destacou a importância de promover espaços de discussão diante das transformações nas relações internacionais. “É uma grande satisfação estar aqui com vocês para este momento de diálogo e reflexão. Nós estamos, de fato, vivendo um momento bastante desafiador, especialmente diante desse aumento significativo das tarifas e os impactos que esse movimento provoca em diferentes setores da economia e da sociedade”, afirmou da Rosa.

Segundo o reitor, além dos conhecimentos técnicos desenvolvidos durante a formação superior, o cenário atual exige o desenvolvimento de competências relacionadas ao diálogo, à negociação e à tomada de decisões. “Cada vez mais, precisamos desenvolver as chamadas soft skills: capacidade de diálogo, negociação, tomada de decisão, relacionamento, liderança e, principalmente, a capacidade de compreender diferentes perspectivas”, ressaltou José Paulo da Rosa.

Participação da comunidade acadêmica

A atividade foi realizada pelo curso de Comércio Exterior e teve como público estudantes, profissionais e demais interessados no tema. A programação abordou os impactos das medidas comerciais dos Estados Unidos a partir de diferentes áreas do conhecimento.

Também estiveram presentes no evento a pró-reitora de Ensino da Universidade Feevale, Maria Cristina Bohnenberger, e a coordenadora dos cursos de Administração, Comércio Exterior e Gestão Comercial, Cristiane Froehlich.

Foto: Maria Izabella Atanasio/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 59 Visualizações
Business

Exportações da indústria gaúcha crescem 2% em julho

Por Jonathan da Silva 21/08/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações da indústria do Rio Grande do Sul cresceram 2% em julho, na comparação com o mesmo mês de 2025, e alcançaram US$ 1,5 bilhão, segundo levantamento divulgado pelo Sistema Fiergs na terça-feira (18). O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de alimentos, cujas vendas externas aumentaram 33,4%, chegando a US$ 545 milhões. O levantamento também aponta recuos em setores como tabaco e máquinas e materiais elétricos, além de queda nas vendas para os Estados Unidos no período de 12 meses desde a imposição de tarifas.

Para o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, os dados de julho mostram a reação da indústria gaúcha e os efeitos das barreiras comerciais sobre as exportações. “O resultado mostra a força e a competitividade da indústria gaúcha, mas também evidencia os impactos que as barreiras comerciais podem causar sobre as nossas exportações. No caso dos Estados Unidos, a queda nas vendas é expressiva e reforça a necessidade de reverter as tarifas impostas aos produtos brasileiros. Precisamos trabalhar para restabelecer condições mais favoráveis de acesso ao mercado norte-americano. A indústria precisa de previsibilidade e de condições de competitividade para ampliar sua inserção internacional”, avalia o dirigente.

Entre os segmentos que registraram queda, as exportações de tabaco somaram US$ 212 milhões em julho, redução de US$ 115 milhões, ou 35,2%, em relação ao mesmo mês de 2025. As vendas externas de máquinas e materiais elétricos totalizaram US$ 24,5 milhões, recuo de US$ 25,6 milhões, equivalente a 51%.

Principais mercados

A Argentina aumentou as compras de produtos industriais gaúchos em julho. As exportações para o país chegaram a US$ 130 milhões, alta de US$ 8,3 milhões, ou 6,8%, na comparação anual.

Na China, as vendas externas da indústria gaúcha somaram US$ 60,2 milhões, queda de US$ 20,9 milhões, ou 25,8%, em relação a julho de 2025.

Para a União Europeia, as exportações industriais do Estado alcançaram US$ 323 milhões no mês, crescimento de 3,3% sobre julho do ano anterior. Na comparação com a média registrada para julho entre 2021 e 2025, o aumento foi de US$ 63,4 milhões, ou 24,4%.

Considerando os três últimos meses, as exportações de produtos industriais gaúchos para a União Europeia totalizaram US$ 815 milhões. O montante foi 3,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e ficou US$ 96,4 milhões, ou 13,4%, acima da média.

O resultado trimestral foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e miudezas de aves, que chegaram a US$ 57,4 milhões, aumento de US$ 45,3 milhões, e de farelos de soja, que somaram US$ 132,7 milhões, crescimento de US$ 28,4 milhões.

Exportações para os EUA

As exportações da indústria de transformação gaúcha para os Estados Unidos totalizaram US$ 129,4 milhões em julho, queda de 33,4% na comparação com julho de 2025.

No período de agosto a dezembro de 2025 e de janeiro a julho de 2026, correspondente aos 12 meses desde a imposição das tarifas norte-americanas, o Rio Grande do Sul exportou US$ 1,4 bilhão para os Estados Unidos. O valor representa uma redução de aproximadamente US$ 561,4 milhões em relação aos 12 meses anteriores à adoção das tarifas, queda de 29,1%.

Importações

As importações do Rio Grande do Sul chegaram a US$ 1,3 bilhão em julho de 2026. O valor representa crescimento de US$ 105 milhões, ou 8,8%, em relação ao mesmo mês de 2025.

Foto: JComp/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
21/08/2026 0 Comentários 86 Visualizações
Variedades

Prêmio Exportação RS reconhece 64 empresas e homenageia Marcos Boschetti

Por Jonathan da Silva 07/08/2026
Por Jonathan da Silva

A 54ª edição do Prêmio Exportação RS reuniu mais de 800 empresários, lideranças setoriais e autoridades na noite desta quinta-feira (6), na Casa NTX, em Porto Alegre, para reconhecer 64 organizações que se destacaram no comércio exterior gaúcho. Durante a cerimônia, também foi entregue a distinção Personalidade Competitividade Internacional 2026 ao CEO e cofundador da Nelogica, Marcos Boschetti. O evento destacou empresas dos setores da indústria, agronegócio, serviços, comércio e economia criativa, além de homenagear organizações com cinco e dez anos consecutivos de premiação.

Na abertura da cerimônia, o presidente do Conselho do Prêmio Exportação RS, Rafael Biedermann Mariante, destacou o desempenho das empresas diante dos desafios enfrentados no último ano. “Após um ano marcado por inúmeras adversidades, as empresas aqui homenageadas encontraram caminhos, desenvolveram soluções inteligentes e demonstraram coragem para superar os obstáculos. É exatamente isso que nos motiva: reconhecer esses casos de sucesso para inspirar nossa sociedade a fazer mais, inovar e ir além”, celebrou Mariante.

Competitividade internacional

O CEO do Prêmio Exportação RS, Edmilson Milan, afirmou que o reconhecimento ocorre em um momento de desafios para o setor exportador brasileiro e defendeu medidas para ampliar a competitividade das empresas no mercado internacional. “As políticas de comércio exterior precisam ser permanentemente implementadas no Brasil para proporcionar maior competitividade às exportações, que geram empregos, renda e desenvolvimento. É fundamental ampliarmos acordos comerciais, melhorarmos nossa estrutura logística e reduzirmos o custo financeiro das nossas vendas ao exterior”, defendeu Milan.

Homenagem especial

Outro destaque da cerimônia foi a entrega da distinção Personalidade Competitividade Internacional 2026 ao CEO e cofundador da Nelogica, Marcos Boschetti. Foi a primeira vez que a honraria foi concedida a uma liderança do setor de serviços e tecnologia. Fundada em 2003, a empresa alcançou o status de unicórnio e atualmente atende milhões de usuários e instituições financeiras em mais de 150 países, desenvolvendo soluções para investidores, corretoras e bancos.

Reconhecimento às empresas

A edição de 2026 também concedeu distinções Ouro às empresas premiadas por cinco anos consecutivos e Diamante às organizações reconhecidas durante dez edições consecutivas.

O Conselho do Prêmio Exportação RS é formado por representantes da ADVB/RS, ApexBrasil, Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, BRDE, Correios, Farsul, Federasul, Fecomércio-RS, FIERGS, Transforma RS, Portos RS, Sebrae RS, Secretaria do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e UFRGS.

Quem foram os premiados

Destaque Branding Internacional
  • Malharia Maria Pavan
  • Mangueplast
  • Marcopolo
  • Vinícola Salton (Distinção Ouro)
Destaque Empresas Comerciais Exportadoras e Trading Companies
  • HD Parts
  • Priority Automotive
Destaque Inovação Tecnológica
  • AEL Sistemas
Destaque Pequeno Desbravador Internacional
  • Casa das Pedras Soledade
  • Hy Brasil Beachwear
  • Pellegrin Elétrica Industrial
Destaque Serviços de Suporte à Exportação
  • AMRG Agência Marítima Ltda (Cargonave Group)
  • Clemar Assessoria e Logística em Comércio Internacional (Distinção Ouro)
  • Corelog Logística
  • Efficienza Negócios Internacionais (Distinção Ouro)
  • Exatus Gene
  • Fitolog Tecnologias
  • Grupo Pibernat (Distinção Diamante)
  • Interlink Cargo
  • Kuehne+Nagel
  • MB Despachos Aduaneiros
  • Premium International Freight Agency
  • Randoncorp S.A.
  • The Runtime Logística
  • Vhaleciex
  • Wilson Sons – Unidade Tecon Rio Grande
Destaque Setorial | Agro
  • 3tentos (Distinção Diamante)
  • Cooperativa Vinícola Aurora
  • Divinut Indústria de Nozes Ltda.
  • Oderich
  • RAR Gastronomia
  • Rasip Agro
  • Schio
  • SLC Agrícola S.A. (Distinção Ouro)
  • Supra
  • Vibra Foods
  • Vinícola Arbugeri
Destaque Setorial | Indústria
  • Be8 (Distinção Ouro)
  • Calçados Beira Rio S.A.
  • CMPC
  • Curtume A.P. Müller
  • Dacolônia
  • Docile
  • Dubai Alimentos
  • Fante Bebidas
  • FCC Ciência dos Materiais
  • Finger Ambientes Personalizados (Distinção Ouro)
  • Forbal Automotive
  • Grupo Crisdu
  • Hyva do Brasil
  • Noko Química
  • Nutrire
  • Pabovi
  • Peccin S.A.
  • Randon
  • STIHL
  • Taurus
  • TDK
  • Tecnovin
  • Termolar
  • Unyparts
  • Vence Tudo (Distinção Diamante)
Economia Criativa
  • Druzina Content
  • Yes&No
Foto: Álvaro Chaves/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2026 0 Comentários 170 Visualizações
Política

Entidades pedem inclusão do tabaco em lista de exceções dos EUA

Por Jonathan da Silva 27/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira (24), solicitando que o governo brasileiro atue para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pedido foi formalizado após audiência realizada em 22 de julho com o ministro Geraldo Alckmin, e técnicos da pasta, quando o setor apresentou os impactos da medida e propostas para reduzir seus efeitos.

Segundo as entidades, a manutenção do tabaco fora da lista de exceções pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano, provocar perdas de até US$ 100 milhões em exportações e afetar produtores rurais, a indústria e municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Impactos nas exportações

Na correspondência, o SindiTabaco e a Abifumo destacam que a cadeia produtiva do tabaco está presente em mais de 525 municípios brasileiros e gera renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural. Historicamente, os Estados Unidos ocupam a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. Em 2025, essa participação caiu para 6%.

Conforme dados do MDIC/Secex apresentados no documento, as exportações para o mercado norte-americano somaram US$ 195,3 milhões em 2025, queda de 23,4% em relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2026, os embarques totalizaram US$ 88,8 milhões, redução de 31% na comparação com o mesmo período de 2025.

Concorrência internacional

As entidades afirmam que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram incluídos na lista de exceções divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa. Segundo o setor, essa situação coloca o produto brasileiro em desvantagem competitiva frente a outros países exportadores.

De acordo com a carta, caso as tarifas sejam mantidas, compradores norte-americanos poderão buscar fornecedores em outros mercados, principalmente em países africanos, como Zimbábue e Malaui, que ampliaram sua produção. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma perda aproximada de US$ 100 milhões em exportações brasileiras.

Reflexos na produção

O documento destaca que a redução da demanda poderá atingir especialmente a produção de tabaco Burley, variedade que possui mercado internacional concentrado nos Estados Unidos e poucas alternativas de comercialização. Segundo as entidades, esse cenário poderá afetar centenas de pequenos produtores rurais que têm nesse cultivo sua principal fonte de renda.

Além dos impactos sobre a produção e o emprego, a carta aponta que a redução da atividade econômica poderá diminuir a arrecadação de tributos e comprometer investimentos públicos em municípios cuja economia depende da cadeia produtiva do tabaco.

Pedido ao governo

No ofício encaminhado ao MDIC, o SindiTabaco e a Abifumo solicitam a inclusão de todo o Capítulo 24 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), que engloba o tabaco e seus produtos, na lista de exceções à tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também informam que permanecem à disposição do governo federal para contribuir tecnicamente na busca de uma solução que preserve a competitividade das exportações brasileiras e reduza os impactos econômicos e sociais da medida.

Foto: Banco de Imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2026 0 Comentários 195 Visualizações
Business

Fiergs manifesta preocupação com possível tarifa da China sobre carne bovina brasileira

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) manifestou preocupação com a iminente aplicação de tarifas adicionais pela China sobre as importações de carne bovina brasileira em razão do esgotamento da cota anual destinada ao Brasil. Na prática, o limite de exportações já está comprometido pelos embarques realizados e em trânsito, o que poderá elevar a tributação para 67% sobre os volumes excedentes. Segundo a entidade, a medida pode reduzir a competitividade da carne bovina brasileira, afetar a indústria frigorífica e provocar impactos na cadeia produtiva do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Fiergs, a restrição poderá exigir o redirecionamento de parte da produção para outros mercados em um cenário internacional de maior concorrência. A entidade avalia que o aumento da tributação cria um ambiente de incerteza para o setor e pode afetar diretamente a atividade industrial ligada à carne bovina.

Impactos para o Rio Grande do Sul

Dados apresentados pela Fiergs mostram que, em 2025, o Rio Grande do Sul exportou US$ 309,7 milhões em carne bovina para o mercado internacional. A China foi o principal destino dessas exportações, respondendo por 41,9% do total embarcado pelo estado.

Segundo a federação, a nova restrição poderá atingir a indústria frigorífica, os produtores rurais, além de gerar reflexos sobre o emprego e a geração de renda no Rio Grande do Sul.

Pedido de diálogo

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier, é necessário ampliar as negociações entre os governos brasileiro e chinês para buscar uma solução para a questão das cotas. “O Brasil consolidou-se como um fornecedor estratégico e confiável para atender à crescente demanda chinesa por alimentos. Esperamos que prevaleça o diálogo para a renegociação dos volumes das cotas, adequando-as à atual capacidade exportadora brasileira e às necessidades do mercado asiático. Uma solução negociada preserva a competitividade da indústria, garante segurança ao abastecimento e fortalece uma relação comercial de interesse mútuo”, expressou Bier.

Acompanhamento das negociações

A Fiergs informou ainda que acompanhará a evolução das negociações entre os dois países e defende uma atuação coordenada entre o governo brasileiro e o setor produtivo para preservar a competitividade das exportações e minimizar os impactos da medida sobre a indústria do Rio Grande do Sul.

Foto: Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 162 Visualizações
Política

Entidades enviam propostas ao governo para reduzir impactos do tarifaço

Por Jonathan da Silva 17/07/2026
Por Jonathan da Silva

Entidades empresariais do Vale do Sinos encaminharam, nesta quinta-feira (16), um documento ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin Filho, e ao ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, propondo medidas para reduzir os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No documento, as organizações também colocam-se à disposição para cooperar institucionalmente com o governo federal na busca de soluções para preservar a competitividade das empresas exportadoras.

As entidades afirmam que a confirmação das novas tarifas representa um desafio para a indústria nacional, o agronegócio e outros segmentos exportadores, com possíveis reflexos sobre investimentos, produção, empregos e renda em diferentes regiões do país.

Cooperação institucional

Entre as signatárias está a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), que manifesta disposição para colaborar na construção de soluções destinadas a minimizar os efeitos das medidas anunciadas pelos Estados Unidos.

No documento, a entidade informa que está preparada para participar de missões empresariais, promover a aproximação com entidades econômicas internacionais, compartilhar informações do setor produtivo e contribuir tecnicamente com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade da economia brasileira.

As entidades também reiteram propostas já defendidas anteriormente, entre elas a intensificação das negociações diplomáticas e comerciais com o governo norte-americano para buscar a revisão das tarifas e o monitoramento permanente dos impactos econômicos decorrentes da medida, permitindo respostas rápidas aos setores afetados.

Medidas propostas

Além dessas ações, o documento apresenta novas propostas ao governo federal. As entidades afirmam que a solução não depende apenas da atuação brasileira, mas defendem medidas para reduzir os efeitos das tarifas sobre empresas exportadoras e suas cadeias produtivas.

Entre as propostas está a isenção, por tempo indeterminado, de tributos federais, como PIS, Cofins e IPI, sobre a produção destinada à exportação e às cadeias produtivas relacionadas. Segundo as entidades, a medida reduziria os custos de produção e permitiria que as empresas mantivessem preços competitivos no mercado internacional.

Outro ponto é a desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras e da cadeia produtiva, também sem prazo determinado, com foco na redução de encargos trabalhistas. De acordo com o documento, a medida contribuiria para a manutenção dos empregos e para a estabilidade econômica das regiões produtoras.

Reintegra e drawback

As entidades ainda propõem a ampliação do Programa Reintegra Especial EUA. A sugestão inclui elevar a alíquota do programa para 5% no caso de médias e grandes empresas e para 8% para micro e pequenas empresas, permitir a retroatividade dos créditos para exportações realizadas desde julho de 2024, manter a vigência enquanto perdurarem os efeitos das tarifas, criar crédito extraordinário sobre exportações destinadas aos Estados Unidos, estabelecer percentuais diferenciados para os setores mais afetados e possibilitar a utilização imediata dos créditos para compensação de tributos federais ou restituição financeira.

Segundo o documento, a alíquota atual do programa é insuficiente diante da tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos. As entidades também lembram que a ampliação do Reintegra foi discutida durante missão a Brasília, em setembro de 2025, mas que o tema não avançou no Congresso Nacional.

Outra proposta é a prorrogação, por tempo indeterminado, dos prazos para exportações realizadas no regime de drawback, sem cobrança de multas ou juros para empresas afetadas pelas tarifas. Conforme o documento, em 2024, US$ 10,5 bilhões das exportações brasileiras para os Estados Unidos ocorreram por meio desse regime, e a prorrogação evitaria penalidades às empresas que não conseguirem cumprir os prazos estabelecidos.

Sem reciprocidade no momento

As entidades também defendem que o governo federal não adote medidas de reciprocidade tarifária neste momento. Em vez disso, propõem a criação de um programa emergencial e temporário de compensação para empresas exportadoras atingidas pelas tarifas. “Não precisamos responder uma tarifa com outra tarifa. Precisamos responder protegendo nossas empresas, nossos empregos e nossa capacidade de competir no mercado internacional. Cada dólar exportado representa emprego, renda e arrecadação no Brasil”, destaca o documento.

Outro encaminhamento sugerido é a instalação imediata de uma Mesa Permanente de Crise para o Comércio Exterior, reunindo representantes da Presidência da República, dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, das Relações Exteriores e da Fazenda, além do Congresso Nacional e de entidades empresariais e exportadoras. O objetivo é acompanhar a evolução do cenário, coordenar ações de enfrentamento e construir soluções conjuntas para preservar a competitividade da economia brasileira.

Entidades participantes

O documento é assinado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), pela Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), pela Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (Aicsul), pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (SICTC) e pelo Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (Sinmaqsinos).

Foto: Jannoon028/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
17/07/2026 0 Comentários 139 Visualizações
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