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clima

Cidades

Defesa Civil de Novo Hamburgo apresenta medidas de preparação para fenômeno El Niño

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil de Novo Hamburgo apresentou as ações preventivas adotadas pelo município para enfrentar um novo ciclo do fenômeno El Niño. A primeira conversa pública sobre o tema foi realizada nesta segunda-feira (29), no Centro Social Madre Regina e reuniu moradores dos bairros Santo Afonso e Industrial para apresentar previsões climáticas, investimentos em infraestrutura e estratégias de prevenção voltadas à redução dos impactos de possíveis eventos extremos. Segundo a administração municipal, a previsão indica um ciclo prolongado do El Niño, com maior volume de chuvas entre o final de 2026 e os primeiros meses de 2027.

Durante o encontro, o diretor da Defesa Civil, Gilson do Amaral, apresentou as medidas implementadas pelo município para ampliar a capacidade de resposta a situações de emergência. Entre elas estão a recomposição do dique do bairro Santo Afonso, a realização de serviços de hidrojateamento em diferentes pontos da cidade, a elaboração de um novo Plano de Contingência e a ampliação do treinamento dos agentes da Defesa Civil em parceria com a Guarda Municipal.

Investimentos em estrutura e equipamentos

A Defesa Civil também informou que realizou melhorias em sua estrutura física e adquiriu novos equipamentos para atuação em ocorrências. Foram incorporadas quatro caminhonetes, quatro embarcações, três motores e cerca de 80 coletes salva-vidas, além da reforma da sede do órgão. “O nosso objetivo é que Novo Hamburgo esteja cada vez mais preparada para enfrentar eventos climáticos extremos. Investimos em equipamentos, tecnologia, monitoramento e planejamento para agir de forma preventiva e proteger a população”, afirmou o diretor Gilson do Amaral.

Monitoramento meteorológico e geológico

Outro anúncio feito durante a reunião foi a contratação da empresa Catavento, em parceria com os municípios da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), para fornecer monitoramento meteorológico e geológico exclusivo para Novo Hamburgo.

O sistema disponibilizará informações em tempo real sobre temperatura, volume de chuvas e ventos, além de análises do solo para identificar os níveis de precipitação capazes de provocar riscos de deslizamentos em diferentes regiões do município. Também está prevista a identificação de rotas de fuga para áreas suscetíveis a desastres, que futuramente serão disponibilizadas à população.

Voluntariado

A administração municipal informou ainda que está estruturando um cadastro de voluntários para atuação em situações de emergência. A proposta está em análise na Procuradoria-Geral do Município (PGM) e prevê etapas como entrevistas e verificação de antecedentes dos candidatos.

Próximos encontros

A programação de debates sobre o El Niño terá continuidade nos próximos dias. Estão previstos encontros durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, nesta quarta-feira, dia 1º; no Plenarinho da Câmara de Vereadores, em 7 de julho, às 9h; e na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI/NH), em 21 de julho, às 8h.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 139 Visualizações
Variedades

Autoridades discutem resposta a eventos extremos em congresso internacional

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes do governo gaúcho, das Forças Armadas e de órgãos estaduais participaram, na manhã desta quinta-feira (25), do painel “Atuação das Forças de Resposta em Desastres”, realizado durante o último dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu autoridades para debater estratégias de preparação e resposta a eventos extremos, compartilhar experiências e reforçar a integração entre instituições responsáveis pela atuação em situações de emergência. O evento integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a entidade Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O painel foi mediado pelo diretor do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, major Felipe Ghidini Stangherlin, que destacou a importância da articulação entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta a desastres. Segundo ele, a experiência das enchentes de 2024 contribuiu para fortalecer o modelo de governança da Defesa Civil. “Temos um sistema de Proteção e Defesa Civil forte e contamos com o apoio de instituições igualmente preparadas. O maior legado da crise de 2024 é o sistema de governança da Defesa Civil Estadual. A Defesa Civil que projetamos é um órgão que realiza a articulação entre todas as instituições que possuem capacidade de resposta. O nosso modelo de governança é empoderar tecnicamente cada um desses entes”, pontuou Stangherlin.

Integração entre forças de resposta

O chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), general de brigada Renato Souza Pinto Soeiro, ressaltou que a atuação conjunta entre os diferentes órgãos é fundamental para enfrentar eventos extremos. “Somente juntos conseguiremos fazer face a eventos extremos. Devemos estar organizados, articulando as nossas estruturas e os nossos planejamentos. Estamos atuando para que os nossos gabinetes de crise sejam mais unidos, a fim de que a nossa resposta seja cada mais rápida. O Exército está pronto para apoiar a Defesa Civil no que for necessário”, afirmou Pinto Soeiro.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alexandre Sório Nunes, apresentou os investimentos realizados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e as ações voltadas ao fortalecimento da capacidade operacional da corporação. “Recebemos investimentos que possibilitaram a compra de veículos e de equipamentos que aumentam nossa capacidade de resposta, como robôs, caminhões, aeronaves, picapes e embarcações. Agora, na estratégia de preparação, estamos realizando diversos treinamentos, adestramento de cães, simulados de resposta a desastres e reuniões de alinhamento operacional”, expressou Nunes.

Aprendizados após os desastres

Representando o Comando da Polícia Ambiental da Brigada Militar, o tenente-coronel Tiago Carvalho Almeida afirmou que os eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 impulsionaram mudanças estruturais na corporação. “As experiências de 2023 e de 2024 transformaram a Brigada Militar numa instituição muito mais preparada e capaz de proteger nossas comunidades. A crise acabou sendo o catalisador dessa mudança, com a criação de uma normatização e novas doutrinas de trabalho, com capacitação e mudanças de cultura. A Brigada Militar é um braço central na proteção da população em cenários de emergência climática”, relatou Almeida.

A diretora do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Sedes), Ana Paula Rodrigues, também destacou a necessidade de atuação integrada entre os diferentes setores do poder público. “A principal lição de 2024 foi entender a necessidade de realizar um trabalho intersetorial. É muito importante, por exemplo, a construção do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), porque vai fazer com que atuemos de forma integrada. É necessário fortalecer nossas instituições intersetorialmente e trabalhar de maneira articulada. Só assim conseguiremos fazer a preparação e a prevenção necessárias e dar uma resposta qualificada”, ressaltou Ana Paula.

Participação de diferentes órgãos

Também participaram do painel o diretor adjunto do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Marcelo Vallandro, e o chefe do Departamento de Emergências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael dos Santos Rodrigues. O debate integrou a programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir ações de prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos no Rio Grande do Sul.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 125 Visualizações
Variedades

No RS, especialistas defendem integração entre ciência e gestão de riscos climáticos

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos foi apontada como um dos principais desafios para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos durante painel realizado na manhã desta quarta-feira (24), no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre. O encontro, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei), reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para debater sistemas de alerta precoce, adaptação climática e estratégias de prevenção. A atividade integra o Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).

Os participantes destacaram a necessidade de transformar dados científicos em informações capazes de subsidiar decisões rápidas e eficazes diante de situações de risco, além de reforçarem a importância da cooperação entre instituições e da comunicação clara com a população.

Emissão de alertas

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, Viviana Elisa López, afirmou que a principal missão dos órgãos de meteorologia e hidrologia é proteger a população por meio da emissão de alertas. “O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Segundo a especialista, a definição dos níveis de alerta envolve fatores que vão além dos modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, ponderou Viviana.

A palestrante também destacou a evolução dos sistemas de monitoramento. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou Viviana.

Mudança climática

A secretária de Mudança do Clima da província argentina de Santa Fé, Verónica Irizar, defendeu uma atuação voltada à prevenção e ao fortalecimento da resiliência dos territórios. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou Verónica.

A especialista também ressaltou a necessidade de mudanças estruturais relacionadas ao modelo de desenvolvimento e à redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, ressaltou Verónica.

A palestrante também abordou o cenário institucional argentino. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, observou Verónica.

Monitoramento e comunicação

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, destacou que a gestão de riscos depende da articulação entre monitoramento, prevenção e comunicação. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou Regina Célia.

A diretora também ressaltou a importância da atuação interdisciplinar. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico – é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou Regina.

Base em riscos

O meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, apresentou ferramentas utilizadas pelo estado para monitoramento meteorológico e emissão de alertas. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou Ribeiro.

Sobre a utilização de radares meteorológicos, o especialista explicou que a tecnologia permite análises mais detalhadas das tempestades. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, pontuou Ribeiro.

Governança integrada

Ao longo do painel, os especialistas convergiram na avaliação de que o fortalecimento da gestão de riscos climáticos depende da integração entre instituições, da padronização dos processos de comunicação e da articulação entre diferentes níveis de governo.

A consolidação de uma governança meteorológica integrada, com foco na população e na antecipação de impactos, foi apontada pelos participantes como um dos principais elementos para enfrentar o aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 159 Visualizações
Variedades

RS recebe encontro nacional de gestores da Defesa Civil durante congresso internacional

Por Jonathan da Silva 24/06/2026
Por Jonathan da Silva

Coordenadores e secretários de Proteção e Defesa Civil de 17 estados brasileiros participaram, nesta terça-feira (23), de uma reunião do Conselho dos Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil (Congepdec), em Porto Alegre. O encontro faz parte da programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC) e tem como objetivo promover a cooperação entre os entes federativos, por meio da troca de experiências e da discussão de estratégias voltadas à gestão de riscos e desastres. A iniciativa também integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado pelo governo estadual na semana passada.

A reunião periódica reuniu representantes estaduais para debater desafios específicos enfrentados em diferentes regiões do país e discutir formas de fortalecer o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil por meio de ações integradas.

Troca de experiências

Durante o encontro, os participantes compartilharam experiências relacionadas à prevenção, preparação e resposta a desastres, buscando aperfeiçoar mecanismos de atuação conjunta entre os estados.

A condução da pauta ficou a cargo do presidente interino do Congepdec e coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Raimundo Schunig, que liderou os debates voltados à integração das políticas públicas de proteção e defesa civil.

Reorganização no Rio Grande do Sul

As boas-vindas aos participantes foram feitas pelo chefe da Casa Militar e coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Luciano Chaves Boeira, anfitrião do encontro. “De 2024 para cá, foi preciso reorganizar a Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Foram dois anos de muito esforço e trabalho para que nunca mais seja preciso enfrentar situações como as que vivemos nesses anos”, afirmou o coordenador.

Prepara RS

A realização da reunião em Porto Alegre também integra as ações do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), iniciativa lançada recentemente pelo governo gaúcho com foco no fortalecimento da capacidade de prevenção, preparação e resposta diante de eventos climáticos severos.

Foto: Ascom/Defesa Civil/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2026 0 Comentários 121 Visualizações
Política

Campo Bom garante R$ 300 mil para a prevenção de eventos climáticos

Por Jonathan da Silva 19/06/2026
Por Jonathan da Silva

Campo Bom foi contemplado com R$ 300 mil em recursos do Governo do Estado para ações de preparação e mitigação de eventos climáticos extremos. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (17), durante o lançamento de novas iniciativas do programa RS Tá Preparado, em Porto Alegre. Representaram o município o prefeito Giovani Feltes (MDB) e o secretário de Desenvolvimento Social e Habitação, Gabriel Colissi. Os recursos serão destinados a investimentos em medidas preventivas, infraestrutura e fortalecimento da capacidade de resposta local diante de situações de emergência.

A iniciativa integra o Plano Rio Grande, criado pelo Governo do Estado com o objetivo de ampliar a resiliência dos municípios gaúchos frente aos impactos provocados por eventos climáticos extremos. Campo Bom está entre os 141 municípios beneficiados pelo programa Fundo a Fundo – Preparação e Mitigação e foi enquadrado na Faixa 3, destinada a cidades com mais de 50 mil habitantes.

Recursos para ações preventivas

Conforme o programa estadual, os valores poderão ser aplicados em ações de preparação e mitigação, ampliando a estrutura municipal para enfrentar cenários adversos e reforçando a proteção à população.

O prefeito Giovani Feltes destacou que a prevenção depende de planejamento contínuo e atuação integrada entre os diferentes níveis de governo. “A preparação não começa quando o problema acontece. Ela é construída diariamente, com planejamento, investimentos e ações coordenadas. Campo Bom está se antecipando, buscando recursos e estruturando estratégias para proteger as pessoas e reduzir riscos, sempre com responsabilidade e visão de futuro”, afirmou o chefe do executivo campo-bonense.

Plano de contingência em atualização

Paralelamente à captação dos recursos, o município também trabalha na elaboração e atualização do Plano de Contingência. O instrumento estabelece protocolos de atuação, define responsabilidades entre os órgãos envolvidos e organiza estratégias de resposta em situações de emergência.

Segundo a administração municipal, a atualização do plano busca tornar mais eficiente a atuação dos serviços públicos em cenários de crise, contribuindo para reduzir riscos e qualificar a tomada de decisões.

Defesa Civil participa de debate regional

Também na quarta-feira (17), o coordenador municipal da Defesa Civil, Jarbas Bilhar, participou, em Porto Alegre, de uma reunião técnica promovida pela Procuradoria-Geral de Justiça para discutir a atualização do Plano Metropolitano de Proteção Contra as Cheias.

O encontro reuniu representantes de municípios que integram a Região Hidrográfica do Lago Guaíba para debater medidas estruturais e estratégias de prevenção, especialmente diante dos eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul nos últimos anos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/06/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Política

São José do Hortêncio garante R$ 100 mil em programa estadual de prevenção a desastres

Por Jonathan da Silva 18/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes de São José do Hortêncio participaram, nesta quarta-feira (17), do lançamento do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), realizado no Palácio Piratini, em Porto Alegre. A iniciativa do Governo do Estado tem como objetivo preparar o Rio Grande do Sul para os possíveis impactos do fenômeno El Niño entre 2026 e 2027, por meio do fortalecimento das ações de prevenção, mitigação e resposta a desastres naturais. Durante o evento, foi confirmado que o município receberá R$ 100 mil para reforçar sua estrutura de atendimento em situações de emergência.

Representaram São José do Hortêncio o coordenador da Defesa Civil, Diogo Ricaldi, e o diretor de Turismo, Deonisio Schafer. O lançamento reuniu gestores e representantes municipais para apresentar as estratégias previstas pelo programa e alinhar as ações entre Estado e municípios diante dos desafios climáticos projetados para os próximos anos.

Investimentos para prevenção

Durante a cerimônia, o governador Eduardo Leite (PSD) anunciou investimentos de R$ 32,9 milhões destinados aos municípios gaúchos para ações de preparação e enfrentamento de eventos climáticos extremos.

No caso de São José do Hortêncio, os R$ 100 mil já assegurados serão destinados ao Corpo de Bombeiros Voluntários do município. Os recursos deverão ser utilizados para fortalecer a estrutura de atendimento e ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.

Ações previstas pelo programa

Além do repasse financeiro, o Prepara RS prevê uma série de medidas voltadas à qualificação da gestão de riscos nos municípios. Entre elas estão capacitações para equipes técnicas, atualização de planos de contingência, melhorias nos sistemas de monitoramento e alerta e o fortalecimento da integração entre o Governo do Estado e as administrações municipais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/06/2026 0 Comentários 120 Visualizações
Cidades

Audiência pública em São Leopoldo discute impactos do El Niño e medidas de prevenção

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara de São Leopoldo realizou uma audiência pública para debater estudos, previsões e possíveis impactos do fenômeno El Niño 2026 no município e na região. O encontro na manhã desta segunda-feira (8) e reuniu autoridades, especialistas, representantes da Defesa Civil, entidades da sociedade civil, setor produtivo e comunidade com o objetivo de discutir estratégias de prevenção, preparação e redução de riscos diante de eventos climáticos extremos.

A iniciativa foi proposta pelo vereador Daniel Daudt Schaefer (PL), por meio do Requerimento nº 097/2026 (EXP. 4904), aprovado pelo plenário e subscrito pela maioria dos vereadores da casa. A atividade buscou ampliar o debate sobre os desafios impostos pelas mudanças climáticas e fortalecer ações preventivas voltadas à proteção da população.

Quem esteve presente

Participaram da audiência o prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco (PL); o vereador Daniel Daudt Schaefer, proponente da atividade e líder do governo na Câmara; o professor Délton Carvalho, pós-doutor em Direito Ambiental e dos Desastres pela Universidade da Califórnia e pesquisador afiliado da Universidade de Nova York; a meteorologista Estael Sias, mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP) e sócia-diretora da MetSul Meteorologia; o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL), Filipe Dias Schuck; e o secretário municipal da Defesa Civil, coronel Uberti.

Durante o encontro, especialistas apresentaram estudos, análises e projeções relacionadas aos cenários climáticos previstos para os próximos anos, além de debaterem medidas para reduzir riscos, fortalecer a capacidade de resposta do município e ampliar a proteção das comunidades mais vulneráveis.

Ações da administração municipal

Na abertura da audiência, o prefeito Heliomar Franco apresentou um panorama das iniciativas desenvolvidas pela administração municipal para enfrentar eventos climáticos extremos.

Segundo o prefeito, entre as ações em andamento estão investimentos em obras de drenagem, limpeza e desassoreamento de arroios, manutenção e reforço do sistema de proteção contra cheias, monitoramento permanente de áreas de risco, fortalecimento da Defesa Civil e projetos voltados à ampliação da resiliência urbana.

Heliomar Franco também ressaltou a importância do planejamento preventivo, da integração entre os órgãos públicos e dos investimentos realizados para minimizar impactos de futuras enchentes e ampliar a segurança da população.

Debate sobre riscos climáticos

Durante o debate, os participantes discutiram formas de aprimorar o planejamento municipal, fortalecer os sistemas de prevenção e qualificar as respostas diante de possíveis ocorrências associadas ao El Niño.

O vereador Daniel Daudt Schaefer destacou a importância de aproximar conhecimento técnico e tomada de decisão. “Precisamos transformar informação em prevenção. Reunir especialistas, autoridades e a comunidade é fundamental para compreender os cenários que podem se apresentar e preparar São Leopoldo para enfrentar possíveis adversidades climáticas com mais segurança, eficiência e responsabilidade”, afirmou o parlamentar.

Ao longo da audiência, também foi enfatizada a necessidade de construção conjunta de estratégias voltadas à adaptação climática, à gestão de riscos e à prevenção de desastres.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 182 Visualizações
Cidades

Granpal debate preparação para impacto do El Niño

Por Jonathan da Silva 26/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre realizou o Encontro Metropolitano da Defesa Civil nesta segunda-feira (25), em Alvorada, para discutir ações integradas de prevenção, resposta e reconstrução diante dos próximos desafios climáticos no Rio Grande do Sul. Durante o evento, a climatologista Natalia Pereira alertou para a possibilidade de um fenômeno El Niño de forte intensidade entre o final da primavera, o verão e o início do outono de 2027, com previsão de chuvas acima da média no estado.

O encontro foi conduzido pelo prefeito de Alvorada e presidente da Granpal, Douglas Martello (PL), e reuniu prefeitos da região metropolitana, representantes municipais da Defesa Civil, integrantes da Defesa Civil do Estado e da Secretaria da Reconstrução Gaúcha. O objetivo foi alinhar estratégias conjuntas para prevenção e mitigação de danos provocados por eventos climáticos extremos.

Monitoramento climático

Segundo Natalia Pereira, a previsão meteorológica é acompanhada semanalmente para avaliar o comportamento do fenômeno climático e seus possíveis impactos no estado. “Temos a previsão de um El Niño mais forte e chuvas acima da média no Rio Grande do Sul. Precisamos seguir fazendo o acompanhamento para sabermos se as chuvas serão mais distribuídas ou concentradas em um período menor como em 2023 e 2024”, explicou a diretora da Catavento Meteorologia e Meio Ambiente.

Durante a reunião, Douglas Martello informou que a Granpal encaminhou duas propostas: a criação de um sistema de monitoramento metropolitano para compartilhamento de informações climáticas e a elaboração de um protocolo conjunto entre os municípios para redução de danos e ampliação das ações de proteção.

A associação também está formalizando um sistema de monitoramento climático para os municípios da região metropolitana. Segundo Martello, atualmente apenas Porto Alegre, Canoas e Guaíba possuem acesso estruturado a esse tipo de ferramenta.

Reconstrução e prevenção

Durante o encontro, Douglas Martello também defendeu a prorrogação do pagamento da dívida do estado com o Governo Federal e sugeriu que os municípios e o governo estadual estruturem decretos preventivos voltados a situações climáticas extremas.

A secretária adjunta da Reconstrução Gaúcha, Angela de Oliveira, afirmou que o estado possui atualmente uma estrutura mais preparada para enfrentar períodos de chuvas intensas em comparação ao cenário registrado em 2024, durante as enchentes históricas no Rio Grande do Sul. “O Governo do Estado tem uma série de ações dentro do Plano Rio Grande. Hoje são mais de 200 ações que estão em andamento e que vão nos dar uma melhor condição de resposta no enfrentamento das chuvas”, pontuou Angela.

O Plano Rio Grande foi criado pelo governo estadual após as enchentes recentes e reúne ações voltadas à reconstrução, adaptação e resiliência climática.

Angela de Oliveira também destacou a importância da articulação entre os municípios da região metropolitana e o governo estadual. “A coordenação da instância estadual com os municípios, especialmente na Granpal, reunindo cerca de 40% da população gaúcha, é extremamente relevante”, concluiu a representante do governo estadual.

Foto: Uffizicom/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 139 Visualizações
Cidades

1º Fórum Municipal de Mudanças Climáticas de Canela ocorre no início de junho

Por Jonathan da Silva 22/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Canela promoverá, entre os dias 1º e 3 de junho, o 1º Fórum Municipal de Mudanças Climáticas de Canela, voltado à discussão de prevenção, mitigação e preparação para desastres naturais. O evento ocorrerá das 19h às 21h, no auditório do Campus Região das Hortênsias da Universidade de Caxias do Sul (UCS), reunindo representantes do poder público, órgãos de segurança, Judiciário e especialistas para debater planejamento urbano, turismo sustentável e gestão de riscos. A iniciativa integra a programação da Semana Municipal do Meio Ambiente e busca antecipar estratégias diante de eventos climáticos extremos.

A organização do fórum é conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Canela. Segundo o secretário adjunto de Meio Ambiente e Urbanismo de Canela, Esthalin Moreira, o objetivo é preparar o município e a comunidade para futuras ocorrências climáticas. “Queremos propor soluções e enfrentar, de forma responsável e antecipada, as ocorrências que podem atingir o nosso município, evitando o que aconteceu em 2024, quando o Rio Grande do Sul, como um todo, estava desprevenido para os desastres naturais registrados”, afirmou Moreira.

Painéis temáticos

A programação contará com três painéis de discussão: “Cidades Resilientes: Planejamento Urbano e Adaptação à Emergência Climática”; “Turismo Sustentável, Resiliência Territorial e Desenvolvimento Local”; e “Governança Climática, Justiça Socioambiental e Gestão de Riscos de Desastres”.

Entre os participantes confirmados estão o diretor de Gestão de Desastres do Governo do Estado, major Felipe Stangherlin; os secretários municipais Carlos Frozi e Athos Cunha; a promotora de Justiça de Taquara, Dra. Ximena Cardozo Ferreira; o pesquisador Lisandro Abulatif; e o professor doutor Maguil Marsilio.

Inscrições no site

As inscrições podem ser feitas até o dia 3 de junho pelo site da UCS, parceira da Prefeitura de Canela na realização do evento. O cadastro deve ser realizado individualmente para cada painel, garantindo certificado de participação.

Serviço

  • O quê: 1º Fórum Municipal de Mudanças Climáticas de Canela
  • Quando: de 1º a 3 de junho, das 19h às 21h
  • Onde: Auditório do Campus Região das Hortênsias da UCS, em Canela
  • Quanto: gratuito, mediante inscrição online pelo site da UCS
Foto: Izaque Santos/Prefeitura de Canela/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2026 0 Comentários 118 Visualizações
Política

Governo do Estado antecipa ações para enfrentar possível El Niño intenso

Por Jonathan da Silva 21/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Governo do Estado anunciou nesta quarta-feira (20) a antecipação de ações de prevenção e resposta diante da previsão de um possível El Niño intenso a partir da primavera de 2026. A medida foi definida durante reunião entre o governador Eduardo Leite (PSD) e a Defesa Civil Estadual, em Porto Alegre, após atualização dos prognósticos climáticos que apontam aumento do risco de eventos extremos nos próximos meses. A estratégia prevê o acionamento de um fluxo de governança integrada com municípios considerados mais vulneráveis, além da ampliação do monitoramento climático e da preparação das estruturas de resposta, com o objetivo de reduzir impactos e preservar vidas.

Segundo dados apresentados pela meteorologista da Defesa Civil, Cátia Valente, a temperatura do Oceano Pacífico passou de -0,4°C no fim de 2025 para 0,5°C em maio deste ano, cenário que indica o início da formação do fenômeno climático. A projeção atual aponta 83% de probabilidade de que o aquecimento alcance entre 1,5°C e 2°C acima da média, patamar semelhante ao registrado durante o El Niño de 2015/2016.

Ocorre hoje um consenso técnico sobre a possibilidade de um El Niño intenso. Não há dúvida de que enfrentaremos um período de maior instabilidade climática. Mas também não há dúvida de que o estado está hoje muito mais preparado do que esteve no passado”, afirmou o governador Eduardo Leite.

Como será o monitoramento

De acordo com o governo estadual, cerca de 60 municípios considerados de maior risco participarão de reuniões nas próximas semanas para alinhamento de protocolos e apresentação de diagnósticos específicos sobre áreas vulneráveis. A proposta é reforçar a articulação entre Estado e prefeituras antes do período de maior incidência de chuvas e eventos climáticos severos.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, afirmou que a antecipação das ações é considerada essencial diante das projeções meteorológicas. “Ainda não podemos dizer exatamente quais consequências teremos. Mas é certo que algum tipo de transtorno será enfrentado. Por isso, a antecipação é nossa principal ferramenta”, destacou Boeira.

A Defesa Civil também informou que os seminários regionais deverão contar com a participação do governador e integrar representantes municipais, técnicos e órgãos de segurança pública.

Investimentos já realizados

Durante a reunião, o governo destacou investimentos realizados na estrutura da Defesa Civil após os eventos climáticos registrados em 2023 e 2024. O efetivo técnico do órgão foi ampliado quatro vezes e um novo radar meteorológico já está em operação em Porto Alegre. Outros três equipamentos foram contratados e devem entrar em funcionamento nos próximos meses.

Além disso, conforme o governo estadual, aproximadamente R$ 1 bilhão foi investido por meio do Plano Rio Grande na aquisição de equipamentos e tecnologias para as forças de segurança e proteção civil.

Segundo o governador, o sistema de modelagem hidrodinâmica já permite prever o comportamento dos rios em municípios considerados mais suscetíveis a inundações. As ferramentas também incluem mapas de manchas de inundação, utilizados para orientar remoções preventivas e ações de contingência antes do início das chuvas.

Planos de contingência

Outro ponto destacado pelo governo foi a consolidação dos planos de contingência municipais. Atualmente, os 497 municípios gaúchos possuem protocolos estruturados de preparação e resposta para eventos climáticos extremos. “Mesmo que ainda não seja possível afirmar quais consequências teremos com um El Niño intenso, o Estado fará desde já o acionamento de toda a rede para manter um monitoramento e acompanhamento da evolução dos prognósticos de forma ainda mais intensa e integrada”, afirmou Eduardo Leite.

Também participaram da reunião o sub-chefe da Defesa Civil, coronel Santiago Dias de Castro; o secretário extraordinário Geral de Governo, Artur Lemos; o secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior; e a secretária-adjunta da Reconstrução Gaúcha, Angela Oliveira.

Foto: Maurício Tonetto/Secom-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2026 0 Comentários 234 Visualizações
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