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clima

Cidades

Prefeitura de Eldorado do Sul apresenta sistema para gestão da Defesa Civil

Por Jonathan da Silva 21/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Eldorado do Sul apresentou um novo Sistema Integrado de Gestão da Defesa Civil, ferramenta voltada ao planejamento, à organização e à coordenação das ações em situações de emergência. A iniciativa, conduzida pelo Gabinete da Prefeita, foi apresentada a representantes dos poderes executivo e legislativo e busca ampliar a capacidade de resposta do município diante de eventos climáticos extremos, por meio da integração de tecnologias para monitoramento e gestão das operações.

Durante o encontro, também foram detalhadas as regras e os critérios para a concessão de ajuda humanitária, com o objetivo de garantir mais transparência, imparcialidade e eficiência na distribuição de donativos às famílias atingidas.

Tecnologia para monitoramento

O sistema reúne site, aplicativo e painel de monitoramento, permitindo o acompanhamento das demandas em tempo real e apoiando a tomada de decisões pelas equipes responsáveis pelo atendimento.

A prefeita Juliana Carvalho (PSDB) destacou a contribuição da ferramenta para a organização das operações. “A tecnologia ofertada no programa, possibilita maior organização das operações, desde o recebimento das solicitações até a execução das ações em campo”, explicou a chefe do executivo local.

Funcionalidades

Entre os recursos disponíveis estão o registro de pedidos de resgate, o controle de donativos, a gestão de abrigos temporários, o cadastro de voluntários e equipes de apoio, além do acompanhamento das ações executadas e dos recursos utilizados durante as operações.

Segundo a prefeita Juliana Carvalho, a implantação do sistema considera a experiência vivida pelo município durante o período das enchentes, em 2024. “Diante de tudo que o município passou no período da enchente, acreditamos que, com este planejamento, integração e uso de tecnologia, Eldorado do Sul segue fortalecendo sua estrutura para proteger e atender melhor a população”, concluiu a chefe do executivo municipal.

Foto: Joel Vargas/Ascom GVG/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/07/2026 0 Comentários 152 Visualizações
Cidades

Defesa Civil reforça monitoramento por previsão de chuva em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil de Novo Hamburgo está mantendo um monitoramento permanente das condições meteorológicas e as equipes em prontidão diante da previsão de instabilidade para a segunda quinzena de julho. Conforme os modelos divulgados por órgãos especializados e empresas de meteorologia, o Vale do Sinos poderá registrar cerca de 200 milímetros de chuva nos próximos dias. Apesar da previsão, o município informa que os volumes esperados para a região são inferiores aos previstos para outras áreas do Rio Grande do Sul, reduzindo os riscos de ocorrências mais severas.

O diretor interino da Defesa Civil, Jocemar de Souza, explicou que o cenário previsto para a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos difere de outras regiões do estado. “É importante destacar que, embora a previsão indique chuva intensa em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, a bacia hidrográfica do Rio dos Sinos e de seus afluentes não deve receber volumes tão elevados quanto outras regiões do Estado, o que reduz os riscos para a nossa região”, afirmou  o dirigente.

Plano de contingência permanece ativo

A Prefeitura informou que seguirá acompanhando a evolução das previsões e poderá adotar as medidas previstas no Plano de Contingência, caso haja necessidade. De acordo com boletim elaborado pela Catavento Meteorologia para os municípios da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), a sequência mais significativa de episódios de chuva deverá ocorrer entre os dias 16 e 26 de julho.

Nos últimos meses, o município também intensificou ações preventivas para reduzir os impactos de eventos climáticos. Entre os serviços executados estão o desassoreamento de arroios, o hidrojateamento das redes de drenagem e intervenções para melhorar o escoamento da água em diferentes regiões da cidade.

Canais de atendimento

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelos números de WhatsApp (51) 98058-9979, (51) 99467-6568, (51) 99707-9954 e (51) 98013-9178. Também estão disponíveis a Guarda Municipal, pelo telefone 153, e o Corpo de Bombeiros Militar, pelo número 193.

Já os contatos administrativos da Defesa Civil, pelo WhatsApp (51) 99222-3201 e pelo telefone (51) 3587-7863, funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, para esclarecimento de dúvidas.

Orientação à população

Segundo a Prefeitura, embora a previsão indique um período prolongado de instabilidade, não há indicativos de um cenário semelhante ao evento climático extremo registrado em maio de 2024. A orientação é que a população acompanhe as atualizações divulgadas pelos canais oficiais e siga as recomendações dos órgãos de proteção e defesa civil.

Foto: RawPixel.com/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 424 Visualizações
Política

Cisvale abre licitação para agilizar resposta a eventos climáticos extremos

Por Jonathan da Silva 10/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Comitê Pró-Clima do Vale do Rio Pardo, vinculado ao Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale), iniciou o processo de estruturação de uma Ata Regional de Registro de Preços para facilitar a aquisição de equipamentos, materiais e insumos destinados ao atendimento de situações de emergência e calamidade nos municípios da região. A iniciativa foi apresentada durante reunião realizada na manhã desta quinta-feira (9), em Santa Cruz do Sul, e busca reduzir o tempo de resposta das administrações municipais diante da possibilidade de ocorrência de eventos climáticos extremos no segundo semestre.

A proposta foi elaborada a partir das demandas identificadas em um diagnóstico realizado junto às Defesas Civis municipais. Com a ata regional, os municípios poderão adquirir itens considerados essenciais para situações de desastre de forma mais ágil, sem a necessidade de abrir processos licitatórios individuais durante uma emergência.

Itens previstos

A ata contempla quatro eixos de aquisição: resposta imediata, gestão hídrica, ajuda humanitária e equipamentos de proteção individual (EPIs) e ferramentas. Entre os materiais previstos estão lonas, caixas d’água, geradores de energia, cestas básicas, equipamentos de proteção individual, ferramentas e outros itens apontados pelos municípios como prioritários para o atendimento de ocorrências.

O modelo permitirá que os municípios realizem compras de forma simplificada, utilizando fornecedores previamente definidos e condições já estabelecidas por meio do registro de preços.

Agilidade para os municípios

Segundo o presidente do Cisvale, Gilson Becker, a iniciativa busca fortalecer a atuação regional diante de situações que afetam mais de um município. “O Pró-Clima nasce justamente com essa missão, que é transformar ações em execuções concretas. Quando falamos em eventos extremos, o tempo de resposta faz diferença. Se cada município tiver que começar um processo do zero no momento da emergência, a população fica mais vulnerável. Com a ata regional, nós antecipamos etapas, ganhamos agilidade e damos mais segurança para que as Defesas Civis possam atuar quando forem acionadas”, afirma Becker.

Diagnóstico das Defesas Civis

A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, explica que a compra coletiva faz parte de um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento das estruturas municipais de Defesa Civil. “O levantamento evidenciou que, entre as principais demandas dos municípios, estão a contratação de serviços de engenharia e a disponibilização de uma ata regional de registro de preços para aquisição de insumos e equipamentos”, ressalta Léa.

Conforme a diretora, a compra coletiva é uma resposta prática, porque permite padronização, economia de escala e acesso mais rápido aos materiais. “O objetivo é que os municípios estejam mais preparados, tanto para agir de forma preventiva quanto para responder com rapidez em situações de emergência”, complementa Léa.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/07/2026 0 Comentários 131 Visualizações
Cidades

Igrejinha atualiza Plano de Contingência da Defesa Civil para eventos climáticos

Por Jonathan da Silva 03/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Igrejinha apresentou a atualização do Plano de Contingência (Plancon) da Defesa Civil nesta quarta-feira (1º), durante audiência pública. O documento estabelece protocolos para prevenção, mitigação e resposta a eventos climáticos extremos, como enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. A atualização busca fortalecer a atuação integrada dos órgãos públicos, definir critérios técnicos para acionamento das equipes e ampliar a capacidade de resposta diante de situações de emergência.

O plano atualizado organiza a gestão das ocorrências por meio do Sistema de Comando de Operações (SCO), modelo que prevê atuação coordenada entre forças de segurança, secretarias municipais e órgãos de apoio sob uma liderança unificada. Segundo a administração municipal, a medida tem como objetivo evitar sobreposição de esforços e tornar as respostas mais ágeis durante situações de crise.

Monitoramento em tempo real

A estrutura de monitoramento utilizada pelo município reúne equipamentos para acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas. Atualmente, Igrejinha conta com cinco pluviômetros instalados em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), distribuídos em bairros estratégicos para medição do volume de chuva.

O sistema também dispõe de uma estação hidrológica com transmissão de dados por redes 4G e 5G, além de redundância via satélite para monitoramento do nível dos rios. Câmeras de monitoramento operam 24 horas por dia para acompanhar o leito do Rio Paranhana e do Arroio Koetz.

Critérios para emissão de alertas

O Plano de Contingência estabelece níveis de mobilização com base em parâmetros técnicos relacionados ao nível do Rio Paranhana e ao volume de chuva acumulado.

O estado de normalidade corresponde ao nível de referência de 0,50 metro, período em que são realizados o monitoramento das previsões meteorológicas e ações preventivas.

O estado de atenção é acionado quando o rio atinge 3,50 metros ou quando o volume de chuva alcança 70 milímetros em um dia. Nessa situação, ocorre a mobilização preventiva das equipes e a preparação dos locais destinados a abrigos.

O estado de alarme é declarado quando o Rio Paranhana chega a 4,50 metros ou quando o acumulado de chuva atinge 100 milímetros em um dia. Nessa fase, o plano prevê o início da remoção coordenada de famílias que vivem em áreas de risco e a abertura dos abrigos públicos.

Estrutura de resposta

O documento divide as ações em cinco fases: prevenção, preparação, mitigação, resposta e reconstrução.

Durante as ocorrências, o Gabinete de Crise, coordenado pelo prefeito, concentra as decisões estratégicas e a definição das prioridades de utilização dos recursos. O Corpo de Bombeiros Voluntários atua nas operações de resgate e salvamento, enquanto a Secretaria Municipal de Assistência Social é responsável pela triagem das famílias, organização dos abrigos e acolhimento dos desalojados.

Orientações à população

A Prefeitura de Igrejinha orienta que, em situações de emergência, a população acompanhe informações apenas pelos canais oficiais do município, com o objetivo de evitar a disseminação de informações falsas que possam comprometer as operações.

Em casos de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, o Corpo de Bombeiros pelo 193 e a Brigada Militar pelo 190.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/07/2026 0 Comentários 192 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo promove seminário sobre resiliência climática e preparação para o El Niño

Por Jonathan da Silva 02/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Novo Hamburgo realizará o 2º Seminário Municipal de Resiliência Climática na próxima segunda-feira, 6 de julho. O evento acontecerá a partir das 14h, no auditório do 10º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry, reunindo representantes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros Militar e da área de meteorologia para discutir os impactos previstos do fenômeno El Niño e as estratégias de preparação do município para eventos climáticos extremos. A atividade é aberta ao público e busca ampliar o debate sobre prevenção e monitoramento diante da previsão de aumento no volume de chuvas entre o fim de 2026 e os primeiros meses de 2027.

Com o tema “Perspectivas meteorológicas para o segundo semestre de 2026”, o seminário terá como foco a análise do El Niño, previsto para ser um dos mais intensos dos últimos anos. A programação abordará os cenários meteorológicos esperados para o Estado e as medidas que podem contribuir para reduzir os impactos das chuvas intensas sobre a população.

Debate sobre preparação e monitoramento

Participam do encontro o diretor da Defesa Civil de Novo Hamburgo, Gilson do Amaral; o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Anderson Bertotti; o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Deoclides Silva da Rosa; o capitão do Corpo de Bombeiros Militar, André Borges Fernandes; e a meteorologista da MetSul Meteorologia, Estael Sias.

Durante o seminário, os convidados participarão de uma roda de conversa para discutir ações de preparação voltadas à redução dos impactos das fortes chuvas previstas para os próximos meses. Também serão apresentados os avanços desenvolvidos pelo município no monitoramento do território, especialmente nas áreas consideradas mais vulneráveis a deslizamentos e enchentes.

Serviço

  • O quê: 2º Seminário Municipal de Resiliência Climática
  • Quando: Segunda-feira, 6 de julho, às 14h
  • Onde: Auditório do 10º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry, em Novo Hamburgo
  • Quanto: Gratuito
Foto: Débora Ertel/Arquivo/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2026 0 Comentários 167 Visualizações
Variedades

Governo do Estado amplia estrutura da Defesa Civil para enfrentar eventos climáticos extremos

Por Jonathan da Silva 02/07/2026
Por Jonathan da Silva

O governo estadual tem ampliado a estrutura da Defesa Civil gaúcha com reforço de equipes, modernização de equipamentos, ampliação do monitoramento hidrometeorológico e investimentos em prevenção e resposta a desastres. As ações fazem parte do Plano Rio Grande e do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado em junho deste ano, com o objetivo de preparar o estado para enfrentar eventos meteorológicos extremos, como os efeitos previstos do fenômeno El Niño 2026/2027, que poderá provocar aumento do volume de chuvas na região sul ainda neste ano.

O governador Eduardo Leite (PSD) afirmou que o estado vem intensificando as ações de preparação para enfrentar possíveis consequências do fenômeno climático. “O Governo do Estado está fazendo tudo o que está ao seu alcance para proteger os gaúchos e dar a devida resposta para esses fenômenos climáticos. Ninguém ignora o El Niño, pelo contrário, estamos conscientes das consequências que ele trará para o sul do Brasil e para nosso estado; por isso, trabalhamos de maneira intensiva, investindo na prevenção, em articulação com as prefeituras, para que estejamos todos preparados para qualquer cenário”, afirmou o chefe do executivo estadual.

Estrutura da Defesa Civil foi ampliada

Ao longo dos últimos dois anos, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec) ampliou sua estrutura, reforçou equipes técnicas, modernizou equipamentos e investiu na qualificação dos municípios.

Entre as mudanças está a ampliação do efetivo da Defesa Civil estadual. Segundo o Governo do Estado, a equipe foi quadruplicada e atualmente conta com 163 servidores militares e civis, além de profissionais especializados que atuam no Centro de Monitoramento. O grupo reúne especialistas em meteorologia, hidrologia, geoprocessamento, engenharia, arquitetura, tecnologia da informação, comunicação social e estatística.

A frota também foi ampliada. Em 2025, foram incorporados 71 novos veículos, entre caminhonetes, automóveis, micro-ônibus e caminhão-guincho, distribuídos entre as dez Coordenadorias Regionais e os departamentos da Defesa Civil para atuação em operações de monitoramento, logística e atendimento durante emergências.

Política estadual organiza ações de prevenção

As iniciativas têm como base a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (Pepdec), instituída no fim de 2024. A legislação estabelece diretrizes para ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação diante de desastres, além de incentivar a integração entre órgãos públicos, entidades privadas e sociedade civil.

Monitoramento hidrometeorológico

O estado também ampliou o sistema de monitoramento hidrometeorológico por meio da contratação de 130 novas estações automáticas, das quais 129 já estão instaladas. Os equipamentos estão distribuídos pelas 25 bacias hidrográficas do Rio Grande do Sul e enviam informações atualizadas a cada 15 segundos sobre nível dos rios, volume de chuva, velocidade do vento, temperatura, umidade e pressão atmosférica.

Segundo o Governo do Estado, os dados auxiliam na emissão de alertas e na tomada de decisões durante situações de risco e podem ser consultados pela população na plataforma da Defesa Civil.

O monitoramento é complementado por estudos de modelagem hidrodinâmica, utilizados para simular o comportamento das águas, prever níveis dos rios e identificar áreas suscetíveis a inundações. Também foi concluído o mapeamento de manchas de inundação em 60 municípios considerados prioritários, além da identificação de áreas vulneráveis a enxurradas e escorregamentos.

Ampliação da rede de radares

O Rio Grande do Sul conta atualmente com um radar meteorológico instalado em Porto Alegre, com cobertura superior a 150 quilômetros de raio. O Governo do Estado informou que trabalha na implantação de outros três equipamentos nas regiões norte, sul e oeste, com o objetivo de ampliar a cobertura para todo o território gaúcho.

Preparação dos municípios

O fortalecimento da estrutura de enfrentamento também envolve os municípios. Em 2026, os 497 municípios gaúchos passaram a contar com Plano de Contingência para organização das ações locais de resposta a emergências. Em 2023, segundo o Governo do Estado, 88% das cidades ainda não possuíam esse instrumento.

Após a elaboração dos planos, a Defesa Civil estadual realizou análises técnicas individualizadas para orientar ajustes e aperfeiçoamentos. Paralelamente, foram promovidos cursos de capacitação voltados à proteção e defesa civil, elaboração de planos de contingência e comunicação de risco, destinados a gestores e agentes públicos.

Durante os encontros regionalizados do Prepara RS, a Defesa Civil também entrega diagnósticos das capacidades municipais e análises técnicas sobre suscetibilidades e vulnerabilidades, reunindo informações relativas a riscos hidrológicos, riscos geológicos, infraestrutura disponível, locais de abrigo e recursos existentes em cada região para subsidiar o planejamento das prefeituras.

Investimentos previstos

O Governo do Estado informou que prevê o repasse de R$ 32,9 milhões aos municípios por meio do Fundo Estadual de Defesa Civil, na modalidade fundo a fundo, para ações de preparação e mitigação. Além disso, 73 municípios atingidos pelas inundações de 2024 receberão veículos, geradores e equipamentos de comunicação para ampliar sua capacidade operacional.

Novos projetos

Também estão em andamento novos projetos voltados à prevenção e resposta a desastres. Em Porto Alegre, estão em construção o Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastre e o Centro de Logística Humanitária. O estado também prevê a implantação de centros regionais de gestão de riscos, a ampliação da rede de radares meteorológicos e ações para fortalecer a Rede de Voluntariado da Defesa Civil.

Foto: Jürgen Mayrhofer/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2026 0 Comentários 176 Visualizações
Cidades

Defesa Civil de Novo Hamburgo apresenta medidas de preparação para fenômeno El Niño

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Defesa Civil de Novo Hamburgo apresentou as ações preventivas adotadas pelo município para enfrentar um novo ciclo do fenômeno El Niño. A primeira conversa pública sobre o tema foi realizada nesta segunda-feira (29), no Centro Social Madre Regina e reuniu moradores dos bairros Santo Afonso e Industrial para apresentar previsões climáticas, investimentos em infraestrutura e estratégias de prevenção voltadas à redução dos impactos de possíveis eventos extremos. Segundo a administração municipal, a previsão indica um ciclo prolongado do El Niño, com maior volume de chuvas entre o final de 2026 e os primeiros meses de 2027.

Durante o encontro, o diretor da Defesa Civil, Gilson do Amaral, apresentou as medidas implementadas pelo município para ampliar a capacidade de resposta a situações de emergência. Entre elas estão a recomposição do dique do bairro Santo Afonso, a realização de serviços de hidrojateamento em diferentes pontos da cidade, a elaboração de um novo Plano de Contingência e a ampliação do treinamento dos agentes da Defesa Civil em parceria com a Guarda Municipal.

Investimentos em estrutura e equipamentos

A Defesa Civil também informou que realizou melhorias em sua estrutura física e adquiriu novos equipamentos para atuação em ocorrências. Foram incorporadas quatro caminhonetes, quatro embarcações, três motores e cerca de 80 coletes salva-vidas, além da reforma da sede do órgão. “O nosso objetivo é que Novo Hamburgo esteja cada vez mais preparada para enfrentar eventos climáticos extremos. Investimos em equipamentos, tecnologia, monitoramento e planejamento para agir de forma preventiva e proteger a população”, afirmou o diretor Gilson do Amaral.

Monitoramento meteorológico e geológico

Outro anúncio feito durante a reunião foi a contratação da empresa Catavento, em parceria com os municípios da Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag), para fornecer monitoramento meteorológico e geológico exclusivo para Novo Hamburgo.

O sistema disponibilizará informações em tempo real sobre temperatura, volume de chuvas e ventos, além de análises do solo para identificar os níveis de precipitação capazes de provocar riscos de deslizamentos em diferentes regiões do município. Também está prevista a identificação de rotas de fuga para áreas suscetíveis a desastres, que futuramente serão disponibilizadas à população.

Voluntariado

A administração municipal informou ainda que está estruturando um cadastro de voluntários para atuação em situações de emergência. A proposta está em análise na Procuradoria-Geral do Município (PGM) e prevê etapas como entrevistas e verificação de antecedentes dos candidatos.

Próximos encontros

A programação de debates sobre o El Niño terá continuidade nos próximos dias. Estão previstos encontros durante a Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, nesta quarta-feira, dia 1º; no Plenarinho da Câmara de Vereadores, em 7 de julho, às 9h; e na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI/NH), em 21 de julho, às 8h.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 199 Visualizações
Variedades

Autoridades discutem resposta a eventos extremos em congresso internacional

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes do governo gaúcho, das Forças Armadas e de órgãos estaduais participaram, na manhã desta quinta-feira (25), do painel “Atuação das Forças de Resposta em Desastres”, realizado durante o último dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu autoridades para debater estratégias de preparação e resposta a eventos extremos, compartilhar experiências e reforçar a integração entre instituições responsáveis pela atuação em situações de emergência. O evento integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a entidade Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O painel foi mediado pelo diretor do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, major Felipe Ghidini Stangherlin, que destacou a importância da articulação entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta a desastres. Segundo ele, a experiência das enchentes de 2024 contribuiu para fortalecer o modelo de governança da Defesa Civil. “Temos um sistema de Proteção e Defesa Civil forte e contamos com o apoio de instituições igualmente preparadas. O maior legado da crise de 2024 é o sistema de governança da Defesa Civil Estadual. A Defesa Civil que projetamos é um órgão que realiza a articulação entre todas as instituições que possuem capacidade de resposta. O nosso modelo de governança é empoderar tecnicamente cada um desses entes”, pontuou Stangherlin.

Integração entre forças de resposta

O chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), general de brigada Renato Souza Pinto Soeiro, ressaltou que a atuação conjunta entre os diferentes órgãos é fundamental para enfrentar eventos extremos. “Somente juntos conseguiremos fazer face a eventos extremos. Devemos estar organizados, articulando as nossas estruturas e os nossos planejamentos. Estamos atuando para que os nossos gabinetes de crise sejam mais unidos, a fim de que a nossa resposta seja cada mais rápida. O Exército está pronto para apoiar a Defesa Civil no que for necessário”, afirmou Pinto Soeiro.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alexandre Sório Nunes, apresentou os investimentos realizados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e as ações voltadas ao fortalecimento da capacidade operacional da corporação. “Recebemos investimentos que possibilitaram a compra de veículos e de equipamentos que aumentam nossa capacidade de resposta, como robôs, caminhões, aeronaves, picapes e embarcações. Agora, na estratégia de preparação, estamos realizando diversos treinamentos, adestramento de cães, simulados de resposta a desastres e reuniões de alinhamento operacional”, expressou Nunes.

Aprendizados após os desastres

Representando o Comando da Polícia Ambiental da Brigada Militar, o tenente-coronel Tiago Carvalho Almeida afirmou que os eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 impulsionaram mudanças estruturais na corporação. “As experiências de 2023 e de 2024 transformaram a Brigada Militar numa instituição muito mais preparada e capaz de proteger nossas comunidades. A crise acabou sendo o catalisador dessa mudança, com a criação de uma normatização e novas doutrinas de trabalho, com capacitação e mudanças de cultura. A Brigada Militar é um braço central na proteção da população em cenários de emergência climática”, relatou Almeida.

A diretora do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Sedes), Ana Paula Rodrigues, também destacou a necessidade de atuação integrada entre os diferentes setores do poder público. “A principal lição de 2024 foi entender a necessidade de realizar um trabalho intersetorial. É muito importante, por exemplo, a construção do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), porque vai fazer com que atuemos de forma integrada. É necessário fortalecer nossas instituições intersetorialmente e trabalhar de maneira articulada. Só assim conseguiremos fazer a preparação e a prevenção necessárias e dar uma resposta qualificada”, ressaltou Ana Paula.

Participação de diferentes órgãos

Também participaram do painel o diretor adjunto do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Marcelo Vallandro, e o chefe do Departamento de Emergências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael dos Santos Rodrigues. O debate integrou a programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir ações de prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos no Rio Grande do Sul.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 190 Visualizações
Variedades

No RS, especialistas defendem integração entre ciência e gestão de riscos climáticos

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos foi apontada como um dos principais desafios para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos durante painel realizado na manhã desta quarta-feira (24), no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre. O encontro, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei), reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para debater sistemas de alerta precoce, adaptação climática e estratégias de prevenção. A atividade integra o Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).

Os participantes destacaram a necessidade de transformar dados científicos em informações capazes de subsidiar decisões rápidas e eficazes diante de situações de risco, além de reforçarem a importância da cooperação entre instituições e da comunicação clara com a população.

Emissão de alertas

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, Viviana Elisa López, afirmou que a principal missão dos órgãos de meteorologia e hidrologia é proteger a população por meio da emissão de alertas. “O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Segundo a especialista, a definição dos níveis de alerta envolve fatores que vão além dos modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, ponderou Viviana.

A palestrante também destacou a evolução dos sistemas de monitoramento. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou Viviana.

Mudança climática

A secretária de Mudança do Clima da província argentina de Santa Fé, Verónica Irizar, defendeu uma atuação voltada à prevenção e ao fortalecimento da resiliência dos territórios. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou Verónica.

A especialista também ressaltou a necessidade de mudanças estruturais relacionadas ao modelo de desenvolvimento e à redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, ressaltou Verónica.

A palestrante também abordou o cenário institucional argentino. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, observou Verónica.

Monitoramento e comunicação

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, destacou que a gestão de riscos depende da articulação entre monitoramento, prevenção e comunicação. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou Regina Célia.

A diretora também ressaltou a importância da atuação interdisciplinar. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico – é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou Regina.

Base em riscos

O meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, apresentou ferramentas utilizadas pelo estado para monitoramento meteorológico e emissão de alertas. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou Ribeiro.

Sobre a utilização de radares meteorológicos, o especialista explicou que a tecnologia permite análises mais detalhadas das tempestades. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, pontuou Ribeiro.

Governança integrada

Ao longo do painel, os especialistas convergiram na avaliação de que o fortalecimento da gestão de riscos climáticos depende da integração entre instituições, da padronização dos processos de comunicação e da articulação entre diferentes níveis de governo.

A consolidação de uma governança meteorológica integrada, com foco na população e na antecipação de impactos, foi apontada pelos participantes como um dos principais elementos para enfrentar o aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 250 Visualizações
Variedades

RS recebe encontro nacional de gestores da Defesa Civil durante congresso internacional

Por Jonathan da Silva 24/06/2026
Por Jonathan da Silva

Coordenadores e secretários de Proteção e Defesa Civil de 17 estados brasileiros participaram, nesta terça-feira (23), de uma reunião do Conselho dos Gestores Estaduais de Proteção e Defesa Civil (Congepdec), em Porto Alegre. O encontro faz parte da programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC) e tem como objetivo promover a cooperação entre os entes federativos, por meio da troca de experiências e da discussão de estratégias voltadas à gestão de riscos e desastres. A iniciativa também integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), lançado pelo governo estadual na semana passada.

A reunião periódica reuniu representantes estaduais para debater desafios específicos enfrentados em diferentes regiões do país e discutir formas de fortalecer o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil por meio de ações integradas.

Troca de experiências

Durante o encontro, os participantes compartilharam experiências relacionadas à prevenção, preparação e resposta a desastres, buscando aperfeiçoar mecanismos de atuação conjunta entre os estados.

A condução da pauta ficou a cargo do presidente interino do Congepdec e coordenador da Defesa Civil do Paraná, coronel Fernando Raimundo Schunig, que liderou os debates voltados à integração das políticas públicas de proteção e defesa civil.

Reorganização no Rio Grande do Sul

As boas-vindas aos participantes foram feitas pelo chefe da Casa Militar e coordenador de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Luciano Chaves Boeira, anfitrião do encontro. “De 2024 para cá, foi preciso reorganizar a Defesa Civil do Rio Grande do Sul. Foram dois anos de muito esforço e trabalho para que nunca mais seja preciso enfrentar situações como as que vivemos nesses anos”, afirmou o coordenador.

Prepara RS

A realização da reunião em Porto Alegre também integra as ações do Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), iniciativa lançada recentemente pelo governo gaúcho com foco no fortalecimento da capacidade de prevenção, preparação e resposta diante de eventos climáticos severos.

Foto: Ascom/Defesa Civil/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2026 0 Comentários 160 Visualizações
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