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Variedades

Setor de transporte enfrenta escassez de jovens caminhoneiros

Por Jonathan da Silva 18/03/2025
Por Jonathan da Silva

A baixa participação de jovens na profissão de caminhoneiro tem preocupado o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs). Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) indicam que apenas 8,9% dos motoristas no Brasil têm até 29 anos, enquanto a faixa etária predominante está entre 40 e 49 anos, com 29,6% do total. O envelhecimento da categoria e a falta de renovação da mão de obra são desafios para o setor.

O coordenador do núcleo Comjovem Porto Alegre, Gustavo Krás, aponta fatores que contribuem para a dificuldade de atrair jovens para a profissão. Segundo ele, mudanças no perfil profissional e no estilo de vida da nova geração afastam os interessados. “A juventude atual tem um pensamento diferente. Para ser motorista, é necessário ser desprendido, pois a profissão exige viagens longas, distantes da família e dos amigos. A fase jovem está muito voltada para os entretenimentos, e isso faz com que a profissão perca apelo”, afirmou Krás.

Impacto da legislação na profissão

O presidente do Setcergs, Delmar Albarello, destaca que mudanças na legislação também impactam a atratividade da profissão, mencionando que a lei que estabelece o descanso obrigatório no sétimo dia de trabalho como um fator que pode desmotivar novos motoristas. “Essa mudança imposta pela Lei do Motorista dificulta a possibilidade de descanso do profissional, que, muitas vezes, não pode mais aproveitar o tempo com a família. Isso pode resultar em desmotivação e dificuldades para atrair novos motoristas no futuro”, explicou Albarello.

Possibilidades para reverter o cenário

Mesmo diante dos desafios, Krás defende que a profissão continua sendo uma oportunidade atrativa. Ele ressalta que a remuneração é um ponto positivo, especialmente para aqueles que não possuem curso superior ou formação técnica específica. “Precisamos implementar projetos nas escolas para mostrar aos jovens as vantagens da profissão, os benefícios financeiros e a qualidade de vida que ela proporciona. A sociedade precisa entender que ser caminhoneiro pode ser uma escolha de carreira muito interessante”, afirmou o coordenador do Comjovem.

Além disso, o avanço tecnológico nos caminhões também pode tornar a profissão mais atraente. Com a modernização da frota, os veículos passaram a contar com recursos que proporcionam mais conforto e segurança, reduzindo o desgaste físico dos motoristas e tornando a rotina de trabalho menos exaustiva.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/03/2025 0 Comentários 574 Visualizações
Variedades

Polícia Civil e SETCERGS debatem estratégias para intensificar combate ao roubo de cargas

Por Marina Klein Telles 29/03/2023
Por Marina Klein Telles

O objetivo do encontro realizado na sede do DEIC – Departamento Estadual de Investigações Criminais foi alinhar ações que tornem mais efetivo o controle do roubo de cargas no Rio Grande do Sul. A avaliação do SETCERGS – Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no RS foi de otimismo, diante das manifestações de empenho dos gestores em reforçar a atuação no combate à criminalidade.

“Trouxemos essa preocupação em virtude de uma série de roubos de carga que estão acontecendo, especialmente em algumas regiões como a metropolitana. A inteligência do crime organizado precisa ser combatida”, afirmou o presidente do SETCERGS, Sérgio Mário Gabardo.

A diretora do DEIC – Departamento Estadual de Investigações Criminais, delegada Vanessa Corrêa, explicou medidas que já estão sendo tomadas para combater o problema. “Embora a função seja atuar depois que o crime acontece, deixamos essa visão de lado. Trabalhamos de forma integrada e muito mais completa para que possamos não só atuar na repressão, mas na prevenção. A intenção, daqui para frente, é envolver Polícia Rodoviária Federal e Brigada Militar para que possamos atuar de forma ainda mais eficaz”, afirmou.

A titular da DRFC – Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas / Divisão de Investigação Criminal, Isadora Galian, observa que tem ocorrido uma migração de quadrilhas que atuavam em roubo à banco e que passaram a atuar no roubo de cargas. “O êxito passa pela agilidade em chegarmos o mais rápido possível. Por isso, reforçamos a importância das empresas transmitirem sempre de forma ágil e imediata informações que ajudem nossas equipes a localizar e combater os casos”, disse.

O diretor de Gestão do SETCERGS, Roberto Machado, destacou que um dos alvos frequentes tem sido o roubo de cargas de cigarro. “Chegamos a ter casos de dois ou três roubos em um único dia”, salientou.

O cenário estadual

O Rio Grande do Sul é o terceiro estado do país com mais roubos de carga, de acordo com dados do Sindicato das Empresas de Cargas e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs). Perde somente para o Rio de Janeiro (10.599) e São Paulo (10.584). O sindicato aponta o trecho da BR-386, entre Montenegro, na Região Metropolitana, e Lajeado, no Vale do Taquari, como a estrada mais perigosa.

De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul, entre fevereiro e março deste ano, cerca de R$2 milhões foram recuperados em ações envolvendo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os indicadores enviados são referentes aos casos de roubos e furtos de mercadorias em caminhões. Em janeiro, foram 19 registros desse tipo no RS, equivalente à soma do mesmo período do ano passado.

Participaram do encontro a diretora do DEIC e delegada de Polícia, Vanessa Pitrez de Aguiar Corrêa; o diretor do DINC/DEIC, delegado de polícia Eibert Moreira Neto; o diretor do DAE/DEIC, delegado Roberto Peterneli e a titular da DRFC/DINC/DEIC, Isadora Galian.

Foto: Marcelo Matusiak/divulgação | Fonte: Assessoria
29/03/2023 0 Comentários 685 Visualizações

Edição 308 | Jul 2026

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