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Câmara Setorial do Tabaco

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Câmara Setorial do Tabaco debate safra, exportações e desafios do mercado

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realizou sua 80ª Reunião Ordinária em formato híbrido nesta quarta-feira (15), reunindo representantes de entidades do setor para discutir o cenário da safra 2025/2026, o desempenho das exportações brasileiras e ações estratégicas para a cadeia produtiva. Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Câmara Setorial, Romeu Schneider. Durante o encontro, também foram apresentados dados sobre a comercialização da safra, o mercado internacional e iniciativas desenvolvidas ao longo do ano. A próxima e última reunião ordinária de 2026 está marcada para 11 de novembro.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcílio Drescher, apresentou dados da safra 2025/2026 e destacou a presença da cultura do tabaco em 528 dos 1.191 municípios da Região Sul. O Rio Grande do Sul concentra 205 municípios produtores, seguido por Santa Catarina, com 188, e Paraná, com 135.

Segundo Drescher, até 11 de julho, 91,7% da produção da safra havia sido comercializada. O índice chegou a 99% no Paraná, 98,1% em Santa Catarina e 82,7% no Rio Grande do Sul. No mesmo período da safra anterior, a comercialização alcançava 98,8%.

O dirigente também apresentou dados sobre produção e remuneração ao produtor. A estimativa para o tabaco Virgínia é de 620 mil toneladas na safra 2025/2026, abaixo das 648 mil toneladas do ciclo anterior. O preço médio estimado ao produtor é de R$ 19,25 por quilo, após atingir R$ 23,52/kg na safra 2023/2024 e R$ 20,56/kg em 2024/2025.

No caso do tabaco Burley, a apresentação apontou recuperação parcial da produção para 55 mil toneladas na safra atual, com preço estimado em R$ 14,99 por quilo. Conforme os dados apresentados, a remuneração permanece acima dos patamares registrados na década anterior.

Cenário internacional

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, apresentou um panorama das exportações brasileiras no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, o Brasil exportou 173.608 toneladas de tabaco, volume 15,94% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,07 bilhão, redução de 21,42%.

Segundo Thesing, o desempenho está relacionado ao aumento da oferta internacional, especialmente de países africanos, que ampliaram sua produção nos últimos anos. “Além do cenário de maior oferta mundial, o setor acompanha com preocupação a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifas adicionais aos produtos brasileiros. Hoje deve sair uma definição dos EUA sobre taxas adicionais e o impacto pode chegar a 35% para as exportações ao país que anualmente, em média, leva 9% dos nosso tabaco. Diante desse contexto, a expectativa do Sinditabaco é que as exportações retornem ao patamar médio dos últimos cinco anos, em torno de US$ 2,6 bilhões, ficando significativamente abaixo do recorde de aproximadamente US$ 3,4 bilhões alcançado em 2025”, expôs o dirigente.

No primeiro semestre, os principais destinos do tabaco brasileiro foram Bélgica, China, Estados Unidos, Indonésia, Vietnã e Turquia.

Ações do setor

A programação também incluiu um balanço das ações desenvolvidas desde a reunião anterior da Câmara Setorial. Foram destacadas a participação na Expotchê e agendas realizadas em Brasília para acompanhamento de pautas consideradas estratégicas para a cadeia produtiva.

O presidente da Associação dos Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, avaliou as iniciativas. Segundo ele, as ações foram importantes diante da necessidade de aproximar o setor do centro político do país.

Já o representante da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, apresentou informações sobre os Seminários Regionais e a audiência pública promovidos em conjunto com a Amprotabaco, destacando os resultados obtidos pelas iniciativas.

Próximos passos

Ao final da reunião, os participantes reforçaram a continuidade do diálogo entre as entidades representativas e o acompanhamento das demandas da cadeia produtiva. A próxima e última reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco em 2026 está prevista para o dia 11 de novembro.

Foto: Eliana Stülp Kroth/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 67 Visualizações
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Romeu Schneider é reconduzido à presidência da Câmara Setorial do Tabaco

Por Jonathan da Silva 03/12/2025
Por Jonathan da Silva

Romeu Schneider foi reconduzido por unanimidade à presidência da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco durante a 78ª Reunião Ordinária realizada de forma virtual nesta terça-feira (2). O também vice-presidente da Afubra permanecerá no cargo para o próximo biênio, com a próxima reunião presencial marcada para 23 de março de 2026, em Santa Cruz do Sul, durante a Expoagro Afubra.

Manteremos o equilíbrio e a harmonia para poder conduzir o trabalho de forma responsável, para o bem da cadeia produtiva e do setor como um todo”, destacou Romeu Schneider.

A primeira pauta da reunião foi a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT). O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Valmor Thesing, destacou que mais uma vez o Brasil foi protagonista ao levar medidas que afetam diretamente a cadeia produtiva. “A mobilização dos parlamentares em Genebra foi fundamental, o que fez com que fosse possível algum tipo de diálogo. Mas temos agora um trabalho interno, de buscar o diálogo aqui no Brasil, dentro do governo. E a mobilização vai ser novamente muito necessária. Esse é o desafio de todos os representantes da cadeia produtiva visando a COP 12”, expressou o dirigente. Como encaminhamento, os participantes definiram pela manutenção do GT COP, oficializando o grupo de trabalho entre os membros da Câmara Setorial.

Desempenho das exportações

As exportações brasileiras de tabaco entre janeiro e outubro totalizaram 438 mil toneladas e US$ 2,7 bilhões, representando aumento de 26% em volume e 21% em valor comparado ao mesmo período de 2024. Os principais países importadores foram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Emirados Árabes e Turquia. Sobre os embarques para os EUA, Thesing comentou que os clientes americanos suspenderam os embarques após 6 de agosto, aguardando a resolução da questão das tarifas, mas que por uma questão de necessidade de matéria-prima, estão sendo autorizados pequenos volumes.

Além da questão da tarifa, problemas logísticos do porto de Rio Grande também estão sendo superados. Nesse sentido, se em novembro e dezembro conseguirmos exportar valores semelhantes aos do ano passado, ainda podemos alcançar uma exportação recorde. Aqui está a prova da importância desse setor, os números por si só mostram isso. Mesmo diante de tarifas, de entraves logísticos, ainda assim, podemos superar a casa dos US$ 3 bilhões”, enfatizou Valmor Thesing.

Situação da safra 2025/26

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil, Marcilio Drescher, informou que a safra em campo tem estimativa de alcançar 685 mil toneladas, mas tem sido afetada por oscilações climáticas com chuva excessiva e granizo em algumas regiões e escassez hídrica em outras. “Estamos torcendo pelo melhor e esperamos uma boa safra se o tempo colaborar daqui para frente”, comentou Drescher.

Próximos encontros

Além da reunião de março em Santa Cruz do Sul, outros dois encontros estão previstos para 2026: em 15 de julho e 11 de novembro, ambos em Brasília.

Foto: Felipe Krause/Pixel18dezoito/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/12/2025 0 Comentários 242 Visualizações

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