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calçadista

Variedades

Feira calçadista Zero+ passará a ser realizada em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 12/08/2025
Por Jonathan da Silva

A feira calçadista “Zero+”, promovida pela Merkator Feiras e Eventos, passará a ser realizada em Novo Hamburgo a partir de 2025. A primeira edição em solo hamburguense acontecerá nos dias 17, 18 e 19 de novembro, nos pavilhões da Fenac. O evento, que apresenta a moda outono/inverno em calçados e acessórios para o Brasil e países da América Latina, foi realizado pela primeira vez em 2011, em Gramado, e, desde 2012, era sediado no Centro de Eventos do Serra Park, na cidade serrana.

Segundo a diretora da Merkator, Roberta Pletsch, a mudança faz parte de uma readequação dos eventos da promotora. “Esta nova mudança se deve a uma readequação dos nossos eventos para os quais estamos trabalhando desde o último ano, com reposicionamento das nossas marcas, especialmente as voltadas para o calçado e o incremento de outros produtos”, afirmou Roberta.

De acordo com a organizadora, a decisão também foi motivada por um movimento do setor identificado após a última edição do SICC – Salão de Inovação do Couro e do Calçado, realizada em maio. Sindicatos da indústria sugeriram mudanças, incluindo o local do evento, destacando a importância de valorizar a produção calçadista de Novo Hamburgo, reconhecida como Capital Nacional do Calçado e polo de fornecedores, maquinário e empresas de design demandadas por marcas nacionais e internacionais.

União de entidades

A transferência conta com o apoio de 11 sindicatos industriais dos Vales do Sinos, Paranhana e serra gaúcha. “São nos municípios desta área geográfica onde estão localizadas as empresas responsáveis pela maior parcela da produção brasileira de calçados. Nada mais legítimo do que termos um encontro nacional com os profissionais que compõem este cluster, trazendo para cá o varejo que é o elo comercial desta cadeia. É a união deste ciclo que garante o sucesso da indústria e gera um número significativo de empregos e riqueza que engrossa o PIB nacional”, destacou Roberta Pletsch.

Mobilização

O movimento, articulado nos últimos 70 dias por líderes sindicais parceiros da Merkator há quase duas décadas, resultou no aumento de sete para 11 sindicatos apoiadores. Participam o Sindicato da Indústria de Calçados Componentes para Calçados de Três Coroas; Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul; Sindicato das Indústrias de Calçados de Novo Hamburgo; Sindicato da Indústria de Calçados, Vestuário e Componentes para Calçados de Igrejinha; Sindicato da Indústria de Calçados de Campo Bom; Sindicato das Indústrias de Calçados de Farroupilha; Sindicato das Indústrias de Calçados de Estância Velha; Sindicato das Indústrias do Vestuário, do Calçado e de Artefatos de Couro de São Leopoldo; Sindicato das Indústrias de Calçados de Parobé; Sindicato das Indústrias de Calçados de Dois Irmãos; e Sindicato das Indústrias de Calçados de Sapiranga. Também apoiam a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Serviço

  • O quê: Feira calçadista Zero+, com lançamentos de moda outono/inverno em calçados e acessórios para o Brasil e países da América Latina
  • Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2025
  • Onde: Pavilhões da Fenac (R. Araxá, 505 – Ideal, Novo Hamburgo)
Foto: Dinarci Borges/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/08/2025 0 Comentários 508 Visualizações
Política

Tarifaço dos EUA ameaça milhares de empregos na indústria calçadista brasileira

Por Jonathan da Silva 07/08/2025
Por Jonathan da Silva

A tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve afetar diretamente quase 80% das empresas exportadoras de calçados do Brasil conforme levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O setor, que tem nos EUA seu principal mercado externo, estima perder cerca de 20 mil postos de trabalho indiretos e 8 mil diretos nos próximos meses, caso a medida não seja revertida.

De acordo com o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a tarifa extra já provoca efeitos imediatos no setor. “Entre os impactos já relatados há atrasos ou paralisação em negociações, queda do faturamento em decorrência da medida e cancelamento de pedidos, parte, inclusive, já produzidos ou em produção”, afirma Ferreira.

Segundo o dirigente, o impacto direto nas exportações torna urgente a adoção de medidas emergenciais para preservar empregos e empresas da cadeia calçadista nacional.

Perdas acumuladas

A estimativa da Abicalçados aponta para uma queda de 9% nas exportações nos próximos 12 meses, como resultado direto da sobretaxa nos embarques com destino aos Estados Unidos. O país é historicamente o principal comprador do calçado brasileiro e responde por mais de 20% do valor total exportado pelo setor.

Interrupção na recuperação

Apesar do cenário atual, o setor vinha mostrando sinais de recuperação. No primeiro semestre de 2025, foram exportados 5,8 milhões de pares de calçados aos Estados Unidos, um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Abicalçados, a imposição da tarifa compromete esse ciclo e deverá gerar efeitos econômicos e sociais significativos para o Brasil.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2025 0 Comentários 572 Visualizações
Business

The South Base apresenta plano para fortalecer exportação de calçados em 2025 e 2026

Por Jonathan da Silva 10/06/2025
Por Jonathan da Silva

O Conselho Estratégico da The South Base anunciou nesta segunda-feira (9) as ações previstas para 2025 e 2026, incluindo a renovação da parceria com a Associação dos Distribuidores e Varejistas de Calçados da América (FDRA), a criação de um Arranjo Produtivo Local (APL) e missões comerciais entre o Vale do Sinos e os Estados Unidos. O plano foi apresentado em reunião na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI NH/CB/EV/DI), em Novo Hamburgo, com participação de empresas e entidades do setor calçadista.

A The South Base também está aguardando confirmação para palestrar no Summit FDRA, evento marcado para o dia 17 de julho em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Caso aprovada, a participação permitirá que o Brasil apresente sua produção de calçados a importadores norte-americanos. Além disso, em julho, conteúdos sobre o movimento serão divulgados nas redes sociais da FDRA, e em outubro está previsto um showroom em Nova Iorque com empresas do Vale do Sinos. Os recursos para essas ações estão sendo viabilizados por sindicatos de Novo Hamburgo, Sapiranga e Estância Velha.

Formalização do APL do Vale do Sinos

O Arranjo Produtivo Local (APL) do Vale do Sinos e Vale do Paranhana, que reúne empresas de calçados em um modelo de cooperação, já possui organograma e planejamento estratégico definidos. A formalização junto ao governo do estado está em fase final. “A formalização permitirá a busca por recursos junto ao próprio governo do estado e a outras fontes de forma contínua”, afirmou o presidente do Conselho Estratégico da The South Base, Marlos Schmidt.

Ações já realizadas e capacitações em andamento

O diretor da ACI, Fauston Saraiva, destacou as iniciativas já concluídas, como a participação no Summit FDRA 2024, a presença de quatro empresas na FFANY Market Week em junho e a produção de vídeos promocionais para o mercado norte-americano. Investimentos somam cerca de R$ 600 mil. Paralelamente, 16 empresas de Igrejinha recebem capacitação técnica para exportação, com 750 horas de treinamento ministradas pelo IBTeC. Novos workshops estão programados para julho em Igrejinha e Novo Hamburgo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2025 0 Comentários 498 Visualizações
Variedades

IBTeC promove palestra sobre soluções sustentáveis para o setor calçadista

Por Jonathan da Silva 20/05/2025
Por Jonathan da Silva

O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC) realiza na quarta-feira da semana que vem, 28 de maio, mais uma edição do Happy Hour com Tecnologia. Com o tema “Soluções sustentáveis para o setor calçadista”, o evento contará com palestra do diretor do Grupo Magma e da Espugum Ortholite, Fernando Nicory, e será realizado em formato híbrido — presencial e online — com início às 17h30min no auditório do IBTeC, localizado na Rua Araxá, 750, Bairro Ideal, em Novo Hamburgo.

Durante o encontro, Nicory abordará o uso de materiais e tecnologias disponíveis no mercado para tornar calçados e acessórios mais sustentáveis. Entre os temas discutidos estão tecidos com tecnologias sustentáveis e biodegradáveis, espumas biodegradáveis, certificação e apelo ecológico, além de tecnologias que tornam diferentes substratos biodegradáveis.

Inscrições e transmissão online

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia pela plataforma Sympla. Para o público remoto, a transmissão ocorrerá pelos canais oficiais do IBTeC no YouTube e no Instagram.

Quem é Fernando Nicory

Fernando Nicory é bacharel em Publicidade e Propaganda pela PUC São Paulo e Aspirante a Oficial de Intendência pelo Centro Preparatório de Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro. Com mais de 24 anos de atuação como diretor da Magma Indústria e Comércio Têxtil, lidera unidades de negócios com foco nas áreas industrial, comercial e de marketing. Também atua no desenvolvimento de produtos, processos e parcerias estratégicas no Brasil e no exterior, com experiência internacional em mais de 26 países.

Patrocinadores

O evento tem o patrocínio do Grupo Stickfran, Orisol, Revista Tecnicouro, Rhodia/Solvay Group e Sicredi.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/05/2025 0 Comentários 502 Visualizações
Variedades

Secretária de Novo Hamburgo participa de debate sobre inovação calçadista em Gramado

Por Jonathan da Silva 09/05/2025
Por Jonathan da Silva

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo de Novo Hamburgo, Daiana Monzon, será uma das palestrantes do eMerkator Talks, espaço de debates do Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC) 2025, que ocorre entre os dias 13 e 15 de maio no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado. A participação da gestora está marcada para o dia 13, às 14h, com a palestra “Inovação como vetor do desenvolvimento econômico: rumo ao futuro”, na qual apresentará estratégias aplicadas em Novo Hamburgo e seus efeitos no ambiente empresarial.

O eMerkator Talks é promovido pela Merkator Feiras e Eventos, responsável pela organização do SICC, e tem como objetivo fomentar discussões sobre temas como consumo, tecnologia, sustentabilidade e gestão no setor calçadista. O evento reúne especialistas, representantes de empresas e autoridades públicas ligadas ao desenvolvimento econômico e à indústria da moda.

Serviço

  • O quê: Palestra “Inovação como vetor do desenvolvimento econômico: rumo ao futuro”, com Daiana Monzon
  • Quando: Terça-feira, 13 de maio de 2025, às 14h
  • Onde: Auditório eMerkator Talks – SICC 2025, Centro de Eventos do Serra Park, Gramado
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/05/2025 0 Comentários 456 Visualizações
Projetos especiais

Prefeitura de Campo Bom e sindicatos discutem qualificação no setor calçadista

Por Jonathan da Silva 06/05/2025
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Campo Bom reuniu-se na quarta-feira passada (30) com representantes dos sindicatos patronal e dos trabalhadores do setor calçadista para discutir a formação de mão de obra qualificada no município. O encontro ocorreu na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) campo-bonense, com o objetivo de alinhar parcerias e iniciativas para capacitação profissional, incluindo a possível retomada do projeto Escola do Sapateiro.

Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Campo Bom, Régis Thoen; a presidente do Sindicato Patronal, Cristiane Dick; a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados, Regina Knewitz; além de Antônio de Oliveira Filho, servidor municipal; e João Menezes e Fabiano da Costa, do sindicato patronal.

Projeto Escola do Sapateiro pode ser retomado

Durante a reunião, o secretário Thoen apresentou dados econômicos do município e resultados de uma pesquisa com jovens sobre o mercado de trabalho local. O titular da pata de desenvolvimento econômico e turismo defendeu a retomada de um antigo projeto de formação. “Buscamos alinhavar uma parceria para a retomada do projeto Escola do Sapateiro, com o objetivo de formar profissionais para atuar nas indústrias de calçados do município”, afirmou Thoen.

Cursos gratuitos também contemplam outros setores

Além do setor calçadista, a Prefeitura campo-bonense anunciou que, nos próximos dias, serão abertas inscrições para nove cursos gratuitos de capacitação profissional, que oferecerão 135 vagas. As inscrições poderão ser feitas no Sine (Espaço Cidadão Cidadania – Av. dos Estados, 900), no Cras Centro (Rua Rui Barbosa, 197) ou no Cras Ceu (Rua Limeira, 315).

As aulas começam em junho e serão ministradas pelo Senac e pelo Senai, com turmas no Centro do Idoso e na unidade do Senai em Novo Hamburgo. A iniciativa é financiada pelo programa RS Qualificação, da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com investimento de R$ 99.692,50 do Estado e contrapartida municipal de R$ 19.938,50.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2025 0 Comentários 463 Visualizações
Business

Setor calçadista gaúcho debate expansão nos EUA em reunião na Assembleia

Por Jonathan da Silva 16/04/2025
Por Jonathan da Silva

Uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (16) no gabinete do deputado estadual Joel Wilhelm (PP), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), debateu estratégias para ampliar a presença do setor calçadista gaúcho no mercado dos Estados Unidos. A iniciativa é liderada pelo movimento The South Base, que reúne representantes da cadeia produtiva de calçados, incluindo indústrias, sindicatos, distribuidores e consumidores.

Durante o encontro, o deputado Joel Wilhelm, que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista, destacou a relevância econômica do setor no estado. “Basta dizer que o Rio Grande do Sul é o maior exportador de calçados do Brasil. Só no primeiro trimestre deste ano embarcamos 8,5 milhões de pares fabricados no nosso estado, com receita de 125,9 milhões de dólares. Vou sempre apoiar e colaborar com iniciativas que fortalezam o setor”, afirmou o parlamentar.

Parceria com associação americana

De acordo com o gerente regional do Sebrae RS, Marco Copetti, o foco atual do movimento é acessar o mercado norte-americano por meio da FDRA (Footwear Distributors and Retailers of America), entidade que representa 93% das empresas varejistas de calçados nos Estados Unidos. “Entendemos que com o apoio da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista haverá mais engajamento e interesse ao movimento”, comentou Copetti.

Eixos estratégicos da iniciativa

Durante a reunião, os integrantes do The South Base apresentaram os eixos estratégicos da ação: governança, comunicação, processos, produtos, marketing e internacionalização. A proposta visa promover e fortalecer o cluster calçadista do Rio Grande do Sul no cenário internacional.

Participantes da reunião

Também participaram da reunião o representante do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Industriais e de Ferramentas para Couro e Calçados (Sinmaqsinos) da região de Novo Hamburgo, Marlos Schimidt; o CEO da CT Shoe Solutions, Christian Thomas; o secretário executivo do Governo do Estado, Diogo Leuck; a gestora de Projetos Sênior do Sebrae RS, Carolina Rostirolla; e o diretor-executivo da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha e Dois Irmãos (ACI-NH/CB/EV/DI), Fauston Saraiva.

A iniciativa, que começou em 2019 com o nome “Líder”, passou por reformulações e foi renomeada como “Pacto Calçadista”, sendo batizada de “The South Base” em fevereiro deste ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/04/2025 0 Comentários 375 Visualizações
Business

Empresas calçadistas gaúchas iniciam internacionalização em feira na Colômbia

Por Jonathan da Silva 26/02/2025
Por Jonathan da Silva

Dez pequenas e médias indústrias calçadistas do Rio Grande do Sul participarão da feira IFLS+EICI, em Bogotá, na Colômbia, entre 1º e 4 de julho. A iniciativa faz parte do “Projeto de Internacionalização para Empresas do Setor Calçadista do Rio Grande do Sul”, promovido pelo Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do RS (Sicergs). As empresas contarão com suporte para apresentar seus produtos no evento, considerado o mais importante do setor de calçados, componentes e máquinas do país.

O presidente do Sicergs, Renato Klein, destacou a relevância da participação na feira para a expansão internacional das empresas. “Vamos levar nossas empresas para a Colômbia, um mercado importante. Sexto principal destino de exportações de calçados brasileiros em dólar, e quinto lugar em número de pares. Vamos trabalhar juntos para melhorar ainda mais esse ranqueamento”, comentou Klein.

Empresas estreantes e consolidadas

Entre as participantes está a N Maria, nova marca da Usitec Matrizes, de Novo Hamburgo. Depois de 14 anos atuando no setor de matrizaria, os proprietários decidiram criar sua própria linha de calçados, bolsas e acessórios. “Nossos produtos estão saindo do forno, será uma estreia em grande estilo. Participar deste projeto vai nos agregar muito conhecimento e impulsionar nosso negócio. Estamos muito esperançosos”, afirmou a sócia Simone Sperb da Silva.

Outras empresas veem a iniciativa como oportunidade para retomar ou expandir exportações. A Paraonda, de Feliz, especializada em calçados femininos de couro, já teve experiência internacional nos primeiros anos de atuação, mas há 24 anos dedica-se exclusivamente ao mercado interno. “Estamos atentos a essa oportunidade e vamos nos dedicar para voltar a exportar a partir do projeto do Sicergs”, declarou o proprietário Roberto Antonio Lucas.

A Conceito Bartzen, de Sapiranga, também busca ampliar sua presença internacional. “Já realizamos cerca de três exportações pontuais, mas queremos muito avançar, estar cada vez mais presente no mercado internacional. Estamos bem confiantes no projeto e curiosas para saber como será a aceitação do produto lá na Colômbia também”, pontuou a proprietária Carolina Bartzen.

Capacitação e suporte

O Projeto de Internacionalização conta com apoio do Sistema Fiergs, por meio do Programa de Apoio a Projetos Sindicais (Prosind), e tem parceria do Sebrae-RS na execução das capacitações. O Sicergs financiará a contrapartida necessária para a participação das empresas.

A preparação inclui seis workshops ministrados pela empresa VL Sul Projetos e Negócios, abordando temas como boas práticas no exterior, precificação e estratégias digitais. Também serão oferecidas 25 horas de consultoria para adequação de produtos ao mercado colombiano. Durante a feira, um Relações Públicas trabalhará para aproximar lojistas previamente identificados ao estande brasileiro.

A coordenadora de projetos do Sicergs, Fabiane Seewald Sudekum, participou da edição de fevereiro da feira para conhecer o evento e estabelecer contatos estratégicos.

Empresas participantes

  • Bozzolo (Roca Sales)
  • Conceito Bartzen (Sapiranga)
  • Conforto Calçados (Estância Velha)
  • Diavolo (Santa Cruz do Sul)
  • Fillon (Novo Hamburgo)
  • N Maria (Novo Hamburgo)
  • Petit Cheval (Teutônia)
  • Paraonda (Feliz)
  • Tabita Calçados (Igrejinha)
  • Três Marias Shoes (Igrejinha)
Foto: Daniele Seade/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2025 0 Comentários 537 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de calçados somam 11,46 milhões de pares em janeiro

Por Jonathan da Silva 10/02/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações de calçados brasileiros totalizaram 11,46 milhões de pares em janeiro de 2025, gerando US$ 88,3 milhões. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), indicam um aumento de 11,4% no volume exportado e uma queda de 2,7% na receita em relação ao mesmo período de 2024. A desvalorização do real frente ao dólar e o crescimento das exportações de chinelos foram fatores que contribuíram para o desempenho no mês. O valor médio do calçado exportado foi de US$ 7,71, uma redução de 12,6% em relação a janeiro do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, afirmou que o cenário internacional segue incerto, com desafios econômicos e uma possível guerra comercial entre Estados Unidos e China. “O cenário, ao longo de 2025, é uma incógnita. Ao mesmo tempo em que a tarifa imposta por Trump aos calçados chineses pode ajudar o Brasil no mercado norte-americano, esses calçados produzidos na China tendem a inundar mercados cativos para o nosso produto no exterior, principalmente na América Latina”, pontuou o dirigente.

Segundo Ferreira, mesmo com o crescimento em volume, as exportações permaneceram abaixo da média anual dos últimos cinco anos, que foi de 12,23 milhões de pares, o que aponta para uma demanda internacional ainda enfraquecida.

Principais destinos das exportações

Os Estados Unidos foram o principal destino dos calçados brasileiros em janeiro, com 1,13 milhão de pares exportados, gerando US$ 19 milhões. O volume cresceu 4,2% em comparação com o ano anterior, mas a receita caiu 11,5%. A Argentina foi o segundo maior mercado, com 635,6 mil pares exportados e US$ 10,36 milhões em receita, representando um crescimento de 14,2% no volume e uma queda de 6,3% no faturamento. A França ficou na terceira posição, com 380,6 mil pares e US$ 4,9 milhões, registrando aumentos de 14,7% e 54,3%, respectivamente.

Estados exportadores

O Rio Grande do Sul liderou as exportações brasileiras de calçados no mês, embarcando 2,62 milhões de pares e arrecadando US$ 37,6 milhões. Os números representam quedas de 12,1% em volume e 17,5% em receita em relação a janeiro de 2024. O Ceará foi o segundo maior exportador, com 5 milhões de pares enviados e US$ 27,42 milhões em faturamento, registrando aumentos de 34,8% e 30,3%, respectivamente. Em terceiro lugar, São Paulo exportou 514,1 mil pares, gerando US$ 7,2 milhões, um crescimento de 23,5% no volume e uma redução de 2,7% na receita.

Importações continuam em alta

As importações de calçados seguiram em crescimento em janeiro, mantendo a tendência de 2024, quando houve alta de mais de 26% no volume importado. No primeiro mês de 2025, o Brasil importou 3,32 milhões de pares, totalizando US$ 47,96 milhões. O volume cresceu 18,1% e a receita aumentou 29% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os países asiáticos responderam por 90% das importações. O Vietnã foi o principal fornecedor, com 1,24 milhão de pares exportados ao Brasil por US$ 22,47 milhões, um crescimento de 55% no volume e 31% na receita. A Indonésia ficou em segundo lugar, com 742,5 mil pares e US$ 12 milhões, apresentando altas de 113,5% e 111,6%, respectivamente. Já a China exportou 719,8 mil pares ao Brasil, gerando US$ 5 milhões. O volume caiu 34,7%, mas a receita aumentou 16,6%.

As importações de partes de calçados, como palmilhas, solas e saltos, somaram US$ 5,53 milhões em janeiro, um crescimento de 47% em relação ao mesmo período de 2024. As principais origens foram China, Paraguai e Vietnã.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/02/2025 0 Comentários 697 Visualizações
Variedades

Ramarim recebe recertificação no nível máximo do Origem Sustentável

Por Jonathan da Silva 06/02/2025
Por Jonathan da Silva

A Ramarim, empresa do setor calçadista com sede em Nova Hartz e unidades em Sapiranga e Jequié-BA, recebeu nesta quinta-feira (6) a recertificação no nível Diamante do programa Origem Sustentável. A certificação, concedida a empresas que atendem a mais de 80% dos 104 indicadores de ESG, foi entregue na matriz da companhia com a presença da diretoria da Ramarim e do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira.

O CEO da Ramarim, Marçal Müller, destacou o envolvimento de uma equipe multidisciplinar no processo de recertificação e a relevância do selo para a empresa. Atualmente, a indústria reaproveita quase toda a matéria-prima utilizada na fabricação de calçados, cuja capacidade produtiva é de 55 mil pares por dia.

Segundo o supervisor de SESMT da Ramarim, Gerson Luis Wirth, os materiais descartados no processo produtivo são reciclados ou enviados para coprocessamento, onde são transformados em cimento. “Hoje, 100% da borracha, da espuma e do EVA utilizados na produção retornam para o parque fabril e dão origem a componentes para montagem de novos calçados”, afirmou Wirth.

O supervisor ressaltou que o principal desafio da empresa atualmente é aumentar o índice de reciclagem de laminados sintéticos, que está em torno de 20%. “Nosso objetivo é aumentar esse índice nos próximos anos”, acrescentou Wirth.

Práticas sustentáveis

Além da reutilização de materiais, a Ramarim também investe na gestão de recursos hídricos, com adaptações nas unidades para economizar água e uma estação de tratamento de esgoto na planta de Nova Hartz. Outro destaque é o uso de energia limpa adquirida no Mercado Livre em todas as unidades fabris.

Diferencial competitivo

Durante a cerimônia de entrega da certificação, Haroldo Ferreira afirmou que o Origem Sustentável não apenas contribui para a preservação ambiental e dos direitos humanos, mas também agrega valor competitivo para as empresas. “A certificação pelo programa, como todos sabem, é uma ferramenta importante para competir internacionalmente, principalmente diante da produção asiática, que não conta com práticas de ESG”, declarou.

A certificação

O Origem Sustentável é a única certificação de ESG voltada para empresas da cadeia calçadista no mundo. Baseado em práticas internacionais de sustentabilidade, avalia 104 indicadores distribuídos em cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. A certificação tem quatro categorias: Diamante (+80% dos indicadores alcançados), Ouro (+60%), Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são conduzidas por instituições independentes como Senai, SGS, ABNT, Intertek e Bureau Veritas. Mais detalhes estão disponíveis no site origemsustentavel.org.br.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/02/2025 0 Comentários 735 Visualizações
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