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bem-estar animal

Projetos especiais

Estado traça diagnóstico de abrigos que acolhem animais socorridos

Por Marina Klein Telles 15/05/2024
Por Marina Klein Telles

O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), tem atuado, em diferentes frentes, para garantir o bem-estar animal em meio à crise enfrentada pelo Rio Grande do Sul. No momento, as atenções seguem voltadas aos salvamentos e, paralelamente, ao diagnóstico dos abrigos que estão recebendo os animais. O mapeamento começou pela Região Metropolitana de Porto Alegre, que concentra o maior número de cães e gatos desabrigados, e, posteriormente, será estendido às demais regiões.

O objetivo é obter um panorama dos pontos de acolhimento, identificar possíveis carências e permitir os devidos encaminhamentos pelo Estado, que prestará suporte aos municípios em termos de gestão. “A partir do mapeamento dos abrigos, teremos um ponto focal em cada um desses espaços, para atualizações diárias sobre a quantidade de animais acolhidos e a necessidade de envio de água, ração ou medicamentos. Também precisamos saber se há veterinários disponíveis nesses locais”, detalha a assessora especial de políticas públicas para animais da Sema, Amanda Munari.

Os trabalhos estão sendo coordenados pelo Comitê de Crise da Causa Animal, composto por integrantes da Sema, em parceria com o Gabinete de Projetos Especiais do Vice-Governador e o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (Grad), formado por voluntários. Conta, ainda, com o apoio da Secretaria Nacional de Proteção e da Defesa Civil.

A lista dos abrigos que estão recebendo os animais retirados da água será disponibilizada pelo comitê assim que estiver completa. Conforme dados da Defesa Civil estadual, já são mais de 10 mil animais socorridos, mas ainda há salvamentos em andamento e aqueles feitos por voluntários, que não foram contabilizados. Além de cães e gatos, aves, guaxinins e cavalos estão entre os sobreviventes.

Nesta terça-feira (14/5), equipes da Sema saíram do Jardim Botânico, em Porto Alegre, rumo a Eldorado do Sul, Canoas e São Leopoldo para apoiar no transporte dos animais até os centros de triagem e abrigos. “O número oficial de resgatados certamente irá aumentar”, adianta Amanda.

Após a etapa de salvamento e diagnóstico, o grupo passará a coordenar o reencontro dos sobreviventes com os seus tutores. Também irá auxiliar na gestão da adoção daqueles sem lar. “Hoje, há animais nos abrigos com os seus tutores e também abrigos somente para animais. Nestes últimos, temos duas realidades: animais perdidos dos seus tutores e animais que viviam nas ruas e também foram salvos da enchente”, explica Amanda. “O diagnóstico inicial nos permitirá realizar um encaminhamento de forma organizada.”

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2024 0 Comentários 467 Visualizações
Saúde

Semana do Bem-Estar Animal: Monitoramento de zoonoses

Por Marina Klein Telles 27/03/2023
Por Marina Klein Telles

Zelar pelo bem-estar animal também é cuidar da saúde humana. Por isso, uma das tarefas do Departamento de Vigilância e Ações em Saúde da Prefeitura de Santa Cruz do Sul é orientar a população sobre como prevenir as zoonoses, doenças que são transmitidas de animais para pessoas. Elas podem acometer tanto animais domésticos como silvestres. Por isso, é preciso estar atento a comportamentos incomuns e sintomas, além de adotar medidas para se proteger do contágio por qualquer um desses vetores.

Conforme a médica veterinária do Departamento de Vigilância, Daniela Klafke, no que se refere a zoonoses, o setor atua no monitoramento das situações registradas no município e na orientação à população sobre como proceder. Além disso, cabe a Daniela a capacitação de profissionais como médicos veterinários, enfermeiros e médicos para lidar com esses casos.

Com o apoio de agentes de combate a endemias e comunitários de saúde, são realizadas palestras em escolas e comunidades do interior para a difusão do tema. “É a maneira que temos de chegar à população e orientar sobre essas doenças”, avalia.
São diversas as situações em que o ser humano pode acabar contaminado. É preciso prestar atenção aos sintomas e procurar atendimento médico logo que o acidente acontecer. No que diz respeito a zoonoses, algumas doenças são mais preocupantes.

Raiva

A raiva pode ser transmitida pela mordida ou arranhões de diversos animais, como cães e gatos, mas também morcegos, bovinos, suínos, caprinos e equinos. Diante de qualquer caso, a ação imediata é procurar a unidade de saúde mais próxima para a adoção de medidas profiláticas. Manter todos os animais vacinados contra a raiva também é importante para a prevenção da doença entre eles.

A esporotricose também pode ser transmitida de gatos para humanos, através de arranhões, mordidas ou contato direto com a pele lesionada do animal. É causada por um fungo, podendo também ser transmitida por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. A veterinária recomenda atenção especial a gatos e pessoas com feridas que não saram. Os felinos devem ser conduzidos a médicos veterinários e os seres humanos devem procurar o Departamento de Vigilância para orientações.

Ratos e morcegos

O departamento também recebe vários questionamentos sobre como proceder com ratos e morcegos. No caso de infestação por roedores, o recomendado é que seja contratada empresa de controle de pragas e vetores para lidar com a situação. Quando há a identificação de paciente contaminado por leptospirose, há a investigação do caso.

Em situações em que morcegos são encontrados mortos ou caídos no chão, a vigilância pode ser comunicada para providenciar a análise de contaminação pela raiva. A veterinária Daniela salienta que os morcegos não devem ser mortos. “Eles comem muitos insetos, entre eles, o mosquito da dengue”, explica. Além disso, matar morcegos é considerado crime ambiental sujeito a multa. Quando constatada a presença do animal dentro do imóvel, é recomendada a contratação de empresa especializada para providenciar o seu desalojamento.

Febre amarela

Outro alvo de atenção é a febre amarela. Ela é transmitida por mosquitos, e atinge tanto macacos como seres humanos. Por isso, é importante que a população, ao se deparar com macacos mortos, acione o departamento municipal para que proceda a coleta de material para análise. Se o óbito do animal foi ocasionado por febre amarela, a vigilância inicia ação de vacinação preventiva da população contra a doença no entorno do local do incidente.
Para mais informações, o telefone do Departamento de Vigilância e Ações em Saúde da sua região.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

27/03/2023 0 Comentários 668 Visualizações

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