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Cultura

Projeto Ecos leva performances sobre crise ambiental a quatro cidades do RS

Por Jonathan da Silva 10/03/2026
Por Jonathan da Silva

O projeto Ecos – Crise e Criação realiza apresentações gratuitas em espaços públicos de Maquiné, Osório, Canoas e Porto Alegre nos dias 15 e 16 de março, com performances que abordam a crise ambiental contemporânea. A iniciativa reúne 12 artistas e é resultado de um laboratório intensivo de pesquisa e criação em Artes Cênicas realizado durante dez dias no Ponto de Cultura AMÓ – Lugar de Bem Viver, em Maquiné. O projeto foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com realização do Ministério da Cultura e financiamento da Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul.

As apresentações ocorrem no domingo, dia 15, às 11h, no Balneário Municipal de Maquiné, e às 15h, na Vila Olímpica, em Osório. Na segunda-feira, 16, as performances serão realizadas às 11h no Calçadão de Canoas e às 16h no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre.

Processo de criação

O trabalho reúne 12 performers que ocupam o espaço público com ações corporais e vocais desenvolvidas a partir das experiências vividas durante a residência artística. As apresentações abordam temas relacionados à crise ambiental, como enchentes, secas severas, erosão, poluição e o uso de agrotóxicos.

A criação foi desenvolvida durante a residência do projeto, realizada de 9 a 16 de março em Maquiné, município localizado em área de Mata Atlântica e que enfrentou quatro enchentes no período de um ano. Durante o processo, os artistas participaram de saídas de campo em locais afetados por desastres ambientais, encontros com comunidades tradicionais e conversas com especialistas em meio ambiente.

A orientação artística do trabalho foi realizada pela atriz Tânia Farias, enquanto a orientação musical ficou a cargo do músico Sérgio Bai.

Participação dos artistas

A performance foi criada coletivamente pelos artistas Agêlú, Alex Pantera, Elis, Gabriela Soledad Tomasín, Harú, Jacs, Jade Rocha, Kalisy Cabeda, Marina Zoé, Murillo Munii, Pascal Berten e Sandra Bittencourt.

Segundo a organização, o trabalho foi concebido como um processo em desenvolvimento, no formato de work in progress, permitindo que a criação tenha novos desdobramentos após a circulação inicial das apresentações.

Etapas do projeto

O projeto Ecos – Crise e Criação é dividido em três etapas: oficina comunitária de teatro, residência artística e circulação da performance. A oficina é gratuita, tem duração de seis meses e é voltada à comunidade de Maquiné e região, especialmente jovens.

As atividades abordam a crise ambiental em níveis local e global por meio de práticas teatrais, jogos de improvisação e criação cênica.

Todo o processo do projeto está sendo registrado em audiovisual e resultará em um vídeo-documentário que será disponibilizado em plataforma online. De acordo com a organização, a iniciativa parte da reflexão sobre a catástrofe ambiental recente ocorrida no Rio Grande do Sul e busca discutir modos de produção, consumo e relação com a natureza por meio da arte.

Serviço

  • O quê: performances do projeto Ecos – Crise e Criação
  • Quando: 15 e 16 de março
  • Onde:
    15 de março – 11h, Balneário Municipal de Maquiné; 15h, Vila Olímpica de Osório
    16 de março – 11h, Calçadão de Canoas; 16h, Largo Glênio Peres, Centro Histórico de Porto Alegre
  • Quanto: entrada gratuita
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2026 0 Comentários 208 Visualizações
Cultura

Canteiro de Obras do Remanso Instituto Cultural expõe minimostra de arte contemporânea

Por Jonathan da Silva 06/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Remanso Instituto Cultural realiza a minimostra de arte contemporânea Canteiro de Obras #3 nos dias 13 e 14 de março, das 15h às 20h, no jardim de sua sede, em Porto Alegre. O evento gratuito reúne artistas e coletivos selecionados por edital e integra o Projeto Pública, iniciativa da própria instituição que promove ações de produção e circulação de arte contemporânea por meio de residências artísticas, oficinas, palestras e atividades de arte-educação, contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura (MinC), do Governo Federal.

A ação transforma o jardim do instituto em um espaço de experimentação e interação com o público. A proposta do evento é trabalhar o conceito de “canteiro” como um local onde a arte se desenvolve de forma processual e colaborativa.

A programação reúne seis artistas e coletivos selecionados via edital: Gabe Felds (Canela), Juan Pablo Trabalha (Jaguarão), Karen Villela (Uruguaiana), Lai Borges (Porto Alegre), Leonardo Miguel (Osório) e Michel Au Hasard (Dois Irmãos). Também participa da programação a dupla Rojana, formada pelas artistas Roberta Fofonka e Janaína Ferrari, que apresentará a ação intitulada “Variações de desistência e abandono”.

As propostas apresentadas têm caráter experimental e efêmero e utilizam a interação direta com o público como parte do processo de construção das obras. Entre os trabalhos, estão abordagens relacionadas à identidade, ao sistema da arte, à cultura drag e a explorações sensoriais que incluem, por exemplo, o uso do olfato.

Intervenções murais

Além das performances e instalações apresentadas durante a minimostra, o público poderá visitar quatro intervenções murais de grande formato instaladas nas paredes dos jardins do instituto. As obras são assinadas pelos artistas Leandro Machado, Mitti Mendonça, Rafael Muniz e Santiago Pooter.

As intervenções foram produzidas entre junho de 2025 e fevereiro de 2026 como resultado das residências artísticas realizadas pelo projeto.

Projeto Pública

O Projeto Pública é desenvolvido pela Remanso Instituto Cultural, organização sem fins lucrativos dedicada à promoção da produção e da circulação de arte contemporânea. A iniciativa prevê a realização de um ciclo de instalações de arte públicas produzidas a partir de quatro residências artísticas, além de minimostras e atividades voltadas à formação de público.

Entre as ações previstas estão atividades de arte-educação com previsão de acessibilidade e palestras destinadas ao público interessado em arte contemporânea.

Serviço

  • O quê: minimostra de arte contemporânea Canteiro de Obras #3
  • Quando: 13 e 14 de março, das 15h às 20h
  • Onde: Remanso Instituto Cultural (Rua Santo Antônio, 366, bairro Independência, Porto Alegre)
  • Quanto: entrada gratuita
Foto: Guilherme Leon/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/03/2026 0 Comentários 179 Visualizações
Cultura

Artista Rubiane Maia cria obra inédita no Instituto Ling, em Porto Alegre

Por Jonathan da Silva 05/03/2026
Por Jonathan da Silva

A artista multidisciplinar Rubiane Maia realiza, entre os dias 9 e 13 de março, uma intervenção artística no Instituto Ling, em Porto Alegre, onde criará uma obra inédita em um ateliê temporário montado em frente a uma das paredes do centro cultural. O público poderá acompanhar o processo de criação em tempo real, das 10h30min às 20h, com entrada gratuita. A atividade integra a abertura da quinta temporada do projeto Ling Apresenta, que busca aproximar o Rio Grande do Sul da produção contemporânea de outras regiões do Brasil.

Natural de Caratinga, em Minas Gerais, Rubiane Maia vive e trabalha entre Vitória, no Espírito Santo, e a cidade de Folkestone, no Reino Unido. Em seus trabalhos, a artista desenvolve produções multidisciplinares que combinam performance, instalação e outros modos de expressão.

Como será a obra

A obra que será produzida em Porto Alegre terá como ponto de partida referências à cidade de Vitória, onde a artista cresceu e viveu grande parte da vida, além de relações com a região do sudeste da Inglaterra, onde reside atualmente. Um dos elementos utilizados no processo será o giz como matéria-prima. “O trabalho partirá da elaboração de um diagrama que reflete aspectos centrais da minha pesquisa. A estética escolhida é inspirada nos Quadros Negros de Joseph Beuys, especialmente em sua dimensão processual. Tenho também grande interesse em utilizar o giz, pois ele estabelece uma relação direta com a geologia da região onde vivo. Entre o sudeste da Inglaterra e o norte da França encontra-se a maior concentração de pedra-giz do planeta, formada pelo acúmulo de micro-organismos marinhos ao longo de milhões de anos, uma especificidade que também possibilitou o surgimento de fósseis. Essa dimensão geológica é conceitualmente muito importante para o trabalho”, adianta a artista Rubiane Maia.

Conversa com a artista

Após a finalização da obra, a artista participará de uma conversa com a curadora Galciani Neves no dia 14 de março, às 10h30min, no Instituto Ling. O encontro abordará a experiência de criação, os resultados do projeto e aspectos da pesquisa artística desenvolvida por Rubiane Maia. A participação é gratuita, mediante inscrição prévia no site do Instituto Ling.

A obra produzida durante a intervenção ficará exposta para visitação até o dia 16 de maio, com entrada franca.

Projeto Ling Apresenta

A intervenção abre a quinta temporada do projeto Ling Apresenta, que neste ano recebe o subtítulo Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território. A proposta é aproximar o público do Rio Grande do Sul da produção artística contemporânea desenvolvida na região sudeste do Brasil, encerrando um ciclo que, ao longo dos últimos quatro anos, apresentou artistas das cinco regiões do país.

Segundo a curadora Galciani Neves, as trajetórias de Rubiane Maia, Advânio Lessa, Juliana dos Santos e Raphaela Melsohn — artistas convidados para ocupar a parede do Instituto Ling ao longo de 2026 — dialogam com a forma como cada um experimenta e aprende com os materiais utilizados em seus processos criativos. Nesse contexto, matéria, corpo, contexto e método se combinam e dão forma ao que o geógrafo Milton Santos definiu como geografia da ação.

Outros artistas convidados

Além de Rubiane Maia, o projeto também receberá ao longo do ano outros três artistas convidados para desenvolver obras inéditas na parede de entrada do centro cultural. Estão previstos trabalhos de Advânio Lessa, de Minas Gerais, e das artistas Juliana dos Santos e Raphaela Melsohn, ambas de São Paulo.

Nas edições anteriores, o Ling Apresenta recebeu artistas das regiões Sul, Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil. O projeto também contou com a participação de curadores como Luísa Kiefer, Bitu Cassundé, Vânia Leal e Paulo Henrique Silva. No canal do Instituto Ling no YouTube estão disponíveis minidocumentários que apresentam os processos de criação dos artistas participantes.

Quem é Rubiane Maia

Rubiane Maia nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 1979. Sua prática artística envolve diferentes linguagens, como performance, instalação, fotografia, vídeo e escrita. A pesquisa desenvolvida pela artista investiga o corpo como espaço de percepção e escuta, em diálogo com memória, linguagem e forças mais-que-humanas.

Formada em Artes Visuais e mestre em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espírito Santo, a artista já apresentou trabalhos em instituições como Instituto Marina Abramovic, NYU Abu Dhabi, ICA London, Folkestone Trienal e na 35ª Bienal de São Paulo.

Serviço

  • O quê: intervenção artística de Rubiane Maia no projeto Ling Apresenta
  • Quando: de 9 a 13 de março, das 10h30min às 20h; conversa com a artista em 14 de março, às 10h30min; visitação da obra até 16 de maio
  • Onde: Instituto Ling (Rua João Caetano, 440, bairro Três Figueiras, Porto Alegre)
  • Quanto: entrada gratuita; conversa mediante inscrição prévia pelo site institutoling.org.br
Foto: Levi Fanan & Fundação Bienal de São Paulo/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/03/2026 0 Comentários 208 Visualizações
Variedades

Festival Sálvia entra no Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 05/03/2026
Por Jonathan da Silva

O “Sálvia – Festival de Arte, Cultura e Gastronomia”, realizado em Caxias do Sul, passou a integrar o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Rio Grande do Sul após a aprovação, pela Assembleia Legislativa, do Projeto de Lei 302/2024. A proposta, de autoria da deputada estadual Delegada Nadine Anflor (PSDB), foi aprovada com 48 votos favoráveis e altera a Lei nº 15.950, de 9 de janeiro de 2023, que consolida a legislação estadual relativa a eventos e datas oficiais no estado. O objetivo da medida é reconhecer o festival como iniciativa de relevante interesse turístico.

Realizado desde 2019, o evento reúne chefs, restaurantes, vinícolas, cervejarias e produtores locais na Praça das Feiras, em Caxias do Sul, com programação gratuita e aberta ao público.

Reconhecimento institucional

A iniciativa que resultou no projeto teve origem em indicação da vereadora de Caxias do Sul, Marisol Santos (PSDB), que articulou o reconhecimento do festival junto ao Legislativo estadual, o que levou à proposição apresentada pela deputada estadual Delegada Nadine Anflor.

Segundo a vereadora Marisol Santos, o processo envolveu articulação política e acompanhamento da tramitação nas comissões legislativas. “Quando pensamos o Sálvia, pensamos grande. Hoje o festival caminha para a sua sétima edição, consolidado como um dos principais eventos de arte, cultura e gastronomia da serra gaúcha. O Sálvia movimenta a economia criativa, valoriza artistas locais, chefs, produtores independentes, empreendedores e atrai milhares de pessoas para viver experiências gratuitas e acessíveis. Procurei a deputada Delegada Nadine com o propósito de transformar esse impacto regional em reconhecimento estadual. O Sálvia ser oficialmente um evento do Rio Grande do Sul fortalece o turismo, gera oportunidades e projeta Caxias do Sul para todo o estado”, destacou Marisol.

Crescimento do festival

A sexta edição do evento, realizada em 2025, recebeu 30.155 visitantes no último fim de semana de novembro. A programação contou com shows artísticos, atrações culturais e diversidade gastronômica.

Ao longo das edições, o festival reúne diferentes segmentos ligados à produção regional, incluindo restaurantes, cozinhas autorais, vinícolas, cervejarias e produtores locais.

Organização do evento

Para a diretora da Interface Eventos e idealizadora do Sálvia, Lisete Alberici Oselame, a aprovação do projeto amplia a visibilidade do festival. “O trabalho coletivo envolvido na construção do evento faz toda a diferença no sucesso do Sálvia. Destaco, ainda, a parceria essencial com o Sebrae, responsável pela curadoria das cozinhas desde a primeira edição, e com o SEGH Região Uva e Vinho, além de agradecer especialmente a vereadora Marisol e a deputada estadual Nadine”, afirmou Lisete.

Próxima edição

A próxima edição do Sálvia – Festival de Arte, Cultura e Gastronomia está prevista para os dias 28 e 29 de novembro, na Praça das Feiras, em Caxias do Sul. O evento manterá o formato gratuito e a proposta de reunir gastronomia, cultura e arte em um mesmo espaço.

Foto: Sálvia/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/03/2026 0 Comentários 202 Visualizações
Cultura

​Centro de Cultura Arno Michaelsen recebe o Salão de Arte de Gramado neste mês

Por Jonathan da Silva 02/03/2026
Por Jonathan da Silva

O Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen recebe, de 4 a 30 de março, o Salão de Arte de Gramado, exposição de arte contemporânea realizada pela Casa 100 + By Cour des Arts em conjunto com a Secretaria da Cultura e Economia Criativa de Gramado. O evento tem visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h50min e das 13h às 17h, com o objetivo de apresentar ao público uma seleção de trabalhos em diferentes suportes e linguagens.

A mostra reúne telas, bandeiras artísticas e instalações, contemplando produções contemporâneas de artistas convidados. O vernissage está agendado para o dia 4 de março, às 18h30min, no local da exposição, marcando o início oficial do período de visitação e possibilitando o contato do público com os autores das obras.

Artistas participantes

Participam do Salão de Arte de Gramado os artistas Ana Goulart, Aroldo Junior, Ana Lua Fagundes, Andréa Cerqueira, Ara Vilela, Cati Alionis, Cleusa Soares, Dino Faria, Esther Melo, Elania Matos, Flávia Junqueira, Germano, Gilmar Stahl, Gisele Faganello, Izilda Werner, Josie Mengai, Justina D’Agostino, Laura Kessler, Leni Zilioto, Luiz Fernando Rigotti, Luiza Sella, Mariângela Rettore, Mauro Kersul, Meg Gerhardt, Marilde Mafra, Patricia Di Basso, Ricardo Veras, Rogério Zanforlin, Sonia Gambeta, Sandra Helena Lima, Wim Aerts e Ysa Floriano.

Serviço

A exposição ocorre no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen, localizado na Rua Leopoldo Rosenfeld, nº 818, em Gramado. A visitação é gratuita e acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h50min e das 13h às 17h.

Foto: Lucas Brito/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2026 0 Comentários 191 Visualizações
Cultura

Programa de Artes abre seleção gratuita para turmas de 2026 em Gramado

Por Jonathan da Silva 26/02/2026
Por Jonathan da Silva

Estão abertas até 8 de março as inscrições para o processo seletivo das turmas de 2026 do Programa de Artes Pedro Henrique Benetti, em Gramado. A iniciativa, mantida pela Gramadotur, oferece formação artística gratuita nas áreas de teatro, dança, circo, patinação e técnica vocal, com carga horária total de 240 horas ao longo de dois anos e certificação ao final do curso para os alunos aprovados.

Quem pode participar

Podem se inscrever moradores de Gramado que completem 10 anos até 31 de março de 2026 e que tenham disponibilidade mínima de quatro horas semanais para aulas, ensaios, oficinas e apresentações. Para a modalidade de teatro, a idade mínima é de 12 anos. Cada candidato pode optar por apenas uma modalidade e, se selecionado, deverá assumir permanência mínima de dois anos no programa.

Cronograma de seleção

As audições para teatro, patinação, jazz fusion, sapateado, acrobacias e projeção circense ocorrerão no próximo 10 de março, às 14h. Já a seleção para técnica vocal será realizada em 16 de março, também às 14h. Todas as audições acontecerão no Expogramado.

A divulgação dos horários e dos primeiros resultados está prevista para 11 de março. O início das aulas e das matrículas será realizado em 12 de março. Para técnica vocal, as atividades começam em 18 de março, após a divulgação dos resultados e efetivação das matrículas.

Formação cultural

De acordo com a diretora artística e pedagógica, Grasiela Gil, o programa integra a política de formação cultural do município. “Em Gramado, onde cultura e turismo caminham juntos, a formação de mão de obra artística fortalece a economia criativa e a identidade local. O Programa de Artes Pedro Henrique Benetti cumpre um papel vital ao semear talentos, gerar oportunidades de arte e transformação de desejos em técnica”, destacou Grasiela.

Foto: Cleiton Thiele/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/02/2026 0 Comentários 219 Visualizações
Cultura

Galeria Orbe abre mostra de Carlos Trevi em Porto Alegre

Por Jonathan da Silva 25/02/2026
Por Jonathan da Silva

A galeria Orbe, novo espaço dedicado à arte, design e bem-estar em Porto Alegre, inaugura a exposição individual “Mundo Brasilidade”, do artista visual Carlos Trevi, no dia 2 de março, às 18h. O espaço está localizado na Rua Dr. Florêncio Ygartua, 164, no bairro Moinhos de Vento. A curadoria da mostra é dos proprietários João Ribeiro e Leo M. Picoli.

A exposição marca a abertura oficial da galeria e apresenta esculturas em jacarandá e assemblages em madeira, características da produção do artista paulista. A exposição poderá ser visitada até o dia 24 de abril, às 18h.

Exposição e curadoria

Mundo Brasilidade reúne obras que articulam madeira, metais, muranos, cristais e elementos ornamentais provenientes de diferentes repertórios culturais. A prática de Carlos Trevi parte da recomposição de fragmentos, como peças utilitárias, acessórios, ferragens e imagens devocionais, deslocados de suas funções originais para compor novas estruturas.

O texto da mostra é assinado por André Venzon. “O ritmo do mundo nas mãos de Carlos Trevi é outro. Tal qual um Geppetto contemporâneo, inspirado por troncos de jacarandá — índices de pura brasilidade — o artista inventa, usando madeiras nobres e acessórios raros, pedestais, palmatórias, lamparinas e outros objetos repletos de memória, encanto e beleza”, afirma Venzon.

Quem é Carlos Trevi

Carlos Trevi nasceu em São Paulo, em 1961, e atuou na gestão cultural em instituições ligadas ao Santander Cultural em Recife, Porto Alegre e São Paulo, onde coordenou exposições, programas formativos e projetos de difusão artística. Atualmente reside em Porto Alegre e trabalha como curador independente, consultor e artista visual.

Segundo a apresentação institucional, a experiência na área cultural influencia a organização espacial e expositiva de suas obras, refletindo-se na composição de matéria, escala e presença.

O que é a Orbe

Fundada por João Ribeiro e Leo M. Picoli, a Orbe é um espaço híbrido voltado à curadoria, representação e comercialização de obras de artistas e designers brasileiros, com ênfase na produção autoral e em pequenas edições. O projeto tem origem em uma trajetória iniciada em 2020, quando os fundadores assumiram a gestão da Loja Iberê, na Fundação Iberê.

A galeria promove exposições, projetos especiais e colaborações com foco na aproximação entre público e obra, estabelecendo diálogo entre arte contemporânea, design e produção manual.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 213 Visualizações
Cultura

Museu de Arte Carlão passará a ser atração em Novo Hamburgo neste ano

Por Jonathan da Silva 20/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Novo Hamburgo está transformando a Casa da Cultura Dalilla Clementina Sperb, em Hamburgo Velho, no futuro Museu de Arte Carlos Alberto de Oliveira, o Museu Carlão, com previsão de abertura no primeiro semestre de 2026. O espaço será o primeiro museu do Rio Grande do Sul dedicado a um artista negro e com referência à arte Naïf. Além disso, o novo atrativo tem o objetivo de valorizar a memória e a produção de um dos nomes das artes visuais do município.

O espaço passa por melhorias para garantir condições de preservação, circulação e exposição das obras que integrarão o acervo. O secretário de Cultura e Turismo de Novo Hamburgo, Angelo Reinheimer, afirma que as adequações físicas são indispensáveis para a longevidade do acervo e que o projeto reafirma o papel de Hamburgo Velho como polo cultural da cidade. “Essa concentração é um verdadeiro centro de arte, memória e identidade, ofertado gratuitamente ao público”, observa o titular da pasta.

Carlão merece um espaço à altura de sua contribuição à arte brasileira”, destaca o secretário Angelo Reinheimer.

Circuito cultural em Hamburgo Velho

Com a criação do novo museu, o Centro Histórico de Hamburgo Velho passará a concentrar quatro instituições: o Museu Nacional do Calçado, o Museu Comunitário Casa Schmitt-Presser, o Museu de Arte Scheffel e o Museu de Arte Carlão. Segundo o secretário Reinheimer, a proximidade cria um circuito turístico e cultural no município.

Quem foi Carlão

Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como Carlão, nasceu em Novo Hamburgo em 1951 e faleceu em 2013. Filho de operário em curtume, iniciou-se nas artes ainda jovem e, em 1968, recebeu bolsa de estudos na Escola de Belas Artes de Novo Hamburgo.

Artista autodidata de linguagem Naïf, tornou-se um dos representantes brasileiros dessa vertente, caracterizada por cores intensas, composição plana e narrativas do cotidiano. Suas obras retratam cenas de fábricas de calçados, partidas de futebol, carnavais, bares e situações de trabalho e lazer.

Membro do movimento Casa Velha nos anos 1970, teve obras incorporadas ao acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, onde realizou, em 1983, uma exposição com 25 obras sobre discriminação racial. Participou também da Bienal Naïfs do Brasil, em Piracicaba-SP, e da mostra Art in Latin America 1820–1980, exibida em países europeus na década de 1990, ao lado de José Antônio da Silva.

Servidor público municipal na Secretaria de Educação, atuou no Atelier Livre Municipal, onde lecionou e desenvolveu atividades artísticas com estudantes da rede.

Foto: Arquivo/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
20/02/2026 0 Comentários 233 Visualizações
Cultura

MAC RS promove seminário sobre preservação e reconstrução de obras contemporâneas

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS) realizará o seminário “Acervo em Mutação: reconstrução de obras de arte no contexto da contemporaneidade” no dia 24 de fevereiro, das 14h às 17h30min, no Auditório Luis Cosme da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. O evento terá entrada gratuita e as inscrições ocorrem por formulário online. No encontro, serão discutidos os desafios de musealizar, preservar e reconstruir obras de arte contemporânea.

A atividade é direcionada a artistas, estudantes, pesquisadores e demais interessados em arte contemporânea e integra a programação do Projeto Acervo em Foco. Os ouvintes inscritos receberão certificado de participação.

Projeto Acervo em Foco

Em 2025, o projeto inaugurou a exposição “Acervo em Foco: Rommulo Vieira Conceição”, apresentando a obra “Cozinha Banheiro” (2025), versão remodelada de um trabalho anterior do artista, desenvolvida a convite do Museu. A proposta envolveu a reformulação do formato original da criação para adequá-la às condições de preservação e exibição no acervo institucional.

A partir dessa experiência, o seminário propõe um debate sobre os desafios de conservar obras de arte contemporânea, considerando as transformações das linguagens e materiais utilizados na produção artística atual. O encontro aborda o diálogo entre instituições e artistas nos processos de reconstrução, atualização, restauro, reformulação e reinterpretação das obras.

Programação do evento

A programação contará com duas mesas de discussão, mediadas pela historiadora da arte Mélodi Ferrari, coordenadora do Setor de Acervo do MAC RS.

A primeira mesa tratará dos processos de musealização da arte contemporânea e das interferências do contexto na preservação e exibição das obras, com participação da curadora e professora da UFRGS Fernanda Albuquerque, da curadora e pesquisadora Gabi Motta e da conservadora-restauradora Isis Fófano.

Na sequência, a segunda mesa discutirá a conservação de diferentes materialidades e a transformação das obras a partir de intervenções e restauros, com a participação da artista, gestora cultural e pesquisadora Adriana Boff, do diretor-curador do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) Francisco Dalcol e do artista visual Rommulo Vieira Conceição.

Quem são os participantes

A artista, gestora cultural e pesquisadora Adriana Boff é mestra em Museologia e Patrimônio pela UFRGS e dirige o MAC RS, o Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi) e o Centro de Desenvolvimento da Expressão (CDE). Atua no campo das Artes Visuais desde 1997 e integrou o coletivo Clube da Lata.

A curadora e professora da UFRGS Fernanda Albuquerque atua no Bacharelado em Museologia e no Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPGMUSPA). É mestre e doutora em Artes Visuais – História, Teoria e Crítica pela UFRGS, com estágio na University of the Arts London, e desenvolve projetos curatoriais e educativos desde 2007.

O crítico, historiador da arte e diretor-curador do MARGS Francisco Dalcol é mestre pela UFSM e doutor pela UFRGS em Artes Visuais — História, Teoria e Crítica, com estágio na Universidade Nova de Lisboa. É membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA), da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP).

A curadora, crítica e pesquisadora Gabi Motta é doutora pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela UFRGS, com atuação como bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado junto ao Centro de Artes da UFPel.

A conservadora-restauradora Isis Fófano possui graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis pela UFPel e em Artes Plásticas pela UFBA. Atuou por três anos no Palácio Piratini e atualmente coordena o Núcleo de Conservação e Restauro do MARGS.

A mediadora Mélodi Ferrari é historiadora da arte pela UFRGS, doutoranda em História, Teoria e Crítica de Arte pela mesma instituição, mestre pela USP e especialista em Economia da Cultura pela UFRGS.

O artista visual Rommulo Vieira Conceição é natural de Salvador e trabalha com desenho, escultura, fotografia, vídeo e instalação. Iniciou sua trajetória artística em 1983, na Oficina de Artes Plásticas da Escola Técnica Federal da Bahia, e é mestre em Geologia (1994) e doutor em Geociências (1999) pela UFRGS.

Serviço

  • O quê: seminário “Acervo em Mutação: reconstrução de obras de arte no contexto da contemporaneidade”
  • Quando: dia 24 de fevereiro, das 14h às 17h30min
  • Onde: Auditório Luis Cosme, 4º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (na Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico de Porto Alegre)
  • Quanto: participação gratuita
Foto: Thiele Elissa/CCMQ/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 269 Visualizações
Cultura

Projeto “Arte contemporânea no cotidiano da cidade” chega a Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 12/02/2026
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo recebe, a partir de 24 de fevereiro, o projeto “Arte contemporânea no cotidiano da cidade”, promovido pela AB Studio e Galeria de Arte Contemporânea. A iniciativa conta com programação gratuita de qualificação, criação e difusão artística em diferentes espaços do município, com o objetivo de aproximar a arte contemporânea do cotidiano urbano.

Idealizado pela curadora e artista visual Amanda Becker, o projeto terá duração de seis meses e inclui Atelier Guiado, Residência Artística, Exposição de Arte Coletiva, Programa de Visitas Mediadas, duas edições do Bazar das Artes e ações descentralizadas em uma comunidade periférica e em um território indígena.

O projeto Arte contemporânea no cotidiano da cidade surge justamente para sustentar e ampliar essa atuação. Ele cria uma programação contínua que envolve exposições, ações formativas, intercâmbios e processos de experimentação artística, aproximando a comunidade da produção visual contemporânea e valorizando os artistas da região. Mais do que apresentar obras, o projeto constrói ambientes de criação, diálogo e aprendizado, onde diferentes públicos podem se reconhecer e se envolver com a arte”, afirmou Amanda Becker.

Atelier Guiado

A primeira atividade com inscrições abertas é o Atelier Guiado, voltado às linguagens do desenho e da pintura. Serão 24 encontros ao longo de seis meses, destinados a artistas e jovens artistas a partir dos 16 anos. As atividades ocorrerão na Casa de Cultura Dalilla Clementina Sperb, às terças-feiras, das 14h às 17h, com início em 24 de fevereiro, e serão mediadas pela professora de arte e artista visual Cristiane Lawall.

São oferecidas 15 vagas gratuitas, com reserva de 40% para artistas autodeclarados negros, indígenas, pessoas trans e pessoas com deficiência. Os materiais serão fornecidos pelo projeto. As inscrições podem ser feitas até 20 de fevereiro por meio de formulário disponível no perfil @abstudioegaleria. “Eu costumo dizer que o impacto deste projeto vai muito além do campo cultural. Essas ações movimentam a economia criativa, geram oportunidades para artistas, curadores, educadores e produtores culturais, fortalecem a cadeia produtiva das artes visuais e estimulam o empreendedorismo cultural no território. Ao mesmo tempo, ampliam o acesso democrático à cultura, promovendo diversidade, transversalidade e inclusão”, comentou Amanda Becker.

Próximas etapas

A produtora executiva do projeto, Luana Khodja, informou que a próxima atividade com inscrições será a Residência Artística. “A atividade iniciará a partir da segunda quinzena de março, mas as informações e formulário para as inscrições também já estarão disponíveis neste mês. Já as demais ações previstas no projeto serão divulgadas gradualmente e podem ser acompanhadas no perfil da AB Studio e Galeria de Arte no Instagram”, detalhou Luana.

Realização e financiamento

O projeto é realizado pela AB Studio e Galeria de Arte e pelo Ministério da Cultura, com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Sistema Pró-Cultura da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul. A produção executiva e a gestão cultural são da Imago Produtora. A iniciativa conta com apoio institucional da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Novo Hamburgo, do Passeio Hamburgo e do Ponto de Cultura e Escola de Samba Protegidos.

Serviço

O projeto “Arte contemporânea no cotidiano da cidade” será desenvolvido em Novo Hamburgo, com início em 24 de fevereiro. A programação gratuita inclui Atelier Guiado, Residência Artística, Exposição Coletiva, Bazar das Artes e ações em comunidades periféricas e indígenas. Informações e inscrições estão disponíveis no perfil @abstudioegaleria. Mais detalhes podem ser obtidas pelos contatos [email protected], [email protected] e pelo telefone (51) 99114-6711.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/02/2026 0 Comentários 257 Visualizações
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