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arroz

Business

Arrozeiros pedem mudanças na MP que trata da renegociação de dívidas agrícolas

Por Ester Ellwanger 07/08/2026
Por Ester Ellwanger

Arrozeiros gaúchos pedem alterações na Medida Provisória nº 1.376/2026 para ampliar o número de produtores com acesso às futuras linhas de crédito destinadas à composição de dívidas rurais. Em ofício conjunto, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), juntamente com a Associação dos Arrozeiros de Camaquã, o Sindicato Rural de Camaquã, a Cooperativa de Cereais de Camaquã (Coopacc) e o Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Camaquã, apontam que a redação atual exclui, dentre inúmeros pontos, das possibilidades de financiamento as operações de custeio da safra 2025/2026, e produtores que fizeram renegociações para permanecer adimplentes com investimentos e CPRS

A MP autoriza a criação de linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em fundo garantidor destinado a produtores afetados por eventos climáticos adversos. As entidades sustentam que mudanças nos critérios são necessárias para ampliar o alcance da medida entre produtores gaúchos. “A medida se revela imprescindível a inúmeros produtores rurais gaúchos e brasileiros afetados por secas, enchentes e outros desastres”, destaca o parecer jurídico.

 

Pontos questionados

Um dos pontos questionados está no inciso I do artigo 1º, que prevê a inclusão de operações de custeio, comercialização e industrialização renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026. Segundo o documento, grande parte dos financiamentos de custeio da safra 2025/2026 tem vencimentos posteriores a essa data. Com isso, “a quase totalidade dos contratos de custeio da última safra fica impossibilitada de acessar as linhas previstas pela regra atual”, aponta o ofício.

A proposta das entidades é alterar o limite para 31 de outubro de 2026 e incluir expressamente as operações que tenham passado por alongamento. O texto sugerido prevê operações que tenham sido objeto de “alongamento, renegociação ou prorrogação até 31 de outubro de 2026”, permitindo a inclusão dos financiamentos da safra 2025/2026 que ainda não haviam passado por esses procedimentos em maio.

O documento também chama atenção para a consequência financeira da manutenção da regra atual. Conforme o ofício, a exclusão pode colocar produtores em situação de inadimplência nos próximos meses ou levá-los a novas renegociações por meio de CPRs em condições consideradas desfavoráveis, especialmente diante das taxas de juros dessas operações, destaca o parecer legal.

Outro pedido envolve as operações de crédito rural para investimento. Pela redação atual, a MP estabelece, entre os critérios, que parcelas vencidas ou vincendas entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026 tenham entrado em inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e permanecido nessa situação em 31 de maio de 2026.

 

Problemas na renegociação

As entidades avaliam que essa condição exclui produtores que renegociaram compromissos justamente para manter seus pagamentos em dia e continuar com acesso ao crédito. O pedido é para que as futuras linhas também contemplem produtores “mesmo na condição de adimplência”, registra o documento. A mesma alteração é defendida para as CPRs previstas no artigo 6º. O ofício pede que produtores que emitiram CPR com liquidação financeira ou utilizaram esse instrumento para liquidar ou amortizar outra CPR até 31 de dezembro de 2025 também possam participar das linhas mesmo que estejam adimplentes.

Para as entidades, manter os atuais critérios pode reduzir de forma significativa o alcance das medidas de renegociação. “A não alteração do texto nos moldes acima referidos reverterá na ineficácia quase que total dos possíveis benefícios trazidos pelas linhas de financiamento”, destaca o ofício. As entidades também pedem ações para efetivar as novas linhas de crédito e o fundo garantidor previstos nos artigos 2º e 8º da medida.

Foto:  Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/08/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 107 Visualizações
Variedades

Preparação da Colheita do Arroz 2027 começa em Capão do Leão

Por Jonathan da Silva 21/05/2026
Por Jonathan da Silva

As áreas da Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, já começaram a ser preparadas para a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, marcada para ocorrer entre 16 e 18 de fevereiro de 2027. Neste mês de maio, os espaços receberam o plantio de forrageiras de inverno e sementes de trevo, utilizadas para preservar a qualidade biológica e química do solo antes da próxima safra de verão. A iniciativa integra as etapas de preparação técnica das lavouras que serão apresentadas durante o evento.

As áreas utilizadas na programação da abertura já haviam sido utilizadas na edição deste ano, realizada em fevereiro, quando os participantes visitaram as Vitrines Tecnológicas e a Lavoura Breno Prates. Agora, o foco está na manutenção das condições do solo para o próximo ciclo produtivo do arroz.

Cobertura de inverno

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, a utilização de coberturas vegetais durante o inverno faz parte da estratégia de preservação da lavoura. “A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas duas empresas, a PGW e a Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou Mattos.

De acordo com a entidade, foi realizado o plantio de um mix de forrageiras e sementes de trevo nas áreas que receberão a cultura do arroz nos próximos meses.

Preparação para o evento

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas reúne produtores, pesquisadores, empresas e representantes do setor para apresentação de tecnologias, práticas de manejo e resultados ligados à cadeia produtiva do arroz.

A preparação antecipada das áreas faz parte do planejamento técnico do evento, que utiliza as lavouras da Estação Experimental Terras Baixas como espaço de demonstração para visitantes e expositores.

Foto: André Matos/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2026 0 Comentários 145 Visualizações
Variedades

Safra de arroz no RS enfrenta pressão por crédito e custos

Por Jonathan da Silva 22/04/2026
Por Jonathan da Silva

A próxima safra de arroz no Rio Grande do Sul é projetada sob um cenário visto pelo setor como de incertezas, com impacto de crédito restrito, custos elevados e queda do dólar, segundo avaliação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A projeção foi apresentada pelo presidente da entidade, Denis Dias Nunes, ao analisar as condições que antecedem o plantio, indicando possível redução da área cultivada e efeitos sobre a oferta e o mercado na próxima temporada.

De acordo com o presidente da entidade, os produtores enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso ao crédito e às taxas de juros elevadas, além de um cenário cambial desfavorável. A combinação desses fatores contribui para a compressão da rentabilidade antes mesmo do início do plantio.

O dirigente afirma que a tendência é de manutenção ou redução da área plantada, considerando também o aumento do endividamento dos agricultores. “Apesar de uma recente recuperação nos valores, muitos agricultores têm optado por reter a produção à espera de melhores cotações”, observa Dias Nunes.

Dinâmica de mercado

Outro elemento apontado é o ritmo lento da colheita atual, que influencia a estratégia de comercialização. Segundo Denis Dias Nunes, no início da safra houve volume significativo de exportações, o que permitiu a entrada de recursos sem a necessidade de venda imediata do arroz colhido.

O dirigente também destaca a relação com a produção de soja. “Além disso, com a proximidade da colheita da soja, a tendência é que produtores utilizem essa soja para gerar caixa, postergando a venda do arroz na expectativa de preços mais favoráveis”, projeta Dias Nunes.

Políticas de apoio

A Federarroz aponta as exportações como um mecanismo para reduzir estoques internos e sustentar preços. Nesse contexto, Denis Dias Nunes menciona a liberação de recursos federais para apoio à comercialização. O Ministério da Agricultura destinou R$ 56 milhões à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deverá operacionalizar medidas como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).

Custos de produção seguem como incerteza

Os custos de produção permanecem como um dos principais pontos de atenção para o setor. Segundo Denis Dias Nunes, os preços dos fertilizantes seguem elevados, influenciados por fatores externos, como a guerra entre Estados Unidos e Irã e a valorização de insumos como petróleo e combustíveis.

Para o dirigente, esse conjunto de fatores deve impactar tanto a área plantada quanto o nível de tecnologia utilizado nas lavouras. “A queda do dólar, embora possa aliviar parcialmente os custos de importação de insumos, também tende a reduzir a competitividade das exportações de arroz e soja, pressionando a rentabilidade do produtor. Diante de tudo isso, a próxima safra é ainda uma incógnita, o que exige cautela e acompanhamento atento do mercado ao longo dos próximos meses”, orienta Dias Nunes.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/04/2026 0 Comentários 161 Visualizações
Variedades

Recursos de R$ 56 milhões são liberados para comercialização de arroz

Por Jonathan da Silva 16/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou a liberação de R$ 56 milhões destinados à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para apoiar a comercialização de arroz no estado. A medida foi confirmada nesta quarta-feira (15), após reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e prevê a publicação de um edital que permitirá a operacionalização de mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O objetivo é garantir melhores condições de mercado, facilitar o escoamento da produção e contribuir para a estabilidade dos preços.

De acordo com o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, os recursos serão utilizados por meio de um edital que viabilizará o uso dos instrumentos de subvenção. Esses mecanismos são adotados pelo governo federal para apoiar produtores em momentos de desequilíbrio de mercado, assegurando condições mais favoráveis para a comercialização. “A liberação do TED (Termo de Execução Descentralizada) representa um passo importante para o setor orizícola, que aguardava a medida como forma de assegurar maior estabilidade nos preços e facilitar o escoamento da produção”, destacou o dirigente.

Expectativa do setor

Segundo a entidade, a expectativa é de que o edital seja publicado nos próximos dias, possibilitando o acesso dos produtores aos benefícios previstos. A iniciativa atende a uma demanda do setor por medidas que contribuam para o equilíbrio do mercado e o suporte à cadeia produtiva do arroz.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/04/2026 0 Comentários 136 Visualizações
Variedades

Arrozeiros gaúchos pedem prorrogação de incentivo fiscal

Por Jonathan da Silva 17/03/2026
Por Jonathan da Silva

Arrozeiros do Rio Grande do Sul solicitaram, nesta segunda-feira (16), a prorrogação do crédito presumido de ICMS nas vendas de arroz para São Paulo e Minas Gerais, durante reunião realizada na Assembleia Legislativa (ALRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do setor, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a manutenção do benefício previsto no Decreto Estadual nº 58.296/2025. A medida, segundo o setor, é considerada necessária para manter a competitividade do produto gaúcho diante da redução de área plantada e do aumento dos custos de produção.

A reunião foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, presidida pelo deputado estadual Marcus Vinícius (PP), com o objetivo de debater a renovação do incentivo fiscal e evitar distorções tributárias. O crédito presumido de ICMS permite às indústrias deduzirem parte do imposto devido, reduzindo a carga tributária nas operações interestaduais e ampliando a competitividade do arroz beneficiado.

Participaram representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), da Federação das Associações de Rizicultores do Estado do RS (Fearroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), além de parlamentares e representantes do governo estadual.

Impacto no setor

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou a relevância do setor para a metade sul do estado, que concentra cerca de 4 milhões de hectares de terras baixas aptas ao cultivo de arroz irrigado e um dos maiores parques industriais de beneficiamento fora da Ásia. Dias Nunes afirmou que há redução na área plantada como estratégia para enfrentar custos elevados e queda nos preços. “Quando o Estado investe em programas de irrigação para ampliar a produção e garantir mais segurança à agricultura, o setor já tem 100% da área irrigada. No entanto, viemos fazendo um movimento contrário no sentido de diminuir a área plantada numa tentativa de reduzir os efeitos do alto custo de produção e queda nos preços de venda. Além disso, a indústria está localizada justamente na metade sul, que é a região que mais precisa de geração de emprego e renda”, destacou o dirigente.

Dias Nunes também relacionou a manutenção do incentivo a aspectos sociais. “Não estamos falando de mais geração de emprego em regiões já desenvolvidas, mas em uma área que precisa dessa atividade econômica. É uma questão estratégica para o Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da entidade.

Empregos e produção

O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, questionou os cálculos do governo sobre o impacto fiscal da medida e defendeu a análise das perdas já registradas pelo setor. Segundo ele, cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados, o que impacta diretamente a cadeia produtiva. “Estamos falando de uma cadeia que gera cerca de 24 mil empregos. Se apenas 10% das indústrias fecharem, seriam 2,4 mil postos de trabalho perdidos. E quando uma indústria fecha ou vai para outro estado, dificilmente volta a produzir aqui”, ressaltou Ghigino.

Encaminhamentos

Ao final da reunião, o presidente da Frente Parlamentar, deputado estadual Marcus Vinícius, informou que os relatos apresentados serão levados à sessão deliberativa do plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 17 de março. A proposta é coletar assinaturas de deputados em apoio à prorrogação do benefício e encaminhar o documento ao governador Eduardo Leite (PSD).

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/03/2026 0 Comentários 234 Visualizações
Variedades

Produtores apresentam cases de gestão e tecnologia na Abertura da Colheita

Por Jonathan da Silva 25/02/2026
Por Jonathan da Silva

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas reuniu produtores e especialistas no painel “Produtores em Foco: Experiências que Geram Valor” nesta terça-feira (24), no Auditório Frederico Costa, em Capão do Leão. O encontro apresentou casos práticos de transformação no campo com foco em qualidade de semente, inovação, gestão e eficiência produtiva para ampliar escala e sustentar margens no agronegócio.

O debate integrou a programação do evento e colocou produtores no centro das discussões sobre estratégias aplicáveis às propriedades rurais.

Troca de experiências

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, afirmou que a troca de experiências e a abertura a novas perspectivas contribuem para o fortalecimento do setor produtivo. Segundo ele, o compartilhamento de vivências reais permite ampliar horizontes e estimular soluções práticas.

Algodão e organização produtiva

Na primeira palestra, o produtor de algodão e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Pedro Schenkel, abordou o tema “Da semente à camisa” e apresentou dados sobre a evolução da cultura no Brasil. “Hoje produzimos cinco vezes mais algodão no Brasil, chegando a 4 milhões de toneladas, cerca de dez vezes mais do que na década de 70, em uma área duas vezes menor. Somos um dos maiores exportadores do mundo, ultrapassando os Estados Unidos”, afirmou Schenkel.

O especialista acrescentou que o país é o maior exportador de algodão responsável e ocupa a segunda posição em geração de empregos na indústria de transformação. Segundo Schenkel, a transformação ocorreu com eficiência na produção e no beneficiamento, melhoria da qualidade da fibra, inovação, sustentabilidade, compliance e rastreabilidade de 17 milhões de fardos identificados por safra.

Semente e planejamento

Na sequência, a gerente técnica e engenheira agrônoma da Sementes Falcão, Fernanda Falcão, apresentou a palestra “Semente: a pérola do campo” e defendeu que sustentabilidade, tecnologia e planejamento são determinantes para manter a rentabilidade. “Tínhamos um terreno com declive e a nossa estratégia foi adotar o sistema de plantio direto. Nunca ficamos sem cultura de cobertura. Aprendemos a controlar a erosão e, com a estiagem, conseguimos reter a água da chuva”, relatou Fernanda Falcão.

A painelista também destacou a importância do controle do processo produtivo antes da semeadura. “Para ter semente de alto vigor, os cuidados devem começar antes mesmo da semeadura”, ressaltou Fernanda Falcão.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 199 Visualizações
Variedades

Painel apresenta soluções tecnológicas para gestão no campo

Por Jonathan da Silva 25/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Arena da Inovação da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas apresentou soluções tecnológicas já aplicadas à rotina do produtor rural nesta terça-feira (24), em Capão do Leão. Exemplos trazidos foram assistente virtual integrado ao WhatsApp para lançamento de despesas por áudio e a emissão de Nota Fiscal Eletrônica pelo celular, além do uso de drones com mão de obra especializada. O objetivo é ampliar a eficiência produtiva e a organização da gestão nas propriedades.

O painel “Conexões para o Campo: soluções práticas e oportunidades por meio da inovação” integrou a programação do evento e reuniu especialistas e empresas para apresentar ferramentas voltadas à realidade do agronegócio.

Ferramentas digitais na gestão rural

Entre as soluções apresentadas está o assistente virtual Zeca das Contas, uma inteligência artificial que auxilia na gestão financeira da propriedade. O diretor comercial da empresa, Bruno Quadros, explicou que o sistema permite interação por meio do WhatsApp, inclusive com envio de áudios, possibilitando, por exemplo, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica. “O agro é super tecnológico. Em todas as áreas do agro a gente vê um incremento de tecnologia muito grande”, pontua Quadros.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Farmcont, de Santa Maria, e permite ao produtor realizar o controle financeiro de forma simplificada. Segundo Quadros, sistemas de ERP já são consolidados, mas apresentam gargalos de usabilidade. “E o que a gente está fazendo foi conseguir colocar isso dentro do WhatsApp. Então, o produtor no seu telefone vai conseguir fazer o lançamento das suas despesas e das suas receitas”, explica o diretor comercial da empresa.

Ele diz, olha, essa despesa aqui é para a soja, X% para a soja, 100% para a soja, vou pagar dia tal, e a inteligência, por trás, já faz todo esse lançamento e o produtor confirma, é isso mesmo ou corrige ali como se estivesse conversando com alguém. Não precisa mais juntar aquela nota e ir lá levar para alguém, pedir para colocar. Ele já faz essa interface direto com o WhatsApp e com a inteligência artificial”, conta o diretor comercial Bruno Quadros.

Outras soluções apresentadas

O painel também apresentou cases como o fornecimento de mão de obra especializada para pulverização com drones e outras ferramentas voltadas à gestão e à produção rural.

Participaram do debate os gestores de Inovação e Tecnologia Gustavo Adornes e Milene Rostirolla, o diretor técnico da Ciclo, Antonio Duarte Pagano, o CEO da TerraMares, Victor Magalhães, o coordenador do Celeiro AgFood Hub, Luiz Humberto Villwock, o especialista em soluções com drones da Base Agro, Leonardo Henke, e o diretor comercial da Rota Rural, Bruno Costa.

Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é realizado pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Informações e inscrições gratuitas estão disponíveis no site oficial do evento.

Foto: Leandro Vieira/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 227 Visualizações
Variedades

Inovação no campo pauta debate na Abertura da Colheita

Por Jonathan da Silva 25/02/2026
Por Jonathan da Silva

A inovação tecnológica aplicada ao campo foi tema de debate na manhã desta terça-feira (24), durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. O evento reuniu representantes de universidade, empresas e governo para discutir como parcerias entre setor produtivo, academia e poder público podem gerar valor e ampliar a competitividade no agronegócio.

O painel “Parcerias que Geram Valor” integrou a programação do evento e abordou desafios produtivos e caminhos para soluções tecnológicas no setor.

Universidade e setor produtivo

A coordenadora do Núcleo de Prospecção e Inovação iTEC/Furg, Micheli Castro, apresentou o funcionamento do núcleo, os critérios de seleção de projetos e o papel da pesquisa no atendimento às demandas do setor produtivo. Segundo ela, a aproximação entre empresas e universidades é decisiva para transformar ideias em soluções aplicáveis. “No iTEC temos um time de mulheres com vasta experiência em automação, robótica, ciência de dados, entre outros. Os empresários podem contar com a gente para buscar soluções mais rentáveis para os seus negócios”, ressaltou a Micheli.

Uma das empresas atendidas pelo núcleo é a Agrifence, criada em 2023 com foco na otimização do uso de máquinas agrícolas. O gerente-geral da Agrifence Brasil, Ignácio Melito, afirmou que, após anos de pesquisa, a empresa passou a comercializar um hardware instalado nos maquinários, capaz de analisar dados e gerar relatórios para apoiar decisões estratégicas, reduzir atrasos produtivos e ampliar a visão de negócio. “O apoio das universidades é essencial para destravar soluções que os empresários não conseguem avançar. É fundamental ter a visão de alguém de fora para dar um fôlego e conseguir executar os projetos até a fase final”, afirmou Melito.

Papel do poder público

Representando o Governo do Estado, a diretora de Ambientes de Inovação da Secretaria Estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), Andréia Dullius, destacou a atuação do poder público na articulação entre setor produtivo e centros de pesquisa. “Ao longo dos anos, percebemos que é um grande desafio o empresário se aproximar da universidade para buscar a pesquisa como uma forma de solucionar problemas tecnológicos do seu negócio. O governo, por vezes, faz o elo entre essas pontas”, afirmou Andréia.

A diretora acrescentou que o investimento nas fases iniciais é determinante para a viabilidade dos projetos. “Infelizmente, normalmente as empresas não dedicam tempo e dinheiro nas primeiras etapas e, muitas vezes, elas acabam não prosperando”, concluiu Andréia.

Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas tem como tema “Cenário atual e perspectivas: conectando campo e mercado”. O evento é realizado pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, e patrocínio premium do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). Informações e inscrições gratuitas estão disponíveis no site oficial do evento.

Foto: Leandro Vieira/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 216 Visualizações
Variedades

Neco Argenta realizará palestra na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Por Jonathan da Silva 18/02/2026
Por Jonathan da Silva

O empresário Neco Argenta, presidente da Argenta, participará como palestrante da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que será realizada de 24 a 26 de fevereiro, em Capão do Leão. A palestra está marcada para o dia 25, às 13h45min, no Auditório Frederico Costa, e integra a programação do evento promovido pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar, que reúne representantes do setor produtivo, da indústria, da pesquisa e gestores públicos.

A 36ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz é considerada um dos encontros do calendário do agronegócio brasileiro. O evento contará com a participação de lideranças do agronegócio, da indústria e da gestão empresarial.

A presença de Neco Argenta ocorre dentro do reconhecimento aos 40 anos da Argenta que é destaque da programação. A palestra terá mediação de Clarissa Lopes Peixoto, CEO do Grupo Pitangueira.

Quem é Neco Argenta

À frente da Argenta, Neco lidera um grupo que reúne 14 marcas e emprega mais de 6,8 mil profissionais. Entre as empresas estão Sim Rede, Sim Distribuidora, Sim Lubrificantes, Charrua, Nexta e Vinícola Luiz Argenta, com atuação nos setores de energia, mobilidade, agronegócio e bens de consumo.

A palestra abordará temas como liderança no ambiente produtivo, visão de futuro e construção de negócios sustentáveis, a partir de quatro décadas de atuação empresarial.

Inscrições

As inscrições para a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz são gratuitas e podem ser realizadas pelo site colheitadoarroz.com.br.

Foto: Acervo Argenta/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/02/2026 0 Comentários 189 Visualizações
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