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arroz

Variedades

Abertura da Colheita 2027 amplia espaço para culturas além do arroz

Por Jonathan da Silva 23/09/2026
Por Jonathan da Silva

A 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, prevista para ocorrer de 16 a 18 de fevereiro de 2027, terá uma área de aproximadamente seis hectares dedicada à demonstração de diferentes culturas em Capão do Leão. Na Estação Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, arroz, soja, milho, girassol, sorgo e culturas forrageiras serão cultivados lado a lado para apresentar práticas de fertilidade, drenagem, irrigação e cobertura do solo aplicadas a diferentes sistemas de produção em terras baixas.

A área é preparada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e, além de sediar parte das atividades do evento, funcionará como uma vitrine tecnológica para produtores. A proposta é permitir o acompanhamento das culturas e demonstrar metodologias de manejo e condições de cultivo que podem ser utilizadas na agricultura irrigada.

Preparação da área

De acordo com o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, a preparação envolve ajustes nas condições de fertilidade, drenagem e irrigação de acordo com as necessidades de cada cultura. “O protagonista, arroz, está sendo cercado cada vez mais por opções como a soja, o milho, o girassol, o próprio sorgo e culturas forrageiras. Essas alternativas estão cada vez mais presentes dentro da vitrine”, afirmou Matos.

Segundo o diretor, a intenção é apresentar aos produtores que visitarem o local as metodologias de manejo e as condições necessárias para o desenvolvimento das culturas. “Estamos fazendo todas as adequações para preparar o solo e dar todas as condições, seja de fertilidade, seja de drenagem, seja de irrigação, para que essas culturas possam expressar o máximo potencial produtivo”, explicou Matos.

A área de arroz foi semeada em sistema de plantio direto, depois do cultivo de soja na safra anterior. Durante o inverno, também foi implantado um mix de espécies forrageiras para cobertura do solo.

A semeadura reuniu cultivares do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), da Embrapa e da Basf. Foram utilizadas Pampa Clearfield, IRGA 432 e Provisia 132, respectivamente.

Manejo e sistemas de produção

O manejo adotado na área busca preservar e qualificar a fertilidade e a vida do solo, além de demonstrar práticas que podem ser incorporadas pelos produtores aos próprios sistemas de produção.

A expectativa da organização é que a vitrine tecnológica seja utilizada até a abertura da colheita para acompanhar o desenvolvimento das culturas e apresentar soluções relacionadas à produtividade e à sustentabilidade da lavoura.

Para o diretor técnico da Federarroz, a ampliação do número de culturas modifica a proposta da área, que passa a apresentar alternativas ao arroz e possibilidades de integração entre diferentes sistemas produtivos. “Queremos que essas alternativas se consolidem cada vez mais e que o produtor possa visualizar toda a metodologia de manejo”, pontuou Matos.

A 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é realizada pela Federarroz, com correalização da Embrapa e do Senar e apoio do Irga.

Foto: Federarroz/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/09/2026 0 Comentários 98 Visualizações
Variedades

Federarroz recomenda cautela na próxima safra de arroz

Por Jonathan da Silva 02/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) lançou a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas nesta terça-feira (1º), durante a 49ª Expointer. A abertura será realizada de 16 a 18 de fevereiro de 2027, na Estação Terras Baixas Clima Temperado, em Capão do Leão. O evento deverá reunir cerca de 25 mil visitantes e terá entre os principais temas os preços e estoques de arroz, custos financeiros, educação financeira, exportações e redução dos custos de produção. Durante o lançamento, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, alertou que os estoques de passagem ainda estão elevados e recomendou cautela aos produtores na definição dos investimentos para a próxima safra.

O lançamento oficial ocorreu no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, durante a 49ª Expointer, que segue até domingo, 6 de setembro.

Ao apresentar as expectativas para a próxima edição, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou o evento como espaço de atualização e troca de informações entre produtores, pesquisadores, empresas e demais integrantes da cadeia produtiva. Segundo ele, a intenção é ampliar a participação do público e o acesso a informações sobre tecnologias, mercado e gestão das propriedades. “Isso é muito importante para os produtores, ter essa troca de informação, sair de suas propriedades para que consigam entender o que está acontecendo nas novas tecnologias e no mercado e voltem para casa com maior robustez de informações para tocar os seus negócios”, afirmou Dias Nunes.

Estoques e preços

A rentabilidade da atividade orizícola deverá estar entre os principais assuntos da 37ª Abertura Oficial da Colheita. Segundo o presidente da Federarroz, os produtores precisam acompanhar não apenas o comportamento dos preços, mas também os estoques e as condições do mercado antes de definir os investimentos para a próxima safra.

Nunes afirmou que a produção precisa estar alinhada à capacidade de absorção do mercado e observou que o setor ainda enfrenta estoques elevados de passagem. Embora espere uma recuperação das cotações, o dirigente defendeu cautela. “Nós esperamos que o preço seja remunerador”, ponderou o dirigente.

Não podemos ter euforia porque os estoques de passagem ainda são altos”, alertou Denis Dias Nunes.

O presidente da entidade também destacou que muitos produtores terão compromissos financeiros significativos no próximo ano, mesmo diante de eventuais medidas de renegociação de dívidas. Para ele, a expectativa é de uma correção positiva do mercado, mas as decisões de investimento precisam considerar os riscos existentes.

Gestão financeira

A questão financeira também deverá integrar a programação do evento. Dias Nunes afirmou que o custo elevado do dinheiro reduz a capacidade de investimento e pode afetar a rentabilidade das empresas rurais. “Quando o dinheiro está custando muito alto, não temos capacidade de investimento”, afirmou o dirigente.

Nesse contexto, o dirigente defendeu que a entidade amplie a orientação aos produtores sobre gestão financeira e educação financeira, para que possam avaliar custos, investimentos e riscos antes de cada safra. “Essa parte financeira cada vez mais nós temos que orientar e temos que educar os produtores”, enfatizou Dias Nunes.

Busca por novos mercados

As exportações também foram apontadas como parte das estratégias para ampliar a rentabilidade da cadeia produtiva. O presidente da Federarroz defendeu a abertura de novos mercados internacionais para o arroz brasileiro e afirmou que o aumento das vendas externas pode contribuir para gerar mais riqueza e fortalecer o setor. “É preciso exportar mais, conquistar novos mercados”, afirmou Dias Nunes. O dirigente também ponderou que o desempenho das exportações também dependerá das condições do mercado internacional e do comportamento da produção no Hemisfério Norte.

Atuação conjunta

A atuação conjunta entre instituições e produtores para enfrentar os desafios da cadeia orizícola foi destacada pelo chefe-Geral da Embrapa Clima Temperado, Eduardo Ferreira Dutra. A próxima edição do evento deverá dar continuidade à parceria entre Embrapa, Federarroz e Senar.

Segundo Dutra, existe a perspectiva de formalização de um acordo de cooperação técnica para garantir a realização da Abertura Oficial da Colheita na Estação Experimental Terras Baixas (ETB) pelos próximos dez anos. “Isso nos dá previsibilidade e tranquilidade para podermos fazer as programações. A cada ano, o evento recebe mais participantes e expositores, e isso tem sido significativo”, afirmou o chefe-geral da entidade.

Dutra também destacou que as pesquisas desenvolvidas pela Embrapa buscam respostas aos impactos das mudanças climáticas e à necessidade de reduzir os custos de produção. Entre as prioridades estão o desenvolvimento de cultivares resistentes à brusone e a disponibilização de bioinsumos.

Importância da orizicultura

O superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, deu ênfase a participação da orizicultura gaúcha na agricultura do estado. Segundo o dirigente, o setor é referência para a agricultura estadual em razão da atuação dos produtores nas áreas de inovação, trabalho e persistência. “É sempre importante que nós possamos ter a orizicultura como destaque na nossa sociedade, porque ela é um dos faróis para toda a agricultura que é feita no Rio Grande do Sul”, afirmou Condorelli.

O superintendente também abordou a complexidade da atividade rural e a necessidade de ampliar o conhecimento e a capacidade de análise dos produtores diante dos desafios econômicos. “Se a agricultura e a pecuária deste país no século passado foram feitas com muita coragem, muita força física e até uma pitada de inconsequência, hoje, além de muitíssimo mais coragem, alguma pitada de inconsequência e um pouco menos de força física, ela precisa de muito mais inteligência”, concluiu Condorelli.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Política

Federarroz encaminhará levantamento sobre classificação do arroz às autoridades

Por Jonathan da Silva 26/08/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhará às autoridades competentes os resultados de um levantamento que encontrou divergências entre a classificação declarada nas embalagens e a verificada em laboratório em amostras de arroz vendido como Tipo 1. Das 268 amostras selecionadas e analisadas, 215, ou 80,22%, apresentaram classificação inferior à informada. As coletas foram realizadas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026 em 167 estabelecimentos de 32 cidades de seis estados. A entidade afirma que buscará medidas nas esferas administrativa, cível e penal.

O levantamento percorreu aproximadamente 8,5 mil quilômetros pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As amostras foram encaminhadas para avaliação em laboratório credenciado.

A seleção priorizou produtos que apresentavam indícios visuais de desconformidade com a classificação declarada e itens encontrados nas menores faixas de preço das gôndolas pesquisadas. Todos os produtos analisados eram comercializados como arroz Tipo 1.

Entre os parâmetros utilizados na classificação estão a presença de defeitos e o percentual de grãos quebrados. O estudo identificou, por exemplo, amostras vendidas como Tipo 1 que apresentaram 18% e 35% de grãos quebrados, índices associados a classificações inferiores dentro dos critérios considerados na avaliação.

As divergências foram encontradas nos seis estados percorridos. Segundo a Federarroz, os resultados apontam casos em que a classificação constatada em laboratório não correspondia à informação apresentada na embalagem.

Dados não representam todo o mercado

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, ressalta que o percentual de 80,22% corresponde apenas às amostras escolhidas para o levantamento e não pode ser aplicado ao conjunto do arroz Tipo 1 comercializado no país. “É importante frisar que esse número não representa todo o arroz oferecido nas prateleiras. Ele se refere aos produtos que analisamos, selecionados principalmente porque já apresentavam indícios visuais de desconformidade ou estavam em faixas de preço muito abaixo das demais marcas”, explica Dias Nunes.

O dirigente também afirma que a divergência pode afetar empresas que comercializam arroz de acordo com os padrões de classificação. “Quando um arroz de qualidade inferior é vendido como Tipo 1, ele passa a concorrer em preço com marcas que fazem seu trabalho dentro dos padrões de qualidade. Essa prática lesa o consumidor e também as empresas que cumprem as regras”, ressalta Dias Nunes.

Encaminhamento aos órgãos competentes

O diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, explica que os resultados serão encaminhados aos órgãos responsáveis pela fiscalização e pela apuração dos casos. Conforme a entidade, as medidas poderão ocorrer nas esferas administrativa, cível e penal, de acordo com a competência dos órgãos e o enquadramento de cada situação. “Estamos falando de uma possível fraude ao consumidor, que não se limita a uma questão de qualidade. A partir das inconformidades constatadas, as informações serão levadas aos órgãos competentes para que cada caso seja apurado”, afirma Belloli.

Na esfera administrativa, o encaminhamento deverá envolver o Ministério da Agricultura e Pecuária. Na área cível, Belloli cita os Ministérios Públicos estaduais e, em situações que envolvam mais de um estado, o Ministério Público Federal. Eventuais desdobramentos penais dependerão das apurações realizadas pelos órgãos responsáveis.

A Federarroz também pretende utilizar os dados para discutir a fiscalização da classificação comercial do arroz e a correspondência entre as informações apresentadas nas embalagens e os produtos oferecidos aos consumidores.

A entidade ressalta que os 80,22% correspondem exclusivamente às 268 amostras selecionadas e analisadas, não sendo uma estimativa sobre a totalidade do arroz Tipo 1 vendido no Brasil. O levantamento também não identificou risco à saúde relacionado aos produtos analisados. As inconformidades apontadas dizem respeito à classificação comercial e à correspondência entre a informação da embalagem e o produto comercializado, não caracterizando, segundo a entidade, produtos impróprios para consumo ou contaminados.

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2026 0 Comentários 116 Visualizações
Business

Arrozeiros pedem mudanças na MP que trata da renegociação de dívidas agrícolas

Por Ester Ellwanger 07/08/2026
Por Ester Ellwanger

Arrozeiros gaúchos pedem alterações na Medida Provisória nº 1.376/2026 para ampliar o número de produtores com acesso às futuras linhas de crédito destinadas à composição de dívidas rurais. Em ofício conjunto, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz), juntamente com a Associação dos Arrozeiros de Camaquã, o Sindicato Rural de Camaquã, a Cooperativa de Cereais de Camaquã (Coopacc) e o Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Camaquã, apontam que a redação atual exclui, dentre inúmeros pontos, das possibilidades de financiamento as operações de custeio da safra 2025/2026, e produtores que fizeram renegociações para permanecer adimplentes com investimentos e CPRS

A MP autoriza a criação de linhas para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e Cédulas de Produto Rural (CPRs), além da participação da União em fundo garantidor destinado a produtores afetados por eventos climáticos adversos. As entidades sustentam que mudanças nos critérios são necessárias para ampliar o alcance da medida entre produtores gaúchos. “A medida se revela imprescindível a inúmeros produtores rurais gaúchos e brasileiros afetados por secas, enchentes e outros desastres”, destaca o parecer jurídico.

 

Pontos questionados

Um dos pontos questionados está no inciso I do artigo 1º, que prevê a inclusão de operações de custeio, comercialização e industrialização renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026. Segundo o documento, grande parte dos financiamentos de custeio da safra 2025/2026 tem vencimentos posteriores a essa data. Com isso, “a quase totalidade dos contratos de custeio da última safra fica impossibilitada de acessar as linhas previstas pela regra atual”, aponta o ofício.

A proposta das entidades é alterar o limite para 31 de outubro de 2026 e incluir expressamente as operações que tenham passado por alongamento. O texto sugerido prevê operações que tenham sido objeto de “alongamento, renegociação ou prorrogação até 31 de outubro de 2026”, permitindo a inclusão dos financiamentos da safra 2025/2026 que ainda não haviam passado por esses procedimentos em maio.

O documento também chama atenção para a consequência financeira da manutenção da regra atual. Conforme o ofício, a exclusão pode colocar produtores em situação de inadimplência nos próximos meses ou levá-los a novas renegociações por meio de CPRs em condições consideradas desfavoráveis, especialmente diante das taxas de juros dessas operações, destaca o parecer legal.

Outro pedido envolve as operações de crédito rural para investimento. Pela redação atual, a MP estabelece, entre os critérios, que parcelas vencidas ou vincendas entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026 tenham entrado em inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e permanecido nessa situação em 31 de maio de 2026.

 

Problemas na renegociação

As entidades avaliam que essa condição exclui produtores que renegociaram compromissos justamente para manter seus pagamentos em dia e continuar com acesso ao crédito. O pedido é para que as futuras linhas também contemplem produtores “mesmo na condição de adimplência”, registra o documento. A mesma alteração é defendida para as CPRs previstas no artigo 6º. O ofício pede que produtores que emitiram CPR com liquidação financeira ou utilizaram esse instrumento para liquidar ou amortizar outra CPR até 31 de dezembro de 2025 também possam participar das linhas mesmo que estejam adimplentes.

Para as entidades, manter os atuais critérios pode reduzir de forma significativa o alcance das medidas de renegociação. “A não alteração do texto nos moldes acima referidos reverterá na ineficácia quase que total dos possíveis benefícios trazidos pelas linhas de financiamento”, destaca o ofício. As entidades também pedem ações para efetivar as novas linhas de crédito e o fundo garantidor previstos nos artigos 2º e 8º da medida.

Foto:  Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/08/2026 0 Comentários 122 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de arroz crescem mais de 80%

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de arroz cresceram mais de 80% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para reduzir a oferta no mercado interno e favorecer a recuperação gradual dos preços pagos aos produtores. A avaliação foi apresentada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), que projeta embarques de cerca de 2 milhões de toneladas até o fim do ano. Segundo a entidade, o aumento das vendas externas também ampliou a liquidez dos produtores ao direcionar parte da safra para o mercado internacional.

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, afirmou que o desempenho das exportações foi um dos melhores já registrados pelo setor. “O forte ritmo das exportações deu liquidez aos produtores, que puderam direcionar parte da produção ao mercado externo, evitando uma oferta excessiva no mercado doméstico”, ressaltou Dias Nunes. Segundo o dirigente, os mecanismos de apoio ao escoamento também contribuíram para melhorar a remuneração da saca de arroz.

Receita caiu com preços internacionais

Apesar do crescimento no volume exportado, a receita obtida com as vendas externas ficou abaixo da registrada em 2025 em razão da redução dos preços no mercado internacional. “O primeiros embarques de 2025 foram negociados com valores superiores a R$ 90 por saca, enquanto neste ano os preços ficaram na faixa dos R$ 60, representando uma redução próxima de um terço”, comparou Denis Dias Nunes.

Venezuela amplia participação nas compras

Em relação aos destinos das exportações, o presidente da Federarroz informou que os principais mercados permaneceram praticamente os mesmos, mas destacou o aumento da participação da Venezuela entre os compradores de arroz em casca brasileiro. “Havia preocupação de que mudanças no cenário político venezuelano pudessem alterar o fluxo comercial, hipótese que não se confirmou. Pelo contrário, o mercado se consolidou e apresentou maior segurança para as negociações”, ponderou Dias Nunes.

Perspectiva para o segundo semestre

Segundo Denis Dias Nunes, a balança comercial do arroz registrou superávit de aproximadamente 400 mil toneladas no primeiro semestre, resultado que reforça a expectativa de crescimento das exportações ao longo do ano. “A nossa expectativa é de que o Brasil alcance cerca de 2 milhões de toneladas exportadas ao longo de 2026, com um dos maiores saldos comerciais dos últimos anos”, projetou o presidente da entidade.

Para o dirigente, o aumento das exportações já influencia o mercado interno. “Os preços iniciaram um processo de recuperação e a tendência é de continuidade da valorização nos próximos meses, resultado do trabalho realizado para ampliar o escoamento da safra durante o primeiro semestre”, ressaltou Dias Nunes.

Sobre o cenário para a segunda metade do ano, o dirigente afirmou que a evolução dos preços dependerá do comportamento da produção internacional. “A evolução dos preços dependerá, principalmente, do comportamento da safra norte-americana e da produção nos países asiáticos, que já sofrem influência do fenômeno El Niño”, concluiu Dias Nunes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 182 Visualizações
Variedades

Preparação da Colheita do Arroz 2027 começa em Capão do Leão

Por Jonathan da Silva 21/05/2026
Por Jonathan da Silva

As áreas da Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão, já começaram a ser preparadas para a 37ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, marcada para ocorrer entre 16 e 18 de fevereiro de 2027. Neste mês de maio, os espaços receberam o plantio de forrageiras de inverno e sementes de trevo, utilizadas para preservar a qualidade biológica e química do solo antes da próxima safra de verão. A iniciativa integra as etapas de preparação técnica das lavouras que serão apresentadas durante o evento.

As áreas utilizadas na programação da abertura já haviam sido utilizadas na edição deste ano, realizada em fevereiro, quando os participantes visitaram as Vitrines Tecnológicas e a Lavoura Breno Prates. Agora, o foco está na manutenção das condições do solo para o próximo ciclo produtivo do arroz.

Cobertura de inverno

Segundo o diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), André Matos, a utilização de coberturas vegetais durante o inverno faz parte da estratégia de preservação da lavoura. “A gente usa sempre essas coberturas de inverno visando a proteção do solo, com a preservação da qualidade biológica e química do mesmo. E, esse ano, fomos apoiados pelas duas empresas, a PGW e a Raix, com coberturas modernas que estão sendo cada vez mais aprimoradas na sua utilização, visando a contribuição para a safra de verão”, explicou Mattos.

De acordo com a entidade, foi realizado o plantio de um mix de forrageiras e sementes de trevo nas áreas que receberão a cultura do arroz nos próximos meses.

Preparação para o evento

A Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas reúne produtores, pesquisadores, empresas e representantes do setor para apresentação de tecnologias, práticas de manejo e resultados ligados à cadeia produtiva do arroz.

A preparação antecipada das áreas faz parte do planejamento técnico do evento, que utiliza as lavouras da Estação Experimental Terras Baixas como espaço de demonstração para visitantes e expositores.

Foto: André Matos/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2026 0 Comentários 180 Visualizações
Variedades

Safra de arroz no RS enfrenta pressão por crédito e custos

Por Jonathan da Silva 22/04/2026
Por Jonathan da Silva

A próxima safra de arroz no Rio Grande do Sul é projetada sob um cenário visto pelo setor como de incertezas, com impacto de crédito restrito, custos elevados e queda do dólar, segundo avaliação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A projeção foi apresentada pelo presidente da entidade, Denis Dias Nunes, ao analisar as condições que antecedem o plantio, indicando possível redução da área cultivada e efeitos sobre a oferta e o mercado na próxima temporada.

De acordo com o presidente da entidade, os produtores enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso ao crédito e às taxas de juros elevadas, além de um cenário cambial desfavorável. A combinação desses fatores contribui para a compressão da rentabilidade antes mesmo do início do plantio.

O dirigente afirma que a tendência é de manutenção ou redução da área plantada, considerando também o aumento do endividamento dos agricultores. “Apesar de uma recente recuperação nos valores, muitos agricultores têm optado por reter a produção à espera de melhores cotações”, observa Dias Nunes.

Dinâmica de mercado

Outro elemento apontado é o ritmo lento da colheita atual, que influencia a estratégia de comercialização. Segundo Denis Dias Nunes, no início da safra houve volume significativo de exportações, o que permitiu a entrada de recursos sem a necessidade de venda imediata do arroz colhido.

O dirigente também destaca a relação com a produção de soja. “Além disso, com a proximidade da colheita da soja, a tendência é que produtores utilizem essa soja para gerar caixa, postergando a venda do arroz na expectativa de preços mais favoráveis”, projeta Dias Nunes.

Políticas de apoio

A Federarroz aponta as exportações como um mecanismo para reduzir estoques internos e sustentar preços. Nesse contexto, Denis Dias Nunes menciona a liberação de recursos federais para apoio à comercialização. O Ministério da Agricultura destinou R$ 56 milhões à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deverá operacionalizar medidas como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro).

Custos de produção seguem como incerteza

Os custos de produção permanecem como um dos principais pontos de atenção para o setor. Segundo Denis Dias Nunes, os preços dos fertilizantes seguem elevados, influenciados por fatores externos, como a guerra entre Estados Unidos e Irã e a valorização de insumos como petróleo e combustíveis.

Para o dirigente, esse conjunto de fatores deve impactar tanto a área plantada quanto o nível de tecnologia utilizado nas lavouras. “A queda do dólar, embora possa aliviar parcialmente os custos de importação de insumos, também tende a reduzir a competitividade das exportações de arroz e soja, pressionando a rentabilidade do produtor. Diante de tudo isso, a próxima safra é ainda uma incógnita, o que exige cautela e acompanhamento atento do mercado ao longo dos próximos meses”, orienta Dias Nunes.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/04/2026 0 Comentários 197 Visualizações
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Recursos de R$ 56 milhões são liberados para comercialização de arroz

Por Jonathan da Silva 16/04/2026
Por Jonathan da Silva

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) anunciou a liberação de R$ 56 milhões destinados à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para apoiar a comercialização de arroz no estado. A medida foi confirmada nesta quarta-feira (15), após reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e prevê a publicação de um edital que permitirá a operacionalização de mecanismos como o Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O objetivo é garantir melhores condições de mercado, facilitar o escoamento da produção e contribuir para a estabilidade dos preços.

De acordo com o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, os recursos serão utilizados por meio de um edital que viabilizará o uso dos instrumentos de subvenção. Esses mecanismos são adotados pelo governo federal para apoiar produtores em momentos de desequilíbrio de mercado, assegurando condições mais favoráveis para a comercialização. “A liberação do TED (Termo de Execução Descentralizada) representa um passo importante para o setor orizícola, que aguardava a medida como forma de assegurar maior estabilidade nos preços e facilitar o escoamento da produção”, destacou o dirigente.

Expectativa do setor

Segundo a entidade, a expectativa é de que o edital seja publicado nos próximos dias, possibilitando o acesso dos produtores aos benefícios previstos. A iniciativa atende a uma demanda do setor por medidas que contribuam para o equilíbrio do mercado e o suporte à cadeia produtiva do arroz.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/04/2026 0 Comentários 174 Visualizações
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Arrozeiros gaúchos pedem prorrogação de incentivo fiscal

Por Jonathan da Silva 17/03/2026
Por Jonathan da Silva

Arrozeiros do Rio Grande do Sul solicitaram, nesta segunda-feira (16), a prorrogação do crédito presumido de ICMS nas vendas de arroz para São Paulo e Minas Gerais, durante reunião realizada na Assembleia Legislativa (ALRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do setor, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a manutenção do benefício previsto no Decreto Estadual nº 58.296/2025. A medida, segundo o setor, é considerada necessária para manter a competitividade do produto gaúcho diante da redução de área plantada e do aumento dos custos de produção.

A reunião foi promovida pela Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, presidida pelo deputado estadual Marcus Vinícius (PP), com o objetivo de debater a renovação do incentivo fiscal e evitar distorções tributárias. O crédito presumido de ICMS permite às indústrias deduzirem parte do imposto devido, reduzindo a carga tributária nas operações interestaduais e ampliando a competitividade do arroz beneficiado.

Participaram representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), da Federação das Associações de Rizicultores do Estado do RS (Fearroz), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), além de parlamentares e representantes do governo estadual.

Impacto no setor

O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou a relevância do setor para a metade sul do estado, que concentra cerca de 4 milhões de hectares de terras baixas aptas ao cultivo de arroz irrigado e um dos maiores parques industriais de beneficiamento fora da Ásia. Dias Nunes afirmou que há redução na área plantada como estratégia para enfrentar custos elevados e queda nos preços. “Quando o Estado investe em programas de irrigação para ampliar a produção e garantir mais segurança à agricultura, o setor já tem 100% da área irrigada. No entanto, viemos fazendo um movimento contrário no sentido de diminuir a área plantada numa tentativa de reduzir os efeitos do alto custo de produção e queda nos preços de venda. Além disso, a indústria está localizada justamente na metade sul, que é a região que mais precisa de geração de emprego e renda”, destacou o dirigente.

Dias Nunes também relacionou a manutenção do incentivo a aspectos sociais. “Não estamos falando de mais geração de emprego em regiões já desenvolvidas, mas em uma área que precisa dessa atividade econômica. É uma questão estratégica para o Rio Grande do Sul”, afirmou o presidente da entidade.

Empregos e produção

O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, questionou os cálculos do governo sobre o impacto fiscal da medida e defendeu a análise das perdas já registradas pelo setor. Segundo ele, cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados, o que impacta diretamente a cadeia produtiva. “Estamos falando de uma cadeia que gera cerca de 24 mil empregos. Se apenas 10% das indústrias fecharem, seriam 2,4 mil postos de trabalho perdidos. E quando uma indústria fecha ou vai para outro estado, dificilmente volta a produzir aqui”, ressaltou Ghigino.

Encaminhamentos

Ao final da reunião, o presidente da Frente Parlamentar, deputado estadual Marcus Vinícius, informou que os relatos apresentados serão levados à sessão deliberativa do plenário da Assembleia Legislativa nesta terça-feira, 17 de março. A proposta é coletar assinaturas de deputados em apoio à prorrogação do benefício e encaminhar o documento ao governador Eduardo Leite (PSD).

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/03/2026 0 Comentários 283 Visualizações
Variedades

Produtores apresentam cases de gestão e tecnologia na Abertura da Colheita

Por Jonathan da Silva 25/02/2026
Por Jonathan da Silva

A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas reuniu produtores e especialistas no painel “Produtores em Foco: Experiências que Geram Valor” nesta terça-feira (24), no Auditório Frederico Costa, em Capão do Leão. O encontro apresentou casos práticos de transformação no campo com foco em qualidade de semente, inovação, gestão e eficiência produtiva para ampliar escala e sustentar margens no agronegócio.

O debate integrou a programação do evento e colocou produtores no centro das discussões sobre estratégias aplicáveis às propriedades rurais.

Troca de experiências

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Dias Nunes, afirmou que a troca de experiências e a abertura a novas perspectivas contribuem para o fortalecimento do setor produtivo. Segundo ele, o compartilhamento de vivências reais permite ampliar horizontes e estimular soluções práticas.

Algodão e organização produtiva

Na primeira palestra, o produtor de algodão e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Pedro Schenkel, abordou o tema “Da semente à camisa” e apresentou dados sobre a evolução da cultura no Brasil. “Hoje produzimos cinco vezes mais algodão no Brasil, chegando a 4 milhões de toneladas, cerca de dez vezes mais do que na década de 70, em uma área duas vezes menor. Somos um dos maiores exportadores do mundo, ultrapassando os Estados Unidos”, afirmou Schenkel.

O especialista acrescentou que o país é o maior exportador de algodão responsável e ocupa a segunda posição em geração de empregos na indústria de transformação. Segundo Schenkel, a transformação ocorreu com eficiência na produção e no beneficiamento, melhoria da qualidade da fibra, inovação, sustentabilidade, compliance e rastreabilidade de 17 milhões de fardos identificados por safra.

Semente e planejamento

Na sequência, a gerente técnica e engenheira agrônoma da Sementes Falcão, Fernanda Falcão, apresentou a palestra “Semente: a pérola do campo” e defendeu que sustentabilidade, tecnologia e planejamento são determinantes para manter a rentabilidade. “Tínhamos um terreno com declive e a nossa estratégia foi adotar o sistema de plantio direto. Nunca ficamos sem cultura de cobertura. Aprendemos a controlar a erosão e, com a estiagem, conseguimos reter a água da chuva”, relatou Fernanda Falcão.

A painelista também destacou a importância do controle do processo produtivo antes da semeadura. “Para ter semente de alto vigor, os cuidados devem começar antes mesmo da semeadura”, ressaltou Fernanda Falcão.

Foto: Paulo Rossi/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/02/2026 0 Comentários 228 Visualizações
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