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Exportações com marcas de terceiros impulsionam a indústria calçadista

Por Ester Ellwanger 19/04/2022
Por Ester Ellwanger

Desde o segundo semestre de 2021, a indústria calçadista brasileira experimenta uma retomada que tem como principal fator o aumento das exportações. No ano passado, foram embarcados 123,6 milhões de pares, 32% mais do que em 2020 e 7,3% mais do que no ano que antecedeu a pandemia de Covid-19 (2019). Nos três primeiros meses de 2022, as vendas de calçados para o exterior seguiram o ritmo de elevação, somando mais de 40,74 milhões de pares embarcados ao exterior, 27,3% mais do que no mesmo período de 2021. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), além do arrefecimento de Covid-19, entre os fatores determinantes para a performance estão as exportações com marcas dos clientes internacionais, modelo chamado de private label.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a demanda por produtos para grandes marcas do varejo internacional, especialmente dos Estados Unidos, tem sido fundamental para a retomada das exportações de calçados brasileiros. “É a retomada de um momento importante e histórico da indústria brasileira. Até meados dos anos 2000, quando a China despontou como o mais importante fornecedor de calçados do mundo, o Brasil era um grande exportador de private label, especialmente para os Estados Unidos, o nosso histórico principal destino no exterior”, conta o executivo, ressaltando que naquela época a demanda norte-americana migrou para a Ásia. Após um hiato de quase duas décadas, a procura de compradores dos Estados Unidos por novos fornecedores de calçados, alternativos aos asiáticos, tem alterado a “regra do jogo”.

Segundo Ferreira, se soma à nova configuração no contexto internacional, a evolução da cadeia produtiva nacional, hoje muito mais preparada e competitiva do que em meados dos anos 2000. “Hoje temos uma cadeia completa, que tem desde componentes até o produto final, tudo isso com tecnologia, qualidade, sustentabilidade e design. Além disso, atributos como flexibilidade produtiva para vendas de lotes menores, bem como a preparação para o atendimento personalizado no mercado internacional nos colocam em outro patamar competitivo”, avalia o executivo, acrescentando que a China, embora ainda seja o principal fornecedor de calçados do planeta, vem perdendo força diante das necessidades de consumidores mais exigentes e conscientes, especialmente da América do Norte e Europa.

“O consumidor mundial, cada vez mais, tem dado atenção às origens do produto consumido, em especial aos quesitos de sustentabilidade ambiental, social e econômica. Neste contexto, o Brasil sobressai como o principal fornecedor de calçados do mundo”, comenta.

Neste cenário de incremento da demanda internacional por calçados verde-amarelos, a busca por produtos com marcas de clientes vêm gerando oportunidades para as fábricas brasileiras especializadas no atendimento do mercado de private label. Relatório gerado pela Inteligência de Mercado da Abicalçados aponta que, em 2019, 15,8% dos calçados embarcados para o exterior eram com marcas de clientes internacionais, número que passou para 18,2% no ano passado. “E é um percentual que deve crescer nos próximos anos”, projeta Ferreira.

 

Killana: exportações em alta

Uma das empresas brasileiras que tem se especializado nas exportações com marcas de clientes internacionais é a Killana, de Três Coroas/RS. Fundada em 1997 e atualmente contando com mais de 70 funcionários, a indústria produz de 650 a 700 pares de calçados femininos por dia, dos quais 60% são exportados para países como os Estados Unidos, Itália, Chile, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Polônia, Rússia, Portugal e Romênia. Do total exportado, segundo o diretor comercial da empresa, Marcos Huff, 90% é no modelo de private label. “Um cliente italiano nos encomendou, recentemente, cinco coleções exclusivas”, conta, ressaltando que são demandas comuns e que a Killana tem know-how para o atendimento.

Segundo Huff, o mercado para exportações com marcas dos clientes vem crescendo e as perspectivas são as mais positivas. Huff elenca, ainda, algumas vantagens importantes no modelo de exportação, como a maior proximidade com o cliente final, diante dos apontamentos do varejo, a maior assertividade das coleções e o aprendizado proveniente do relacionamento. “Nós acabamos absorvendo o conhecimento do nosso consumidor final em diferentes mercados para melhoria de processos internos na empresa”, acrescenta.

Depois de registrar dificuldades em 2020, diante das dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19, Huff conta que 2021 fechou com um crescimento de 28% nas exportações. “Ainda não recuperamos todas as perdas, o que deve ocorrer até o final deste ano, quando deveremos retomar os níveis de 2019”, projeta o diretor.

 

Calçados Status: know-how no mercado internacional

Exportando quase a totalidade produzida, a Calçados Status, de Igrejinha/RS, é outro exemplo de atuação no mercado internacional, especialmente por meio do modelo de private label. Fundada em 1977, a tradicional indústria do polo calçadista do Vale do Paranhana emprega diretamente mais de 200 colaboradores e produz uma média de 1,2 mil pares por dia, quase todos embarcados para 35 países, com destaque para Rússia, Chile e países do Leste Europeu.

A gerente de exportações da empresa, Juliana Behrend, destaca que a Status, desde seus primeiros passos, teve como foco a exportação. “Como a maioria das empresas do Sul do Brasil, as exportações iniciaram com private label com os clientes dos Estados Unidos. Com o passar dos anos, a participação norte-americana reduziu e houve a expansão das vendas a outros mercados não tão usuais, como do Leste Europeu e africano”, conta. Atualmente, segundo Juliana, 80% das exportações são com a marca do cliente. “Existem dois modelos de private label, um voltado para o desenvolvimento dos clientes – construção, modelo e materiais -, e o outro quando os compradores colocam suas marcas nos modelos da nossa coleção”, explica a gerente.

O modelo private label para exportações, embora estrategicamente eficaz, exige um cuidado especial por parte da empresa. Juliana conta que a Status mantém um departamento de exportações voltado para o atendimento aos clientes, o que ocorre tanto em feiras internacionais quanto por meio de visitas físicas ou contatos remotos, via telefone, redes sociais e e-mails.

“Temos condições de manter a comunicação em inglês, espanhol e italiano. Todo o follow up de atendimento, assim como pós-venda, faz parte do processo de atendimento aos clientes”, destaca. Outro ponto importante, segundo a gerente, são as eventuais adaptações solicitadas pelos clientes. “Cada mercado tem particularidades, como de calce, por exemplo, sendo que algumas vezes são necessárias conversões de números. Também são solicitados desenvolvimentos de saltos ou solas personalizadas”, conta Juliana, acrescentando que a empresa oferece uma grande gama de possibilidades de materiais e combinações.

Diante do cenário atual e já vislumbrando o contexto pós-pandêmico, Juliana conta que a empresa projeta a retomada e crescimento das vendas nos próximos dois anos. “A projeção de crescimento nas exportações é de 25% a 30% em 2022, na relação com 2021”, avalia a gerente, destacando que o Brasil vem se tornando um potencial fornecedor internacional de calçados diante do crescimento da demanda global.

 

PG4 Galleria: competitividade com marca do cliente

Fundada em 2007, a PG4 Galleria, de Franca/SP, é especializada em calçados masculinos de alto valor agregado e possui um modelo 100% private label, tanto para abastecimento doméstico quanto internacional. Com uma produção de mais de mil pares por dia, dos quais exporta entre 55% e 60% para cerca de 20 destinos internacionais, com destaque para Estados Unidos e países da América Latina, a empresa é uma “camaleoa”, conforme palavras do diretor Giuliano Gera.

Segundo ele, que acumula o know-how de mais de 30 anos no setor calçadista – antes de fundar a PG4 Galleria trabalhou com uma grande empresa exportadora do polo francano -, a produção e exportação private label é como um “lego”. “Nós customizamos a nossa produção de acordo com a demanda do cliente, seja ele doméstico ou internacional. É um trabalho bastante intenso, mas que traz ótimos resultados”, diz. Segundo ele, a empresa, que emprega mais de 140 funcionários, não possui representantes comerciais e atua no relacionamento direto com os compradores, por meio de visitas físicas e reuniões periódicas nos meios digitais.

Gera destaca que o modelo de vendas com marca do cliente traz vantagens competitivas para a empresa, especialmente no mercado internacional. “A briga de marcas, especialmente no mercado externo, é um duelo de titãs. O modelo private label facilita as vendas e dá mais robustez para a empresa. Além disso, nos proporciona uma proximidade maior com o nosso cliente, nos trazendo informações relevantes de diferentes mercados, informações que utilizamos para melhoria de todos os processos na empresa”, avalia o diretor.

Após um 2020 que registrou queda de 50% nos negócios da empresa, Gera espera uma recuperação gradual, que segundo ele deve se dar justamente pelas exportações. “Para 2022, a nossa estimativa é ultrapassar os resultados pré-pandemia em 5% a 10%”, projeta.

 

Sugar Shoes: expansão via private label

Com fábricas em Picada Café/RS, Capela de Santana/RS, Senador Pompeu/CE (duas), Solonópole/CE e Cratéus/CE, o grupo Sugar Shoes é um dos mais importantes players do Brasil, com licenças exclusivas para marcas como Coca-Cola, Aramis, Hurley, entre outras grandes marcas. Fundado em 1998, emprega mais de três mil pessoas de forma direta que produzem, diariamente, mais de 54 mil pares de calçados, dos quais embarcam cerca de 15% para mais de 15 países.

A gerente de Negócios Internacionais do grupo, Mariana Martins, conta que as exportações via private label respondem por mais de 70% dos negócios da companhia. “Hoje temos clientes, nessa modalidade, em países da América Latina e nos Estados Unidos, onde atuamos em parceria com marcas internacionais reconhecidas no mercado da moda”, conta. Segundo ela, a empresa realiza um acompanhamento contínuo dos parceiros, em especial diante dos diferentes calendários e necessidades.

“Para o trabalho, mantemos uma equipe interna de desenvolvimento e vendas dedicada ao mercado internacional”, informa a gerente, ressaltando que alguns clientes private label compram produtos da coleção sem adaptações e outros solicitam desenvolvimentos específicos de acordo com o mercado local e suas necessidades em termos de design e construções. “As exportações são de grande importância para a empresa e garantem um equilíbrio na sazonalidade que acaba acontecendo no mercado interno. O ano fabril das indústrias é formado por períodos em que o mercado doméstico está aquecido, sendo que em outros meses o mercado externo supre a demanda”, avalia Mariana.

Para 2022, Mariana conta que existe uma perspectiva de crescimento nas exportações da empresa, especialmente diante da maior demanda dos Estados Unidos e países latino-americanos, seguindo uma trajetória identificada em 2021, quando o grupo cresceu mais de 50% em receita bruta. Existe um ambiente fragilizado no cenário internacional, especialmente para as importações da Ásia o que, segundo ela, deve seguir auxiliando na prospecção de clientes internacionais. “Prevemos expansão de pelo menos 30% em 2022 nas exportações, podendo dizer que 20% será via private label”, projeta.

 

Qualificação

Desde o ano 2000, a Abicalçados conta com a parceria fundamental da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Naquele ano foi assinado pela primeira vez o convênio que deu origem ao Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados que promove o produto brasileiro no mundo por meio de ações comerciais e de imagem. Da primeira assinatura até 2021, o número de destinos internacionais passou de 99 para mais de 170, corroborando a importância do programa não somente para o incremento, mas para a qualificação das exportações verde-amarelas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2022 0 Comentários 840 Visualizações
Business

Origem Sustentável será apresentado em encontro internacional na Expo Dubai

Por Stephany Foscarini 25/03/2022
Por Stephany Foscarini

A sustentabilidade da cadeia calçadista brasileira será tema de painel no Encontro Anual de Investidores, evento realizado pelo Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos em março. O encontro, que ocorrerá no próximo dia 30, faz parte da programação da Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A apresentação ficará a cargo do diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Roberto Escoto, em painel que irá discutir como os investimentos internacionais podem auxiliar o desenvolvimento da sustentabilidade produtiva. Participam do painel, além do representante brasileiro, dirigentes da Moody’s Analytics, do governo dos Emirados Árabes Unidos, do Fórum Econômico Mundial e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

Segundo Escoto, as empresas brasileiras vêm buscando a adaptação aos conceitos da ESG (Environmental, Social and Governance) para ampliar a competitividade no mercado internacional e um dos cases de sucesso é da cadeia calçadista brasileira, que criou a única certificação de sustentabilidade ambiental, econômica, social e cultural do setor em todo o mundo. Neste contexto, está prevista uma apresentação do Origem Sustentável, programa criado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Certificação

Com 104 indicadores que levam em consideração as dimensões ambiental, econômica, social e cultural, o Origem Sustentável foi desenvolvido de acordo com os parâmetros internacionais de ESG e vem chamando a atenção do mercado internacional. As certificações acontecem por meio de auditorias externas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), SGS, Intertek, Bureau Veritas e DNV.

Certificando tanto fornecedores de componentes quanto produtoras de calçados brasileiras, o Origem Sustentável já certificou empresas como Boxprint, Caimi & Liaison, Bertex, Tintas Killing, Perfil Injetados, Fibertex, Vulcabras, Bibi, Beira Rio, Usaflex e Piccadilly. Encontram-se em processo de certificação outras gigantes da cadeia calçadista, como Cipatex, Artecola, Lev Termoplásticos, Grupo Cofrag, Branyl, Boxflex, Schutz, Ramarim, Via Marte, Redeplast, Calçados Ala e Bebecê.

Encontro

Iniciativa do governo dos Emirados Árabes Unidos, o Encontro Anual de Investidores tem o objetivo de discutir a atração de investimentos internacionais, estratégias e práticas para o desenvolvimento sustentável visando o crescimento global.

Neste ano, o Encontro acontece durante a programação da Expo Dubai, evento itinerante que acontece a cada cinco anos e termina no próximo dia 31 de março.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/03/2022 0 Comentários 909 Visualizações
Business

Projeto Comprador na Fimec deve gerar US$ 7,5 milhões

Por Stephany Foscarini 10/03/2022
Por Stephany Foscarini

Confirmando o bom momento do setor calçadista brasileiro, o Projeto Comprador Internacional, realizado durante a 45ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), em Novo Hamburgo/RS, deve gerar US$ 7,5 milhões entre negócios efetivados na feira e alinhavados durante o evento realizado entre 8 a 10 de março, em Novo Hamburgo/RS. A iniciativa ocorreu no âmbito do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, programa de apoio às exportações do setor desenvolvido pela Associação das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Ao todo, foram trazidos para a Fimec 11 compradores internacionais de grupos da Colômbia, Guatemala, Peru e República Dominicana. O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, conta que foram realizadas mais de 230 reuniões e somados negócios na ordem de US$ 2,5 milhões durante o evento. “Para os próximos meses, ficaram alinhavados negócios de cerca de US$ 5 milhões”, informa o gestor. Segundo ele, o resultado confirma o bom momento para as exportações de componentes para calçados. “No ano passado, tivemos um incremento de 22% nas exportações (alcançando US$ 410,3 milhões) e neste ano, já no primeiro mês, foram gerados 17% mais do que em janeiro passado (US$ 37 milhões). Existe uma recuperação em andamento, especialmente puxada pelos mercados latino-americanos. Dos quatro principais destinos das exportações de componentes, três são da América Latina”, comenta Júnior.

Tecnologia

Chamou a atenção os atributos de tecnologia, sustentabilidade, inovação e a já conhecida qualidade dos insumos. Depois de dez anos sem participar de eventos presenciais com os nossos fornecedores brasileiros, foi muito importante esse contato”.

O importador Angel Humberto Velásquez, da Manrique, do Peru, conta que fez 22 contatos com expositores, sendo fechados US$ 25 mil em negócios durante o evento. Para os próximos meses, ficaram alinhavados negócios na ordem de US$ 200 mil, somando mais de US$ 225 mil em negócios com a participação no Projeto Comprador Internacional. “Chamou a atenção os atributos de tecnologia, sustentabilidade, inovação e a já conhecida qualidade dos insumos. Depois de dez anos sem participar de eventos presenciais com os nossos fornecedores brasileiros, foi muito importante esse contato”, avalia Velásquez.

Outro importador satisfeito foi Daniel Backes, da Euro Components, da República Dominicana, que ressalta que foram realizados 12 contatos com expositores da Fimec, sendo fechados, in loco, negócios na ordem de US$ 50 mil. Para os próximos meses, ficaram alinhavados mais de US$ 50 mil em negócios, totalizando compras de US$ 100 mil com a participação. Segundo ele, chamou a atenção da empresa os atributos de qualidade, design e tecnologia dos expositores.

Fimec

Realizada entre os dias 8 e 10 de março, a Fimec reuniu 280 expositores de máquinas e insumos para o setor calçadista, sendo visitada por mais de 25 mil compradores do Brasil e do mundo, especialmente dos países latino-americanos. O evento ocorreu nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

Sobre o By Brasil Components, Machinery and Chemicals

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: [email protected].

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2022 0 Comentários 536 Visualizações
Business

Abicalçados e ApexBrasil renovam convênio de mais de R$ 35 milhões para promoção internacional

Por Stephany Foscarini 04/03/2022
Por Stephany Foscarini

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) firmaram, ontem (3), a renovação do convênio de realização do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pelas entidades desde o ano 2000. O investimento em ações de promoção comercial e de imagem no exterior será de R$ 35,45 milhões para o biênio 2022-2023. Deste valor, R$ 18,95 milhões serão oriundos da agência ligada ao Ministério das Relações Exteriores e R$ 16,5 milhões investidos como contrapartida da Abicalçados e empresas associadas ao Brazilian Footwear.

Hoje é um dia importante para as exportações brasileiras de calçados. Um dia que repetimos, a cada dois anos, há mais de duas décadas, quando assinamos o nosso primeiro convênio com a ApexBrasil dando origem ao Brazilian Footwear”.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destacou que o objetivo do convênio é alavancar as exportações de calçados brasileiros, indicando estratégias para internacionalização das empresas de diferentes maturidades e visando a ampliação da presença ou mesmo a inserção em mercados-alvos do Brazilian Footwear (Estados Unidos, Colômbia, Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul). “Hoje é um dia importante para as exportações brasileiras de calçados. Um dia que repetimos, a cada dois anos, há mais de duas décadas, quando assinamos o nosso primeiro convênio com a ApexBrasil dando origem ao Brazilian Footwear. Nesses anos de parceria, qualificamos e pulverizamos nossas exportações, passando de 99 destinos para mais de 160”, comentou o executivo, ressaltando que a renovação acontece em um momento de retomada das exportações de calçados. No ano passado foram exportados 123,6 milhões de pares, 32% mais do que em 2020, um número superior ao registrado antes da pandemia, em 2019 (em 7,4%). “Para 2022, nossa expectativa é positiva e certamente será impulsionada pelas ações de promoção comercial e de imagem que serão realizadas pelo Brazilian Footwear”, projetou Ferreira.

Retorno expressivo

O convênio foi assinado pelo diretor de Negócios da ApexBrasil, Lucas Fiuza, que ressaltou a importância das exportações brasileiras e do apoio da agência. Segundo ele, para cada R$ 1 investido no Brazilian Footwear entre 2020 e 2021, R$ 168 retornaram em exportações. As empresas ligadas ao programa responderam por mais de 75% dos valores gerados com embarques no ano passado (US$ 679,8 milhões de US$ 900,3 milhões). “O retorno expressivo obtido com as exportações das empresas que participam do Brazilian Footwear se deve à parceria e cooperação entre a iniciativa privada, a Abicalçados e a ApexBrasil, que confia no potencial da indústria brasileira e no seu compromisso de fazer um produto de excelência que se adeque ao mercado internacional cumprindo as melhores práticas pelo meio ambiente”, disse.

Visitas

A assinatura do convênio, realizada no final da tarde do dia 3, aconteceu após uma agenda de visitas a indústrias de calçados da região do Vale do Sinos e Paranhana, no Rio Grande do Sul. Na oportunidade, dirigentes da Abicalçados e da ApexBrasil visitaram as unidades produtoras da Beira Rio, em Novo Hamburgo/RS, da Arezzo, em Campo Bom/RS, e da Bibi, em Parobé/RS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/03/2022 0 Comentários 629 Visualizações
Business

ABPA e ApexBrasil promovem proteína animal do Brasil em Moscou

Por Stephany Foscarini 01/02/2022
Por Stephany Foscarini

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizarão a partir de hoje uma ampla campanha de promoção da carne suína e da carne de frango do Brasil em Moscou (Rússia).

A campanha acontecerá durante todo o mês de fevereiro em outdoors, relógios de rua, pontos de ônibus, entre outros, instalados na área turística de Moscou, ao redor do Centro de Exposições e da famosa Praça Vermelha. Ao todo, são 69 pontos de publicidade na região central da cidade.

Realizada pela agência CAP Amazon e com a mensagem “Quality you can trust – a long—term partnership” (na tradução livre, “Qualidade que você pode confiar – uma parceria de longo prazo”), a ação acontecerá em paralelo a um período de forte presença brasileira na capital russa, com a participação na Prodexpo — feira de alimentos que acontecerá de 9 a 11 de fevereiro — e a missão presidencial do Brasil à Rússia.

O objetivo é fortalecer as marcas internacionais Brazilian Chicken e Brazilian Pork em um momento estratégico para o setor. Recentemente, a Rússia anunciou a liberação de uma cota de 100 mil toneladas para importação de carne suína e há expectativa de que os exportadores brasileiros enviem volumes expressivos para o mercado do Leste Europeu.

Ao mesmo tempo, os exportadores brasileiros também buscam expandir a participação da carne de frango no mercado russo, que já é um dos principais destinos da proteína animal do Brasil.

Hoje, a Rússia está entre os 10 maiores importadores da carne de frango do Brasil, com 105,9 mil toneladas embarcadas em 2021 (equivalente a 2,4% do total), uma receita de US$ 167,3 milhões no período. A Rússia também se destaca entre os destinos de carne suína, com 9,2 mil toneladas importadas no ano passado (equivalente a 0,8% do total), com receita de US$ 23,8 milhões.

“Será um momento oportuno para destacar a imagem internacional da carne de frango e da carne suína do Brasil. Vamos valorizar atributos e a parceria que construímos ao longo destes anos, reforçando nossa posição como parceiro estratégico pela segurança alimentar da nação do Leste Europeu”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/02/2022 0 Comentários 801 Visualizações
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