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ApexBrasil

Business

Feira peruana gera US$ 4,6 milhões para empresas brasileiras

Por Amanda Krohn 17/08/2022
Por Amanda Krohn

A feira peruana Expo Detalles, ocorrida em Lima entre os dias 10 e 12 de agosto, deve gerar US$ 4,6 milhões para empresas brasileiras de componentes para calçados. O valor está em relatório gerado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), que promoveu a participação por meio do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, programa de apoio às exportações do setor mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo o gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, as 19 empresas participantes do projeto venderam, in loco, o equivalente a US$ 740 mil. “Os negócios ocorreram, mas as expectativas de vendas que ficaram alinhavadas no evento chamou muita a atenção. Demonstra que o mercado, principalmente o latino-americano, está com uma demanda muito forte por produtos brasileiros, especialmente diante do enfraquecimento da China como player no setor”, comenta Luiz, ressaltando que os fretes da Ásia estão elevados, o que faz com que os compradores da América Latina busquem fornecedores mais próximos geograficamente.

Para ilustrar o crescimento da feira peruana para brasileiros, Ribas Júnior resgata os valores gerados na última participação verde-amarela, ainda antes da pandemia, em 2019. Naquele ano, segundo ele, foram comercializados, in loco, US$ 270 mil, e as expectativas de negócios alinhavados ficaram em US$ 1,6 milhão. “Em 2022, o crescimento em negócios foi de 274% em vendas imediatas e de 287% em vendas que ficaram alinhavadas durante o evento”, comemora o gestor.

A participação na feira peruana faz parte do projeto MPE Exportadora, que em parceria com o Sebrae, através da ação Integra Moda, prevê consultorias individuais para exportações, nas quais as participantes têm acesso a estudos de mercados potenciais, técnicas de precificação, análise de produtos, suporte para invoices e processos burocráticos em geral, culminando na participação em algumas das principais mostras do setor na América Latina. Participaram da Expo Detalles as empresas Gradus, Injepol, Gelprene, Free Saltos, Usicon, Miroeva, Monato, Difer, Wiva Bordados, Usitec, Alyni’s, Palagi, Polly Química, Compofran, Sud Leather, Maquetec, Orisol, Formello e TNS.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

17/08/2022 0 Comentários 593 Visualizações
Business

25 marcas brasileiras participam de circuito de feiras nos Estados Unidos

Por Amanda Krohn 20/07/2022
Por Amanda Krohn

Vinte e cinco marcas brasileiras estarão presentes, nos próximos meses, em um circuito de feiras nos Estados Unidos. Fazem parte do roteiro as feiras Playtime (Nova Iorque), Magic e Project Las Vegas (Las Vegas), Atlanta Shoe Market (Atlanta) e Magic NY (Nova Iorque). As marca participantes são: Mini Melissa,  Dalai Kids, Planet Sea, Activitta, Beira Rio Conforto, BR Sports, Carrano, Melissa, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Pegada, Petite Jolie, Savelli, Schutz, Suzana Santos, Vizzano, Bottero, Ferrucci, Kidy e  Piccadilly. 

As participações são apoiadas pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados brasileiros mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos Apex Brasil.

O circuito

A primeira parada será na Playtime, em Nova Iorque. Focada no mercado infantil, a mostra acontece entre 31 de julho e 2 de agosto. A mostra é considerada estratégica para o posicionamento no concorrido mercado norte-americano, especialmente no segmento infantil. Participam da feira, com apoio do Brazilian Footwear, as marcas Mini Melissa, Dalai Kids e Planet Sea.

A segunda parada será na Magic e Project Las Vegas, em Las Vegas. São mostras paralelas que acontecem entre os dias 8 a 10 de agosto. A primeira lança produtos mais comerciais, enquanto a segunda é focada em nichos mais conceituais e de alto valor agregado. Participam, com apoio do Brazilian Footwear, as marcas Activitta, Beira Rio Conforto, BR Sports, Carrano, Melissa, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Pegada, Petite Jolie, Savelli, Schutz, Suzana Santos e Vizzano.

Na sequência, entre 13 e 15 de agosto, as marcas brasileiras desembarcaram na Atlanta Shoe Market, em Atlanta. Mostra, que trabalha com distribuidores e representantes do mercado norte-americano, tem foco em negócios e recebe grande visitação de compradores do sudeste dos Estados Unidos. Participam do evento, com apoio do Brazilian Footwear, as marcas Bottero, Ferrucci, Kidy, Melissa, Mini Melissa, Pegada, Petite Jolie, Piccadilly e Schutz.

Encerrando o circuito de mostras norte-americanas, a Magic NY recebe marcas brasileiras entre os dias 18 e 20 de setembro. O evento tem grande visitação, especialmente de compradores da Costa Leste dos Estados Unidos e relevância significativa para posicionamento de marca no mercado local. Participam da feira, com apoio do Brazilian Footwear, as marcas Activitta, Beira Rio Conforto, BR Sports, Carrano, Ferrucci, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho e Vizzano.

Mercado

Respondendo por quase um terço do valor gerado pelas exportações brasileiras, os Estados Unidos são o principal destino do calçado nacional. Entre janeiro e junho, as fábricas brasileiras embarcaram para lá 11,94 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 181,8 milhões, resultados superiores tanto em volume (+88,3%) quanto em valores (+106,7%) em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, embora seja historicamente o principal mercado para o calçado brasileiro no exterior, ainda existe muito espaço para crescimento, já que os produtos verde-amarelos respondem por uma fatia de cerca de 1% do total importado pelos Estados Unidos. “Com a guerra comercial instalada entre Estados Unidos e China, questão que se soma aos altos custos dos fretes da Ásia, o mercado norte-americano tem voltado cada vez mais seus olhos para o Brasil. É um momento importante em crescimento, por isso a participação das marcas nas feiras locais é tão relevante”, conclui Paola.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/07/2022 0 Comentários 955 Visualizações
Business

Calçadistas voltam da Colômbia com mais de US$ 1,7 milhão em negócios

Por Amanda Krohn 20/07/2022
Por Amanda Krohn

Depois de mais de dois anos, a indústria calçadista brasileira retornou presencialmente à Colômbia para apresentar as coleções de primavera/verão para compradores deste mercado. Com o apoio do programa Brazilian Footwear, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), 16 marcas participaram da Missão Comercial Colômbia, que ocorreu nas cidades de Bogotá e Medellín, entre os dias 11 e 15 de julho. No total, foram gerados mais de US$ 1,7 milhão em negócios, entre efetivados e alinhavados durante o evento.

As empresas participantes realizaram 98 contatos. Destes, 79 foram novos. A analista de Promoção Comercial e responsável pelo mercado colombiano na Abicalçados, Carla Giordani, destaca que a ação superou as expectativas. “Recebemos compradores qualificados e dispostos a fazerem negócios com a indústria brasileira. Ouvimos muito, tanto em Bogotá quanto em Medellín, que as coleções estavam incríveis. E, de fato, tivemos esse retorno em números. Se somarmos os valores negociados in loco e a expectativa para os próximos seis meses, a edição de julho de 2022 foi uma das melhores edições realizadas no mercado até o momento”, ressalta Carla.

Pela primeira vez presencialmente na Colômbia, a Opananken Antistress voltou para Franca/SP com dois pedidos fechados com entrega para outubro e outros três pedidos de amostra. O gerente de exportações da calçadista, Leandro Moscardini, elogia a qualidade dos importadores que visitaram as empresas. “Todos os compradores eram muito qualificados e passaram por todos. Conversamos, inclusive, com compradores que inicialmente não estavam marcados. O formato da ação, muito dinâmico, também favorece essa possibilidade de clientes extras, o que sempre surpreende.”

Também com o objetivo de abrir um novo mercado na América Latina, a Parô, de São João Batista/SC, participou pela primeira vez da ação. A diretora de exportação da empresa, Schirley Booz, destaca que a missão foi muito importante para a empresa entender o mercado e fazer bons contatos. “Já vamos deixar algumas amostras na Colômbia e dar andamento às negociações iniciadas. Identificamos que as três marcas da empresa têm entrada no mercado colombiano, o que é positivo”, frisa Schirley.

Ativações estratégicas

Além do showroom, a missão teve a realização de ativações de promoção de imagem, como o Photocall – evento de relacionamento com a imprensa local – e de seminário sobre o mercado colombiano. “Essas ações são estratégicas e importantes porque representam uma oportunidade de mostrarmos de forma prática como os calçados brasileiros se unem à moda local”, comenta Carla.

A Ferracini 24h, de Franca/SP, que já participou de outras edições da missão comercial, esteve na ação com o objetivo de voltar a trabalhar com o mercado da Colômbia. A gerente de comércio exterior da calçadista, Thânia Fileto, fala que a presença da marca foi muito importante porque eles já estavam conversando com alguns clientes. “E na missão foi o momento para podermos conversar presencialmente e concretizar as vendas. Tivemos reuniões com players importantes e estratégicos para a Ferracini”, diz Thânia, ao comentar que a empresa teve cinco pedidos de amostras e um pedido fechado para entrega no final do ano.

Participaram da missão comercial com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 Days, Activitta, Bebecê, Beira Rio, BR Sport, Ferracini 24h, Modare Ultraconforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Parô Brasil, Paro Cool, Opananken Antistress, Uza Shoes, Vizzano e Zatz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/07/2022 0 Comentários 515 Visualizações
Business

Missão na Colômbia terá 16 marcas brasileiras

Por Ester Ellwanger 06/07/2022
Por Ester Ellwanger

Retomando a ação presencial na Colômbia, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações do setor mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), levará 16 marcas calçadistas brasileiras para a Missão Comercial Colômbia. A ação prevê rodadas de negócios com compradores locais, showrooms em hotéis, seminário preparatório sobre o mercado local e eventos de relacionamento com a imprensa colombiana. A agenda acontece entre os dias 11 e 15 de julho, nas cidades de Bogotá e Medellín.

A analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Carla Giordani, conta que mais de 140 reuniões já estão pré-agendadas para a ação. “Recebemos feedbacks de compradores colombianos ávidos para reencontrar os calçados brasileiros, poder ter de volta as reuniões presenciais. As expectativas são as mais positivas”, projeta.

Carla diz, ainda, que existe uma demanda crescente por calçados brasileiros naquele mercado e que a iniciativa deve impulsionar ainda mais as exportações para a Colômbia, atualmente o 9º destino internacional do produto verde-amarelo. Entre janeiro e junho, foram exportados para lá mais de 5 milhões de pares, que geraram US$ 19,44 milhões, incrementos de 23% em volume e de 49,5% em receita na relação com o mesmo período do ano passado.

Matchmaking

Carla conta que todas as reuniões agendadas foram marcadas por meio de matchmaking, quando são cruzadas as ofertas e demandas dos participantes. “A ferramenta otimiza as negociações”, diz. Além das negociações, a analista destaca que estão marcados eventos de relacionamento com a imprensa local, o Photocall, no showroom de Bogotá, e uma ativação de imagem durante o showroom em Medellín, nos dias 12 e 14, respectivamente. “A presença junto à imprensa, com fornecimento de informações relevantes, é fundamental para a imagem do calçado brasileiro na Colômbia”, avalia.

Participam da Missão, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 Days, Actvitta, Bebecê, Beira Rio, BR Sport, Ferracini, Modare, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken, Parô Brasil, Paro Cool, Uza Shoes, Vizzano e Zatz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

 

06/07/2022 0 Comentários 598 Visualizações
Business

Expo Riva Schuh deve gerar mais de US$ 38 milhões para calçadistas

Por Ester Ellwanger 20/06/2022
Por Ester Ellwanger

O bom momento das exportações de calçados brasileiros segue refletindo positivamente nas participações em eventos internacionais. Na mais recente edição da feira italiana Expo Riva Schuh, realizada em Riva del Garda entre os dias 11 e 14 de junho, 51 marcas brasileiras comercializaram, in loco, 965,5 mil pares, que geraram mais de US$ 10 milhões. Somando as expectativas em negócios que ficaram alinhavados na feira, o número salta para 2,86 milhões de pares e US$ 38,6 milhões.

A participação verde-amarela foi promovida pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A gestora de Projetos da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, destaca que a participação recorde de marcas brasileiras na mostra italiana foi especial, marcando o recorde em negócios gerados desde o início das participações nacionais. “Na mais recente participação brasileira na edição de junho, que já havia sido muito boa, foram comercializados 712 mil pares, 250 mil pares a menos do que na edição atual”, compara. Segundo a gestora, durante o evento foram mais de 860 contatos com grandes players do mercado, especialmente da Europa e Oriente Médio, registro 25% superior ao da última edição.

Expositores

As empresas expositoras foram unânimes na avaliação do evento. Um dos representantes satisfeitos é Paulo Henrique Figueiredo, gerente de Mercado Externo da Levecomfort. “Estamos voltando muito contentes com os resultados. Conseguimos fazer a manutenção do mercado e principalmente abrimos novos contatos importantes. Além disso, tivemos a visita de alguns clientes relevantes que estavam mais distantes e retornaram”, avalia o gerente, ressaltando que, além dos negócios in loco, ficaram alinhavados outros tantos. “Nos próximos dias enviaremos amostras e esperamos confirmar mais pedidos em breve”, projeta Figueiredo.

O gestor de exportações da Kidy, Carlos Passarini, destaca que o evento oportunizou a retomada de clientes que estavam mais afastados e que voltaram a comprar da marca. “A feira foi uma grande surpresa positiva. Não somente a visitação, mas os negócios superaram nossas expectativas”, comenta Passarini, acrescentando que foram mais de 50 visitantes relevantes nos quatro dias do evento. “É uma feira fundamental para negócios e também para posicionamento de marca”, conclui o gestor.

Design expresso

A marca brasileira Awana, especializada no atendimento de grandes volumes e em private label – venda com marca do cliente – criou um espaço para desenvolvimento de modelos in loco. Para isso, além de representante do departamento comercial, a empresa levou dois designers para realizar os desenvolvimentos de acordo com o gosto do cliente. “Alguns dos nossos principais clientes internacionais vêm sempre para a Expo Riva Schuh. Aqui é sempre a oportunidade ideal para mostrar as coleções. Durante a feira, também oportunizamos que os compradores realizassem desenvolvimento que julgassem necessários com o apoio dos nossos designers”, conta Milton Moller, do departamento de Desenvolvimento de Produto da marca. “Foram, pelo menos, cinco relevantes novos contatos, com grande potencial de negócios”, comenta.

 

Pré-feira

Gestor da marca Boaonda, Cássio Romani, avalia que a feira foi especial, mas que foi potencializada por um trabalho prévio importante, com agendamentos com compradores habituais e prospects.

“Conseguimos atender a agenda e ainda abrimos novos clientes, foram quatro dias bem movimentados”, comenta, ressaltando a importância da participação e de se fazer o “dever de casa”.

Participaram da Expo Riva Schuh, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas ADG Export, Awana, GVD International, Usaflex, Carrano, Stéphanie Classic, Andacco, Beira Rio, Vizzano, Moleca, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BR Sport, Madeira Brasil, Werner, Pegada, Capelli Rossi, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Democrata, Piccadilly, Anatomic Shoes, Cartago, Grendha, Copacabana, Azaleia, Grendene Kids, Kidy, Suzana Santos, Renata Mello, Azillê, Pampili, Ramarim, Comfortflex, Levecomfort, Leveterapia, Cristofoli, Adrun, Cecconello, Alex Senne, CCR Shoes, Boaonda, Bibi, Ortopé, Dok, Dijean, Vectron, All’us Footwear e Alliance Shoes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

20/06/2022 0 Comentários 640 Visualizações
Business

Calçadistas brasileiros de malas prontas para a França

Por Stephany Foscarini 01/06/2022
Por Stephany Foscarini

Terceiro principal destino do calçado brasileiro no exterior, a França será palco para um projeto inédito do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O Projeto Vendedor França, que ocorre entre 20 e 24 de junho, levará 10 marcas brasileiras para participar de rodadas de negócios in loco, diretamente nos escritórios dos compradores locais.

Hoje, a França responde por 7% do total das vendas de calçados brasileiros no exterior. É o principal destino na Europa e funciona como um promotor da imagem do nosso produto no exterior, visto que a moda mundial tem os olhos voltados para a lá”.

A analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, destaca que as exportações de calçados brasileiros para a França vêm em crescimento nos últimos anos. “Hoje, a França responde por 7% do total das vendas de calçados brasileiros no exterior. É o principal destino na Europa e funciona como um promotor da imagem do nosso produto no exterior, visto que a moda mundial tem os olhos voltados para a lá”, avalia Paola. A analista explica que as reuniões foram – e estão sendo – marcadas por meio de uma consultoria local, que cruza as demandas dos compradores franceses com as ofertas dos calçadistas participantes da ação. “Trata-se de uma ação bastante assertiva, que otimiza a geração de negócios e conexões”, acrescenta Paola.

Mercado

Com crescimento menor do que o registrado pelos dois primeiros destinos do calçado brasileiro no exterior, a França aparece no terceiro posto entre os importadores do setor calçadista nacional. No quadrimestre, as exportações de calçados para a França somaram 3,68 milhões de pares, que geraram US$ 25,53 milhões, incrementos de 33,4% em volume e de 31% em dólares na relação com igual período do ano passado.

Participam da ação, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas Anatomic & Co, CCR Shoes, Democrata, Kidy, Luiza Barcelos, Mar & Cor, Moema, Opananken, Petite Jolie e QGK.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2022 0 Comentários 693 Visualizações
Business

Retorno dos eventos físicos impulsionam exportações de calçados

Por Ester Ellwanger 19/04/2022
Por Ester Ellwanger

Depois de um período sem participações em eventos físicos, o setor calçadista inicia 2022 comemorando a retomada das feiras de calçados internacionais, que ficaram em stand by em função da pandemia de Covid-19. A presença brasileira em feiras físicas e missões comerciais é parte fundamental da estratégia de internacionalização do setor, que tem no Brazilian Footwear, programa desenvolvido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o desenvolvimento de ações e projetos com o objetivo de multiplicar o calçado “made in Brasil” mundo afora.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que as exportações do setor, que foram impulsionadas a partir do arrefecimento da pandemia de Covid-19 na segunda metade do ano passado, têm sido o motor do crescimento da atividade. Somente no primeiro trimestre, os calçadistas brasileiros somaram o embarque de 40,74 milhões de pares, que geraram US$ 320,65 milhões, altas de 27,3% em volume e de 65,8% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado.

“As exportações apresentaram uma dinâmica de recuperação bastante superior ao crescimento da demanda interna, sendo que ainda no ano passado recuperamos os embarques registrados na pré-pandemia, com mais de 123 milhões de pares embarcados”, comenta. Segundo ele, a expectativa é de confirmar o crescimento até o final do ano. “A expectativa é encerrar 2022 com 9% de incremento médio nos embarques em relação a 2021 (em volume)”, diz.

Além da maior demanda internacional, especialmente dos Estados Unidos, Ferreira atribui o otimismo nas exportações à retomada das feiras e missões comerciais físicas. Nas primeiras mostras do ano – Expo Riva Schuh (Itália), Playtime (EUA), Magic Las Vegas (EUA), Atlanta Shoe Market (EUA), Magic NY (EUA) e Micam (Itália) – foram gerados mais de US$ 38 milhões em negócios.

“As feiras internacionais têm um papel fundamental na retomada. As expectativas são as melhores possíveis”, conclui o executivo.

 

Brazilian Footwear

Braço internacional da Abicalçados, mantido com o apoio da ApexBrasil, o Brazilian Footwear tem papel fundamental para a internacionalização das marcas calçadistas brasileiras. Para o próximo biênio, o convênio irá investir mais de R$ 35 milhões em ações de promoção comercial e de imagem para calçadistas brasileiras no exterior.

Até o final do ano, o Brazilian Footwear prevê a participação em mais 10 feiras internacionais na Itália e nos Estados Unidos, além de missões comerciais na Colômbia.

Arezzo

Exportando cerca de 12% da sua produção diária de mais de 85 mil pares de calçados, a Arezzo&Co, de Campo Bom/RS, é um dos principais players calçadistas do Brasil. Destacando a importância do retorno aos eventos físicos internacionais para potencializar ainda mais as exportações, o gerente de exportações do grupo, Luis Germann, conta que os embarques cresceram 74% em 2021, em relação a 2020, e que seguem em crescimento nos primeiros meses do ano. “Em 2022, seguimos em crescimento, com destaque para o mercado norte-americano, onde temos um significativo volume de exportações da marca Schutz – uma das 18 marcas do grupo”, conta.

Segundo Germann, já em 2021, com o arrefecimento da Covid-19, a empresa esteve presente em feiras físicas nos Estados Unidos e na Itália. A retomada definitiva da participação com equipe própria em 2022, segundo o gerente, foi motivo de comemoração na empresa.

“As feiras físicas são muito relevantes e fazem parte da estratégia do grupo, especialmente para a prospecção de novos clientes internacionais. Em complemento aos eventos on-line, são eventos que permitem uma apresentação mais eficaz das nossas marcas, além de proporcionar um relacionamento mais próximo e pessoal com os compradores. Nós vamos para as feiras para encantar nossos clientes”, diz.

Na Micam, feira italiana realizada no início de março, a empresa somou R$ 4 milhões em negócios. Germann conta que, embora a empresa adote estratégias omnichannel para a expansão internacional, as feiras físicas são locais ideais para prospecção de compradores que ainda não possuem um relacionamento com o grupo. “Além disso, existe uma maior efetividade nos negócios quando os encontros são presenciais. Para a manutenção, utilizamos ferramentas digitais, onde evoluímos muito, mas para a prospecção as feiras físicas ainda são um grande diferencial para a estratégia de exportações”, frisa o gerente, ressaltando o apoio do programa Brazilian Footwear nessas ações.

Adrun

Com uma produção de quatro mil pares diários, sendo 40% deles exportados para mais de 50 países, a Adrun, de Birigui/ SP, aumentou o percentual dos calçados embarcados, ano a ano, desde que iniciou o processo de internacionalização, em 2015. A parceria com a Abicalçados, por meio do Brazilian Footwear, foi fundamental para o processo.

O gerente de exportações da empresa, Valdomiro Pinese Júnior, conta que os eventos físicos são fundamentais para a estratégia de exportação da Adrun. “A participação nas mostras facilita a manutenção e prospecção de clientes. Nós não teríamos como realizar todas as viagens necessárias para visitar todos os nossos compradores. Nos eventos, esses encontros se concentram”, diz. Para a prospecção, ou mesmo lançamento de novas coleções, Júnior conta que estar presente no evento físico auxilia a realização dos negócios.

“O nosso cliente gosta de sentir o produto, gosta de pegar, experimentar. Só o evento físico pode proporcionar isso”, acrescenta o gerente, ressaltando que a empresa está trabalhando para somar mais uma feira internacional ao portfólio de participações – que já conta com Expo Riva Schuh e Micam: a feira estadunidense Atlanta Shoe Market.

Sobre a mais recente participação internacional, na Micam, Júnior ressalta que a retomada ainda não ocorreu completamente, pois ainda persistem algumas restrições que acabaram impactando na visitação. “Para as próximas feiras, acreditamos em uma melhora na situação. Já estamos encaminhando o nosso retorno à Micam (setembro) e também para a Expo Riva Schuh (junho)”, adianta. Para 2022, com a normalização dos fluxos internacionais, a empresa espera aumentar a fatia exportada para 45% a 55%.

“Alguns entraves persistem, como encarecimento do frete e custos mais altos com matéria-prima, mas a empresa vem atuando para diminuir os efeitos. Neste ano, compramos uma máquina para fabricação de EVA visando a redução de custos. Acredito que, com uma maior estabilidade no mercado internacional, possamos seguir crescendo em 2022”, projeta o gerente.

Bottero

A calçadista Bottero, de Parobé/RS, é outro importante player do setor que tem como parte da estratégia de expansão internacional a participação em feiras. “Sempre fizemos a manutenção e prospecção dos nossos clientes internacionais nas feiras físicas. Tivemos um tempo sem mostras, em função da pandemia de Covid-19. Estávamos realizando esse trabalho de forma virtual, mas sem a mesma força. Desde o ano passado, por meio de representantes, estivemos nas feiras da Itália – Expo Riva Schuh e Micam. O movimento foi menor, não tínhamos presença de equipe própria, mas os negócios aconteceram”, conta a gerente de exportações da empresa, Paulina Klein.

A partir da retomada presencial, Paulina ressalta que houve um incremento nas negociações, em especial para países da Europa e para os Estados Unidos. “As exportações da Bottero, que absorvem uma fatia de 15% da nossa produção (de 15 mil pares diários), vêm sendo fundamentais para a recuperação dos negócios pós-pandemia, em especial no mercado internacional”, avalia.

Segundo Paulina, nas duas primeiras feiras do ano, Expo Riva Schuh e Micam, ambas na Itália, a empresa logrou bons resultados, embora com uma visitação ainda menor do que em anos pré-pandemia. “Estamos saindo de uma pandemia e agora temos a influência da guerra Ucrânia e Rússia, que acaba inibindo as visitações, principalmente de clientes do Leste Europeu. Mas acreditamos em uma recuperação dessas feiras ainda em 2022”, diz. Segundo ela, nas feiras italianas, além de abrirem clientes importantes, caso da Bielorrúsia, foram proporcionados encontros com compradores que não apareciam há dois anos.

 

 

“A feira física é fundamental, nos permite uma maior proximidade, estreita o relacionamento e fideliza os compradores”, destaca, ressaltando que o Brazilian Footwear é um apoio relevante para as participações. “O apoio não se dá somente no aspecto financeiro, que é importante, mas também com todo o suporte necessário”, conclui a gerente.

 

Anatomic Gel

Outra empresa otimista com a retomada nas exportações, embalada pelo aumento dos embarques, especialmente para a Europa, é a Anatomic Gel, de Franca/SP. Com uma produção de dois mil pares diários, sendo 25% embarcados para o mercado internacional, com a maior parte dos clientes na Europa, países da América Latina, Estados Unidos e Ásia, a Anatomic Gel tem presença importante no exterior.

O diretor da Anatomic Limited – empresa parceira que faz a exportação da Anatomic Gel –, João Conrado, destaca que os resultados das exportações em 2021 já haviam superado os níveis pré-pandemia, e que agora, a partir do incremento da demanda internacional e dos eventos físicos, a performance deve melhorar ainda mais. “Recuperamos os níveis da pré-pandemia ainda no segundo semestre do ano passado. O ano começa com perspectivas bastante positivas” diz, acrescentando que a empresa criou um depósito com alfândega seca no Reino Unido e um escritório de vendas na Irlanda para dirimir as barreiras causadas pelo Brexit (saída do Reino Unido, país sede do escritório da Anatomic Limited, da União Europeia).

“Também devem impactar os negócios os altos custos no frete e a demora das entregas provenientes da Ásia, que tem feito com que clientes dos Estados Unidos, Europa e América Latina busquem calçados em fornecedores alternativos aos asiáticos. Neste processo, nossa indústria deve ficar mais competitiva”, avalia.

A mais recente feira com participação da Anatomic Gel foi a Micam, na Itália. Apesar de uma movimentação menor, Conrado conta que negócios aconteceram, com a visitação de mais de 100 relevantes players de 27 países. “A Micam é muito importante para a estratégia da Anatomic Gel. A feira nos surpreendeu positivamente, pois apesar do tamanho reduzido em relação às edições anteriores, teve uma grande presença de compradores internacionais”, comenta. Segundo ele, o retorno aos eventos presenciais será fundamental para a recuperação das exportações brasileiras. “A engrenagem voltou a girar”, comemora.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2022 0 Comentários 660 Visualizações
Business

Exportações com marcas de terceiros impulsionam a indústria calçadista

Por Ester Ellwanger 19/04/2022
Por Ester Ellwanger

Desde o segundo semestre de 2021, a indústria calçadista brasileira experimenta uma retomada que tem como principal fator o aumento das exportações. No ano passado, foram embarcados 123,6 milhões de pares, 32% mais do que em 2020 e 7,3% mais do que no ano que antecedeu a pandemia de Covid-19 (2019). Nos três primeiros meses de 2022, as vendas de calçados para o exterior seguiram o ritmo de elevação, somando mais de 40,74 milhões de pares embarcados ao exterior, 27,3% mais do que no mesmo período de 2021. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), além do arrefecimento de Covid-19, entre os fatores determinantes para a performance estão as exportações com marcas dos clientes internacionais, modelo chamado de private label.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a demanda por produtos para grandes marcas do varejo internacional, especialmente dos Estados Unidos, tem sido fundamental para a retomada das exportações de calçados brasileiros. “É a retomada de um momento importante e histórico da indústria brasileira. Até meados dos anos 2000, quando a China despontou como o mais importante fornecedor de calçados do mundo, o Brasil era um grande exportador de private label, especialmente para os Estados Unidos, o nosso histórico principal destino no exterior”, conta o executivo, ressaltando que naquela época a demanda norte-americana migrou para a Ásia. Após um hiato de quase duas décadas, a procura de compradores dos Estados Unidos por novos fornecedores de calçados, alternativos aos asiáticos, tem alterado a “regra do jogo”.

Segundo Ferreira, se soma à nova configuração no contexto internacional, a evolução da cadeia produtiva nacional, hoje muito mais preparada e competitiva do que em meados dos anos 2000. “Hoje temos uma cadeia completa, que tem desde componentes até o produto final, tudo isso com tecnologia, qualidade, sustentabilidade e design. Além disso, atributos como flexibilidade produtiva para vendas de lotes menores, bem como a preparação para o atendimento personalizado no mercado internacional nos colocam em outro patamar competitivo”, avalia o executivo, acrescentando que a China, embora ainda seja o principal fornecedor de calçados do planeta, vem perdendo força diante das necessidades de consumidores mais exigentes e conscientes, especialmente da América do Norte e Europa.

“O consumidor mundial, cada vez mais, tem dado atenção às origens do produto consumido, em especial aos quesitos de sustentabilidade ambiental, social e econômica. Neste contexto, o Brasil sobressai como o principal fornecedor de calçados do mundo”, comenta.

Neste cenário de incremento da demanda internacional por calçados verde-amarelos, a busca por produtos com marcas de clientes vêm gerando oportunidades para as fábricas brasileiras especializadas no atendimento do mercado de private label. Relatório gerado pela Inteligência de Mercado da Abicalçados aponta que, em 2019, 15,8% dos calçados embarcados para o exterior eram com marcas de clientes internacionais, número que passou para 18,2% no ano passado. “E é um percentual que deve crescer nos próximos anos”, projeta Ferreira.

 

Killana: exportações em alta

Uma das empresas brasileiras que tem se especializado nas exportações com marcas de clientes internacionais é a Killana, de Três Coroas/RS. Fundada em 1997 e atualmente contando com mais de 70 funcionários, a indústria produz de 650 a 700 pares de calçados femininos por dia, dos quais 60% são exportados para países como os Estados Unidos, Itália, Chile, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Polônia, Rússia, Portugal e Romênia. Do total exportado, segundo o diretor comercial da empresa, Marcos Huff, 90% é no modelo de private label. “Um cliente italiano nos encomendou, recentemente, cinco coleções exclusivas”, conta, ressaltando que são demandas comuns e que a Killana tem know-how para o atendimento.

Segundo Huff, o mercado para exportações com marcas dos clientes vem crescendo e as perspectivas são as mais positivas. Huff elenca, ainda, algumas vantagens importantes no modelo de exportação, como a maior proximidade com o cliente final, diante dos apontamentos do varejo, a maior assertividade das coleções e o aprendizado proveniente do relacionamento. “Nós acabamos absorvendo o conhecimento do nosso consumidor final em diferentes mercados para melhoria de processos internos na empresa”, acrescenta.

Depois de registrar dificuldades em 2020, diante das dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19, Huff conta que 2021 fechou com um crescimento de 28% nas exportações. “Ainda não recuperamos todas as perdas, o que deve ocorrer até o final deste ano, quando deveremos retomar os níveis de 2019”, projeta o diretor.

 

Calçados Status: know-how no mercado internacional

Exportando quase a totalidade produzida, a Calçados Status, de Igrejinha/RS, é outro exemplo de atuação no mercado internacional, especialmente por meio do modelo de private label. Fundada em 1977, a tradicional indústria do polo calçadista do Vale do Paranhana emprega diretamente mais de 200 colaboradores e produz uma média de 1,2 mil pares por dia, quase todos embarcados para 35 países, com destaque para Rússia, Chile e países do Leste Europeu.

A gerente de exportações da empresa, Juliana Behrend, destaca que a Status, desde seus primeiros passos, teve como foco a exportação. “Como a maioria das empresas do Sul do Brasil, as exportações iniciaram com private label com os clientes dos Estados Unidos. Com o passar dos anos, a participação norte-americana reduziu e houve a expansão das vendas a outros mercados não tão usuais, como do Leste Europeu e africano”, conta. Atualmente, segundo Juliana, 80% das exportações são com a marca do cliente. “Existem dois modelos de private label, um voltado para o desenvolvimento dos clientes – construção, modelo e materiais -, e o outro quando os compradores colocam suas marcas nos modelos da nossa coleção”, explica a gerente.

O modelo private label para exportações, embora estrategicamente eficaz, exige um cuidado especial por parte da empresa. Juliana conta que a Status mantém um departamento de exportações voltado para o atendimento aos clientes, o que ocorre tanto em feiras internacionais quanto por meio de visitas físicas ou contatos remotos, via telefone, redes sociais e e-mails.

“Temos condições de manter a comunicação em inglês, espanhol e italiano. Todo o follow up de atendimento, assim como pós-venda, faz parte do processo de atendimento aos clientes”, destaca. Outro ponto importante, segundo a gerente, são as eventuais adaptações solicitadas pelos clientes. “Cada mercado tem particularidades, como de calce, por exemplo, sendo que algumas vezes são necessárias conversões de números. Também são solicitados desenvolvimentos de saltos ou solas personalizadas”, conta Juliana, acrescentando que a empresa oferece uma grande gama de possibilidades de materiais e combinações.

Diante do cenário atual e já vislumbrando o contexto pós-pandêmico, Juliana conta que a empresa projeta a retomada e crescimento das vendas nos próximos dois anos. “A projeção de crescimento nas exportações é de 25% a 30% em 2022, na relação com 2021”, avalia a gerente, destacando que o Brasil vem se tornando um potencial fornecedor internacional de calçados diante do crescimento da demanda global.

 

PG4 Galleria: competitividade com marca do cliente

Fundada em 2007, a PG4 Galleria, de Franca/SP, é especializada em calçados masculinos de alto valor agregado e possui um modelo 100% private label, tanto para abastecimento doméstico quanto internacional. Com uma produção de mais de mil pares por dia, dos quais exporta entre 55% e 60% para cerca de 20 destinos internacionais, com destaque para Estados Unidos e países da América Latina, a empresa é uma “camaleoa”, conforme palavras do diretor Giuliano Gera.

Segundo ele, que acumula o know-how de mais de 30 anos no setor calçadista – antes de fundar a PG4 Galleria trabalhou com uma grande empresa exportadora do polo francano -, a produção e exportação private label é como um “lego”. “Nós customizamos a nossa produção de acordo com a demanda do cliente, seja ele doméstico ou internacional. É um trabalho bastante intenso, mas que traz ótimos resultados”, diz. Segundo ele, a empresa, que emprega mais de 140 funcionários, não possui representantes comerciais e atua no relacionamento direto com os compradores, por meio de visitas físicas e reuniões periódicas nos meios digitais.

Gera destaca que o modelo de vendas com marca do cliente traz vantagens competitivas para a empresa, especialmente no mercado internacional. “A briga de marcas, especialmente no mercado externo, é um duelo de titãs. O modelo private label facilita as vendas e dá mais robustez para a empresa. Além disso, nos proporciona uma proximidade maior com o nosso cliente, nos trazendo informações relevantes de diferentes mercados, informações que utilizamos para melhoria de todos os processos na empresa”, avalia o diretor.

Após um 2020 que registrou queda de 50% nos negócios da empresa, Gera espera uma recuperação gradual, que segundo ele deve se dar justamente pelas exportações. “Para 2022, a nossa estimativa é ultrapassar os resultados pré-pandemia em 5% a 10%”, projeta.

 

Sugar Shoes: expansão via private label

Com fábricas em Picada Café/RS, Capela de Santana/RS, Senador Pompeu/CE (duas), Solonópole/CE e Cratéus/CE, o grupo Sugar Shoes é um dos mais importantes players do Brasil, com licenças exclusivas para marcas como Coca-Cola, Aramis, Hurley, entre outras grandes marcas. Fundado em 1998, emprega mais de três mil pessoas de forma direta que produzem, diariamente, mais de 54 mil pares de calçados, dos quais embarcam cerca de 15% para mais de 15 países.

A gerente de Negócios Internacionais do grupo, Mariana Martins, conta que as exportações via private label respondem por mais de 70% dos negócios da companhia. “Hoje temos clientes, nessa modalidade, em países da América Latina e nos Estados Unidos, onde atuamos em parceria com marcas internacionais reconhecidas no mercado da moda”, conta. Segundo ela, a empresa realiza um acompanhamento contínuo dos parceiros, em especial diante dos diferentes calendários e necessidades.

“Para o trabalho, mantemos uma equipe interna de desenvolvimento e vendas dedicada ao mercado internacional”, informa a gerente, ressaltando que alguns clientes private label compram produtos da coleção sem adaptações e outros solicitam desenvolvimentos específicos de acordo com o mercado local e suas necessidades em termos de design e construções. “As exportações são de grande importância para a empresa e garantem um equilíbrio na sazonalidade que acaba acontecendo no mercado interno. O ano fabril das indústrias é formado por períodos em que o mercado doméstico está aquecido, sendo que em outros meses o mercado externo supre a demanda”, avalia Mariana.

Para 2022, Mariana conta que existe uma perspectiva de crescimento nas exportações da empresa, especialmente diante da maior demanda dos Estados Unidos e países latino-americanos, seguindo uma trajetória identificada em 2021, quando o grupo cresceu mais de 50% em receita bruta. Existe um ambiente fragilizado no cenário internacional, especialmente para as importações da Ásia o que, segundo ela, deve seguir auxiliando na prospecção de clientes internacionais. “Prevemos expansão de pelo menos 30% em 2022 nas exportações, podendo dizer que 20% será via private label”, projeta.

 

Qualificação

Desde o ano 2000, a Abicalçados conta com a parceria fundamental da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Naquele ano foi assinado pela primeira vez o convênio que deu origem ao Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados que promove o produto brasileiro no mundo por meio de ações comerciais e de imagem. Da primeira assinatura até 2021, o número de destinos internacionais passou de 99 para mais de 170, corroborando a importância do programa não somente para o incremento, mas para a qualificação das exportações verde-amarelas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2022 0 Comentários 724 Visualizações
Business

Origem Sustentável será apresentado em encontro internacional na Expo Dubai

Por Stephany Foscarini 25/03/2022
Por Stephany Foscarini

A sustentabilidade da cadeia calçadista brasileira será tema de painel no Encontro Anual de Investidores, evento realizado pelo Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos em março. O encontro, que ocorrerá no próximo dia 30, faz parte da programação da Expo Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A apresentação ficará a cargo do diretor da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Roberto Escoto, em painel que irá discutir como os investimentos internacionais podem auxiliar o desenvolvimento da sustentabilidade produtiva. Participam do painel, além do representante brasileiro, dirigentes da Moody’s Analytics, do governo dos Emirados Árabes Unidos, do Fórum Econômico Mundial e da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO).

Segundo Escoto, as empresas brasileiras vêm buscando a adaptação aos conceitos da ESG (Environmental, Social and Governance) para ampliar a competitividade no mercado internacional e um dos cases de sucesso é da cadeia calçadista brasileira, que criou a única certificação de sustentabilidade ambiental, econômica, social e cultural do setor em todo o mundo. Neste contexto, está prevista uma apresentação do Origem Sustentável, programa criado pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Certificação

Com 104 indicadores que levam em consideração as dimensões ambiental, econômica, social e cultural, o Origem Sustentável foi desenvolvido de acordo com os parâmetros internacionais de ESG e vem chamando a atenção do mercado internacional. As certificações acontecem por meio de auditorias externas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), SGS, Intertek, Bureau Veritas e DNV.

Certificando tanto fornecedores de componentes quanto produtoras de calçados brasileiras, o Origem Sustentável já certificou empresas como Boxprint, Caimi & Liaison, Bertex, Tintas Killing, Perfil Injetados, Fibertex, Vulcabras, Bibi, Beira Rio, Usaflex e Piccadilly. Encontram-se em processo de certificação outras gigantes da cadeia calçadista, como Cipatex, Artecola, Lev Termoplásticos, Grupo Cofrag, Branyl, Boxflex, Schutz, Ramarim, Via Marte, Redeplast, Calçados Ala e Bebecê.

Encontro

Iniciativa do governo dos Emirados Árabes Unidos, o Encontro Anual de Investidores tem o objetivo de discutir a atração de investimentos internacionais, estratégias e práticas para o desenvolvimento sustentável visando o crescimento global.

Neste ano, o Encontro acontece durante a programação da Expo Dubai, evento itinerante que acontece a cada cinco anos e termina no próximo dia 31 de março.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/03/2022 0 Comentários 782 Visualizações
Business

Projeto Comprador na Fimec deve gerar US$ 7,5 milhões

Por Stephany Foscarini 10/03/2022
Por Stephany Foscarini

Confirmando o bom momento do setor calçadista brasileiro, o Projeto Comprador Internacional, realizado durante a 45ª edição da Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), em Novo Hamburgo/RS, deve gerar US$ 7,5 milhões entre negócios efetivados na feira e alinhavados durante o evento realizado entre 8 a 10 de março, em Novo Hamburgo/RS. A iniciativa ocorreu no âmbito do By Brasil Components, Machinery and Chemicals, programa de apoio às exportações do setor desenvolvido pela Associação das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Ao todo, foram trazidos para a Fimec 11 compradores internacionais de grupos da Colômbia, Guatemala, Peru e República Dominicana. O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, conta que foram realizadas mais de 230 reuniões e somados negócios na ordem de US$ 2,5 milhões durante o evento. “Para os próximos meses, ficaram alinhavados negócios de cerca de US$ 5 milhões”, informa o gestor. Segundo ele, o resultado confirma o bom momento para as exportações de componentes para calçados. “No ano passado, tivemos um incremento de 22% nas exportações (alcançando US$ 410,3 milhões) e neste ano, já no primeiro mês, foram gerados 17% mais do que em janeiro passado (US$ 37 milhões). Existe uma recuperação em andamento, especialmente puxada pelos mercados latino-americanos. Dos quatro principais destinos das exportações de componentes, três são da América Latina”, comenta Júnior.

Tecnologia

Chamou a atenção os atributos de tecnologia, sustentabilidade, inovação e a já conhecida qualidade dos insumos. Depois de dez anos sem participar de eventos presenciais com os nossos fornecedores brasileiros, foi muito importante esse contato”.

O importador Angel Humberto Velásquez, da Manrique, do Peru, conta que fez 22 contatos com expositores, sendo fechados US$ 25 mil em negócios durante o evento. Para os próximos meses, ficaram alinhavados negócios na ordem de US$ 200 mil, somando mais de US$ 225 mil em negócios com a participação no Projeto Comprador Internacional. “Chamou a atenção os atributos de tecnologia, sustentabilidade, inovação e a já conhecida qualidade dos insumos. Depois de dez anos sem participar de eventos presenciais com os nossos fornecedores brasileiros, foi muito importante esse contato”, avalia Velásquez.

Outro importador satisfeito foi Daniel Backes, da Euro Components, da República Dominicana, que ressalta que foram realizados 12 contatos com expositores da Fimec, sendo fechados, in loco, negócios na ordem de US$ 50 mil. Para os próximos meses, ficaram alinhavados mais de US$ 50 mil em negócios, totalizando compras de US$ 100 mil com a participação. Segundo ele, chamou a atenção da empresa os atributos de qualidade, design e tecnologia dos expositores.

Fimec

Realizada entre os dias 8 e 10 de março, a Fimec reuniu 280 expositores de máquinas e insumos para o setor calçadista, sendo visitada por mais de 25 mil compradores do Brasil e do mundo, especialmente dos países latino-americanos. O evento ocorreu nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo/RS.

Sobre o By Brasil Components, Machinery and Chemicals

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 300 empresas, do projeto By Brasil Components, Machinery and Chemicals, realizado pela Assintecal, ApexBrasil e Abrameq, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail: relacionamento@assintecal.org.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2022 0 Comentários 383 Visualizações
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