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agronegócios

Business

Procura por búfalos amplia realização de remates de primavera da espécie

Por Ester Ellwanger 23/09/2026
Por Ester Ellwanger

A procura por búfalos nos remates de primavera tem levado a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) a ampliar a frequência das vendas ao longo da estação. A oitava edição do Remate de Bubalinos será realizada em 6 de outubro, a partir das 18h, em Glorinha, em parceria com a Santa Úrsula Remates.

A presidente da Ascribu, Desireé Möller, relaciona a maior procura ao período de recuperação das pastagens, que ocorre com a elevação das temperaturas e o alongamento dos dias. “A primavera é uma época muito boa para a compra de animais, porque agora os campos começam a brotar de forma intensa com o passar dos dias mais longos e mais quentes”, afirma.

Segundo Desireé, a procura pelos bubalinos também tem aparecido entre criadores de gado em geral que participam dos leilões realizados pelas casas de remates. Ela atribui esse interesse à capacidade de conversão alimentar dos animais e observa que a demanda tem sustentado a realização de mais de um remate na primavera. “É muito bom ver que os criadores de gado geral pedem nas casas de leilões eventos também com búfalos”, relata.

A expectativa da dirigente é que a comercialização continue após a edição de outubro, caso a oferta disponível não seja suficiente para atender à procura. “Estamos indo para a oitava edição e não é uma edição anual. Geralmente são duas por ano, porque os remates de outubro acabam tendo tanto sucesso e faltam animais para venda”, explica Desireé. Por esse motivo, a Ascribu costuma repetir o remate de primavera no fim de novembro ou no início de dezembro.

Foto: Nestor Tipa Júnior/Divulgação | Fonte: Assessoria

23/09/2026 0 Comentários 42 Visualizações
Business

Mercado para todos: Pequeno, regional, produtivo e muito lucrativo

Por Ester Ellwanger 23/09/2026
Por Ester Ellwanger

O mercado lácteo brasileiro tem lugar para todos. É possível produzir em pequena escala para atender ao consumo regional e, mesmo assim, ser competitivo e construir um negócio muito lucrativo. O conceito é a tônica da palestra do economista e pesquisador, Paulo do Carmo Martins. Ex-diretor da Embrapa, ele abordará os rumos da competitividade no setor lácteo, independentemente do porte ou tamanho da propriedade na palestra “O futuro do leite chegou, e agora?”, prevista para ocorrer no dia 14 de outubro durante o Milk Summit Mercosul, em Ijuí.

Para se diferenciar mesmo com um porte menor, é preciso reduzir custos e aumentar produtividade, mantendo foco na excelência de processos e qualidade. “Não dá para ser um produtor sem negociar, muito se fala da produção e pouco dos negócios”, pontuou o especialista.

Durante sua palestra em Ijuí, ele contará a história de dois jovens, Antônio e João. Eles são da mesma idade, mesma escolaridade e moram no mesmo município. Ambos resolvem empreender. Antônio quer fazer a vida como produtor de leite. Já João, como dono de laticínios. A história avança, as dificuldades vêm e ao final, o consultor promete uma conclusão inusitada. “Os produtores estão evoluindo a olhos vistos. Conversam entre si, buscam informações técnicas e econômicas”, frisou.

Setorialmente, diz Paulo Martins, é preciso desatrelar as vendas do leite do mercado de commodity e buscar maior valor agregado. “Os produtores precisam ser melhor remunerados, o setor precisa encontrar novas estratégias de comercialização”, disse, reforçando que encontros como o Milk Summit são importantes para unir produtor e indústria em um único objetivo.

E disse mais: “Precisamos de experiências externas para resolver os problemas. Apresentar visões diferentes vindas de outros países traz muita riqueza”, recomendou.

Milk Summit Mercosul 2026

O Milk Summit Mercosul 2026 é uma realização conjunta do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi), da Prefeitura Municipal de Ijuí, da Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí. O evento conta com o patrocínio Diamante de Fecoagro/RS, Italac, Lactalis, Piracanjuba e Tetra Pak; Ouro: Sicredi das Culturas RS/MG e Sistema FIERGS; Prata: Unianálises/Univates; Bronze: Launer Química, Santa Clara, Senar e Suifarma. Apoio Plus: Laticínios Frizzo e Apoio: Unijuí, SulPasto, VS Lunardi Genética Bovina e Cogent Brasil.

Foto: Vitor Martins /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/09/2026 0 Comentários 54 Visualizações
Variedades

Produtividade da soja deve recuar na safra 2026/27 sob risco climático

Por Ester Ellwanger 21/09/2026
Por Ester Ellwanger

A produtividade média da soja brasileira deve recuar na safra 2026/2027, segundo a última projeção divulgada ela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além da elevada base de comparação do ciclo anterior, a estatal cita os riscos climáticos para a nova temporada, que começa sob previsão de mais de 90% de probabilidade de ocorrência de um El Niño muito forte entre setembro e novembro.

Para o vice-presidente da Elicit Plant para Brasil e América Latina, Reinaldo Bonnecarrere, o cenário aumenta a necessidade de antecipar o manejo dos estresses nas lavouras. O problema, segundo ele, é que a perda de potencial produtivo pode começar antes de a planta apresentar sinais claros no campo. “Quando vemos a folha murchando ou mudando de aspecto, muitas vezes ela já passou por uma série de alterações fisiológicas”, afirma.

Expectativa para 2026/27

A Conab projeta 181,64 milhões de toneladas de soja em 2026/27, com área de 49,3 milhões de hectares. A produção deve crescer mesmo com a expectativa de ligeira redução do rendimento médio, enquanto o milho poderá alcançar 148 milhões de toneladas e ampliar a área cultivada nas três safras. O clima será uma das variáveis desse resultado. O boletim mais recente sobre o El Niño, elaborado por Inpe, Inmet e outros órgãos federais, também indica 100% de probabilidade de permanência do fenômeno pelo menos até o início de 2027. Para o trimestre de setembro a novembro, a tendência é de chuvas acima da média em áreas do Sul e abaixo da média no centro-norte do país.

Bonnecarrere explica que a distribuição da água e o estágio da cultura em que ocorre a restrição podem determinar o tamanho do impacto. “Não se trata apenas de ter ou não chuva. É preciso saber quanto tempo dura o intervalo sem precipitação e em que fase a planta está naquele momento”, diz.

Quando falta água, a planta começa a alterar seu funcionamento para reduzir as perdas. Entre as primeiras respostas está o fechamento dos estômatos, mecanismo que diminui a transpiração, mas também interfere nas trocas gasosas e na fotossíntese. Estudos da Embrapa Soja mostram que o déficit hídrico pode provocar queda de flores, abortamento de vagens e redução do peso dos grãos. O impacto tende a ser maior durante o período reprodutivo, principalmente entre a floração e o enchimento.

Esse comportamento muda a lógica de manejo, segundo Bonnecarrere. “A planta não precisa estar murcha para estar sob estresse. Em determinadas fases, o potencial de rendimento pode estar sendo comprometido enquanto visualmente a lavoura ainda parece normal”, explica.

Prevenção

A prevenção envolve genética, época de semeadura, estrutura e cobertura do solo, matéria orgânica, desenvolvimento radicular, disponibilidade de água e acompanhamento climático. Nesse conjunto, a Elicit Plant trabalha com a plataforma EliTerra®️, baseada em fitosteróis de origem vegetal e voltada à preparação fisiológica das plantas antes e durante situações de estresse. A tecnologia utiliza o conceito de priming, que busca estimular mecanismos naturais de resposta antes que a condição adversa provoque danos mais severos. Bonnecarrere ressalta que a ferramenta entra de forma complementar. “Não substitui genética, solo, irrigação ou manejo. É mais uma camada dentro de uma estratégia de redução do risco produtivo”, observa.

O efeito econômico ganha peso principalmente nos sistemas de soja seguidos pelo milho segunda safra. Um atraso provocado por condições climáticas na oleaginosa pode deslocar a colheita e reduzir a janela disponível para o cereal, cuja produtividade depende também das condições encontradas ao longo do ciclo.

“O produtor precisa traduzir esse risco em sacas por hectare. Quanto custa perder três, cinco ou dez sacas em uma área por causa de um período de estresse?”, questiona Bonnecarrere. Segundo ele, produtividade potencial, preço, custo operacional e exposição climática precisam entrar nessa conta.

Nos ensaios divulgados pela Elicit Plant, o EliZon apresentou incremento médio de 7,5% na produtividade da soja, equivalente a cerca de 4,6 sacas por hectare. No milho, avaliações realizadas ao longo de quatro safras apontaram aumento médio de 9,4%, ou 10,1 sacas por hectare. A companhia ressalta que os resultados variam conforme ambiente, genética, manejo, intensidade e momento do estresse. Em áreas específicas de milho submetidas a múltiplas condições adversas, foram registrados incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare, números tratados pela empresa como resultados de ensaios e não como expectativa uniforme para as lavouras.

Para Bonnecarrere, o objetivo da antecipação é preservar uma parcela maior do potencial da cultura antes que a perda se torne irreversível. “Chuva depois do estresse pode recuperar a planta, mas não necessariamente recupera o potencial produtivo que ela perdeu”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

21/09/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Business

Hereford e Braford concentram 75,6% do valor de comercialização de bovinos na Expointer

Por Ester Ellwanger 18/09/2026
Por Ester Ellwanger

As raças Hereford e Braford concentraram 75,6% do faturamento bovino registrado nos remates, leilões e feira analisados durante a 49ª Expointer. Juntas, movimentaram R$ 2.603.439,00, com negócios envolvendo animais que também obtiveram premiações nas pistas ao longo de 2026.

Entre os destaques da raça Hereford esteve a comercialização de 50% de Dom Vitor 644 “Shakira” por R$ 51 mil, conferindo à terneira uma valorização total de R$ 102 mil. Da Agropecuária Dom Vitor, de Santa Vitória do Palmar (RS), Shakira integrou, na categoria Rústicos, o trio Grande Campeão da Exposição Nacional de Hereford e Braford 2026 e o lote Grande Campeão da Expointer 2026, além de fazer parte do lote Grande Campeão Polled Hereford PO.

Na raça Braford, um dos principais negócios envolveu a novilha Jasmine, da Fazenda Pitanga, em parceria com a Genética Vacacaí. Um terço do animal foi comercializado por R$ 189 mil, totalizando uma valorização de R$ 567 mil. A fêmea também chegou à Expointer com resultado obtido nas pistas em 2025, após ser consagrada Grande Campeã Terneira durante o Congresso Mundial Braford.

Na avaliação da associação, os resultados alcançados evidenciam a confiança dos investidores e o trabalho desenvolvido pelos criadores na seleção de animais produtivos e eficientes, com capacidade de contribuir para a evolução da pecuária. A entidade considera ainda que, além dos resultados nas pistas, o desempenho comercial de Hereford e Braford na 49ª Expointer demonstra a posição das duas raças entre as principais participantes das negociações bovinas do evento.

Foto: Gustavo Rafael/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

18/09/2026 0 Comentários 74 Visualizações
Business

Genética bubalina gaúcha chega ao Amapá a partir de negócio na Expointer

Por Ester Ellwanger 10/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Fazenda Panorama, de Camaquã, fechou durante a 49ª Expointer uma negociação de búfalos com destino ao Amapá, levando genética produzida no Rio Grande do Sul ao Norte do país. A propriedade também já comercializou animais para outros estados brasileiros e realizou exportações para Argentina e Uruguai a partir de contatos feitos na exposição.

A comercialização integra os negócios gerados pela presença da bubalinocultura gaúcha na feira, que contou com a participação da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). A exposição também funcionou como ponto de contato entre criadores e compradores interessados em animais que nem sempre estão presentes no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

O titular da Fazenda Panorama, Delfino Beck Barbosa, afirma que parte das negociações começa durante a Expointer e é concluída posteriormente. “A Expointer é uma vitrine. Nem sempre se vende muito aqui, mas já exportamos animais para Argentina e Uruguai e vendemos para diferentes estados brasileiros a partir de contatos feitos na feira”, relata.

O negócio com o Amapá envolveu animais que estavam fora do parque de exposições. Barbosa explica que esse tipo de operação permite que compradores conheçam durante a feira os criatórios e a genética disponível para, depois, definirem os animais que serão adquiridos.

Para o produtor, o desempenho comercial registrado em 2026 indica continuidade da procura por búfalos. “É um ano excepcional. Pelas informações que temos, acredito que este ano ainda será bom e que o ano que vem também deve ser muito bom”, avalia Barbosa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

10/09/2026 0 Comentários 97 Visualizações
Business

Be8 estreia casa na Expointer e apresenta avanços da nova planta de etanol e glúten

Por Ester Ellwanger 02/09/2026
Por Ester Ellwanger

A Be8, empresa brasileira nascida em Passo Fundo e a maior produtora de biodiesel do país, tem, pela primeira vez, uma casa própria na Expointer, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O espaço é a base da companhia para uma agenda de relacionamento e geração de negócios.

O principal destaque é o trabalho de fomento da cadeia de cereais, desenvolvido para garantir matéria-prima ao novo complexo industrial de etanol e glúten construído em Passo Fundo. A cidade terá a primeira grande biorrefinaria de etanol de cereais e a primeira planta de glúten vital em escala industrial do Brasil, capaz de processar 525 mil toneladas de grãos por ano e produzir até 210 milhões de litros de etanol. O projeto ainda vai gerar empregos e criar uma nova demanda estruturante para os cereais gaúchos, além de reduzir a dependência do Rio Grande do Sul em relação ao etanol importado de outras regiões.

Em um cenário de pressão sobre a rentabilidade do produtor no Rio Grande do Sul, a Be8 transforma desafios em oportunidades ao dar destaque a este cultivo. Criar uma nova demanda industrial por meio do projeto de etanol e glúten, agregando valor à produção, diversificando receitas, maximizando resultados e fortalecendo toda a cadeia produtiva.

Reforçando seu compromisso com a cadeia do agronegócio, a Be8 também produzirá DDGs, disponibilizando aos pecuaristas uma alternativa de alta qualidade e elevado valor nutricional para a alimentação animal.

 

Casa Be8

A Casa Be8 também apresentará soluções para a descarbonização das operações do agronegócio, com destaque para o Be8 BeVant®️, biocombustível renovável que pode substituir integralmente o diesel convencional nos motores atualmente em operação sem exigir investimento ou mudança na engenharia, com garantia da redução de emissões de GEE em 99%, calculadas de acordo com a metodologia do GHG Protocol.

“Ter uma casa própria na Expointer representa estar ainda mais perto do produtor. Nosso principal compromisso é construir, junto com o campo, uma nova cadeia para o trigo e outros cereais, garantindo demanda, destino industrial e oportunidades de comercialização. Esse movimento deve gerar mais negócios, renda, empregos e desenvolvimento para a economia regional. Ao mesmo tempo, mostraremos que já existe uma solução desenvolvida no Rio Grande do Sul capaz de iniciar agora a descarbonização das operações que dependem de motores a diesel convencional”, afirma Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8. A conclusão das obras está prevista para o final de 2026, com início das operações projetado para início de 2027.

 

Fomento começa antes da porteira

A ligação da Be8 com o produtor começa muito antes da entrada dos grãos na indústria. Para viabilizar o abastecimento da nova planta de etanol, a companhia vem estruturando uma rede de fomento que envolve produtores, cooperativas, empresas de genética, multiplicadores de sementes, assistência técnica e contratos de comercialização.

Com destaque para o trigo, a Be8 já possui contratos em mais de 40 mil hectares na região, considerando áreas implantadas, em desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. O movimento é parte da construção de uma cadeia capaz de oferecer ao produtor maior previsibilidade para investir no trigo e garantir matéria-prima com as características exigidas pela indústria.

Um dos pilares dessa iniciativa é o acesso a sementes de genética avançada. Em parceria com a GDM – Biotrigo Genética, a Be8 foi licenciada a cultivar o BS Etanol 8, desenvolvida com altos teores de amido e proteína, características estratégicas para maximizar a eficiência industrial na produção de etanol e glúten. O programa também contempla cultivares que combinam elevado potencial produtivo, resistência a doenças e qualidade industrial. Destaque também para a parceria comercial firmada com a OR Genética para a cultivar ORS Selvagem, ampliando o portfólio de materiais disponíveis aos produtores e a parceria com a Embrapa para desenvolvimento do triticale.

As parcerias com cooperativas, cerealistas e produtores permitem orientar o manejo das lavouras e organizar a recepção e a comercialização dos grãos. Dessa forma, a Be8 busca construir uma cadeia completa: da escolha da cultivar ao acompanhamento técnico, passando pelo plantio, pela compra da produção e pela transformação industrial do cereal.

A demanda adicional poderá ampliar em cerca de 20% o mercado de trigo no Rio Grande do Sul, criando um destino permanente para a produção e estimulando o aproveitamento econômico das áreas agrícolas durante o inverno.

 

Be8 BeVant®️ já atende mais de 100 clientes

Outro destaque da Casa Be8 será o Be8 BeVant®️, biocombustível desenvolvido para a descarbonização imediata de motores do ciclo diesel. O produto pode ser utilizado de forma 100% pura em caminhões, ônibus, máquinas agrícolas, equipamentos de mineração, geradores, locomotivas e embarcações, sem necessidade de adaptações nos motores ou de investimentos em uma nova infraestrutura de abastecimento.

O Be8 BeVant®️ mantém desempenho operacional equivalente ao diesel convencional e proporciona redução de 99% das emissões de gases de efeito estufa, considerando a avaliação do tanque à roda.

O produto já atende mais de 100 clientes no Brasil, em segmentos como agronegócio, mineração, transporte de passageiros e cargas, geração de energia e operações marítimas e ferroviárias.

 

Qualidade e desempenho validados

A produção e a comercialização do Be8 BeVant®️ são autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e o produto e seu processo de fabricação contam com patente de invenção concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Durante seu desenvolvimento, o biocombustível passou por testes de bancada e provas de conceito, com validações realizadas por empresas como Mahle, fornecedora de componentes automotivos; FPT Industrial, fabricante de motores a diesel; e Brazil Motorsport.

Na Europa, a qualidade do produto foi atestada pela SGS, empresa global de certificação de combustíveis e parceira técnica da Be8, após análises laboratoriais comparativas com outros 20 biocombustíveis. Em testes realizados com um caminhão Mercedes-Benz Actros no campo de provas da Daimler Truck, na Alemanha, o Be8 BeVant®️ apresentou desempenho equivalente ao diesel convencional utilizado no mercado europeu.

No Brasil, a Rota Sustentável COP30 colocou o biocombustível à prova em caminhões e ônibus Mercedes-Benz durante mais de 4 mil quilômetros entre Passo Fundo e Belém. As medições, realizadas pelo Instituto Mauá de Tecnologia, apontaram redução de 99% nas emissões de gases de efeito estufa, mantendo a performance dos veículos.

A combinação de uso comercial, avaliações laboratoriais e testes em condições reais de operação reforça a segurança, a qualidade e a capacidade do Be8 BeVant®️ de contribuir imediatamente para a transição energética.

 

 Certificações

A Be8 responde por cerca de 13% do mercado nacional de biodiesel e tem seis unidades industriais, com capacidade instalada de 1,71 bilhão de litros por ano. As operações contam com certificação RenovaBio, ISCC EU — que comprova critérios de sustentabilidade e permite a comercialização de biocombustíveis na Europa — e registros da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) no programa Renewable Fuel Standard.

A companhia foi a primeira empresa de biocombustíveis da América do Sul a conquistar a certificação CARB, da Califórnia, enquanto seus laboratórios de Passo Fundo (RS) e Marialva (PR) são acreditados pelo Inmetro conforme a norma internacional ABNT NBR ISO/IEC 17025, reforçando a confiabilidade técnica e a qualidade do biodiesel produzido.

 

Sobre a Be8

Fundada em 2005 a Be8 é uma empresa brasileira de energias renováveis que implementa novas matrizes energéticas por meio de um ecossistema circular de inovação. Com sede em Passo Fundo (RS), a companhia possui unidades produtivas no Brasil, no Paraguai e na Suíça, além de escritórios de negócios no Brasil e no exterior. Seu portfólio reúne biodiesel, Be8 BeVant®️, etanol, produtos para alimentação humana e animal e outras soluções voltadas à descarbonização.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

02/09/2026 0 Comentários 67 Visualizações
Business

Medida provisória sobre renegociação de dívidas exige atenção a contratos e prazos

Por Gabrielle Pacheco 17/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

A Medida Provisória nº 1.376, de 15 de julho de 2026, criou linhas de crédito para liquidação ou amortização de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural (CPR). A medida atende produtores rurais e cooperativas de produção agropecuária, com prazo de 120 dias para as contratações.

Antes de procurar a instituição financeira, o produtor deve separar os contratos e verificar a finalidade, a data e a situação de cada operação. “A medida estabelece critérios diferentes conforme o tipo de financiamento e o percentual de perdas da produção e da renda, por isso a análise precisa ser detalhada”, orienta o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss.

Poderão ser enquadradas operações de custeio, comercialização e industrialização renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, desde que estejam adimplentes na contratação da nova linha. Também entram contratos dessas modalidades firmados até 31 de dezembro de 2025 que ficaram inadimplentes a partir de 1º de janeiro de 2024 e permaneciam nessa situação em 31 de maio de 2026. Parcelas de investimentos vencidas ou com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026, originadas de operações contratadas até 31 de dezembro de 2025 também poderão ser incluídas.

Nas condições gerais, o produtor deverá comprovar perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025, provocadas por eventos climáticos ou pela redução dos preços dos produtos agropecuários. A queda mínima exigida é de 30% da renda bruta, comprovada por laudo técnico emitido por profissional habilitado.

Os limites são de R$ 400 mil para beneficiários do Pronaf, R$ 2 milhões para o Pronamp e R$ 4 milhões para os demais produtores, com juros de 6%, 9% e 12% ao ano, respectivamente. O pagamento poderá ser feito em até oito anos, com a primeira parcela dois anos depois da contratação e cobrança de juros durante a carência.

Para quem comprovar perdas em três ou mais safras e redução mínima de 40% da renda, os limites sobem para R$ 500 mil no Pronaf, R$ 2,5 milhões no Pronamp e R$ 8 milhões para os demais produtores. As taxas serão de 5%, 8% e 11% ao ano, com prazo de até dez anos.

A medida não inclui dívidas inscritas na Dívida Ativa da União, operações com recursos do Fundo Social, contratos fora do sistema financeiro e determinadas operações vinculadas à Medida Provisória nº 1.314/2025. Também prevê linha complementar para valores acima dos limites, prorrogação de parcelas de operações adimplentes por até 30 dias e nova operação para liquidação ou amortização de CPRs com liquidação financeira.

Buss recomenda que o produtor reúna contratos, documentos sobre a situação das dívidas e os laudos que comprovam as perdas para então formalizar o pedido. “A MP ainda será regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional, porém, o prazo é limitado e o enquadramento depende da adequada documentação, por isso a organização deve começar pela identificação das operações que atendem às condições da medida”, conclui.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

17/07/2026 0 Comentários 176 Visualizações
Business

Exportações de carne suína totalizaram 93,5 mil toneladas em junho

Por Ester Ellwanger 06/07/2022
Por Ester Ellwanger

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram 93,5 mil toneladas em junho, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 14% menor que o registrado no mesmo período de 2021, com 108,8 mil toneladas.

As vendas internacionais do setor geraram receita de US$ 219,1 milhões em junho, valor 18,9% menor que o registrado no sexto mês do ano passado, com US$ 270,2 milhões.

No semestre, as exportações de carne suína totalizaram 510,2 mil toneladas, 9,3% inferior ao acumulado nos primeiros seis meses de 2021, com 562,7 mil toneladas.

A receita acumulada este ano alcançou US$ 1,115 bilhão, número 17,4% inferior ao registrado no primeiro semestre do ano passado, com US$ 1,349 bilhão.

“Após o desempenho ocorrido em 2021, vemos as exportações de carne suína manterem patamares de estabilidade nos últimos meses, com volumes superiores ao período anterior às crises sanitárias de Peste Suína Africana em importantes nações produtoras. Os novos patamares de exportações mantidos pelo Brasil neste primeiro semestre estão 230 mil toneladas maiores que o desempenho registrado em 2018, período anterior aos efeitos da enfermidade”, analisa Ricardo Santin, presidente da ABPA.

 

Principais mercados

Entre os principais destinos das exportações de carne suína estão a China, com 37,2 mil toneladas (-36,7%), Filipinas, com 9,4 mil toneladas (+229,2%), Hong Kong, com 7,9 mil toneladas (-5,9%), e Vietnã, com 4,3 mil toneladas (+14,9%).

“As nações asiáticas seguem protagonistas entre os destinos das exportações brasileiras de carne suína. Há tendência de alta nas vendas no médio prazo, face ao incremento contínuo do consumo de proteína animal nesta região. Exemplo disso são as Filipinas, que neste mês ganharam forte presença nos dados dos embarques, assumindo o segundo posto. O Brasil tem se posicionado como parceiro estável e confiável para atender esta demanda adicional da Ásia”, destaca Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

 

Rio Grande do Sul

Mesma situação registrou o Estado, que acompanhou a tendência nacional e registrou desaceleração tanto em volume quanto em receita nas exportações de carne suína neste primeiro semestre de 2022.

As exportações alcançaram 114,57 mil toneladas, volume 25,44% menor em relação aos embarques registrados no mesmo período de 2021, que foram de 153,67 mil toneladas.

O saldo em dólares nos primeiros seis meses deste ano chegou a quase US$ 250 milhões. A receita acumulada foi de US$ 249,76 milhões, valor 34,77% inferior ao obtido entre janeiro e junho do ano passado, quando resultou em US$ 382,88 milhões.

Os embarques gaúchos em março registraram 22,10 mil toneladas, tamanho 27,14% menor em relação ao exportado no mesmo período do ano anterior, que foi de 30,34 mil toneladas. As vendas foram de US$ 51,73 milhões. O valor é 33,61% menor que o obtido no sexto mês de 2021, que foi de US$ 77,93 milhões.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

06/07/2022 0 Comentários 652 Visualizações
Business

Exportações de carne de frango crescem 8,8% em junho

Por Ester Ellwanger 06/07/2022
Por Ester Ellwanger

Levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostra que as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 432,5 mil toneladas em junho, volume que supera em 8,8% os embarques realizados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 397,4 mil toneladas.

Em receita, as vendas de junho totalizaram US$ 951,7 milhões, desempenho 46,3% maior que o realizado no sexto mês de 2021, com US$ 650,6 milhões.  As exportações totais registradas ao longo do primeiro semestre alcançaram 2,423 milhões de toneladas, volume 8% superior ao registrado nos seis primeiros meses de 2021, com 2,244 milhões de toneladas. Em receita, a alta do semestre é de 36%, com US$ 4,728 bilhões em 2022, contra US$ 3,476 bilhões em 2021.

“A inflação global dos alimentos e os efeitos dos custos de produção, assim como as consequências para o comércio internacional dos inúmeros focos de influenza aviária em várias partes do mundo, tiveram influência direta no resultado das exportações brasileiras de carne de frango de junho. Os mercados internacionais enfrentam dificuldades para manter os níveis das produções locais. Como contramedidas, demandam volumes junto a parceiros confiáveis, sanitariamente seguros e estáveis, como o Brasil”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 

Principais mercados

No ranking dos principais destinos de junho, destaque para a China, com 46,5 mil toneladas (-18%), Arábia Saudita, com 39 mil toneladas (+69%), Japão, com 37,1 mil toneladas (+3%), Emirados Árabes Unidos, com 35,6 mil toneladas (+18%), Filipinas, com 21,1 mil toneladas (+9%), e Coreia do Sul, com 18,4 mil toneladas (+67%).

“A maior parte dos nossos principais clientes internacionais vêm aumentando o volume das compras. Neste contexto, destacam-se mercados do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, que recentemente reabilitou parcialmente plantas brasileiras, tendo voltado inclusive a comprar volumes de patamares históricos. Também foram relevantes as altas de determinados mercados da Ásia, como as Filipinas e a Coreia do Sul, que assumiram, respectivamente, o quinto e o sexto postos entre os principais importadores de junho. Além disso, o preço médio obtido com as exportações também vêm evoluindo nos últimos meses, dentro de um contexto de necessidade em função dos custos de produção”, avalia Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

06/07/2022 0 Comentários 730 Visualizações
Business

SIAVS promove imersão na sustentabilidade do setor com espaço multissensorial

Por Ester Ellwanger 05/07/2022
Por Ester Ellwanger

A sustentabilidade na avicultura e na suinocultura do Brasil estarão em evidência em um espaço multissensorial instalado em meio ao Salão Internacional da Avicultura e da Suinocultura (SIAVS), maior evento dos setores no país, que será realizado entre os dias 9 e 11 de agosto no Anhembi Parque, em São Paulo (SP).

Com o objetivo de promover uma imersão na cadeia produtiva, o SIAVS Experience — nome dado ao espaço — contará com uma área de mais de 70 metros quadrados destinados exclusivamente para a experiência.

Serão diversas telas imensas de LED em um labirinto com jogos de espelhos, além de uma sala com projeção mapeada que promove ilusão de ótica em três dimensões. A experiência é completa pela sonorização e pelo cheiro de terra molhada, que é liberado estrategicamente por odorizadores espalhados pelo espaço.

A experiência será pautada por apresentações sobre os setores, a produção de alta qualidade, o papel do país como parceiro pela segurança alimentar e a importância da superação das barreiras para a produção e distribuição de alimentos no mundo, além da campanha internacional de sustentabilidade mantida pela ABPA — com o tema “Good Food for the People and the Planet”, ou “Boa Comida para as Pessoas e o Planeta”.

“Além de negócios e geração de conhecimento, o SIAVS é uma grande vitrine do nosso setor para o mundo. É uma oportunidade única para compartilharmos valores e informações importantes sobre as características que fazem de nossa cadeia produtiva sustentável e estratégica para a segurança alimentar global”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

O SIAVS

Principal encontro da avicultura e da suinocultura do Brasil, o SIAVS 2022 será ainda maior que a edição anterior, realizada em 2019. A área comercial foi expandida em 30%, adicionando novos anexos ao espaço tradicionalmente ocupado pela feira. A comercialização de espaços já foi praticamente encerrada.

Além das oportunidades de negócios, o SIAVS será palco do maior congresso técnico do setor, com intensa programação e mais de 100 palestrantes do Brasil e de outros países. O peso político do evento é outro diferencial. São esperadas autoridades dos poderes executivos e legislativos nacionais, e dos estados, ampliando o papel do evento como principal ponto de debate dos rumos dos setores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/07/2022 0 Comentários 773 Visualizações
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