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agroecologia

Projetos especiais

PNAE Agroecológico atua com 11 famílias em Montenegro

Por Jonathan da Silva 31/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Agroecológico selecionou 11 famílias de Montenegro para ampliar a produção de alimentos agroecológicos destinados à merenda escolar. O município é um dos cinco do Rio Grande do Sul escolhidos para participar da iniciativa, que terá duração prevista de quatro anos e reúne poder público, instituições de pesquisa e organizações ligadas à alimentação saudável. O projeto busca fortalecer a agricultura familiar, ampliar a oferta de alimentos agroecológicos nas escolas e aproximar a produção local da alimentação escolar.

Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Montenegro, Felipe Kayser Lampert, o programa prevê acompanhamento técnico das famílias participantes. “Não se trata apenas de produzir para a merenda escolar. O objetivo é construir sistemas produtivos mais sustentáveis, reduzir custos, melhorar a qualidade dos alimentos e tornar as propriedades economicamente mais fortes no longo prazo”, destaca Lampert.

A iniciativa pretende ampliar os conhecimentos técnicos dos agricultores, diversificar culturas e criar condições para a geração de renda associada a práticas de produção com menor impacto ambiental. A proposta também deverá servir de referência para políticas públicas voltadas à produção agroecológica em outras regiões do país.

Da contabilidade para a agroecologia

Entre as agricultoras participantes está Caroline Cattermann, que trabalhou por mais de oito anos na área de contabilidade antes de mudar de atividade. O contato com a agroecologia ocorreu em 2017, durante um curso da Emater. Desde 2021, ela se dedica integralmente à produção de alimentos livres de agrotóxicos.

Na propriedade, Caroline cultiva folhas, verduras, frutas, aipim e flores comestíveis. A produção é associada a ações de recuperação da biodiversidade. Com a participação no PNAE Agroecológico, a agricultora pretende ampliar os mercados, investir em equipamentos e aperfeiçoar as técnicas de produção. O projeto também prevê o incentivo ao plantio de árvores nativas e à conservação ambiental.

Retomada da produção

Na propriedade de Fernanda Fraga Prade e da mãe, Clariza Andrioli Fraga, o programa ocorre durante a retomada das atividades agrícolas. A família havia interrompido a produção de hortifrúti em razão de problemas de saúde e voltou ao cultivo utilizando canteiros elevados e práticas sem agrotóxicos.

Atualmente, as agricultoras fornecem feijão, beterraba e repolho para a merenda escolar e planejam ampliar a variedade de verduras e legumes. Entre os próximos investimentos está a instalação de uma agroindústria para a produção de alimentos minimamente processados. Para a família, o acompanhamento técnico do programa oferece suporte para a retomada dos investimentos na propriedade.

Transição para a produção orgânica

A família de Rosa Elaine Garcia e José Augusto Bagatini iniciou a produção convencional de melancia em 2000 e começou a transição para a agroecologia em 2007. Em 2011, José sofreu uma intoxicação provocada pela deriva do herbicida 2,4-D aplicado em uma propriedade vizinha. O episódio reforçou a decisão da família de manter a produção de alimentos sem agrotóxicos.

Certificados como produtores orgânicos há um ano, Rosa e José participam do PNAE Agroecológico com o objetivo de consolidar a produção. A família também envolve a nova geração na atividade. A filha Ana Helena, de oito anos, afirma que pretende ser “médica de plantas”.

Jovens na atividade rural

A sucessão familiar é outro aspecto presente no projeto, como na propriedade de Carlos Ernesto Koch e do filho Arthur Ernesto Koch. Filho de agricultores, Carlos mantém atividades de produção de melancia, silvicultura e pecuária de corte. Embora seja formado em Contabilidade, permaneceu ligado à produção rural.

O filho Arthur conclui neste ano o curso da Escola Família Agrícola da Serra. A família pretende utilizar o programa para aprender novas técnicas de cultivo, produzir melão e pepino destinados ao PNAE, reduzir o uso de inseticidas e aumentar a rentabilidade da propriedade por meio da diversificação.

Produção e mercado

O secretário municipal de Desenvolvimento Rural de Montenegro, Vlademir Ramos Gonzaga, relaciona o projeto à aproximação entre a produção rural e as escolas. “Quando a escola compra alimentos produzidos por agricultores do próprio município, todos ganham”, afirma o titular da pasta.

As crianças recebem produtos mais frescos e saudáveis, enquanto os produtores têm mercado, renda e incentivo para investir em sistemas cada vez mais sustentáveis. É um ciclo que beneficia toda a comunidade”, conclui Vlademir Ramos Gonzaga.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2026 0 Comentários 18 Visualizações
Projetos especiais

PNAE Agroecológico será lançado na Festa da Uva e beneficiará 90 famílias gaúchas

Por Jonathan da Silva 23/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) Agroecológico será lançado no próximo dia 26 de fevereiro, às 14h, nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, com a participação de prefeitos, agricultores e representantes de entidades parceiras. A iniciativa será implementada nos municípios de Antônio Prado, Caxias do Sul, Ipê, Montenegro e Porto Alegre, com o objetivo de ampliar a alimentação escolar com base na agroecologia e beneficiar diretamente 90 famílias agricultoras.

Conduzido nacionalmente pelo Instituto Comida do Amanhã, em parceria com o Instituto Fome Zero (IFZ), o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil e a Fundação Rockefeller, o projeto conta, no Rio Grande do Sul, com a parceria do CETAP – Centro de Tecnologias Alternativas Populares e do Centro Ecológico. A proposta conecta a produção agroecológica à alimentação escolar, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e na transição agroecológica.

É muito importante que os municípios saiam à frente na agenda da promoção da alimentação saudável e do apoio à produção familiar ecológica. Os municípios de Antônio Prado, Caxias do Sul, Ipê e Porto Alegre mostram que, sim, é possível investir em desenvolvimento local sustentável a partir da promoção de práticas ecológicas na produção local de alimentos e da conexão com a oferta de alimentação escolar”, destacou a diretora do Instituto Comida do Amanhã, Juliana Tângari.

Com duração prevista de quatro anos, o PNAE Agroecológico busca influenciar políticas públicas nacionais e consolidar um protótipo de políticas com potencial de replicação para ampliar a oferta de alimentos saudáveis na alimentação escolar, com base na atuação dos municípios.

Programação

A programação do lançamento inclui a assinatura de aditivo entre os municípios participantes e o Instituto Comida do Amanhã, além de uma mesa de diálogo sobre a importância da agroecologia para o território. Também estão previstas falas de representantes das prefeituras e da equipe do projeto, com apresentação dos objetivos e metas para os próximos três anos.

Entre os temas previstos estão a apresentação do Instituto Comida do Amanhã e do PNAE Agroecológico, detalhes sobre como as famílias serão beneficiadas, a relevância da alimentação escolar para o desenvolvimento das crianças e para a economia local, a importância da agroecologia como modelo de produção de alimentos e as ações já realizadas pelos municípios nas políticas públicas de alimentação e produção de alimentos. As gestões municipais também devem formalizar compromisso com a implementação e consolidação do projeto ao longo dos próximos três anos.

Distribuição de uvas agroecológicas

Durante a Festa da Uva, o município de Caxias do Sul fará, pela primeira vez, a distribuição de cachos cultivados por meio do sistema orgânico, com foco na substituição de insumos químicos por alternativas naturais. A entrega ocorrerá no próprio dia 26, tanto nos Pavilhões quanto no Desfile Cênico do evento.

Cerca de oito toneladas de uva orgânica foram adquiridas para a edição deste ano, dentro de um total aproximado de 130 toneladas da fruta que serão oferecidas ao público. Segundo a organização, a presença da produção orgânica integra a agenda de valorização da agricultura familiar e da produção sustentável no território.

De acordo com as informações do projeto, a agroecologia adota uma abordagem sistêmica que integra sustentabilidade ambiental, biodiversidade e aspectos sociais, promovendo a produção de alimentos e o desenvolvimento local.

O que é o Instituto Comida do Amanhã

O Instituto Comida do Amanhã atua como think tank voltado à transição para sistemas alimentares saudáveis para pessoas e para o planeta, a partir das cidades.

Foto: Comida do Amanhã/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/02/2026 0 Comentários 244 Visualizações
Cidades

Morro Reuter tem festa da agroecologia neste domingo

Por Ester Ellwanger 01/06/2022
Por Ester Ellwanger

A Ecofest, a Festa da Agroecologia, é um dos eventos oficiais de Morro Reuter e chega a sua terceira edição este ano. Depois de uma edição virtual em 2021 por conta da pandemia, em 2022 o evento volta ao formato presencial com feira de produtos agroecológicos, gastronomia, distribuição de mudas, rodas de conversa e apresentações musicais. O próximo domingo será todo dedicado à festa que ocorre das 10h às 17h no Centro de Cultura.

Os temas das rodas de conversa são bem atuais e levam à reflexão sobre o uso consciente de recursos naturais. O primeiro bate-papo será no ainda pela manhã sobre “Agroecologia como oportunidade e seus desafios” com a professora e engenheira agrônoma Adriana Regina Corrent (IFRS Câmpus Rolante); engenheiro agrônomo/extensionista da Emater Marcelo Biassusi; engenheiro agrônomo e produtor agroecológico Frederico Kelber e produtor agroecológico Fábio Luiz Dias.

No início da tarde, ocorre a palestra “Resiliência hídrica, soberania e autonomia” com o engenheiro civil e agrônomo Miguel Aloysio Sattler (Ufrgs). Em seguida, a programação segue com bate-papo sobre o relógio do corpo humano e o uso das plantas em nossa saúde, com a professora Raquel Ávila (IFRS Câmpus Bento Gonçalves) e a extensionista da Emater de Santa Maria do Herval Márcia Londero.

Às 15h45min, o tema será “Fabricação de Cervejas e Chopp – efluentes e resíduos gerados”, coordenado pelo tecnólogo em Gestão Ambiental Fábio Couto e pelo chefe do Departamento do Meio Ambiente de Morro Reuter, Diéles Holzbach. Durante a tarde, haverá apresentações da Banda Marcial de Morro Reuter e da dupla Jessica e Vicente.

Entre as atividades paralelas, haverá exposição de biodigestor, orientações sobre Bioete (tratamento de água) e energia solar, feira de sementes crioulas, distribuição de mudas, participação da Cooperativa de Reciclagem Morro Reuter e Praça de alimentação.

A 3ª Ecofest é realizada pela Prefeitura Municipal de Morro Reuter e ecoprodutores do Município com o apoio de Emater/RS, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Morro Reuter e Dois Irmãos, Conselho Municipal do Meio Ambiente de Morro Reuter e Slow Food Morro Reuter.

Serviço

3ª Ecofest Morro Reuter – A Festa da Agroecologia
Quando: 5 de junho (domingo), das 10h às 17h
Local: Centro de Cultura de Morro Reuter (Rua Anita Garibaldi, ao lado da prefeitura)

 

Programação

  • 10h – Abertura da Feira de produtos agroecológicos e gastronomia sustentável. Musical Esteban Hidalgo
  • 10h às 16h – Distribuição de mudas nativas pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente
  • 10h30min às 11h30min – Roda de conversa “Agroecologia como oportunidade e seus desafios” com a professora e engenheira agrônoma Adriana Regina Corrent (IFRS Câmpus Rolante); engenheiro agronômo/extensionista da Emater Marcelo Biassusi; engenheiro agronômo e produtor agroecológico Frederico Kelber e produtor agroecológico Fábio Luiz Dias
  • 13h às 14h – Palestra “Resiliência hídrica, soberania e autonomia” com o engenheiro civil e agrônomo Miguel Aloysio Sattler (Ufrgs)
  • 14h30min às 15h30min – Bate-papo sobre o relógio do corpo humano e o uso das plantas em nossa saúde, com a professora Raquel Ávila (IFRS Câmpus Bento Gonçalves) e a extensionista da Emater de Santa Maria do Herval Márcia Londero
  • 15h30 – Apresentação da Banda Marcial de Morro Reuter
  • 15h45min às 17h – Bate-papo “Fabricação de Cervejas e Chopp – efluentes e resíduos gerados”, coordenado pelo tecnólogo em Gestão Ambiental Fábio Couto e pelo chefe do Departamento do Meio Ambiente de Morro Reuter, Diéles Holzbach
  • 17h – Encerramento com musical Jessica e Vicente

Atividades paralelas:
– Exposição de biodigestor
– Orientações sobre Bioete (tratamento de água)
– Orientações sobre Energia solar
– Cooperativa de Reciclagem Morro Reuter
– Distribuição de mudas
– Feira de sementes crioulas
– Praça de alimentação

Foto: Daniela Moraes /Divulgação | Fonte: Assessoria
01/06/2022 0 Comentários 969 Visualizações

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