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Saúde

HU incentiva o aleitamento materno e prepara programação do Agosto Dourado

Por Amanda Krohn 04/08/2022
Por Amanda Krohn

O Hospital Universitário de Canoas (HU) prepara palestras, mesa-redonda com multiprofissionais, oficinas e orientações para o Agosto Dourado. Este mês simboliza a luta mundial pelo incentivo à amamentação para a saúde do bebê e da mulher. A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. O HU é referência em todo o Estado na aplicação do método Canguru, um modelo de assistência ao recém-nascido em situação de baixo peso ao nascer ou prematuridade que fundamenta-se no contato pele a pele entre a mãe e bebê, e nos cuidados na alimentação, estimulação e proteção.

“Ao contrário do que muitas vezes pensam, amamentar não é um processo instintivo. É preciso todo um apoio e suporte, inclusive psicológico para as mães”, pontua a fonoaudióloga Marilise Floriano, que atua na UTI Neonatal do HU. A coordenadora da UTI Neonatal do HU e tutora responsável pelo Centro de Referência pelo Método Canguru no RS, Silvana Salgado Nader, explica que quando o bebê nasce prematuro o desafio da amamentação é ainda maior. “Os prematuros não estão com o desenvolvimento cerebral pronto. Então, o estímulo é fundamental para o sucesso na amamentação e estabelecimento do vínculo materno”.

Com o tema deste ano “Fortalecer a amamentação – Educando e Apoiando”, a equipe da CTI Neonatal e o serviço de Nutrição do HU vão realizar a programação de incentivo ao aleitamento materno de 16 a 19 de agosto. Mamaço, mesa-redonda sobre a importância do Banco de Leite, palestra sobre as Propriedades do Leite Humano e sobre o Acolhimento das mães de bebê prematuro com enfoque na amamentação e benefícios da mamanalgesia estão entre as atividades previstas.

Ao contrário do que muitas vezes pensam, amamentar não é um processo instintivo. É preciso todo um apoio e suporte, inclusive psicológico, para as mães – fonoaudióloga Marilise Floriano

Funcionária do HU valoriza a amamentação

Nutricionista clínica e consultora em amamentação, Franciela Godoi Viau, 30 anos, não abre mão de proporcionar o aleitamento materno. Funcionária do Hospital Universitário de Canoas (HU), diariamente na hora do intervalo do almoço, é possível ver a profissional amamentando o filho Gael de 1 ano. “Meu esposo traz ele todos os dias. Me sinto muito grata por poder amamentar, sei da importância para a saúde dele. Meu filho é muito saudável e nunca precisou ser hospitalizado”, conta a profissional.

Moradora do Bairro Estância Velha em Canoas, Franciela diz que Gael mamou, exclusivamente, o leite materno até os 6 meses. “O aleitamento materno é a forma mais segura e eficaz de alimentar um bebê, além de ser um alimento completo que protege de doenças, fortalece a imunidade, mantendo o bebê saudável e bem nutrido”. Ela destaca ainda que, sempre que pode, amamenta o bebê durante a aplicação de vacinas. “O peito acalma o bebê, ajuda a reduzir a dor ou desconforto. Faço a mamanalgesia a fim de aliviar o incômodo causado pela agulha durante a aplicação”.

Integrante da equipe de Nutrição do HU, que organiza a programação do Agosto Dourado no hospital, Franciela salienta que gostaria que todas as mulheres que possam e querem exercer a maternidade tenham a oportunidade de nutrir seus filhos através do seu leite materno. “Desejo que as mulheres não sejam julgadas pelas suas escolhas, que tenham apoio da sua família e rede de apoio em suas casas. Que elas possam exercer o direito de amamentar em livre demanda, pelo tempo que ela e seu bebê quiserem”.

O que mais é preciso saber sobre o aleitamento materno

  • Os bebês até os seis meses de idade devem ser alimentados somente com leite materno, não precisam de chás, sucos, outros leites, nem mesmo de água. Após essa idade, deverá ser dada alimentação complementar apropriada, mas a amamentação deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
  • Amamentar os bebês, imediatamente, após o nascimento, pode reduzir a mortalidade neonatal – aquela que acontece até o 28º dia de vida.
  • O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.
  •  O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. É de fácil digestão e promove um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças. Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida.
  • Bebês recém-nascidos devem ficar perto de suas mães e devem ser amamentados na primeira hora após o parto. O colostro, o leite amarelado e grosso que a mãe produz nos primeiros dias após o nascimento, é o alimento ideal para recém-nascidos. É muito nutritivo e ajuda a proteger o bebê contra infecções.
  • A amamentação frequente faz com que a mãe produza mais leite. Quase toda mãe é capaz de amamentar com sucesso.
    A partir dos seis meses, os bebês precisam de uma alimentação variada, mas o aleitamento materno deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
  • A mãe que amamenta precisa de uma maior quantidade de alimentos e líquidos. Assim supre suas necessidades e produz leite em quantidade e qualidade adequadas ao bebê. Ela precisa comer frutas, verduras, carnes, miúdos, legumes, feijão e arroz, que possuem os nutrientes e vitaminas de que precisa. Deve beber bastante líquido: chás, água, sucos ou leite. Isso ajuda a produzir leite. E não deve consumir álcool, fumo e outras drogas, nem tomar medicamentos sem receita médica.
Foto: Arthur Ghilardi/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/08/2022 0 Comentários 706 Visualizações

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