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Agosto Lilás

Cidades

Palestra sobre violência contra a mulher reúne 70 pessoas em Nova Petrópolis

Por Jonathan da Silva 24/08/2026
Por Jonathan da Silva

Cerca de 70 pessoas participaram da palestra “Saúde Mental à Luz da Árvore Genealógica”, realizada no Plenarinho da Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis (Acinp) na tarde da sexta-feira (21). Promovida pela Prefeitura de Nova Petrópolis, por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim), a atividade integrou a programação do Agosto Lilás e foi conduzida pela especialista Letícia Baccin. O encontro abordou a relação entre padrões familiares, saúde mental e violência contra as mulheres.

Durante a palestra, as participantes foram convidadas a refletir sobre suas próprias histórias e sobre como experiências, relações e comportamentos podem atravessar diferentes gerações. A atividade também abordou as raízes transgeracionais da violência e estratégias relacionadas à prevenção e à transformação social.

A programação tratou ainda do autoconhecimento e do cuidado com a saúde mental como instrumentos para o fortalecimento das mulheres. A proposta foi ampliar a discussão sobre fatores familiares que podem influenciar a saúde mental e as relações ao longo das gerações.

Pesquisa com participantes

Além da palestra, o Comdim realizou uma escuta participativa com o público presente. Por meio de uma pesquisa, o conselho buscou identificar e compreender as principais demandas das mulheres de Nova Petrópolis e região.

As informações coletadas serão utilizadas como subsídio para o planejamento de futuras ações e diretrizes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Participação

O evento contou com a presença do secretário Municipal de Saúde e Assistência Social, José Henrique Silveira; da coordenadora especial de Políticas para Mulheres e Idosos de Nova Petrópolis, Liriane Kintschner; da presidente do Comdim, Talita Auler; de integrantes do conselho; de servidores públicos municipais e da comunidade.

Agosto Lilás

A atividade fez parte do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. A programação municipal conta com ações voltadas à promoção dos direitos das mulheres e à prevenção da violência.

Foto: Jordana Kiekow/Comunicação PMNP/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/08/2026 0 Comentários 25 Visualizações
Saúde

GHC discute como equipes de saúde podem identificar sinais de violência contra a mulher

Por Ester Ellwanger 13/08/2026
Por Ester Ellwanger

O que pode ter acontecido além do motivo da consulta? Quais sinais sugerem possível violência? Como abordar uma mulher sem colocá-la em risco? Como a equipe multiprofissional pode ajudar?

Esses questionamentos têm ganhado espaço, na área da saúde, como aliados no combate à violência contra a mulher. A tarefa, no entanto, não é simples: exige atenção, escuta e acolhimento durante todo o período da paciente nos centros de saúde.

“Em muitos casos, as pacientes procuram o hospital com queixas físicas, mas, durante a conversa, pelo modo como a mulher se porta, pela forma como alguns sinais se apresentam, é possível perceber alguma violência psicológica, padrões de intimidação e eventos que minam a autoestima dela. Dá para perceber que a mulher está fragilizada na sua relação consigo mesma”, aponta Mylene Geiger, psicóloga do Hospital Fêmina (HF), em Porto Alegre.

Rodada de Conversa

A especialista foi uma das responsáveis por conduzir uma roda de conversa com profissionais do centro de saúde na manhã desta quarta-feira, 12 de agosto. Com o tema “O que é violência e como ela se apresenta: reconhecendo a violência no hospital”, o encontro reuniu trabalhadores no auditório do HF em uma atividade que integra o calendário do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em referência ao Agosto Lilás, o mês de conscientização e combate à violência contra a mulher.

Dinâmica em grupo

A metodologia envolveu a análise de situações fictícias baseadas em relatos reais para incentivar a discussão sobre os possíveis sinais de violência psicológica contra pacientes. Um dos casos usados na dinâmica foi o de uma jovem de 19 anos que comparecia às consultas de pré-natal sempre acompanhada da sogra, com a qual buscava aprovação antes de responder a qualquer pergunta sobre o corpo e a rotina.

Outro cenário estudado foi o de uma mulher de 29 anos que aguardava pela ecografia e precisava urgentemente enviar uma foto da sala de espera ao companheiro para provar que estava no hospital.

Depois, em grupos, as participantes tinham de discutir quais possíveis sinais de alerta poderiam ser identificados nas situações fictícias usadas como exemplos e quais abordagens poderiam ser adotadas para interromper o problema.

“O principal é acolher esse sofrimento e mostrar para a pessoa que existem alternativas. Isso é essencial porque ela não vai perceber essas possibilidades se estiver no meio do ciclo da violência. Então, é importante que as equipes funcionem como um canalizador para potencialidades. E isso só ocorre se a pessoa sentir que pode confiar na equipe, que será bem recebida e ajudada”, acrescenta Mylene Geiger.

Da espiral de violência à ação institucional

A compreensão da dinâmica das agressões é requisito para um tratamento humanizado das pacientes, de acordo com Lucas Lazzarotto Vasconcelos Costa, psicólogo do HF, que também participou da roda de conversa. Segundo ele, a chamada “espiral da violência doméstica” pode ajudar profissionais da saúde a identificarem ações que ganham gravidade com o passar do tempo e exigem intervenções.

“O que a espiral de violência traz é que esse ciclo vai se intensificando com o tempo, vai se tornando mais violento, e a culminação dele é o feminicídio. O grande desafio do profissional de saúde é conseguir entender a violência enquanto ela ainda não se instalou na sua intensidade máxima, é tentar entender esses primeiros sinais, que aparecem muitas vezes na violência psicológica, em controle e manipulação”, destaca o psicólogo.

Tipos de violência doméstica

Também foram abordados os tipos de violência doméstica mais comuns: psicológica, sexual, virtual, moral, física e patrimonial. Outro tópico foi o “violentômetro”, uma espécie de termômetro que indica níveis de violência, como cuidado (piadas ofensivas, intimidação e desqualificação da mulher), reação (destruição de bens, proibição de realizar atividades e início de agressões contra a vítima) e alerta (ameaças de morte, abuso sexual e mutilação).

“A violência contra a mulher é um sistema violento alimentado pelo patriarcado, pela misoginia, e que se manifesta em diferentes lugares, inclusive na vida privada. É um grande desafio para os trabalhadores da saúde se perceberem nesse lugar também. O combate aos cenários de risco exige um esforço em conjunto”, acrescenta Lucas Lazzarotto Vasconcelos Costa.

O envolvimento de todos os setores

A capacitação também debateu os protocolos das instituições de saúde, que, segundo os especialistas, devem periodicamente rever os fluxos para não incorrer na reprodução de preconceitos no atendimento. Outra bandeira do trabalho contra a violência de gênero é que o acolhimento às vítimas envolva funcionários de todos os setores dos hospitais.

Há 10 anos atuando na higienização do HF, Solimara Miranda Brasil relatou que o constrangimento e o medo formam as barreiras que mantêm as mulheres no silêncio.

“Sabemos que há pessoas que se sentem constrangidas de falar das próprias situações enquanto estão sofrendo violências. Mas vejo que, em alguns casos, isso tem mudado. Muitas situações que antes não eram consideradas violências hoje são reconhecidas e discutidas em reuniões como esta, repercutidas na mídia, são assunto nas conversas do dia a dia. Para mim, quanto mais canais disponíveis para essas mulheres buscarem ajuda, mais rápido o problema diminuirá”, comentou Solimara.

No GHC

O Grupo Hospitalar Conceição mantém o Re-Humam, um serviço composto por uma equipe multidisciplinar que oferece atendimento humanizado para mulheres (e pessoas que se identificam com o gênero feminino) que chegam aos centros de saúde administrados pelo grupo em situação de violência.

A iniciativa oferece acolhimento e escuta qualificada em espaço seguro, apoio psicológico e assistência social, além de orientações jurídicas e encaminhamentos para as redes de proteção externas (segurança, justiça e assistência social) para auxiliar a mulher a romper o ciclo de violência.

A base principal fica no Espaço Elza Soares, localizado no Hospital Cristo Redentor (HCR), e as profissionais do serviço atuam nos casos a partir de ações de busca ativa e encaminhamento interno.

Foto: Tamires Rodrigues/Divulgação | Fonte: Assessoria

13/08/2026 0 Comentários 69 Visualizações
Saúde

Agosto Lilás e Agosto Dourado geram mais de 600 atendimentos de saúde em Campo Bom

Por Jonathan da Silva 19/08/2025
Por Jonathan da Silva

Mais de 600 atendimentos em saúde foram realizados neste sábado (16), em Campo Bom, durante ações alusivas ao Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência contra a mulher, e ao Agosto Dourado, de incentivo ao aleitamento materno. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde e do Gabinete da vice-prefeita Gênifer Engers, em parceria com a Liga Feminina de Combate ao Câncer, nas unidades Centro Materno Infantil (CMI) e nas ESFs Operária, Santa Lúcia, Firenze e Porto Blos.

O balanço da Secretaria de Saúde aponta 111 consultas médicas, 105 atendimentos de enfermagem e 179 de técnicos de enfermagem. Também foram registrados 22 atendimentos odontológicos, 46 coletas de preventivo, 13 vacinas aplicadas e 202 testes rápidos, sendo 61 de HIV, 61 de sífilis, 40 de hepatite B e 40 de hepatite C.

Foco em prevenção e conscientização

No Centro Materno Infantil, o destaque foi a promoção do aleitamento materno, enquanto nas demais unidades o foco esteve em atividades educativas sobre combate à violência contra a mulher e cuidados com a saúde integral. A vice-prefeita Gênifer Engers ressaltou o caráter abrangente da ação. “As mulheres que participaram tiveram acesso a serviços de saúde, mas também a informação, acolhimento e conscientização sobre temas fundamentais. É um trabalho que une prevenção, cuidado e proteção”, enfatizou Gênifer.

Importância da saúde preventiva

A secretária de Saúde de Campo Bom, Luana Schnorr, destacou o impacto da estratégia de ampliar a presença dos serviços junto à comunidade. “Ações como essa aproximam os serviços das pessoas e ampliam o alcance da saúde preventiva, que é fundamental para o bem-estar da comunidade”, expressou a titular da pasta.

Foto: Shamchai Oliveira/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/08/2025 0 Comentários 437 Visualizações
Variedades

Coordenadoria da Mulher oferece oficina de automaquiagem para trabalhadoras da Coomcat

Por Marcel Vogt 17/08/2023
Por Marcel Vogt

Dentro da programação do Agosto Lilás, mês alusivo a ações de conscientização com relação a proteção à mulher, a Coordenadoria da Mulher, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Social, realizou mais uma ação nesta quarta-feira, (16). Uma oficina de automaquiagem foi oferecida às trabalhadoras da Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul (Coomcat).

Além de técnicas de maquiagem, manuseio correto dos utensílios, informações sobre diferentes tipos de produtos e sua aplicação, a oficina proporcionou um momento de interação entre as participantes, que eram doze no total.

Feliz com a oportunidade, a catadora Adriana Graziela de Araújo, de 37 anos, era só sorrisos em frente ao espelho.  “Eu cuido muito da minha pele, todos os dias passo hidratante. Hoje estou aprendendo uma coisa que é nova para mim, que é passar a base com a esponjinha”, disse, bem animada e mostrando as unhas pintadas em tom azul.

A coordenadora da Coordenadoria da Mulher, Solange Basso, acompanhou a atividade. Em um primeiro momento, ela explicou sobre os serviços que a prefeitura oferece ao público feminino. “Sempre levamos para as mulheres uma mensagem para motivá-las para que sejam cada vez mais independentes, mas também esclarecendo sobre todos os mecanismos de proteção que são proporcionados pelo poder público”, afirmou.

Confira a programação do Agosto Lilás

Dia 18/08 (quarta-feira) às 10h
Bate-papo “Não é brincadeira” – conscientização sobre respeito às mulheres direcionada a trabalhadores homens de diferentes setores – por meio de visitas a locais de trabalho públicos e privados

Dia 23/08 (quarta-feira) das 14h às 16h
Oficina de cuidados com a pele para mulheres assistidas pela Emater
Monte Alverne

Dia 25/08 (sexta-feira) às 10h
Bate-papo “Não é brincadeira” – conscientização sobre respeito às mulheres direcionada a trabalhadores homens de diferentes setores – por meio de visitas a locais de trabalho públicos e privados

Dia 30/08 (quarta-feira) das 14h às 16h
Oficina de cuidados com a pele para mulheres assistidas pela Emater
São Martinho

Foto: Isadora Oliveira/Divulgação | Fonte: Assessoria
17/08/2023 0 Comentários 623 Visualizações

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