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49º Expointer

Business

Exportações de Carne Angus Certificada crescem 32% nos primeiros sete meses de 2026

Por Ester Ellwanger 01/09/2026
Por Ester Ellwanger

As exportações de Carne Angus Certificada cresceram 32% entre janeiro e julho de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, foram 5.540 toneladas destinadas a 29 países. Os resultados foram apresentados pela Associação Brasileira de Angus durante a 49ª Expointer, no evento Carne Angus 360 – um giro completo pela força do Programa Carne Angus Certificada em 2026, na noite desta segunda-feira, 31 de agosto.

Em um encontro que reuniu todos os elos da cadeia produtiva, a Angus reconheceu produtores rurais, parceiros e até restaurantes, mostrando que carne de qualidade se faz em conjunto. O evento reuniu sócios da Associação Brasileira de Angus e parceiros para uma degustação de hambúrgueres produzidos com Carne Angus Certificada da Patagônia: Gran Campeon e Padrão Beef.

 “Acredito que o Brasil é um país de grandes oportunidades no mercado da proteína, e nossa produção e exportação só tendem a aumentar”, salientou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli.

Além do avanço nas exportações, o programa registrou crescimento nos abates e na produção. Foram 344.690 animais Angus abatidos nos primeiros sete meses do ano, alta de 11% em relação ao mesmo período de 2025. Na desossa, foram produzidas 28.910 toneladas de Carne Angus, volume 12,6% superior ao registrado no ano passado.

“Desembarcamos na Expointer trazendo resultados que refletem o trabalho de toda uma cadeia”, adianta o diretor do Programa Carne Angus Certificada, Wilson Brochmann.

Mérito Excelência Carne Angus 

A programação também incluiu a premiação do Mérito Excelência Carne Angus, que reconhece iniciativas que valorizam a produção em âmbito nacional. O gerente do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, fez entrega dos troféus a três nomes de peso do mercado de carne premium: o pecuarista da JP Agropecuária, José Leandro Peres, o diretor de operações da churrascaria Fogo de Chão, Cássio Silva, e o pecuarista da Agropecuária Maragogipe, Wilson Brochmann.

Também foi realizado o lançamento do Circuito de Concursos de Carcaça 2026, que contará com 10 etapas em sete estados: Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo Borges, a disputa estimula e valoriza o trabalho de pessoas e empresas que se dedicam a produzir animais de alto padrão para a indústria frigorífica.

Para o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, o Carne Angus 360 representa um momento de celebração dos resultados e de avaliação da evolução do programa. Segundo ele, os números acompanham a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos. “A raça e a carne Angus certificada estão sendo cada vez mais valorizadas”, afirma.

Confira os dados do programa:

  • 344.690 animais Angus abatidos;
  • ⁠28.910 toneladas de Carne Angus produzidas;
  • ⁠5.540 toneladas de Carne Angus Certificada exportadas;
  • 29 países importaram Carne Angus Certificada em 2026.

Programa Carne Angus Certificada

Considerado o maior projeto de certificação de carcaças premium do Brasil, o Programa Carne Angus Certificada conta atualmente com 29 parceiros e 60 unidades em produção, distribuídas por 13 estados: RS, SC, PR, SP, MG, DF, GO, MS, MT, TO, PA, RO e BA.

O programa avalia a qualidade das carcaças recebidas por meio de uma equipe própria instalada dentro das plantas frigoríficas. A avaliação é realizada in loco, permitindo atestar a origem e os padrões de qualidade das carcaças e dos cortes que recebem o selo verde e amarelo do Programa Carne Angus Certificada.

 Foto: Carolina Jardine/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

01/09/2026 0 Comentários 20 Visualizações
Business

Estande do Sebrae RS na Expointer reúne indústria, inovação e negócios para o agro

Por Ester Ellwanger 01/09/2026
Por Ester Ellwanger

Indústria, tecnologia e agronegócio estão reunidos em um mesmo espaço durante a Expointer 2026. O Sebrae RS conta com um estande coletivo do setor metalmecânico na área de máquinas e equipamentos da feira, com 1.350 metros quadrados na rua principal do espaço, um dos pontos de maior circulação do parque. A estrutura reúne 15 empresas do segmento e dez startups com tecnologias voltadas ao agro, além de uma programação de encontros empresariais entre os dias 1º e 3 de setembro.

A iniciativa amplia a presença de pequenas indústrias gaúchas em uma das principais feiras de agronegócio da América Latina. Para Fabiano Dallacorte, especialista em Indústria do Sebrae RS, a participação coletiva reduz uma das principais barreiras para empresas de menor porte chegarem a grandes eventos: o custo de estrutura e exposição.

“Reunindo as empresas num espaço só, o Sebrae RS viabiliza essa vitrine para as pequenas indústrias do setor metalmecânico, dando acesso direto a um público comprador que dificilmente elas alcançariam em outro canal”, destaca.

As expositoras

Com atuações que passam pela fabricação de componentes, equipamentos e soluções para o agronegócio, as 15 expositoras incluem Incocil, Geplast, Protosul, Ropelmaq, Ínfinitus, JC Komac, Comercial Almeida, Asker, Tecno, Manp, Hugenthobler, Styka e Terra Santa.

Entre as soluções que serão apresentadas estão cilindros hidráulicos, tubos de polietileno de alta densidade para irrigação, drenagem e saneamento, tecnologias de prototipagem e impressão 3D e molas industriais.

Agendas

A agenda de negócios está concentrada na área institucional do Sebrae RS. No dia 1º de setembro, às 13h, será realizado o Projeto Comprador de Alimentos e Bebidas – Restaurantes & Bares, aproximando micro e pequenas indústrias atendidas pelo Programa Agentes de Mercado do Sebrae RS de compradores do segmento.

No dia 2, também às 13h, o Projeto Comprador de Alimentos e Bebidas – Mercados & Empórios fará a conexão entre fornecedores e potenciais compradores desses estabelecimentos. Nos dois casos, as reuniões serão previamente agendadas.

Já no dia 3, às 14h, a Sessão de Negócios Metalmecânico reunirá sete grandes empresas compradoras e pequenas empresas fornecedoras. A dinâmica terá apresentações em formato de pitch e será voltada à identificação de oportunidades de fornecimento, parceria e novos negócios.

Para além de complementar a presença das empresas na feira, a programação busca transformar a exposição em oportunidades comerciais. “A Expointer concentra diferentes perfis de compradores e empresas de toda a cadeia do agro. Nosso papel é criar as condições para que as pequenas indústrias não apenas apresentem seus produtos, mas também encontrem potenciais clientes e parceiros e avancem em novas oportunidades de mercado”, explica Jakson Luz, analista de Competitividade Setorial do Sebrae RS.

Startups

A inovação será outro eixo da participação do Sebrae RS. Dez startups – AquaDrones, Ayga, Eletrodara, FomentoAI, SousaDG, Techvin, Volters, Ybynsect, Zeofertil e Versolid – estarão no espaço com soluções aplicáveis a diferentes etapas da atividade agropecuária e da indústria.

As tecnologias apresentadas envolvem inteligência artificial, Internet das Coisas, automação, sensoriamento, gestão e análise de dados, além de soluções voltadas à sustentabilidade e à eficiência dos processos. Para David Viegas, gestor de Projetos de Inovação do Sebrae RS, a presença das startups ajuda a aproximar o ambiente de inovação das demandas de uma cadeia estratégica para o Estado.

“O objetivo é aproximar inovação, tecnologia e indústria de uma das cadeias mais importantes do Rio Grande do Sul: o agronegócio. O setor agropecuário está passando por uma transformação muito grande, e a inovação tem um papel fundamental para aumentar produtividade, eficiência, sustentabilidade e competitividade”, afirma Viegas.

A participação do setor metalmecânico ocorre em um cenário de desafios para a indústria gaúcha. O Índice de Desempenho Industrial do RS, medido pela Fiergs, acumula queda de 5,3% em 2026. Em contrapartida, o segmento de máquinas e equipamentos esteve entre os destaques positivos de 2025, com crescimento de cerca de 10%, enquanto o índice geral da indústria do Estado recuava. Nesse contexto, a Expointer cria um ambiente favorável para que pequenas indústrias ampliem sua exposição comercial e se aproximem de compradores ligados ao agronegócio.

Ao reunir empresas industriais, startups e iniciativas de conexão empresarial, o estande do Sebrae RS busca aproximar oferta, tecnologia e demanda em um mesmo ambiente, fortalecendo as possibilidades de negócios e parcerias durante a feira.

SERVIÇO

  • Quando: de 29 de agosto a 6 de setembro, das 8h às 20h
  • Onde: Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio
  • Estande do Sebrae RS: área de máquinas e equipamentos

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

01/09/2026 0 Comentários 23 Visualizações
Business

Ibraoliva apresenta panorama de safra histórica e desafios da olivicultura para 2027

Por Ester Ellwanger 01/09/2026
Por Ester Ellwanger

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 31 de agosto, na 49º Expointer, o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) detalhou o cenário positivo da olivicultura e os principais desafios para a expansão e valorização do cultivo e produção nacionais. Em 2026 foram produzidos 1,434 milhão de litros de azeite extravirgem no Brasil. A cadeia nacional reúne mais de 620 produtores e 77 lagares em operação, distribuídos por cerca de 280 municípios de oito Estados.

Só o Rio Grande do Sul foi responsável por 81% da colheita. O estado também concentra a maior área de cultivo, com cerca de 7,1 mil hectares, aproximadamente 69% dos 10,3 mil hectares de oliveiras plantados no Brasil.

O Instituto

O Ibraoliva tem, hoje, 390 olivicultores em cerca de 120 municípios gaúchos, com destaque para Encruzilhada do Sul, Canguçu, Pinheiro Machado, Bagé e Cachoeira do Sul. Segundo o presidente da entidade, Flávio Obino Filho, são municípios que concentram boa parte da infraestrutura de processamento, com o implemento de novas tecnologias.

Durante a coletiva, Obino reforçou que o desempenho gaúcho ocorreu depois de duas safras afetadas pelo excesso de chuvas. O contraste entre a estabilidade da área plantada e o salto na produção de azeite indica que o crescimento no setor não está apenas relacionado à expansão dos olivais. Para a entidade, a evolução do manejo, adaptação dos produtores às condições climáticas e o aprimoramento das etapas de colheita e processamento têm cada vez mais protagonismo no resultado da safra.

Perspectivas para 2027

Com perspectiva de chuva na primavera gaúcha, a avaliação é de que a safra em 2027 será menor. “Vamos ampliar a pesquisa para reduzir as oscilações na produção. Nós temos que acabar com essa montanha-russa e precisamos ter uma estabilidade produtiva. Por isso, estamos cada vez mais aliados à tecnologia e às universidades como a Universidade Federal de Santa Maria, a Universidade Federal de Pelotas”, afirmou.

O Ibraoliva informou que seguirá acompanhando a fiscalização de azeites importados pelo Ministério da Agricultura. Em agosto deste ano, laudos apontaram que algumas marcas de produtos estrangeiros rotulados como extravirgens não atendem aos padrões da categoria. Em março de 2025, o governo brasileiro zerou a alíquota de importação do extravirgem, mas manteve a alíquota de importação do virgem em 9%.

Para a entidade, a conjuntura da olivicultura no Brasil requer articulação entre os produtores nacionais. “Vamos ampliar ações de divulgação do consumo de azeite brasileiro e estimular a venda cooperativada entre marcas para aumentar a escala e melhorar a competitividade do produto nacional”, completou Obino.

A Serra da Mantiqueira, que inclui Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, é o segundo polo nacional. Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo são considerados estados promissores para o cultivo e produção nacionais.

Foto: Nestor Tipa Júnior/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

01/09/2026 0 Comentários 25 Visualizações

Edição 309 | Agosto 2026

Entrevista | Márcio Madalena destaca o papel da Expointer no fortalecimento do agronegócio

Expointer | Caderno reúne destaques da 49ª edição do maior evento do agronegócio gaúcho

Negócios | Calçados Beira Rio expande fronteiras com inovação e sustentabilidade

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