Sindisaúde-RS denuncia coação e cobra pagamento de direitos trabalhistas no Projeto Campi

Por Marina Klein Telles

Na quinta-feira (15), o Sindisaúde-RS participou de ato ao lado de trabalhadoras e trabalhadores do Projeto Campi (Centro de Atendimento Multidisciplinar Pedagógico), no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. A empresa, especializada no atendimento de pessoas com autismo e outras neurodivergências, teria coagido seus funcionários após uma troca de CNPJ da empresa.

Segundo relatos, a administração reuniu os trabalhadores e apresentou duas opções: pedir demissão e ser posteriormente recontratado, sem o pagamento imediato das verbas rescisórias, ou não aceitar o acordo e ser demitido, sem possibilidade de recontratação. Parte dos trabalhadores aceitou o acordo e foi recontratada, abrindo mão dos seus direitos trabalhistas para manterem seus empregos. Os que não aceitaram foram demitidos e, até o momento, não receberam sequer o salário referente ao mês de dezembro. A empresa informou que pretendia pagar esse valor junto à rescisão, de forma parcelada, o que fere a legislação trabalhista.

Além disso, há relatos de desvio de função, assédio e sobrecarga de trabalho, com técnicos de enfermagem atendendo um número de pacientes muito superior ao permitido pelas normas.

Na ocasião, o Sindisaúde-RS, junto de representantes dos trabalhadores demitidos, reuniu-se com a diretora Noemia de Oliveira, em busca de uma solução. A empresa negou ter imposto pressão e alegou que problemas herdados da gestão anterior causaram a situação. Na intervenção do sindicato foi cobrada a liberação imediata do salário de dezembro e a revisão de todas as demissões e contratações ocorridas durante o processo. O sindicato também exigiu que a empresa se manifeste formalmente em até cinco dias úteis. Uma reunião com os trabalhadores foi marcada para a próxima segunda-feira (19), às 14h, na sede do sindicato.

O Sindisaúde-RS reforça que nenhuma mudança administrativa ou estrutural pode servir como instrumento para retirada de direitos, coação ou precarização das condições de trabalho. O sindicato continuará acompanhando o caso, adotando todas as medidas necessárias para garantir os direitos das trabalhadoras e trabalhadores envolvidos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Publicidade

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.