Sapateiros que construíram uma potência internacional

Por Stephany Foscarini

Com uma história secular, a indústria calçadista brasileira é hoje a quinta maior do planeta e a maior do Ocidente. Apesar de todos os problemas, em especial o chamado Custo Brasil, que torna o setor menos competitivo frente aos principais concorrentes internacionais, empresas fazem, com esmero, a “lição de casa”. Do portão para dentro de suas instalações, fábricas em todo o País usam a criatividade, a capacidade de resiliência e a excelência para calçar consumidores em mais de 160 países. Essa história de sucesso, no entanto, não foi construída por acaso, foi por meio de muito sacrifício e luta. Nesta edição do Abinforma, alusiva ao Dia do Sapateiro, comemorado no próximo dia 25, empresários sapateiros que ajudaram – e ajudam – a criar essa história vitoriosa contam um pouco das suas histórias. É uma singela homenagem a todos os atores que construíram a indústria calçadista nacional.

Jorge Bischoff, diretor da Bischoff Group

Reconhecido como um dos grandes designers da moda brasileira, Jorge Bischoff iniciou sua trajetória no mundo do calçado desde cedo. “Minha mãe e meu pai trabalhavam na antiga Ruth, de Igrejinha/RS. Eu ia com meus pais para a fábrica, ver como funcionavam os processos. Vira e mexe eu acionava uma máquina errada lá”. Quando cresceu, Bischoff buscou sustento em outras profissões, iniciando sua formação profissional em mundos bastante distantes da Moda. “Fui garçom e comecei a cursar Contabilidade, minha mãe queria que eu fosse contador”, lembra.

Juarez Pinto Martins, diretor da Marina Mello

Criada em 1982, no ainda desconhecido polo calçadista de Nova Serrana/MG, a Marina Mello é uma referência brasileira em calçados femininos. Fundador e atual diretor da empresa, Juarez Pinto Martins conta que desde muito novo teve a rotina do calçado inserida na sua vida, tendo sido rebatedor de botina, ajudante de cortador e supervisor de esteira até chegar ao setor de vendas e administrativo em empresas calçadistas do polo mineiro.

Irivan José Soares, diretor da Lia Line

Quarto filho de uma família de sapateiros catarinenses, Irivan José Soares nasceu no mundo do calçado. Com interesse despertado por esse mundo, começou a trabalhar muito jovem em uma indústria calçadista do polo de São João Batista/SC, em 1988. “Fiquei dois, três anos trabalhando diretamente com a produção”, conta. Depois, Soares teve uma experiência no varejo, onde aperfeiçoou o tino comercial, até que, em 1993, convidou um de seus irmãos para fundar uma empresa própria. Nascia ali a Lia Line, com uma produção de apenas 10 pares de calçados femininos diários, número que hoje pulou para mais de 30 mil pares diários produzidos por 2,8 mil colaboradores.

Wagner Aécio Poli, diretor da Pé com Pé

Nascido em Birigui/SP, conhecido polo de calçados infantis, Wagner Aécio Poli iniciou sua trajetória no setor calçadista ainda muito jovem, como auxiliar de modelagem. Após oito anos passando por diversas empresas da cidade, com apenas 19 anos criou a Pé com Pé, em sociedade com o empresário Claudenir Antônio Dentine, em 1986.

Caio Ferreira, diretor da Radamés

A família Ferreira está na indústria do calçado desde 1961, na cidade de Franca/SP, considerada a capital do calçado masculino do Brasil. Naquela época, Washington Ferreira Coelho, junto com seu filho Washington Ferreira Filho, iniciava a produção de calçados artesanais com a criação da Calçados Washington, usando até mesmo solados de pneus reciclados. Com o tempo, o mercado para calçados foi crescendo na região e os produtos seguiram a mesma trilha, sendo pela primeira vez exportados em 1978. Até que, em 1992, a empresa registrou a marca que ganharia destaque nacional e internacional, a Radamés.

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Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

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