Rasip projeta comercialização de 60 mil toneladas de maçã para 2019

Por Gabrielle Pacheco

Faltando cerca de um mês e meio para o início da colheita da maçã, a Rasip, empresa que integra a RAR, tem perspectivas positivas para os resultados da safra. A expectativa é de que sejam comercializadas 60 mil toneladas da fruta ao longo de 2019. Além disso, a qualidade das maçãs deve ser superior, devido às condições climáticas favoráveis durante o período de cultivo.

“Tivemos um bom inverno, com um bom enfolhamento. Isso influencia diretamente na qualidade da fruta, que tende a ser mais lisa e brilhante. Além disso, devemos ter maçãs com um calibre (tamanho) de 15 a 20% maior que na colheita passada”, explica o diretor de Operações, Celso Zancan. Ele destaca que essas características tornam o produto ainda mais atrativo para o mercado internacional. “Neste ano a Rasip exportou 20% da produção e essa média deve se manter. O que pode variar mais são os países de comercialização. Frutas de maior calibre geralmente são mais cobiçadas pela Europa e Rússia”, conta Zancan. A empresa exporta atualmente para países da Europa, Ásia e Rússia.

Exportação se expandindo
Primeira empresa brasileira a exportar maçãs, a Rasip, localizada em Vacaria, tem avançado na expansão do negócio. Na última colheita, foram cerca de 12 mil toneladas da fruta exportadas e neste ano o número deve ser superado. “Este foi o primeiro ano de exportação para a Rússia, mas focamos bastante em Bangladesh, por termos frutos menores em função do granizo, que prejudicou a produção. Para o próximo ano a perspectiva é muito boa, com frutas de qualidade superior e, assim, grandes possibilidades de aumentar a penetração em outros mercados”, ressalta Zancan.

Depois de altos e baixos ao longo da última década, a exportação gaúcha de maçã deve iniciar o novo ciclo de expansão. Este foi o segundo ano consecutivo de alta nos embarques, que em 2017 chegaram a 34,4 milhões de quilos da fruta e geraram receita de US$ 27,3 milhões, segundo a Fundação de Economia e Estatística (FEE). As vendas do Rio Grande do Sul têm como única origem Vacaria, que detém mais de 20% da produção nacional e 80% das exportações brasileiras de maçã.

Cuidado diferenciado
Todo o processo produtivo, desde o plantio com a utilização de mudas selecionadas livres das principais viroses e cultivadas em viveiros próprios até a poda, condução, polinização, tratamentos fitossanitários, florada, raleio, colheita, armazenagem e classificação, é realizado com base nas técnicas de produção integrada. Ela assegura a produtividade e a qualidade das frutas garantindo dessa forma a segurança alimentar de seus produtos. Além disso, o sistema da Rasip também permite a possibilidade de controle das maçãs, através da rastreabilidade total da produção.

“Na Rasip tudo é planejado e executado a fim de garantir a excelência do produto final. Desde a colheita no campo, a empresa prima pela satisfação plena do cliente, pois entende que este resultado é a condição única para atuar competitivamente no mercado, sustentando seu crescimento e visão de futuro”, afirma o diretor-superintendente da RAR, Sérgio Martins Barbosa.

RAR
A RAR, de Raul Anselmo Randon, teve origem na fruticultura, com o cultivo da maçã na década de 1970. Hoje, é a terceira maior produtora e comercializadora da fruta no Brasil. Nos anos 1990, montou a primeira fábrica de queijo Tipo Grana fora da Itália lançando a marca Gran Formaggio. Em seu portfólio, tem uma linha de importados com queijos e acetos italianos, presuntos e salames italianos e espanhóis, e azeites de oliva chilenos. A linha de derivados é composta por creme de leite fresco, manteiga e queijo parmesão. A empresa, com sede em Vacaria (RS), ainda conta com linha de 12 rótulos entre vinhos e espumantes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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