Com o cultivo do feijão como pilar da iniciativa, o Projeto Grãos de Alta Performance, parceria entre a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tem como objetivo transformar a produtividade no campo mais rentável e sustentável com sistema de plantio direto. Durante a Expoagro Afubra 2025, que iniciou na terça-feira, 25 de março, e se estende até sexta-feira, 28, o projeto apresenta novidades, técnicas e tecnologias de manejo, com seis cultivares de feijão da Embrapa.
Conforme o analista da Embrapa, Marcos Aurélio Marangon, o projeto não abrange somente o feijão, mas a rotação de outras culturas, como soja, milho e trigo. “O que estamos entregando é um novo sistema de produção”, explicou ele. A iniciativa é desenvolvida desde 2020 e atinge diretamente entre 10 e 12 municípios da região Centro-sul do Paraná. Entretanto, conforme o gerente das filiais da Afubra em Imbituva e Irati, Lázaro Ramon Bock, o sistema serve para outras regiões. “O projeto é desenvolvido no Sul com impacto nacional”, destacou o dirigente.
O campo experimental do projeto está localizado em Imbituva/PR, na propriedade do associado à Afubra, o produtor Cliceu Mehret, em uma área de 2,5 hectares. As tecnologias de ponta utilizadas para a construção do solo ideal são manejo integrado, bioinsumos, drones, entre outros. Além da Afubra e da Embrapa, outras empresas estão envolvidas com a iniciativa. São elas: Syngenta, Sementes NK, Mosaic Fertilizantes, Raix Sementes, Rudan Agrotecnologia e Adama Brasil.
Avaliação
Na avaliação dos envolvidos no projeto, que encerra o primeiro ciclo de cinco anos, apesar das adversidades e intempéries, a iniciativa é considerada bem sucedida, possibilitando a construção de um ambiente mais produtivo, rentável e com menos impacto ao meio ambiente. Como exemplo, eles apresentaram os dados da cultura do feijão, que representa no Brasil, uma média de produtividade de 1.100 kg/ha, e no Paraná 1.700 kg/ha. Já o projeto tem como meta 5.000 kg/ha e resultou em uma média de 4.700 kg/ha nos últimos cinco anos. “As outras culturas também tiveram bons números”, salientou Marangon.