Encontro celebra avanços do transplante de medula

Por Gabrielle Pacheco

A evolução e os números sobre os transplantes de medula óssea (TMO) realizados no Hospital Moinhos de Vento e na Johns Hopkins Medicine International foram tema do Grand Round desta quinta-feira (10). O debate mensal integra uma programação especial voltada ao assunto – que terá sequência nesta sexta-feira, 11, e sábado, 12, com o Simpósio Internacional de TMO, no Plaza São Rafael.

No Anfiteatro Schwester Hilda Sturm, o chefe do Serviço de Oncologia do Moinhos de Vento, Sergio Roithmann, falou sobre sua trajetória e os primeiros transplantes desse tipo na instituição.

“Uma das ações que iniciou na minha área e acabou sendo expandida para todo o Moinhos de Vento foi a readequação das pias para lavar as mãos. Esse procedimento beneficiou todos os pacientes”, contou. Segundo ele, pacientes que aguardam um transplante ou transplantados requerem cuidados extremos devido à baixa imunidade e ao alto risco de infecções.

Com a presença do professor Ephraim Joseph Fuchs, do Departamento de Oncologia da Johns Hopkins, a primeira parte do Grand Round tratou do histórico do transplante haploidêntico. Realizado por doadores familiares parcialmente compatíveis, geralmente com 50% de similaridade, o processo fez aumentar o número doadores.

“Apesar dos riscos iniciais que tínhamos nos anos 80, os avanços na medicina permitiram que realizássemos transplantes haploidênticos com baixos índices de morte. Hoje, a cura de hemoglobinopatias graves é possível para a maioria dos pais, o que não costumava ocorrer no passado, por exemplo”, explicou o americano.

“Apesar dos riscos que tínhamos nos anos 80, os avanços na medicina permitiram que realizássemos transplantes haploidênticos com baixos índices de morte.”

Fuchs será um dos três palestrantes internacionais do Simpósio. No laboratório onde atua, em Baltimore (Estados Unidos), o médico investiga métodos para aumentar as respostas imunológicas contra o câncer no cenário do TMO. A Johns Hopkins realiza em torno de 150 transplantes dessa área por ano.

TMO no Moinhos de Vento

A segunda parte do encontro foi apresentada por Claudia Caceres Astigarraga, hematologista do Moinhos de Vento. A profissional falou sobre o processo e o ambiente para os transplantes na instituição.

“Há quatro anos, o hospital fez um grande investimento, incluindo a primeira unidade fechada fora do CTI”, explica Claudia, mencionando os 117 TMOs realizados na instituição. Desses casos, segundo ela, 27 foram através do Mais TMO – projeto do PROADI-SUS para pacientes vindos diretamente do Sistema Único de Saúde, totalmente isentos de custos.

“Há quatro anos, o hospital fez um grande investimento, incluindo a primeira unidade fechada fora do CTI.”

Dentro da programação do Simpósio, Claudia falará mais sobre a iniciativa. A programação é dirigida aos profissionais da área e reúne 28 palestrantes nacionais e três internacionais. O evento, que prevê reunir 270 participantes de 56 centros transplantadores e centrais reguladoras, tem como objetivo capacitar as equipes de TMO.

Foto: Leonardo Lenskij/Divulgação | Fonte: Assessoria
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