A FCC, indústria de Campo Bom/RS, é reconhecida por utilizar a ciência dos materiais para diversos setores, como calçadista, automotivo, moveleiro, construção civil, saúde, higiene. Dentre outros destaques, a FCC é a principal fabricante de argamassa polimérica para assentamento de alvenarias e vedação para silos e carrocerias da América Latina.
Neste ano, a empresa completa 50 anos e anuncia uma mudança de liderança no corpo executivo do grupo. Após quase oito anos como CEO da FCC, Carlos Bremer inicia a transição da função para Marcelo Reichert, que é filho do fundador Valentino Reichert e assumirá o cargo no dia 25 de março, data do aniversário da indústria.
Durante mais de 22 anos de FCC, Carlos Bremer atuou em diversas áreas da empresa e, em 2005, assumiu a diretoria administrativa e financeira, sendo escolhido como CEO em 2011. Nesta trajetória, Bremer teve um papel crucial para que a FCC chegasse ao patamar atual, aprimorando processos e desenvolvendo pessoas, dentre elas, o próprio Marcelo Reichert.
No ano de 2018, Bremer destaca que a empresa teve um crescimento de 10%, com receita líquida de R$265 milhões. De 2015 a 2018, a robusta geração de caixa de mais de R$70 milhões trouxe a relação dívida líquida / EBITDA de 1,24 para 0,33, solidificando a gestão financeira para que a empresa invista com segurança em seus projetos daqui em diante.
Durante a gestão de Bremer, de 2015 a 2018, os investimentos em pesquisa cresceram 30%. Para o mercado de calçados, investimentos em novas tecnologias fizeram com que a FCC se tornasse líder destacada nas aplicações de poliuretanos termoplásticos.
A FCC ampliou sua liderança em vários segmentos e aumentou sua presença no exterior, com destaque para a expansão geográfica na América Latina, com vendas para 15 países na região. Entre as iniciativas de internacionalização, está o início da operação local no México.
Marcelo, por sua vez, em 10 anos na FCC tornou-se um dos líderes no desenvolvimento de novos negócios para colocar a empresa em uma posição de liderança nos mercados em que atua. Desde 2014, ocupou o cargo de Diretor de Negócios responsável pelo mercado de construção civil, automotivo, utilidades industriais, higiene e saúde, óleo e gás e moveleiro.
A realidade da FCC não condiz com o cenário da maioria das empresas familiares no Brasil, que encontram dificuldades no planejamento sucessório. Dados do IBGE indicam que apenas 30% destas empresas chegam à segunda geração, que é o que está acontecendo na FCC neste momento. Por isso, há uma constante preocupação da empresa em ter o profissionalismo e a qualificação como principais critérios na escolha da liderança executiva.


