CulturaTech chega a Montenegro e traz espaço inovador de arte e robótica para escola pública

Por Marina Klein Telles

O município de Montenegro recebe, pela primeira vez, o CulturaTech: Conectando Arte e Saberes, projeto que integra cultura, educação e tecnologia para qualificar o ensino público por meio de um espaço de experimentação, criatividade e inovação. Realizada pela Amora Produções Culturais, a iniciativa será lançada no dia 27 de março, às 9h, no Colégio Estadual Ivo Bühler – CIEP, instituição de turno integral localizada no bairro Senai. O projeto beneficiará crianças de 8 a 12 anos, por meio da criação de um espaço exclusivo e da oferta de formação continuada em arte, robótica e tecnologia ao longo de seis meses.

O eixo central da iniciativa é a criação de um Espaço Maker dentro da escola. Uma sala de aula será reformada e equipada com diversos itens entre mobiliário, componentes eletrônicos, kits de robótica, impressora 3D, notebooks, computadores, roteador wi-fi com 12 meses de internet garantida, além de ferramentas de prototipagem e soldagem. O espaço permanecerá como legado permanente para a comunidade escolar, podendo ser utilizado em diferentes disciplinas e projetos interdisciplinares.

Além da instalação de equipamentos, o CulturaTech propõe uma metodologia estruturada que aproxima estudantes do universo da robótica, da inteligência artificial e da cultura maker como linguagens contemporâneas de expressão e aprendizagem. Ao conectar arte e saberes tecnológicos, o projeto busca estimular a autonomia, o pensamento crítico e a resolução criativa de problemas.

Para Luciana Tondo, sócia da Amora Produções Culturais e responsável pela execução do projeto, a chegada do CulturaTech a Montenegro representa um passo na democratização do acesso à inovação. “O projeto nasce da convicção de que arte e tecnologia são ferramentas potentes de transformação social. Ao implantarmos um espaço estruturado e promovermos formação para alunos e professores, estamos criando condições para que a escola pública seja protagonista na construção de soluções criativas em seu território”, afirma.

Ao longo de seis meses, 160 alunos, organizados em oito turmas de 20 estudantes, participarão de um curso de robótica com carga horária total de 576 horas (72 horas por turma). Incorporado às atividades de contraturno da escola integral, o curso abordará cultura local, lógica de programação, gamificação, mecânica, modelagem e impressão 3D, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e sustentabilidade. Um dos diferenciais do projeto é a utilização de materiais recicláveis na criação de robôs inspirados em elementos da cultura local, para despertar pertencimento e valorização da identidade regional.

Paralelamente à formação dos estudantes, o CulturaTech investe na capacitação de educadores. Ao todo, 20 professores da escola participarão de uma formação voltada ao uso pedagógico da robótica e das tecnologias maker em sala de aula. A proposta é assegurar que o conhecimento não se encerre com o término do projeto, mas se multiplique de forma contínua, criando uma cultura de inovação dentro da escola pública.

O CEO da PiCode e responsável pela coordenação técnica e pedagógica do projeto, Lucas Piovani, ressalta que a iniciativa foi desenhada para fortalecer competências essenciais do século XXI. “Raciocínio lógico, colaboração e resolução de problemas reais são eixos centrais da proposta. Ao integrar robótica, inteligência artificial e cultura maker ao currículo escolar, promovemos um ambiente em que o estudante deixa de ser apenas consumidor de tecnologia e passa a atuar como criador. Nosso compromisso é assegurar uma metodologia aliada à formação dos professores e ao acompanhamento técnico contínuo, para que o legado do projeto permaneça vivo na escola”, pontua.

A coordenação artística do projeto é assinada por Mariana Hörlle, que atuará na integração das linguagens culturais ao desenvolvimento das atividades. Sua atuação assegura que os conteúdos de robótica, inteligência artificial e cultura maker sejam trabalhados a partir de processos criativos, sensíveis e contextualizados, fortalecendo a interdisciplinaridade entre arte e tecnologia. A proposta é garantir que o CulturaTech não seja apenas um laboratório técnico, mas um espaço de expressão, experimentação estética e valorização da identidade cultural dos estudantes.

O cronograma inclui, ainda, uma mostra final aberta à comunidade. Nesse momento, os projetos desenvolvidos ao longo do curso serão apresentados ao público, ampliando o diálogo entre escola e sociedade e evidenciando o potencial transformador da educação tecnológica aliada à cultura.

1ª edição foi realizada em Esteio e São Leopoldo

A primeira edição do CulturaTech foi realizada em 2025 nas cidades de Esteio e São Leopoldo/RS com forte mobilização das comunidades escolares. Ao todo, 82 escolas se inscreveram no processo seletivo, 424 alunos e 120 monitores demonstraram interesse em participar, e 62 professores foram formados. Os eventos de lançamento reuniram aproximadamente 1.200 pessoas, evidenciando o engajamento local e o reconhecimento da proposta.

Com a chegada a Montenegro, o CulturaTech fortalece sua expansão e reafirma o compromisso de conectar arte, tecnologia e educação como vetores estruturantes para o desenvolvimento social, cultural e econômico das novas gerações.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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