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Saúde

Saúde

AMRIGS e Instituto Caldeira articulam encontro entre hospitais para discutir tecnologia, gestão e prática médica

Por Marina Klein Telles 09/02/2026
Por Marina Klein Telles

A integração entre instituições hospitalares e o compartilhamento de soluções inovadoras para o corpo clínico serão destaque em encontro inédito promovido pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) que será realizado no sábado, dia 7 de fevereiro. A atividade acontecerá no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, um espaço reconhecido como um dos principais polos de inovação do país voltado à troca de ideias, à conexão entre diferentes áreas do conhecimento e o desenvolvimento de soluções transformadoras.

Organizado pela AMRIGS em parceria com o Caldeira, o encontro híbrido tem como proposta estimular a troca de vivências, apresentar programas e iniciativas já em andamento e fomentar o diálogo sobre possíveis caminhos para qualificar processos, aprimorar a jornada do paciente e fortalecer a sustentabilidade dos serviços de saúde.

A programação foi estruturada para incentivar um diálogo direto, prático e estratégico entre lideranças médicas, gestores e especialistas em inovação. Ao longo do dia, os participantes terão contato com reflexões sobre o futuro da atuação médica, as expectativas dos hospitais em relação ao corpo clínico e o papel real da Inteligência Artificial na Saúde. A dinâmica combina momentos de conexão, pitches, painéis técnicos e debates, com foco em aplicações concretas, tendências e decisões que já impactam a rotina hospitalar e a prática médica.

O diretor Científico e Cultural da AMRIGS, Dr. Guilherme Napp, destaca que a proposta da ação é criar um ambiente de construção coletiva. “A inovação na saúde passa, necessariamente, pela capacidade de aprender com o que já está sendo desenvolvido. Esse encontro busca aproximar os hospitais, estimular a interlocução e contribuir para soluções que impactem positivamente a gestão e a assistência”, afirma.

O coordenador do Núcleo de Inovação e Tecnologia da AMRIGS, Dr. Otávio Cunha, complementou que a iniciativa também dá continuidade a um movimento iniciado há 2 anos, ampliando o alcance da discussão. “A ideia do evento foi dar seguimento ao encontro realizado em julho de 2024, reunindo as mesmas lideranças e convidados, mas com um planejamento ampliado. Buscamos trazer mais representantes médicos e avançar na construção de consensos sobre como a tecnologia deve ser incorporada ao dia a dia da profissão”, declarou.

Segundo ele, o cenário atual exige atenção especial à capacitação profissional diante da rápida evolução tecnológica. “Vivemos um momento em que as ferramentas digitais estão cada vez mais presentes, tanto para o uso médico quanto para o acesso dos pacientes. Essa alfabetização tecnológica é fundamental, e a AMRIGS tem um papel relevante ao oferecer informação com curadoria e formação qualificada, especialmente para profissionais que não têm acesso a esse tipo de conteúdo”, alertou.

Dr. Otávio Cunha também ressaltou a importância de uma adoção responsável das inovações. Para ele, incorporar tecnologias de maneira ética, sustentável e alinhada à prática médica é uma pergunta constante. O grande objetivo é auxiliar o médico nessa tomada de decisão, contribuindo para uma transformação que gere valor real para a assistência e para o sistema de saúde.

Com caráter fechado, a programação é restrita a convidados das instituições hospitalares, médicos e gestores da área.

Programação

9h – Welcome coffee

Bloco 1 | Tendências e Futuro

9h45min – Pitch: Visão dos médicos – O que os hospitais esperam do corpo clínico para 2026?

10h45min – IA na Saúde: revolução ou “hype”?

11h45min – Painel: Devolutiva das perguntas enviadas para os hospitais

Bloco 2 | IA na Prática

12h30min – Como vencer na saúde com tecnologia, dados e IA

13h – Aplicações robustas de IA: o ChatGPT é suficiente?

14h – Apresentação de case na área da saúde: Priorização clínica com dados reais no HCPA

14h45min – Perguntas e debate

15h – Encerramento

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/02/2026 0 Comentários 70 Visualizações
Saúde

Instituto do Câncer Infantil leva pacientes para visitarem a praia em Capão da Canoa

Por Marina Klein Telles 09/02/2026
Por Marina Klein Telles

O Instituto do Câncer Infantil (ICI) realizou nesta sexta-feira o evento ICI na Praia, uma ação especial em alusão ao Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro. A iniciativa levou pacientes da Instituição para viverem um dia de contato com o mar, em Capão da Canoa, resgatando sensações, memórias e emoções muitas vezes interrompidas pelo tratamento oncológico.

Sentir a areia nos pés, ouvir o som das ondas e reencontrar o mar depois de tanto tempo. Para pacientes do ICI, esse momento especial aconteceu em um passeio marcado por alegria, liberdade e emoção. Alguns não viam o mar há anos devido às restrições do tratamento, enquanto outros pisaram na areia da praia pela primeira vez.

Mais do que um passeio, o ICI na Praia reforça a importância do cuidado integral, que vai além do tratamento médico, proporcionando experiências que fortalecem o emocional, criam vínculos e constroem memórias afetivas duradouras. A programação incluiu banho de mar, almoço com direito a pizza e sorvete, treinamento de bombeiro mirim e muitas brincadeiras.

O ICI na Praia integra as ações do Instituto do Câncer Infantil voltadas à humanização do atendimento e à promoção de qualidade de vida para pacientes e familiares, celebrando a vida em cada detalhe.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/02/2026 0 Comentários 109 Visualizações
Saúde

Complexo de Saúde Inteligente do GHC começa a sair do papel

Por Marina Klein Telles 09/02/2026
Por Marina Klein Telles

A semana começou com boas notícias para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul. A primeira delas é o decreto publicado em 3 de fevereiro, no Diário Oficial da União, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que torna de utilidade pública quatro terrenos para viabilizar a construção do novo Complexo de Saúde Inteligente 100% SUS, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A outra, divulgada no dia 4 de fevereiro, é o lançamento, por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do edital de licitação para contratação de consultorias para dar forma final e executiva ao projeto. A área total é de 16.322 m², com a construção de aproximadamente 100.000m² de edificações.

Para o diretor-presidente do Grupo, Gilberto Barichello, o novo complexo será um marco de inovação, tecnologia e qualidade na assistência à saúde no Estado. “Vamos reunir num único local o Fêmina, o Cristo Redentor e o Criança Conceição, além do Centro Obstétrico do Hospital Nossa Senhora da Conceição, do Centro de Pesquisa e Ensino Luis Fernando Verissimo, do Centro Ambulatorial e da Central de Logística e Abastecimento Farmacêutico”, explica. Barichello acrescenta que será o maior complexo de saúde inteligente, com as tecnologias mais modernas do mundo, totalmente, integrado à Rede de Atenção à Saúde do RS, 100% SUS. O projeto será viabilizado por meio do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), do Governo Federal, com contratação pelo BNDES e investimento de R$ 1,5 bilhão. No total, serão 750 leitos, mais de 70 salas cirúrgicas, sendo algumas robóticas, mais 60 leitos de UTI adulto e 70 leitos de UTI neonatal e pediátrica. O objetivo é lançar o edital para captação do investidor que fará a obra até o final de 2027.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/02/2026 0 Comentários 52 Visualizações
Saúde

Estância Velha inaugura banco de coleta de sangue na próxima semana

Por Jonathan da Silva 06/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Estância Velha inaugura o Banco de Coleta de Sangue do município na próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, às 10h30min, em cerimônia no Centro de Especialidades, na Rua Rui Barbosa, 155. A inauguração contará com a participação da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, além de autoridades locais e representantes da área. O espaço foi criado para permitir coletas regulares de sangue na cidade, realizadas pela equipe do Hemocentro do estado, com o objetivo de ampliar o abastecimento e dar suporte à rede de saúde municipal.

A partir da implantação do banco, Estância Velha passa a contar com coletas quinzenais feitas pelo Hemocentro do estado. A estrutura foi viabilizada por meio de uma articulação da Secretaria Municipal da Saúde com o Governo do Estado.

Até então, Estância Velha promovia o transporte de doadores até o Hemocentro, em Porto Alegre, e também recebia visitas do Hemocentro Móvel.

Impacto no hospital municipal

O secretário municipal da Saúde, Yuri Campos, afirmou que a iniciativa tem impacto direto no atendimento hospitalar estanciense. “O sangue é um recurso insubstituível e essencial para diversas situações médicas, como cirurgias, acidentes, anemias crônicas, complicações de doenças como dengue e febre amarela, além de tratamentos contra o câncer. Com o novo espaço, teremos mais autonomia e agilidade para garantir o abastecimento dos estoques”, destacou o titular da pasta.

Mobilização de doadores

A população será incentivada a se cadastrar como doadora. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, cerca de 20 pessoas já estão cadastradas para realizar a doação na ocasião da inauguração do Banco de Coleta de Sangue.

Foto: Centro de Especialidades/Decom-EV/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/02/2026 0 Comentários 69 Visualizações
Saúde

Mamografia salva vidas e é decisiva para diagnóstico precoce do câncer de mama

Por Marina Klein Telles 05/02/2026
Por Marina Klein Telles

O Dia Nacional da Mamografia, celebrado nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, evidencia em todo o Brasil a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do acesso regular ao principal exame de rastreamento da doença. A data, instituída pela Lei nº 11.695/2008, mobiliza a Associação Médica do Rio Grande do Sul e a Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RS para esclarecer dúvidas, combater mitos e sensibilizar as mulheres sobre a realização periódica da mamografia, capaz de identificar lesões ainda não palpáveis e elevar as chances de cura para índices próximos a 95%.

A mamografia é reconhecida como um dos exames que mais salvam vidas. Estudos apontam que o rastreamento adequado pode reduzir em até 45% a mortalidade por câncer de mama, justamente por permitir a identificação da doença em fases iniciais, quando os tratamentos tendem a ser menos agressivos e mais eficazes. No Brasil, o exame está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população feminina à prevenção.

“Até hoje, não existe outro método mais eficaz do que a mamografia, exame de imagem que utiliza raio-x de baixa dose, para detectar microcalcificações, que muitas vezes representam fases muito iniciais do câncer de mama”, afirmou a presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RS (SBM-RS), Dra. Betina Vollbrecht. “Na maioria das vezes, conseguimos fazer o diagnóstico antes mesmo de qualquer sintoma ou alteração palpável, o que muda completamente o prognóstico da paciente”, completa.

Além de reforçar a importância do rastreamento, a data também é um momento para orientar sobre os cuidados antes do exame. Segundo a médica, cuidados simples precisam ser observados: no dia da mamografia, é fundamental evitar o uso de desodorantes, cremes, talcos ou perfumes na região das mamas e axilas, pois esses produtos podem interferir na qualidade da imagem. Também é indicado levar exames anteriores ou, quando disponíveis apenas em formato digital, as senhas de acesso, para permitir a comparação adequada.

Outro ponto que costuma gerar apreensão entre as mulheres é o desconforto durante o procedimento. “A mamografia é um exame rápido. Pode haver uma leve pressão na mama, necessária para obter imagens de boa qualidade, mas a prática dura poucos minutos e não impõe nenhuma restrição após a realização”, explica Dra. Betina. A mastologista também recomenda, sempre que possível, que mulheres que ainda menstruam agendem o exame fora do período menstrual, quando as mamas costumam estar menos sensíveis.

De acordo com a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia, a mamografia de rastreamento deve ser realizada anualmente em mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos. Já aquelas com histórico familiar de câncer de mama devem individualizar o acompanhamento, podendo iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/02/2026 0 Comentários 40 Visualizações
Saúde

Novo Hamburgo reforça importância da segunda dose da vacina contra a dengue

Por Jonathan da Silva 04/02/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria Municipal de Saúde de Novo Hamburgo está reforçando o alerta para o fato de que apenas 26,24% das crianças e adolescentes de 10 a 14 anos completaram o esquema vacinal contra a dengue no município. A pasta enfatiza a necessidade de aplicação da segunda dose nas unidades de saúde diante do aumento de casos da doença em períodos de calor e chuvas.

De acordo com a Secretaria, 3.405 crianças e adolescentes já receberam as duas doses da vacina. Outros 7.466 tomaram apenas a primeira dose e ainda não retornaram para completar o esquema vacinal. A população estimada nessa faixa etária no município é de 12.976 pessoas.

Locais de vacinação

A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde de Novo Hamburgo e também na Casa da Vacina. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas, conforme orientação do Plano Nacional de Imunizações.

Orientação aos responsáveis

A secretária municipal de Saúde de Novo Hamburgo, Betina Espindula, destacou a importância do acompanhamento dos responsáveis. “Por se tratarem ainda de crianças e jovens, que não têm como procurar sozinhos os postos de saúde, é importante que os pais fiquem atentos à necessidade do retorno para a segunda dose”, afirmou a titular da pasta.

Prevenção da doença

Além da vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde orienta a população a manter os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, como eliminar recipientes que acumulem água parada. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a situação vacinal de crianças e adolescentes e procurem a unidade de saúde mais próxima para iniciar ou completar a imunização.

Foto: Gustavo Steffens/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/02/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Saúde

Novo Hamburgo está em alerta de surto para dengue

Por Marina Klein Telles 03/02/2026
Por Marina Klein Telles

Novo Hamburgo está em alerta de surto para a dengue e outras doenças relacionadas ao Aedes aegypti. É que aponta o primeiro boletim informativo com os resultados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do ano de 2026, realizado pelo projeto de Prevenção e Combate à Dengue, e executado pela Universidade Feevale e Prefeitura Municipal de Novo Hamburgo. De acordo com o boletim, o município apresentou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 3%, ou seja, a cada 33 imóveis, um teve a presença de indivíduos do mosquito.

Por meio do LIRAa, são visitados, aproximadamente, 5% dos imóveis da cidade em um curto período, gerando um indicativo dos níveis de infestação, a fim de facilitar as ações de controle. Durante a semana do levantamento, entre 5 e 13 de janeiro, os Agentes de Combate às Endemias do município visitaram 3.959 imóveis, nos quais foram coletadas 248 amostras de larvas e/ou pupas de mosquitos, as quais foram encaminhadas para identificação no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 58% apresentaram-se positivas para Aedes aegypti.

Até a semana epidemiológica 4 (dia 31 de janeiro), foram registrados casos positivos de dengue nos bairros Canudos e Vila Nova. Grande parte do município já apresentou notificação de casos suspeitos de dengue, sendo Canudos e Santo Afonso os bairros responsáveis por cerca de 50% desses números. Até a mesma data, haviam sido recebidas 56 notificações de casos suspeitos de dengue, sendo três confirmados, 33 em investigação, 20 descartados e nenhum óbito.

Depósitos mais comuns seguem sendo os do dia a dia

Os depósitos mais comuns, assim como em anos anteriores, seguem sendo os pequenos recipientes móveis:  baldes, bebedouros de animais, vasos com plantas e pratinhos de vasos de flor. Acúmulo de lixo, sucatas e entulhos de restos de construção, bem como pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes de difícil remoção de água também representaram grande número.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Feevale, Tiago Filipe Steffen, lembra que os dados históricos em Novo Hamburgo demonstram que, nos próximos meses, ocorrerá um natural aumento no número de Aedes aegypti, devido à sazonalidade da espécie. “O fato está diretamente relacionado ao metabolismo do inseto, que tem preferência por temperaturas mais elevadas, aliado à presença de água acumulada. Por isso, alertamos os cidadãos para redobrarem os cuidados acerca de criadouros em potencial, seguindo engajados na luta contra o mosquito”, afirma.

Em casos de denúncia, a população pode acionar o serviço de fiscalização municipal pela ouvidoria SUS, por meio do WhatsApp (51) 99831-6500.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/02/2026 0 Comentários 73 Visualizações
Saúde

Risco de disseminação do Nipah no Brasil é baixo, segundo Rede Vírus

Por Marina Klein Telles 02/02/2026
Por Marina Klein Telles

O primeiro informe do ano da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) aborda a situação atual e implicações, para o Brasil, do vírus Nipah (NiV), que teve, recentemente, dois casos confirmados em profissionais de saúde no estado de West Bengal, Índia. O NiV é um vírus zoonótico com letalidade altamente elevada, o que faz com que integre a lista de patógenos prioritários para pesquisa e desenvolvimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a Rede Vírus, o risco atual para o Brasil é muito baixo, considerado o histórico recente de circulação do NiV e pelo fato de que os principais morcegos reservatórios naturais conhecidos do vírus se limitam à Ásia e Oceania. Até o momento, foram rastreados ao redor de 200 possíveis contatos, todos assintomáticos e negativos. Assim, apesar do potencial de alta letalidade das infecções pelo NiV, dados indicam que não há indícios de transmissão sustentada na comunidade.

Desde o início do primeiro relato de NiV, na Malásia em 1998, esse quadro se insere em uma história regional com surtos do vírus documentados em cinco países do Sul e Sudeste Asiático (Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura). Em relação à Índia, o primeiro grande surto ocorreu no estado de Kerala em 2018 (Kozhikode), seguido por eventos em 2021 e 2023, e por novos casos em 2025 (Malappuram e Palakkad), com avaliações oficiais indicando baixo risco de disseminação internacional e recomendação de prontidão. No leste da Índia, West Bengal registrou surtos em 2001 (Siliguri) e 2007 (Nadia), com transmissão nosocomial documentada. Em Bangladesh, desde 2001 há confirmações quase anuais, incluindo quatro casos fatais esporádicos entre janeiro e agosto de 2025.

Além disso, no acompanhamento dos surtos ocorridos ao longo dos últimos anos, a OMS avaliou como baixo o risco de disseminação internacional. “Nesse sentido, a Rede Vírus informa que está atenta ao monitoramento da situação na Índia e pronta para colaborar em eventuais estratégias de enfrentamento, assim como se coloca à disposição da sociedade para prestar informações sobre o NiV”, afirma o virologista e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Universidade, Fernando Spilki, que também é coordenador da Rede Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Vigilância Genômica de Viroses Emergentes e Reemergentes (Virômica-MCTI), integrante da Rede Vírus.

O que é o Nipah

O NiV é um vírus zoonótico capaz de causar desde infecções assintomáticas até quadros graves de insuficiência respiratória e encefalite em seres humanos, com letalidade de 40 a 75%. A infecção humana ocorre, em geral, por contato direto com animais infectados, pelo consumo de alimentos contaminados por secreções de morcegos ou por transmissão pessoa a pessoa em contatos próximos e ambientes assistenciais nas regiões de circulação do vírus. O período de incubação típico é de quatro a 14 dias, podendo ser mais longo (até 45 dias).

Na natureza, a circulação e manutenção do Nipah estão ligadas à ecologia dos morcegos frugívoros do gênero Pteropus (reservatórios naturais do NiV). Eventos como a intensificação de atividades extrativas e agrícolas, urbanização e mudanças no uso do solo estão ligados ao transbordamento do vírus a seres humanos e animais domésticos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/02/2026 0 Comentários 145 Visualizações
Saúde

SUS passa a oferecer imunizante contra VSR para bebês a partir de fevereiro

Por Jonathan da Silva 28/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar, a partir de fevereiro, o nirsevimabe, imunizante indicado para prevenir infecções respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças com comorbidades em todo o Brasil. A incorporação ocorre antes do período de maior circulação do vírus no país e integra a estratégia do sistema público para reduzir internações e complicações associadas ao VSR entre os públicos considerados mais vulneráveis.

O imunizante será oferecido a todos os prematuros nascidos após agosto de 2025, com idade gestacional inferior a 37 semanas e até seis meses de vida no momento da aplicação, independentemente do peso. Também estão incluídas crianças com até 24 meses que apresentem comorbidades como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, o nirsevimabe será ofertado aos recém-nascidos elegíveis durante todo o ano ainda na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável e não apresente contraindicações à aplicação intramuscular.

Aplicação fora da maternidade

Bebês prematuros nascidos após agosto de 2025 e antes de fevereiro de 2026 também deverão receber o imunizante no início da sazonalidade de 2026, desde que tenham menos de seis meses no momento da aplicação. Para esses casos e para as crianças com até dois anos que apresentem as comorbidades listadas, em sua primeira ou segunda sazonalidade, a orientação é procurar a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) entre fevereiro e agosto.

Os pais ou responsáveis devem apresentar relatório, laudo ou prescrição médica que comprove a condição de elegibilidade, com validação feita por profissionais de saúde de nível superior da RIE.

Proteção de bebês

O diretor geral de vacinas na Sanofi, Guillaume Pierart, destaca que o acesso ao nirsevimabe via SUS representa um avanço importante para a proteção de bebês que estão entre os mais vulneráveis às complicações do VSR. “Pelo impacto tão significativo que temos visto em outros países, que têm tido resultados de eficácia ainda maior no mundo real do que nos estudos clínicos, sabemos que isso trará benefícios relevantes às famílias e ao sistema de saúde. Garantir o acesso a uma solução preventiva tão inovadora no sistema público reforça o nosso compromisso com a equidade em saúde e com a redução da pressão sobre a rede assistencial durante a sazonalidade do vírus”, afirma Pierart.

Entre os mais preocupantes

O pediatra, infectologista e presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, ressalta que o vírus sincicial respiratório é um dos vírus mais frequentes e mais preocupantes na pediatria, sobretudo em bebês pequenos. “Ele pode evoluir para um quadro de bronquiolite grave e exigir internação, inclusive em crianças que nasceram saudáveis e a termo. As novas estratégias de imunização disponíveis têm potencial de reduzir significativamente esses quadros graves e aliviar a sobrecarga dos serviços de saúde durante os meses de maior circulação do vírus”, explica Sáfadi.

Disponibilidade no sistema privado

Além da oferta no SUS, o nirsevimabe também está disponível no sistema privado e é recomendado para todos os bebês, independentemente de terem nascido a termo ou prematuros, antes ou durante a sazonalidade do VSR. Na saúde suplementar, o imunizante conta com cobertura garantida pelos planos de saúde, seguindo os mesmos critérios de elegibilidade adotados pelo SUS.

Cenário internacional

A incorporação do nirsevimabe no Brasil acompanha estratégias adotadas em outros países. No Chile, a adoção de uma estratégia universal de imunização contra o VSR foi associada à redução de 76% nas hospitalizações por VSR e de 85% nas internações em unidades de terapia intensiva pediátrica, além do registro de nenhuma morte entre bebês menores de um ano no primeiro ano de implementação, segundo dados publicados no The Lancet Infectious Diseases.

No Paraguai, o anticorpo monoclonal também foi incorporado ao programa de saúde pública para proteger recém-nascidos e lactentes durante a temporada de maior circulação do VSR. A campanha nacional de imunização foi associada a reduções nas hospitalizações por VSR e ao registro de zero mortes por VSR em lactentes em 2025.

O que é o nirsevimabe

Beyfortus (nirsevimabe) é um anticorpo monoclonal que oferece imunização contra o VSR com efeito rápido, sem necessidade de ativação do sistema imunológico para a produção de anticorpos. O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de hospitalização em bebês com menos de 12 meses. Entre fevereiro e junho de 2025, o Brasil registrou volume 36% maior de hospitalizações por VSR em relação ao mesmo período de 2024 e 71% acima do observado em 2023. Em maio de 2025, 31% dos bebês hospitalizados por VSR precisaram de UTI, indicando o impacto da doença sobre a rede hospitalar.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
28/01/2026 0 Comentários 104 Visualizações
Saúde

Formação do VER-SUS aborda SUS e rede de saúde de Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 27/01/2026
Por Jonathan da Silva

Estudantes e residentes da área da saúde participam, nesta semana, de uma imersão do programa Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS) em Novo Hamburgo. A ação conta com atividades formativas sobre os princípios do SUS e a organização da Rede de Atenção à Saúde da cidade, com foco em saúde mental, em ações organizadas pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Saúde.

A formação ocorreu na segunda-feira (25), no Centro de Espiritualidade Pe. Arturo (CEPA), no bairro Arroio da Manteiga, em São Leopoldo, local que também serve de alojamento para os participantes. Ao todo, 35 estudantes e residentes integram a imersão, que propõe vivência intensiva na saúde pública.

A secretária municipal de Saúde de Novo Hamburgo, Betina Espindula, participou do encontro, que também contou com a presença do professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dário Pasche. Durante a atividade, foram discutidos a trajetória histórica do SUS e desafios atuais da gestão pública em saúde.

Objetivos do programa

A programação do VER-SUS busca promover a integração entre ensino, serviço e comunidade, com foco na qualificação de futuros profissionais e no aprimoramento das práticas no sistema público de saúde. “O VER-SUS é um espaço de aprendizado e troca. Para nós, enquanto gestão, é fundamental investir na formação e na educação permanente dos profissionais da rede SUS, garantindo um cuidado cada vez mais humanizado, integrado e alinhado às demandas dos territórios”, destacou a secretária Betina.

Atividades previstas

Ao longo da semana, os participantes, chamados de viventes, realizam palestras e visitas a serviços que integram a rede de saúde de Novo Hamburgo. Estão previstas atividades com agentes da atenção básica, visitas a serviços de média e alta complexidade e a equipamentos da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial.

Também está programada uma visita ao Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. O encerramento do VER-SUS ocorrerá com um sarau cultural no sábado, dia 31, das 14h às 18h, na Casa da Praça, no bairro Boa Vista. A atividade será aberta ao público e integra as ações da Secretaria Municipal de Saúde em alusão ao Janeiro Branco.

Realização

O VER-SUS é realizado pela Associação da Rede Unida, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde, da Prefeitura de Novo Hamburgo, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Núcleo Municipal de Educação em Saúde Coletiva, com apoio do PET-Saúde, da Universidade Feevale e da Associação Cultural Casa da Praça.

Foto: PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/01/2026 0 Comentários 76 Visualizações
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