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Saúde

CidadesSaúde

Bairros de Canoas recebem cuidados após confirmação de caso da leptospirose

Por Gabrielle Pacheco 28/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), a Prefeitura de Canoas intensifica o combate à leptospirose no município com ações de bloqueio químico que visam conter a bactéria causadora da doença. Há dez dias, a Equipe de Controle de Zoonoses realizou a pulverização das vilas Araçá e Dique, ambas localizadas no bairro Mato Grande e relacionadas ao primeiro caso da infecção em 2020. Dependendo das condições climáticas, as mesmas regiões receberão a segunda rodada da sanitização ainda nesta semana.

De acordo com o médico veterinário e responsável técnico da equipe, Delmar Bizani, o bloqueio químico é realizado dentro de um raio de 150 metros a partir do endereço do paciente diagnosticado. Na área, que pode abranger residências, terrenos, prédios, empresas, vias e avenidas, máquinas pulverizadoras aplicam soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária) de três a cinco semanas com repetição, em média, a cada sete dias.

“As pulverizações buscam dois objetivos: impedir a proliferação da bactéria e tornar determinada área segura para que os agentes de combate às endemias façam o monitoramento de outros casos suspeitos.”

Segundo a bióloga e gestora da Equipe de Controle de Zoonoses, Gabriela Hass, nestas atividades, os moradores também são orientados quanto aos aspectos preventivos já que, em áreas urbanas, o principal transmissor da leptospirose é o roedor. “Procuramos informar todas as comunidades para que, através de práticas simples como o descarte correto do lixo e a higienização dos ambientes, consigamos evitar mais casos na região”, revela. A partir da constatação de tocas, bueiros, bocas de lobo e outros lugares que possam abrigar estes animais, os agentes aplicam iscas de rodenticidas para controlar a população roedora e diminuir a transmissão de doenças.

A equipe de campo é composta por, no mínimo, dois operadores das máquinas pulverizadoras e dois orientadores de área, que orientam o direcionamento da aspersão. Além destes profissionais, os batedores integram o grupo para solicitarem aos residentes a permissão de acesso em seus terrenos e avaliarem áreas de difícil acesso.

Sintomas da leptospirose

A leptospirose é uma infecção que pode causar danos graves à saúde e até mesmo a morte se não tratada. Os indícios geralmente aparecem entre uma semana e 14 dias após o contato, mas podem se manifestar até 30 dias após a contaminação. Os sintomas mais recorrentes de quem contrai a doença são febre alta (acima de 39ºC), dores de cabeça, musculares e nas costas, sangramento, dificuldade de andar ou urinar, náusea, vômito, icterícia, tosse e problemas respiratórios.

O que fazer após a suspeita

O indivíduo que tiver estes sintomas após contato com alagamentos, enchentes, banhos de rio e açude, limpeza de fossa, caixas de gordura ou lixo, deve procurar imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima. Ao ser atendido, é importante informar ao profissional que teve contato com locais que possam estar contaminados com urina de rato.

Prevenção à doença

Evite deixar alimentos de humanos e animais ou restos deles expostos para não atrair roedores para sua residência. Feche bem os lixos em sacos plásticos e, se possível, coloque em latas de lixo fechadas. Mantenha-se longe de águas de enchente, alagamentos ou lamas, pois quanto mais tempo em contato com essas substâncias maior a chance de contágio da leptospirose. Ao mexer no lixo, fossas, hortas, caixas de gordura ou ao limpar os resíduos do alagamento, utilize sempre luvas de borracha e botas ou, em caso de não possuir, sacos plásticos nas mãos e pés.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/07/2020 0 Comentários 588 Visualizações
Saúde

Atendimentos em emergências cardiológicas caem enquanto mortes por infarto aumentam

Por Gabrielle Pacheco 28/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Desde que foram registrados os primeiros casos de Covid-19 no Brasil, os hospitais têm registrado queda no número de atendimentos de pacientes com problemas cardiológicos. Porém, no período de março a maio deste ano, as mortes por doenças cardiovasculares em casa aumentaram 32%, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Foram 15.870 pessoas que perderam a vida sem buscar socorro – número superior a todos os óbitos desse tipo, em casa e nos hospitais, registrados no mesmo período do ano passado.

A situação no Brasil repete o que ocorreu em outros países que já foram epicentro da pandemia, como Estados Unidos e Itália. O medo de se contaminar ao procurar ajuda médica é uma das causas que podem contribuir para a incidência desses óbitos. Segundo a chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Polanczyk, de março a junho deste ano, a Emergência da instituição registrou 838 atendimentos por problemas cardiológicos. O número é 34% menor do que o do ano passado, quando 1.261 pacientes cardíacos deram entrada no setor.

Nos meses de abril e maio, o total de atendimentos caiu pela metade. A cardiologista alerta que os casos com a situação agravada também aumentaram. “A proporção de pacientes com doenças cardíacas que entraram pela emergência e necessitaram de internação também foi maior, o que sugere que suas condições já eram mais graves”, aponta Carisi. Ela lembra ainda que a procura por atendimento é fundamental.

“É importante lembrar que a doença existe e precisa ser tratada. Ao sentir um sintoma e não procurar ajuda médica, o intervalo de tempo pode ser fatal.”

O medo é o maior risco

Segundo a médica, além de um maior risco de morte, a demora em procurar uma emergência pode piorar a situação clínica e aumentar o tempo de internação. Também pode gerar mais danos ao músculo do coração – levando, por exemplo, a uma insuficiência cardíaca. O principal sintoma do infarto é a dor ou desconforto na região do peito, que pode irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, mais raramente, o braço direito. A sensação costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de peso ou aperto sobre tórax, com suor frio, palpitações, palidez e vômitos.

“O hospital é um ambiente seguro, preparado para receber quem precisa. Seguimos todos os protocolos para prestar um atendimento adequado.”

Carisi lembra ainda que pessoas com problemas cardiológicos devem seguir os tratamentos, comparecer às consultas e usar os medicamentos prescritos. Ao sentir desconforto, falta de ar e palpitações, o paciente não deve se automedicar, mas procurar o serviço de emergência ou contatar seu médico.

Três dias infartando em casa

Paciente da Dra. Carisi, a professora de Educação Infantil aposentada Ana Cristina Menezes de Azevedo, de 58 anos, passou pela experiência de ter uma “leve dor no peito” em 13 de maio. Nos dias seguintes, as dores ficaram mais fortes. Mas o medo de contrair o coronavírus fez ela protelar a ida à Emergência até o dia 16. Ao passar por exames, o diagnóstico apontou que ela havia sofrido um infarto no ventrículo esquerdo e teve de fazer um cateterismo.

“Senti na pele o receio de procurar ajuda médica nesse momento de pandemia. Mas as pessoas não podem fazer isso. É a nossa vida que está em jogo.”

Hoje, de volta às suas atividades, Ana passou a dedicar uma hora por dia para caminhar e reforçou os cuidados com a alimentação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/07/2020 0 Comentários 538 Visualizações
Saúde

8 em cada 10 gestantes vítimas do Covid-19 no mundo são brasileiras

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

No começo da pandemia pelo novo coronavírus, muito se falou sobre os pacientes que se encaixavam no grupo de risco: idosos, obesos, hipertensos e diabéticos estavam na lista. Logo depois, o Ministério da Saúde adicionou as gestantes a esse grupo, recomendando mais atenção a essas mulheres.

“É possível que essas gestantes e puérperas no Brasil não estejam recebendo a assistência adequada.”

Mesmo assim, um estudo brasileiro publicado no começo de julho no International Journal of Gynecology and Obstetrics apresentou um dado alarmante: oito em cada 10 gestantes e puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz) mortas por Covid-19 no mundo são brasileiras. O que justifica esse número? “Um estudo feito no final de junho pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention), órgão dos Estados Unidos, mostrou que as grávidas com coronavírus lá apresentam risco maior de internação, com necessidade de UTI e ventilação mecânica”, afirma a ginecologista Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira. Entretanto, segundo ela, isso não significou um número maior de mortes (16 mortes entre cerca de 8 mil gestantes que contraíram a doença). “É possível que essas gestantes e puérperas no Brasil não estejam recebendo a assistência adequada”, pontua.

A pesquisa utilizou dados públicos. Das 160 mortes por Covid-19 notificadas até 18 de junho, 124 eram no Brasil, sendo que 188 nações foram afetadas pela doença. O número é 3,4 vezes superior ao número total de mortes maternas relacionadas ao Covid-19 relatadas em todo o mundo. A maioria dos óbitos aconteceu no puerpério, ou seja, em até 42 dias após o nascimento do bebê. Pelos dados públicos, não foi possível saber se os bebês também morreram.

“O aparecimento de crianças com o vírus logo após o nascimento de mães contaminadas pode significar uma possibilidade que deve ser considerada.”

Segundo o estudo Neonatal Early-Onset Infection With SARS-CoV-2 in 33 Neonates Born to Mothers With COVID-19 in Wuhan, China publicado no Journal of The American Medical Association, há possibilidade de contágio vertical da gestante para o bebê durante a gravidez. “O aparecimento de crianças com o vírus logo após o nascimento de mães contaminadas pode significar uma possibilidade que deve ser considerada”, afirma a Dra. Ana Carolina Lúcio Pereira. “Com as mães tendo complicações, é necessário fornecer a assistência adequada a elas e aos bebês”, afirma a médica.

Atendimento pré-natal

No caso do atendimento de gestante classificada como “caso suspeito”, essa paciente deverá utilizar máscara de proteção e o profissional deverá utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) que inclui máscara, luvas, óculos e avental. “Dentro das orientações dos planos de contenção da infecção nos hospitais, esses casos deverão ser hospitalizados até a definição diagnóstica. Gestantes com suspeita ou confirmação de infecção pelo Covid-19 devem ser tratadas com terapias de suporte, de acordo com o grau de comprometimento sistêmico”, afirma a médica. “No caso da amamentação, consulte sempre um médico. Pacientes na fase aguda da doença podem ser orientados a não amamentar, fazendo com que o leite seja ordenhado e ofertado ao bebê”, finaliza a médica.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 643 Visualizações
Saúde

Anemia atinge pelo menos 20% das crianças no Brasil

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O momento de distanciamento social pode ser útil para uma reflexão sobre os hábitos alimentares e um dos aspectos importantes é ficar atento a quantidade de ferro que é consumida, especialmente quando se trata de gestantes e bebês. Os dados mais recentes no Brasil mostram que a anemia atinge cerca de 20 a 30% das crianças. Há variações conforme a região do país e a causa mais frequente é a anemia pela deficiência por ferro. Por conta disso, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) reforça a importância dos pais estarem atentos a isso.

“A anemia é um problema global que exige atenção desde o pré-natal com a gestante, durante o aleitamento materno e na alimentação complementar fortificada com o devido acompanhamento pediátrico. Além disso, promover o aleitamento materno exclusivo é importantíssimo e quando este não for possível, o uso adequado de fórmulas para lactantes e não o leite de vaca.”, explica o médico nutrólogo pediátrico e diretor da SPRS, Matias Epifanio.

O efeito da anemia acontece no crescimento podendo comprometer o desenvolvimento cerebral. Outros fatores são relacionados com habilidades cognitivas, capacidade motora e aspectos comportamentais. Em 2018, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou uma diretriz sobre o consenso considerando mais que uma doença, uma urgência médica.

No Brasil os dados relacionados a anemia variam muito pelos aspectos regionais, mas a maior parte dos casos concentram-se em crianças menores de 3 anos e gestantes. O conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) para anemia é quando ocorre um desvio dois numerais abaixo do esperado, dos níveis de hemoglobina circulante no sangue. Os parâmetros são determinados conforme a idade e outros fatores como sexo, gestação, altitude, entre outros.

“A avaliação clínica em muitos casos não é suficiente. As vezes para uma detecção precoce é preciso um olhar da evolução da criança desde o pré-natal, alimentos complementares, vínculo de aleitamento materno, entre outros aspectos, finaliza Matias.

O consenso sugere a suplementação que todo recém-nascido a termo de peso adequado, deve receber do 3o mês de vida até os 24 meses de vida 1 mg de ferro elementar por quilo a cada dia. Há diferenciações se o bebê nasceu abaixo do peso ou pré maturo sendo indispensável a consulta ao pediatra para o correto acompanhamento.

As carnes e alguns órgãos, como o fígado, apresentam alta densidade e biodisponibilidade de ferro. Alguns vegetais também apresentam quantidades razoáveis de ferro, porém sua biodisponibilidade pode ser menor. Os elevados requerimentos fisiológicos de ferro na primeira infância tornam a criança especialmente vulnerável à anemia por deficiência de ferro durante os dois primeiros anos de vida. Neste sentido, atenção especial deve ser dada ao período de amamentação e à posterior fase de introdução de alimentos complementares, quando deverá ocorrer a introdução oportuna, correta e apropriada dos alimentos ricos em ferro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 644 Visualizações
CidadesSaúde

Prefeitura de Capão da Canoa inaugura ambulatório de saúde mental

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Foi inaugurado, na manhã de sexta-feira, 24, o ambulatório de saúde mental de média complexidade, com recursos próprios, e que possui equipe multiprofissional composta por uma enfermeira coordenadora, um médico com experiência em psiquiatria, dois psicólogos, duas assistentes sociais. O espaço está localizado na Rua Cruzeiro do Sul, nº 450, bairro Arco-Íris.

O objetivo é promover ações de saúde mental na atenção primária em articulação com as equipes das ESFs. Ainda visa ampliar o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes e prestar assistência multiprofissional às pessoas com transtornos mentais moderados encaminhados pela Atenção Básica.

O Prefeito de Capão da Canoa, Amauri Magnus Germano, ressalta que é de extrema relevância avançar na política pública de saúde mental neste período delicado de pandemia, que não deve barrar avanços na saúde pública municipal.

“Nossas equipes estão empenhadas em entregar o melhor serviço para a comunidade e acredito que estamos alcançando esse objetivo.”

A Secretária Municipal de Saúde, Ângela Patrícia Schardosim, destaca a importância deste trabalho em rede para suprir áreas historicamente negligenciadas e trazer maior eficiência dos recursos materiais e humanos já existentes no município.

“Neste sentido, os serviços foram implantados no local do antigo posto de saúde do bairro arco-íris e conta com equipe do quadro efetivo de servidores.”

A homenageada

O espaço leva o nome de Nise da Silveira, médica psiquiatra brasileira. Reconhecida mundialmente por sua contribuição à psiquiatria, revolucionou o tratamento mental no Brasil. Foi uma das responsáveis pela humanização dos tratamentos, com foco na terapia ocupacional.

Dedicou sua vida ao trabalho com doentes mentais, manifestando-se radicalmente contra as formas que julgava serem agressivas em tratamentos de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia. Nise ainda foi pioneira ao enxergar o valor terapêutico da interação de pacientes com animais.

Foto: Luiz Moraes/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 761 Visualizações
Saúde

Câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente no Brasil e deve acometer até 45 mil pessoas em 2020

Por Gabrielle Pacheco 27/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço mostram que o câncer nessa região é o segundo com maior frequência no Brasil, atrás apenas dos tumores na mama para as mulheres e na próstata para os homens. A estimativa é de que, neste ano, entre 35 e 45 mil brasileiros descubram que têm a doença. Isso sem considerar os tumores de pele que atingem áreas da face, couro cabeludo e pescoço.

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço, 27 de julho, tem o objetivo de alertar para os tumores numa região nobre do corpo. Os órgãos e tecidos desta área possuem diversas funções vitais e sociais, como a alimentação, a respiração, a fala, a audição, a visão e o controle metabólico, sem contar a identidade visual. A data destaca a importância do diagnóstico precoce para ampliar as chances de tratamento e cura, com mínimas sequelas funcionais e estéticas.

O cirurgião de cabeça e pescoço do Hospital Moinhos de Vento, Daniel Sperb, alerta que qualquer sintoma, ferida ou nódulo na região da cabeça e pescoço que não melhore em 15 dias deve ser avaliado. “O mais importante passo para diagnóstico e tratamento correto é o exame clínico por um especialista o mais rápido possível. Exames complementares de imagem, laboratório e anátomo patológico são realizados conforme cada situação. Quanto antes começar a tratar, melhores os resultados”, explica.

Os tipos

Entre os tipos de tumores de cabeça e pescoço estão os de lábio e pele (geralmente pela exposição solar excessiva), de tireóide (um dos que mais cresce no mundo), das glândulas salivares e no sistema linfático. Os mais comuns são de boca, da faringe e da laringe, relacionados com o tabagismo, excesso de consumo de bebida alcoólica, má higiene oral e, mais recentemente, com o vírus HPV (papilomavírus humano).

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar mais de 15 mil novos casos de câncer bucal em 2020 – cerca de 11 mil em homens e quatro mil em mulheres. O número de mortes pela doença no período poderá chegar a cinco mil.

Pesquisa inédita

Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento descobriram que a prevalência de lesões orais persistentes é 76% superior entre jovens e adolescentes que tiveram dois ou mais parceiros sexuais no passado. Aqueles que relataram não usar preservativo em relações sexuais têm 68% mais chance de ter essas lesões que não cicatrizam após 15 dias e que podem ser sintoma de câncer de boca. Os números foram colhidos em um estudo que entrevistou mais de 7 mil pessoas em todas as capitais brasileiras.

O levantamento – que investigou se essas lesões estão associadas a comportamentos sexuais e à presença de doenças sexualmente transmissíveis – utilizou os dados do projeto POP-Brasil, desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). As análises também concluíram que pessoas com HIV, sífilis, papilomavírus humano (HPV) ou alguma infecção sexualmente transmissível autorreferida apresentaram prevalência 140% maior em lesões orais persistentes.

Pesquisadora da instituição e coordenadora do estudo, Eliana Wendland, explica que não é possível conectar diretamente as lesões bucais ao HPV, pois não passaram por biópsia. “O estudo mostrou a relação entre padrões de comportamento sexual e as lesões de boca. Quem já se relacionou com duas ou mais pessoas ou não usa preservativo tem maiores chances de ter as lesões persistentes, evidenciando a importância da camisinha como estratégia de prevenção primária desses agravos”, esclarece a médica epidemiologista.

O estudo foi desenvolvido entre 2015 e 2017, englobando todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal, com coleta de dados realizada em 119 Unidades Básicas de Saúde. Os participantes têm entre 16 e 25 anos e não foram vacinados contra o HPV. Nos Estados Unidos, já existe a indicação de ampliação da idade para vacinação até os 45 anos.

Cuidados e tratamento

Com alguns cuidados, é possível prevenir o aparecimento das lesões e tumores. Os principais são manter uma boa higiene bucal, não fumar, não consumir bebida alcoólica em excesso, utilizar protetor solar labial durante a exposição ao sol e usar preservativo. De acordo com o especialista, também não se deve usar pomadas ou medicações sem orientação médica. “Muitos pacientes buscam atendimento com tumores extremamente agravados por usarem, durante longo tempo, pomadas à base de corticóide sobre as lesões”, pontua Daniel Sperb.

Os tratamentos devem ser realizados por equipe multidisciplinar, que pode ser composta por cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista clínico, patologista, endocrinologista, radiologista, radioterapeuta, dentista, enfermeiro especializado, fonoaudiólogo, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra e cirurgiões plásticos. O paciente pode necessitar de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia – ou até as três modalidades. Alguns desses especialistas ajudam também a prevenir ou tratar sequelas advindas do tumor e do seu tratamento.

Entre as novidades estão a evolução das cirurgias endoscópicas e robóticas, permitindo a realização de procedimentos menos invasivos e com menos sequelas. Os aparelhos de radioterapia também estão cada vez mais precisos e permitem focar melhor a radiação nas áreas de tumor, sem atingir órgãos e tecidos saudáveis.

Tratamentos imunoterápicos são outro avanço. “Estamos apenas iniciando a era da imunoterapia e já podemos ver que esses medicamentos ampliarão completamente o entendimento do câncer, trazendo múltiplos benefícios para os pacientes”, conclui o cirurgião.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/07/2020 0 Comentários 605 Visualizações
CidadesSaúde

Hospital Lauro Reus recebe monitor que será usado no tratamento de Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 24/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Na tarde desta quinta-feira, 23, o Hospital Lauro Reus recebeu a doação de um monitor multiparamétrico. O equipamento foi entregue pela empresa Ticket Log e será agregado à nova Sala de Retaguarda Covid, espaço que também contará com cinco novos leitos e tem previsão para iniciar as atividades na semana que vem. De acordo com o prefeito Luciano Orsi, ações como essa são essenciais em um momento tão difícil. “Aparelhos como esse são vitais, principalmente com o agravamento dos casos de coronavírus que está acontecendo agora. As empresas terem esse olhar social e carinhoso com a comunidade é fundamental”, relata.

Para a secretária de Saúde, Suzana Ambros Pereira, o equipamento é como o olho do médico enquanto o profissional de saúde auxilia outros pacientes. “São diversos controles que a equipe tem acesso que dão segurança ao paciente e indicam como ele está. O aparelho também tem um sistema de alarme que é um alerta para que os profissionais verifiquem o que está acontecendo com o paciente”, diz. O coordenador de operações da Ticket Log, Márcio Diemer, conta que essa doação vem com o intuito de ajudar a cidade, a população e aos colaboradores. “É uma questão de reforçar essa relação antiga de carinho e amor por Campo Bom”, conta.

O diretor administrativo da casa de saúde, Jeferson Moschen, explica que o monitor dará um complemento muito importante tanto para os atendidos, quanto para os funcionários do hospital. “Precisávamos ter um monitor moderno como esse. Ele dará muita segurança aos pacientes e profissionais de saúde”, afirma.

Foto: Nadine Funck/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2020 0 Comentários 582 Visualizações
CidadesSaúde

Central de tomografia do Hospital Lauro Reus começa a funcionar

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Entrou em operação a central de tomografia do Hospital Lauro Reus. Adquirido pela Prefeitura de Campo Bom, o equipamento começou a ser utilizado nesta quarta-feira (dia 22), o que proporciona maior comodidade aos pacientes que antes precisavam ser realocados para Sapiranga para realizar exames. O serviço atende 24 horas por dia, diariamente, e no primeiro dia de operação foram atendidos seis pacientes. Entre eles, a auxiliar administrativa moradora do bairro Jardim do Sol, Cassiane Martins, 34 anos, que sofreu um acidente de moto na Avenida dos Municípios, em Campo Bom. Cassiane conta que desde o início o atendimento foi excelente. Ela foi a primeira a se beneficiar do serviço. “Tive que estrear a máquina de tomografia porque eu sentia muita dor no tornozelo e na lombar e foi solicitado o exame que é mais completo. Foi um atendimento muito bom e tinha tudo aqui, não precisei ir para outros lugares e foi tudo muito rápido também”, comenta.

O prefeito Luciano Orsi se diz satisfeito em poder oferecer o serviço à população de Campo Bom. “É uma sensação muito boa porque a gente via as pessoas sendo deslocadas, com a demora no diagnóstico, além de gerar um custo maior. Então agora nós temos um equipamento nosso. Com certeza vai dar uma condição diferenciada para o médico poder fazer um diagnóstico muito mais rápido e com isso poder recuperar mais pessoas. É uma alegria para nós”, comemora.

O diretor administrativo da casa de saúde, Jeferson Moschen, explica que os primeiros atendimentos foram um sucesso. “O equipamento é bem dinâmico, todos os resultados foram muito rápidos, o que otimizou o tempo dos pacientes e também dos profissionais de saúde”, relata. O tomógrafo vai possibilitar de 250 a 300 exames por mês, com atendimentos que serão feitos com agendas de eletivos durante a semana e urgência e emergência a qualquer momento que se fizer necessário. A coordenação da Radiologia e todos os técnicos de radiologia realizaram um treinamento para operar o tomógrafo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2020 0 Comentários 612 Visualizações
Saúde

Nova rodada da pesquisa com testes rápidos para Covid-19 começa neste sábado

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A pesquisa que estima a proporção de casos do novo coronavírus na população gaúcha inicia sua sexta rodada de testes rápidos e entrevistas em nove cidades do estado a partir deste sábado (25). O estudo segue com a mesma metodologia das etapas anteriores. Entre os dias 25 e 27 de julho, profissionais voluntários da área de saúde, sob orientação do Instituto de Pesquisa e Opinião (IPO), vão visitar quinhentas residências e convidar os moradores, a fazer o teste rápido para o coronavírus, seguido de uma breve entrevista sobre a ocorrência de sintomas, busca por assistência médica e rotina das famílias em relação às medidas de distanciamento social. A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) auxilia a pesquisa no município de Santa Cruz do Sul.

O estudo intitulado Evolução da Prevalência de Infecção por Coronavírus no RS (Epicovid19-RS) é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e ocorre em parceria com o Governo do Estado, com objetivo de mapear os casos de coronavírus e de avaliar a velocidade de expansão do contágio na população gaúcha. Ao todo, 4,5 mil pessoas serão entrevistas e testadas nessa etapa, nas seguintes cidades participantes: Canoas, Caxias do Sul, Ijuí, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Uruguaiana. Em cada município, a seleção das residências e dos moradores ocorre por meio de um sorteio aleatório, utilizando os setores censitários do IBGE como base.

Para a realização do exame, os entrevistadores coletam uma gota de sangue da ponta do dedo do participante. A amostra é analisada pelo aparelho de testes em aproximadamente 15 minutos. A pesquisa tem apoio das secretarias de saúde e dos órgãos de segurança dos municípios. Em caso de dúvida, os participantes podem entrar em contato com a Guarda Municipal ou Brigada Militar para obter informações sobre as visitas às casas. Além da etapa deste fim de semana, o cronograma prevê mais duas rodadas: a sétima deve acontecer de 22 a 24 de agosto, e a oitava, de 26 a 28 de setembro, dependendo da prevalência de Covid-19 analisada na fase atual. Os resultados são divulgados pelo Governo do RS em aproximadamente 48 horas após a finalização da coleta.

Os financiadores do projeto são a Unimed Porto Alegre, o Instituto Cultural Floresta, também da capital, e o Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro. Atuam no projeto, além da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), as Universidades Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), Federal de Santa Maria (UFSM), Federal do Pampa (Unipampa/Uruguaiana), de Caxias do Sul (UCS), IMED e Federal da Fronteira Sul (UFFS/Passo Fundo), de Passo Fundo (UPF) e La Salle (Unilasalle).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2020 0 Comentários 561 Visualizações
CidadesSaúde

Campo Bom confirma 14 servidores da secretaria de obras com Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

Na última quarta-feira, 22, um servidor da Secretaria de Obras, Planejamento e Serviços Urbanos de Campo Bom testou positivo para Covid-19. Com a confirmação, a Administração Municipal determinou a imediata testagem de todos os servidores que mantiveram algum tipo de contato com o colega, processo que resultou em 14 servidores positivados, todos passando bem e assintomáticos.

O trabalho no espaço foi suspenso e os servidores afastados. O serviço de sanitização do local também já está definido e um cronograma de trabalho foi elaborado para ser aplicado, tendo em vista que o trabalho desenvolvido pela pasta é considerado serviço essencial. Até a próxima semana, será adotado o sistema de plantão, sobreaviso e home-office para os servidores que testaram negativo, mas que também passaram a ser monitorados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2020 0 Comentários 557 Visualizações
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