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Saúde

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Saúde

Governo do RS divulga mapa preliminar da 33ª rodada do Distanciamento Controlado

Por Gabrielle Pacheco 18/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

O mapa preliminar da 33ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado continua refletindo o alto índice de contágio de coronavírus no Estado. Assim, mesmo com a mudança nos indicadores da macrorregião Sul, alterando de bandeira preta para vermelha em Bagé e Pelotas, o Estado segue em alerta máximo. A nova atualização foi divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Nesta rodada, a única região que não apresenta risco alto de contágio é Guaíba, classificada em bandeira laranja (risco epidemiológico médio). Com isso, as outras 20 regiões do Estado estão em bandeira vermelha. Embora tenha havido redução de 4% (de 1.375 para 1.316) no número de internados em leitos clínicos confirmados com Covid-19, os pacientes em leitos de UTI aumentaram 2% (de 915 para 935). Além disso, houve abertura de cerca de 60 novos leitos de UTI no Estado. Dessa forma, a elevação nos óbitos chegou a 20% entre as últimas duas quintas-feiras, o que representa o maior patamar desde o início do modelo.

Sistema de cogestão regional

O sistema de cogestão regional, suspenso na primeira quinzena de dezembro, voltou a valer na última terça-feira (15). Assim, até o momento, 18 das 21 regiões Covid aderiram à cogestão, e adotam protocolos próprios, elaborados por associações regionais. Assim, para a adesão da cogestão, é necessário o envio de planos regionais com protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam), limitados à bandeira anterior. Caso ainda não tenham sido enviados protocolos ou o plano regional não esteja vigente, o governo abre possibilidade de recepção imediata de padrões mais flexíveis até bandeira imediatamente inferior, sem esperar prazo de 48 horas para submissão e validade de novo plano regional.

Além disso, municípios e associações regionais que desejarem recorrer do mapa preliminar divulgado nesta sexta (18) podem enviar solicitações para o governo até as 6h de domingo (20/12) por meio do formulário. Depois de analisados os planos pelo Gabinete de Crise na próxima segunda-feira (21), o governo do Estado divulgará as bandeiras definitivas, vigentes de 22 a 30 de dezembro.

Alteração no indicador de Ativos/Recuperados

Nesta rodada, o Indicador “Ativos/Recuperados” necessitou de ajuste, uma vez que o tempo médio entre a confirmação do caso positivo e a inclusão no sistema está levando mais de oito dias. Com isso, muitos casos estavam sendo inseridos com elevado atraso que não estavam sendo contabilizados como ativos, entrando no sistema já como recuperados.

Assim, para corrigir essa distorção, o indicador passa a ser calculado com uma semana de defasagem. Dessa forma, casos que ingressam tardiamente ao longo da última semana são agregados como ativos tendo a semana anterior como data de referência.

Mudança de bandeiras

Macrorregião Sul: de preta para vermelha

Após estar em bandeira preta no mapa definitivo da 32ª rodada, as regiões de Bagé e Pelotas (macrorregião Sul) retornam à cor vermelha no mapa preliminar desta rodada. A alteração se deve à queda de alguns indicadores que compõem o modelo de Distanciamento Controlado.

Inicialmente, a macrorregião Sul teve aumento no número de leitos de UTI livres, de 15 para 22, bem como reduziu o número de internados em leitos clínicos por coronavírus, de 102 para 80, e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de 74 para 63. Entretanto, internados em leitos de UTI Covid-19 na quinta-feira (17) se mantiveram em 50 – mesmo indicador da semana passada. Além disso, nos indicadores por município, Bagé registrou queda em óbitos (de 10 para seis) e hospitalizações (de 23 para 18). O município de Pelotas também teve reduções: de 41 para 33 óbitos e, menos expressiva, de 87 para 86 hospitalizações.

Região de Guaíba: de vermelha para laranja

Mesmo registrando quatro óbitos a mais que na semana anterior (16), Guaíba foi a única região classificada com a bandeira laranja. A melhora se deve à estabilidade tanto dos indicadores que abrangem dados específicos da região como da macrorregião Metropolitana.

Com a melhora nos indicadores de Velocidade de Propagação da Macrorregião e nos de Mudança da Capacidade de Atendimento (macrorregional e estadual), houve redução da média final para dentro dos parâmetros que determinam a classificação média. Guaíba também apresentou queda de 4% no número de hospitalizações confirmadas por Covid-19 como proporção da população (de 6,44 para 6,19).

Região de Cruz Alta: de laranja para vermelha

Com o registro de risco máximo (bandeira preta) em dois dos quatro indicadores regionais, a região de Cruz Alta retorna para bandeira vermelha. A piora foi registrada no número de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias, de cinco para nove, e na projeção de óbitos. Com mais seis registros, a região teve aumento de 50% em relação a semana anterior (quatro óbitos). No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 226 ativos e 746 recuperados.

33° rodada

Governo do Estado divulga mapa preliminar da 33° rodada

 

Regra 0-0

De acordo com o mapa preliminar da 33ª rodada, 478 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 10,9 milhões de habitantes, o que corresponde a 96,4% da população gaúcha.

Desses, 167 municípios podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local. Por fim, dos 19 municípios em bandeira laranja, dez não registraram óbitos ou hospitalizações .

Resumo da 33° rodada

Regiões que apresentaram piora (1)

LARANJA > VERMELHA
Cruz Alta

Regiões que continuaram iguais (17)

VERMELHA
Cachoeira do Sul
Canoas
Capão da Canoa
Caxias do Sul
Erechim
Ijuí
Lajeado
Novo Hamburgo
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Porto Alegre
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
Santa Rosa
Santo Ângelo
Taquara
Uruguaiana

Regiões que apresentaram melhora (3)

PRETA > VERMELHA
Bagé
Pelotas

VERMELHA > LARANJA
Guaíba

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
18/12/2020 0 Comentários 638 Visualizações
Saúde

Hospital da BM adquire plataforma de cirurgia robótica

Por Gabrielle Pacheco 17/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Visando ampliar a qualidade dos atendimentos médicos oferecidos pelo Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre (HBM-PA), a corporação realizou a compra de uma plataforma de cirurgia robótica. Com isso, o aparelho será utilizado para a realização de procedimentos cirúrgicos nos Militares Estaduais, seus dependentes e segurados do IPE-Saúde. Dessa forma, a assinatura do contrato de compra do equipamento foi efetuada pelo Comando-Geral da BM nesta quarta-feira (16).

Iniciado ainda em 2017, o projeto para a aquisição da plataforma de cirurgia robótica precisou ser paralisado após entraves envolvendo os trâmites de importação e o alto custo do aparelho. Entretanto, com as mudanças causadas pela pandemia do novo coronavírus, o valor do equipamento teve redução considerável. Assim também, o processo para trazê-lo ao Brasil foi facilitado, o que ocasionou na retomada da compra pela BM. Assim, foi realizada a aquisição da plataforma robótica Geração X Da Vinci com ultrassonografia transoperatória, instrumento complexo e altamente tecnológico que irá auxiliar no tratamento oncológico cirúrgico e de outras especialidades.

O investimento é de cerca de R$ 9 milhões. Segundo o comandante-geral da BM, coronel Rodrigo Mohr Picon, a compra da máquina demonstra um grande avanço para o HBM e trará mais segurança para as operações cirúrgicas na unidade. “A implantação da plataforma robótica levará a uma melhora global no atendimento dos pacientes, tornando o hospital uma referência em tecnologia em saúde e em qualidade assistencial dentro do Estado”, aponta o Major Renan Cabral, médico do Quadro de Oficiais Especialistas em Saúde da BM, e também um dos responsáveis por coordenar o estudo para a aquisição do aparelho. “A experiência do uso da plataforma robótica é de que há um aumento exponencial no número de cirurgias em menos de um ano. Isso acontece pelo fato dos hospitais tornarem-se referência em sua região após a aquisição destes aparelhos, reflete no aumento do número de pacientes atendidos, de internações e, consequentemente, de cirurgias realizadas, tanto convencionais quanto robóticas”, ressalta o médico.

Modernização do hospital da Brigada Militar

O vice-governador e secretário da Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, destacou que a aquisição vai ao encontro da premissa de investimento qualificado, pilar que ao lado da inteligência e da integração forma o tripé de orientação de toda a política planejada pelo RS Seguro. “É uma conquista importantíssima que também se enquadra no terceiro eixo do nosso programa, de qualificação dos serviços prestados pelas instituições da Segurança Pública”, afirma. “Assim, o HBM tem um papel fundamental no atendimento dos servidores, ainda mais nesse momento excepcional da pandemia, em que os homens e mulheres das forças de segurança necessitam de suporte adequado para manterem o trabalho ininterrupto e de excelência que os caracteriza”, destaca Ranolfo.

Considerado um dos aparelhos mais eficazes nas cirurgias abdominais e pélvicas, a plataforma de cirurgia robótica tem apresentado altos índices de intervenções bem-sucedidas. “Dentro do processo de qualificação e modernização do Hospital da Brigada Militar, as novas tecnologias são de suma importância para apoiar a equipe cirúrgica. Esse hospital atende profissionais da segurança pública, tão vitais para a sociedade” comentou a secretária da saúde Arita Bergmann.

Além disso, o equipamento ainda garante aos pacientes melhores resultados em termos de recuperação, como menos dor pós-operação e menores taxas de complicação, segundo o major Renan. “Cada cirurgia tem suas peculiaridades e tempos de recuperação específicos. Mas o que podemos afirmar é que a cirurgia robótica tende a apresentar melhores resultados em termos de recuperação”, disse. O médico ainda reforçou que a plataforma robótica também “oferece a possibilidade de realizar uma cirurgia minimamente invasiva em tratamentos que são realizados atualmente somente pela via aberta”, o que qualifica ainda mais os resultados bem-sucedidos.

Reforço no trabalho médico

Ainda dentre as vantagens oferecidas pelo equipamento, estão a precisão no procedimento (diminuição de erros médicos), menores taxas de sangramento (menos complicações) e a redução no risco de morte no trans e pós-operatório. “Já temos alguns Oficiais Médicos com essa formação e com experiência em cirurgia robótica, prontos para realizarem os primeiros procedimentos assim que o equipamento for instalado no HBMPA. Além disso, um novo grupo de médicos já iniciou o treinamento e, em breve, viajam para realizar a certificação e reforçar a equipe de Cirurgia Robótica do HBMPA. O objetivo é garantir o melhor atendimento para o paciente”, conclui o major.

Além disso, o secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública, coronel Marcelo Gomes Frota, também ressaltou as vantagens do equipamento para o trabalho dos profissionais do HBM. “A minha felicidade com esta aquisição se prende ao fato de que será possível universalizar esse procedimento a todos os brigadianos e pessoas que possuem o IP Saúde. Bem como equipara a qualidade do HBM aos melhores hospitais de Porto Alegre e Rio Grande do Sul como um todo”, ressaltou Frota.

Por fim, o Governador do Estado, Eduardo Leite, também enfatizou a aquisição do aparelho. “Já temos profissionais altamente capacitados na área da saúde na nossa Brigada Militar e um hospital que presta importante e qualificado atendimento. A aquisição desse equipamento reforça a preocupação em melhorar ainda mais esse serviço e a estrutura oferecida aos servidores da segurança e seus dependentes”, concluiu.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/12/2020 0 Comentários 681 Visualizações
bandeira preta
Saúde

Bandeira preta no Distanciamento Controlado: o que muda

Por Gabrielle Pacheco 15/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

A partir desta terça-feira (15), duas regiões do mapa do distanciamento controlado do Governo do Estado passam a operar conforma os protocolos sanitários da bandeira preta. Assim, nesta 32ª rodada as regiões de Bagé e de Pelotas foram classificadas como de risco epidemiológico altíssimo para o coronavírus. A classificação inédita deve-se a uma piora em todos os indicadores monitorados pelo modelo nas regiões, em um momento que se apresenta como o pior da pandemia de coronavírus no Estado até agora.

Na prática, as regiões em bandeira preta estão com capacidade hospitalar crítica, com grande número de casos e internações em leitos de UTI pela doença. Por isso, a bandeira preta demanda cuidados ainda mais extremos – maiores do que os já adotados na bandeira vermelha (risco alto) e nas demais, de menor gravidade. A bandeira preta, no entanto, não estabelece um lockdown. Implantado em outros países e em alguns Estados brasileiros, o lockdown é uma medida extremamente rigorosa, no qual as pessoas precisam de autorização para sair de casa e só podem fazê-lo para tarefas muito necessárias.

Regra 0-0 e sistema de cogestão

Conforme informações do Governo, o alerta máximo tende a reforçar a necessidade de cumprimento dos protocolos e das regras sanitárias. Além disso, os municípios que se encontram em regiões de bandeira preta e que se encaixam na Regra 0-0 (sem registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local) poderão adotar protocolos de bandeira vermelha.

Assim, as regiões em bandeira preta também podem aderir ao sistema de cogestão regional, no qual as associações regionais podem adotar protocolos próprios. As regiões em cogestão podem adotar protocolos mais flexíveis, desde que não menos rígidos do que os da cor precedente. Nesse caso, as regiões classificadas em bandeira preta podem adotar regras até as de nível vermelha. Para isso, basta que enviem protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam).

O que muda nas regiões em bandeira preta

Serviços

  • No serviço público, apenas áreas da saúde, segurança, ordem pública e atividades de fiscalização atuam com 100% das equipes. Demais serviços atuam com no máximo 25% dos trabalhadores presencialmente.
  • Serviços essenciais à manutenção da vida, como assistência à saúde humana e assistência social, seguem operando com 100% dos trabalhadores e atendimento presencial.
  • Nos serviços em geral, restaurantes (de à la carte ou com prato feito) podem funcionar apenas com telentrega e pague e leve, e 25% da equipe de trabalhadores. Assim, essa definição também vale para lanchonetes, lancherias e bares.
  • Salões de cabeleireiro e barbeiro permanecem fechados, assim como serviços domésticos.
  • O comércio atacadista e varejista de itens essenciais, seja na rua ou em centros comerciais e shoppings, pode funcionar de forma presencial, mas com restrições. Equipes de no máximo 25% dos trabalhadores são permitidas.
  • O comércio de veículos, o comércio atacadista e varejista não essenciais, tanto de rua como em centros comerciais e shoppings, ficam fechados.

Educação

  • A educação infantil em creches e pré-escolas, o Ensino Fundamental, de anos iniciais e finais, o Ensino Médio e Técnico e o Ensino Superior (incluindo graduação e pós-graduação) só podem ocorrer de forma remota.
  • O ensino presencial é permitido, com restrições, atendimento individualizado e sob agendamento, apenas para atividades práticas essenciais para conclusão de curso de ensino médio técnico, Ensino Superior e pós-graduação da área da saúde, com 50% alunos e 50% dos professores.
  • Atividades de laboratório, necessárias à manutenção de seres vivos, podem ser realizadas presencialmente, com no máximo 25% da equipe ao mesmo tempo.
  • Cursos de dança, música, idiomas e esportes também não têm permissão para funcionar presencialmente.

Lazer

  • Ficam proibidos de atuar parques temáticos, zoológicos, teatros, auditórios, casas de espetáculos e shows, circos, cinemas e bibliotecas. Demais tipos de eventos, seja em ambiente fechado ou aberto, não devem ocorrer.
  • Academias, centros de treinamento, quadras, clubes sociais e esportivos também devem permanecer fechados.
  • Todas as áreas comuns de lazer dos condomínios devem permanecer fechadas, incluindo academias.
  • Locais públicos abertos, como parques, praças, faixa de areia e mar, devem ser utilizados somente para circulação, respeitado o distanciamento interpessoal e o uso obrigatório e correto de máscaras. É proibida a permanência nesses locais.

Demais restrições

  • Missas e serviços religiosos podem operar sem atendimento ao público, com 25% dos trabalhadores, para captação de áudio e vídeo das celebrações.
  • Bancos, lotéricas e similares podem realizar atendimento individual, sob agendamento, com 50% dos funcionários.
  • No transporte coletivo municipal e metropolitano de passageiros, é permitido ocupar 50% da capacidade total do veículo, com janelas abertas.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/12/2020 0 Comentários 849 Visualizações
Saúde

Feevale se disponibiliza para armazenar vacinas a -80ºC

Por Gabrielle Pacheco 11/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

O acesso a vacinas contra o coronavírus está sendo amplamente discutido em todo o país. Um projeto de lei que está tramitando na Câmara dos Deputados, por exemplo, abre a possibilidade de Estados e municípios escolherem as vacinas, desde que apresentem eficácia e segurança, utilizando-as conforme a sua estratégia de imunização. Empresas aéreas também estão disponibilizando suas malhas de voos para transportar o material.

“A universidade também poderá auxiliar em outras questões, como na vacinação escalonada por grupos.”

Independentemente de quais vacinas serão adotadas, uma grande força-tarefa já está se formando no Brasil e a expectativa é que a população comece a ter acesso à imunização no primeiro trimestre de 2021. No Rio Grande do Sul, em especial na região do Vale do Sinos, a Universidade Feevale, que já vem realizando muitas ações junto aos municípios, inclusive testes de Covid-19, está se mobilizando para contribuir com a logística dos municípios.

Nesta semana, o reitor Cleber Prodanov colocou a Instituição à disposição da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) para auxiliar com o armazenamento das vacinas, caso a escolhida seja a da Pfizer/BionTech, que exige conservação a -80ºC. “Essa vacina vem sendo aprovada em diversos países e a tendência é que o governo federal a utilize no Sistema Único de Saúde (SUS), mas um entrave é a questão de logística de armazenagem”, disse ele à presidente da entidade, Tânia Terezinha da Silva.

Prodanov informou à entidade que a Feevale possui cinco freezers com temperatura ultrabaixa, onde parte do espaço pode ser alocado para armazenamento das vacinas. “A Universidade também poderá auxiliar em outras questões, como na vacinação escalonada por grupos, utilizando equipes dos cursos da área da saúde e estruturas de atendimentos dos próprios câmpus”, ressaltou, acrescentando que a região poderia, com isso, ser beneficiada em meio ao enfrentamento à pandemia.

O reitor lembra que, em situações difíceis como a da pandemia vivenciada neste ano, a Universidade Feevale sempre busca se aliar à sociedade para oferecer alternativas que contribuam com a saúde da coletividade. “Queremos, por meio da ciência e da estrutura da nossa instituição, colaborar para que tudo volte ao normal o mais rápido possível”, salienta Prodanov.

Combate à Covid-19

Para a presidente da Amvars, Tânia Terezinha da Silva, a instituição tem se mostrado uma importante parceira da entidade nesse processo coletivo de combate à pandemia. “Já foi um diferencial na realização dos testes para a Covid-19 e agora, fazendo a frente no que diz respeito à imunização. Tranquiliza-nos saber que, quando chegar a hora de recebermos as vacinas, teremos, graças à Feevale, condições de armazená-las em um local adequado com a temperatura exigida, que é uma peculiaridade nesse caso da vacina da Covid”, enfatiza.

Na opinião do pesquisador Fernando Spilki, professor do mestrado em Virologia, o ideal é que diversas opções de vacinas estejam disponíveis e sejam amplamente ofertadas. “Todavia, a logística de conservação de algumas vacinas é mais complicada em virtude do armazenamento a 80°C negativos”, explica. Os freezers de temperatura ultrabaixa da Universidade Feevale estão localizados no Câmpus II, em Novo Hamburgo, e no Feevale Techpark, em Campo Bom.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/12/2020 0 Comentários 877 Visualizações
mapa preliminar
Saúde

Estado tem regiões em bandeira preta no mapa preliminar

Por Gabrielle Pacheco 11/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

A constante redução de leitos de UTI livres e o aumento de casos de contágio e internação por coronavírus resultaram na primeira identificação de risco epidemiológico altíssimo desde que o modelo do Distanciamento Controlado foi implementado, em maio. Assim, as regiões de Bagé e de Pelotas foram classificadas, nesta sexta-feira (11), na bandeira final preta no mapa preliminar da 32ª rodada, divulgado pelo Governo do Estado.

Além disso, dentre 19 regiões, apenas Cruz Alta recebeu classificação final de bandeira laranja (risco epidemiológico médio). O restante, permanece em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto). A bandeira preta é a restrição máxima prevista pelo modelo de Distanciamento Controlado, e significa que tanto a capacidade hospitalar como o contágio por coronavírus alcançaram níveis críticos na região. Entretanto, informações do Governo garantem que bandeira preta não é o mesmo que lockdown.

Caso a classificação para risco altíssimo se mantenha no mapa definitivo, a ser divulgado na segunda-feira, 14, as restrições mais rígidas serão aplicadas nas regiões de Bagé e de Pelotas a partir da próxima terça-feira, 15.

Momento pede cuidados máximos

Segundo as informação divulgadas, o momento é de extremo alerta: o Rio Grande do Sul observou aumento em quase todos os indicadores monitorados pela equipe do Distanciamento Controlado. Assim, houve elevação, nos últimos sete dias, de 14% nas hospitalizações por Covid-19 (de 1.174 para 1.338 casos), que alcançou o maior número desde o início do monitoramento.

Além disso, este também é o número mais elevado de pacientes em UTI, em leitos clínicos e de óbitos. As mortes cresceram 15% nesta semana, chegando a 409 registros. Da mesma forma, este é o menor número de leitos livres (407) no Estado, bem como a menor razão de leitos livres para cada ocupado (0,44), que baixou de 0,5 também pela primeira vez. Com isso, o governo do Estado reforça a necessidade de a população seguir os protocolos e as regras sanitárias estabelecidas pelo modelo.

Por fim, até as 6h de domingo (13), municípios e associações podem enviar pedidos de reconsideração ao mapa preliminar para o governo por meio do formulário disponível em:  https://forms.gle/amfsky7ZjRLDdk1G8. Depois de analisados os pedidos pelo Gabinete de Crise na segunda-feira (14), o governo do Estado divulgará as bandeiras definitivas, vigentes de 15 a 21 de dezembro.

MUDANÇA DE BANDEIRAS

Macrorregião Sul: de vermelha para preta

Em bandeira preta no mapa preliminar desta 32ª rodada, as regiões de Bagé e Pelotas (Macrorregião Sul), que compreendem 28 municípios com 9,3% da população gaúcha, foram classificadas em risco altíssimo devido ao agravamento de importantes indicadores do Distanciamento Controlado.

Em relação ao número de óbitos, Pelotas é a mais expressiva, registrando 41 mortes confirmadas por Covid-19 nesta semana, quase o dobro se comparado com a semana passada (23 óbitos). Bagé registrou mais 10 mortes nesta semana, o mesmo indicador da rodada anterior, contudo, quintuplicou os registros na comparação com a semana retrasada, quando houve duas mortes.

Desde a 26ª semana do Distanciamento Controlado, a região de Pelotas apresenta aumento nas hospitalizações de confirmados da doença. Enquanto na 26ª rodada foram 22 registros, na atual, são 87. De forma similar, Bagé apresenta aumento desde a 28ª semana, quando houve cinco hospitalizações – nesta, foram 23.

A macrorregião Sul registrou também aumento em termos de ocupação de leitos de UTI, tanto para casos de Covid-19 (de 38 para 50) como por síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de 54 para 74.

Com isso, houve redução de 50% na oferta de leitos livres para tratamento intensivo na região, que agora está com 15 unidades – na semana anterior eram 30 e, na retrasada, 35. Contabilizou avanço também no acumulado de sete dias em termos de internações em leitos clínicos: foram 102 ante 75.

Ainda para a macrorregião Sul, o indicador relacionado à capacidade de atendimento piorou no comparativo entre as semanas. O percentual de pacientes confirmados para Covid-19 em leitos de UTI, com relação aos leitos livres, aumentou novamente. Enquanto na semana passada havia 0,79 leito de UTI livre para cada leito de UTI ocupado por paciente Covid-19, nesta semana o indicador passou para 0,30 – número mais baixo entre todas as macrorregiões e da série histórica de todo o modelo.

Mapa preliminar da 32° rodada (Divulgação)

Regra 0-0

De acordo com o mapa preliminar da 32ª rodada, 456 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 10,1 milhões de habitantes, o que corresponde a 89,3% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).

Além disso, 162 municípios (726,2 mil habitantes, 6,4% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Por fim, vale lembrar que a regra 0-0 é válida apenas para municípios em regiões de bandeira vermelha, para que possam adotar protocolos de bandeira laranja. Ou seja, a regra não se aplica a municípios de regiões em bandeira preta e laranja. Dos 28 municípios em bandeira preta (1,05 milhão de habitantes, 9,3% do RS), oito não registraram óbitos ou hospitalizações (65.181 habitantes, 0,6%).

• Clique aqui e acesse a lista de municípios que se encaixam na Regra 0-0

RESUMO DA 32ª RODADA

Regiões que apresentaram piora (3)

VERMELHA > PRETA
Bagé
Pelotas

LARANJA > VERMELHA
Taquara

Regiões que continuaram iguais (17)

VERMELHA
Guaíba
Cachoeira do Sul
Canoas
Capão da Canoa
Caxias do Sul
Erechim
Ijuí
Lajeado
Novo Hamburgo
Palmeira das Missões
Passo Fundo
Porto Alegre
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
Santa Rosa
Santo Ângelo
Uruguaiana

Região que apresentou melhora (1)

VERMELHA > LARANJA
Cruz Alta

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/12/2020 0 Comentários 790 Visualizações
Rio Grande do Sul
Saúde

Rio Grande do Sul registra queda no número de novos casos de aids

Por Gabrielle Pacheco 09/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um estudo produzido pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG) do Estado do RS, divulgado nesta terça-feira (8), constatou que o Rio Grande do Sul vem registrando queda no número de novos casos de aids em todo o estado. Além disso, a pesquisa faz um panorama sobre as metas fixadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir melhor saúde e bem-estar da população. Assim, o chamado Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 – Saúde e Bem-Estar – tem nove metas a serem alcançadas até 2030, que servem como base para analisar a evolução dos resultados.

Conforme do estudo, entre 2007 e 2018, o Rio Grande do Sul consolidou uma queda acentuada no número de novos casos de aids. Assim, no ano de 2018, foram 3.083 notificações no Estado, sendo 1.845 homens e 1.238 mulheres. Entretanto, o Estado ainda mantém a taxa de detecção de casos de aids acima da média nacional. Enquanto no Brasil a taxa, em 2019, foi de 17,8 casos por 100 mil habitantes, no RS o número chegou a 27,2 novos casos para cada 100 mil pessoas. Dessa forma, o indicador segue elevado, mas também em tendência de queda quando comparado com 2008, ano em que a taxa era de 45,8 novos casos a cada 100 mil habitantes. Por fim, a taxa de mortalidade por aids no RS segue superior a do país, de 10 óbitos por 100 mil habitantes em 2018 ante 5,3 óbitos no Brasil.

Desenvolvida pelos analistas pesquisadores do DEE/SPGG, Guilherme Risco e Marilene Dias, a avaliação inclui dados do Ministério da Saúde, em sua maioria, atualizados até 2018 sobre mortalidade materna, neonatal e na infância, doenças transmissíveis e não transmissíveis, acidentes em estradas, acesso a serviços de saúde, entre outros. “Embora várias metas estabelecidas pela ONU não sejam de competência dos governos locais, as gestões do Estado e dos municípios podem fazer muito para que elas sejam cumpridas ao final do prazo”, destaca Risco.

Mortalidade infantil

Quanto à mortalidade neonatal (zero a 27 dias de vida), o RS registrou 7,1 mortes por 1 mil nascidos em 2018, número constante nos últimos anos e menor do que o registrado no início da série, em 2000, quando era de 9,5 mortes por 1 mil nascidos. Além disso, no Brasil a taxa caiu de 13,6 em 2000 para 8,5 em 2018. A meta estabelecida pela ONU para 2030 é de, no máximo, cinco mortes por 1 mil nascidos vivos. Da mesma forma, quando se considera a mortalidade de crianças menores de cinco anos, cuja meta no ODS é de, no máximo, oito mortes por 1 mil nascidos vivos, o Estado registrou 11,4 mortes por 1 mil nascidos vivos em 2018, o segundo melhor desempenho do país, atrás somente de Santa Catarina (10,8) e abaixo da média nacional (14,2).

Assim também, quando se refere à meta relacionada com a atenção à saúde da mulher na gestação e no parto, o Rio Grande do Sul estava em 2018 próximo dos valores estabelecidos pela ONU como referencial. No último ano analisado, o Estado registrou taxa de mortalidade materna de 36,4 por 100 mil nascidos vivos, contra 56,3 por 100 mil nascidos vivos no país. A meta do ODS é de, no máximo, 30 mortes por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Suicídios

Entre as causas de morte prematura na população adulta (20 a 59 anos) por doenças não transmissíveis (cardiovasculares, neoplasia, doenças infecciosas, entre outras), as neoplasias (tumores) foram a causa de 41,2 mortes a cada 100 mil habitantes na idade indicada, seguida das doenças do aparelho circulatório (28,3), doenças do aparelho respiratório (9,5) e digestivo (9,4). Com exceção das doenças do aparelho circulatório, que registraram tendência forte de queda, passando de 47,1 mortes para cada 100 mil pessoas em 2000 para o patamar mais recente, as demais causas apresentaram estabilidade ao longo do período.

Relacionado à saúde mental, o suicídio registra números preocupantes no RS, com a mais alta taxa do país. Em 2018, ocorreram 10,9 mortes por suicídio a cada 100 mil habitantes no Estado, contra taxa de 6,1 no Brasil. O número no RS foi mais alto em 2017 (11,9), mas, ainda assim, a taxa registrada em 2018 foi a segunda maior da série histórica analisada, iniciada em 2000.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
09/12/2020 0 Comentários 2,2K Visualizações
prematuro
Saúde

Covid-19 aumenta risco de parto prematuro, confirma estudo

Por Gabrielle Pacheco 07/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

No início de dezembro, a imprensa noticiou o nascimento prematuro da pequena Raika, filha do DJ Alok e de Romana Novais. O casal havia anunciado ter contraído o Covid-19 poucos dias antes do nascimento do bebê. Desde o início da pandemia, os médicos perceberam que uma parcela das gestantes com Covid-19 evoluiu para partos prematuros.

Os estudos estão em andamento, mas segundo uma revisão de várias pesquisas, publicado recentemente na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, esses desfechos podem estar relacionados à vulnerabilidade das gestantes a infecções respiratórias graves. O estudo apontou que 41% dos partos ocorreram antes de 37 semanas e 15% antes de 34 semanas.

De acordo com os pesquisadores, uma das teorias é que devido às mudanças adaptativas fisiológicas durante a gravidez, como o aumento do consumo de oxigênio, edema da mucosa do trato respiratório e elevação do diafragma, as gestantes têm menos tolerância à hipóxia (falta de oxigênio). A boa notícia é que a transmissão vertical, ou seja, quando a mãe transmite o vírus para o bebê, é raríssima.

Infelizmente, a prematuridade pode trazer algumas complicações oftalmológicas para o bebê, como a retinopatia da prematuridade (ROP). Segundo Dra. Marcela Barreira, oftalmopediatra e especialista em estrabismo, a ROP é uma das principais causas de cegueira infantil, que podem ser prevenidas e está relacionada à imaturidade orgânica do prematuro.

Idade gestacional e baixo peso

“A ROP é uma doença vasoproliferativa que surge como resultado de uma vascularização inadequada da retina dos bebês pré-termo. Quanto mais prematuramente o bebê nascer, maior o risco de ter a ROP”, diz.

De acordo com dados das Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB), a ROP é uma das principais causas de cegueira prevenível na infância. A incidência da patologia em bebês com peso inferior a 1,2 Kg é de 68%. Os dois fatores de risco mais importantes são a idade gestacional, baixo peso e oxigenioterapia.

Cuidados Neonatais

A boa evolução de um bebê prematuro depende, sobretudo, da disponibilidade de recursos na maternidade em que nasceu. Para isso, a presença de um oftalmopediatra nas unidades neonatais é de extrema importância. “Existe um período, uma janela de oportunidade, para tratar a retinopatia da prematuridade. A recomendação é que o bebê prematuro seja avaliado por um oftalmopediatra entre a 31ª e 33ª semana de idade gestacional ou entre a 4ª e 6ª semana de vida”, comenta Dra. Marcela.

“Vale lembrar ainda que os prematuros têm 46% de chance de apresentarem outras condições oftalmológicas, como estrabismo, nistagmo e erros refrativos. Portanto, o acompanhamento com um oftalmopediatra independe de o bebê apresentar ou não a retinopatia da prematuridade”, ressalta a médica.

Desenvolvimento Visual

“O bebê prematuro precisará de consultas com o oftalmopediatra de forma rotineira, até que a visão esteja completa, por volta dos sete ou oito anos, mesmo que não apresente nenhum problema na maternidade”, finaliza Dra. Marcela.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
07/12/2020 0 Comentários 768 Visualizações
governo
Saúde

Distanciamento controlado: RS tem 1 bandeira laranja e 20 vermelhas

Por Gabrielle Pacheco 04/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Apenas uma região não foi classificada com alto risco epidemiológico no mapa preliminar da 31ª rodada do Distanciamento Controlado. A região de Taquara e seus oito municípios receberam bandeira laranja (risco médio). Todo o restante do Rio Grande do Sul aparece em vermelho na divulgação feita pelo governo nesta sexta-feira (4).

A cor predominante do mapa preliminar reforça o alerta emitido há semanas pelo governador Eduardo Leite, devido à mudança do cenário de estabilização para aumento de internações por Covid-19 no Estado, e que foi ampliado por meio de decreto. Publicado na segunda-feira (30), o documento traz medidas válidas por 14 dias, como a suspensão do sistema de cogestão do Distanciamento Controlado, para unificar as restrições e obrigando todos os locais com alto risco epidemiológico a segui-las para conter a contaminação, e alterações em protocolos de bandeira vermelha.

“Reduzir contatos é muito importante nesse momento, porque quebramos o ciclo de contágio.”

“Precisamos reforçar a necessidade de cuidados e reduzir a circulação de pessoas e conter a propagação de coronavírus no RS. Agora, o que queremos é que as pessoas se encontrem menos, em festas e confraternizações, ou mesmo em parques e locais públicos, onde tendem a se cuidar menos. Não é hora de aglomerações. Reduzir contatos é muito importante nesse momento, porque quebramos o ciclo de contágio”, afirmou Leite ao anunciar as medidas.

No mapa preliminar anterior, todas as 21 regiões Covid apareceram, pela primeira vez, em vermelho – depois, a análise do Gabinete de Crise acatou dois pedidos de reconsideração e o mapa definitivo ficou com 19 em alto risco. Nesta rodada, foram 20 bandeiras vermelhas no cálculo prévio, mas não quer dizer que houve melhora. Pelo contrário.

Para o total do Rio Grande do Sul, houve piora em todos os indicadores. Entre as maiores variações estão o número de casos de Covid-19 ativos (aumento de 20%), os internados em leitos clínicos com Covid-19 registrados nos últimos sete dias (+15%) e os óbitos nos últimos sete dias (+29%).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações na semana, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (267), Caxias do Sul (162), Passo Fundo (111), Novo Hamburgo (92), Pelotas (76) e Canoas (73).

Contabilizando os pacientes internados por outras causas nesta semana, houve praticamente estabilidade no número de leitos de UTI ocupados. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 3% nos pacientes confirmados internados em UTI, houve nova redução da razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19, chegando ao menor nível desde o início do Distanciamento Controlado: 0,62.

O governo do Estado já anunciou que serão abertos mais 113 leitos nos próximos dias, totalizando 1.986 leitos de UTI SUS adulto – aumento de 113% ao total antes da pandemia, que era de 933 unidades.

Mudança de bandeiras

Em bandeira vermelha na rodada vigente, a região de Taquara foi a única que passou para bandeira laranja neste mapa preliminar da 31ª rodada. Houve redução nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de 14 para nove, queda de 36%, e estabilização no número de óbitos (cinco em cada semana). O indicador de Ativos sobre Recuperados registrou 634 ativos para 1.506 recuperados, representando uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

As regiões de Cachoeira do Sul e Guaíba, as duas únicas em laranja na rodada vigente, após obterem o deferimento dos pedidos de reconsideração, apresentaram piora e passaram novamente para risco alto. Em Cachoeira do Sul, houve redução nos registros de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de cinco para quatro, queda de 20%, e três óbitos nesta semana. Com o indicador de estágio de evolução no vermelho, a região ficou com bandeira mais restrita. No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 152 ativos para 240 recuperados, o que também representa uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Guaíba, por sua vez, apresentou aumento significativo de hospitalizações para Covid-19 nos últimos sete dias – de 17 para 26, crescimento de 53%. O número de óbitos permanece estável – nove em cada uma das duas últimas semanas. No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 537 ativos para 1.516 recuperados, representando uma melhora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/12/2020 0 Comentários 546 Visualizações
pesquisa
Saúde

Pesquisa aponta presença de coronavírus em esgotos de Porto Alegre e região

Por Gabrielle Pacheco 01/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

O informe do monitoramento ambiental do coronavírus (Sars-CoV2) nos esgotos de Porto Alegre e Região Metropolitana aponta para a presença do vírus em todos os pontos de coleta, referente ao período entre os dias 15 e 28 de novembro. Assim, de acordo com a chefe da Divisão de Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Aline Campos, os resultados da pesquisa são preocupantes, pois demonstram a alta disseminação do vírus na região.

Além disso, nas semanas anteriores, havia o predomínio de resultados negativos nos arroios da região metropolitana da capital. Nessa última coleta, pela primeira vez desde o início da análise, todas as amostras de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e de arroios foram positivas. Assim, os municípios que tiveram amostras coletadas foram Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo e São Leopoldo.

“É fundamental redobrar os cuidados de higiene e distanciamento social neste momento, devida à alta circulação viral”, ressalta Aline. Por fim, o novo boletim de acompanhamento do monitoramento ambiental do coronavírus, com todas as informações de coletas, deverá para ser publicado esta semana.

A pesquisa

A pesquisa é uma parceria entre Secretaria da Saúde (SES) e diversas instituições do setor ambiental e universidades, como Feevale, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Os resultados preliminares comprovaram a presença de coronavírus em águas de esgotos domésticos do Rio Grande do Sul.

O projeto de vigilância ambiental é coordenado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e tem como objetivo disponibilizar informações sobre a circulação do vírus nas diferentes áreas do território avaliado e em diferentes sazonalidades.

As amostras de água coletadas de estações de tratamento e de pontos de captação de água bruta passam por análise molecular para definir a ocorrência e quantificação do RNA viral do Sars-CoV-2.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/12/2020 0 Comentários 720 Visualizações
ISTs
Saúde

Estudo vai mapear comportamentos e práticas sobre ISTs no RS

Por Gabrielle Pacheco 30/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Um estudo pioneiro e coordenado pelo Hospital Moinhos de Vento vai percorrer 56 municípios do Rio Grande do Sul para mapear o comportamento, as práticas e os cuidados que a população gaúcha mantém em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), por meio do Projeto Atitude. Assim, além de responder a questionamentos, os participantes serão testados para HIV, sífilis e hepatites B e C. Dessa forma, o principal objetivo é identificar os motivos pelos quais o RS aparece em primeiro lugar nos casos de HIV e outras ISTs no país. É a primeira vez que uma pesquisa desse tipo acontece no Brasil.

Os pesquisadores iniciaram a coleta de dados nesta segunda-feira (30), véspera do Dia Mundial de Combate à AIDS e ponto de partida para as ações do Dezembro Vermelho. Assim, o Projeto Atitude deve entrevistar 8,2 mil pessoas no Rio Grande do Sul e começou pelo sul do Estado, nos municípios de Pelotas e Capão do Leão. As equipes – compostas por entrevistadores e por um técnico de enfermagem – foram treinadas e os profissionais estão identificados com coletes e crachás com fotos. A iniciativa é desenvolvida em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e conta com a parceria da Secretaria Estadual da Saúde.

Combate às ISTs

Para o superintendente de Responsabilidade Social do Hospital Moinhos de Vento, Luis Eduardo Ramos Mariath, além de ampliar a testagem da população gaúcha com relação às ISTs, o foco da pesquisa é compartilhar com a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Saúde subsídios que poderão embasar as políticas públicas de combate às ISTs/HIV-Aids no Rio Grande do Sul. “É nosso compromisso utilizar da expertise do Hospital Moinhos de Vento para contribuir com o desenvolvimento da ciência nacional e apoiar o setor público para chegar às melhores decisões, que irão impactar diretamente na vida das pessoas que mais precisam”, destaca.

A liderança do projeto, a epidemiologista Eliana Wendland reforça que além de direcionar as ações de controle da epidemia de HIV/AIDS, sífilis e hepatites virais no Rio Grande do Sul, o projeto fortalece a vigilância epidemiológica dessas doenças. “A estratégia de ir até a casa das pessoas vai facilitar o acesso aos testes sorológicos. É importante a resposta à entrevista, pois permitirá identificar grupos de maior risco, servindo de subsídio para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações”, conclui.

A médica Maria Leticia Ikeda, coordenadora adjunta da Política Estadual de IST/Aids, acrescenta que “conhecendo como as pessoas se comportam e quais os seus conhecimentos em relação às ISTs e HIV, poderemos trabalhar nas lacunas destes conhecimentos, instrumentalizando os indivíduos para um cuidado mais apropriado, contribuindo assim para a redução dos nossos índices — que, embora venham reduzindo, ainda se encontram em patamares acima dos nacionais”.

Mortalidade alta no RS

Dados da Secretaria Estadual da Saúde de 2019 indicam que o Rio Grande do Sul apresenta a maior taxa de mortalidade por Aids no país, com nove óbitos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 4,8 óbitos. Já a taxa de infecção de HIV em gestantes também é a maior do Brasil, com 9,5 casos para cada mil nascidos vivos, sendo em 2,8 o indicador nacional. O RS tem a segunda maior taxa de detecção de sífilis adquirida no país, com 116 casos por 100 mil habitantes — o indicador nacional é de 58 — e a terceira maior incidência de sífilis congênita em menores de um ano, com 14,2 casos a cada 1 mil nascidos vivos, quando a taxa brasileira é 8,6.

Municípios participantes da pesquisa
Alvorada
Ametista do Sul
Antônio Prado
Arroio do Meio
Boa Vista do Incra
Cachoeira do Sul
Cachoeirinha
Campos Borges
Canoas
Capão do Leão
Caxias do Sul
Chuí
Colorado
Entre-Ijuís
Esteio
Farroupilha
Flores da Cunha
Gravataí
Guabiju
Guaíba
Ibirubá
Ijuí
Iraí
Jaguari
Lajeado
Maçambará
Marau
Morro Redondo
Nova Pádua
Nova Prata
Novo Hamburgo
Palmeira das Missões
Panambi
Passo Fundo
Pelotas
Pinhal Grande
Pinheiro Machado
Porto Alegre
Porto Xavier
Quaraí
Rio Grande
Roca Sales
Sananduva
Sant’Ana do Livramento
Santa Cecília do Sul
Santa Cruz do Sul
Santa Maria
São Borja
São Leopoldo
Sapucaia do Sul
Sarandi
Taquaruçu do Sul
Uruguaiana
Vale Verde
Viamão
Westfália

Foto: Luan Pedrotti/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/11/2020 0 Comentários 611 Visualizações
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