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Cultura

Cultura

Teatro Bruno Kiefer é reaberto em Porto Alegre após restauro

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

O Teatro Bruno Kiefer foi reaberto oficialmente pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (27), em Porto Alegre. Localizado no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana, o espaço cultural passou por um processo de restauro que recebeu investimento de R$ 3,6 milhões. Agora, a casa voltará a receber programação artística, a partir de junho, com espetáculos de música, artes cênicas, dança e performances drag.

A cerimônia de reabertura contou com a presença do governador Eduardo Leite (PSD), do secretário estadual da Cultura, André Kryszczun, e da diretora da CCMQ, Adriana Sperandir. Além da visita às novas instalações, o evento teve apresentação de um teaser do vídeo institucional sobre o projeto de restauração do teatro.

As obras contemplaram a recuperação integral da plateia, adequações de acessibilidade, substituição de poltronas, carpetes e forros, além de melhorias no foyer, telhado, portas de segurança e instalações elétricas. No palco, foram realizadas intervenções na iluminação, instalação de novo rack de comando e recuperação do assoalho.

Durante a solenidade, o governador destacou o papel da cultura como política pública. “Investir em cultura é investir na identidade, na memória e no futuro do Rio Grande do Sul. Não basta defender a cultura no discurso, é preciso transformá-la em prioridade nas políticas públicas e no orçamento”, afirmou Leite.

A reabertura do Teatro Bruno Kiefer devolve à população um espaço fundamental para os artistas, para a formação de público e para a construção de uma sociedade mais criativa, democrática e conectada com a sua história”, enfatizou o governador Eduardo Leite.

Como foram as obras

Segundo a Secretaria da Cultura, a restauração buscou modernizar a estrutura do teatro e qualificar as condições de uso para artistas, técnicos e público. O projeto arquitetônico foi assinado por Flávio Kiefer e Joel Gorski, responsáveis também pelo plano de transformação do antigo Hotel Majestic na Casa de Cultura Mario Quintana, nos anos 1990.

O secretário da Cultura, André Kryszczun, afirmou que o restauro fortalece a política de preservação cultural do estado. “O restauro do teatro representa um importante investimento na preservação do patrimônio cultural e no fortalecimento da cena artística do estado. A retomada desse espaço reafirma o compromisso da Secretaria da Cultura com a valorização dos equipamentos públicos e com a ampliação do acesso da população às artes. Ver o teatro novamente ocupado pelo público e pelos artistas simboliza a continuidade da cultura como elemento essencial da vida coletiva”, ressaltou o titular da pasta.

O projeto foi executado pela empresa Arquium – Construções e Restauros, com financiamento do Pró-Cultura RS, iniciativa da Secretaria da Cultura por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

Atividades educativas

Durante o período de restauro, a Casa de Cultura promoveu atividades de educação patrimonial, incluindo oficinas, cursos, debates e visitas mediadas com estudantes de arquitetura.

A diretora da CCMQ, Adriana Sperandir, afirmou que a reabertura representa a retomada de um espaço histórico para a produção artística gaúcha. “Reabrir o Teatro Bruno Kiefer é devolver à cidade um espaço fundamental para a criação, o encontro e a circulação das artes. Depois de um processo cuidadoso de restauro, retomamos as atividades de um local que faz parte da memória cultural do Rio Grande do Sul e que segue sendo um centro de formação, experimentação e convivência entre artistas, técnicos e público”, frisou Adriana.

A reabertura simboliza também a continuidade do compromisso da CCMQ com a preservação do patrimônio cultural e com o fortalecimento da cena artística contemporânea, garantindo que esse espaço histórico siga acolhendo diferentes linguagens e gerações”, ressaltou Adriana Sperandir.

Mudanças na gestão

Durante o evento, o secretário da Cultura também anunciou mudanças na gestão dos equipamentos culturais do Estado. Thaís Pena assumirá a direção da Casa de Cultura Mario Quintana. Clovis Rocha ficará à frente do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e do Teatro de Arena.

Já Adriana Sperandir passará a atuar como diretora do Departamento de Arte e Economia Criativa da Secretaria da Cultura. Segundo o governo, mais detalhes sobre as nomeações e os planos de gestão serão divulgadas na próxima semana.

Programação do teatro

Junho
  • 10 de junho — Renato Borghetti 40 anos
  • 19 e 20 de junho — Sotaques do Violão
Julho
  • 2 e 3 de julho — Coração Fatal
  • 4 de julho — Festival Olé Danças Ciganas 2026
  • 7 de julho — Conta uma Canção – Banrisul Cultural
  • 8 de julho — Peitaço
  • 10, 11 e 12 de julho — Òná mover pelo caminho
  • 24, 25 e 26 de julho — Teatrão!
  • 29 de julho — Sobre Anjos & Grilos
Agosto
  • 31 de julho, 1º e 2 de agosto — Drag POA em: O Circo Mágico da Suzzy B
  • 15 de agosto — Lançamento do álbum “Pelo Escuro – Letra e música (volume 1)” do Grupo Desagravo
  • 28, 29 e 30 de agosto — Autodescrição – Tudo o que eu não vejo
Setembro
  • 12 de setembro — Arrisco Dizer: Nina Nicolaiewsky & Sucinta Orquestra
Outubro
  • 16, 17 e 18 de outubro — Engrenagem
Novembro
  • 12, 13 e 14 de novembro — Caixa
  • 27, 28 e 29 de novembro — {Entre}
Foto: Thiele Elissa/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 63 Visualizações
Cultura

Estância Velha recebe o festival beneficente Rock Contra o Frio neste sábado

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

Mais uma edição do festival beneficente Rock Contra o Frio será realizada em Estância Velha neste sábado, dia 30 de maio, na sede da cervejaria Clandestina Craft Beer. O evento de arrecadação de donativos para entidades sociais terá início às 14h, com entrada gratuita e uma programação com diversas bandas da região. Os itens prioritários para a doação são alimentos, fraldas infantis, itens de higiene e roupas de inverno.

Neste ano, as arrecadações serão destinadas à Associação Mãe de Misericórdia e à Luz na Madrugada, instituições que atuam com ações sociais na região. Entre os itens solicitados pela organização estão alimentos, fraldas infantis nos tamanhos P, M e G, lenços umedecidos, shampoo, pomadas para assadura, sabonetes para bebês e roupas infantis RN, P e M.

A programação contará com mais de seis horas de shows de bandas da cena regional. O evento será realizado na fábrica da cervejaria, localizada no bairro Sol Nascente, com estrutura coberta para receber o público mesmo em caso de chuva.

Música com solidariedade

O sócio da Clandestina, Rafael Lima, afirma que o objetivo do evento é utilizar a música como ferramenta de apoio social. “O Rock Contra o Frio nasceu justamente para mostrar que a música também pode ser uma ferramenta de transformação social. Cada pessoa que participa ajuda diretamente quem mais precisa neste período do ano”, destaca Lima.

Além dos shows, o público encontrará opções gastronômicas, cervejas artesanais produzidas pela casa e espaço de convivência durante toda a programação.

Programação

  • 14h – Abertura do evento
  • 15h – Show de Átila Scherer
  • 17h – Show de Beto e os Jacobinos
  • 19h – Show de Los Bandalhas
  • 21h – Show da banda Bem Capaz

Serviço

  • O quê: Festival Rock Contra o Frio
  • Quando: Sábado, 30 de maio, a partir das 14h
  • Onde: Clandestina Craft Beer (Avenida Presidente Vargas, 1935 – bairro Sol Nascente, Estância Velha)
  • Quanto: Entrada gratuita, mas com a recomendação de doações

Doações sugeridas

  • Alimentos
  • Fraldas infantis P, M e G
  • Lenços umedecidos
  • Shampoo
  • Pomada para assadura
  • Sabonetes para bebês
  • Roupas infantis RN, P e M
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 101 Visualizações
Cultura

Festival Sabores da Colônia de Nova Petrópolis aposta na valorização do agricultor e na gastronomia típica

Por Marina Klein Telles 27/05/2026
Por Marina Klein Telles

Nova Petrópolis prepara-se para uma das mais deliciosas atrações que convidam para desfrutar o inverno na Serra gaúcha – o Festival Sabores da Colônia, que realiza a edição de 2026 entre 26 de junho e 5 de julho. Oficialmente apresentado na manhã de 26 de junho – marcando a contagem regressiva de 30 dias para a abertura da programação – o evento reúne o melhor da gastronomia local, enriquecido por um tempero muito especial: a valorização do agricultor.

Protagonista do desenvolvimento do Município, o trabalho do produtor rural é o elemento cultural que conecta todas as atrações da programação (veja detalhes abaixo). “O Festival Sabores da Colônia celebra muito mais do que a nossa gastronomia; ele exalta a nossa história, a nossa tradição e a força daqueles que dedicam a vida ao campo”, disse o prefeito de Nova Petrópolis, Daniel Carlos Michaelsen. “O agricultor enfrentou tempos de esquecimento e a falta de incentivos adequados, mas devolvemos a essas famílias o sentimento legítimo de pertencimento com ações como esse evento e, também, com a construção da Casa do Agricultor, em ponto nobre da cidade, a Praça das Flores”, destacou o executivo. “Apoiamos o potencial da nossa agricultura, um trabalho árduo que merece empatia, respeito e toda a nossa valorização”, enfatizou.

Compartilhando esse compromisso, o vice-prefeito, Alexandre da Silva, destacou a importância de valorizar o trabalho de quem de fato construiu a cidade. “Os pioneiros enfrentaram desafios imensos no passado, abrindo picadas para erguer o nosso Município, e hoje merecem essa justa representatividade”, disse.

Para o presidente da Câmara de Vereadores de Nova Petrópolis, Tarcísio Brescovit, o Festival representa a essência do povo, o trabalho das famílias agricultoras, a tradição herdada de antepassados, a fé, a cultura, a hospitalidade e o orgulho de viver na Serra Gaúcha. “Cada pão, cuca, queijo e produto colonial carrega uma história de dedicação, de trabalho honesto e de amor pela terra, construindo diariamente a força da nossa comunidade”, apontou.

Engajamento

A valorização do produtor agrícola é a tônica coletiva do Festival Sabores da Colônia e engaja todos os envolvidos em sua realização. “Esse é um evento viabilizado por muitas mãos para valorizar o agricultor, que é a raiz da nossa terra. Cada produto da agricultura familiar carrega histórias passadas de geração em geração. Nossas políticas públicas buscam enaltecer o produtor, fomentar a sucessão familiar e incentivar a permanência do jovem e da agroindústria no campo, agregando valor à propriedade”, lembrou a Secretária de Agricultura e Meio Ambiente, Denise Maltoni Bino.

Rica em potencial, a agricultura familiar é merecedora dessa valorização, conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares de Nova Petrópolis e Picada Café, Ari Arsênio Boelter. “O trabalho de legalização das agroindústrias foi árduo, mas hoje colhemos os resultados. Nossos produtores trazem itens feitos em suas propriedades. Além de toda a técnica envolvida, há um toque especial: o carinho de quem produz como se estivesse fazendo para a própria família ou para amigos. É esse diferencial que dá identidade e qualidade aos produtos das nossas agroindústrias coloniais durante o evento”, disse.

Trabalhar para ampliar esse potencial é, portanto, essencial. “Esse festival demonstra a pujança da nossa agricultura, demonstra a força e, com certeza, junto com ela traz o resgate dos sabores, dos sabores e dos saberes, e com certeza traz o resgate e a tradição da nossa agricultura familiar e dos sabores do campo”, disse o representante da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Josimar Labaiolli.

Programação pelo interior

Durante dez dias, Nova Petrópolis celebra sua herança cultural por meio do Festival Sabores da Colônia. “É um evento que desperta memórias afetivas por meio da nossa gastronomia típica, e este ano o evento expande sua programação cultural e rural para levar o público diretamente ao coração das propriedades do interior”, explicou a coordenadora Ana Carla Freitas.

Um dos pontos altos da programação promete ser o Desfile, que chega a sua 2ª edição embalado pelo sucesso da estreia em 2025, quando reuniu mais de 300 participantes percorrendo as ruas da cidade. Outro destaque serão as experiências voltadas à agroindústria familiar e ao turismo rural, com ações realizadas em parceria com a Emater dentro do projeto AGROTURS – Agroindústria Familiar e Turismo Rural. “Queremos valorizar os territórios e as populações rurais, valorizando essas experiências. O turista, hoje em dia, busca essa imersão, quer experiências mais autênticas. Durante o Festival, ele poderá procurar um alimento, conhecer quem o produz, como é a agroindústria, agregando valor e funcionando, também, como uma grande vitrine também para esses produtos da agroindústria familiar”, detalharam a Coordenadora Estadual de Turismo Rural na Emater/RS ASCAR, Natália Brasil e a Coordenadora Estadual de Agroindústria Familiar- EMATER/RS.

Com essa roupagem, o Festival Sabores da Colônia representa o momento especial pelo qual passa o turismo de Nova Petrópolis, segundo o secretário Municipal de Turismo e Cultura, Rodrigo Barbieri Sangali. “A partir de um diagnóstico dinâmico, desenhamos um planejamento sólido para gerar resultados reais e deixar um legado. O setor é transversal e move toda a economia local, desde a hotelaria até a nossa agricultura familiar. É essa união que o público encontra no Sabores da Colônia, uma oportunidade para o turista se conectar diretamente com a nossa comunidade, com a gastronomia e com os produtores que construíram a história do Município. Fica o convite para prestigiarem o evento e vivenciarem o nosso inverno”, destacou.

O Festival Sabores da Colônia tem, além da produção e venda de pães e cucas assados em forno a lenha e de artigos da agroindústria, espaço para oficinas e, claro, atrações artísticas diversas, inclusive com valorização dos talentos locais. A programação completa também pode ser acessada na rede social @festivalsaboresdacolonia.

O Festival Sabores da Colônia de Nova Petrópolis é realização da Prefeitura de Nova Petrópolis, Sindicato dos Trabalhadores e Agricultores Familiares de Nova Petrópolis e Picada Café, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS), Emater/RS ASCAR e Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural; com patrocínio de Sicredi e SICOOB e apoio de Bitcom, Estâncias da Serra, Círculo Energia Solar/Ecosul Distribuidora, Granja Pinheiros e Energias da Natureza.

Serviço

O que: Festival Sabores da Colônia 2026

Quando: 26 de junho a 5 de julho

Onde: Rua Coberta de Nova Petrópolis

Informações: @festivalsaboresdacolônia

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2026 0 Comentários 93 Visualizações
Cultura

Dupla Amici se apresenta no Espaço 373 nesta quinta com releituras de clássicos sertanejos

Por Jonathan da Silva 27/05/2026
Por Jonathan da Silva

A dupla Amici, formada pelos músicos porto-alegrenses Guilherme Castel e Cris Romagna, se apresenta nesta quinta-feira, dia 28 de maio, às 21h, no Espaço 373, em Porto Alegre. O show reúne releituras de sucessos do sertanejo popularizados pelo especial “Amigos”, projeto musical criado em 1995 por Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo e Zezé Di Camargo e Luciano. O espetáculo contará ainda com a participação dos músicos Gustavo Baralho, no baixo, e Andrei Sperandir, na bateria.

Criado em 2024, o projeto surgiu a partir de vídeos publicados nas redes sociais nos quais Castel e Romagna reinterpretavam canções sertanejas com arranjos que incorporam elementos de blues, rock, reggae e MPB. A proposta ganhou repercussão nas plataformas digitais e passou a ser levada aos palcos.

De acordo com o músico Guilherme Castel, a ideia nasceu de forma espontânea durante um encontro entre os artistas no fim de 2023. “Temos nossas carreiras solo e autoral, e o sertanejo especificamente nunca fez parte do nosso repertório nas carreiras solo. Cris tocava ‘Evidências’ em seus shows, e eu tinha gravado uma série de vídeos para o Youtube chamada ‘Castel canta Amigos’, e num encontro de final de ano, de 2023 para 2024, na praia, começamos a cantar alguns desses clássicos espontaneamente”, conta Castel.

O músico afirma que o repertório escolhido está ligado às referências musicais da infância e adolescência da dupla. “Não escolhemos o gênero sertanejo exatamente; fomos entendendo que essas canções muito populares, que nos anos 1990 chegavam em todas as casas pela TV e pelo rádio, e o especial ‘Amigos’, formado em 1995 por Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo e Zezé di Camargo e Luciano, marcaram muito nossa infância e adolescência e a de um país inteiro. Mesmo Cris vindo do rock e eu da MPB, quisemos trazer essas canções de volta, mas com a nossa cara”, afirma Guilherme Castel.

Sucesso nas plataformas

Em 2025, a dupla lançou o EP “Sucessos dos Amigos, Vol.1”, composto por cinco músicas: “Você Vai Ver”, “Talismã”, “Temporal de Amor”, “Página de Amigos” e “Um Sonhador”.

O Amici soma atualmente mais de 250 mil ouvintes mensais nas plataformas de streaming e milhões de visualizações nas redes sociais. A dupla também vem realizando apresentações em diferentes cidades do Brasil.

Serviço

  • O quê: Show “Amici | Reinterpretam os Sucessos dos Amigos”
  • Quando: Quinta-feira, 28 de maio, às 21h
  • Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373, bairro Floresta, Porto Alegre)
  • Quanto: Detalhes e reservas pelo site do Espaço 373 ou pelo WhatsApp (51) 99999-2315
Foto: Tiago da Rosa/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Cultura

Multipalco Eva Sopher celebra mulheres da cena artística gaúcha com programação inédita

Por Marina Klein Telles 27/05/2026
Por Marina Klein Telles

O Multipalco Eva Sopher celebra a força criativa e artística das mulheres do Rio Grande do Sul com uma programação especial que destaca a trajetória e a obra de nove importantes diretoras do nosso Estado. De junho a dezembro deste ano, o projeto Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha ocupa o complexo cultural com apresentações de espetáculos de teatro e dança dirigidos por Adriane Mottola, Camila Bauer, Carlota Albuquerque, Deborah Finocchiaro, Inês Marocco, Jezebel De Carli, Juliana Barros, Larissa Sanguiné e Patricia Fagundes, além de movimentar outros seis espaços da capital gaúcha com diferentes ações conduzidas por elas.

“Diretoras, atrizes, dramaturgas, pesquisadoras e formadoras, essas nove mulheres construíram carreiras consistentes e inspiradoras. Com suas montagens e projetos, elas vêm transformando as artes cênicas gaúchas, impulsionando o cenário local e levando a produção contemporânea do Rio Grande do Sul para diferentes palcos do Brasil e do exterior”, destaca Letícia Vieira, diretora artística da Fundação Theatro São Pedro.

Espetáculos confirmados

A agenda de apresentações inclui um espetáculo dirigido por cada uma das artistas homenageadas, levando para os palcos do Teatro Simões Lopes Neto e do Teatro Oficina Olga Reverbel montagens que trazem temáticas urgentes e contemporâneas, incluindo três produções inéditas. A abertura será no dia 30 de junho, às 20h, com uma sessão de Confessionário: Relatos de Casa, peça teatral com concepção, direção, roteiro e dramaturgia de Deborah Finocchiaro, criada para alertar sobre a violência doméstica e de gênero no Brasil.

Depois, no dia 31 de julho, será a vez de conferir Arena Selvagem, premiada montagem do Grupo Cerco, com direção de Inês Marocco, que propõe o encontro de seres humanos com sua animalidade, refletindo sobre temas como opressão, liberdade, instinto e sobrevivência. Em 26 de setembro, a programação segue com Cabaré do Tempo – Para Lembrar do Futuro, espetáculo cênico-musical da Cia Rústica, com direção e dramaturgia de Patricia Fagundes, que celebra a arte e a vida percorrendo memórias, desejos e sonhos de futuro.

Já no dia 10 de outubro, será possível conferir DDD Saltimbancos – DISCO/nectados, DESCartados, DIZsonantes, espetáculo em formato musical, que simula um apagão mundial, com assinatura de Juliana Barros e livremente inspirado em O Saltimbancos, de Chico Buarque. No mesmo mês, no dia 24, a atração será Mritak – A Comédia da Vida, uma experiência cênico-gastronômica dirigida por Adriane Mottola, da Cia Stravaganza, em que o público participa de uma peça de teatro que se desenvolve durante um jantar inspirado na gastronomia indiana, propondo uma reflexão divertida e provocadora sobre o sentido que damos à existência. E, em 14 de novembro, haverá sessão de Sambaracotu, espetáculo de dança urbana, contaminado por sonoridades brasileiras, com provocações coreográficas e pesquisa de movimento de Carlota Albuquerque.

Também estão confirmadas as estreias de três trabalhos inéditos: Clarividências (11 de outubro), de Larissa Sanguiné; Ainda Troia (28 e 29 de novembro), de Jezebel De Carli; e Anfíbios – Processo Dramatúrgico (12 de dezembro), de Camila Bauer, do Coletivo Gompa. Todas as apresentações terão ingressos a preços populares, com valores entre R$ 20 e R$ 40, à venda em breve pelo site www.theatrosaopedro.rs.gov.br.

Ações diferenciadas

Grande parte dessas mulheres também é responsável pela expansão do território dedicado às artes cênicas em Porto Alegre. Elas criaram e mantêm centros coletivos de criação cultural que ocupam bairros como Santana, Cidade Baixa, Menino Deus, Centro Histórico e Floresta. Por isso, além das apresentações no Multipalco Eva Sopher, o Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha reunirá artistas e público em seis espaços geridos por essas profissionais, promovendo ações diferenciadas.

No Estúdio Stravaganza, Adriane Mottola ministrará Sons de uma cidadezinha onde Judas perdeu as duas botas, um ciclo de experiências imersivas para investigar linguagens cênicas não-convencionais. No Espaço Coletivo Gompa, Camila Bauer conduzirá oficinas de iniciação à escrita dramatúrgica. No Espaço Cerco Cultural, Inês Marocco mostrará como fazer a adaptação de uma obra literária para a linguagem cênica, tendo como ponto de partida o processo de criação do espetáculo Incidente em Antares, baseado no romance homônimo de Erico Verissimo.

Na OPA Escola de Artes Cênicas, Jezebel De Carli vai propor uma residência com o Coletivo Errática a partir do tema “Pensando Mulheridades não hegemônicas na cena”. O assunto também será discutido em oficina com Juliana Barros, que transformará o Galpão Floresta Cultural em uma caixa de pandora para acolher mulheres de todos os gêneros para criar uma dramaturgia coletiva. Já na Zona Cultural, Patricia Fagundes promoverá noites de convívio e encontro, com cinco cabarés, compostos a partir de temáticas como desejo, cultura pop, paixão, gerações, brasilidade, para reunir diversos artistas e atrações.

As inscrições para as ações formativas serão gratuitas, abertas em breve no site www.theatrosaopedro.rs.gov.br.

Mais sobre o Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha

Mais do que uma celebração, o projeto nasce como um reconhecimento à potência criativa das mulheres que vêm transformando a cena teatral gaúcha contemporânea. A iniciativa tem patrocínio do Banrisul, gestão da Associação Amigos do Theatro São Pedro e realização da Fundação Theatro São Pedro, instituição vinculada à Secretaria da Cultura (Sedac).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2026 0 Comentários 101 Visualizações
Cultura

Canto Alegretense completa 45 anos e motiva início de turnê nacional em Porto Alegre na sexta

Por Jonathan da Silva 26/05/2026
Por Jonathan da Silva

O grupo Os Fagundes dará início à turnê “Um Canto Gauchesco e Brasileiro”, criada para celebrar os 45 anos da primeira gravação da música “Canto Alegretense”, na sexta-feira, 29 de maio, em Porto Alegre. O espetáculo ocorrerá às 20h no Teatro Simões Lopes Neto e marca o começo de uma série de apresentações em nove capitais brasileiras. O projeto busca destacar a trajetória da composição criada pelos irmãos Bagre e Nico Fagundes e promover um diálogo entre o regionalismo gaúcho e diferentes expressões musicais do país.

A apresentação terá duração de 70 minutos e reunirá músicas do repertório do grupo, com foco especial em “Canto Alegretense”. O espetáculo também abordará elementos da composição, como a melodia criada por Euclides Fagundes Filho e as referências ao Bioma Pampa presentes na letra escrita por Antônio Augusto Fagundes.

Turnê nacional

Além de Porto Alegre, a turnê passará por Brasília, Campo Grande, Belém, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo. A produção também prevê uma apresentação em Caxias do Sul.

Em cada cidade, o grupo receberá artistas locais para participações especiais. A produção do projeto é da Engenho da Arte.

Segundo o músico Ernesto Fagundes, o espetáculo pretende reforçar a identificação da música com diferentes públicos. “O Alegrete é a nossa raiz, a nossa terra pampeana, gauchesca e brasileira. A canção se tornou referência da música sul-rio-grandense em todo o país porque consegue expressar esse sentimento comum a todos que amam seu lugar no mundo. Quem segue o rumo do próprio coração ao pensar na sua terra entende o nosso canto”, comentou Fagundes.

O músico também destacou a construção melódica da composição. “Os acordes da gaitinha de quatro baixos do Bagre Fagundes transpuseram a letra em melodia. Logo no início já se identifica o canto universal que é o nosso gauchesco e brasileiro Canto Alegretense”, afirmou Ernesto Fagundes.

Tem essa brincadeira de que a letra é difícil, mas não é. Quem não entende quando se fala do encantamento pela terra que amamos? Esse é o ‘outro lado’ que queremos mostrar”, brincou Ernesto Fagundes.

Artes visuais

O espetáculo também contará com ilustrações do artista visual Maurício Negro, criadas a partir de elementos citados na letra da canção, como a pedra moura e a flor de tuna. Segundo a produção, a proposta é valorizar aspectos do Bioma Pampa presentes na composição e destacar a paisagem gaúcha em âmbito nacional.

Em 2025, Bagre Fagundes recebeu a medalha Grã-Cruz, honraria concedida pelo Ministério da Cultura em reconhecimento à contribuição da música para a cultura brasileira.

Serviço

  • O quê: Show “Um Canto Gauchesco e Brasileiro”, da turnê de 45 anos do “Canto Alegretense”
  • Quando: Sexta-feira, 29 de maio, às 20h
  • Onde: Teatro Simões Lopes Neto (Rua Riachuelo, 1089, em Porto Alegre)
  • Quanto: ingressos de R$ 30 a R$ 100
  • Classificação: livre
  • Duração: 70 minutos
Foto: Felipe Fraga/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 212 Visualizações
Cultura

36ª Festa da Colônia de Gramado terá programação ampliada com cinco finais de semana em 2027

Por Marina Klein Telles 26/05/2026
Por Marina Klein Telles

Os preparativos para a 36ª Festa da Colônia de Gramado, em 2027, já começaram. Ainda comemorando os resultados da última edição, que superou os R$ 5 milhões em vendas, a Gramadotur divulgou, segunda-feira (25), as datas e o formato da próxima edição. Em reunião com os produtores gramadenses na Cozinha Gaúcha, instalada para a festa no Complexo Expogramado, a presidente da autarquia, Rosa Helena Volk, anunciou que o evento ocorre de 30 de abril a 30 de maio de 2027. Com cinco finais de semana, a próxima edição terá programação diária de 30 de abril a 16 de maio. Já nas duas últimas semanas, a festa ocorre de quinta a domingo.

Conforme Rosa Helena, a ampliação busca fomentar a movimentação turística e atende uma demanda dos agricultores. “Com mais dois finais de semana, ampliamos a programação dando a oportunidade para que os agricultores possam organizar as propriedades. Sabemos que todos possuem afazeres. É uma mudança que busca uma presença cada vez maior dos turistas, além de atender a nossa comunidade que sempre prestigia a festa”, afirma.

O vice-prefeito de Gramado, Luia Barbacovi, acredita que o novo formato é benéfico não apenas para os produtores rurais. “A Festa da Colônia é a festa do gramadense. Os dois finais de semanas extras serão excelentes tanto para turistas quanto para a comunidade”, diz Luia.

Já o prefeito Nestor Tissot, destaca que a administração municipal trabalha em conjunto com os produtores para fomentar o turismo rural. “Continuem investindo na qualidade dos produtos que vamos continuar investindo em infraestrutura. É um conjunto de ações que deu muito certo e queremos que essa parceria continue. Vamos trabalhar juntos! O futuro do turismo está na propriedade de vocês”, frisa Tissot, que agradeceu aos colonos pela participação na festa.

Com variada programação cultural e farta gastronomia, a 35ª Festa da Colônia de Gramado, que ocorreu de 30 de abril a 17 de maio de 2026, foi apresentada pelo Ministério da Cultura, Lei Rouanet. Patrocínio Master: Gav Resorts. Apoio: Sulgás, Sicredi Pioneira, Sebrae, Cia do Chopp, Coca-Cola e RBT Internet. Hospedagem Oficial: Laghetto Hotéis, Resorts & Experiências, Café Oficial: Três Corações. Farinha Oficial: Orquídea Alimentos. Apoio Institucional: Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul e Emater/RS. Colaboração: Fecomercio-RS, Sesc, Senac. Agente Cultural: AM Produções. Promoção: Prefeitura Municipal de Gramado. Realização: Gramadotur, Ministério da Cultura, Governo do Brasil, do lado do Povo Brasileiro.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 71 Visualizações
Cultura

Palhaços em Circula-Ação promove roda de conversa sobre Audiodescrição com Rafael Braz

Por Marina Klein Telles 26/05/2026
Por Marina Klein Telles

O projeto Palhaços em Circula-Ação, da Cia. de Teatro Entre Linhas, de Novo Hamburgo (RS), promove duas atividades gratuitas nesta quarta-feira (27). Pela manhã, ocorrem duas edições da Oficina “Brincando de Palhaçaria”. À noite, acontece a roda de conversa sobre o tema “Audiodescrição para Teatro”, com o consultor em Audiodescrição e Acessibilidade, Rafael Braz, e participação de Lucimara Alves, deficiente visual e ativista da causa das pessoas com deficiência.

A diretora da Entre Linhas, Alice Ribeiro, chama atenção para a roda de conversa, uma oportunidade para que o público em geral conheça um pouco mais sobre a importância do tema e a dinâmica de produção. Rafael Braz, convidado principal, é especialista em Audiodescrição (pós-graduado pela PUC Minas). Psicólogo e psicanalista, áreas em que segue atuando, Rafael trabalha desde 2016 na produção de Audiodescrição para filmes, séries, teatro, dança, shows musicais e exposições museológicas. Também ministra cursos e oficinas sobre o tema.

O debate terá a participação da ativista Lucimara Alves, deficiente visual que mantém ativa presença na luta pelos direitos das pessoas com deficiência. “O projeto Palhaços em Circula-Ação tem inclusão em vários aspectos, e um deles é promover a discussão sobre os temas da acessibilidade e do capacitismo”, ressalta Alice. A roda de conversa acontece na quarta-feira (27), às 19 horas, na rua General Daltro Filho, 408 – Vila Nova/NH. O acesso é gratuito. Pela manhã, ocorre a oficina “Brincando de Palhaçaria”, para alunos da EMEB Floriano Peixoto, às 9h e às 10h.

O projeto

Reunindo teatro e atividades de capacitação em projetos culturais, iluminação e palhaçaria, o projeto Palhaços em Circula-Ação foi contemplado no Edital SEDAC nº 26/2024 PNAB RS – Artes Cênicas e conta com apoio do Pró-Cultura, do Governo do Rio Grande do Sul e do Ministério da Cultura – Governo Federal. Ao todo, envolve três peças teatrais e realizou 27 atividades gratuitas para públicos de todas as idades, com apresentações de teatro, bate-papos com o público, oficinas e rodas de conversa. As peças “Duí e a cristalinda”, de Luiz Woleck; “Todo Lugar é um Circo”, da Cia. Circo Nós; e “Junto”, da Cia. De Teatro Entre Linhas, completam a lista de atrações.

Histórico

A Cia de Teatro Entre Linhas pesquisa e desenvolve projetos de teatro em vários formatos, com diversos espetáculos no currículo, além de participações em festivais, oficinas e workshops, no Brasil e exterior. Sua diretora, Alice Ribeiro, atua desde 1986 como atriz, produtora, diretora e pesquisadora de técnicas teatrais. Mais informações podem ser obtidas pelo https://www.instagram.com/entrelinhasnh/ ou pelo telefone e whatsapp (51) 99998 3388.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 84 Visualizações
Cultura

Escritor Alcy Cheuiche lança o livro Guaíba e Sua História

Por Marina Klein Telles 26/05/2026
Por Marina Klein Telles

Nesta quarta-feira, dia 27 de maio, às 20 horas o escritor Alcy Cheuiche participa da 33ª Feira do Livro de Guaíba. Ele vai lançar o romance histórico Guaíba e Sua História (Besouro Box, 192 páginas) na programação do evento literário (Palco Centenário – Largo José Cláudio Machado, s/nº – Centro de Guaíba). Na ocasião, o autor fará uma apresentação da obra e, em seguida, haverá sessão de autógrafos.

Ao narrar a história de Guaíba, o autor aborda a formação do gaúcho, desde os seus primórdios até os dias de hoje, relatando importantes fatos históricos que contaram com a participação dos guaibenses. Segundo o editor e capista Marco Cena, “Alcy Cheuiche consegue nos manter atentos e emocionados, desde que conta a chegada dos indígenas de etnia Guarani, há mais de mil anos, quando deram o nome de Guaíba, o seio das águas, ao estuário que se abria diante de seus olhos, até os meses iniciais do ano da graça de 2026, quando comemoramos o centenário de emancipação da cidade”.

A formação geológica das Pedras Brancas, antiga de seiscentos milhões de anos, foi palco da presença humana de indígenas, açorianos, africanos, alemães, italianos, poloneses, suíços, e de outras etnias de que se orgulham o Rio Grande do Sul e o Brasil. Em Guaíba ocorreram fatos de tal importância que a levaram a receber o título oficial de Berço da Revolução Farroupilha. A publicação será doada a escolas públicas.

Alcy Cheuiche é reconhecido como um dos grandes escritores do Brasil, com obras traduzidas para o espanhol, alemão, francês e inglês. Dedica-se principalmente ao romance histórico, tendo retratado personagens e fatos da maior relevância na História do Brasil, como Santos Dumont, João Cândido, o Almirante Negro, Sepé Tiaraju, Bento Gonçalves, Garibaldi e Anita, Getúlio Vargas, Otávio Correa, o herói civil dos Dezoito do Forte de Copacabana, e muitos outros. 

Conquistou importantes prêmios literários e culturais em sua vida, como Ilha de Laytano, Açorianos, Medalha do Mérito Santos Dumont, Medalha Simões Lopes Neto, Troféu Guri, mas o que mais o empolgou foi ter sido Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 2006, uma das maiores em espaço aberto do mundo. Autografou seus livros e proferiu conferências em muitas cidades brasileiras e também em outros países dos quais domina a língua-mãe, como Uruguai, Argentina, Paraguai, Peru, Cuba, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Espanha, França, Bélgica e Alemanha. É tradutor e orientador de oficinas de criação literária. 

Entre outras entidades culturais a que pertence, é membro vitalício da Academia Rio-Grandense de Letras, sócio fundador da Associação Gaúcha de Escritores e membro vitalício da Academia Brasileira de Medicina Veterinária.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2026 0 Comentários 83 Visualizações
Cultura

Brincadeiras, leituras e culinária ajudam a manter viva a tradição junina entre as crianças

Por Marina Klein Telles 25/05/2026
Por Marina Klein Telles

Festejar o São João é uma forma de contribuir para o desenvolvimento cultural, social e emocional das crianças. Barracas típicas, danças, músicas e brincadeiras ajudam a aproximar os pequenos das tradições populares brasileiras de forma lúdica e educativa.

Paula Furtado

Além disso, a decoração das festas juninas também pode estimular a criatividade infantil. Enfeites feitos com papel colorido incentivam atividades manuais, como cortar, colar, dobrar e desenhar, estimulam a coordenação motora fina e da imaginação das crianças.

De acordo com a psicopedagoga e escritora infantojuvenil Paula Furtado, brincadeiras criativas ao ar livre, como pescaria, boca do palhaço, dança das cadeiras e quadrilha, trabalham a lateralidade, ritmo, paciência, atenção, tolerância à frustração e autocontrole, e promovem experiências afetivas.

“A festa junina é uma explosão de brasilidade e uma escola viva, onde se aprende com o corpo, com o outro e com o coração. Socializar, brincar e se expressar por meio da arte, da dança e do riso são momentos de conexão que estimulam o bem-estar. Para muitas crianças, é nesse ambiente que a timidez se transforma em coragem e o medo dá lugar à alegria”, explica.

Muito além do paladar

Oficinas culinárias para fazer pão de queijo em grupo, montar espetinhos de frutas, pintar espigas de milho de papel e experimentar novos sabores com os olhos vendados, além de dinâmicas sensoriais com ingredientes típicos, como milho, farinha e coco, despertam o interesse das crianças pelos sabores tradicionais do período.

“Brincadeiras, teatrinhos com alimentos e atividades que estimulam diferentes sentidos transformam a gastronomia junina em aprendizado, convivência e descoberta”, reforça a psicopedagoga.

Ainda neste tema de tradição gastronômica, pais e professores também podem estimular a curiosidade e a criatividade das crianças por meio da leitura. No livro Brincando de Folclore com a Turma da Mônica, de autoria da Paula Furtado, fascículos como “A Origem da Festa Junina”, “A História de São João”, “A Lenda do Milho”, “A Lenda do Bumba Meu Boi” e “A Lenda da Mandioca” aproximam as crianças do universo cultural e folclórico de forma divertida e enriquecedora.

Outras dicas de leitura

Para ampliar o contato das crianças com as tradições juninas, a especialista também separou outras sugestões de leitura: O Casamento da Dona Baratinha (em especial, a versão junina), de Ana Maria Machado; Milho de Pipoca – uma história que pode virar teatro, de Rubem Alves; e Histórias da Roça – coletâneas de contos populares, de Fernando Reis.

Manter viva a tradição das festas juninas também contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento entre as crianças. E, para finalizar, propõe um desafio para os adultos: Que tal criar com as crianças um livro de receitas ilustrado com os quitutes preferidos da família?

Foto: Divulgação | Imagem: Gerada com IA | Fonte: Assessoria
25/05/2026 0 Comentários 74 Visualizações
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