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Brasil fica em segundo lugar na WorldSkills 2024

Por Marina Klein Telles 17/09/2024
Por Marina Klein Telles

O Brasil volta de Lyon, na França, onde participou da 47ª WorldSkills, o mundial de educação profissional, com oito medalhas, sendo uma de ouro, quatro de prata e três de bronze, além de 27 medalhas de excelência, que reconhecem o desempenho acima da média. O país terminou na segunda colocação no ranking de soma de pontos, atrás da China. A competição, realizada a cada dois anos em uma cidade sede diferente, aconteceu em Lyon entre os dias 10 e 15 de setembro, com 1.400 competidores de 69 países.

O presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, acompanhou a delegação brasileira na WorldSkills e se mostrou impressionado. “O evento surpreende por seu tamanho, beleza e presteza”, ressaltou, destacando o trabalho feito pelo Senai, incluindo os estudantes do Rio Grande do Sul.

A delegação brasileira, formada por 64 alunos e ex-alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), disputou 56 das 59 modalidades do torneio – algumas são em dupla ou trio. Depois de quatro dias de provas, os vencedores subiram no pódio em cerimônia de encerramento, neste domingo (15) no estádio de Lyon.

WorldSkills

A WorldSkills, maior competição mundial de profissões técnicas, testa habilidades individuais e coletivas de jovens de até 25 anos recém-formados ou que estão cursando a educação profissional. Durante as provas, eles realizam uma série de tarefas de alto nível técnico e dentro de padrões internacionais de qualidade. “Os maiores méritos da competição são mostrar o caminho da educação profissional para os jovens e o quanto um ensino próximo da empresa e do mercado de trabalho tem condição efetiva de transformar vidas. Além disso, com educação de qualidade, temos uma indústria mais produtiva e competitiva”, afirma o diretor geral do Senai e Delegado Oficial do Brasil na WorldSkills, Gustavo Leal.

O torneio, criado em 1950, é uma oportunidade de os países prepararem as instituições de ensino e a força de trabalho para as novas tecnologias do mundo do trabalho, já que as ocupações e as provas da competição são regularmente atualizadas.
O Brasil teve sua primeira participação em 1983 e é uma das referências no torneio. Em Kazan em 2019, a delegação, formada por 63 competidores, conquistou o terceiro lugar no ranking geral de soma de pontos e 13 medalhas: duas medalhas de ouro, cinco de prata, seis de bronze e 28 certificados de excelência. Neste ano, além dos oito pódios e das 27 medalhas de excelência, o país ficou na segunda colocação da soma de pontos, atrás da China e seguido por França, Taiwan e Índia.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/09/2024 0 Comentários 425 Visualizações
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Abicalçados se posiciona contra possível elevação da taxa de juros

Por Jonathan da Silva 16/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comunicou ter posição contrária à possibilidade de elevação da taxa básica de juros Selic nas próximas reuniões do Banco Central, que acontecem nos dias 17 e 18 de setembro. De acordo com a entidade, a o aumento traria impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de incrementos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda.

A nota da entidade afirma que “o Brasil detém, atualmente, uma das maiores taxas reais de juros do mundo, associada a uma política monetária contracionista iniciada há mais de dois anos, motivada por um cenário internacional adverso e inflação crescente”. Com a taxa Selic em 10,5% desde maio de 2024, a taxa real de juros situa-se em torno de 6,4%, patamar acima da taxa natural de juros, taxa de juros de equilíbrio, estimada pelo próprio Banco Central em 4,75%. “A elevação da taxa básica de juros trará impactos à sustentação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), fragilizando a possibilidade de crescimentos mais robustos ao desestimular investimentos e a demanda que, puxada pela despesa de consumo das famílias, tem contribuído positivamente para o crescimento da economia brasileira ao longo de 2024”, continua o comunicado da Abicalçados.

A publicação da entidade calçadista avalia ainda que “o elevado patamar da taxa de juros tende a conter a demanda agregada, interrompendo o crescimento sustentado da atividade econômica no País e desestimulando os investimentos, sendo nocivo à competitividade da indústria nacional no contexto global”. Segundo a Abicalçados, no cenário internacional há um movimento de redução da taxa básica de juros em diversos países. O Banco Central Europeu, em junho, reduziu em 0,25% a taxa básica de juros, passando-a para 3,75%. Com a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses nos Estados Unidos, há também perspectivas de que o Federal Reserve (FED) reduza a taxa de juros estadunidense na próxima semana. “Estes movimentos possibilitam cortes na Selic sem que haja redução do diferencial de juros do Brasil frente a estas economias”, diz a nota.

Ainda conforme o comunicado, há indícios de desaceleração da inflação no Brasil, visto que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou, em agosto, a primeira deflação em 14 meses, registrando queda de 0,02% no nível geral de preços. “A Abicalçados reconhece que é necessária cautela na condução da política monetária do País. Contudo, em vista do cenário atual, não vislumbra a necessidade de elevação da taxa básica de juros e manifesta sua preocupação quanto à pressão para que ocorra um aumento da Selic na próxima reunião do Banco Central”, conclui a nota.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2024 0 Comentários 349 Visualizações
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Semana Farroupilha pode impulsionar vendas do comércio gaúcho

Por Jonathan da Silva 16/09/2024
Por Jonathan da Silva

A celebração da Semana Farroupilha 2024 é considerada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) uma oportunidade para impulsionar as vendas do comércio gaúcho. Além das intensas comemorações realizadas todos os anos, desta vez há o componente extra de demonstrar a força do estado para se reconstruir após a catástrofe climática do mês de maio.

De acordo com a entidade, para 2024 é possível prever uma busca intensa de artigos que representam as tradições do Rio Grande do Sul. Como ainda restam alguns dias para o 20 de setembro, é possível esperar um crescimento ainda maior da busca pelos itens que rementem a nossa cultura. “Temos observado uma busca expressiva de produtos tradicionais do estado, como pilchas, bombachas, botas, chapéus, cuias e bombas de chimarrão. É uma maneira dos gaúchos demonstrarem seu amor pelo Rio Grande do Sul, sentimento que ficou ainda mais forte após tudo que sofremos neste ano. Pelo que visualizamos, esperar um incremento nas vendas de até 15% na comparação com 2023 é um resultado possível”, projeta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

O dirigente lembra que a celebração da Semana Farroupilha 2024 também reforça a ideia de valorizar as empresas e marcas gaúchas, com a população comprando artigos que são fabricados no estado e não apenas itens ligados às tradições gauchescas, mas produzidos de fora. “O momento de reconstrução do nosso estado ganha um motivador maior com a celebração da Semana Farroupilha e do 20 de setembro. Os comerciantes podem aproveitar esse momento para estreitar laços com as suas comunidades, apostando na utilização de cores e adereços que rementam ao Rio Grande do Sul. Além disso, os consumidores podem ajudar na recuperação econômica e social das cidades onde residem, comprando nos estabelecimentos locais”, enfatiza Koch.

O presidente da FCDL-RS afirma que as comemorações da Revolução Farroupilha são um diferencial que o Rio Grande do Sul apresenta em relação aos demais estados do país. “Tradicionalmente as comemorações da Revolução Farroupilha geram bons negócios para segmentos que atuam com os nossos produtos típicos e, também, comercializam alimentos e bebidas, além dos que promovem eventos sociais ligados à nossa cultura e tradições. Neste ano os resultados deverão ser ainda mais expressivos”, conclui o presidente da FCDL-RS.

Foto: FCDL-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2024 0 Comentários 406 Visualizações
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Momento do Empreendedor mostrará as possibilidades de captação de recursos

Por Marina Klein Telles 16/09/2024
Por Marina Klein Telles

O segmento da inovação no Brasil oferece múltiplas opções de projetos e de recursos financeiros. O desafio é encontrar os caminhos para a sua aprovação e consolidação. E para contribuir no conhecimento destes mecanismos, o Momento do Empreendedor da ACIST-SL, que será realizado no próximo dia 19 de setembro, trará o especialista Gustavo Schneck Moreira. Ele trará a sua expertise como gestor de Projetos de Inovação do Sebrae/RS e do seu envolvimento com os ecossistemas de inovação do Rio Grande do Sul.

O evento acontecerá na sede social da ACIST-SL, no bairro Jardim América, das 11h30 às 13h30, quando também serão homenageadas as empresas associadas que celebram seu aniversário de fundação em anos múltiplos de cinco.
O investimento é de R$ 60,00 para associados e de R$ 80,00 para demais interessados e as inscrições devem ser feitas acessando a página Agenda do portal www.acistsl.com.br. Informações pelo fone (51) 30376065 ou e-mail eventos@acistsl.com.br

Sobre o palestrante: Gustavo Schneck Moreira é gestor de Projetos de Inovação no SEBRAE – RS, atuando diretamente no desenvolvimento e acompanhamento de mais de 350 projetos, tanto via empresas de pequeno porte dos mais distintos setores econômicos como incubadoras e Parques Tecnológicos. Envolvido no ecossistema de inovação, é responsável pela ideação, desenvolvimento e execução de hackathons e projetos de encadeamento tecnológico nas áreas de robótica, games, automação, tecnologia assistiva, moda, saúde, varejo entre outros. Curador, organizador, mentor e/ou jurado em eventos como Startup Weekend, Inovativa Brasil, Editais Finep, 100 Open Startups, Feira do Empreendedor, Mercopar, Festival da Transformação, Feira Brasileira do Varejo etc. Projetos em parceria com empresas como Nissan Renault, Grendene, Intercement, Mercur, Cartoon Network, dentre outras.

O patrocínio do Momento do Empreendedor é da Sicredi Pioneira, Stihl, Frontec, SKA, Vila Rica, W3K, Datwyler do Brasil Ltda e Sinodal.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/09/2024 0 Comentários 254 Visualizações
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Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços atende pleito calçadista

Por Jonathan da Silva 13/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Diário Oficial da União do dia 12 de setembro apresentou o Decreto 12.175, que regulamenta e define as 23 atividades econômicas do setor industrial que serão beneficiadas na primeira etapa do programa de depreciação acelerada do Governo Federal. Dentre elas, está o setor industrial calçadista, que teve seu pleito atendido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Conforme a coordenadora da Assessoria Jurídica da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Suély Mühl, em julho deste ano a entidade enviou pleito ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, sobre o tema. “A indústria calçadista tem como característica uma produção tradicionalmente intensiva em mão de obra, com o uso de máquinas, equipamentos e aparelhos, portanto seu fortalecimento com o auxílio da depreciação acelerada contribui para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico, industrial, ambiental e social do País”, comenta Suély.

Segundo a coordenadora, o mecanismo alinha-se ao disposto nos artigos 11 e 12 da Lei n.º 14.871/24, permitindo às empresas que dilatem o seu fluxo de caixa e reduzam os impactos com investimentos em equipamentos nos primeiros anos a partir de novas aquisições. Suély explica que o decreto estabelece um sistema de cotas. Para a preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, o limite máximo de renúncia tributária anual autorizado é de R$ 18.746.605,06 por atividade econômica (CNAE 15).

Exigências

Conforme o projeto, o MDIC poderá exigir dos beneficiários obrigações relacionadas à promoção da indústria nacional, à sustentabilidade e à agregação de valor no país. “A indústria calçadista brasileira, por ser a mais sustentável do mundo e transformar materiais de base em produtos de valor agregado, está plenamente em consonância com as exigências”, destaca a advogada, ressaltando que a cadeia produtiva do calçado possui a única certificação de práticas ESG do mundo, o Origem Sustentável.

Também coube ao MDIC, em portaria conjunta com o Ministério da Fazenda, relacionar as máquinas, os equipamentos, os aparelhos e os instrumentos que podem ser objeto do benefício.

O que é

Depreciação acelerada é um mecanismo que funciona como antecipação de receita para as empresas. Toda vez que adquire um bem de capital, o empresário pode abater seu valor nas declarações futuras de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em condições normais, esse desconto é feito em até 20 anos, conforme o bem vai se depreciando Com a depreciação acelerada, o abatimento poderá ser feito em duas etapas – 50% no primeiro ano e 50% no segundo.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/09/2024 0 Comentários 333 Visualizações
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Diretores da Junta Comercial apresentam inovações para abertura de empresas na ACI

Por Jonathan da Silva 13/09/2024
Por Jonathan da Silva

Os diretores da Junta Comercial, Industrial e de Serviços do Rio Grande do Sul estarão no Papo com Café da ACI na próxima segunda-feira, 16 de setembro, para apresentar inovações na abertura de empresas e outros serviços da JucisRS. A nova denominação dos eventos jurídicos da ACI estará presente no evento em Novo Hamburgo: a presidente Lauren Momback Mazzardo, o secretário-geral José Tadeu Jacoby, a chefe de gabinete Priscila Bühler e o diretor de registro empresarial da instituição, Cezar Perassoli. O moderador será o advogado titular da Jung Assessoria Empresarial e Integrante do Comitê Jurídico da ACI, Eneias Walter Jung.

Os palestrantes abordarão o acesso ao portal de serviços da JucisRS e principais serviços, como registro, livros, certidões, etc, além de noções gerais de abertura de empresas, como Tudo Fácil Empresas, Tá na mão empresas e registro digital, Avança Mulher Empreendedora e Selo EmFrente, Mulher.

O Papo com Café será realizado a partir das 9h, com término às 11h, na sede da ACI, localizada na Rua Joaquim Pedro Soares, 540, em Novo Hamburgo.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/09/2024 0 Comentários 366 Visualizações
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Via Marte evolui no Origem Sustentável

Por Marina Klein Telles 12/09/2024
Por Marina Klein Telles

A Via Marte, indústria que produz 30 mil pares de calçados por dia em Nova Hartz/RS, evoluiu do nível Prata para Ouro do Origem Sustentável. A entrega da recertificação aconteceu na sede da empresa no dia 12 de agosto e contou com as presenças da sua diretoria e do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira.

Na oportunidade, o diretor industrial da Via Marte, João Carlos Gewer, destacou a importância da certificação para a empresa, não somente pela questão da imagem perante a sociedade e consequentemente pela competitividade, mas também pela relevância da sustentabilidade para o futuro. “Daqui dois anos, vamos buscar a certificação máxima, a Diamante”, projetou.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressaltou que o crescimento do Origem Sustentável se dá pelo engajamento maior das empresas calçadistas. “Hoje, as 100 empresas certificadas ou em processo de certificação respondem por mais de 50% de toda a produção nacional do setor. Estamos felizes com o crescimento que se deve, sobretudo, à importância dada ao tema pelas calçadistas”, disse. Segundo ele, a certificação, além de sua importância ambiental e social, traz melhores condições de competitividade para a indústria, especialmente diante da concorrência asiática.

Destaques

Entre os seus destaques no rol de práticas ESG, a Via Marte traz forte atuação social. Conforme o gerente de Recursos Humanos da empresa, Elizeu Luis Fontes, “muito antes de se falar tanto em ESG”, a Via Marte já exercia forte integração com a comunidade em que está inserida. Em 2010, por exemplo, a empresa apoiou a construção de uma creche para mais de 100 crianças juntamente com o Sesi. “Também mantemos, há quase 20 anos, um projeto de doação de sangue para o Banco de Sangue de Porto Alegre. A cada 90 dias, enviamos um ônibus para a capital com alguns colaboradores cadastrados, de um total de mais de 100 pessoas”, contou o gerente.

A Via Marte também é apoiadora de festas comunitárias e de igrejas locais, além de ser patrocinadora master da feira do livro de Nova Hartz e ajudar a biblioteca municipal com doações constantes de obras literárias. “Aliás, aqui dentro da empresa temos uma biblioteca com mais de 2,5 mil obras para os nossos colaboradores”, acrescentou Fontes.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2024 0 Comentários 506 Visualizações
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4ª edição do Giro pelo Rio Grande é realizada pela Fecomércio-RS em Santa Cruz do Sul

Por Jonathan da Silva 12/09/2024
Por Jonathan da Silva

A 4ª edição do Giro pelo Rio Grande foi realizada pela Fecomércio-RS na noite desta terça-feira (10), em Santa Cruz do Sul. Com casa lotada, o evento reuniu mais de 200 pessoas no auditório do Sicredi Vale do Rio Pardo. Com a temática “Desafios do Brasil em um ano eleitoral”, o Giro pelo Rio Grande teve como palestrantes o cientista político Fernando Schuler e o consultor econômico Marcelo Portugal, e mediação do economista e gerente de Relações Governamentais da entidade, Lucas Schifino.

Às vésperas das eleições municipais, o objetivo do evento é apresentar os posicionamentos da Fecomércio-RS frente à realidade do estado e as projeções da economia para este e os próximos anos, tanto no Rio Grande do Sul quanto no Brasil.

Na abertura do Giro pelo Rio Grande, o presidente do Sindilojas Vale do Rio Pardo, Mauro Spode, destacou a resiliência do empresariado diante das dificuldades impostas pelas enchentes que atingiram o estado e agradeceu à entidade pela escolha da cidade para realizar o evento. “Se há uma característica que define o varejista, é a resiliência. Quando a crise bate em nossas portas, o comerciante abre a janela da superação. Foi isso que vimos na nossa região”, pontuou Spode.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, reforçou o papel da entidade frente às questões que atingem o setor terciário. “A Fecomércio, como representante do setor que mais emprega e mais gera PIB e renda, tem a obrigação de procurar sempre melhorar o ambiente para as empresas fazerem negócios e crescerem. O Giro pelo Rio Grande está alinhado a essa missão”, afirmou Bohn.

Equilíbrio das contas

Primeiro palestrante da noite, o economista e consultor da Fecomércio, Marcelo Portugal, trouxe a temática do ajuste fiscal. “Nosso principal desafio é fazer o estado caber dentro do PIB”, destacou Portugal. Trazendo um comparativo da relação entre arrecadação e gastos dentro da esfera pública, o economista apresentou números de mais de duas décadas e governos diferentes e destacou que o Brasil já teve diversas tentativas de ajustes fiscais, como o Plano de Ajuste Fiscal de Longo Prazo, de 2005, e o Teto de Gastos, de 2016.

Para este ano, Portugal afirmou que o controle da dívida pública é um desafio. “Já elevamos a dívida em 6,8 pontos percentuais do PIB. Considerando um PIB estimado em 11,5 trilhões em 2024, isso representa R$ 782 bilhões de reais em um ano e meio”, detalhou o economista. “O Brasil tem um problema que não consegue controlar a despesa para caber dentro da inflação”, completou o palestrante.

Questionado sobre o Arcabouço Fiscal, Portugal comentou que a situação é preocupante e afirmou que o governo não tem um plano a longo prazo. “Se ainda conseguirmos tocar esse ano, o ano que vem já ficará muito mais difícil”, pontuou o economista. Finalizando a apresentação, o consultor da entidade trouxe um comparativo da arrecadação de ICMS no Rio Grande do Sul entre 2023 e 2024 e afirmou que, mesmo após a enchente, houve um ganho de arrecadação de R$ 530 milhões em relação ao orçado. “O desafio de contenção de gastos não é apenas em nível federal. No RS o problema é similar”, salientou Portugal.

Já o setor de comércio/serviços e a indústria teriam um desempenho também positivo, mas bem mais modesto, em linha com o resultado nacional. Porém, a enchente mudou esse cenário. A agropecuária foi pouco afetada, pois parte significativa da safra de grãos já havia sido colhida. O efeito mais negativo foi sobre a pecuária. No novo contexto, o esperado é um desempenho negativo para o PIB da indústria e dos serviços/comércio, mesmo com ajuda direta da agropecuária via transporte, comercialização e processamento da safra. “O forte desempenho da agropecuária deve permitir um PIB positivo, próximo de 1,5% para o RS”, projetou o economista.

Outro aspecto abordado foi o total de perda de capital das famílias, empresas e da infraestrutura pública, que pode chegar a R$ 34 bilhões. “A enchente atrapalha, mas não é dramática. O problema é o impacto que teremos a longo prazo em virtude da destruição de capital público, privado e de infraestrutura. Essa é uma das maiores diferenças em relação à pandemia. Isso reduz o crescimento potencial da economia gaúcha nos próximos anos”, destacou Portugal.

Encerrando as apresentações, o cientista político Fernando Schuler, mostrou um panorama sobre o “Brasil 2024” e os principais pontos de atuação do atual governo, destacando pontos como a Lei das Estatais e o fim das privatizações. Questionado sobre o futuro do país, o especialista destacou que “precisamos de produtividade” e que “não se pode contar” com o índice demográfico para o aumento de renda per capita.

O Giro pelo Rio Grande é um evento anual da Fecomércio-RS que em cada edição traz uma temática de interesse dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo do estado.

Foto: Fecomércio-RS/Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2024 0 Comentários 401 Visualizações
Business

ChocolaTCHÊ encerra com doações de 2,5 toneladas de insumos

Por Marina Klein Telles 12/09/2024
Por Marina Klein Telles

A segunda edição da ChocolaTCHÊ – Feira e Congresso de Confeitaria Artesanal do Rio Grande do Sul, realizada pelo Instituto Sul Doce, encerrou nesta quarta-feira (11) com destaque para o apoio à retomada, após as enchentes que atingiram o Estado. Junto a parceiros e patrocinadores, foram reunidos 2,5 toneladas de insumos de produção e mais de 600 utensílios para doação a empreendedores diretamente afetados com as cheias e que estão em fase de recomeço. As beneficiadas foram cerca de 80 confeiteiras, cadastradas pela Associação Gaúcha de Confeitaria Artesanal.

Entre os produtos que fizeram parte do chamado “kit recomeço” doado para cada empreendedora estão itens como farinha, fermento, recheios e confeitos. Dos utensílios e acessórios, foram formas, talheres, mexedores e mangas de confeitar, entre outros. Nas demais ações sociais, também foram realizadas capacitações para jovens do Centro Infanto Juvenil Monteiro Lobato (ONG sediada no bairro Restinga em Porto Alegre), da Rede Calábria e alunos da APAE Porto Alegre. Ao avaliar a edição de 2024, a co-fundadora do Instituto Sul Doce, Mariane Rehm, ainda destaca a contribuição para fortalecer o segmento. “Recebemos participantes de todas as regiões gaúchas, de Santa Catarina e até uma caravana do Uruguai. Circularam cerca de 900 participantes entre os dois dias, para os quais proporcionamos encontro com as principais tendências, inovações e profissionais do mercado nacional”, contou.

Foram múltiplas agendas de aulas-show com culinaristas, experiências práticas em uma cozinha colaborativa junto com o Instituto Federal do Rio Grande do Sul, grade de mentorias e rodadas de negócio, além de painéis com histórias de empreendedorismo e receitas de especialistas para crescer como confeiteiro. “É uma área feita de micro e pequenos negócios. A maior parte deles comandado por mulheres, que trabalham de casa mesmo, buscando realização e independência financeira. Nosso objetivo é valorizar quem coloca a mão na massa e conectar essas pessoas com mais oportunidades de evoluir. Com a segunda edição, seguimos fomentando a cooperação e a cultura de parceria, como fizemos na estreia. Agora, também expandimos em programação, ativações e novidades, como promover mais integração entre os setores de confeitaria e panificação, por exemplo. Há espaço para que todos cresçam e a união só nos fortalece. O Instituto Sul Doce e a ChocolaTCHÊ têm esse propósito”, afirmou.

Sobre o Instituto Sul Doce

O Instituto Sul Doce é o braço educacional nas áreas da confeitaria, gastronomia e panificação da Sul Doce Atacado & Varejo, que possui 44 anos de mercado. Para fortalecer o segmento de confeitaria e proporcionar qualificação aos profissionais da área, a Sul Doce Atacado & Varejo criou o Instituto Sul Doce, considerado o primeiro centro de capacitação na Zona Sul de Porto Alegre. Com cursos livres e rápidos, o objetivo é fomentar o empreendedorismo artesanal e familiar, impulsionando a economia local e a atuação profissional, valorizando o chef culinarista gaúcho e o protagonismo de professores, técnicos e especialistas do Rio Grande do Sul. A partir de 2023, o Instituto Sul Doce também lançou e promove a ChocolaTCHÊ – Feira e Congresso de Confeitaria Artesanal do Rio Grande do Sul e o maior evento no Sul do Brasil neste segmento. Para saber mais acesse www.institutosuldoce.com.br ou acompanhe nas redes sociais: @institutosuldoce e @chocolatcheoficial.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/09/2024 0 Comentários 344 Visualizações
Business

Juliano Brenner Hennemann palestra no Instituto Caldeira sobre Revolução no Consumo

Por Jonathan da Silva 11/09/2024
Por Jonathan da Silva

O sócio-diretor da hamburguense SPR, Juliano Brenner Hennemann, realizará a palestra “Revolução no Consumo: como a criatividade reinventa a experiência do cliente” na Arquibancada 3 do Instituto Caldeira, em Porto Alegre, às 11h desta quinta-feira, 12 de setembro. Hennemann também é presidente do Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), professor de pós-graduação e MBA da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e cofundador da Nexo Governança Corporativa.

O evento faz parte do Caldeira Talks, bate-papo com convidados sobre temas do ecossistema de inovação e da nova economia. As inscrições para participar do evento são realizadas pelo APP Caldeira. No bate-papo para a comunidade Caldeira, Hennemann irá discorrer sobre como estratégia e criatividade podem quebrar a monotonia no universo das marcas, criando valor e conexão genuína com os consumidores.

Foto: João Ricardo/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/09/2024 0 Comentários 360 Visualizações
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