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Sistema Fiergs e governo do RS visam participação de indústrias gaúchas em grandes investimentos

Por Marina Klein Telles 17/07/2025
Por Marina Klein Telles

O Sistema Fiergs assinou, na quarta-feira (16), um acordo de cooperação com o governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Invest RS, para fomentar o adensamento das cadeias produtivas e ampliar a participação das indústrias gaúchas como fornecedoras em grandes investimentos realizados no estado.

A assinatura entre o presidente da Fiergs, Claudio Bier, o governador do Estado, Eduardo Leite, o titular da Sedec, Ernani Polo, e o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, ocorreu durante o lançamento do Programa Empreender RS, um conjunto de ações voltado a fomentar o desenvolvimento econômico em solo gaúcho, em cerimônia realizada no Palácio Piratini.

A parceria colocará em ação o programa Conexão Indústria RS, com o objetivo de que empresas que estão investindo no Rio Grande do Sul busquem as indústrias locais como fornecedoras. “Este programa une esforços públicos e privados para desenvolver e adensar as cadeias produtivas do nosso Estado. Isso significa incentivar o uso de conteúdo gaúcho, promover a inovação, as tecnologias sustentáveis e a evolução dos processos produtivos”, avaliou Bier durante seu discurso na cerimônia.

A iniciativa com o Sistema Fiergs prevê o intercâmbio de informações estratégicas, a capacitação e certificação de fornecedores, a realização de encontros de negócios, a identificação de gargalos e o apoio a iniciativas que promovam a competitividade e a inovação na indústria gaúcha, além da possibilidade de futuras parcerias formalizadas em projetos específicos.

Segundo Bier, a iniciativa é importante para aumentar a competitividade da indústria gaúcha e gerar mais empregos. “Confiamos em oportunidades principalmente para pequenas e médias indústrias, que representam a maioria do parque industrial gaúcho.” O Sistema Fiergs representa 52 mil empresas, das quais 95% têm até 50 empregados.

O governador afirmou que essa e outras medidas anunciadas na solenidade fazem parte de um plano de estado. “O desenvolvimento econômico não é algo que se determina por decreto. É preciso criar um ambiente favorável. Assim, fortalecemos o setor produtivo para os grandes investimentos que têm sido anunciados para o Rio Grande do Sul”, disse Leite.

Conforme Prikladnicki, há o entendimento do governo de que os projetos de investimento vão demandar uma cadeia produtiva e, quando possível, é preciso fazer com que as empresas fornecedoras sejam do Rio Grande do Sul. “O que estamos fazendo junto com a Fiergs é criar uma dinâmica em que possamos conversar com os fornecedores locais, identificar as cadeias e apresentar aos investidores”, detalhou.

O secretário Polo lembrou que o Fundopem já prevê maior pontuação quando o investimento utiliza produtos locais, mas nem todo investimento que ocorre no estado tem esse tipo de benefício fiscal. “Então, nos protocolos de intenção dos investimentos, colocamos esse item para que, prioritariamente, se busque consumir produtos locais. Isso potencializa nossa economia”, ressaltou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/07/2025 0 Comentários 230 Visualizações
Business

Consumidor gaúcho está mais endividado do que um ano atrás

Por Marina Klein Telles 16/07/2025
Por Marina Klein Telles

O cenário do consumo no Rio Grande do Sul é preocupante, conforme os registros do SPC Brasil, em junho, compilados pela Federação Varejista do RS. O Estado teve aumento no índice de inadimplência (11,7%) e também no volume de reincidentes (20,73%), ou seja, aqueles devedores que permaneceram ou saíram e voltaram ao registro no intervalo dos últimos 12 meses. Ainda, houve redução (-15,77%) no volume de consumidores que recuperaram o crédito em comparação com junho de 2024. Nos três parâmetros, a situação do Rio Grande do Sul é pior do que a Região Sul e o Brasil. No mesmo período, houve ainda aumento de 20,21% no número de dívidas acumuladas por consumidor inadimplente, também a um ritmo superior ao observado no Sul e no Brasil.

Para o presidente da entidade, Ivonei Pioner, a situação é reflexo da sequência de dificuldades imposta ao Rio Grande do Sul nos últimos anos. “Fomos impactados pela pandemia da Covid-19, tivemos três anos de secas prejudicando o agronegócio e, por outro lado, passamos por três grandes enchentes, uma delas de proporção histórica. São situações que, somadas, fragilizaram as empresas e a nossa economia, deixando um longo caminho de recuperação pela frente, que requer muito planejamento, estratégia e, acima de tudo, ações colaborativas”, diz.

Na evolução entre maio e junho, porém, houve redução de -4,79% no volume de inadimplentes gaúchos. Neste comparativo, a situação no Rio Grande do Sul é melhor do que na região (-1,29%) e no país (0,93%).

Conforme o levantamento do SPC Brasil, mesmo que tenha havido um movimento de crescimento no número de devedores no Estado a um percentual maior do que nos cenários regional e nacional, nas três esferas houve aumento nos registros. Um quarto dos inadimplentes gaúchos têm entre 30 e 39 anos e, em 41,1% dos casos acumulam dívidas de até R$ 1 mil. No entanto, também é elevado o número de devedores com valores pendentes mais altos. Em 20,53% dos casos, os valores devidos variam entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil.

O tempo médio de atraso nas dívidas entre os gaúchos é de 28,3 meses (2,4 anos). A soma das dívidas médias, por consumidor, em junho deste ano, foi de R$ 5.295,01. Valor superior aos R$ 3.943,96 pagos em média por quem está conseguindo saldar suas dívidas. E, para conseguir isso, o tempo tem sido também elevado. Em média, são 9,2 meses para recuperação. E há redução no percentual de recuperação de crédito em relação a todas as faixas de valores devidos considerados no levantamento.

Do total de negativados, 85,65% são reincidentes. Em 65% dos casos, o consumidor não conseguiu sair do cadastro nos últimos 12 meses. Conforme o levantamento, o intervalo entre o vencimento de uma dívida e outra, é de apenas 66,6 dias, ou pouco mais de dois meses. As mulheres são maioria, tanto entre os inadimplentes quanto entre os que conseguem recuperar o crédito, A recuperação, porém, tem um quarto dos casos entre consumidores de 50 a 64 anos, uma fixa etária mais elevada em relação aos devedores.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 206 Visualizações
Business

Sistema Fiergs e sindicatos industriais elaboram pauta para negociações sobre tarifas dos Estados Unidos

Por Marina Klein Telles 16/07/2025
Por Marina Klein Telles

O Sistema Fiergs e seus sindicatos industriais filiados elaboraram uma carta conjunta enviada à Confederação Nacional da Indústria (CNI) a respeito das negociações sobre a elevação de tarifas comerciais previstas pelos Estados Unidos para exportações brasileiras ao país. Redigido durante reunião na terça-feira (15), o documento solicita, sobretudo, a manutenção da atual tarifa em 10%, a fim de preservar a competitividade das indústrias gaúchas que exportam para o país americano. Se isso não ocorrer, pede a prorrogação por 90 dias do início da vigência da nova taxação e a adoção de medidas compensatórias pelo governo brasileiro para eventuais perdas do setor.

No encontro, o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, relatou ter realizado reuniões com as federações da Região Sul e também com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e outros estados na segunda-feira (14) para tratar sobre o tema. Bier alertou que a situação é muito grave e reforçou que a posição da indústria segue priorizando a negociação e a mediação, com o objetivo de evitar maiores prejuízos ao setor.

“Uma das estratégias que estamos adotando é pedir que representantes dos sindicatos falem com os seus compradores nos Estados Unidos, já que eles também serão muito prejudicados, com dificuldades para encontrar outros fornecedores de uma hora para outra. Buscamos que nossos compradores nos ajudem junto ao governo americano”, ressaltou.

O presidente enfatizou, ainda, o impacto negativo da taxação de 50% para as indústrias do Rio Grande do Sul e do Brasil. Cerca de 10 mil empresas brasileiras exportam para o país americano, segundo principal destino das exportações gaúchas (8,22% do total exportado em 2024).

Para a diretora de Relações Institucionais do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang, o principal ponto é evitar que as tarifas de 50% venham a ser aplicadas sobre os produtos brasileiros: “Estamos preocupados porque há setores que dependem muito dessa exportação para os Estados Unidos, e isso foi levado à CNI. Por isso, estamos investindo na questão técnica, trazendo as diversas pautas que temos na indústria e são relevantes, como a prorrogação”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 215 Visualizações
Business

Processo de fabricação e tecnologia aplicada em pneus são destaques em visita técnica em Gravataí

Por Marina Klein Telles 16/07/2025
Por Marina Klein Telles

Em um cenário cada vez mais exigente em termos de eficiência, segurança e sustentabilidade, a tecnologia aplicada aos pneus ganha protagonismo nas operações de transporte rodoviário. Os pneus modernos incorporam avanços em engenharia de materiais e design inteligente. Para frotas de caminhões, esses recursos se traduzem em maior durabilidade, menor consumo de combustível, redução de paradas não programadas e, principalmente, mais segurança nas estradas.

Conhecer de perto o processo de fabricação desse componente essencial motivou a visita técnica da COMJOVEM Porto Alegre à fábrica da Prometeon, em Gravataí, nesta terça-feira (15/07). A atividade proporcionou aos participantes uma imersão no universo da indústria de pneus, com aprendizado técnico, integração e a oportunidade de acompanhar cada etapa da produção.

Durante o percurso, os jovens empresários circularam por setores da linha de montagem e logística da Prometeon, exploraram as fases do desenvolvimento tecnológico e compreenderam como a inovação impacta diretamente a performance, a segurança e a eficiência dos veículos de carga.

“A Prometeon é hoje a quarta maior fabricante de pneus do mundo, presente em cinco continentes e com forte atuação no Brasil. Só na unidade de Gravataí, somos mais de 1.400 colaboradores diretos e mais de 3 mil pessoas envolvidas nas operações do complexo. Nosso foco está no desenvolvimento de pneus industriais — para caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e OTR — com alta tecnologia e desempenho. Desde nossa criação, em 2017, a partir da divisão da área industrial da Pirelli, seguimos evoluindo com uma estratégia multimarca e multiproduto, ampliando nossa presença global e investindo continuamente em inovação”, destacou o coordenador de frotas da Prometeon, Rafael Murussi.

Para Marcelo Trombetta, integrante da COMJOVEM POA, o momento também fortaleceu os vínculos do grupo e o espírito colaborativo entre os jovens empreendedores. “O que eu mais gosto dessa turma é justamente isso: a gente compartilha os problemas, os desafios, sem medo. Quando estamos cercados de gente do bem, como vocês aqui, não existe receio de compartilhar dores, dificuldades, de dividir o que não está funcionando. Esse medo de perder cliente, de expor um problema ou compartilhar informação… isso ficou no passado. Entre nós, não há mais espaço para isso”, afirmou.

Criada oficialmente em 2017, a partir da cisão da parte industrial da Pirelli, a Prometeon iniciou sua trajetória com a produção e comercialização de pneus da marca Pirelli. Atualmente, a empresa adota uma abordagem multimarca e multiproduto, expandindo continuamente seu conhecimento tecnológico. Possui cinco fábricas no mundo: Egito, Turquia e duas no Brasil — em Gravataí (RS) e Santo André (SP).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 337 Visualizações
Business

Festuris abre venda de ingressos para o Meeting com promoção exclusiva

Por Marina Klein Telles 16/07/2025
Por Marina Klein Telles

O 37º Festuris – Feira Internacional de Turismo de Gramado está iniciando a venda dos ingressos para a programação de palestras do Meeting Festuris. Para se credenciar, basta acessar o portal festurisgramado.com e abrir o link “MEETING” no canto superior direito da tela, ou clicar no banner que está fixado no topo da página.

O palco de conteúdo terá abordagens que irão transformar a maneira como os profissionais enxergam temáticas como turismo, economia, desenvolvimento sustentável, inovação, inteligência artificial entre outros.

O Meeting é aquele encontro que vai inspirar, conectar e impulsionar ideias e ações que realmente fazem a diferença. “Podemos garantir que será uma programação de alto nível, com especialistas, líderes expressivos e cases de sucesso que irão marcar esta edição do Festuris”, confirma o CEO do evento, Eduardo Zorzanello.

Promoção exclusiva

O melhor preço dos ingressos está sendo praticado esta semana de pré-lançamento das vendas, chamado de “Compra às Cegas”. O valor do investimento é de R$ 200 e ficará disponível até segunda-feira que vem, dia 21 de julho, pelo portal festurisgramado.com. Este valor diferenciado é promocional, por tempo limitado, e não haverá desconto adicional para quem paga meia entrada.

No dia 22 de julho, será aberto o 1º Lote das vendas, com valores em R$ 360 por pessoa e no dia 1º de outubro, será aberto o 2º Lote ao custo de R$ 450. Os pagamentos podem ser feitos por PIX, cartão, ou boleto. Idosos e estudantes possuem 50% de desconto nestes dois lotes; profissionais de imprensa são gratuitos. Mais informações com Julia Bervanger pelo número (54) 99955.4934.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 241 Visualizações
Business

Havan paga salário extra aos 22 mil colaboradores no mês de julho

Por Marina Klein Telles 16/07/2025
Por Marina Klein Telles

A Havan pagará um salário extra aos 22 mil colaboradores nesta sexta-feira, 18. O benefício é referente à antecipação da primeira parcela do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2025 e do 13º. No total, a empresa adiantará R$ 45 milhões para quem trabalha nas 182 megalojas em todo o país, Centro Administrativo, em Brusque (SC), e Centro de Distribuição, em Barra Velha (SC), postos de combustíveis e Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs).

Para o dono da Havan, Luciano Hang, o pagamento do PPR é sempre um momento de muita alegria. “Sinto uma satisfação enorme em ver o resultado do esforço de todos ser compartilhado de forma tão concreta. Esse benefício é o reconhecimento pelo trabalho dedicado de cada um dos nossos colaboradores. É o nosso jeito de dizer ‘muito obrigado’ e incentivar que continuem fazendo a diferença”, destaca.

O Programa de Participação nos Resultados da Havan é uma iniciativa que reforça o comprometimento da empresa com seus colaboradores. Instituído em 2007, o PPR é pago anualmente e tem como objetivo recompensar os colaboradores pelos resultados alcançados, promovendo engajamento e incentivando a excelência no trabalho.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2025 0 Comentários 289 Visualizações
Business

Pesquisa da Fiergs aponta setores da indústria gaúcha mais afetados pelo tarifaço dos EUA

Por Jonathan da Silva 14/07/2025
Por Jonathan da Silva

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (REP), de impor tarifas de importação de 50% a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto deve impactar diretamente a indústria de transformação do Rio Grande do Sul segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Unidade de Estudos Econômicos e pela Gerência de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Sistema Fiergs. A pesquisa aponta que, em 2024, os EUA receberam 11,2% das exportações totais do setor industrial gaúcho, com destaque para produtos de metal, que tiveram 46% de seus embarques destinados ao mercado norte-americano.

Entre os setores mais sensíveis às novas tarifas estão minerais não metálicos, com 44,4% das vendas externas direcionadas aos EUA; máquinas e materiais elétricos, com 42,5%; e madeira, com 30,1%. O estudo detalha que, especificamente em produtos de metal, armas e munições concentram 85,9% da produção exportada para o território norte-americano. Já no segmento de máquinas e materiais elétricos, transformadores e indutores têm 79,3% da produção voltada aos EUA.

Empregos e receita

Em 2024, as atividades industriais gaúchas mais dependentes do mercado norte-americano geraram receita de US$ 1,2 bilhão e sustentaram 145,4 mil postos de trabalho, correspondendo a 21,2% dos empregos do setor de transformação no estado. Outros segmentos com participação relevante nas vendas aos EUA são couro e calçados, móveis e veículos automotores. Por outro lado, a indústria de alimentos – que lidera as exportações do Rio Grande do Sul – apresenta menor dependência em relação ao destino norte-americano.

Posicionamento da entidade

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, defendeu o diálogo como caminho para reduzir os impactos da medida. “A solução para esse impasse deve passar por negociação e mediação, evitando prejuízos maiores para as economias envolvidas”, afirmou o dirigente.

Mais detalhes da pesquisa podem ser conferidos no site oficial do Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul, em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/importancia-dos-estados-unidos-para-a-economia-gaucha.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
14/07/2025 0 Comentários 485 Visualizações
Business

Fórum CDL reúne 700 pessoas em Novo Hamburgo

Por Jonathan da Silva 14/07/2025
Por Jonathan da Silva

O Fórum CDL – Conexões e Negócios reuniu mais de 700 participantes nos dias 9 e 10 de julho na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH). A programação do evento contou com debates sobre mercado, tecnologia, empreendedorismo e gestão. Mais de 30 palestrantes marcaram presença em três palcos simultâneos. O fórum também teve como destaque o lançamento da CDL Collab Store, loja colaborativa criada para valorizar marcas locais.

A abertura oficial ocorreu na noite da quinta-feira (9), com falas institucionais e a apresentação da Collab Store. O presidente da CDL-NH, Leonardo Lessa, celebrou a realização do fórum e incentivou o público. “Aproveitem para fazer muitas conexões”, enfatizou o dirigente.

Palestras técnicas

No palco Conexões, o palestrante Marcelo Fogaça relacionou marketing à disciplina e resiliência do esporte, afirmando que “marketing não é firula”. Na sequência, o especialista João Galdino destacou o papel da tecnologia nos dias de hoje. “A IA não vai substituir o teu negócio, mas o teu concorrente que trabalha com IA, sim”, ressaltou Galdino.

A estrategista Natália Schifino falou sobre microinfluenciadores e a convergência físico-digital nos hábitos de consumo. Já o palestrante Alexandre Pellaes abordou transformações nas relações profissionais. “Não vivemos uma crise geracional, vivemos uma crise do trabalho”, alertou Pellaes. O encerramento teve participação do comunicador Luciano Potter, que reforçou a importância da escuta e da conexão entre pessoas.

Debates e painéis

O palco Negócios trouxe reflexões sobre revitalização urbana, turismo e desenvolvimento territorial. O analista do Sebrae, Josemar Demenech, apresentou o “Mapa de Negócios de Novo Hamburgo”, com mais de 42 mil modelos de negócios registrados no município. Segundo Demenech, bairros como Canudos e Santo Afonso se destacam pela vocação industrial e gastronômica, enquanto o Centro concentra iniciativas educacionais e tecnológicas.

Outros debates abordaram turismo como vetor de inovação, cases de empreendedorismo feminino, potencial dos bairros e gastronomia, com participações de Thomas Fontana, Lettícia Gerhardt, Felipe Melo, Marina Guedes e Gregório Nardini.

Cultura e criatividade

No palco Casa CDL, os painéis focaram na indústria criativa, leis de incentivo, música e economia cultural. O músico Hique Gomez, o produtor cultural Cristiano Max, a artista Daniela Ramirez e o gestor Fernando Agostini foram alguns dos nomes que dividiram suas trajetórias. Os participantes também visitaram a exposição “Quadros que Falam”, em homenagem ao artista Flávio Scholles (1950–2025).

Demais atividades

O Fórum CDL também promoveu rodadas de negócios e crédito, imersões em branding e inteligência artificial, podcasts ao vivo com a CDL Jovem e show de encerramento da banda Beatles no Acordeon.

Foto: Felipe Utz/Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2025 0 Comentários 576 Visualizações
Business

Exportações de tabaco brasileiro somaram US$ 1,36 bilhão na primeira metade do ano

Por Marina Klein Telles 14/07/2025
Por Marina Klein Telles

As exportações de tabaco brasileiro continuam em alta e o Brasil deve fechar 2025 como líder mundial em exportações pelo 32º ano consecutivo, confirmando a posição mantida desde 1993. Os dados do MDIC/ComexStat (Sistema de Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, de janeiro a junho, foram embarcadas 206.518 toneladas de tabaco, totalizando US$ 1,36 bilhão em divisas. Nesse período, os principais destinos do produto brasileiro foram China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes.

O volume exportado no primeiro semestre foi 5,77% superior ao dos primeiros seis meses de 2024, quando o Brasil vendeu 195.261 toneladas. Em relação aos valores recebidos, as vendas externas cresceram 9,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações somaram US$ 1,24 bilhão até a metade do ano. A expectativa do setor é encerrar 2025 com números que superem US$ 3 bilhões em exportações de tabaco, uma previsão validada pela consultoria Deloitte, que projeta o aumento de 10,1% a 15% nas exportações brasileiras em relação a 2024.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, destaca que a média histórica da última década é superior a 500 mil toneladas embarcadas e US$ 2 bilhões em divisas. “Nossa produção é vendida para mais de 100 países e continua contando com a preferência dos clientes devido à qualidade e integridade do produto brasileiro”, afirma. “Apostamos no nosso Sistema Integrado de Produção de Tabaco para manter o atendimento aos clientes estrangeiros e seguir gerando divisas para o Brasil”, completa.

No Rio Grande do Sul

A relevância econômica das exportações de tabaco é especialmente percebida no Rio Grande do Sul, onde, em 2024, representaram 12,55% do total das exportações do estado. “Nos primeiros meses deste ano, o tabaco tem ocupado o primeiro lugar nas exportações gaúchas, comprovando a importância socioeconômica dessa cultura”, relata Valmor Thesing. De janeiro a junho de 2025, saíram dos portos gaúchos 188,3 mil toneladas de tabaco, gerando US$ 1,2 bilhão em divisas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/07/2025 0 Comentários 293 Visualizações
Business

Exportações de ovos crescem no primeiro semestre

Por Marina Klein Telles 11/07/2025
Por Marina Klein Telles

As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 24.915 toneladas no primeiro semestre de 2025, conforme levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 192,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 8.518 toneladas embarcadas.

A receita obtida com as exportações entre janeiro e junho alcançou US$ 57,759 milhões, resultado 216,3% superior ao registrado no mesmo período de 2024, com US$ 18,622 milhões. Apenas em junho, os embarques de ovos chegaram a 6.558 toneladas, número 308,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. A receita obtida no mês foi de US$ 15,659 milhões, saldo 288,8% superior em relação a junho do ano anterior.

Os Estados Unidos consolidaram-se como o principal destino das exportações brasileiras no semestre, com 15.202 toneladas embarcadas (+1247%), gerando receita de US$ 33,1 milhões (+1586,2%). Em seguida, aparecem o México, com 1.586 toneladas e US$ 6,9 milhões em receita, e o Japão, com 1.570 toneladas (+152,1%) e US$ 3,7 milhões (+143,2%).

Outros destaques incluem Angola, com 686 toneladas e US$ 1,1 milhão; Serra Leoa, com 473 toneladas (+359,6%) e US$ 766 mil (+373,5%); e Uruguai, com 369 toneladas (-14,3%) e US$ 1,24 milhão (-18,5%). Por outro lado, o Chile registrou queda de 16,6% nos volumes (2.426 toneladas) e leve retração de 2% na receita, com US$ 6,85 milhões.

“Os embarques de ovos atingiram patamares históricos neste primeiro semestre, com forte ampliação da presença brasileira em mercados estratégicos como os Estados Unidos, México e Japão. O cenário reforça a confiança do mercado internacional na qualidade, biossegurança e competitividade do produto brasileiro. Com a manutenção das atuais condições de mercado, a expectativa é de que o segundo semestre consolide um novo ciclo de crescimento nas exportações do setor, sem impactos significativos na oferta interna de produtos”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Foto: Divulgação | Fonte: Divulgação
11/07/2025 0 Comentários 229 Visualizações
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