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Palco Sindilojas Vale Germânico/Fecomercio-RS é sucesso no primeiro dia do Sapiranga Summit

Por Marina Klein Telles 18/08/2025
Por Marina Klein Telles

Foi um sucesso o Palco Sindilojas Vale Germânico e Fecomércio-RS no primeiro dia do Sapiranga Summit 2025, nesta quinta-feira, 14/08. O público prestigiou as palestras oferecidas pelas entidades no maior evento de empreendedorismo e inovação do Vale do Sinos, com o espaço sempre lotado. O palco ainda tem a participação do Sesc e do Senac, com apresentação de serviços.

Primeiro palestrante do dia foi Ronaldo Grangeiro, que trouxe o tema “Governança e Sucessão na Empresa Familiar”. O diretor do Laboratório Fleming falou do case da empresa fundada por seu pai. “Sucessão é uma jornada, não é um evento. A passagem de bastão é um grande desafio”, destacou, salientando a importância de equilibrar as relações empresa-familia-propriedade.

Na sequência, o advogado Luan Braga falou de sucessão nos negócio de uma forma leve. Comparou a fase sucessória a um jogo, com a palestra “Games o Business – Estratégia de Sucessão Empresarial Além do Trono”. “E se fosse o meu último dia de comando, o que seria da empresa?”, provocou ele, ao lembrar que apenas 30% das empresas familiares sobrevivem à segunda geração; 15% sobrevivem à terceira geração e 5% sobrevivem à quarta geração.

Durante a tarde do primeiro dia, também palestraram Juliana Kuhn, com o tema “Aprendendo a aprender: a chave constante da evolução”; Márcio Lüders, que abordou “A visão em parallax do direito e a inovação no comércio e serviços. Repensando o direito sob múltiplos ângulos o mundo dos negócios”; Emerson Reis, professor do Senac, trouxe “Inovação rima com humanização; marketing tem qe ser de verdade”; Vaderlei Fontes com “Processo Comercial de Alta Performance – Da Geração de Demanda à Escala com IA e Método”. Manoella Moutinho e Giulia Schmitz, da Vuê Marketing, trouxeram o tema “Atualidase: quem precisa de agência quando tem ChatGPT?”

O primeiro dia de Summit Sapiranga no Palco Sindilojas Vale Germânico-Fecomércio terminou com a palestra “Quem vende enriquece – um método poderoo para multiplicar seus ganhos”, com Daniel Müller.

Segundo dia

Nesta sexta-feira, 15/08, o Palco Sindilojas Vale Germanico-Fecomércio RS traz os seguintes palestrantes, a partir das 13h20: Josemar Demenech (“Eu acho! Mas, se quiser ter certeza, conte com os dados”), Pedro Pereira (“Os impactos da sustentabilidade nas grandes empresas: case SAP), Eduardo Correa (“Cooperativismo, futuro e inovação) e ainda o Lab Fecomércio, com a mesa redonda “Vendas e inovação para o comércio”, com Juliana Marcon e Jessica Matos, mediação de Gelson Junqueira.

No final do dia, tem a Rodada de Negócios – de Lojista para Lojista, dinâmica em que dezenas de empresários têm a oportunidade de apresentar seus produtos e serviços para os demais integrantes, de forma bastante dinâmica.

Foto: divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2025 0 Comentários 320 Visualizações
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Viacredi Alto Vale está entre as melhores instituições financeiras para trabalhar

Por Marina Klein Telles 18/08/2025
Por Marina Klein Telles

A Viacredi Alto Vale foi reconhecida nacionalmente ao conquistar a terceira colocação entre as Melhores Instituições Financeiras de Médio Porte para Trabalhar no Brasil. O ranking é promovido pelo Great Place to Work (GPTW).

A cerimônia de premiação ocorreu essa semana em São Paulo. Além da posição de destaque, a cooperativa também foi homenageada com um reconhecimento especial na categoria Saúde Mental, evidenciando seu compromisso contínuo com a valorização e o bem-estar dos colaboradores.

Esse cuidado é refletido diretamente na qualidade do atendimento e na proximidade com os cooperados. O selo GPTW é considerado a mais relevante certificação de clima organizacional do País, o que reforça o papel da Viacredi Alto Vale como referência em gestão de pessoas, uma das principais características do cooperativismo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/08/2025 0 Comentários 255 Visualizações
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Sustentabilidade e visão “glocal” conduzem a Calçados Beira Rio S.A. ao Case da Exportação 2025 ADVB|RS

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

A Calçados Beira Rio S.A., em seu ano de cinquentenário, reafirma sua posição de vanguarda no cenário global ao ser laureada duplamente: como destaque setorial Indústria e como grande vencedora da 53ª edição, recebendo o Case da Exportação 2025 da ADVB|RS, sob o título Raízes Locais, Rumos Globais. Essa conquista coroa uma trajetória de crescimento exponencial, fundamentada em dois pilares estratégicos: a sustentabilidade como credencial competitiva decisiva nos mercados internacionais e a implementação de uma metodologia “glocal”, que respeita as especificidades culturais locais sem abrir mão de uma visão global de negócios.

A premiação reflete os resultados excepcionais alcançados em 2024, quando a empresa promoveu e participou ativamente de 326 eventos internacionais, comercializando 16.821.866 pares de calçados em mercados-chave ao redor do mundo. Com 11 filiais industriais enraizadas em cidades gaúchas como Novo Hamburgo, Igrejinha, Sapiranga (2 unidades), Osório, Teutônia, Candelária (2 unidades), Roca Sales, Mato Leitão e Santa Clara do Sul, e produção diária de 500 mil pares, a companhia gera 29,5 mil empregos — sendo 8,5 mil diretos, 11 mil em prestadores de serviços e cerca de 10 mil indiretos —, consolidando sua presença em mais de 115 países e demonstrando que é possível unir crescimento econômico, responsabilidade ambiental e sensibilidade sociocultural.

Sustentabilidade como diferencial competitivo global

O Prêmio Exportação 2025 ratifica a liderança da Calçados Beira Rio S.A. em práticas regenerativas, posicionando a sustentabilidade não apenas como valor empresarial, mas como um ativo comercial decisivo nos mercados internacionais. A companhia é certificada com o Selo Origem Sustentável – Categoria Diamante, evidenciando seu alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e fortalecendo sua credibilidade junto a consumidores e parceiros comerciais globalmente conscientes. Com 29,5 mil empregos gerados e uma cadeia produtiva onde 72,7% dos 564 fornecedores estão localizados no Rio Grande do Sul, a empresa demonstra que sustentabilidade também significa desenvolvimento regional integrado.

Sua matriz energética é composta por 98% de fontes renováveis, e a empresa adota por inteiro o conceito Zero Waste: a água não é utilizada nos processos de fabricação, sendo destinada exclusivamente ao consumo humano e à higienização. Esse compromisso se materializa também na logística verde, com 63,6% das exportações realizadas via modal marítimo, contribuindo diretamente para a redução das emissões de CO₂ por tonelada transportada para mercados internacionais.

A economia circular ganha forma e função através de iniciativas pioneiras como o Ambiplast e o EcoFavo – matérias-primas ressignificadas a partir de resíduos da linha de produção, que se transformam em materiais de visual merchandising presentes em milhares de estabelecimentos ao redor do mundo. Esse processo endossa a visão sistêmica da companhia em toda a sua capilaridade – da fábrica às ambiências das lojas que comercializam seus produtos –, consolidando um ecossistema produtivo verdadeiramente regenerativo e demonstrando que a sustentabilidade não é apenas responsabilidade corporativa, mas a credencial que define sua liderança global.

Metodologia “glocal”: respeitando culturas, conquistando mercados

A política de internacionalização da Calçados Beira Rio S.A. transcende a simples exportação de produtos, estabelecendo uma metodologia “glocal” que combina visão global com consciência local. Este framework culturalmente adaptado resultou em crescimentos expressivos e expansões significativas em mercados relevantes como Peru, onde a ativação “La Chica Moleca” gerou crescimento.

A estruturação de showrooms regionais – como o inaugurado em Portugal (em 2024) – e a realização de experiências imersivas, como o Fashion Experience México em parceria com a Sears (Grupo Carso) e a participação da Vizzano na 73ª edição do Miss Universo 2024 – com mulheres de 130 países vestindo os calçados produzidos no Rio Grande do Sul – demonstram a capacidade da empresa de criar conexões reais respeitando as especificidades de cada território.

As oito marcas da companhia – Beira Rio, Moleca, Vizzano, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta e BR Sport – operam com abordagem multiplataforma, incorporando elementos da oralidade local, nuances linguísticas e características regionais na construção de relacionamentos comerciais genuínos. Essa metodologia humanista impacta diretamente a lógica de vendas, especialmente entre públicos que valorizam autenticidade local e respeito mútuo nas relações de negócio.

Inovação no relacionamento B2B e desenvolvimento de parceiros

A premiação também reconhece a capacidade inovadora da Calçados Beira Rio S.A. em transformar relacionamentos comerciais em parcerias estratégicas de longo prazo. A empresa desenvolveu plataformas digitais especializadas, como o aplicativo “Eu Vendo Moda”, que conecta conteúdo, produto e presença online em redes sociais, oferecendo aos parceiros internacionais ferramentas de capacitação personalizadas que consideram hábitos locais e respeitam tradições culturais e religiosas.

Os treinamentos presenciais e virtuais, que compõem o conteúdo programático da Escola de Mercado — ferramenta de capacitação mercadológica concebida pela companhia para instruir profissionais que atuam no segmento calçadista —, são complementados por materiais multilíngues em português, espanhol e inglês, garantindo comunicação próxima e autêntica. Este investimento no desenvolvimento dos parceiros resulta em vínculos comerciais duradouros e contribui para o fortalecimento do canal varejista nos mercados onde a empresa atua.

Liderança consolidada através da filosofia humanista

O sucesso internacional da Calçados Beira Rio S.A. é também fruto do programa “Conquistando a Perfeição”, idealizado por Roberto Argenta, presidente da companhia, e reconhecido pela ONU como exemplo mundial. Esta iniciativa integrada, aplicada em todas as áreas da organização, possibilita a revisão contínua de processos e práticas, garantindo racionalidade, qualidade e assertividade com viés humanista que transforma colaboradores em protagonistas ativos do crescimento da empresa.
Com certificações que abrangem os pilares ESG (Environmental, Social, Governance), a empresa é reconhecida pelo programa Empresa Amiga da Criança, da Fundação Abrinq, por manter uma cadeia produtiva livre de trabalho infantil, e aplica equidade salarial baseada no ofício realizado, com 64% de seu quadro de colaboradores composto por mulheres.

“Ter uma maioria feminina no time não é apenas um dado estatístico — é uma das forças vivas que impulsionam a escuta ativa, o olhar coletivo e a inteligência emocional que fazem nossa empresa crescer com consistência e empatia”, afirma Maribel Silva, diretora comercial e de marketing da Calçados Beira Rio S.A.

Além disso, a companhia é homologada pelo Instituto Eureciclo — a maior certificadora de logística reversa do Brasil, com atuação também no Chile e na França — por suas práticas de gestão sustentável de resíduos, demonstrando que o crescimento internacional pode e deve ser construído sobre bases éticas sólidas.

Expandindo fronteiras com propósito

A operação multinacional da Calçados Beira Rio S.A. destaca-se pela presença consolidada em hubs estratégicos como América do Norte, América do Sul, Europa, Caribe, América Central, Oriente Médio, Norte da África e Oceania. Esta capilaridade global, desenvolvida ao longo de 41 anos de atuação internacional, tem como diferencial o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde está presente, replicando além-fronteiras o mesmo bem-estar que promove em território nacional.

“Estamos construindo não apenas uma empresa global, mas um legado de desenvolvimento humano e social que transcende gerações e ultrapassa fronteiras”, afirma Roberto Argenta, presidente da Calçados Beira Rio S.A., reafirmando a filosofia que orienta a internacionalização da companhia desde sua fundação em 1975.

O Case da Exportação 2025 ADVB|RS legitima uma trajetória que prova ser possível liderar globalmente mantendo as raízes gaúchas, a qualidade do “Made in Brasil” e seu valor intrínseco, respaldados pela rastreabilidade integral dos processos produtivos e o compromisso com um futuro mais sustentável e culturalmente respeitoso. É essa a síntese de uma empresa que, aos 50 anos, continua reinventando os paradigmas da internacionalização responsável.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 232 Visualizações
Business

Encontro de Negócios reúne 200 empresas em São Leopoldo

Por Jonathan da Silva 15/08/2025
Por Jonathan da Silva

Com a participação de cerca de 200 empresas compradoras e vendedoras, a 21ª edição do tradicional Encontro de Negócios foi realizada nesta terça-feira (12) pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico de São Leopoldo (Sindimetal RS), em parceria com o Sebrae e apoio do Sicredi, na sede da entidade, no Centro das Indústrias de São Leopoldo. O evento promoveu reuniões entre empresas da cadeia metalmecânica e eletroeletrônica para ampliar contatos comerciais e gerar novas oportunidades de negócios.

A abertura oficial foi conduzida pelo secretário executivo do Sindimetal RS, Carlos Trein, que desejou bons resultados comerciais aos participantes. “Que o evento possa incrementar o networking dos participantes, onde os ‘representantes’ da oferta encontrem os ‘representantes’ da demanda, formando os seus negócios”, enfatizou Trein.

A analista do Sebrae RS responsável pelo segmento metalmecânico na região dos vales do Sinos, Caí e Paranhana, Jeniffer Silveira, informou que participaram empresas âncoras como Copé, Higra, Grefortec, Infasul, Metalúrgica Nunes e Tecnofast, que receberam 20 empresas vendedoras, totalizando oito rodadas de negócios. “O evento superou as nossas expectativas, neste ano. Tivemos mais de 170 inscritos de vendedores e destes mais de 140 solicitaram reuniões. É uma adesão grande, gerando uma média de 464 rodadas de negócios individuais, somente numa tarde”, destacou Jennifer.

No turno da manhã, cada empresa teve 1 minuto e 10 segundos para apresentar seus produtos ou serviços, com mudança de mesa a cada dois minutos. O formato simultâneo permitiu que todos os participantes interagissem sem lista de espera.

Empresários avaliam experiência

O diretor comercial da Tecnofast, Jorge Cardoso, participou pela primeira vez, com o objetivo de buscar novos fornecedores.

Já o diretor da JL Laser Inovações em Aço, Luís Antônio Saraiva, afirmou que esteve “tudo funcionando muito bem, num ambiente com boas expectativas de negócios, acontecendo de forma ativa”.

O diretor da Jamattos Usinagem, Juliano Abreu Mattos, por sua vez, destacou a possibilidade de atender clientes em horários flexíveis. “Acreditamos que existem algumas previsões positivas de negócios. Apresentamos a capacidade da empresa e a disposição de atender conforme a demanda e possíveis necessidades”, comentou Mattos.

Projeto Comprador gera quase 500 rodadas de reuniões

À tarde, o Projeto Comprador reuniu 28 empresas compradoras e 172 vendedoras. Segundo o diretor executivo do Sindimetal RS, Valmir Pizzutti, “muitas possibilidades de negócios irão surgir a partir destes contatos, especialmente nesta época de crise, com o tarifaço, quando as empresas necessitam buscar novos mercados”.

Participantes destacam networking

O analista da Dalleaço, Marco Aurélio Oliveira Araújo, afirmou que buscou “é levantar possibilidades para boas alternativas de negócios, a partir do networking realizado”.

A compradora da CBC, Jéssica Alves, avaliou a participação como uma oportunidade para prospectar fornecedores e soluções.  “Além dos fornecedores, tivemos contato com compradores de muitas empresas. Ótima organização. Fomos muito bem acolhidos, aqui no Sindimetal RS”, destacou Jéssica.

O diretor da Petec, Luiz Henrique de Oliveira, ressaltou o diferencial da usinagem pesada da empresa e o número expressivo de agendas. “Como vendedor, temos um diferencial que é usinagem pesada, com peças maiores. Investimos nos últimos dois anos nesta oportunidade. Além das nove agendas, alguns encaixes, com empresas que não tinha contato prévio.  O Sindimetal RS organiza tudo com excelência. Só tenho elogios para registrar!”, relatou Oliveira.

Já o comprador da Taurus, Acson Wiliam dos Santos Meireles, considerou o evento útil para conhecer novos fornecedores e agregar conhecimento. “Conhecer empresas, trazer novos fornecedores para a nossa base e agregar conhecimento estão entre as prioridades da participação. A nossa demanda é alta, então um momento como esse ajuda muito, trocando ideias e evoluindo conforme o mercado exige”,  pontuou Meireles.

A diretora da LLP Metais, Lívia Jordani, afirmou que encontrou novos produtos que podem ser incorporados à linha da empresa.  “As impressões são muito positivas, por estar conhecendo outros fornecedores e novos produtos, que poderão agregar a nossa linha de produtos. Produzimos componentes para calçados, bolsas e acessórios, temos matrizaria interna, também, e por isso sempre estamos buscando parceiros em diferentes áreas”, justificou a diretora.

Por fim, o diretor da BCM Engenharia, José Luiz Bozzeto, destacou a importância da união do setor industrial para agregar valor à produção nacional. “Uma iniciativa excelente, que merece ser ampliada e que acontece num momento importante, pela qual passa a economia e a indústria. Importante termos a união de um eco sistema industrial produtivo, com contatos de qualidade e profissionais interessados em interagir, para que se possa agregar mais valor ao nosso trabalho no Brasil”, enfatizou Bozzeto.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 280 Visualizações
Business

Primeiro dia de Sapiranga Summit tem arena lotada e lições de marketing, inovação e negócios

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

O primeiro dia do Sapiranga Summit 2025 terminou com uma ótima notícia: a expectativa inicial de público para esta edição já foi superada. A estimativa era de que 10 mil pessoas passassem pelo Fly.Hub nos 3 dias do evento, número que deve ultrapassar a marca de 15 mil visitantes. Palestrantes nacionais e locais passaram pelos 4 palcos, trazendo importantes conteúdos sobre inovação, negócios e tecnologia.

O destaque do primeiro dia do evento foi Caito Maia, fundador da Chilli Beans, que reuniu cerca de 3000 mil pessoas simultaneamente na Arena Fly.Hub. Ele falou sobre como construir uma marca de sucesso, trazendo exemplos práticos do que ele fez na marca, que hoje é a maior rede especializada em óculos e acessórios da América Latina, com pontos de venda no Brasil e também no exterior.

De acordo com o palestrante, a Chilli Beans vende mais armações do que a gigante mundial Rayban no Brasil, sendo o único país onde a marca global não é líder. Com 1.400 lojas próprias, a rede se destacou no mercado brasileiro de acessórios de moda ao oferecer produtos com design inovador a preços acessíveis. A empresa investiu também em óculos de grau, aproveitando a necessidade percebida na pandemia. “Não sei se vocês sabem, mas depois da pandemia de Covid-19 existe uma epidemia mundial de miopia, independente da idade, por causa do celular. Nós criamos uma nova linha, abriu 300 lojas na pandemia”, destacou o speaker.

“Quando decidimos investir em inovação sabíamos que não seria um caminho fácil mas tínhamos certeza que a nossa cidade seria pensada para o futuro com ousadia e muita determinação. Ousadia é fazer diferente, é abrir novas portas e viver novas experiências. Isso não é só um evento, é uma plataforma que coloca nossa cidade em um novo patamar”, destacou a prefeita de Sapiranga, Carina Nath, durante a abertura oficial. O vice-prefeito, Caleb Santos, do secretário da Indústria, Comércio e Tecnologia Vinicius Santos, da presidente da Câmara de Vereadores do município, Olivia Terezinha Steigleder, além dos deputados estaduais Issur Koch e Joel Wilhelm também estiveram presentes.

Na Arena Fly.Hub, futuro do trabalho e empreendedorismo em discussão

O embaixador do movimento Teach the Future no Brasil, Carlos Piazza, falou sobre o trabalho no futuro frente à tecnologia. Ele provocou o público que lotou a Arena Fly.Hub ao afirmar que a era do ter acabou, tendo sido substituída pelo ser. “Em algum momento teremos que colocar corpo e mente em sincronia, entregar às máquinas o que não é humano e assumir nossa  humanidade”, afirmou. O palestrante aconselhou: “não se apaixone pela tecnologia porque ela é passageira e sempre será substituída por uma novidade”.

As criadoras da Criamigos, de Gramado, apresentaram o case de sucesso da parceria entre as sócias Natiele Krassmann Silveira e Verônicah Sella. Elas ressaltaram que o modelo de negócios exige um ecossistema que envolve diversos atores. “Nunca foi sobre ursos de pelúcia, sempre foi sobre pessoas. Criamos para pessoas e contamos com pessoas. Um dos fatores do nosso sucesso é a reinvenção permanente”, afirmaram as sócias.

Cidades apostam na inovação para diversificar a matriz econômica

No painel “Territórios que crescem de forma colaborativa” os speakers foram provocados com o questionamento: as “dores” dos cidadãos são as mesmas, independentemente do tamanho e da cidade onde mora? Os gestores públicos afirmaram que sim e indicaram a inovação como um dos caminhos para diversificar a matriz econômica e garantir que as necessidades da população sejam atendidas.

Com uma população de 162 mil habitantes, São Caetano do Sul, que já foi berço da indústria automobilística no Brasil, teve que se reinventar nos últimos anos, diversificando sua matriz econômica, assim como Sapiranga vem fazendo. “Temos uma empresa, por exemplo, que deve faturar R$15 milhões no primeiro ano com a solução que criou para a indústria. Isso é gerar valor para toda a população: ninguém faz nada sozinho”, destacou o secretário de tecnologia e inovação da cidade paulista, Alan de Camargo. A prefeita de Sapiranga, Carina Nath, trouxe o olhar humanizado para a questão. “Precisamos humanizar as relações investindo em tecnologia e inovação para resolver os problemas da comunidade. Nesse contexto, a responsabilidade é de todos”, ressaltou. “As pessoas mudam a cada segundo e na iniciativa pública também é assim. É preciso aproveitar todas as oportunidades para aprender e inovar”, destacou o secretário de desenvolvimento econômico e inovação de Garibaldi, Daniel Deconti.

Cultura, inteligência artificial e marketing também tiveram espaço

Entre outras atrações, o Palco Cultura, uma das novidades desta edição, teve um bate-papo sobre o curta-metragem “É Preciso Falar de Música!”. Escrito e dirigido pela advogada Iara Magajewksi, o documentário aborda aspectos da música local sapiranguense. A produção chegou a ser interrompida durante as enchentes de 2024 mas, ainda assim, é rica em detalhes e histórias que tornam o curta uma verdadeira obra, que conta com entrevistas com artistas locais e momentos musicais.

Já no Palco CDL, advogados de várias regiões do Estado, acompanharam o painel “O uso da tecnologia no Direito”. Os advogados Alana Engelmann e Aline Cristina Martins Fernandes e Adriano Rodrigues de Lemos discutiram o papel da Inteligência Artificial na aplicação do Direito e como deve ser a adaptação dos profissionais às novas ferramentas. Durante o painel, Aline perguntou para a Inteligência Artificial qual era o futuro da advocacia. Eis a resposta: “no passado o diferencial era o conhecimento, hoje, é saber aplicar o conhecimento”.

No Palco Sindilojas, as especialistas em comunicação Manoella Moutinho e Giulia Schmitz falaram sobre “Marketing na atualidade: Quem precisa de agência quando tem ChatGPT?”. Mais uma vez, a conclusão é de que tecnologia e inovação vieram para ficar e são fundamentais para um futuro sustentável, no entanto, nada vai substituir o talento das pessoas.

Nova tecnologia amplia o alcance do evento

Além de acompanhar as palestras ao vivo, os participantes têm acesso a resumos inteligentes, conteúdo interativo, chat com todo o material apresentado e planos de ação personalizados para aplicar o aprendizado. A tecnologia ucraniana usada no evento é disponibilizada ao público que recebe um QR Code e um código de acesso que permite acesso futuro e de forma personalizada, permitindo que cada participante aplique os insights à sua própria realidade, independentemente do segmento em que atua.O apoio é da Orya, uma startup brasileira especializada em inteligência artificial de transcrições para eventos, que atua como um assistente inteligente durante toda a programação.

A ex-jogadora Hortência e o empreendedor Geraldo Rufino estão na programação desta sexta-feira, além da entrega de premiações. As atividades iniciam às 13 horas. Confira abaixo a agenda do palco Arena Fly-Hub (sujeita a alterações) e a programação completa no site www.sapirangasummit.com.br.

  • 13:00 | Palco Arena Fly.Hub | Como a colaboração e as comunidades podem transformar os negócios | Convidados: Luciane Pinheiro (Instituto Caldeira), David Viegas (Sebrae), Artur Gibbon (Anprotec)

  • 14:00 | Palco Arena Fly.Hub | Mais que negócios, entregamos valor para clientes | Convidados: Eduardo Jaeger (Studio 23+), Matheus Zucchi (MZ Media), Guilherme Gabe (Empatia)

  • 14:50 | Palco Arena Fly.Hub | Lições de uma vida: Estratégia, valores e atitude de uma campeã | Palestrante: Hortência Marcari

  • 15:40 | Palco Arena Fly.Hub | A Inovação transforma mentes, empresas e lugares | Convidados: Ricardo da Silva (Viacredi), Frederico Schneider (Grupo ASchneider e Kaizen RS), Maurício Rezende (JUSTOKEN)

  • 16:30 | Palco Arena Fly.Hub | Pequenas Gigantes – Startups e os Negócios Escaláveis | Convidados: Manoel Roldão (Growdev), Eduardo Berriel (Volters), Rubens Oleinski (Starta).

  • 17:20 | Palco Arena Fly.Hub | O Uso da IA na Saúde, O futuro é agora | Convidados: Viviane Linck (Bhio Supply), Dr. Rogerio Caruso (Chefe do departamento de transplantes da Secretaria da Saúde do RS), Luciano Lorenz (WebMed)

  • 18:10 | Palco Arena Fly.Hub | Como Construir uma Cultura de Inovação nas Empresas | Palestrante: Alexandre Uehara

  • 18:50 | Palco Arena Fly.Hub | Entrega do Prêmio Inova Sapiranga | Convidados: GP SENAI e Multi-Feira São Mateus

  • 20:00 | Palco Arena Fly.Hub | O poder da positividade | Palestrante: Geraldo Rufino

  • 21:00 | Palco Arena Fly.Hub | Encerramento do segundo dia

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 290 Visualizações
Business

Lucro líquido do Banrisul cresce 42,4% no 1º semestre de 2025

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

O Banrisul alcançou lucro líquido de R$ 619,2 milhões no primeiro semestre de 2025, crescimento de 42,4% ou R$ 184,3 milhões frente ao resultado do mesmo período de 2024. O desempenho reflete, especialmente, o incremento da margem financeira, a expansão da carteira de crédito e o aumento das receitas de prestação de serviços.

Com relação ao segundo trimestre de 2025, o lucro líquido do Banco totalizou R$ 377,7 milhões, elevação de 56,4% frente ao primeiro trimestre deste ano, puxado principalmente pelo crescimento da margem financeira e pelo comportamento favorável das perdas líquidas esperadas associadas ao risco de crédito.

No primeiro semestre de 2025, o saldo dos recursos captados e administrados alcançou R$ 123,9 bilhões, com crescimento de 6,8% em relação a dezembro de 2024, alavancado especialmente pela captação em depósitos a prazo, depósitos judiciais e administrativos e letras financeiras. O CDB Progressivo Pré, lançado no primeiro trimestre do ano, foi destaque com avanço de 128,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, chegando ao saldo de R$ 974,0 milhões ao final de junho. As captações em LCI e LCA cresceram 17,1% e 11,7% em junho de 2025, respectivamente, em relação a dezembro de 2024; e a captação em Letras Financeiras, incluindo subordinadas, cresceu 101,2% no mesmo período. Já o patrimônio líquido atingiu R$ 10,6 bilhões no final de junho de 2025, 2,3% superior a dezembro de 2024.

Segundo o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, o compromisso da instituição é proporcionar sinergia que impulsione a economia do Estado com soluções acessíveis, modernas e alinhadas às necessidades dos diferentes perfis de clientes, tanto no segmento de pessoas físicas quanto jurídicas, contribuindo de forma concreta para o fortalecimento das comunidades e do futuro do Rio Grande do Sul. “Ao longo do primeiro semestre de 2025, mantivemos como prioridade o foco em inovação e na proximidade com nossos clientes, promovendo avanços significativos no portfólio de crédito, como o lançamento do Crédito Consignado CLT, que pode ser contratado tanto na rede de agências quanto de forma digital, pelo app Banrisul ou aplicativo da Carteira de Trabalho Digital; e a reabertura do CDC Educação – linha de crédito voltada ao financiamento de cursos de graduação”, frisa.

Fernando Lemos salienta que, no segmento Pessoa Jurídica, a Conta Única Banrisul – limite de crédito rotativo e recorrente, gerenciado pelo próprio empresário – mantém sua posição de destaque como principal produto voltado às empresas. “No portfólio de crédito, implementamos uma nova modalidade de capital de giro flexível e multigarantias para empresas de todos os portes, que conta com a opção de pagamento parcelado ou em parcela única, permitindo a composição de diferentes garantias em uma mesma operação.”

O dirigente destaca que a carteira de câmbio tem apresentado um desempenho notável, refletido no crescimento expressivo de 51,1% em comparação a junho de 2024. “Esse aumento foi impulsionado pela expansão da atuação comercial e pelo incremento significativo nas operações de câmbio pronto, cujo volume foi de R$ 9,1 bilhões – R$ 3,0 bilhões a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. A qualidade da carteira é consequência do atendimento personalizado e profundo conhecimento dos negócios dos clientes. O desempenho reforça o compromisso do Banrisul com a inovação e com o apoio à forte vocação exportadora do Rio Grande do Sul”, ressalta.

O presidente do Banrisul afirma que, como parte da estratégia para expandir a carteira comercial do Banco, no primeiro semestre de 2025 foram inaugurados novos espaços Banrisul Empresas nos municípios de Pelotas, Santa Cruz do Sul, Bento Gonçalves, São Leopoldo e na Zona Sul de Porto Alegre. “Durante o mês de agosto, iniciará o funcionamento de mais duas agências Banrisul Empresas: no prédio do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE-RS), localizado na Rua Dom Pedro II, 861, em Porto Alegre; e em Santa Maria. Os novos espaços são destinados exclusivamente a negócios desse público com foco na especialização, eficiência e oferta de produtos e serviços de maneira ágil e aderente ao segmento, reforçando a expansão da presença do Banrisul em regiões com elevado potencial econômico.”

“Como diferencial do nosso relacionamento com os empresários”, enfatiza Fernando Lemos, “existem iniciativas inovadoras de colaboração com os clientes, como a Consultoria Financeira Banrisul Empresas: um conjunto de vantagens e serviços especializados e de forma integrada, destinados a micro e pequenas empresas para auxiliar no entendimento de suas contas e na melhoria contínua dos negócios.” A consultoria conta com uma ferramenta de dados e diagnóstico financeiro do cliente com a qual foram criadas soluções personalizadas e estratégias de negócios por meio dos produtos e serviços do Banco.

O CEO do Banrisul informa que o Banricompras também tem se destacado como solução de pagamento para pessoas jurídicas, com limites para compras pré-datadas e parceladas que podem substituir os pagamentos com boleto ou cartão de crédito. “O produto se diferencia pelos prazos flexíveis, sendo que os pagamentos podem ser diluídos ao longo do mês, evitando picos de despesas e integrando uma excelente ferramenta de gestão de fluxo de caixa.”

“Nesse segundo trimestre, mantivemos o foco na evolução da experiência dos clientes, que são usuários dos nossos canais digitais, pelo desenvolvimento de novas funcionalidades no aplicativo Banrisul”, assegura Fernando Lemos. Ele revela que, além das melhorias na experiência em contratação de empréstimos implementadas no primeiro trimestre do ano, também foram disponibilizadas a gestão de produtos de crédito e a possibilidade de amortização e quitação de contratos de financiamento imobiliário com recursos próprios. Já na jornada Pix, está disponível a realização de pagamentos para chaves internacionais.

Fernando Lemos anuncia que a expansão da marca Banrisul para todo o território nacional com a abertura da Conta Digital para pessoa física chegou a 200 mil novos clientes. “Além disso, iniciamos a abertura de conta digital para microempreendedores individuais (MEIs) residentes no Rio Grande do Sul e já contabilizamos o ingresso de 1,7 mil novos clientes, o que contribui para o fortalecimento da carteira da pessoa jurídica e com a jornada de transformação digital do Banrisul.”

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 219 Visualizações
Business

Fiergs vê avanços, mas aponta insuficiência em medidas contra tarifas dos EUA

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) avalia, preliminarmente, que o Plano de Contingência anunciado pelo governo federal na última quarta-feira (13) para mitigar os impactos das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, impostas pelos Estados Unidos, é necessário e relevante para dar fôlego às empresas afetadas, mas insuficiente para garantir a sustentabilidade dos negócios e preservar empregos. A ausência de medidas trabalhistas concretas no plano é preocupante, uma vez que, somente no Rio Grande do Sul, milhares de postos de trabalho estão diretamente ameaçados.

A Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto, prevê a liberação de R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas, além de outras ações como reativação do programa Reintegra e prorrogação do prazo de regimes fiscais especiais como o Drawback, pleitos defendidos pela Fiergs desde o início do conflito comercial.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, afirma que ainda é preciso entender exatamente como as medidas irão funcionar, embora não sejam capazes de restabelecer a competitividade de entrada no mercado dos EUA. “As medidas são paliativas, não resolvem o problema. Ainda precisamos de um plano para preservar os empregos. O governo, acima de tudo, deve manter o foco na negociação diplomática para reduzir as tarifas”, afirma.

Confira, ponto a ponto, as propostas e a avaliação do Sistema Fiergs

– Linha de Crédito de R$ 30 bilhões

A Fiergs avalia que a iniciativa é positiva, mas manifesta preocupação com a exigência da manutenção de emprego para acesso às linhas, uma vez que nenhuma medida concreta foi anunciada para a preservação dos postos de trabalho.

– Ampliação do Reintegra
Grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%. A Fiergs considera a medida relevante, especialmente porque dará fôlego às micro e pequenas indústrias.

– Drawback

A MP prevê prorrogar, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime. A Fiergs considera a medida positiva e de acordo com as expectativas da indústria.

– Fundos Garantidores de Exportações

Serão liberados cerca de R$ 4,5 bilhões para os fundos garantidores de exportações para que as empresas tenham acesso ao crédito e seguro de exportação. Para ter acesso às linhas de crédito e seguro, no entanto, é preciso manter empregos. A Fiergs destaca a importância da medida, mas manifesta preocupação com o pré-requisito, uma vez que não há medidas claras do governo para preservar os empregos das indústrias afetadas.

– Compras governamentais

A medida é restrita e falta clareza na sua aplicação.

– Adiamento de tributos federais

A Receita Federal fica autorizada a fazer o adiamento de cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço pelos próximos dois meses. A Fiergs considera a medida relevante.

Impacto das tarifas para o RS

Segundo a Unidade de Estudos Econômicos do Sistema FIERGS, entre os cinco estados que mais exportam para os Estados Unidos, o Rio Grande do Sul foi o que mais teve embarques atingidos pela tarifa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump. Aproximadamente 85% das exportações gaúchas para os Estados Unidos serão taxadas. Entre os ramos industriais, o de armas de fogo é o mais dependente dos EUA, destinando 85,9% de suas vendas ao país. Na sequência, aparecem os transformadores, com 79,3%. Em relação ao emprego, o ramo de calçados de couro, que envia 47,5% de sua produção para os norte-americanos, concentra o maior contingente de trabalhadores: 31,5 mil.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 164 Visualizações
Business

Sistema Fiergs lança Jornada de Sucessão Empresarial com foco em governança e longevidade dos negócios

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

Com o objetivo de fortalecer a governança e assegurar a continuidade das empresas familiares, o Sistema FIERGS, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS) e do Conselho de Desenvolvimento de Lideranças (Conlider), realizou nesta quarta-feira (13), na sede da Federação, a etapa inaugural da Jornada de Sucessão Empresarial. O encontro, batizado de Embarque, marca a primeira edição do projeto em solo gaúcho. Industriais estiveram presentes para debater práticas de gestão, retenção de talentos e compartilhar experiências.

A iniciativa é uma realização nacional do IEL, em parceria com o Movimento Novos Líderes Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Cambridge Family Enterprise Group e a Academia de Negócios da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

Dados do estudo Empreendedorismo Industrial – O perfil dos novos líderes, do Observatório Nacional da Indústria e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), apontam que apenas 5% das empresas familiares brasileiras chegam à terceira geração. O projeto Jornada de Sucessão Empresarial surge com o objetivo de oferecer ferramentas e estratégias que buscam garantir a longevidade dos negócios, com foco na capacitação de lideranças para enfrentar os desafios de um cenário econômico cada vez mais competitivo.

Na abertura do encontro, o coordenador do Conlider, Ubiratã Rezler, destacou que a sucessão bem planejada é vital para a perenidade dos negócios. Ele ressaltou a importância de reter talentos e valorizar a “prata da casa”, garantindo que sucessores e sucedidos estejam abertos às informações e experiências compartilhadas durante a jornada. “Os empresários que estão aqui, sucessores e sucedidos, precisam estar abertos ao que será discutido hoje para fazer a diferença em suas empresas”, afirmou, reconhecendo que o tópico sucessão é muitas vezes visto como tabu.

A diretora-geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta, convidou os participantes a refletirem sobre o significado de “suceder” e sobre como a sucessão está diretamente ligada à competitividade da indústria. Ela reforçou a necessidade de modernizar o setor e atrair as novas gerações para dentro das indústrias. “Para aumentar a competitividade, é essencial reter os talentos da nossa indústria”, destacou.

Já a coordenadora de Carreiras e Educação Executiva do IEL Nacional, Carolina Faust, reforçou que a iniciativa é parte da estratégia nacional do Instituto de fortalecer a governança e a perenidade das empresas. “Estamos tangibilizando a necessidade de trabalhar a continuidade dos negócios, pois isso impacta diretamente no desenvolvimento industrial”, disse.

Momento de trocas e inspirações

A sócia-fundadora da Abrir-se – Consultoria em Governança, Daniela Teixeira, foi a facilitadora deste primeiro encontro. Especialista em governança familiar, ela conduziu atividades voltadas à reflexão sobre os diferentes processos de sucessão, destacando que “a beleza da governança não é ela em si, mas o processo que leva até ela. Cada família tem seu processo, cada família tem seus desafios e oportunidades.”

Daniela reforçou que, mais importante do que formar herdeiros é preparar acionistas conscientes, capazes de contribuir positivamente para o negócio mesmo sem atuar diretamente na gestão. Ela explicou que a governança deve se apoiar nos três eixos: familiar, societário e corporativo, e que também é essencial ter uma base de valores fortes e compartilhados para promover a perenidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 211 Visualizações
Business

Tecnologia, inovação e o futuro da indústria em exposição na Mercopar 2025

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

De 14 a 17 de outubro, Caxias do Sul será palco da maior feira de inovação industrial da América Latina. A Mercopar 2025 promete surpreender com um panorama das principais tendências e tecnologias que estão transformando a indústria nacional e global.

Promovida pelo Sebrae RS, em parceria com a FIERGS, a feira é reconhecida por sua forte presença nos setores de máquinas para metalmecânica, plástico, borracha e energia, e, nos últimos anos, tem se consolidado como espaço estratégico para apresentar inovações disruptivas aplicadas ao chão de fábrica. Nesta edição, os visitantes terão acesso a soluções que já estão moldando a indústria do futuro, e que também chamam a atenção em feiras internacionais como a Hannover Messe, na Alemanha. Fabiano Dallacorte, especialista em Indústria Inteligente do Sebrae RS, falou sobre as tecnologias que estarão em exposição na Mercopar 2025.

Entre os destaques desta edição está a manutenção preditiva, uma tecnologia cada vez mais essencial para o aumento da eficiência das máquinas. A partir da instalação de sensores inteligentes, é possível monitorar em tempo real variáveis como vibração, temperatura, ruído e consumo energético. “Esses dados são interpretados por sistemas inteligentes que identificam desvios e antecipam falhas antes que se tornem problemas reais, permitindo uma programação de manutenção mais precisa e evitando paradas inesperadas”, detalha.

Para Fabiano, outro ponto central na transformação da indústria, e amplamente explorado na feira, é a visibilidade da produção. Sensores instalados ao longo da linha produtiva coletam informações detalhadas sobre o desempenho operacional, como a quantidade de itens produzidos, desperdícios, consumo de energia e produtividade por hora. Esses dados são integrados a sistemas MES (Manufacturing Execution Systems), que conectam o chão de fábrica ao planejamento estratégico, viabilizando decisões mais rápidas, precisas e orientadas por dados.

“A evolução tecnológica ganha ainda mais profundidade com os chamados gêmeos digitais, uma das soluções mais fascinantes que estarão em exposição”, explica. Trata-se de uma réplica digital da fábrica, criada a partir dos dados coletados em tempo real. Essa representação virtual permite simular o funcionamento de máquinas, prever gargalos, testar cenários e ajustar processos sem a necessidade de interferir fisicamente na operação. A tecnologia, que já começa a ser chamada de “metaverso industrial”, amplia a capacidade de gestão remota e a previsibilidade no ambiente produtivo.

“Em meio aos desafios enfrentados pela indústria, especialmente no que diz respeito à escassez de mão de obra qualificada, a realidade aumentada e a realidade mista também aparecem como aliadas importantes”, projeta Fabiano. Por meio de óculos inteligentes, operadores podem visualizar instruções projetadas diretamente sobre os equipamentos, recebendo orientações para montagem, manutenção ou operação. A tecnologia também permite suporte técnico remoto, aumentando a autonomia das equipes e reduzindo falhas operacionais, além de ser uma poderosa ferramenta para treinamentos mais eficientes.

A inovação também está presente na matéria-prima. Um exemplo é a chegada da empresa alemã Igus, que apresentará seus plásticos autolubrificáveis, materiais desenvolvidos para substituir componentes metálicos em ambientes onde o uso de óleo e graxa representa risco de contaminação, como na indústria alimentícia. “A aplicação desses novos materiais contribui para processos mais limpos, seguros e sustentáveis. Além disso, outras soluções em destaque incluem a impressão 3D em metal, que permite a produção de peças com geometrias complexas e personalizadas, otimizando o uso de recursos e viabilizando novos modelos de design industrial”, detalha.

Com essas e outras inovações, a Mercopar 2025 reafirma seu papel como uma plataforma de conexão entre empresas, startups, instituições e profissionais interessados em tecnologia, produtividade e futuro industrial. “Para o Sebrae RS, a feira é uma oportunidade concreta de aproximar as micro e pequenas empresas das ferramentas que vão garantir sua competitividade nos próximos anos, fomentando uma indústria mais inteligente, integrada e sustentável”, conclui Dallacorte.

Foto: Eduardo Rocha/divulgação | Fonte: Assessoria
15/08/2025 0 Comentários 255 Visualizações
Business

Debate “Tá na Mesa” discute riscos à democracia e liberdade de expressão

Por Marina Klein Telles 15/08/2025
Por Marina Klein Telles

A Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) promoveu, nesta quarta-feira (13/08), em sua sede, mais uma edição do “Tá na Mesa”, desta vez com o tema “Riscos à Democracia”. O encontro reuniu personalidades do mundo jurídico e empresarial para analisar o atual contexto político, os desafios à liberdade de expressão e o papel das instituições no país.

Participaram do painel Cláudio Lamachia, ex-presidente da OAB do Brasil e Ricardo Gomes, advogado, professor, apresentador do programa Magna Carta na plataforma Brasil Paralelo, ambos integrantes do Conselho Consultivo do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Rio Grande do Sul (SETCERGS). Também participou José Fernando Gonzalez, professor de Processo Penal da Universidade Federal de Pelotas, promotor de Justiça aposentado e advogado criminalista.

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, fez uma avaliação crítica sobre o momento atual. “Vejo muitos jornalistas com medo de se manifestar como faziam há cinco ou dez anos. Hoje, para mim, não vivemos uma democracia plena. Não chegamos a ser uma Venezuela ou uma ditadura, mas estamos, sim, sem pudor de violar a Constituição”, afirmou, destacando que tanto discursos de direita quanto de esquerda têm sido usados para manter privilégios ou atacar opositores.

Entre as lideranças presentes, o presidente do SETCERGS, Delmar Albarello, acompanhou o debate como convidado e destacou a relevância do tema para o ambiente de negócios. “Discutir riscos à democracia e estabilidade institucional é fundamental para todos os setores, especialmente o transporte de cargas, que depende diretamente de previsibilidade e segurança jurídica para seguir investindo e gerando empregos”, observou.

Cláudio Lamachia relembrou sua trajetória à frente da OAB e ressaltou que o combate à corrupção continua sendo um grande desafio. “Acreditei que o Brasil pudesse vencer a corrupção, mas hoje vivemos uma guerra ideológica e uma polarização intensa”, avaliou.

José Fernando Gonzalez chamou atenção para a crescente centralidade do processo penal no debate público. “Na época da faculdade, o processo penal não tinha a projeção que tem hoje. Hoje é pauta diária nos principais telejornais”, afirmou.

Já Ricardo Gomes analisou o enquadramento jurídico de recentes acontecimentos no país. “Houve a cogitação e o planejamento de um possível golpe de Estado. No Brasil, não se pune atos de mera cogitação ou preparação — apenas a execução. É difícil sustentar que este processo entregue plenamente o que a Justiça deveria oferecer ao povo brasileiro”, concluiu.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
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