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Marina Klein Telles

Marina Klein Telles

Cultura

Moove assina campanha “Isso não é Amor” da ARI com foco na prevenção ao feminicídio

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A violência contra a mulher não começa na manchete. Ela começa nos sinais. É a partir dessa reflexão que a Agência Moove desenvolveu para a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) a campanha “Isso não é Amor”. A iniciativa busca conscientizar a sociedade sobre a escalada da violência contra a mulher, focando na identificação precoce de comportamentos abusivos e na importância da denúncia. 

Com uma estética de forte apelo visual, a campanha foi lançada neste sábado, 07 de março, na sede da ARI, e utiliza fotografias em preto e branco que simbolizam a fragmentação emocional vivida por mulheres em relações tóxicas. O contraste surge em cores vibrantes na mensagem central: “Isso não é amor. É violência psicológica.” A estratégia criativa visa romper o ciclo de invisibilidade que antecede a violência física, destacando frases como “Eu achava que a culpa era toda minha”.

A campanha conta ainda com um vídeo assinado pela Mythago, que traz a participação da correspondente internacional Carolina Cimenti. O projeto é enriquecido pelas vozes das gaúchas Marília Feix, Marcia Caspary, Diana Manenti, Debora Finochiaro, Lucia Severo, Katia Marques, Ana Schneider, Liz Dias, Fernanda Leite, Midian Almeida, Janine Locatelli e Yve Machado.

Um dos pilares da comunicação é o chamado à responsabilidade da sociedade e, especialmente, dos meios de comunicação. Ao afirmar que o desfecho trágico começa muito antes da notícia, a campanha convida o público a olhar para todo o percurso da violência. O material reforça o uso do telefone 190 como canal essencial para salvar vidas.

Para o CEO da Moove, Gabriel Fuscaldo, a construção do projeto foi guiada por uma abordagem que une sensibilidade social e força estética. “O objetivo é desconstruir a romantização de comportamentos abusivos. Nossa missão, em conjunto com a ARI, é gerar identificação imediata nas vítimas e na rede de apoio, contribuindo para uma cultura de prevenção real”, afirma.

A campanha integra as ações institucionais da ARI e reafirma o compromisso da entidade com causas sociais urgentes. Além de informar, a iniciativa busca fortalecer o papel pedagógico da imprensa na construção de uma sociedade mais consciente e ativa no enfrentamento à violência de gênero.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 256 Visualizações
Business

Federarroz orienta produtores a relatar aumento de preço e falta de óleo diesel

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), em nota, está orientando os produtores rurais do estado a informarem casos de aumento recente no preço do óleo diesel ou dificuldades de abastecimento do combustível em estabelecimentos comerciais. A entidade vem recebendo reclamações de diferentes regiões gaúchas sobre problemas de fornecimento.

De acordo com a Federarroz, os relatos indicam duas situações principais: aumentos no preço do combustível nos últimos dias e cancelamento de vendas ou alegação de ausência de estoque por parte de estabelecimentos que comercializam óleo diesel.

O diretor jurídico da entidade, Anderson Belloli, solicita que os produtores encaminhem informações sobre postos ou empresas que tenham registrado essas ocorrências. Os dados serão reunidos pela entidade e encaminhados ao Ministério Público, à Polícia Civil, à Polícia Federal e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além de órgãos de defesa do consumidor, para avaliação e eventual adoção das medidas cabíveis.

A entidade informa que a identidade dos produtores será preservada. As denúncias podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 178 Visualizações
Cultura

54º Festival de Cinema de Gramado abre as inscrições

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Serão aceitos na competição longas-metragens de ficção, longas documentais e curtas brasileiros produzidos por empresas produtoras nacionais independentes finalizados a partir de maio de 2025. Os longas e os documentários não podem ter sido exibidos comercial ou publicamente no Brasil e os curtas devem ser inéditos no Rio Grande do Sul. As inscrições para as mostras de longas e curtas gaúchos serão em breve, com data ainda a ser divulgada, e as produções gaúchas também podem ser inscritas nas mostras brasileiras.

São 14 categorias premiadas com o Kikito para Longas-Metragens Brasileiros (LMB), 12 para Curtas-Metragens Brasileiros (CMB) e uma, de Melhor Filme, para Longa-Metragem Documental (LMD). Os vencedores da 54ª edição do mais tradicional festival de cinema do Brasil recebem ainda premiação em dinheiro, além dos troféus e prêmios do Troféu Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas, que são concedidos pelo Festival e Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, e da Mostra de Longas Gaúchos, que têm regulamento próprio. O festival promove ainda Mostras Paralelas fora de competição, cuja programação é definida pela organização.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 220 Visualizações
Business

Painel Mulher Empreendedora abre temporada de eventos da CDL Mulher

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A CDL Santa Cruz, por intermédio do departamento da CDL Mulher, vai abrir sua temporada de eventos nesta terça-feira, dia 10, a partir das 19h, no Soder Hotel, com um painel alusivo ao Dia Internacional da Mulher. Intitulado de Mulher Empreendedora, o evento busca debater a temática “Antes do CNPJ tem uma pessoa”.

A coordenadora do CDL Mulher, Ana Machado, destaca que se trata de um momento para celebrar, inspirar e fortalecer relações entre as empresárias protagonistas do comércio local, mas ao mesmo tempo, aberto aos empresários homens, para que participem das atividades e se integrem aos debates.

A atividade terá como palestrante principal Daniela Mattos, que vai abordar o tema: “Antes do CNPJ tem uma pessoa”. Anteriormente ocorre um painel protagonizado pelas empresárias Thaís Rediske e Joana Tornquist.

Daniela Mattos é apresentadora do programa Elas Inspiram, da TV Cidade de Farroupilha, é graduada em Letras e professora de formação. Atualmente, atua como palestrante e mentora de empresários, desenvolvendo um trabalho voltado ao comportamento humano, liderança e desenvolvimento emocional. Especialista em Neurociência e Comportamento, é mestre em Educação pela Universidade Federal de Pelotas e doutoranda pela Universidade de Passo Fundo, com trabalhos publicados na Europa -Portugal, Espanha e França.

É escritora e autora do livro A Força Que Habita em Mim, obra que convida à reflexão, ao autoconhecimento e ao fortalecimento interior como base para o equilíbrio emocional e o desenvolvimento integral da vida, pessoal e profissional.

Com forte presença nas redes sociais, Daniela é idealizadora da Revista Elas Inspiram, projeto que amplia o propósito do programa televisivo ao destacar mulheres de diferentes áreas e trajetórias, promovendo o protagonismo feminino e valorizando histórias que transformam.

Os ingressos e mais informações podem ser obtidas junto à CDL Santa Cruz pelo WhatsApp (51) 98061-6332. O valor é de R$ 50,00 para associados da CDL e público em geral, R$ 100,00.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Business

Cerca de 85% das exportações do RS ao Oriente Médio passam por países com portos no Golfo Pérsico

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

O Rio Grande do Sul exportou US$ 1,3 bilhão em mercadorias para o Oriente Médio em 2025, valor que correspondeu a 6% do total exportado pelo estado no período. Desse total, 85,6% desembarcam em países com portos no Golfo Pérsico, onde está o Estreito de Ormuz – fechado desde o início do conflito na região. O dado consta de estudo divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Sistema FIERGS e demonstra a dimensão dos riscos aos quais as exportações estão expostas em razão da instabilidade geopolítica.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o cenário atual exige atenção redobrada das empresas gaúchas que mantêm relações comerciais com o Oriente Médio. “A retomada e ampliação do conflito aumentou a instabilidade em uma área estratégica para o comércio internacional, especialmente no entorno do Golfo Pérsico e do Estreito de Ormuz”, avalia.

Entre os principais parceiros comerciais do RS na região estão Emirados Árabes Unidos (US$ 471,5 milhões, equivalente a 36,4% das exportações para o Oriente Médio), Arábia Saudita (US$ 258 milhões e 19,9%) e Irã (US$ 163,9 milhões e 12,7%). “Em meio a toda essa instabilidade, é preciso que as indústrias avaliem rotas e fornecedores alternativos, revisem estratégias e reforcem mecanismos para redução de riscos”, alerta Bier.

Os principais ramos exportados pelo Rio Grande do Sul para o Oriente Médio envolvem produtos do abate de aves (US$ 461,9 milhões, equivalente 35,6% do total exportado pelo ramo), óleos vegetais em bruto (US$ 85,7 milhões, 5,5%), cultivo de milho (US$ 84,1 milhões, 5,4%) e processamento industrial do tabaco (US$ 79,6 milhões, 2,8%).

Do lado das importações, a vulnerabilidade concentra-se sobretudo na aquisição de insumos químicos e produtos ligados à cadeia de fertilizantes. As importações dos intermediários para fertilizantes somaram US$ 414,7 milhões, ou 36,9% das compras do Rio Grande do Sul provenientes dessa região. Um eventual aumento no custo dos fertilizantes por questões logísticas pode impactar a produção agrícola gaúcha e, consequentemente, os produtos do agronegócio.

Acesse o estudo completo no link: https://observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-estrategica/relacoes-comerciais-com-o-oriente-medio-2/

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 262 Visualizações
Variedades

Trabalhadores da indústria entram no debate da Conicq e estabelecem canal de diálogo com o governo

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

A Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco) participou nesta semana de uma agenda considerada histórica na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília, durante reunião vinculada à Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq). Embora a comissão seja composta exclusivamente por órgãos do governo federal, o encontro abriu espaço para ouvir representantes da cadeia produtiva, permitindo que trabalhadores apresentassem suas trajetórias e a realidade social e econômica associada à produção de tabaco no Brasil.

A delegação da Fentitabaco foi formada pelo presidente da entidade, Rangel Marcon, pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), Éder Rodrigues, além dos trabalhadores Camili Aparecida Rodrigues do Prado, do Rio Grande do Sul, e Jorge Jorge Neto, do Paraná. Durante a reunião, os representantes compartilharam experiências que evidenciam a dimensão social da atividade e a presença da cadeia produtiva em diferentes regiões do país.

Camili relatou que sua ligação com o tabaco atravessa gerações familiares e que foi a renda da produção que permitiu acesso à educação e oportunidades profissionais. Filha e neta de produtores, afirmou que a atividade representa mais do que uma fonte de renda para muitas famílias do meio rural. “A renda do tabaco sempre fez parte da nossa história. Foi ela que permitiu estudar, construir uma profissão e permanecer no campo com dignidade”, afirma. O trabalhador da indústria Jorge Jorge Neto destacou que a atividade sustenta milhares de trabalhadores e municípios inteiros. “Quando se discute o futuro do tabaco, não estamos falando apenas de um produto. Estamos falando de empregos, de famílias e de regiões que dependem dessa atividade”, afirma.

Entre os integrantes da comissão, o representante do Ministério da Agricultura, Gustavo Henrique Marquim Firmo de Araújo, destacou o significado da presença dos trabalhadores na reunião. Para ele, o encontro marca um momento importante na trajetória da comissão ao abrir espaço para ouvir diretamente quem vive da cadeia produtiva. “Este é um dia histórico na Conicq, porque até então os trabalhadores não haviam participado de uma audiência da comissão. A presença de vocês aqui amplia o diálogo e contribui para que possamos compreender melhor as diferentes realidades envolvidas nesse processo”, afirma.

A secretária executiva da Conicq, Vera Luiza da Costa e Silva, ressaltou que o espaço de escuta integra o compromisso institucional previsto no tratado internacional e que o diálogo com os setores envolvidos faz parte do processo de construção das políticas públicas relacionadas ao tema. “O tratado também considera os aspectos sociais relacionados ao trabalho e à produção. Por isso esses momentos de escuta são importantes para compreender diferentes realidades”, afirma. Ao encerrar sua manifestação, dirigiu-se aos trabalhadores com um gesto simbólico de acolhimento e concluiu com a expressão “até a próxima”, sinalizando que a participação da cadeia produtiva é bem-vinda no processo de diálogo.

“Nada sobre nós, sem nós”

O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, afirmou que a participação dos trabalhadores em espaços de debate sobre políticas públicas é fundamental para que decisões considerem a realidade social e econômica do setor. Ele destacou que a cadeia produtiva do tabaco envolve aproximadamente 1,6 milhão de brasileiros entre empregos diretos, indiretos e induzidos, além de gerar cerca de R$ 30 bilhões anuais em impacto fiscal para União, estados e municípios.

Marcon defendeu que o debate sobre o setor precisa incluir aqueles que vivem diretamente dessa atividade. “Nada de nós, sobre nós. Quando se discutem políticas públicas que afetam trabalhadores e suas famílias, é fundamental que essas pessoas também sejam ouvidas”, afirma.

O dirigente avaliou que a reunião foi produtiva e abriu um canal de diálogo importante com a Conicq. Segundo ele, a federação permanece à disposição para contribuir com informações e para receber representantes das instituições públicas nas regiões produtoras, ampliando a compreensão sobre a realidade social da cadeia produtiva.

Representação sindical

A agenda com a série de visitas institucionais foi programada junto com lideranças dos cinco sindicatos representados pela Fentitabaco. Participaram desta construção o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo do Alto Vale do Itajaí, Planalto Norte e Oeste Catarinense (Sintifavi); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo da Região Sul de SC (Sitifursc); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo de Uberlândia (Sintraf); o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo de Rio Negro, no Paraná (Sitifumo) e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa). O convite para a representação foi aberto e acolhido pela direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo e Alimentação de Santa Cruz do Sul e Região (Stifa), que dentro da federação é o maior sindicato em número de trabalhadores representados, alcançando a marca de 15 mil trabalhadores do setor vinculado, especialmente em períodos de safra.

Para o presidente do Stifa, Éder Rodrigues, a presença junto à delegação reforça a importância da organização sindical na defesa dos trabalhadores da indústria do tabaco. Segundo ele, não somente dentro do grupo que representa os trabalhadores na indústria do tabaco, o Stifa é uma das maiores e mais representativas entidades, que diariamente oferta serviços nas áreas médicas, odontológica, jurídica e de bem-estar ao trabalhador.

Rodrigues afirma que a cadeia produtiva do tabaco representa emprego formal, renda estável e organização social consolidada em diversas regiões produtoras. “A abertura desse diálogo em Brasília representa um avanço importante para que trabalhadores participem das discussões que impactam diretamente o futuro da atividade. E para nós, do Stifa, assim como os demais sindicatos, torna-se fundamental acompanhar de perto toda esta mobilização pró-trabalhador”, complementa.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 229 Visualizações
Variedades

Do Brasil para o mundo: o agro brasileiro que exporta talentos

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Embora as mulheres já representem cerca de um terço das lideranças no agronegócio brasileiro e pouco menos na indústria, a presença feminina em posições técnicas e executivas globais ainda é proporcionalmente menor. É nesse cenário que três brasileiras ocupam hoje cargos globais na JTI, em países como Espanha, Alemanha e nos Estados Unidos, em áreas estratégicas ligadas à indústria e à cadeia produtiva do agro, ilustrando um avanço gradual e consistente, e colocando o agro brasileiro em destaque na formação de talentos.

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que mulheres ocupam aproximadamente 29% dos cargos de liderança, enquanto em áreas técnicas, o desafio tem sido maior: segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), cerca de 20% dos profissionais registrados em engenharia no país são mulheres. Já os dados recentes do Observatório das Mulheres Rurais indicam crescimento consistente no número de propriedades lideradas por mulheres na última década, que hoje representam cerca de 19% do total no país.

É nesse contexto que as histórias dessas três profissionais ganham relevância.

Aos 47 anos, Samara Bandones Correa atua hoje como Gerente de Compras (Categoria Global Marketing & Vendas) em Madrid. A trajetória internacional foi construída ao longo de candidaturas internas até a conquista da posição. “Acreditei no processo. Foram várias etapas até conseguir essa posição internacional e cada passo me preparou para o seguinte”, afirmou.

A mudança para a Espanha mobilizou toda a família. O marido, que trabalhava como gerente no setor de telecomunicação, optou por deixar o emprego para acompanhar a nova fase profissional da esposa. Os dois filhos e nove pets também fizeram parte da mudança. “Foi uma decisão construída em família. Sabíamos que seria uma grande transformação, mas entendemos que era uma oportunidade importante”, relatou Samara.

Em Trier, na Alemanha, Roberta Hoffmann Machado, 35 anos, atua na área de Qualidade Global em um dos hubs globais na área da companhia. Engenheira de Produção com mestrado voltado à inovação e sustentabilidade, ela construiu sua trajetória majoritariamente em ambientes técnicos. “Eu estabeleci metas muito claras para mim. Queria me tornar gerente até os 35 anos e ter uma experiência internacional antes dos 40. Consegui alcançar esses dois objetivos antes do que tinha planejado”, disse.

O marido, que também atuava na indústria de tabaco no Brasil, também deixou seu emprego para acompanhá-la na Alemanha. “Meu diferencial sempre foi dedicação e consistência. Eu me preparei para cada etapa e sempre tive o apoio da minha família – e isso fez toda a diferença. Sem apoio, não conseguimos ir para frente”, afirmou Roberta.

Essas mudanças refletem um fenômeno mais amplo: uma geração de profissionais que vê na mobilidade global uma oportunidade de expandir horizontes e acumular experiências, entendendo que decisões de carreira muitas vezes envolvem a família inteira. Em alguns casos, os parceiros apoiam essas escolhas a ponto de abrir mão dos próprios empregos para acompanhá-las, um movimento que, até poucos anos atrás, ainda era pouco comum nas trajetórias femininas.

Natural do interior do Rio Grande do Sul e filha de produtores rurais, Catieli Patrícia Kohl, 30 anos, construiu sua carreira ao longo de quase uma década até assumir, em 2025, a gerência de Qualidade Técnica em Danville, nos Estados Unidos. Foi produtora rural por um tempo, mas nutria o sonho de ingressar no meio corporativo e trabalhar no exterior. Para isso, começou no chão de fábrica e investiu nos estudos. “Minha trajetória foi construída com disciplina e constância. Sempre busquei aprender em cada função que desempenhei”, contou. “Cada etapa trouxe aprendizados importantes para assumir responsabilidades maiores.”

Além do preparo individual, políticas corporativas de mobilidade e desenvolvimento são determinantes para ampliar a presença feminina em posições globais. “Na JTI, a mobilidade internacional é resultado de uma cultura que estimula protagonismo, desenvolvimento e visibilidade, especialmente para talentos femininos. Temos visto cada vez mais mulheres brasileiras assumindo projetos e posições em outros países, fortalecendo o Brasil como um hub de talentos, globalmente. Mais do que uma movimentação de carreira, esse avanço representa confiança, preparo e ampliação da presença feminina em espaços estratégicos. Nosso compromisso é seguir criando oportunidades para que mais mulheres se sintam prontas e apoiadas para dar esse passo”, afirma Paloma Ferreira, Gerente de Experiência do Colaborador da área de Pessoas & Cultura da JTI no Brasil.

Nos últimos seis anos, a JTI registrou 44 movimentações internacionais a partir do Brasil. Nesse período, a participação feminina esteve presente em todos os anos, refletindo um avanço consistente na presença de brasileiras em posições globais.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 272 Visualizações
Variedades

Cenp-Meios: Região Sul concentrou R$ 1,1 bilhão de investimento em propaganda em 2025

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Os estados da Região Sul do Brasil receberam um investimento de R$ 1,1 bilhão de reais em mídia durante o ano de 2025, de acordo com dados compilados pelo Painel Cenp-Meios, divulgado pelo Cenp, Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário. A região teve participação de 4,04% do valor total nacional, que atingiu R$ 28,9 bilhões – crescimento de 10% sobre o ano anterior, em desempenho quatro vezes melhor que o PIB nacional de 2,3%, recentemente anunciado pelo IBGE.

O painel, que reúne dados de 330 agências no Brasil (258 matrizes e 72 filiais), reflete o faturamento dos Pedidos de Inserção (PIs) efetivamente veiculados e consolidados por meio, período, estado e região. As veiculações nacionais responderam por 68% do total investido. As realizadas na região Sudeste concentraram 19,4%, seguidas por Nordeste (4,5%), Centro-Oeste (2,9%) e Norte (1,1%).

A expansão dos investimentos publicitários no ano passado acontece após um 2024 marcado por grandes eventos midiáticos, como os Jogos Olímpicos de Paris, e pelo calendário eleitoral. “Mesmo num ano sem grandes marcos, o mercado publicitário brasileiro demonstrou resiliência e dinamismo”, diz Luiz Lara, presidente do Cenp. “Fazemos parte de um setor estratégico, que une negócios, criatividade e conexão com os consumidores, que gera empregos de qualidade e ajuda a impulsionar a economia. É um setor que cresce porque se transforma e continua a gerar valor para as empresas e para a sociedade.”

O Painel Cenp-Meios é acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica (NQT), organismo estatutário especializado no setor de pesquisa, mídia, circulação e métricas, composto por representantes de anunciantes, agências, elos digitais e veículos de comunicação. O Cenp-Meios também conta com a aferição da KPMG, responsável pela análise de integridade e pela segurança do sistema.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 289 Visualizações
Business

Da fazenda ao mercado premium: mulheres impulsionam a Carne Angus Certificada

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

Por 30 anos, Simone Romancini acompanhou o pai em uma empresa que produzia equipamentos para a pecuária. Em 2020, tornou-se proprietária da Fazenda Nossa Senhora Aparecida I e II, em Novas Laranjeiras (PR), no centro-sul do estado, e buscou fazer diferente para alavancar a produção de carne de qualidade. “De três anos para cá, percebi que poderia ter muito mais se eu partisse para uma carne premium, uma carne diferenciada. Foi nesse momento que a carne Angus surgiu na minha vida. Comecei a pesquisar um consumidor mais detalhista, que busca algo diferente. Com esse objetivo, entrei para o Programa Carne Angus Certificada”, conta a pecuarista.

Simone nasceu em uma família apaixonada pelos animais e pela vida no campo, com irmão e filhos veterinários. Entretanto, apesar de estar acostumada com a lida, a pecuarista salienta que encontrou dificuldades no período inicial no comando da propriedade, não apenas por estar situada em um setor predominantemente masculino, mas também por almejar mudanças. Mas, ela acreditou no propósito e seguiu em frente. “Lá atrás, não foi nada fácil, porque eu via alguns olhares de desdém, alguns comentários pejorativos. Com o passar do tempo, meu trabalho começou a se sobressair, as coisas estão diferentes. Com o decorrer dos anos, fiquei mais confiante, sabendo me posicionar melhor em um mercado que era masculino”, destaca.

A partir da parceria com a Padrão Beef, Simone passou a entregar carne premium e está se especializando para alcançar qualidade ainda maior. “Com mais cuidado, mais capricho. De uns três anos para cá, é só Angus que temos na fazenda”, destaca, ao concluir que o trabalho não se diferencia entre ser de homem ou de mulher. “Existem pessoas que são qualificadas e pessoas que não são. Temos que fazer o nosso melhor e acreditar que vamos conseguir”, assegura.

Outro exemplo de produtora que entrega seu melhor para produzir Carne Certificada Angus vem de Lídia Massi Serio. A proprietária da Fazenda São Luiz, em Mato Grosso do Sul (MS), é a terceira geração de produtores rurais da família e vem conduzindo de perto o trabalho com gado Angus, que, segundo ela, chegou para agregar muita qualidade ao rebanho. “A raça Angus foi uma forte aliada para o melhoramento dos resultados na pecuária. Iniciamos com o projeto de aproveitar o excelente desempenho desses animais, principalmente no ganho de peso e na qualidade da carne. Existe uma demanda alta do mercado por carne de qualidade, portanto, a produção com genética Angus tem se tornado cada vez mais atrativa, principalmente na comercialização”, destaca.

Em relação ao programa de certificação, Lídia evidencia os benefícios de lidar com um padrão superior de proteína no mercado. “Entram as bonificações e a maior valorização da carcaça no frigorífico, o que incentiva o melhoramento genético do rebanho. Também abre a possibilidade de comercializar uma carne premium com selo de qualidade reconhecido pelo mercado, algo que tem se tornado cada vez mais atrativo e necessário”, acentua a produtora, que recomenda resiliência e persistência para vencer desafios que ainda se impõem no campo, como a imprevisibilidade das leis rurais e a falta de mão de obra qualificada. “Os obstáculos, por muitas vezes, fogem da nossa capacidade de controle, mas o campo é surpreendente, é como um filho querido que faz malcriação, mas depois te abraça e beija com carinho. Não dá para resistir”, afirma.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 241 Visualizações
Business

Sistema Ocergs mira em hub de negócios para ampliar a competitividade das cooperativas gaúchas

Por Marina Klein Telles 09/03/2026
Por Marina Klein Telles

O Sistema Ocergs está avançando para um novo posicionamento estratégico: tornar-se um hub de negócios capaz de ampliar a competitividade das cooperativas gaúchas no mercado nacional e internacional. Mais do que a representação institucional, a entidade passa a atuar como articuladora de oportunidades comerciais, conectando cooperativas, indústrias, compradores e novos mercados.

A proposta é organizar demandas, estimular rodadas de negócios qualificadas e apoiar a inserção das cooperativas em grandes canais de comercialização. Entre as frentes estruturantes dessa estratégia estão projetos estaduais de trade marketing, voltados a fortalecer a presença coordenada de produtos cooperativos no varejo. Além disso, o novo momento visa qualificar estratégias comerciais, além de incentivar a participação em feiras nacionais e internacionais.

Neste contexto, o novo posicionamento terá sua estreia na Expodireto Cotrijal 2026, realizada de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque. Durante o evento, a Casa do Cooperativismo será estruturada como um ambiente de conexões e articulação de negócios, aproximando cooperativas, indústrias e agentes de mercado.

Com ambientes destinados a reuniões, encontros institucionais e ativações, o espaço foi concebido para funcionar como ponto de apoio às cooperativas presentes na feira. Mais do que apresentar produtos, a proposta é viabilizar oportunidades comerciais e fortalecer relações estratégicas.

O destaque da programação será o evento Conexão de Negócios, que acontecerá no dia 12 de março, às 16h, e funcionará como o espaço oficial de networking da Casa do Cooperativismo, recebendo cooperativas, grandes nomes da indústria agrícola e entidades representativas. A iniciativa foi criada para aproximar cooperativas compradoras, fornecedores e parceiros estratégicos, reforçando o papel do Sistema Ocergs como articulador de negócios para o setor.

Outro diferencial desta edição será um espaço dedicado à apresentação do portfólio de serviços da entidade. O Time de Soluções do Sistema Ocergs estará disponível para apresentar iniciativas voltadas ao acesso a mercados, promoção comercial conjunta e apoio personalizado às cooperativas. Entre os ambientes da Casa, o Espaço SomosCoop também estará presente, reunindo produtos de cooperativas gaúchas que utilizam o carimbo SomosCoop e integram atualmente a Vitrine SomosCoop.

Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a iniciativa representa mais um passo para posicionar o cooperativismo como uma representação empresarial organizada para competir em escala. “Estamos estruturando o modelo de negócio para disputar mercado em outro patamar, com mais inteligência comercial, presença estratégica e geração de valor para o desenvolvimento econômico do Estado”, destaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/03/2026 0 Comentários 268 Visualizações
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