Com mais de 60 anos de atuação, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Novo Hamburgo realiza, em média, 670 atendimentos mensais destinados a pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Para falar sobre o trabalho desenvolvido pela entidade, que integra as 2.265 Apaes espalhadas em todo o Brasil, o diretor Carlos Spengler participou da sessão plenária da segunda-feira, 20. O convite foi da vereadora Deza Guerreiro (PP).
Fundada em 28 de agosto de 1963, a Apae de Novo Hamburgo atende pessoas de diferentes idades com entraves no desenvolvimento de seus ciclos de vida, oferecendo serviços gratuitos e adaptados a cada singularidade. Atualmente, a associação mantém ações de assistência social, atendimentos em sua clínica interdisciplinar — composta por profissionais de fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia e serviço social — e o trabalho de sua Escola Especial. A diretoria atua de forma voluntária. Há também os autodefensores, representantes dos assistidos na direção da entidade.
Spengler apresentou dados que demonstram o impacto do movimento apaeano no país. Segundo ele, são 1,7 milhão de pessoas atendidas e mais de 25 milhões de atendimentos mensais. O Rio Grande do Sul possui 206 Apaes. “Em Novo Hamburgo, com a crescente demanda de pessoas com deficiência sem atendimentos no município, um grupo se mobilizou para criar uma instituição que pudesse acolher essa comunidade”, contou o dirigente, lembrando que o ato de fundação ocorreu no antigo plenário da Câmara. Hoje, a escola da Apae/NH possui 214 alunos e realiza, em média, 670 atendimentos por mês.
Ele destacou ainda a participação da Apae na Feira Municipal de Iniciação Científica e Tecnológica de Novo Hamburgo (Femictec) e nas Paralimpíadas Escolares, na qual a instituição conquistou o primeiro lugar geral no ano passado. “A entidade busca atuar com profissionalismo, ética, amor, dedicação, competência e companheirismo na valorização do que seus assistidos têm de melhor. Não olhamos deficiência, mas sim potencialidades”, declarou.
O dirigente relatou outras atividades desenvolvidas pela Apae, como os grupos Seja e Conviver, voltados ao fortalecimento do convívio social, especialmente para pessoas que estavam isoladas em casa. Também mencionou o projeto de inclusão no mercado de trabalho, no qual a equipe da Apae oferece suporte tanto aos trabalhadores quanto às empresas, para que juntos possam superar desafios.
Entre as ações de captação de recursos, Spengler citou eventos e campanhas como a festa junina, o tradicional chá, o carreteiro em parceria com o Rotary Club, a Balada da Apae e o jantar Noite Feliz, realizado no Hotel Swan.
Atuando também como presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Spengler reforçou a importância do Fundo Municipal e da destinação responsável dos recursos. “Atualmente, o projeto de esportes e os serviços de saúde são 100% financiados pelo FunCriança, recurso que captamos anualmente. Se não tivermos esse financiamento, com certeza teremos de cancelar o projeto de esporte e reduzir os atendimentos em saúde. Por isso, faço um apelo: que possamos articular campanhas sérias de destinação do Imposto de Renda e, acima de tudo, ter respeito por esse dinheiro, que é da população de Novo Hamburgo e destinado a fins específicos dessas instituições.”


